São Paulo e Santos disputaram nesta segunda-feira (25) uma final inédita em 40 edições da Copa São Paulo de Futebol Júnior.
O Tricolor Paulista chegou pela nona vez a uma decisão. E conquistou o terceiro título. A garotada do Morumbi também ficou com o caneco em 1993 e 2000. E deixou escapar a taça em seis finais: 1981 (derrota para a Ponte Preta), 92 (Vasco), 94 (Guarani), 2001 (Roma), 2004 (Corinthians) e 2007 (Cruzeiro).
Em 1993, o São Paulo garantiu a taça pela primeira vez também em um clássico paulista. O rival no Pacaembu foi o Corinthians. Com o futuro ídolo Rogério Ceni no gol e a dupla Jamelli e Catê no ataque, o Tricolor venceu por 4 a 3. Com três gols de Jamelli, atual gerente de futebol do Santos. A equipe contava também com o atacante Caio, hoje comentarista da TV Globo, e os laterais André Luís e Pavão. Este foi um dos destaques da equipe, mas não vingou entre os profissionais. No Corinthians, o principal nome era o atacante Marques, atualmente no Atlético-MG.
Sete anos depois, a garotada tricolor voltou a ficar com a troféu graças à vitória sobre o Juventus-SP na final. Destaque daquele time, Júlio Baptista fez o primeiro gol do time no triunfo por 2 a 1. Dos titulares, apenas mais um jogador se destacou como profissional: o meia Fábio Simplício.
O Santos chegou pela terceira vez à decisão do Copa São Paulo de Futebol Júnior. O Peixe foi vice em 1982, perdendo a taça para a Ponte Preta, e campeão em 84. Um ano de dupla alegria para a torcida do Peixe, com dois títulos conquistados em cima do maior rival, o Corinthians. Além da Copinha, o Peixe bateu o adversário na decisão do Paulista.
Se na final do Estadual, Serginho Chulapa foi o grande nome, no jogo decisivo do torneio de juniores o camisa 9 do Alvinegro Praiano também foi o destaque: o atacante Gérson, que marcou o primeiro gol da vitória por 2 a 1. Mas o destino foi ingrato com o jogador, que morreu em 1994, com apenas 28 anos. A causa oficial da morte foi toxoplasmose. Na época, foi comentado que o jogador teria contraído o vírus HIV. O atacante se destacou no Atlético-MG e Internacional, e disputou cinco jogos pela seleção brasileira.
O Peixe conquistou o seu único título da Copinha em 25 de janeiro de 1984. No mesmo dia em que nascia um grande ídolo da torcida santista: um menino batizado apenas como Robson de Souza. Que em 2002 e 2004, já conhecido como Robinho, seria bicampeão brasileiro com a camisa 7 do clube.
A conquista do título brasileiro de 2009 quebrou um jejum de 17 anos do Flamengo, que havia vencido a competição pela última vez em 1992. E outro fato que não ocorria há 17 anos no Campeonato Nacional também foi verificado na edição encerrada no último dia 6. Pela primeira vez desde 1992, o futebol paulista ficou fora do ‘G-2′ do torneio.
Pesquisa feita pelo jornalista Bernardo Pombo, do excelente blog “Bola de Meia“, mostra que nos 16 Campeonatos Brasileiros disputados entre 1993 e 2008, o estado de São Paulo esteve representado na primeira ou na segunda colocação. Ou até nas duas posições.
Em 1992, a final foi carioca, com o Flamengo superando o Botafogo. A partir de então, clubes paulistas conquistaram dez títulos e nove vice-campeonatos.
No Brasileirão de 2009, o São Paulo foi o melhor colocado entre os paulistas, em terceiro lugar.
Veja a lista de campeões e vice brasileiros no período:
Depois do sorteio de exemplares do livro “Os dez mais do Botafogo”, o marketing do GloboEsporte.com criou uma promoção que vai premiar dois internautas com a recém-lançada obra ”Os dez mais do São Paulo”, de autoria Arnaldo Ribeiro.
No livro, a partir de depoimentos de são-paulinos ilustres, o jornalista escalou a lista com os atletas que mais se destacaram com a camisa tricolor. A ’seleção’ reúne nomes de várias épocas: Leônidas da Silva, Bauer, Canhoteiro, Roberto Dias, Pedro Rocha, Serginho, Dario Pereyra, Careca, Raí e Rogério Ceni.
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Os nomes dos vencedores serão divulgados no próximo dia 5. Boa sorte
E o que você achou da lista dos dez? Acrescentaria algum nome? Deixe o seu recado no espaço destinado aos comentários
Grêmio e São Paulo se enfrentaram nesta quarta-feira em um dos jogos mais importantes da rodada 34 do Campeonato Brasileiro. Os dois clubes já fizeram a final de Nacional – em 1981, quando o Tricolor gaúcho levou a melhor. Naquela decisão, o Grêmio ainda não contava com um dos seus principais ídolos. Que dois anos depois, lideraria o clube ao seu maior feito: a conquista do Mundial Interclubes em Tóquio: Renato Gaúcho.
Mas qual a relação do ex-atacante com o São Paulo? Renato passou por vários clubes (Grêmio, Flamengo, Botafogo, Fluminense, Cruzeiro, Atlético-MG, Roma), mas não chegou a atuar em um time paulista. Mas já vestiu a camisa do São Paulo. E mais: chegou a ser apresentado como jogador do Tricolor Paulista.
Em outubro de 1984, menos de um ano depois de marcar para sempre seu nome na história do Grêmio com os dois gols na decisão do Mundial contra o Hamburgo, Renato não era uma unanimidade com a torcida do clube. Após um empate com o São Borja, pelo Campeonato Gaúcho, o ponta-direita foi alvo de protestos de torcedores no estacionamento do Olímpico, que gritavam “Fora mercenário”. E, bem ao seu estilo, Renato foi tomar satisfação com os manifestantes. Detalhe: vestindo uma camisa do São Paulo, número 2 às costas. E com a marca do fornecedor de camisas do Tricolor Paulista na época: Lecoq Sportif.
É possível imaginar hoje um jogador de um clube usando a camisa de outro fora das quatro linhas? Se o fizesse, certamente seria alvo de pesadas críticas por parte da torcida.
Treze anos depois, em fevereiro de 1997, Renato não chegou a vestir a camisa do São Paulo. Mas a segurou junto ao corpo e foi apresentado como jogador do clube. A diretoria do Tricolor Paulista marcou a data para que o atacante realizasse os exames médicos, mas ele não voltou. Nesse meio tempo, resolveu um impasse financeiro com o Fluminense e permaneceu nas Laranjeiras.
PS: Alguns leitores do blog enviaram mensagens, dizendo que, em 1984, Renato estaria usando a camisa do São Paulo de Bento Gonçalves (RS), que tem uniforme idêntico e escudo semelhante ao do Tricolor Paulista. Mas será que o time do interior gaúcho usava naquele ano uma camisa fabricada pela Lecoq Sportif, quando boa parte dos clubes brasileiros ainda não tinha fornecedor de material esportivo? Além do símbolo da marca, o uniforme tem o número característico adotado pela fabricante, em perspectiva.
Já os leitores Alexandre BQ e Vinícius enviaram mensagens com uma explicação bem plausível: Renato usava a camisa do São Paulo número 2 como uma homenagem ao grande amigo Paulo Roberto, lateral-direito campeão do mundo pelo Grêmio em 83 e que havia sido negociado no ano seguinte com o Tricolor Paulista. Segundo Vinícius, “ele usou a camisa em 1984 por solidariedade ao lateral- direito Paulo Roberto, que logo após o Mundial de 1983, foi vendido, contra sua vontade, ao SPFC. Assim, ele quis afrontar a direção que havia se desfeito do seu melhor amigo no clube”.
Confira a seguir os depoimentos de quem fez parte de dez jogos marcantes: cinco são motivos de orgulho para a torcida são-paulina, e outros cinco são vergonhosos.
Deixe seu recado nos comentários: faltou alguma partida? Quais são os jogos que orgulham e envergonham a torcida do Tricolor?
OS ORGULHOS
1º lugar: São Paulo 2 x 1 Barcelona, em 1992
Depoimento de Zetti:
“Havíamos jogado contra o Barcelona no meio do ano pelo Tereza Herrera e ganhado por 4 a 1, de virada. E esse foi o único jogo que o Telê conseguiu gravar do Barcelona. Não tínhamos mais informações. E eles praticamente não mudaram para o jogo de Tóquio. Acho que 60% do que aconteceu na Espanha aconteceu também no Japão. O Telê treinou muito para a final do Mundial, tínhamos bem definido o que cada um deveria fazer. O Barcelona tinha um toque de bola que chegava ao extremo, um meio-campo que corria muito e marcava bem, mas a jogada forte começava com o Koeman, o líbero. Ele pegava a bola do goleiro e chutava não para os atacantes, mas para a defesa tirar. Aí eles pressionavam a defesa, fazendo o abafa, dificultando a vida do adversário. O Telê pedia atenção para que ganhássemos essa segunda bola. O Barcelona fez 1 a 0 com uma bola perdida no meio-campo, em que o Stoichkov teve muita felicidade no chute de fora da área, contando também com o vento forte. A bola fez uma parábola. Mas senti o time tranquilo depois desse gol. O Muller, principalmente, fez a diferença. O Raí fez os gols, mas o nome do jogo foi o Muller. No segundo tempo, o time passou a acreditar. Era uma novidade disputar o Mundial, tudo era novo para nós. Era novidade para o São Paulo e para o Brasil, que não tinha um representante havia muito tempo. Assistimos ao Barcelona jogar no primeiro tempo, mas no segundo foi diferente. O Palhinha atuou mais adiantado, o Cafu – que foi um dos primeiros alas do Brasil – chegou mais à linha de fundo, e o Raí se movimentou muito. O gol de falta do Raí foi uma jogada muito ensaiada, mas a questão é que ele não fazia gol de falta. Foi marcar o primeiro lá em Tóquio. O Raí ficou vendo o Zubizarreta arrumar a barreira e, logo que terminou, rolou a bola por trás da barreira. O Zubizarreta não via a bola, não sabia o que estava acontecendo. Depois ainda ganhamos o Paulista. Não houve desgaste. Jogamos no sábado, ganhamos do Palmeiras por 4 a 2 e viajamos para o Japão em seguida. Tivemos uma semana para trabalhar para o Mundial. Na volta, acho que chegamos na terça-feira e jogamos no domingo (ganhando por 2 a 1). O time estava muito bem treinado e entrosado, com jogadores dispostos a conseguir os objetivos. Foi muito bacana ter feito parte dessa geração”
2º lugar: São Paulo 1 x 0 Newell’s Old Boys, em 1992
Depoimento de Palhinha:
“O São Paulo ficou muito grande a partir desse título, por todas as competições que disputou e conquistou. Até então todos viam a Libertadores como algo normal. Estava tudo bem mesmo se não vencesse. Depois, mudou tudo. A principal característica daquele time era a amizade. Até hoje nos falamos e nos encontramos. Sabíamos o que representava o São Paulo. O Raí era o principal jogador, mas todos os outros sabiam da sua função em campo. O Telê gostava que o time jogasse para frente e, antes de qualquer coisa, que jogasse bem. O Newell´s também tinha um time forte, com bons jogadores. Sofremos muita pressão na partida na Argentina e seguramos ao máximo, então acho que o 1 a 0 para eles acabou sendo lucro. Sabíamos que era possível inverter a vantagem no Morumbi, onde não cabia mais gente. Já na saída da concentração vimos a torcida, e deu agonia de chegar logo ao estádio e começar a partida. Foi um jogo bastante difícil, porque o Newell´s se fechou bem, e o gol demorou a sair. Disputa por pênaltis é sempre complicado, mas você nunca acha que vai perder depois de ter vencido nos 90 minutos. Depois do título, teve aquela invasão de campo, que foi uma coisa de louco. Mas valia tudo, porque foi um título que marcou época para o São Paulo e para o futebol brasileiro.”
3º lugar: São Paulo 1 x 0 Liverpool, em 2005
Depoimento de Cicinho (atualmente no Roma):
“Tínhamos assistido ao jogo Liverpool 3 x 0 Saprissa e ficamos muito preocupados. No jantar, o Rogério Ceni comentou que nosso time tinha jogadores baixos, como eu, Mineiro e Josué, e que teríamos essa desvantagem. A jogada aérea era um ponto forte do Liverpool. Eu particularmente não tive uma noite bem dormida, quase não preguei o olho, com frio na barriga. Comi quase uma caixa inteira de bombom. Entramos muito concentrados na partida e conseguimos o gol com o Mineiro, um jogador abençoado, com humildade e uma história de superação. O Aloísio saía muito da área, tanto para fazer bem a função do pivô como para uma jogada como essa. O time do São Paulo era muito técnico, com três zagueiros que facilitavam a vida dos laterais, dando liberdade. Depois levamos um verdadeiro sufoco. Sabíamos que seria uma partida difícil e que para muitos era impossível. A nossa vantagem era o toque, colocar a bola no chão e usar velocidade e jogadas individuais. Eles tinham mais estatura e eram mais pesados. Conseguimos usar bem essa estratégia no primeiro tempo, mas no segundo tínhamos a desvantagem da condição física, porque fazia muito frio. Usávamos até cachecol para proteger o pescoço, e eles estavam de manga curta. O Rogério Ceni fez uma partida espetacular, foi o melhor em campo.”
4º lugar: São Paulo 3 x 2 Milan, em 1993
Depoimento de Muller:
“A dificuldade das finais de 1992 e 1993 foi a mesma, mas o jogo contra o Milan foi tecnicamente inferior. Foi truncado, muito disputado. O Milan tinha Baresi, Costacurta, Maldini e Tassotti, que já atuavam juntos há muito tempo e marcavam muito bem. Esperávamos uma partida mais técnica, porque o Milan tinha grandes jogadores. O São Paulo tinha na frente eu, Palhinha, Cafu e Leonardo – ou seja, sem um centroavante fixo. Era uma equipe de muita rotatividade, com aproximação entre os jogadores. O início da partida foi complicado, porque o Milan marcou bem nosso meio-campo e nosso ataque. Eles não esperavam o nosso gol, que saiu de uma linda jogada do André Luiz, que lançou uma bola para a direita. O Cafu pegou de primeira, e o Palhinha se antecipou à defesa. O André era praticamente um estreante, tinha subido naquele ano para os profissionais. Muita gente dizia que ia tremer, e ele teve uma atuação muito boa. No segundo tempo, já não estávamos tão tensos como no primeiro. Jogamos mais soltos, mais leves, mas sem perder a concentração. Nosso jogo encaixou, tivemos mais movimentação e fomos mais ousados. Sinceramente, eu não esperava prorrogação nem pênalti. Confiava muito no São Paulo e sabia que poderia vencer nos 90 minutos. Tive a felicidade de a bola bater no meu calcanhar e ir na direção certa. Quando olhei, a bola estava quase dentro. Na comemoração, fiz aquele desabafo para o Costacurta porque cinco minutos antes eu tinha dividido um lance com ele, e meu cotovelo bateu no rosto dele. Ele não gostou, o Baresi teve que apartar. Foi um desabafo, uma coisa de momento, em que os nervos sobressaem. Estava 3 a 2, já no fim da partida… Depois, os outros jogadores do São Paulo vieram falar comigo, disseram que eu era pé-quente. A minha carreira no São Paulo foi realmente marcada por títulos, pois ganhei a maioria das decisões que disputei”
5º lugar: Guarani 3 x 3 São Paulo, em 1987
Depoimento de Pita:
“No Paulistão não fomos tão bem porque tínhamos seis jogadores na seleção brasileira disputando a Copa, e o Darío Pereyra no Uruguai. No Brasileiro, a história foi diferente. O Pepe entrou no lugar do Cilinho, que havia pedido para sair, mas o estilo não mudou. Era um time muito unido, que falava muito, e com vários jogadores de seleção. Não dava para apontar um que não tivesse nível altíssimo. Tivemos um mata-mata difícil contra América e principalmente Fluminense. Às vezes é bom passar dificuldade antes de chegar à final. O Guarani tinha duas peças principais: o João Paulo, que baseava seu jogo na força e na velocidade pelas pontas, e pelo meio o Evair, que fazia muito gol e às vezes saía da área para distribuir as jogadas. No São Paulo, não adiantava marcar só o Careca, que era o artilheiro. Havia também eu, Silas, Muller, Sidnei… Os dois times jogavam para frente, mas o nosso era mais experiente. Na prorrogação, enquanto o Guarani chutava bola para arquibancada, o São Paulo tocava a bola com calma. Você sempre espera uma final difícil, com um ou dois gols. Quando o Guarani fez o primeiro na prorrogação, pensei: ‘Mataram o jogo’. Ninguém esperava que saíssem mais gols. Hoje acho que, se tivesse mais tempo, ainda teria um gol para cada lado. No fim, já estavam tocando o hino do Guarani e colocando ‘Guarani campeão’ no placar eletrônico, quando saiu o gol do Careca”
AS VERGONHAS
1º lugar: Guarani 1 x 0 São Paulo, em 1990
Depoimento de Pupo Gimenes:
“De 1989 para 1990 houve mudança de diretoria, e a nova assumiu o cargo com caixa zero. Havia dificuldades financeiras, tanto que o primeiro pagamento foi feito por conselheiros. O time era bom, mesmo que o clube não tenha conseguido manter alguns jogadores, porque muitos outros ainda tinham contrato em vigência. Então estavam lá Raí, Zé Teodoro, Nelsinho, Gilmar… O campeonato estava dividido em dois grupos, um com os mais fortes e outro com os mais fracos. No primeiro turno, quando eu era auxiliar do Carlos Alberto Silva, o São Paulo enfrentou os times do grupo dos mais fracos. E, não sei por que, o São Paulo não foi bem nesta fase. Acho que foi porque não tínhamos um homem de área, então deixamos a desejar nas finalizações. Precisávamos somar pontos no segundo turno, quando enfrentaríamos os mais fortes. O Carlos Alberto Silva já havia saído, e o presidente me chamou e disse que eu ficaria com o time. Sou um funcionário do clube, então aceitei a incumbência. Esse jogo contra o Guarani foi disputado e equilibrado. No fim o Nelsinho deu um rapa no ponta-direita do Guarani, e o Boschillia marcou pênalti. Na repescagem, foi contratado o Pablo Forlán como ténico. Eu continuei no clube, como técnico dos aspirantes. E havia jogadores muito bons subindo, como Antônio Carlos, Cafu e Elivélton. Mais tarde eles se juntaram à base que já existia nos profissionais e, sob o comando do Telê Santana, conquistaram vários títulos”
2º lugar: São Paulo 2 x 7 Portuguesa, em 1998
Depoimento de Carlos Miguel:
“O começo do jogo foi parelho. A Portuguesa fez 2 a 0 por méritos, e nós sentimos o golpe. A partir dali, deu tudo certo para eles, até um gol do meio-campo. Foi um jogo atípico. Não sei se aconteceria de novo se jogássemos logo depois. Depois de sofrer o segundo gol, o São Paulo ficou apático e não conseguia segurar a bola. A Portuguesa percebeu isso e passou a trocar passes, tirando proveito das nossas falhas de marcação. Com 4 a 0, eu torcia para o primeiro tempo terminar logo, pois o moral dos jogadores estava baixo. Ninguém tinha confiança para tentar uma jogada. O melhor era irmos logo para o vestiário e conversar sobre o que aconteceu. Além das cobranças pelos erros, falamos que devíamos fazer de conta que o jogo estava 0 a 0, impondo nossa maneira de jogar. E deu certo, pois criamos chances. Com a expulsão do Alexandre, ficou ainda mais difícil. E aí o que você faz? Sai para o jogo e corre o risco de levar mais gols? Acho que a tendência natural é você sair, mesmo querendo ficar na defesa. E os gols da Portuguesa foram naturais, em contra-ataques. O São Paulo vinha com moral bom no ano, então ninguém acreditou naquele resultado – nem nós, jogadores. A goleada mostrou que não éramos tudo aquilo que falavam de nós. Se éramos rotulados como o melhor time, ali ficou claro que não era bem assim. A derrota abriu nosso olho. E tivemos muitas mudanças no segundo semestre, por lesão ou suspensão, então ficamos sem repetir escalação.”
3º lugar: Corinthians 5 x 0 São Paulo, em 1996
Depoimento de Valdir:
“O São Paulo tinha um time muito bom, mas não dava para competir com o Palmeiras. Quando entrava em campo, todos já sabiam que ia ganhar. Era uma seleção, com uma base já montada. O São Paulo havia feito várias negociações e contratou jogadores que tinham ido bem em seus clubes e que já tinham nome: eu no Vasco, Sorlei no Fluminense, Sandoval no Guarani, o Almir vinha do futebol japonês… Foi um time que não chegou a criar uma característica própria, porque atuou pouco junto. Não chegou a ser um time brilhante, mas fez boas campanhas naquele ano. Foi bem no Campeonato Paulista (ficou em terceiro), ficou a um ponto de se classificar no Campeonato Brasileiro e ganhou a Copa dos Campeões Mundiais. O jogo contra o Corinthians é uma dessas situações que acontecem, foi um apagão geral. Depois o São Paulo fez uma negociação com o Cruzeiro (trocando cinco jogadores por Serginho e Belletti), mas acho que não foi por causa de algum resultado. O São Paulo sempre fez muitas negociações, tanto em quantidade quanto em valor. Não mexeu com o grupo, que via esse tipo de negociação como algo natural. Estamos acostumados a isso”
4º lugar: Vasco 7 x 1 São Paulo, em 2001
Depoimento de Adriano (atualmente presidente do Oeste):
“Eu vinha de uma semana com gripe e tive muita febre. Até me obrigaram a sair do apartamento e ficar internado no CT do São Paulo, tomando remédio, sopa e injeção todo dia, de domingo a domingo. Não treinei em nenhum desses dias, nem no rachão da véspera. Fui para o jogo contra o Vasco como titular porque o Nelsinho (Batista) tinha muita confiança em mim e porque eu vinha numa fase muito boa. E eu tive que sair logo no começo (após a expulsão de Ceni), acabou a graça cedo. Para mim, para o Nelsinho e para os outros jogadores, foi uma escolha natural me tirar para colocar o goleiro (Alencar). O Nelsinho deve ter pensado: ‘Ele já não é muito de marcar e não aguentaria os 90 minutos’. Mas a torcida não entendeu. Quando chegamos ao aeroporto em São Paulo, caíram de pau no Nelsinho, questionando a substituição. Ele explicou a minha situação, mas, no calor da revolta, nem tinha jeito. Já seria difícil perder o Rogério Ceni, que é um líder e uma referência para a equipe. Ainda perdemos o meio-campo, com a minha saída, e o Alencar entrou despreparado, falhando em dois ou três gols. Jogando no campo do Vasco, foi duro de aguentar. O time não tinha condições, foi massacrado os 90 minutos pelo Vasco, que ainda perdeu outras chances. No intervalo, o Nelsinho tentou reverter a situação e acabou abrindo o time. O França ficava sozinho na frente, não conseguia fazer nada. Aquele foi um jogo atípico, tanto que na sequência demonstramos força, fazendo 3 a 0 no Atlético-MG em Minas e nos classificando. O Alencar teve uma semana difícil. Procuramos dar suporte a ele, pedindo calma e dizendo que faz parte da vida de um profissional, mas é normal o jogador ficar muito abatido. Sente a cobrança da torcida e dorme mal a semana inteira.”
5º lugar: São Paulo 1 x 4 São Caetano, em 2007
Depoimento de Jadílson:
“Não acho que tenha atrapalhado o fato de o São Paulo jogar a Libertadores ao mesmo tempo. Estávamos concentrados para a partida contra o São Caetano, tanto que começamos bem, criamos várias oportunidades e fizemos 1 a 0. O São Caetano empatou no fim do primeiro tempo e virou no segundo. Depois que fez o segundo gol, o São Paulo não conseguiu mais jogar. Não mudamos a maneira de jogar por termos a vantagem do empate e entramos para ganhar. O São Caetano fez por merecer a vitória e conseguiu um resultado justo. Não dá para tirar os méritos do adversário, que tinha um bom toque de bola e muita rapidez no ataque. Tinha um bom conjunto também. Infelizmente as coisas não saíram como a gente esperava. É melhor passar a borracha e apagar esse jogo, porque foi triste sair do Campeonato Paulista como forte candidato ao título.”
Muitos filhos de jogadores de futebol costumam lamentar a ausência dos pais durante grande parte da infância. A rotina de viagens e períodos de concentração reduz sensivelmente o período de convivência entre pais-atletas e a família. Mas no futebol, existem vários casos de “peixinhos” que decidiram seguir a carreira de seus ídolos paternos.
E na história do futebol, há exemplos de filhos que conseguiram repetir o sucesso de seus antepassados em campo. E até superar. Ou nem chegar perto.
O maior nome do futebol mundial deixou um seguidor nos gramados. Mas se Edson Arantes do Nascimento marcou 1.284 gols, Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, decidiu tentar impedir que a bola balançasse a rede. Com passagens pelo Santos (1990/91 e 94/98), Portuguesa Santista (92), São Caetano (93) e Ponte Preta (98), o goleiro sempre foi considerado um arqueiro mediano. Foi titular do Santos durante o Campeonato Brasileiro de 95, quando o time paulista foi vice-campeão nacional.
Assim como Edinho, Ademir da Guia e Djalminha decidiram ser jogadores de futebol em posições diferentes de seus pais. Mas foram reconhecidos como atletas de sucesso. Filho de Domingos da Guia, considerado um dos melhores zagueiros da história do futebol nacional, Ademir da Guia brilhou com a camisa 10 do Palmeiras durante 16 anos e é considerado por muitos palmeirenses com o melhor jogador da história do clube. É um dos três atletas homenageados com um busto na sede social do Alviverde (ao lado de Junqueira e Waldemar Fiúme).
Mas na seleção não obteve o mesmo sucesso do pai. Enquanto Domingos foi titular do Brasil na Copa de 38 e defendeu o país em 25 partidas, Ademir teve poucas chances com a camisa amarela. Atuou em apenas nove jogos pelo selecionado. Somente um de Copa – a disputa do terceiro lugar do Mundial de 74, contra a Polônia. Apesar do bom futebol, não foi relacionado para a Copa de 70.
Djalma Dias e Djalminha (ao lado) tiveram uma trajetória parecida na seleção. Zagueiro de estilo clássico, o pai defendeu o Brasil em 21 partidas, mas não foi convocado para as Copas de 66 e 70, apesar de ser um dos principais beques do país no período (foi campeão paulista pelo Palmeiras em 66 e 69). Foi titular com João Saldanha nas Eliminatórias, mas não foi lembrado por Zagallo. Já o filho perdeu a chance de disputar o Mundial de 2002 – e ser campeão mundial – por ter aplicado uma cabeçada em seu técnico no La Coruña, Javier Irureta, durante um treinamento. No dia da divulgação da lista de convocados para o Mundial, Luiz Felipe Scolari reconheceu que o caso tinha influenciado sua decisão de não chamar o meia. Em 98, também foi ficou fora da relação elaborada de Zagallo (como o pai 28 anos antes), apesar de ter integrado o time campeão da Copa América no ano anterior.
Há casos também de filhos que não apenas seguiram a carreira dos pais. Também atuaram na mesma posição. Caso do lateral Gabriel (ex-Fluminense e São Paulo), filho de Wladimir, ídolo do Corinthians nos anos 70 e 80. A diferença é que o primeiro atua pela direita.
E Alecsandro, hoje no Internacional, atacante com o pai, Lela, destaque do time do Coritiba que conquistou o Campeonato Brasileiro de 1985. E a família tem outro jogador: o meia Richarlyson (São Paulo).
Muitos herdeiros de jogadores bem-sucedidos reclamam que sofrem com as comparações feitas com os pais. Filho mais novo de Zico, maior ídolo da história do Flamengo, Thiago Coimbra teve passagem rápida pelo clube e também não conseguiu se firmar em outras equipes, como Coritiba e Madureira.
Comparações não foram um problema para Paolo Maldini. Um exemplo de filho que conseguiu suplantar o pai. O meio-campista Cesare Maldini defendeu a Itália em duas Copas do Mundo (62 e 66) e foi capitão do Milan em 63, quando o clube italiano foi campeão europeu. Mas hoje é mais conhecido como “o pai de (Paolo) Maldini”, titular da seleção italiana em quatro Mundiais (90, 94, 98 e 2002), cinco vezes campeão da Liga dos Campeões da Europa (89, 90, 94, 2003 e 2007) e um dos maiores ídolos da história do Milan. E a família segue no futebol. Filho de Paolo, Christian, 13 anos, atua nas categorias de base do Rubro-Negro de Milão. Será que veremos a terceira geração de Maldinis no futebol?
Na Argentina, há o exemplo do clã Verón. Juan Ramón Verón, “La Bruja”, foi tricampeão da Libertadores (1968, 69 e 70) pelo Estudiantes de La Plata. Título que seu filho, Juan Sebastián Verón, “La Brujita”, conseguiu incluir em seu vitorioso currículo em julho, ao comandar o mesmo Estudiantes, com a mesma camisa vermelha e branca, ao título continental na decisão contra o Cruzeiro.
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Com os quatro gols marcados neste domingo na partida contra o Náutico, o atacante Val Baiano alcançou a artilharia do Campeonato Brasileiro-2009. O jogador do Barueri lidera a lista com oito gols, ao lado de Roger (Vitória) e Felipe (Goiás).
E o substituto de Pedrão no time paulista ainda desperdiçou uma oportunidade incrível aos 16 minutos do segundo tempo, perdendo a chance de igualar o recorde de cinco gols em uma partida de Campeonato Brasileiro da Série A desde a adoção dos pontos corridos. Quem estabeleceu a marca foi o meia Alex, na goleada do Cruzeiro sobre o Bahia por 7 a 0, na última rodada do Nacional de 2003 – 14 de dezembro, na Fonte Nova. Quatro deles em cobranças de pênalti (assista no vídeo acima).
A última vez em que um atleta havia marcado quatro gols em um jogo do Brasileirão foi em 22 de novembro do ano passado, como bem lembrado por Rodrigo Matta. Naquele sábado, Keirrison foi o nome da goleada do Coritiba sobre o Santos por 5 a 1 (reveja os gols no vídeo acima).
Mas nem se tivesse acertado a tentativa de meia-bicicleta, com o goleiro Eduardo já fora de gol, Val Baiano igualaria o recorde absoluto de gols em uma partida de Campeonato Brasileiro. A marca foi estabelecida há quase 12 anos. Em 11 de setembro de 1997, Edmundo fez os seis gols do Vasco na goleada por 6 a 0 sobre o União São João de Araras. Detalhes: o Animal ainda perdeu um pênalti naquela partida. E fez cinco gols no segundo tempo. Quatro em um intervalo de apenas 11 minutos (relembre a marca histórica acima).
Também em 1997, Dodô chegou muito perto do desempenho de Edmundo contra o União São João. Por duas vezes no Brasileirão daquele ano, o atacante do São Paulo fez cinco gols em um jogo – contra o Cruzeiro (5 a 0, em 16 de julho, no Mineirão) e diante do próprio União São João (7 a 1, 26 de outubro, Morumbi).
Em 25 de outubro de 2000, Magno Alves fez a festa da torcida do Fluminense com cinco gols em cima do Santa Cruz, na goleada do Flu por 6 a 1.
Vinte anos antes, em 4 de maio de 1980, Roberto Dinamite também balançou a rede cinco vezes em um jogo do Campeonato Nacional. Em sua volta ao Maracanã depois uma rápida passagem pelo Barcelona, o maior artilheiro do Vasco fez todos os gols do time na vitória por 5 a 2 sobre o Corinthians.
O Internacional tenta nesta quinta-feira empatar o duelo particular entre Brasil e Argentina em número de títulos da Recopa Sul-Americana. Em 16 edições da competição, clubes argentinos têm seis conquistas, contra cinco de equipes brasileiras. Quatro clubes nacionais têm o troféu em seus currículos: São Paulo (duas conquistas), Grêmio, Cruzeiro e Inter.
O Colorado tenta o seu segundo título. Em 2007, o campeão da Libertadores do ano anterior acrescentou mais uma taça à galeria de troféus ao derrotar o Pachuca. No jogo de ida, no México, o Pachuca venceu por 2 a 1. Mas na partida de volta, o Inter fez valer a sua força no Beira-Rio e aplicou um sonoro 4 a 0, gols de Alex, Pinga, Alexandre Pato e Mosquera (contra). Relembre os melhores momentos do jogo no vídeo abaixo.
O primeiro time brasileiro a conquistar a Recopa foi o São Paulo, em 1993. A disputa foi contra o Cruzeiro. No primeiro jogo, disputado no Morumbi – e que também valeu pelo Campeonato Brasileiro – houve empate sem gols. No Mineirão, outro 0 a 0. Na disputa por pênaltis, o time paulista levou a melhor, vencendo por 4 a 2. Detalhe: o jovem Ronaldo, ainda sem ser conhecido como Fenômeno, perdeu sua cobrança (confira no vídeo abaixo).
No ano seguinte, em outro duelo brasileiro, o São Paulo, campeão da Libertadores de 93, superou o Botafogo, vencedor da Conmebol. A partida foi disputada em Kobe (Japão), no dia 3 de abril de 94. E o Tricolor fez 3 a 1 no Alvinegro (gols de Leonardo, Guilherme e Euller para o São Paulo, com Roberto Cavallo descontando para o Botafogo).
O Brasil voltou a conquistar o título da Recopa em 96, também em Kobe. Campeão da Libertadores no ano anterior, o Grêmio superou com facilidade o Independiente no dia 7 de abril: 4 a 1. Jardel, Carlos Miguel, Adílson (o atual treinador do Cruzeiro) e Paulo Nunes marcaram para o Tricolor gaúcho. Burruchaga, campeão mundial pela Argentina em 86, fez o gol de honra do Independiente.
Em 98, foi a vez do Cruzeiro vencer a Recopa. Com uma particularidade. Os duelos contra o River Plate pelo título fizeram parte do Grupo A da Copa Mercosul de 99. O time mineiro ganhou em Minas (2 a 0, Muller e Geovanni) e em Buenos Aires (3 a 0, Geovanni, Marcelo Ramos e Gustavo), avançou na Mercosul e levou mais uma taça para casa.
Campeões da Recopa
1989 Nacional-URU
1990 Boca Juniors
1991 Olimpia
1992 Colo Colo
1993 São Paulo
1994 São Paulo
1995 Independiente
1996 Grêmio
1997 Vélez Sarsfield
1998 Cruzeiro
1999-2002 – não foi disputada
2003 Olimpia
2004 Cienciano
2005 Boca Juniors
2006 Boca Juniors
2007 Internacional
2008 Boca Juniors
E qual sua opinião sobre o duelo desta quinta-feira no Equador. A LDU está em vantagem por ter vencido o jogo de ida por 1 a 0? O Inter vai conseguir ganhar o título? Deixe o seu comentário
O Globo Esporte iniciou nesta semana duas séries imperdíveis para os amantes do futebol: “Histórias cariocas” e “Isso é Paulistão”, que mostram golaços, lances marcantes, confrontos inesquecíveis e curiosidades dos Campeonatos Estaduais de Rio e São Paulo.
Os dois primeiros capítulos da série carioca mostram lindos gols de craques dos quatro grandes do estado. Dois deles estão marcados no imaginário dos torcedores que acompanharam o futebol nos anos 70: o golaço de Roberto Dinamite em cima do Botafogo em 1976, dominando a bola no peito, aplicando um chapéu em Osmar Guarnelli e acertando um voleio espetacular no último minuto, garantindo a vitória do Vasco.
E a jogada sensacional de Rivellino em um Fluminense x Vasco de 75 . Comandante da Máquina Tricolor, Riva dá um elástico em cima de Alcir Portela, jogando a bola por baixo da pernas do vascaíno, arranca para área, passa ‘no meio’ de dois defensores e engana o goleiro Andrada, ao fingir que vai chutar no canto direito e mandar a bola no esquerdo. A série ainda apresenta um bônus: o encontro entre Rivellino e Alcir dias antes do jogo em um churrasco, com direito a samba, organizado pelo meia do Vasco, que convidou o 10 tricolor.
Os outros dois gols não são tão conhecidos, mas também de rara beleza. A goleada de 7 a 1 do Flamengo sobre o ADN (Niterói) em 79 teve um lance marcante. Adílio lançou Zico, que fintou o goleiro Passarinho com o corpo, passando por um lado e pegando a bola do outro. Jogada que lembrou a magia de Pelé contra o Uruguai na Copa de 70. Mas no Caio Martins, a bola entrou. O que, infelizmente, não ocorreu no estádio Jalisco.
E o golaço representando o Botafogo é a bicicleta certeira do atacante Marcelo em clássico contra o Flamengo em 81. Após cobrança de escanteio, o treinador do Atlético-MG no último Brasileirão recebe um belo passe de Renato Sá e se joga no ar para vencer o goleiro Raul.
Em São Paulo, lances inesquecíveis são lembrados no “Isso é Paulistão”. A série foi aberta na terça-feira com a emocionante semifinal do Paulista de 2001 entre Santos e Corinthians. A 30 segundos do encerramento, jogo empatado (1 a 1), resultado que classificava o Peixe para a decisão. Mas em uma bela jogada pela esquerda, deixando o zagueiro Andre Luis no chão, Gil cruzou para Marcelinho. O camisa 7 deixou a bola passar para Ricardinho, que acertou um belo chute da entrada da área, vencendo Fábio Costa. Um passo decisivo para a conquista do título, em cima do Botafogo-SP na final.
O segundo capítulo é especial para a torcida do Palmeiras: a conquista do título estadual de 1993. Depois de 16 anos de espera, o Alviverde levantou a taça de forma especial: goleando o rival Corinthians por 4 a 0 (tempo normal e prorrogação) na finalíssima. Mas no ano anterior, quem levou a melhor foi o São Paulo. O time campeão mundial, liderado por Raí, superou a Alviverde na decisão.
Não perca as séries “Histórias cariocas” e “Isso é Paulistão” no Globo Esporte. Se você quiser rever os lances ou não tiver a oportunidade de ver o programa, confira os vídeos durante o dia na página de memória do GloboEsporte.com.
E para você: qual foi seu momento inesquecível no Carioca ou no Paulista? Diga na caixinha de comentários.
Nascido e criado na Tijuca (RJ), Marcelo Monteiro é jornalista há 14 anos. Trabalhou na sucursal do Rio do jornal "Folha de S. Paulo" e atua em sites desde 1998. Na retaguarda, participou da cobertura das Copas de 1998, 2002 e 2006.
Atualmente é responsável pelas áreas de memória e estatísticas do GLOBOESPORTE.COM.
Tem como hobby uma modesta coleção de itens antigos relacionados a futebol.