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Com nome marcado na História, Joel Santana volta ao Rio atrás de recorde

sex, 29/01/10
por gm marcelo |

Para muitos, Joel Santana é, acima de tudo, um treinador folclórico, cujo trabalho não é tão valorizado como o de outros técnicos. Mas o novo comandante do Botafogo já tem o seu nome registrado na história do futebol do Rio de Janeiro. No centenário Campenato Carioca, Joel é o segundo treinador com maior número de títulos: seis. O total poderia até ser maior se fosse considerada a conquista de 1987, quando iniciou o trabalho no Vasco, que foi campeão sob o comando de Sebastião Lazaroni, que o substituiu quando aceitou uma oferta milionária do Al-Hilal (Arábia Saudita).

Em número de conquistas no Estadual do Rio, Joel perde apenas para Flávio Costa. O treinador da seleção brasileira na Copa de 50 foi oito vezes campeão no Rio, cinco pelo Flamengo (1939, 42, 43, 44 e 63) e três pelo Vasco, nos tempos do Expresso da Vitória (47, 49 e 50).

O novo treinador alvinegro supera nomes consagrados do futebol brasileiro. Como Zagallo, terceiro na lista de mais vitoriosos no Rio, com cinco títulos, por três clubes: Botafogo (67 e 68), Fluminense (71) e Flamengo (72 e 2001).

Joel tem a particularidade de ter levantado a taça do Estadual pelos quatro grandes clubes do Rio. O treinador dominou o futebol carioca nos anos 90, com um impressionante retrospecto de cinco triunfos em um período de seis anos. Foi bicampeão com o Vasco em 92 e 93. No comando do Fluminense em 95, impediu o Flamengo de comemorar o Carioca no ano do centenário do clube. O Rubro-Negro decidiu contratá-lo, e ele foi campeão no ano seguinte na Gávea. Em 97, estava no Botafogo e comemorou mais uma vez. E voltou a triunfar em 2008, novamente no comando do Flamengo.

Conheça no vídeo abaixo quem possui muitos títulos cariocas no currículo

Futpédia: os números de Joel Santana em Cariocas e Brasileiros

Na apresentação ao Botafogo, na última terça-feira, no início de sua terceira passagem pelo clube de General Severiano (atuou em 97 e 2000), Joel Santana brincou, dizendo não saber quantos títulos cariocas possuía. E mostrou que não está disposto a continuar em segundo lugar na lista dos treinadores mais vitoriosos do Rio.

- Tenho quantos títulos cariocas? Seis? Quem ganhou mais tem quanto? Oito? Estou perto então, vou correr atrás do prejuízo. Quero ser campeão, não vice.

E deixe a sua opinião: Joel Santana vai conseguir levar o Botafogo ao título carioca? Deixe o seu recado no espaço destinado aos comentários

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Luta do Fla pelo tetra e dos rivais para impedir conquista é atração do Carioca

sáb, 16/01/10
por gm marcelo |

O Campeonato Carioca 2010 começa neste sábado com muitas atrações. Especialmente nos ataques dos quatro grandes, com jogadores de nome como Adriano, Carlos Alberto, Dodô, Fred, Loco Abreu e Vagner Love. E o campeonato terá uma disputa à parte, que certamente vai mobilizar o quarteto e suas torcidas: a luta do Flamengo pelo inédito tetracampeonato estadual.

flamengo1944Com a conquista do caneco em 2009, O Rubro-Negro chegou pela quinta vez a um tricampeonato no Rio, o chamado ‘pentatri’. Mas em quatro oportunidades anteriores, o Fla não conseguiu completar o tetra. Nas duas primeiras vezes, a sequência do Fla foi interrompida pelo Vasco. E nas duas últimas, coube ao Flu impedir o feito rubro-negro.

Após vencer o Estadual em 1942, 43 e 44 (time da foto acima), o Fla parou em 45 no Vasco, que levantou o caneco com o ‘Expresso da Vitória’. O mesmo ocorreu em 56, quando o time de São Januário contava com jogadores que seriam campeões mundias dois anos mais tarde (Bellini, Orlando Peçanha e Vavá) e venceu o Estadual.

Em 80, o Flu foi campeão, derrotando o Vasco na decisão. O Flamengo, vencedor em 78 e 79 (duas vezes) e campeão brasileiro daquele ano, perdeu a possibilidade do tetra ao ser derrotado pelo Serrano, em Petrópolis, por 1 a o. Gol do atacante Anapolina.

E em 2002, o Tricolor ganhou o esvaziado carioca daquele ano, batizado de “Caixão”. O Fla havia ficado em primeiro lugar em 1999, 2000 e 2001.

Clique e confira a relação completa de campeões do Rio de Janeiro

Dois clubes têm tetracampeonatos do Rio no currículo: Fluminense e Botafogo. Ambos com particularidades.

O tetra tricolor acabou não podendo ser comemorado para valer na época. O time ganhou a primeira edição do Campeonato do Rio, em 1906. E também conquistou em 1908 e 1909. O título de 1907 também faz parte da galeria tricolor, mas o caneco só foi oficializado 89 anos depois, em 1996, quando a Federação do Rio declarou Flu e Botafogo campeões de 1907. Na época, os dois clubes terminaram a competição empatados e não houve acordo sobre a realização de um jogo-extra.

O Botafogo também tem um tetra estadual, de 1932 a 35. Em 1933, 34 e 35, dois campeonatos foram organizados por ligas concorrentes, e o Alvinegro, ainda com o nome de Botafogo Football Club, foi campeão da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (33 e 34) e da Federação Metropolitana de Desportos (35).

O Flamengo também já impediu que rivais fossem campeões do Rio por quatro vezes seguidas. Em 1920, a conquista rubro-negra quebrou a série vitoriosa do Flu de 17, 18 e 19. O mesmo ocorreu em 1986, quando o clube da Gávea ficou com a taça após o tri tricolor em 83, 84 e 85.  Em 1995, quem teve a oportunidade de ser tetra foi o Vasco. Mas após vencer em 92/93/94, o caneco de 95 foi para as Laranjeiras, na decisão marcada pelo gol de barriga de Renato Gaúcho diante do Flamengo. 

E qual o seu palpite? Quem será o campeão carioca de 2010? Deixe o seu recado no espaço destinado aos comentários.

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Imagens de 2009 que vão ficar registradas na memória

qua, 30/12/09
por gm marcelo |

O ano de 2009 teve momentos esportivos marcantes. Escolhemos dez imagens/fatos que vão ficar na memória de quem gosta de esporte. Belos momentos, como golaços, títulos e feitos. E outros tristes (briga, escândalo). Confira a nossa lista e dê a sua opinião no espaço de comentários: quais acontecimentos você acrescentaria na lista? O mais citado pelos amigos do blog foi incluído na relação: os ouros e recordes de César Cielo no ano.

Volta de Ronaldo

Poder ver de perto em campo o maior artilheiro da história das Copas é um privilégio para poucos. E a torcida do Corinthians teve uma honra ainda mais intensa: ver esse jogador com a camisa do seu clube. Depois de 15 anos atuando no exterior, Ronaldo voltou ao Brasil para defender o Timão. Teve um primeiro semestre de grandes momentos, como o golaço por cobertura no primeiro jogo da final do Paulista, contra o Santos, e as boas atuações na Copa do Brasil.

A obra-prima de Nilmar

Nilmar deixou o Internacional no meio do ano, indo atuar no Villareal (Espanha). Mas antes de se despedir da torcida colorada, o atacante deixou uma lembrança, para que sua passagem pelo clube não fosse esquecida: um golaço, em que enfileirou, em uma arrancada desde o meio-campo,  todos os jogadores do Corinthians que se colocaram em seu caminho. Uma obra-prima que merecia uma placa no Pacaembu.

O golaço de Diego Souza

Se o Palmeiras teve um ano decepcionante, não conquistando o Paulista, a Libertadores e um Campeonato Brasileiro que chegou liderar com folga, 2009 deixou uma lembrança positiva para a torcida alviverde: o golaço de Diego Souza no jogo contra o Atlético-MG, em 29 de novembro, no Palestra Itália. Um gol do meio-campo que será sempre incluído na galeria dos mais belos da história do futebol brasileiro.

Reação do Flu

O Fluminense não foi campeão em 2009. Mas a torcida tricolor teve motivo para festejar. A equipe empreendeu a mais incrível reação do Brasileirão de pontos corridos, conseguindo evitar um rebaixamento dado como certo por praticamente todos comentaristas e matemáticos.  Sem uma única derrota nas 11 últimas rodadas do Nacional (sete vitórias e quatro empates), o Tricolor se manteve na Série A. Um feito digno de ser comemorado por seus torcedores.

Briga no Couto Pereira

O ano do centenário foi terrível para a Coritiba. A equipe não conquistou um título sequer e ainda teve que amargar o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Mas o pior ocorreu após o apito final do jogo contra o Fluminense, que sacramentou a queda da equipe para a Segunda Divisão. Algumas dezenas de torcedores invadiram o gramado do Couto Pereira, provocando um dos piores conflitos já registrados no futebol brasileiro, com mais de 20 feridos.

Fla campeão

No mais disputado Campeonato Brasileiro de pontos corridos, quatro equipes chegaram à última rodada com chances de título (Flamengo, Inter, São Paulo e Palmeiras). E a taça acabou indo parar na Gávea, com o Flamengo voltando a ser campeão nacional depois de 17 anos. E na hora decisiva, a honra de marcar o gol do título não foi destinada a Petkovic ou Adriano, destaques do Fla na competição. O feito coube ao zagueiro Ronaldo Angelim, relembrando, 31 anos depois, o gol histórico de Rondinelli na final do Carioca de 78.

A mão de Henry

Erros de arbitragem no futebol foram frequentes em 2009. No Brasil e no mundo. Mas a falha mais grosseira ocorreu em 18 de novembro, no Stade de France. O árbitro sueco Martin Hansson disse não ter visto o atacante Henry ter ajeitado a bola – duas vezes – com a mão esquerda antes de cruzar para Gallas empatar o jogo contra o Eire em 1 a 1. O gol garantiu a classificação francesa para a Copa de 2010 e recolocou em discussão a necessidade de auxílio tecnológico para evitar erros tão flagrantes.

Acidente de Massa

Em 25 de agosto, os amantes da F-1 no Brasil e no mundo ficaram chocados com o acidente sofrido por Felipe Massa eu um treino classificatório para o GP da Hungria. Não um acidente normal das pistas, mas uma incrível fatalidade: uma mola se soltou do carro de Rubens Barrichello e atingiu em cheio o capacete de Massa. O brasileiro ficou dias em coma induzido, causando preocupação em todos. Mas se recuperou bem e está pronto para retornar ao automobilismo em 2010.

O escândalo Renault/Nelsinho Piquet

A imagem ocorreu em 2008, mas o seu verdadeiro significado só foi conhecido em 2009. O acidente proposital de Nelsinho Piquet no GP de Cingapura foi um dos maiores escâdalos da história do esporte, causando o banimento da F-1 de Flávio Briatore, todo-poderoso da escuderia Renault. Nelsinho não foi punido, mas o episódio deixou sua carreira seriamente ameaçada.

O fenômeno Bolt

Campeão olímpico em Pequim-2008, o jamaicano Usain Bolt provou em 2009 que é um fenômeno do atletismo. Com seu jeito descontraído, o corredor conquistou fãs ao redor do mundo ao bater os recordes mundiais dos 100m e 200m rasos no Mundial de Berlim, confirmando ser o homem mais rápido do planeta. Há limites para o “Raio”?

Ouros e recordes de Cielo

 

Em 2008, César Cielo surpreendeu a muitos ao ganhar um ouro e um bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim. Em 2009, o nadador brasileiro provou que veio para ficar, sendo campeão mundial nos 50m e 100m livre em Roma e estabelecendo novos recordes para as duas provas. Merecidamente, foi escolhido o melhor atleta brasileiro em eleição promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro.

Colecionador carioca mostra ser realmente tricolor de coração

qua, 16/12/09
por gm marcelo |

A torcida do Fluminense teve motivos para festejar neste fim de ano. O Tricolor carioca conseguiu uma das maiores reações da história do futebol brasileiro, escapando de uma queda para a Série B que já era considerada certa pela maioria dos analistas.

colecionadorandreflu

A campanha certamente será lembrada pelos tricolores. E as camisas usadas pelo clube na temporada 2009 já têm espaço reservado na coleção de André Martins. O torcedor tem cerca de mil peças relacionadas ao clube das Laranjeiras, entre camisas, flâmulas, chaveiros, medalhas, faixas, canecas e muitos outros artigos.

- Coleciono qualquer coisa que leve o escudo do Fluminense - afirma André.

Uniformes usados pelo Tricolor carioca em várias épocas são destaques do acervo. São aproximandamente 230. Como a utilizada pelo goleiro Paulo Victor na decisão do Campeonato Brasileiro de 1984, contra o Vasco. E outras que foram vestidas por grandes nomes da história do clube, como Rivelino, Doval, Pintinho, Romerito e Assis.

- O que me levou a colecionar é a paixão pelo clube. A história do Fluminense é incrível. O futebol brasileiro e carioca deve muito ao Fluminense. O primeiro estádio do Brasil foi o das Laranjeiras. Quando você vê uma camisa, faz uma viagem no tempo e lembra do jogador que a utilizou ou de um jogo em que você estava no Maracanã – diz.

O sonho do colecionador é montar um museu no qual os itens possam ser admirados pelos amantes do futebol.

Clique e veja imagens de alguns itens do acervo do colecionador

E deixe o seu comentário. Qual o artigo você achou mais interessante?

Coritiba: o pior dos centenários

qua, 16/12/09
por gm marcelo |

O ano de 2009 vai ficar marcado na história do Coritiba. Mas não da forma que diretoria e torcida coxa-branca esperavam. O clube se preparou para comemorar os 100 anos, programando uma série de eventos. Mas em campo, o time não correspondeu. E o centenário acabou marcado pelo rebaixamento para a Série B e pelas cenas lamentáveis de violência no Couto Pereira após o empate com o Fluminense. E terminou com a perda de 30 mandos de campo e a pesada multa de R$ 610 mil.

O clube não conseguiu comemorar conquistas em uma temporada tão especial. No Estadual, o clube teve que se contentar com a terceira colocação, atrás de Atlético-PR e J. Malucelli. A campanha na Copa Brasil foi boa. O time chegou à fase semifinal, mas foi desclassificado pelo Internacional no saldo de gols.

Mas a queda para a Série B tornou o centenário do Coritiba o pior dos principais clubes brasileiros que já completaram 100 anos.

Confira o desempenho de alguns clubes nos anos em que fizeram 100 anos:

Flamengo – 1995

Sob a presidência de Kléber Leite, o clube investiu bastante para tentar marcar positivamente o ano de centenário rubro-negro. Edmundo foi a principal contratação, para formar o ‘melhor ataque do mundo’ com Romário e Sávio. Mas os resultados foram escassos. O Flamengo começou bem o Carioca, vencendo a Taça Guanabara, mas perdeu a final do Estadual para o Fluminense, com o famoso gol de barriga de Renato Gaúcho.

No Campeonato Brasileiro, terminou em um modestíssimo 21º lugar geral. E sob o comando do jornalista Washington Rodrigues, chegou à decisão da Supercopa da Libertadores, mas perdeu a taça para o Independiente (Argentina).

Vasco – 1998

Dos principais clubes brasileiros, o Vasco é o que registrou um centenário mais vitorioso. O time foi campeão carioca, vencendo a Taça Guanabara e a Taça Rio (esta foi marcada por uma série de WOs). E chegou ao título da Libertadores, superando o River Plate na semifinal e o Barcelona de Guiaquil na decisão.

No segundo semestre, o Brasileiro ficou em segundo plano diante da disputa do Mundial Interclubes. Mas o ano não terminou alegre para a torcida vascaína, com a derrota para o Real Madrid no Japão.

Fluminense – 2002

Mais antigo dos grandes clubes do Rio de Janeiro a praticar o futebol, o Fluminense conseguiu incluir em seu currículo o título estadual no ano em que completou 100 anos. Mas o Carioca de 2002 foi tremendamente esvaziado, devido à realização do Rio-São Paulo no primeiro semestre e pela Copa do Mundo. O torneio ganhou o apelido de “Caixão”, com a presença de  times reservas. Mas o Fluminense não abriu mão de conquistá-lo, batendo o Americano na decisão.

No Brasileiro, o Tricolor foi bem, chegando às semifinais do torneio, caindo diante do Corinthians.

Grêmio – 2003

A torcida gremista festejou o centenário do clube em 2003, mas, em campo, o time não deu motivos para alegria. No Campeonato Gaúcho, a equipe foi mal, não se classificando para a fase semifinal. E ainda viu o grande rival Internacional levantar o caneco. No primeiro semestre, a prioridade foi dada à disputa da Libertadores. Mas o Tricolor foi eliminado pelo Independiente Medellín (Colômbia) nas quartas-de-final.

O time também não foi bem no Brasileirão, terminando em 20º lugar em um campeonato com 24 clubes.

Botafogo – 2004

O centenário do Botafogo não foi marcado por conquistas para o clube da Estrela Solitária. No Estadual, a equipe ficou distante do título, não se classificando nem para as semifinais da Taça Guanabara e Taça Rio.

E o ano poderia ter sido até pior. O Alvinegro carioca somente conseguiu escapar do rebaixamento para a Série B na última rodada do Brasileiro, ao arrancar um empate diante do vice-campeão Atlético-PR na Arena da Baixada.

Atlético-MG – 2008

A torcida do Galo não teve muitos motivos para comemoração nos 100 anos do clube mineiro. No Estadual, a equipe chegou à decisão, mas viu a taça ir parar na Toca da Raposa. Pior: no primeiro jogo, o Cruzeiro fez 5 a 0.

Na Copa do Brasil, a equipe parou nas quartas-de-final, eliminada pelo Botafogo. No Nacional, a equipe ficou em um modesto 12ª lugar.

Inter – 2009

O ano 100 do Inter começou bem, com a conquista do Gaúcho. Mas a torcida colorada ficou com o gosto de “quero mais”. O clube chegou à decisão da Copa do Brasil, mas perdeu o caneco para o Corinthians. Na final da Recopa Sul-Americana, derrota para a LDU. E o Colorado ficou perto do título brasileiro, mas também teve que se contentar com a segunda colocação, dois pontos atrás do Flamengo.

Exemplo argentino para o Fluminense

ter, 01/12/09
por gm marcelo |

O Fluminense tem uma missão árdua nesta quarta-feira: tirar uma diferença de quatro gols para seguir com possibilidades de conquistar o título da Copa Sul-Americana. O desafio do Tricolor carioca diante da LDU é complicado após a derrota por 5 a 1 em Quito. Mas o Flu pode se mirar em um exemplo argentino para ver que o feito não é impossível.

Há 14 anos, em uma outra final de torneio sul-americano, uma equipe que perdeu o primeiro jogo da decisão por quatro gols riu por último e levantou a taça.

O autor da façanha foi o Rosário Central, que conquistou o título da Copa Conmebol de 1995 em cima de um clube brasileiro: o Atlético-MG.

No jogo de ida, no Mineirão, o Galo fez a festa diante da torcida, vencendo por 4 a 0. O título parecia certo. Mas o panorama mudou no estádio Gigante de Arroyito. Empurrado pela fanática torcida local, o time amarelo e azul da cidade de Rosário marcou três gols no primeiro tempo – Da Silva (23 minutos), Carbonari (39) e Cardelli (40). Precisando de mais um gol, o time argentino pressionou e conseguiu seu objetivo aos 44 minutos da etapa final, novamente com Carbonari, vencendo o goleiro Taffarel, grande nome do Alvinegro mineiro naquele ano.

Na disputa por pênaltis, os argentinos foram mais eficientes, venceram por 4 a 3 e ficaram com a troféu.

O Fluminense também pode se mirar em um exemplo europeu. Nas quartas-de-final da Liga dos Campeões de 2004, o La Coruña ficou em situação difícil ao ser goleado por 4 a 1 pelo Milan, na Itália. Mas, no jogo de volta, na Espanha, fez 4 a 0. O mesmo placar que o Tricolor carioca precisa para levar a decisão da Copa Sul-Americana 2009 para a prorrogação.

Se o Flu tem 90 minutos para marcar quatro gols, o Vasco em 2000 teve metade deste tempo para cumprir a meta das quatro bolas na rede. E conseguiu. Na decisão da Copa Mercosul, o time de Romário, Juninho Pernambucano, Juninho Paulista e cia foi para o vestiário perdendo por 3 a 0 para o Palmeiras, no Palestra Itália. Na etapa final, virou o placar e comemorou o título.

Ganhadores do livro sobre a trajetória do Fluminense na Libertadores de 2008

ter, 27/10/09
por gm marcelo |

Caro amigo

Recebemos centenas de mensagem de torcedores do Fluminense interessados em ganhar o livro “O ano em que a magia tricolor encantou o mundo”, do publicitário João Marcelo Garcez. E cinco vão receber a obra que relata a campanha do Tricolor carioca na Taça Libertadores de 2008.

São eles: Vinicius de Souza Valentim Andrade, Claudio Vidal de Oliveira, Lucas Miranda, José Luiz de Azevedo e Fábio Faller.

Representantes do departamento de marketing da Globo.com vão entrar em contato com os ganhadores.

Obrigado a todos que participaram. E aguardem novas promoções.

Ídolo do Fluminense luta pela vida

sex, 09/10/09
por gm marcelo |

O torcedor do Fluminense com mais 30 anos certamente se lembra do “Casal 20″. A dupla formada por  Washington (à direita na foto abaixo) e Assis (esquerda) no Atlético-PR em 82 foi decisiva para o Tricolor carioca conquistar o tricampeonato estadual em 83, 84 e 85 e o título brasileiro de 84.  Washington foi um centroavante que marcou seu nome nas Laranjeiras. Alto, era forte no jogo aéreo. Sem ser um primor de técnica, fazia muito bem o trabalho de pivô, servindo a Assis, Romerito e outros companheiros de time.

Vinte e seis anos depois de chegar às Laranjeiras, o ex-jogador enfrenta uma situação bastante delicada.  Washington César Santos, nascido em Valença (Bahia) em 3 de janeiro de 1960, sofre com a Esclerose Lateral Amiotrófica, uma doença degenerativa que afeta os movimentos, o sistema respiratório e a fala. Há quase três anos, luta contra a enfermidade, que não tem cura.

Na última quarta-feira, conversamos com o ex-jogador, que mora em Curitiba (confira a matéria publicada no GLOBOESPORTE.COM). Apesar dos efeitos da doença – está bem magro e aparenta bem mais do que os 49 anos que tem - Washington não desiste da luta pela vida. Lúcido, relembra com carinho e orgulho os tempos que defendeu o Fluminense (de 1983 a 89). As boas atuações no clube carioca o levaram à seleção brasileira. Fez quatro gols em nove jogos com a camisa do Brasil, incluindo quatro partidas pela equipe que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis (EUA), em 87.

Apesar de contar com assistência médica, atenção dos familiares e medicamentos repassados pelo Governo do Paraná, Washington vai precisar, no futuro, de dois caros equipamentos para melhorar sua respiração. Um deles custa R$ 80 mil.

Comovido com o estado de saúde de um ídolo de infância, o jornalista João Márcio Júnior, também morador da capital paranaense, visitou o ex-jogador e decidiu dar sua parcela de contribuição. Comprou uma camisa do Fluminense, pediu que Washington a assinasse e organizou um leilão na internet. O ‘pregão’ vai até o próximo dia 25 e os interessados podem dar seus lances no site http://www.joaomarciojr.blogspot.com/

Uma singela forma de apoiar um jogador que deu muitas alegrias a milhões de torcedores.

Confira acima o vídeo feito por João Márcio com Washington

A carreira de Washington

Clubes:

Galícia-BA, Corinthians, Operário-MS, Internacional, Atlético-PR, Fluminense,  Guarani, Botafogo, União São João, Desportiva-ES, Santa Cruz, Figueiras (POR), Fortaleza e Foz de Iguaçu-PR

Títulos:

Campeão gaúcho 1981, campeão paranaense 82, campeão carioca 83, 84, 85 (Fluminense) e 90 (Botafogo), campeão brasileiro 84, campeão capixaba 92, campeão pernambucano 93 e medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 87 (seleção brasileira)

Promoção: concorra a um livro sobre a campanha do Flu na Libertadores-2008

qua, 30/09/09
por gm marcelo |

Caro amigo

A participação do Fluminense na Taça Libertadores de 2008 terminou de forma triste para os tricolores, com a derrota nos pênaltis para a LDU. Mas a campanha tricolor ficou marcada na mente dos torcedores do clube por momentos memoráveis. Como o gol de Washington no último minuto do duelo contra o São Paulo nas quartas de final e a vitória sobre o Boca Juniors nas semifinais.

Para relembrar a campanha do Flu na competição, o publicitário João Marcelo Garcez lança no próximo dia 13 o livro “O ano em que a magia tricolor encantou o mundo”.

E você pode ganhar uma exemplar do livro. Clique aqui, siga os passos descritos na promoção e responda a três perguntas sobre a história do Fluminense. Os nomes dos cinco vencedores vão ser divulgados no dia 26.

Conheça jogadores brasileiros eternizados com estátuas

seg, 28/09/09
por gm marcelo |

O domingo não terminou bem para a torcida do Botafogo, com a derrota para o Vitória. Mas a tarde no Estádio Olímpico João Havelange começou com festa, com a inauguração de uma estátua de Nilton Santos na entrada Oeste do Engenhão. Maior ídolo vivo da história do Alvinegro carioca, o bicampeão mundial em 58 e 62 entra no seleto rol de ex-jogadores eternizados em estádios brasileiros.

A mais famosa estátua de jogador, originalmente, não foi criada para celebrar um atleta especificamente. Mas ficou associado a um nome para sempre. O monumento localizado em frente à entrada principal do Maracanã foi inaugurada em 13 de novembro de 1960, como uma homenagem à conquista do título mundial na Suécia, dois anos antes.

A imagem é de um jogador com a taça Jules Rimet na mão direita e uma bola na esquerda. Apesar de não ter sido a ideia original, a obra foi apelidada de “Estátua do Bellini” pelos torcedores e assim ficou para sempre. Apesar do rosto não lembrar em nada as feições do capitão do selecionado de 58.

Um bicampeão mundial homenageado diretamente com um busto é Garrincha. Ou melhor, dois. A imagem de um dos melhores atacantes da história, com a camisa da seleção brasileira, ficou durante anos e anos em uma das rampas de acesso às arquibancadas do Maracanã. No mesmo caminho da ‘estátua do Bellini’. Mas devido à atitude de torcedores mal educados, que davam tapas na imagem de Mané, foi transferida para o hall dos elevadores do estádio.

Um outro busto do eterno camisa 7, mas com a camisa do Botafogo, foi transferido no ano passado da sala de troféus da sede do Alvinegro para o Engenhão.

No Rio, outro estádio a contar com uma estátua é São Januário. Com uma particularidade: a homenagem a Romário foi colocada à beira do gramado. Inaugurada na reta final da gestão Eurico Miranda, em 2007, para marcar os mil gols do atacante, a imagem gerou muita polêmica: era justo tal reconhecimento para o jogador que também atuou nos rivais Flamengo e Fluminense? Após a chegada de Roberto Dinamite à presidência do clube, chegou a haver o forte comentário que a estátua seria retirada, mas lá permanece até hoje.

O outro grande clube do Rio também lembra um grande ídolo. No estádio das Laranjeiras, está um busto de Castilho, goleiro que defendeu o clube durante 18 anos e que foi convocado para quatro Copas do Mundo (de 50 a 62).

Contemporâneo de Castilho e artilheiro da Copa do Mundo de 50, Ademir Menezes tem uma estátua na Ilha do Retiro desde 1999. Um reconhecimento da diretoria do Sport a um dos principais jogadores revelados pelo clube pernambucano.

Em São Paulo, o Palmeiras tem a tradição de homenagear jogadores que marcaram época no clube. Mas com um requisito, não escrito, mas seguido à risca: eles não podem ter enfrentado o clube. Três bustos estão em uma das alamedas da sede do clube, perto do Palestra Itália: Junqueira, Waldemar Fiúme e Ademir da Guia (foto). Um quarto nome é considerada certo: Marcos. Basta o goleiro deixar os gramados.

Um outro ídolo também tem grandes chances de ‘virar’ estátua. Torcedores do Flamengo criaram um movimento para pedir a inauguração de um monumento em homenagem a Zico no Maracanã. O jogador que mais fez gols no estádio. Autoridades do Rio já aprovaram a homenagem, mas ainda não há previsão para a inauguração.

E Pelé? O Rei do Futebol tem uma estátua em Três Corações, cidade mineira onde nasceu em 1940. E contava com outra (foto ao lado), instalada perto da Fonte Nova, em Salvador. Inaugurado em 1971, o monumento foi seriamente danificado em 2007, quando dois moradores de rua arrancaram os braços da estátua de bronze. Em um deles, estava a Taça Jules Rimet, que o Rei conquistou três vezes.



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