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O adeus a um campeão mundial

sáb, 13/02/10
por gm marcelo |

Na última sexta-feira, ocorreu o enterro de Orlando Peçanha, zagueiro titular da seleção brasileira de 58. A morte do ex-jogador levou muitos amigos a prestarem a última homenagem ao campeão mundial. Casos do jornalista Luiz Mendes e do ex-massagista do Vasco Francisco Pinto da Silva, que foram ao velório do craque. Conhecido como Chico, o ex-massagista revelou que uma lesão antecipou a aposentadoria de Orlando e impediu que o jogador ganhasse uma homenagem de despedida do clube em que se destacou. Confira no texto do jornalista Felipe Mussa.

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Despedida esquecida 

Texto: Felipe Mussa

Em meio a muita tristeza, no velório de um dos heróis do primeiro título mundial do futebol brasileiro em 58, um senhor carregava em uma sacola plástica dois retratos cheios de história. Francisco Pinto da Silva foi massagista do Vasco no final dos anos 60, mesmo período do retorno do zagueiro Orlando Peçanha ao seu primeiro clube profissional, e revelou a história da última partida da carreira do titular da seleção campeã na Suécia.

Com uma fotografia do Brasil de 58 e outra em que o massagista estava presente com Orlando no time vascaíno, Francisco lembrou da despedida do defensor. O Vasco enfrentava o Atlético-PR pela Taça de Prata de 1968, quando Orlando teve uma lesão muscular e deixou o jogo aos cuidados de Francisco.

O que o zagueiro não sabia, e foi revelado pelo massagista, é que uma homenagem estava sendo preparada para Orlando pela diretoria do clube. Mas esperançoso de retornar aos gramados, o zagueiro fazia tratamento médico. Sem sucesso. E nunca mais voltou a jogar. Com isso, a homenagem foi sendo adiada e por fim esquecida quando Orlando deixou definitivamente o futebol depois do Vasco garantir o título carioca de 1970, quando ainda integrava o grupo campeão.

Dono de outras histórias, Chico prometeu escrever um livro de memórias e revelar outros contos curiosos que acompanhou em sua carreira no futebol.

Orlando Peçanha: categoria, títulos e uma única derrota pela seleção

qua, 10/02/10
por gm marcelo |

orlandopecanhaA seleção brasileira de 58 ficou marcada pela presença de alguns dos melhores jogadores de todos os tempos. Além de reunir Pelé e Garrincha, a equipe contava com os talentos de Didi, Nilton Santos e Djalma Santos, que figuram frequentemente na lista dos maiores da história do futebol.

Mas o time que deu ao Brasil o seu primeiro título contava também com um zagueiro, que se não possuía a fama de outros companheiros de equipe, era respeitado por sua categoria e eficiência.

Orlando Peçanha teve uma trajetória particular na seleção brasileira. Disputou sua primeira partida pelo selecionado em 18 de maio de 58, apenas 20 dias antes da estreia do país na Copa disputada na Suécia. O escasso tempo foi suficiente para convencer o treinador Vicente Feola a escalá-lo como titular no Mundial.

Nos seis jogos da campanha vitoriosa, que foi marcada por muitas mudanças no time titular, Orlando atuou em todos os seis jogos. Ao lado do amigo Bellini, seu parceiro de zaga também no Vasco. Formavam uma dupla considerada ideal por muitos treinadores. Bellini era mais conhecido pelo vigor físico, que parava os atacantes quando necessário. O chamado ‘limpador de área’. Orlando era seu contraponto. Um beque clássico, com categoria suficiente para desarmar os atacantes adversários sem apelar para faltas. Mas que sempre mostrava garra.

Orlando seguiu absoluto na seleção até 1960, quando foi negociado com o Boca Juniors. Na Argentina, virou ídolo do clube de maior torcida do país. Mas ao se transferir para o exterior, acabou perdendo a chance de ser bicampeão mundial em 62. Na época, quem atuava fora do Brasil sabia que estaria fora da lista de convocados. No Chile, Zózimo, seu reserva em 58, ocupou a vaga em aberto e foi campeão.

Em 65, voltou ao Brasil, para defender o esquadrão do Santos. Na Vila Belmiro, reencontrou companheiros do Mundial da Suécia: Gilmar, Zito, Pepe…e Pelé. Foi campeão paulista duas vezes (65 e 67) e Taça Brasil de 65. E aos 31 anos, foi convocado para a Copa de 66. Chegou à Inglaterra como reserva, mas foi capitão na última partida do Brasil no Mundial. A derrota por 3 a 1 para Portugal foi sua única nas 34 vezes em que atuou com o camisa do Brasil.

Um tropeço que não abalou uma trajetória extremamente vitoriosa tanto na seleção quanto nos clubes em que defendeu (Vasco, Santos e Boca). Em todos, foi campeão. Uma carreira que ganhou a justa homenagem com a inclusão do nome de Orlando Peçanha na calçada da fama do Maracanã.

E convidamos você a deixar a sua mensagem sobre o Orlando Peçanha no espaço destinado aos comentários.

E você pode acompanhar o blog Memória Esporte Clube no twitter: http://twitter.com/memoriaec

Zico entra para o rol de craques homenageados com estátuas

sáb, 26/12/09
por gm marcelo |

estatuazicomaracana2_glo_710Um dia depois do Natal, Zico recebeu um belo presente: uma estátua em sua homenagem no Maracanã, em que aparece dando um voleio (veja no vídeo abaixo o golaço de voleio do Galinho contra a Nova Zelândia, na Copa de 82)

Maior artilheiro do mais importante estádio brasileiro, com 333 gols em 435 jogos, o principal ídolo da história do Flamengo entra para um seleto rol de craques homenageados no Brasil com estátuas ou bustos. O Galinho já havia recebido uma reverência do tipo no Japão, no estádio do Kashima Antlers.

Pelé lidera a lista, com três homenagens conhecidas: uma na Vila Belmiro, onde marcou época com a camisa do Santos; na Rua Javari, estádio do Juventus-SP, no qual fez um dos mais belos gols da carreira, contra o time da Mooca em 2 de agosto de 59, quando aplicou, seguidamente, chapéus em três adversários; e nas proximidades da Fonte Nova. Infelizmente, a estátua do Rei do Futebol em Salvador foi danificada por vândalos e retirada de um largo perto do estádio baiano.

Dois ídolos do Botafogo e do futebol brasileiro ganharam homenagem semelhante. Nílton Santos está presente em uma das entradas principais do Engenhão. E Garrincha tem um busto na ‘rampa do Bellini’ do Maracanã. E outro no estádio administrado pelo Alvinegro carioca. 

No Maracanã, também estão uma homenagem ao jornalista João Saldanha, treinador da seleção brasileira em 69/70, e a um jogador da seleção, que ficou conhecido popularmente com a “estátua de Bellini”, capitão do Brasil na Copa do Mundo de 1958.

No Rio, outro craque também ficou eternizado em bronze. Com uma particularidade: dentro de campo. Uma imagem de Romário está próxima a um dos gols do estádio de São Januário. Criada por decisão de Eurico Miranda, ex-presidente do Vasco, a imagem foi objeto de polêmica, mas foi mantida pelo atual mandatário do clube, Roberto Dinamite. Curiosamente, o maior artilheiro da história do Vasco da Gama não tem homenagem do tipo.

No Fluminense, Castilho, o melhor goleiro da história do Tricolor carioca, tem um busto instalado na sede das Laranjeiras.

Em São Paulo, Palmeiras e Corinthians inauguraram bustos de grandes ídolos em suas sedes. No Palestra Itália, existem imagens de Ademir de Guia, Junqueira e Valdemar Fiúme, jogadores que fizeram história no Alviverde e que jamais defenderem, profissionalmente, outro clube.

No Parque São Jorge, os atacantes Neco e Luisinho ganharam bustos por sua dedicação ao Corinthians.

Artilheiro da Copa do Mundo de 50, Ademir Menezes foi lembrado pela diretoria do Sport, clube que o revelou, com uma estátua na Ilha do Retiro.

Zico e Romário: o fim da guerra fria entre dois craques do futebol

ter, 22/12/09
por gm marcelo |

No clima de Natal, dois dos melhores jogadores da história do futebol brasileiro vão estar juntos em um campo de futebol neste domingo. Depois de 11 anos de afastamento. A iniciativa de reconciliação partiu de Zico, que fez o convite. E Romário aceitou participar do Jogo das Estrelas no Maracanã.

A partida beneficente marca a reaproximação de dois ídolos que romperam relações após um episódio traumático. Em 2 de junho de 1998, oito dias antes da abertura da Copa do Mundo disputada na França, o Brasil acordou com uma notícia bombástica: o corte de Romário do Mundial. O craque da Copa de 94, responsável direto pela conquista do tetra, não estaria em campo na França quatro anos depois.

Após ser dispensado, Romário deu uma entrevista emocionada, aos prantos, lamentando a decisão. O Baixinho considerou Zico, então coordenador-técnico da seleção, o responsável pelo seu afastamento. O atacante teria feito um apelo direto ao ex-jogador para que permanecesse no grupo. Zico sempre argumentou que o camisa 11 havia sido afastado por decisão médica.

A mágoa de Romário permaneceu. E ficou evidenciada no fim de 98, quando o Baixinho estava para inaugurar sua casa noturna na Barra da Tijuca (Zona Oeste do Rio). Na porta dos banheiros, uma caricatura mostrava Zico segurando um rolo de papel higiênico para Zagallo, que estava sentado em um vaso sanitário. Os dois decidiram processar Romário.

Desde então, Zico e Romário evitaram se encontrar em eventos ligados ao futebol e fazer comentários um sobre o outro.

A guerra fria terminou nesta terça-feira, quando o filho mais velho do Galinho, Júnior Coimbra, anunciou que o Baixinho havia aceitado o convite para disputar o Jogo das Estrelas.

Será apenas a segunda vez que os dois craques jogarão lado a lado. A primeira – e até agora única – ocorreu há 20 anos. Em 27 de março de 1989, Zico se despediu oficialmente da seleção brasileira em um amistoso contra um combinado do resto do mundo. A partida foi realizada em Udine (Itália). Na derrota do Brasil por 2 a 1 (gols de Dunga, do uruguaio Francescoli e do húngaro Detari), o jovem Romário entrou no segundo tempo e atuou ao lado do veterano camisa 10.

Entre 1985 e 88, se encontraram em clássicos Flamengo x Vasco. Mas um de cada lado. Como ocorreu de junho de 1998 até agora. No domingo, será diferente.

Último gol de Zico pelo Flamengo completa 20 anos

qua, 02/12/09
por gm marcelo |

A torcida do Flamengo vive um momento de euforia, com a possibilidade clara da equipe voltar a conquistar o título do Campeonato Brasileiro depois de 17 anos. E na semana em que o Rubro-Negro se prepara para um dos jogos mais importantes do Fla – talvez o mais – no século XXI, um evento marcante na história do clube completa 20 anos. Marcante, mas triste para a maior torcida do país: a despedida de Zico do clube.

O último jogo oficial do Galinho de Quintino com a camisa do Flamengo ocorreu em 2 de dezembro de 1989. O clássico diante do Fluminense, disputado em Juiz de Fora, pelo Campeonato Brasileiro. As duas equipes já não tinham mais possibilidades de se classificar para a final. Mas a partida entrou para a história do futebol brasileiro.

Apesar da tristeza por saber que não veria mais o maior ídolo da história do clube defendendo o Rubro-Negro carioca, a torcida do Fla teve motivos para comemorar. O Flamengo goleou o tradicional rival por 5 a 0. Com direito a um belo gol de Zico, em cobrança de falta, abrindo o placar.

Futpédia: relembre os detalhes da partida

Quem sofreu o gol foi Ricardo Pinto. Que foi criticado por torcedores tricolores por ter afirmado que seria “uma honra” levar um gol de Zico em sua despedida do Flamengo.

- Foi um dos (gols) mais bonitos e uma das faltas mais bem batidas que tive a oportunidade de cobrar. Valeu também pela jogada individual que fiz antes de receber a falta – afirmou Zico em entrevista ao jornalista Fabrício Costa, do GLOBOESPORTE.COM.

Clique e confira a entrevista completa do Galinho

Meio século sem Heleno de Freitas

sáb, 07/11/09
por gm marcelo |

Neste domingo, o Botafogo tem um jogo fundamental em sua batalha para se manter na elite do futebol brasileiro. O Glorioso encara o Coritiba, no Engenhão. E este dia 8 de novembro é uma data importante para o clube da Estrela Solitária também por outro motivo: há exatos 50 anos, o Botafogo perdia um de seus maiores ídolos. E o futebol brasileiro, um de seus grandes personagens: Heleno de Freitas.

Um dos melhores atacantes da história do futebol brasileiro – formou uma linha mágica da seleção na segunda metade dos anos 40 com Tesourinha, Zizinho, Jair Rosa Pinto e Ademir -, Heleno também ficou conhecido por sua trajetória fora de campo. Advogado, Heleno foi um dos maiores galãs da então capital do Brasil nos anos 40. Sempre com roupas finas e cabelo bem penteado, era um nome famoso na noite do Rio. Encantava as mulheres não só pela estampa, mas também pela fina educação e inteligência.

Mas o craque também ficou conhecido pelos acessos de raiva em campo contra adversários, juízes e mesmo companheiros de time. O que não se sabia na época era que aquele comportamento era um reflexo da sífilis, doença que lhe tirava a razão e que o fez ser internado em um sanatório em Barbacena (MG). Cidade em que faleceu em 8 de novembro de 1959. Com apenas 39 anos.

Para homenagear o ídolo alvinegro – que curiosamente só foi campeão carioca no único ano em que atuou pelo Vasco (1949) -, a prefeitura de São João Nepomuceno (MG), cidade-natal do craque, preparou uma série de eventos para o próximo domingo. Além de missa, visita ao túmulo de Heleno e exposição de fotos do ex-jogador, ocorrerá uma partida entre os times de veteranos do Botafogo e da cidade no campo do Operário.

Justíssimas homenagens a um dos mais lendários jogadores da história do futebol nacional. Que mereceu uma excelente biografia, escrita por Marcos Eduardo Neves, cujo título resume bem o que foi a vida do craque: “Nunca houve um homem como Heleno”.

Festa para o eterno Mané

sex, 16/10/09
por gm marcelo |
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Caro amigo

Neste domingo, dia 18, Manoel dos Santos estaria completando 76 anos. Batizado com um nome tipicamente brasileiro, Garrincha encarnou como ninguém mais o estilo técnico e atrevido do futebol do nosso país, que conquistou respeito e admiração por todo o planeta. E fez o Brasil se tornou sinônimo de futebol.

Para lembrar os feitos do “Anjo das Pernas Tortas”, o Instituto Mané Garrincha, presidido por uma de suas filhas, Rosângela Santos, e Clube Cooperativa promovem neste domingo em Pau Grande, onde o craque nasceu em 1933, um dia inteiro de festividades.

Entre as atividades, ocorrerá uma exposição de fotos e objetos que pertenceram a Garrincha. Capitão da seleção brasileira na Copa de 70, Carlos Alberto Torres confirmou presença no evento.

O organizador do encontro é Claudio Aragão, autor da coleção “Futebol em Cordel”, com livros que contam as histórias da seleção brasileira, Corinthians, Botafogo, Vasco e Fluminense.

Em 2008, o GLOBOESPORTE.COM preparou um material especial para marcar os 75 anos de nascimento de Garrincha. Clique nos títulos e relembre um pouco da carreira do eterno camisa 7.

Garrincha: 75 anos da “Alegria do Povo”

Mané Garrincha: símbolo maior do futebol-arte brasileiro

Ídolo do Fluminense luta pela vida

sex, 09/10/09
por gm marcelo |

O torcedor do Fluminense com mais 30 anos certamente se lembra do “Casal 20″. A dupla formada por  Washington (à direita na foto abaixo) e Assis (esquerda) no Atlético-PR em 82 foi decisiva para o Tricolor carioca conquistar o tricampeonato estadual em 83, 84 e 85 e o título brasileiro de 84.  Washington foi um centroavante que marcou seu nome nas Laranjeiras. Alto, era forte no jogo aéreo. Sem ser um primor de técnica, fazia muito bem o trabalho de pivô, servindo a Assis, Romerito e outros companheiros de time.

Vinte e seis anos depois de chegar às Laranjeiras, o ex-jogador enfrenta uma situação bastante delicada.  Washington César Santos, nascido em Valença (Bahia) em 3 de janeiro de 1960, sofre com a Esclerose Lateral Amiotrófica, uma doença degenerativa que afeta os movimentos, o sistema respiratório e a fala. Há quase três anos, luta contra a enfermidade, que não tem cura.

Na última quarta-feira, conversamos com o ex-jogador, que mora em Curitiba (confira a matéria publicada no GLOBOESPORTE.COM). Apesar dos efeitos da doença – está bem magro e aparenta bem mais do que os 49 anos que tem - Washington não desiste da luta pela vida. Lúcido, relembra com carinho e orgulho os tempos que defendeu o Fluminense (de 1983 a 89). As boas atuações no clube carioca o levaram à seleção brasileira. Fez quatro gols em nove jogos com a camisa do Brasil, incluindo quatro partidas pela equipe que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis (EUA), em 87.

Apesar de contar com assistência médica, atenção dos familiares e medicamentos repassados pelo Governo do Paraná, Washington vai precisar, no futuro, de dois caros equipamentos para melhorar sua respiração. Um deles custa R$ 80 mil.

Comovido com o estado de saúde de um ídolo de infância, o jornalista João Márcio Júnior, também morador da capital paranaense, visitou o ex-jogador e decidiu dar sua parcela de contribuição. Comprou uma camisa do Fluminense, pediu que Washington a assinasse e organizou um leilão na internet. O ‘pregão’ vai até o próximo dia 25 e os interessados podem dar seus lances no site http://www.joaomarciojr.blogspot.com/

Uma singela forma de apoiar um jogador que deu muitas alegrias a milhões de torcedores.

Confira acima o vídeo feito por João Márcio com Washington

A carreira de Washington

Clubes:

Galícia-BA, Corinthians, Operário-MS, Internacional, Atlético-PR, Fluminense,  Guarani, Botafogo, União São João, Desportiva-ES, Santa Cruz, Figueiras (POR), Fortaleza e Foz de Iguaçu-PR

Títulos:

Campeão gaúcho 1981, campeão paranaense 82, campeão carioca 83, 84, 85 (Fluminense) e 90 (Botafogo), campeão brasileiro 84, campeão capixaba 92, campeão pernambucano 93 e medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 87 (seleção brasileira)

Conheça jogadores brasileiros eternizados com estátuas

seg, 28/09/09
por gm marcelo |

O domingo não terminou bem para a torcida do Botafogo, com a derrota para o Vitória. Mas a tarde no Estádio Olímpico João Havelange começou com festa, com a inauguração de uma estátua de Nilton Santos na entrada Oeste do Engenhão. Maior ídolo vivo da história do Alvinegro carioca, o bicampeão mundial em 58 e 62 entra no seleto rol de ex-jogadores eternizados em estádios brasileiros.

A mais famosa estátua de jogador, originalmente, não foi criada para celebrar um atleta especificamente. Mas ficou associado a um nome para sempre. O monumento localizado em frente à entrada principal do Maracanã foi inaugurada em 13 de novembro de 1960, como uma homenagem à conquista do título mundial na Suécia, dois anos antes.

A imagem é de um jogador com a taça Jules Rimet na mão direita e uma bola na esquerda. Apesar de não ter sido a ideia original, a obra foi apelidada de “Estátua do Bellini” pelos torcedores e assim ficou para sempre. Apesar do rosto não lembrar em nada as feições do capitão do selecionado de 58.

Um bicampeão mundial homenageado diretamente com um busto é Garrincha. Ou melhor, dois. A imagem de um dos melhores atacantes da história, com a camisa da seleção brasileira, ficou durante anos e anos em uma das rampas de acesso às arquibancadas do Maracanã. No mesmo caminho da ‘estátua do Bellini’. Mas devido à atitude de torcedores mal educados, que davam tapas na imagem de Mané, foi transferida para o hall dos elevadores do estádio.

Um outro busto do eterno camisa 7, mas com a camisa do Botafogo, foi transferido no ano passado da sala de troféus da sede do Alvinegro para o Engenhão.

No Rio, outro estádio a contar com uma estátua é São Januário. Com uma particularidade: a homenagem a Romário foi colocada à beira do gramado. Inaugurada na reta final da gestão Eurico Miranda, em 2007, para marcar os mil gols do atacante, a imagem gerou muita polêmica: era justo tal reconhecimento para o jogador que também atuou nos rivais Flamengo e Fluminense? Após a chegada de Roberto Dinamite à presidência do clube, chegou a haver o forte comentário que a estátua seria retirada, mas lá permanece até hoje.

O outro grande clube do Rio também lembra um grande ídolo. No estádio das Laranjeiras, está um busto de Castilho, goleiro que defendeu o clube durante 18 anos e que foi convocado para quatro Copas do Mundo (de 50 a 62).

Contemporâneo de Castilho e artilheiro da Copa do Mundo de 50, Ademir Menezes tem uma estátua na Ilha do Retiro desde 1999. Um reconhecimento da diretoria do Sport a um dos principais jogadores revelados pelo clube pernambucano.

Em São Paulo, o Palmeiras tem a tradição de homenagear jogadores que marcaram época no clube. Mas com um requisito, não escrito, mas seguido à risca: eles não podem ter enfrentado o clube. Três bustos estão em uma das alamedas da sede do clube, perto do Palestra Itália: Junqueira, Waldemar Fiúme e Ademir da Guia (foto). Um quarto nome é considerada certo: Marcos. Basta o goleiro deixar os gramados.

Um outro ídolo também tem grandes chances de ‘virar’ estátua. Torcedores do Flamengo criaram um movimento para pedir a inauguração de um monumento em homenagem a Zico no Maracanã. O jogador que mais fez gols no estádio. Autoridades do Rio já aprovaram a homenagem, mas ainda não há previsão para a inauguração.

E Pelé? O Rei do Futebol tem uma estátua em Três Corações, cidade mineira onde nasceu em 1940. E contava com outra (foto ao lado), instalada perto da Fonte Nova, em Salvador. Inaugurado em 1971, o monumento foi seriamente danificado em 2007, quando dois moradores de rua arrancaram os braços da estátua de bronze. Em um deles, estava a Taça Jules Rimet, que o Rei conquistou três vezes.

Associação dos Campeões Mundiais apoia quem deu tanta alegria ao Brasil

qui, 24/09/09
por gm marcelo |

Na última terça-feira, abordamos casos de ídolos de grandes torcidas que enfrentam dificuldades financeiras depois que deixam os gramados (clique e confira). No dia seguinte, foi lançada em São Paulo uma iniciativa voltada para garantir um futuro digno a atletas que tantas alegrias deram a milhões de torcedores brasileiros. A Associação dos Campeões Mundiais apresentou uma linha de réplicas das camisas usadas pela seleção brasileira nas Copas de 58, 62 e 70.

O preço dos uniformes é salgado (R$ 1.050 cada), mas o motivo é nobre. O valor arrecadado será dividido igualmente entre todos os associados (56 ex-jogadores que ajudaram o Brasil a ser o único país pentacampeão mundial).

Participaram do evento de lançamento ex-atletas que têm a honra de possuir no currículo um título mundial de futebol: Bellini, Gilmar, Pepe, Zito, Coutinho, Amarildo, Altair, Jair Marinho, Mengálvio, Brito, Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Dario, Edu, Félix, Jairzinho, Marco Antônio, Paulo César Caju, Roberto Miranda, Cafu, Gilmar Rinaldi, Mauro Silva e Zetti.

Filho do ex-goleiro Gilmar, bicampeão do mundo em 58 e 62, o advogado Marcelo Izar Neves preside a entidade, que tem como objetivos básicos promover o reconhecimento de quem tanto fez pelo futebol brasileiro e garantir que eles tenham uma vida confortável após o fim da carreira.

A entidade já conseguiu viabilizar um plano de saúde para cada ex-atleta e cinco familiares, e também a prestação de assessoria jurídica gratuita. E tenta garantir um plano de aposentadoria.

Clique e confira fotos do evento

O lançamento das camisas foi realizado no Museu do Futebol, localizado no estádio do Pacaembu. Os craques visitaram o local e puderam recordar momentos históricos do futebol brasileiro em fotos e vídeos. Feitos dos quais participaram diretamente. E que, mesmo tantos anos depois, não deixam de emocioná-los. E a todos os fãs do futebol que acompanharam aquelas conquistas.

Clique e confira as matérias de Paula Ab e Rafael Honório, do GLOBOESPORTE.COM, sobre o encontro

Zito se emociona com réplica da camisa de 58: ‘É igualzinha à que vesti na Copa’

Craques dos gramados se reúnem em meio a história do futebol brasileiro



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