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Livro sobre título do Botafogo em 89 quer listar alvinegros presentes à final

seg, 01/03/10
por gm marcelo |

Capa21O título carioca de 1989 marcou gerações de torcedores do Botafogo. Desde os mais experientes, que viveram o jejum de 20 anos sem poder comemorar uma conquista revelante do Alvinegro. E também para os mais jovens, que aguardavam ansiosamente para ver o time campeão.

A conquista de 21 de junho de 89, com a vitória de 1 a 0 sobre o Flamengo, será lembrada este ano, 21º aniversário do título, com o lançamento do livro “21 depois de 21″, que está sendo escrito pelos jornalistas Rafael Casé e Paulo Marcelo Sampaio. O prefácio será do ex-jogador Paulinho Criciúma, um dos símbolos daquela campanha vitoriosa.

Para produzir a obra, os autores entrevistaram jogadores e personagens ligados à campanha de 89. E trazem informações até então inéditas. Como o depoimento de um radialista carioca, que garante ter ocorrido uma troca de ‘malas brancas’ na última rodada da Taça Rio. Uma delas teria deixado a Gávea rumo a Bangu, para incentivar o time de Moça Bonita a se esforçar contra o Botafogo. E outra que teria saído de General Severiano em direção a São Januário para incentivar o já eliminado Vasco a derrotar o Flamengo. O radialista, alvinegro, garante ter participado da segunda negociação.

Na finalíssima contra o Flamengo, na noite de 21/06/89, aproximadamente 40 mil alvinegros compareceram ao Maracanã. E os autores do livro querem deixar registrados na obra os nomes de todos eles, na seção “Eu tava lá”. Para isso, foi criado o e-mail eutavala89@gmail.com . Os autores pedem que os torcedores do Botafogo que assistiram ao gol de Maurício diante do Fla enviem seu nome e os das pessoas que o acompanhavam na partida.

Segundo Rafael Casé, o e-mail também está aberto para que os torcedores contem passagens marcantes ou curiosas que ocorreram com eles naquele dia. Algumas poderão ser selecionadas e incluídas no livro.

E um oferecimento especial do editor César Oliveira, da Livros de Futebol.com, para os leitores do blog: quem enviar a história mais engraçada para o blog e também para o e-mail criado pelos autores, vai ganhar um exemplar do livro, a ser recebido após o lançamento em junho.

E qual a sua lembrança marcante do título do Botafogo em 89? Deixe o seu recado no espaço destinado aos comentários

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Vasco e Botafogo fazem tira-teima neste domingo

sex, 19/02/10
por gm marcelo |

taçagb65Vasco e Botafogo decidem neste domingo a Taça Guanabara-2010. Apesar da competição ser tradicional no Rio de Janeiro, será apenas a terceira vez que os dois clubes centenários estarão frente a frente em um jogo decisivo da Taça GB. E o duelo servirá de tira-teima, porque cada lado levou a melhor em uma oportunidade. 

A primeira vez em que os dois clubes decidiram a Taça GB ocorreu na edição inaugural, em 1965. Na época, um torneio sem ligação direta com o Campeonato Estadual do Rio, criado com a finalidade de definir o representante do então estado da Guanabara na Taça Brasil.

A competição foi dividida em dois turnos. No primeiro, jogaram os seis grandes da época (Botafogo, Flamengo, Fluminese, Vasco e mais América e Bangu). O segundo contou apenas com o quarteto de ferro. E a tabela colocou o clássico Vasco x Botafogo na última rodada, em 5 de setembro. O vencedor seria o campeão. O empate servia para o time de General Severiano, que tinha um ponto a mais (12 a 11).

Comandado por Zezé Moreira, técnico da seleção na Copa de 54, o Vasco não contava com jogadores de grande nome. Ao contrário do adversário. Brito e Fontana, titular e reserva da seleção na Copa de 70, formavam a zaga titular vascaína. No Alvinegro, estavam Manga, Rildo, Gérson, Garrincha, Jairzinho. Todos disputaram o Mundial do ano seguinte, na Inglaterra. No encontro pelo turno da Taça, vitória botafoguense por 3 a 0. Fatores que conferiam a aura de favorito ao Alvinegro.

Mas a primeira Taça GB foi parar em São Januário, com a vitória vascaína por 2 a 0, gols de Oldair e Paulistinha (contra). O Botafogo terminou o jogo com dois homens a menos (Paulistinha e Roberto Miranda foram expulsos). E o capitão vascaíno Brito ergueu o troféu (foto).

Apenas em 1972, a disputa passou a ser considerada o primeiro turno do Estadual do Rio (com exceção de 1980). E só em 1997, o campeão saiu de uma final entre Vasco e Botafogo.

Diante de 81.900 pagantes no Maracanã, em 30 de março, o Alvinegro, treinado por Joel Santana, desafiou o Vasco, que seria campeão brasileiro daquele ano. Liderado por Edmundo, o time de São Januário pressionou durante boa parte do jogo. Mas o Alvinegro foi mais eficiente, decidindo a partida aos 35 minutos do segundo tempo. Marcelinho Paulista cruzou da esquerda, e Gonçalves cabeceou com estilo, no ângulo esquerdo do gol de Carlos Germano.

Festa total para a torcida botafoguense, que não comemorava um título de Taça Guanabara desde 1968. E para o atacante Dimba, que chegou a comer grama na comemoração da vitória.

Em 77, o Vasco assegurou o título do primeiro turno ao vencer o Alvinegro por 2 a 0 na última rodada, evitando uma final em jogo-extra entre os dois clubes. O que ocorreria em caso de vitória do Botafogo.

Em mais duas oportunidades, os rivais de domingo ficaram nos dois primeiros lugares da Taça GB - 1990 e 2000. Mas nos dois anos – quando os cruzmaltinos ficaram com o troféu -, não houve uma decisão formal.

E queremos saber a sua opinião: quem vai conquistar a Taça Guanabara no domingo? Deixe o seu recado no espaço destinado aos comentários

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Com nome marcado na História, Joel Santana volta ao Rio atrás de recorde

sex, 29/01/10
por gm marcelo |

Para muitos, Joel Santana é, acima de tudo, um treinador folclórico, cujo trabalho não é tão valorizado como o de outros técnicos. Mas o novo comandante do Botafogo já tem o seu nome registrado na história do futebol do Rio de Janeiro. No centenário Campenato Carioca, Joel é o segundo treinador com maior número de títulos: seis. O total poderia até ser maior se fosse considerada a conquista de 1987, quando iniciou o trabalho no Vasco, que foi campeão sob o comando de Sebastião Lazaroni, que o substituiu quando aceitou uma oferta milionária do Al-Hilal (Arábia Saudita).

Em número de conquistas no Estadual do Rio, Joel perde apenas para Flávio Costa. O treinador da seleção brasileira na Copa de 50 foi oito vezes campeão no Rio, cinco pelo Flamengo (1939, 42, 43, 44 e 63) e três pelo Vasco, nos tempos do Expresso da Vitória (47, 49 e 50).

O novo treinador alvinegro supera nomes consagrados do futebol brasileiro. Como Zagallo, terceiro na lista de mais vitoriosos no Rio, com cinco títulos, por três clubes: Botafogo (67 e 68), Fluminense (71) e Flamengo (72 e 2001).

Joel tem a particularidade de ter levantado a taça do Estadual pelos quatro grandes clubes do Rio. O treinador dominou o futebol carioca nos anos 90, com um impressionante retrospecto de cinco triunfos em um período de seis anos. Foi bicampeão com o Vasco em 92 e 93. No comando do Fluminense em 95, impediu o Flamengo de comemorar o Carioca no ano do centenário do clube. O Rubro-Negro decidiu contratá-lo, e ele foi campeão no ano seguinte na Gávea. Em 97, estava no Botafogo e comemorou mais uma vez. E voltou a triunfar em 2008, novamente no comando do Flamengo.

Conheça no vídeo abaixo quem possui muitos títulos cariocas no currículo

Futpédia: os números de Joel Santana em Cariocas e Brasileiros

Na apresentação ao Botafogo, na última terça-feira, no início de sua terceira passagem pelo clube de General Severiano (atuou em 97 e 2000), Joel Santana brincou, dizendo não saber quantos títulos cariocas possuía. E mostrou que não está disposto a continuar em segundo lugar na lista dos treinadores mais vitoriosos do Rio.

- Tenho quantos títulos cariocas? Seis? Quem ganhou mais tem quanto? Oito? Estou perto então, vou correr atrás do prejuízo. Quero ser campeão, não vice.

E deixe a sua opinião: Joel Santana vai conseguir levar o Botafogo ao título carioca? Deixe o seu recado no espaço destinado aos comentários

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Vasco fica perto de igualar maior goleada da história do duelo com Bota

dom, 24/01/10
por gm marcelo |

Com a atuação de gala na noite deste domingo no Engenhão, o Vasco ficou muito perto de igualar a maior goleada no histórico do confronto diante do Botafogo. A número um desde 1923, quando os dois clubes ficaram frente a frente pela primeira vez, ocorreu em 29 de abril de 2001, quando o time de São Januário, então campeão brasileiro, fez 7 a 0 sobre o Alvinegro, em jogo do Estadual.

A maior goleada da história do Maracanã em um clássico foi construída com dois gols de Romário, três de Juninho Paulista e outros de Pedrinho e Euller.

A vitória mais elástica do Botafogo em cima do rival de São Januário aconteceu em 9 de agosto de 1942, quando o time de General Severiano ganhou por 5 a 1 pelo Carioca.

O maior número de gols em um duelo entre os clubes ocorreu em 27 de março de 1946, quando o Vasco venceu por 8 a 4, em jogo válido pelo Torneio Relâmpago.

O time de São Januário tem ampla vantagem nos confrontos contra o rival de General Severiano. Em 311 jogos, o Vasco saiu vitorioso em 138. O Botafogo triunfou em 80 e ocorreram 93 empates.

O resultado histórico deste domingo serviu para o Vasco se vingar da derrota no encontro anterior com o Botafogo. Em 11 de abril do ano passado, o time de São Januário foi eliminado do Carioca-2009 ao perder para o Alvinegro por 4 a 0 na semifinal da Taça Rio. Com um show de Maicossuel.

Neste domingo, o show foi de Dodô, que curiosamente teve a carreira prejudicada após um duelo entre os dois clubes. Quando atuava pelo Alvinegro, o atacante marcou duas vezes na goleada da equipe por 4 a 0, pelo turno do Brasileirão de 2007, em 14 de junho (gols no vídeo acima)

Mas o atacante foi sorteado para o antidoping, e o exame acusou a presença de fenproporex em seu organismo. O jogador ficou quase um ano e meio sem atuar, só voltando agora no Carioca-2010.

E não foi a primeira vez que o artilheiro marcou três gols em um Botafogo x Vasco. Em 25 de maio de 2006, com a camisa alvinegra, o atacante foi o destaque da vitória do Botafogo por 4 a 1, em jogo do Campeonato Brasileiro.

Futpédia: veja os números de Botafogo x Vasco em Cariocas e Brasileiros

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Luta do Fla pelo tetra e dos rivais para impedir conquista é atração do Carioca

sáb, 16/01/10
por gm marcelo |

O Campeonato Carioca 2010 começa neste sábado com muitas atrações. Especialmente nos ataques dos quatro grandes, com jogadores de nome como Adriano, Carlos Alberto, Dodô, Fred, Loco Abreu e Vagner Love. E o campeonato terá uma disputa à parte, que certamente vai mobilizar o quarteto e suas torcidas: a luta do Flamengo pelo inédito tetracampeonato estadual.

flamengo1944Com a conquista do caneco em 2009, O Rubro-Negro chegou pela quinta vez a um tricampeonato no Rio, o chamado ‘pentatri’. Mas em quatro oportunidades anteriores, o Fla não conseguiu completar o tetra. Nas duas primeiras vezes, a sequência do Fla foi interrompida pelo Vasco. E nas duas últimas, coube ao Flu impedir o feito rubro-negro.

Após vencer o Estadual em 1942, 43 e 44 (time da foto acima), o Fla parou em 45 no Vasco, que levantou o caneco com o ‘Expresso da Vitória’. O mesmo ocorreu em 56, quando o time de São Januário contava com jogadores que seriam campeões mundias dois anos mais tarde (Bellini, Orlando Peçanha e Vavá) e venceu o Estadual.

Em 80, o Flu foi campeão, derrotando o Vasco na decisão. O Flamengo, vencedor em 78 e 79 (duas vezes) e campeão brasileiro daquele ano, perdeu a possibilidade do tetra ao ser derrotado pelo Serrano, em Petrópolis, por 1 a o. Gol do atacante Anapolina.

E em 2002, o Tricolor ganhou o esvaziado carioca daquele ano, batizado de “Caixão”. O Fla havia ficado em primeiro lugar em 1999, 2000 e 2001.

Clique e confira a relação completa de campeões do Rio de Janeiro

Dois clubes têm tetracampeonatos do Rio no currículo: Fluminense e Botafogo. Ambos com particularidades.

O tetra tricolor acabou não podendo ser comemorado para valer na época. O time ganhou a primeira edição do Campeonato do Rio, em 1906. E também conquistou em 1908 e 1909. O título de 1907 também faz parte da galeria tricolor, mas o caneco só foi oficializado 89 anos depois, em 1996, quando a Federação do Rio declarou Flu e Botafogo campeões de 1907. Na época, os dois clubes terminaram a competição empatados e não houve acordo sobre a realização de um jogo-extra.

O Botafogo também tem um tetra estadual, de 1932 a 35. Em 1933, 34 e 35, dois campeonatos foram organizados por ligas concorrentes, e o Alvinegro, ainda com o nome de Botafogo Football Club, foi campeão da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (33 e 34) e da Federação Metropolitana de Desportos (35).

O Flamengo também já impediu que rivais fossem campeões do Rio por quatro vezes seguidas. Em 1920, a conquista rubro-negra quebrou a série vitoriosa do Flu de 17, 18 e 19. O mesmo ocorreu em 1986, quando o clube da Gávea ficou com a taça após o tri tricolor em 83, 84 e 85.  Em 1995, quem teve a oportunidade de ser tetra foi o Vasco. Mas após vencer em 92/93/94, o caneco de 95 foi para as Laranjeiras, na decisão marcada pelo gol de barriga de Renato Gaúcho diante do Flamengo. 

E qual o seu palpite? Quem será o campeão carioca de 2010? Deixe o seu recado no espaço destinado aos comentários.

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‘Loco’ Abreu tenta repetir sucesso de outros estrangeiros no Botafogo

ter, 05/01/10
por gm marcelo |
categoria Botafogo

No último domingo, a diretoria do Botafogo anunciou uma contratação de impacto para a temporada 2010: o atacante Sebastian ‘Loco’ Abreu, segundo maior artilheiro da seleção uruguaia em todos os tempos. Conforme estudo do pesquisador Cláudio Falcão, do blog DataFogo, 43 jogadores estrangeiros defenderam o Alvinegro carioca desde 1913, quando o português Vieira jogou pelo Botafogo Futebol Clube. Na lista, não estão incluídos ingleses que atuaram pelo clube nos primeiros anos de futebol no país.

A contratação de Abreu animou a torcida alvinegra, que espera que o atacante de 33 anos tenha o sucesso que outros estrangeiros conseguiram no clube da Estrela Solitária.

fischerCaso do argentino Fischer (foto), que defendeu o Bota de 1972 a 76 e se destacou com a camisa alvinegra, marcando 29 gols pela equipe em Campeonatos Brasileiros. Incluindo dois na histórica goleada de 6 a 0 sobre o Flamengo, no Nacional de 72, em 15 de novembro, data de aniversário do Rubro-Negro.

Com um total de 36 tentos em Brasileiros (contando sete pelo Vitória), Rodolpho Jose Fischer foi o estrangeiro com maior número de gols em Nacionais até 2003, quando foi superado pelo colombiano Aristizábal (49).

Futpédia: os números do atacante argentino Fischer

Outro ‘gringo’ que marcou seu nome na história do Alvinegro carioca foi o zagueiro argentino Basso (foto abaixo), que defendeu o Botafogo no início dos anos 50. Apesar de ter atuado pelo clube em apenas 15 partidas oficiais em 1950 e 51, o defensor deixou saudades nos que tiveram o privilégio de vê-lo jogar.

BassoPerguntado sobre quem foi seu melhor parceiro na defesa alvinegra, Nilton Santos cita o argentino. E em duas enquetes sobre o melhor Botafogo de todos os tempos, realizadas pela revista Placar em 1982 e 84, Basso foi escalado na zaga.

No gol, um ‘importado’ que teve boa passagem pelo clube foi o goleiro uruguaio Fernando Alvez, que atuou pelo Bota em 1987 e representou a Celeste Olímpica nas Copas do Mundo de 1986 e 90.

Conheça alguns dos estrangeiros que defenderam o Botafogo no site Gringos Futebol Clube

Mas outros estrangeiros não deixaram saudade nos torcedores alvinegros. Caso do atacante uruguaio De Lima. Após se destacar na Libertadores de 86, pelo Deportivo Quito (Equador), o centroavante foi contratado no ano seguinte pela diretoria alvinegra. Mas o barbudo jogador pouco fez com a camisa preta e branca.

Recentemente, o Botafogo apostou em outros atacantes do exterior, sem grande resultado. Casos dos argentinos Raul ‘Pipa’ Estevez (2004), Escalada e Zarate (2008). Os dois últimos ficaram mais conhecidos pela má forma física.

E qual a sua opinião sobre ‘Loco’ Abreu? O uruguaio vai ter sucesso no Botafogo? Deixe o seu recado no espaço de comentários.

João Saldanha ganha bela homenagem na Calçada da Fama do Maracanã

sex, 18/12/09
por gm marcelo |

estatuasaldanha710Um dos personagens mais ricos da história do futebol brasileiro foi eternizado no Maracanã nesta segunda-feira. Treinador do Botafogo e da seleção brasileira, e um dos mais respeitados comentaristas esportivos do Brasil, João Saldanha ganhou uma estátua em sua homenagem inaugurada junto à Calçada da Fama do Maracanã. O presidente Lula e o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, participaram da cerimônia.

Iniciativa do jornalista André Iki Siqueira, autor do livro “João Saldanha, uma vida em jogo”, a imagem em bronze foi produzida pelo escultor Ique (na foto), famoso pela sua atuação como cartunista na imprensa do Rio de Janeiro e que trabalhou com Saldanha no Jornal do Brasil na década de 80. A obra apresenta Saldanha com a mão esquerda perto do olho, fazendo sua saudação característica.

Conhecido como ”João sem medo” por sua forte personalidade, João Alves Jobim Saldanha nasceu em Porto Alegre no dia 3 de julho de 1917. Ainda jovem, veio morar com a família no Rio e logo começou a jogar futebol nas areias de Copacabana. Na praia, chegou a atuar ao lado de Heleno de Freitas, ídolo maior nos anos 40 do seu amado Botafogo.

 A ligação com o clube da Estrela Solitária era intensa e, após fazer parte da diretoria do clube, foi convidado para assumir o cargo de treinador da equipe em 1957. Sem qualquer experiência prévia na função, soube tornar vitorioso um time repleto de talento (Garrincha, Didi, Nilton Santos, Paulo Valentim, Quarentinha). Foi campeão carioca daquele ano, com a maior goleada registrada em uma decisão de Carioca: 6 a 2 sobre o Fluminense, com cinco gols do atacante Paulo Valentim. No Maracanã, onde será homenageado nesta segunda.

Após deixar o cargo, em 1959, se tornou comentarista de rádio e articulista de jornal, adotando uma linguagem muito próxima da usada pelos torcedores, que logo caiu no gosto do público. Começava suas análises com o bordão: ‘Meus amigos”.

Filiado ao Partido Comunista, Saldanha sempre manteve uma postura crítica ao regime militar. Mas isso não impediu o presidente da CBD, João Havelange, de fazer um convite surpreendente ao cronista esportivo: ser treinador da seleção brasileira em 1969, no auge do AI-5. Sem pestanejar, ‘João sem medo’ aceitou a proposta. E logo após ser anunciado como técnico da equipe, tirou do bolso a lista de convocados e divulgou para os repórteres. Eram “as Feras do Saldanha”.

Nas Eliminatórias para a Copa de 70, a equipe empolgou o país, vencendo seis jogos, marcando 23 gols e sofrendo apenas dois. Mas após a classificação para o Mundial do México, o clima ficou pesado.

Uma série de polêmicas – chegou a insinuar que Pelé estaria com problemas de visão e disse para o presidente Médici não se intrometer na escalação do time, porque ele não se metia na formação do Ministério -, e tropeços em campo (derrota para Argentina por 2 a 0 no Beira-Rio e empate em jogo-treino contra o Bangu) causaram a sua queda três meses antes do começo da Copa.

Ao tomar conhecimento que a direção da CBD havia anunciado que a comissão técnica da seleção estava “dissolvida”, respondeu:

- Eu não sou sorvete para ser dissolvido.

Fora da seleção, foi ao México como jornalista para assistir ao tricampeonato.

A saída da seleção foi um das muitas polêmicas de sua vida. Ainda como treinador da equipe, se envolveu em uma discussão pública com o treinador Yustrich. Saldanha chegou a tentar invadir a concentração do Flamengo atrás do desafeto, que comandava o Rubro-Negro carioca. Detalhe: armado.

Fato semelhante ocorreu em 1967. Durante a final do Carioca daquele ano, entre Botafogo e Bangu, Saldanha, em seus comentários pelo rádio, disse estranhar a atuação do goleiro alvinegro Manga. À noite, após a vitória do Botafogo por 2 a 1, na famosa “Resenha Facit”, o jornalista afirmou que o bicheiro Castor de Andrade, patrono do time de Moça Bonita, havia subornado o arqueiro. Castor ouviu e invadiu o estúdio da TV Rio, cercado de seguranças. A confusão foi tamanha que o programa saiu do ar.

Na quarta-feira seguinte, Saldanha foi armado à festa pelo título em General Severiano e ameaçou Manga, que fugiu em disparada da sede alvinegra.

Clique e ouça uma discussão entre Saldanha e Jorge Curi na Rádio Globo em Fla x Vasco de 16/11/80 

Fora da seleção, Saldanha se manteve ligado ao futebol, trabalhando na Rádio Globo e no Jornal do Brasil. Em 1990, já com a saúde abalada por problemas respiratórios, faleceu em 12 de julho de 1990, em Roma, onde estava para acompanhar a 14ª Copa do Mundo. Apesar dos conselhos contrários de médicos e amigos, viajou para a Itália. E morreu aos 73 anos fazendo o que mais gostava: falar de futebol.

Foto: Arquivo Ique / Marco Eusébio

Os ganhadores do livro ‘Os dez mais do Botafogo’

seg, 07/12/09
por gm marcelo |
categoria Botafogo, Promoção

Amigos

Tivemos uma grande participação de amigos do blog na promoção “Os dez mais do Botafogo”.

E chegou a hora de divulgar os nomes dos ganhadores de um exemplar do livro escrito pelo jornalista Paulo Marcelo Sampaio, que lista os dez melhores jogadores que levaram a Estrela Solitária no coração.

Os vencedores são:

- Priscilla Mansur Pereira
- Eduardo Marins de Moraes
- Alexandra Tavares Dias

Agradeço a participação de todos. E fique atento: em breve, teremos novas promoções.

Promoção “Os dez mais do Botafogo”

qua, 18/11/09
por gm marcelo |
categoria Botafogo, Promoção

A lista de craques que vestiram a camisa do Botafogo é grande. Afinal, o clube contou com campeões do mundo como Garrincha, Didi, Nilton Santos, Zagallo, Gerson e Jairzinho. Definir, então, os dez melhores jogadores que defenderam o clube da Estrela Solitária não é tarefa simples.

O jornalista Paulo Marcelo Sampaio decidiu encarar o desafio e, com a ajuda de dez botafoguenses, elaborou a lista, publicada no livro “Os dez mais do Botafogo”, que será lançado na próxima segunda-feira, dia 23, pela Maquinária Editora.  Além dos seis campeões do mundo, a relação conta com Heleno de Freitas, Manga, Paulo César Caju (este também com título mundial no currículo) e Túlio.

E você pode concorrer a um exemplar da obra. Clique aqui e responda à pergunta: “Quem você considera o maior ídolo da história do Botafogo? Justifique.”

O nome do vencedor será anunciado no próximo dia 4. Boa sorte.

E deixe o seu comentário: qual o melhor jogador da história do Alvinegro carioca?

Meio século sem Heleno de Freitas

sáb, 07/11/09
por gm marcelo |

Neste domingo, o Botafogo tem um jogo fundamental em sua batalha para se manter na elite do futebol brasileiro. O Glorioso encara o Coritiba, no Engenhão. E este dia 8 de novembro é uma data importante para o clube da Estrela Solitária também por outro motivo: há exatos 50 anos, o Botafogo perdia um de seus maiores ídolos. E o futebol brasileiro, um de seus grandes personagens: Heleno de Freitas.

Um dos melhores atacantes da história do futebol brasileiro – formou uma linha mágica da seleção na segunda metade dos anos 40 com Tesourinha, Zizinho, Jair Rosa Pinto e Ademir -, Heleno também ficou conhecido por sua trajetória fora de campo. Advogado, Heleno foi um dos maiores galãs da então capital do Brasil nos anos 40. Sempre com roupas finas e cabelo bem penteado, era um nome famoso na noite do Rio. Encantava as mulheres não só pela estampa, mas também pela fina educação e inteligência.

Mas o craque também ficou conhecido pelos acessos de raiva em campo contra adversários, juízes e mesmo companheiros de time. O que não se sabia na época era que aquele comportamento era um reflexo da sífilis, doença que lhe tirava a razão e que o fez ser internado em um sanatório em Barbacena (MG). Cidade em que faleceu em 8 de novembro de 1959. Com apenas 39 anos.

Para homenagear o ídolo alvinegro – que curiosamente só foi campeão carioca no único ano em que atuou pelo Vasco (1949) -, a prefeitura de São João Nepomuceno (MG), cidade-natal do craque, preparou uma série de eventos para o próximo domingo. Além de missa, visita ao túmulo de Heleno e exposição de fotos do ex-jogador, ocorrerá uma partida entre os times de veteranos do Botafogo e da cidade no campo do Operário.

Justíssimas homenagens a um dos mais lendários jogadores da história do futebol nacional. Que mereceu uma excelente biografia, escrita por Marcos Eduardo Neves, cujo título resume bem o que foi a vida do craque: “Nunca houve um homem como Heleno”.



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