Jogos na Memória: os orgulhos e as vergonhas dos gremistas
Texto: Bernardo Ferreira
O Grêmio é o protagonista dos Jogos na Memória desta semana. Relembre cinco partidas que orgulham os torcedores, e cinco que são motivo de vergonha, com depoimentos de quem estava lá: Carlos Miguel, Baltazar, Zinho, Valdir Espinosa, Sandro Goiano…
OS ORGULHOS
1º lugar: Náutico 0 x 1 Grêmio, em 2005
Depoimento de Sandro Goiano (atualmente no Sport):
“Tivemos altos e baixos no começo do campeonato, mas já a partir da metade da primeira fase o time se acertou. Foi um time montado dentro da competição pelo Mano Menezes. Tinha como características a força física e qualidade na bola aérea. Entramos em campo nos Aflitos para ganhar, mesmo que o empate fosse favorável. Tivemos chances no primeiro tempo, e o Náutico perdeu um pênalti, inexistente, batido pelo Bruno Carvalho. No vestiário, o Ricardinho estava com uma contratura e foi substituído pelo Lucas. O Galatto também pediu para sair, pois dizia que sentia dores na perna. Mas qual é o dia em que você treina ou joga e não sente dores? Pedimos a ele para ficar, senão seriam duas substituições queimadas. O próprio Marcelo Grohe, reserva, falou para ele ficar. Ele estava meio temeroso, pois tinha passado toda a Série B sem jogar. No segundo tempo, perdemos o Escalona, expulso. Depois, teve o lance da falta do Galatto no Miltinho. O Galatto ia ser driblado e catou tudo: Miltinho, bola… Foi o único pênalti do jogo, e ele não deu. Ele marcou o pênalti do Nunes porque não havia marcado antes. Estava perdido em campo. Aí passou um filme na cabeça de todo mundo. Depois de tanto trabalho… e aquele time era bom, unido. A adrenalina foi a mil. O Patrício e o Nunes foram expulsos, e já não sabíamos se iríamos abandonar o campo ou não. Fiquei na marca do pênalti e disse: ‘Não vai bater o pênalti, não’. E o Domingos deu um tapa na bola na mão do juiz e foi expulso.
Foi um ato de desespero mesmo. Falamos em abandonar o campo mais de uma vez, e o Beltrami insinuando que iria expulsar mais um, o que determinaria o fim do jogo. Mas, se ele quisesse, teria expulsado. Só que ele não queria acabar o jogo. Durante a confusão, o Marcel foi até a nossa torcida e gritou para invadir, porque dizia que o jogo seria paralisado, e o empate seria nosso. Só houve um guerreiro que pulou a grade e invadiu o campo, mas levou muita paulada da polícia. Falávamos para quem ia bater o pênalti (Ademar) que não merecia fazer o gol, porque não havia sido falta. Acho que ele estava temeroso, porque a torcida estava muito confiante. Aí brilhou a estrela do Galatto. Quando ele defendeu, uns três jogadores do Náutico desabaram no chão. No contra-ataque após o escanteio, brilhou a estrela do Anderson, que aproveitou que metade do time do Náutico olhava para a torcida. Depois que fizemos 1 a 0, o Beltrami passou a marcar falta em qualquer bola cruzada na nossa área. A torcida nos Aflitos estava muito chateada. Não tem como ir para casa acreditando que o time perdeu para um adversário com sete. Tenho os DVDs da partida e vou mostrá-los aos meus filhos e aos meus netos, pois, se eu contar a história, não vão acreditar.”
2º lugar: Grêmio 2 x 1 Hamburgo, em 1983
Depoimento de Valdir Espinosa:
“Eu fui à Alemanha com o preparador físico para ver um jogo do Hamburgo contra o Werder Bremen, dois ou três meses antes da final. E um comandante da Varig era gremista e nos conseguiu uma fita com um jogo do Hamburgo. Mostrei essa fita aos jogadores, durante a concentração em Gramado, no hall do hotel, junto com funcionários e imprensa. Ali eles foram apresentados ao Hamburgo. Como preparação para a final, pedi para escalarmos time misto nos jogos no interior pelo Gauchão, pois eram mais pegados e em gramados horríveis. Houve uma gritaria geral, e a imprensa criticou muito. Mas, depois de um jogo em São Borges, o presidente concordou comigo e decidiu que os titulares só atuariam no Olímpico. Para o interior, nem eu ia. Antes de irmos para Tóquio, uma equipe de TV japonesa foi ao Olímpico e passou uma semana entrevistando os jogadores, pois ninguém sabia o que eram Grêmio e Porto Alegre. Quando chegamos ao Japão, já sabíamos da expectativa que cercava a partida. Começamos nervosos no jogo, o que era normal em se tratando de um título mundial. Sabíamos que metade de Porto Alegre torcia a favor, e a outra metade torcia contra.
Com 20 minutos, entramos no jogo. E aí o Hamburgo mostrou que cometeria um erro decisivo. Como só conheciam o Paulo César Caju, fizeram marcação apenas em cima dele. Ele não jogou, mas o Mário Sérgio e o Renato ficaram livres. Foi aí que o Hamburgo começou a perder. O Renato fez 1 a 0, num lance em que mostrou ser imprevisível, um jogador que desequilibra. Quando o Hamburgo empatou, já no fim, pensei: ‘Será que a gente vai perder’. E eu já tinha avisado, depois de ver o jogo do Hamburgo na Alemanha, que precisávamos ter cuidado com a bola aérea. E levamos o gol assim, depois que eles já haviam criado algumas chances de perigo. Em um segundo, voltei ao Rio Grande do Sul e vi a minha família, a torcida do Grêmio e a torcida do Inter. Aí voltei ao Japão, e o jogo terminou. Numa situação dessa, o time que faz o gol entra em vantagem na prorrogação. Mas aí vieram dois jogadores fundamentais. O De León disse: ‘Ninguém mais vai cabecear na área. Ela é minha’. E o Renato emendou: ‘Segura atrás, que lá na frente eu decido’. Outros jogadores, que estavam de cabeça baixa, ganharam confiança. E eu me tranquilizei. O Renato fez 2 a 1, e ainda tivemos chances para marcar mais. Na volta, paramos em Los Angeles para um amistoso contra o América do México. Só retornamos a Porto Alegre uma semana depois da final. Achávamos que esse tempo esfriaria a torcida, que ninguém iria ao aeroporto. Foi uma grande surpresa. Mesmo que depois o Inter tenha conquistado o Mundial, o que importa é o primeiro. Todos sabem o nome do primeiro homem que foi à Lua. Depois disso, ninguém sabe. O primeiro Mundial é o que marca. O segundo a conquistar, eu não sei”
3º lugar: Grêmio 2 x 1 Peñarol, em 1983
Depoimento de Paulo Roberto (atualmente agente de jogadores):
“O Peñarol era o campeão da Libertadores de 1982, numa época em que o futebol uruguaio estava em alta. Tinha vários jogadores da seleção. Brasil, Argentina e Uruguai dominavam. E o Peñarol era o favorito ao título, pois o Grêmio chegava à final pela primeira vez. Só a gente acreditava. Eles diziam antes do primeiro jogo que iriam ser campeões, achavam que fariam três ou quatro no Grêmio em Montevidéu. Eles só conheciam o De León, que era da seleção uruguaia. Os discursos ficaram mais moderados depois do empate por 1 a 1. Nosso time era mais jovem, então apelamos para correria. Colocamos na cabeça que era uma oportunidade única e que tínhamos que nos igualar a eles na pegada, porque éramos superiores na técnica. O Grêmio era um time de muita qualidade, com o Renato, que desequilibrava. O jogo no Olímpico foi difícil. Saímos na frente, eles empataram, e conseguimos um gol no fim. Se o segundo jogo fosse em Montevidéu, dificilmente ganharíamos o título, porque haveria pressão de torcida, o juiz…”
4º lugar: Grêmio 5 x 0 Palmeiras, em 1995
Depoimento de Carlos Miguel (atualmente dono de um complexo de quadras esportivas):
“Os times sempre acabam se cruzando nessas competições. O Palmeiras era considerado melhor individualmente, mas não conseguia jogar contra o Grêmio. Nossa força de marcação neutralizava o Palmeiras. Sabíamos que iríamos sofrer se déssemos espaço. E isso irritava o time deles. Depois falaram que nosso time batia, mas não éramos desleais. No jogo, acho que ficaram nervosos depois da primeira expulsão e se abateram depois que fizemos 2 a 0. Sabíamos que nosso momento era aquele, que devíamos aproveitar a fragilidade do Palmeiras e fazer um bom saldo. O avanço dos laterais foi natural, tendo em vista a superioridade numérica. Já era uma arma nossa. Exploramos aquilo que era o nosso forte. A substituição do Palmeiras no intervalo (Amaral por Alex Alves) nos surpreendeu. Foi ela que nos ajudou de certa maneira. Não sei se eu faria a mesma substituição naquele momento. Eles ficaram com um ataque mais rápido, o que nos deixou mais atentos, mas perderam um jogador bom de marcação, que poderia segurar o nosso ímpeto. Continuamos pressionando, pois vimos a chance de atacar e marcar mais gols. Nossos três gols no segundo tempo foram em cruzamentos. Era difícil marcar o Jardel. Ele tinha uma força grande no pescoço e cabeceava forte, mesmo que estivesse preso na marcação. Sempre brincávamos que, com aquela cabeça, não poderia ser diferente. No vestiário, o clima era de alegria, pois sabíamos que o resultado era importante, mas tínhamos consciência de que nada estava garantido. O Felipão alertou muito nos treinos durante a semana, principalmente quanto a uma possível expulsão em São Paulo. Ficamos tão preocupados que ninguém fosse expulso no jogo no Palestra, que relaxamos demais e perdemos nossa maior característica, que era a marcação. Demos oportunidades a eles e levamos sufoco”
5º lugar: São Paulo 0 x 1 Grêmio, em 1981
Depoimento de Baltazar (atualmente agente de jogadores):
“Aquele time misturava uma boa dose de juventude com jogadores experientes, como Vantuir, De León, Leão, Tarciso… E contava com Ênio Andrade, um técnico muito competente e que sabia como disputar um Campeonato Brasileiro. Nosso meio-campo era muito forte e atuava fechado, permitindo explorar contra-ataques, graças à velocidade do Tarciso. Não era um time ofensivo, mas muito bem compactado. Havia pressão no Sul, porque o Grêmio não tinha título brasileiro, enquanto o Inter já possuía vários. Éramos motivo de chacota dos torcedores. Mas fizemos por merecer a conquista, ganhando do grande favorito, que tinha sete jogadores na seleção brasileira e um na uruguaia. Era o mais cotado pela imprensa e tinha tudo para ganhar. Fomos bem trabalhados física e psicologicamente para aquela final. Ganhamos por 2 a 1 no Olímpico, mas eles não diminuíram o otimismo. Achavam que poderiam ganhar por um gol de diferença, já que tinham essa vantagem. Fomos para São Paulo com humildade e muita determinação para a partida no Morumbi. Jogamos fechados, e o São Paulo quase não teve oportunidades. Eu mesmo tinha que marcar os zagueiros na saída de bola. O Grêmio fez um jogo muito bom taticamente, explorando contra-ataques. Num desses, saiu o gol da vitória, o mais bonito da minha carreira, até pela importância. Sempre pedi a Deus para fazer gol numa final, porque marca profissionalmente. Os gremistas sempre recordam esse gol. O Grêmio manteve a base e foi vice-campeão brasileiro em 1982 e campeão mundial em 1983. Pegou confiança a partir desse título brasileiro, sempre montando boas equipes”
AS VERGONHAS:
1º lugar: Botafogo 3 x 1 Grêmio, em 1991
Depoimento de Maurício:
“Eu estava no Celta de Vigo e queria voltar ao Brasil. Eu havia tido uma passagem muito boa pelo Rio Grande do Sul (jogando pelo Inter), então acertei contrato de um ano com o Grêmio. Fizemos um excelente Brasileiro em 1990. Mas no ano seguinte o time não foi bem no campeonato e acabou rebaixado. Foi uma experiência profissional importante, pois aprendi muito e cresci. Eu me esforçava muito, treinava muito. O clube estava num período de transição, com mudança de diretoria, e isso às vezes traz benefícios, mas às vezes não. Havia coisas pendentes com os jogadores. Meu contrato estava terminando e me venderam para a Portuguesa para cobrir dívidas. Entramos com tudo contra o Botafogo, mas alguns jogadores ficaram abalados psicologicamente. Nessas horas, ao entrar em campo, o jogador precisa levantar a sua autoestima e mostrar que é um grande jogador apesar da fase ruim do time.”
2º lugar: Grêmio 2 x 5 Inter, em 1997
Depoimento de Sérgio Manoel (atualmente no Bragantino):
“Chegamos àquele clássico em igualdade, sem um favorito. Nem o fator campo desequilibrava. Mas havia o fator Fabiano. Ele fez dois gols e arrebentou com o jogo. Foi o responsável por desarrumar o time do Grêmio. Já sabíamos que ele merecia a nossa atenção, que devíamos neutralizá-lo para que ele não municiasse o Christian. Mas não teve jeito. Nunca participei de um clássico tão tenso (foram quatro expulsos no primeiro tempo). Levei pancada de jogadores do Inter e do meu próprio time. Entrei na confusão para apartar os jogadores, e sobrou para mim. É uma rivalidade maior do que qualquer outra no Brasil, não tem igual. Como o Inter já estava em vantagem no placar, se fechou para explorar a velocidade do Fabiano nos contra-ataques. O Grêmio precisava ir à frente e tentar empatar. Normalmente, quando você se lança ao ataque, já deixa espaços na defesa. Imagina, então, o quanto de espaço não havia com dois a menos. O jogo ficou franco. No vestiário, pensamos que perder por dois ou por quatro seria o mesmo. Em compensação, seria histórico se conseguíssemos virar. Fomos ao ataque e levamos mais gols. Essa goleada foi determinante para o resto do campeonato. O Grêmio vinha de um desmanche daquele time que havia conquistado tudo. Levando uma goleada do Inter, o crédito com a torcida foi lá embaixo. Passou a haver uma desconfiança grande”
3º lugar: Guarani 2 x 0 Grêmio, em 2004
Depoimento de Cláudio Duarte:
“Fui o quinto técnico do Grêmio. Quando cheguei, a direção já assumia que não daria para escapar do rebaixamento e me pediu para terminar com honra. Matematicamente ainda havia chance, mas era uma situação em que problemas apareciam e eram difíceis de serem controlados. E o Olímpico ainda estava interditado. Pedi para os jogadores fazerem um bom jogo pela instituição. Já não estavam lá os jogadores que haviam incomodado, os que tiveram problema de indisciplina com outros treinadores e com a direção. Era a meninada. Por isso, mostrei a responsabilidade de profissionais que eles tinham. Precisavam fazer o melhor por uma questão de conduta e para mostrar que tinham condição de permanecer no clube. O jogo mais duro foi o empate por 3 a 3 com o Atlético-PR, que determinou o rebaixamento. O clima ruim até foi amenizado pelo que aconteceu no jogo, com o time reagindo e conseguindo um empate inesperado com um candidato potencial ao título. Esse resultado mostrou que aquele Grêmio, sem os defeitos de conduta, poderia ter tido um rendimento melhor. A indisciplina foi fator determinante para o rebaixamento. Quando há clima de impunidade, os resultados aparecem em campo. A direção sabia dos problemas, mas não tinha como solucionar. Não podia mandar jogadores embora, porque devia salários e não tinha como repor as peças. Houve indisciplina em nível pessoal, profissional… em todos os níveis que você imaginar. Logo que assumi o cargo, perdemos por 3 a 2 para o Palmeiras, numa forma escancarada de nos criar problemas. O Michael Jackson nunca mais apitou depois daquele jogo. Para quem buscava recuperação, foi uma paulada. O time jogava bem, mas não conseguia traduzir em gols, seja porque faltava perna ou por irresponsabilidade do grupo dos perigosos”
4º lugar: Caxias 3 x 0 Grêmio, em 2000
Depoimento de Zinho (atualmente técnico do Miami FC):
“Naquele ano o Grêmio montou um dream team, ou achou que era isso. Contrataram dois argentinos (o Astrada e o Amato), eu, Paulo Nunes, Marinho… e já estavam lá Danrlei, Mauro Galvão, Tinga e Ronaldinho Gaúcho. Na comissão técnica havia o Leão e o Paulo Paixão. Na festa de apresentação, a Ivete Sangalo cantou no Olímpico e houve queima de fogos. Ou seja, havia uma expectativa grande. Mas o time deixou a desejar, saindo cedo da Sul-Minas. Com isso, o Leão caiu e deu lugar ao Antônio Lopes. Chegamos à final do Gaúcho, contra o Caxias do Tite, que estava aparecendo e tinha um time muito bem organizado. Matou o Grêmio no primeiro jogo da final, com jogadores mais acostumados ao campeonato estadual e que já se conheciam por mais tempo. O nosso time já estava muito modificado, sem os argentinos e o Paulo Nunes. O Caxias foi superior na final, montou uma estratégia melhor do que a do Lopes. O Tite fez um excelente trabalho, tanto que depois foi para o Grêmio. Havia sobre nós uma cobrança muito forte, uma desconfiança em cima do projeto que estava sendo montado. Mas mais tarde ficou comprovado que daria certo. Depois o Celso Roth chegou ao clube, e o time foi sendo lapidado. Aqueles que não renderam o esperado ficaram de lado. Ainda naquele ano chegamos à semifinal do Brasileiro, caindo diante do São Caetano. Foi um trabalho natural: montou-se o time em 2000 e colheu-se o resultado em 2001. Não adianta pegar bons jogadores aqui e ali e esperar um resultado imediato. Pode acontecer, mas não é o mais comum”
5º lugar: Grêmio 1 x 5 Atlético-PR, em 2002
Depoimento de Roger:
“Foi um jogo atípico, provavelmente em função do compromisso pela Libertadores (contra o River Plate, quatro dias depois). Não tenho dúvida de que existe uma influência. Não é deliberado, mas algo do ser humano. Não se consegue manter o foco em duas competições. Eu confesso que sempre tive um pouco de dificuldade nisso. O peso de cada competição dá o andamento do time em cada uma. É uma questão acima de ter mais vontade de jogar uma cometição e menos a outra. Se, na sua vida, você tem um compromisso muito importante e depois outro sem tanta urgência, você trata os dois de forma diferente. O próprio comportamento da torcida, indo em peso maior a uma partida, dita o ritmo do time. Não somos insensíveis a isso. O Grêmio vinha embalado de 2001. Ficaram muitos jogadores, mantendo o elenco forte. Era um time leve, com um 3-5-2 falso, em que eu atuava como terceiro zagueiro, mas, por ser de origem na lateral, chegava à frente como surpresa. O ataque não era fixo, rodava muito. Era um time de muita mobilidade, que preenchia os espaços, deixando sempre os jogadores próximos da bola. Os jogadores não tinham uma função fixa. Era bem típico do Tite, um técnico que conhece bem as questões de vestiário, de treinamentos”
rss do blog
9 outubro, 2009 as 14:55
Realmente a batalha dos aflitos é um jogo atipico no mundo do futebol…
Duvido que não teve um Gremista que não foi do inferno ao céu em poucos minutos e depois a angustia de eperar o jogo terminar para de fato soltar o grito de é campeão devido as expulsões.
Já o jogo que mais me envergonha é o segundo da final contra o Boca em 2007, foi o jogo em que meu time mais foi humilhado na história. O time argentino jogava como se estivesse treinando com um facilidade absurda e o Gremio afundava cada vez mais!!
9 outubro, 2009 as 14:48
A batalha foi o mais eletrizante que eu vi, o mundial eu não era nascido. Contra o Ajax foi o ano em que nasci, mas vi videos dos lances aqui mesmo no site da globo e vi que o Jardel perdeu um gol que podia se o do titulo infelismente não foi.
O jogo contra o Santos foi o segundo mais eletrizantes, bah Deigo Souza fez aquele golaço depois o Santos virou pra 3 a 1 e no final o Zé Roberto toco uma bola pro Renatinho que isolo ali podia se o fim do Gremio na Libertadores daquele ano. Mas fomos ate a final e fomos pra final e perdemos para o Boca Juniors da Argentina.
Mas concerteza taremos mais jogos eletrizantes!!
abraço
9 outubro, 2009 as 14:44
uns dos melhores jogos q ja assisti foi gremio e atletico-pr, em 2004… returno do campeonato brasileiro, qndo o gremio saiu perdendo de 3X0 e faltando 3 menutos para acabar o jogo o gremio buscou 2 gols e impatou a partida
9 outubro, 2009 as 14:15
Nos jogos que orgulham, faltou o jogo final contra a Portuguesa no Olimpico. Aquele gol do Aílton aos 42 do segundo tempo, foi inacreditável, de parar o coração. E Também teve o segundo jogo da semifinal contra o Santos em 2007, em que perdemos mas nos classificamos, foi o jogo mais tenso que eu vi em toda a minha vida!!
9 outubro, 2009 as 12:57
A BATALHO DOS AFLITOS É UM FATO INESQUECÍVEL,ESTAVAMOS EU E MAIS DOIS COLEGAS ASSISTINDO AO JOGO,QUANDO DE REPENTE PÊNALTE PRO NÁUTICO! EU FIQUEI INDGINADO COM O JUIZ,NÃO SABIA O QUE FAZER,XINGAVA MUITO O JUIZ… DISSE AOS MEUS COLEGAS Q IRIA EMBORA PORQUE NÃO QUERIA VÊR MEU TIME PERDER DESONESTAMENTE. MÁS FOI QUANDO EU ESTAVA SINDO PELA PORTA PRA DESCER AS ESCADAS EU OUVI O NARRADOR GRITAR: GALAAAAAAAAAAAAAAAATOOOOO! EU FIQUEI MUITO FELIZ,DAVA SOCOS NA PAREDE,NO CHÃO,ME ABRAÇAVA COM OS MEUS AMIGOS,PULAVAMOS E GRITAVAMOS… HOJE TENHO DVD’S PRA MOSTRAR PRA OS MEUS FILHOS E NETOS QUE MEU TIME,O GRÊMIO,VENCEU O NÁUTICO,NOS AFLITOS,COM APENAS SETE JOGADORES EM CAMPO!!!!
DEPOIS DA BATALHA NOS AFLITOS,EU SEMPRE COSTUMO DIZER: NUNCA DUVIDEM DO GHRÊMIO,POIS ELE É O IMORTAL TRICOLOR!!!!
POR ESSES E OUTROS MILHARES DE MOTIVOS QUE EU SOU UM GREMISTA FANÁTICO!!!!!
DALHEEÊÊÊ GRÊMIOOOOO,DALHEEEÊÊÊÊ GRÊMIOOOOO!!!
9 outubro, 2009 as 12:42
Melhor time do Mundo GRÊMIOO!
9 outubro, 2009 as 12:35
Realmente voltar a série a do campeonato brasileiro com 7 homens em campo,um penalti contra e um gol no fim do jogo…
é para sentir orgulho mesmo.
Por tantas copas já caminhei,
tantos titulos já conquistei,
fui ao inferno e depois voltei !!
A escuridão eu iluminei.
Eu viro jogo de mundial,
eu faço festa em estadio rival
e já tenho tudo no memorial!!
Isso diz tudo …
Se eles vierem com técnica, nós iremos com raça!
Se eles vierem com raça, nós iremos com o coração!
Se eles vierem com o coração, nós iremos com a vida!
E se eles vierem com a vida, nós iremos com a IMORTALIDADE!
Isso é ser GRÊMIO !!
Vergonha? Todos os times passam..
Mas o orgulho de poder lembrar daquele 26/11/2005 somente nós GREMISTAS temos .