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Cruzeiro desafia vantagem de argentinos em finais de Libertadores

sex, 03/07/09
por gm marcelo |

Pela 12ª vez na história da Libertadores, brasileiros e argentinos estarão frente a frente em uma decisão da principal competição de clubes do continente americano. E o Cruzeiro terá que superar o retrospecto superior dos ‘hermanos’ nas finais contra os clubes nacionais. Nos 11 encontros até hoje, os argentinos levaram a melhor em oito. Em apenas três oportunidades, os clubes brasileiros levantaram a taça da Libertadores superando os maiores rivais na finalíssima. E o Cruzeiro tem essa honra em seu currículo.

Em 1976, na primeira das quatro vezes em que chegou à final da competição, o time celeste encarou o River Plate na decisão. E mostrou força ao derrotar a equipe que contava com jogadores que seriam campeões mundiais pela Argentina dois anos depois (Fillol, Passarella, Luque, Alonso). Após golear o adversário no Mineirão por 4 a 1 (Nelinho, Palhinha (2), Valdo e Mas), a equipe brasileira perdeu no Monumental de Nuñez por 2 a 1 (Lopez, Gonzalez e Palhinha). Como o saldo de gols não valia como critério de desempate na época, a realização de um terceiro jogo foi necessária. E no estádio Nacional  (Santiago do Chile), o time brasileiro venceu por 3 a 2 - gols de Nelinho, Ronaldo, Mas, Urquiza e Joãozinho, este aos 43 do segundo tempo - e comemorou o título.

No ano seguinte, o Cruzeiro encarou novamente um argentino na decisão. Naquela oportunidade, foi o Boca Juniors. Novamente, um jogo-extra foi necessário após vitórias por 1 a 0 para cada lado em casa. E, no Centenário (Montevidéu), o Boca Juniors levou a melhor nos pênaltis (5 x 4), após empate sem gols no tempo normal.

O Boca esteve cinco vezes diante de brasileiros em decisões da Libertadores. Além de superar o Cruzeiro em 77, bateu Palmeiras (2000), Santos (2003) e Grêmio (2007). A única derrota do time mais popular da Argentina foi no primeiro confronto direto Brasil x Argentina. Em 1963, o Santos de Pelé, Coutinho, Pepe, Zito, Gilmar e companhia venceu no Maracanã (3 a 2) e conseguiu a proeza de calar La Bombonera com um triunfo por 2 a 1.

A terceira vitória verde-amarela em decisões de Libertadores contra argentinos ocorreu em 1992. O São Paulo de Telê, Raí e Muller perdeu o jogo de ida para o Newell’s Old Boys por 1 a 0, devolveu o placar no Morumbi e foi mais eficiente na disputa de pênaltis (3 a 2), ganhando o primeiro de seus três títulos da competição.

Adversário do Cruzeiro na finalíssima de 2009, o Estudiantes já enfrentou um clube brasileiro em decisão de Libertadores. E levou a melhor. Em 1968, venceu o Palmeiras na Argentina por 2 a 1 e perdeu em São Paulo por 3 a 1. No terceiro jogo, no Uruguai, triunfou por 2 a 0 e ficou com o caneco.

Confrontos entre Brasil e Argentina em finais de Libertadores

1963 - Santos x Boca Juniors
1968 - Estudiantes x Palmeiras
1974 - Independiente x São Paulo
1976 - Cruzeiro x River Plate
1977 - Boca Juniors x Cruzeiro
1984 - Independiente x Grêmio
1992 - São Paulo x Newell’s Old Boys
1994 - Veléz Sarsfield x São Paulo
2000 - Boca Juniors x Palmeiras
2003 - Boca Juniors x Santos
2007 - Boca Juniors x Grêmio

E o que você acha que vai dar na decisão da Libertadores-2009? Cruzeiro ou Estudiantes? Deixe a sua opinião na caixinha de comentários

Timão ganha o tri da Copa do Brasil e abre vantagem sobre rivais paulistas

qui, 02/07/09
por gm marcelo |

A torcida do Corinthians tem motivos de sobra para comemorar. Com o título da Copa do Brasil conquistado na noite desta quarta-feira, o Timão abre vantagem no duelo particular com os rivais locais como o time paulista com maior número de títulos da competição nacional (três em 17 participações). O Palmeiras (14 presenças) ganhou o torneio em 1998. Santos (nove participações) e São Paulo (11) ainda não têm um troféu do torneio em seus currículos.

E o terceira conquista foi assegurada, como nas duas anteriores, na casa do adversário. O primeiro título corintiano de Copa do Brasil ocorreu em 1995. Com várias semelhanças em relação à conquista de 2009. O rival nas semifinais também foi o Vasco (eliminado com dois triunfos - 1 a 0 no Maracanã e um sonoro 5 a 0 no Pacaembu - com três gols de Viola). E a final foi contra um gaúcho: o Grêmio. 

Futpédia: clique e confira detalhes da Copa do Brasil de 1995

Na finalíssima disputada no Olímpico, o Timão formou com Ronaldo, André Santos, Célio Silva, Henrique e Silvinho; Zé Elias, Bernardo, Souza e Marcelinho Carioca; Viola e Marques (Tupãzinho). O treinador campeão foi Eduardo Amorim.

Em 2002, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, o Timão deixou Cruzeiro e São Paulo pelo caminho para chegar à decisão contra o surpreendente Brasiliense. O time do Distrito Federal eliminou o Fluminense nas quartas de final e o Atlético-MG nas semifinais. Mas na decisão, prevaleceu a força do Corinthians. Após vencer o Brasiliense por 2 a 1 no Morumbi, com dois gols de Deivid, o Alvinegro fez valer a vantagem do empate e garantiu o troféu com o 1 a 1 na Boca do Jacaré. Artilheiro do torneio, Deivid mais uma vez balançou a rede, marcando seu 13ª gol na Copa do Brasil-2002.

Futpédia: os números da Copa do Brasil de 2002

O time campeão (escalação da finalíssima): Dida, Rogério, Anderson, Fábio Luciano e Kléber; Vampeta (Fabinho), Fabrício e Ricardinho; Gil, Deivid e Leandro (Renato).

Em 2010, o Timão não poderá defender o seu título da Copa do Brasil. Mas isso não será motivo de tristeza para a Fiel. No ano do centenário, o clube lutará para realizar um grande desejo de sua imensa torcida: ganhar o título da Taça Libertadores.

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Virada para cima do EUA relembra grandes momentos da seleção

dom, 28/06/09
por gm marcelo |

A vitória sobre os Estados Unidos neste domingo entra para a centenária história da seleção brasileira. Além de garantir para o país o terceiro título da Copa das Confederações - recorde na competição -, a virada em Joanesburgo entra para o rol das grandes reações da equipe em 105 anos de disputas.

Ganhar títulos após sofrer o primeiro gol não é algo inédito para a equipe. Se perdeu o título da Copa de 50 no recém-inaugurado Maracanã depois de sair na frente (Uruguai 2 a 1), o Brasil conquistou seus dois primeiros títulos mundiais em decisões em que levou o baque de ficar em desvantagem logo no início da partidas.

Em 1958, na decisão contra a Suécia em Estocolmo, o Brasil, de azul, se viu atrás no placar com apenas três minutos de jogo. Depois do gol de Liedholm, Didi, um dos mais experientes do grupo, pegou a bola quase dentro da rede, colocou-a embaixo do braço e veio andando calmamente até o meio-campo, procurando passar tranquilidade aos companheiros. Logo no reinício do jogo, recebeu a bola e fez um lançamento longo para Garrincha na direita. O ponta arrancou e assustou o goleiro sueco Svensson, chutando na rede pela lado de fora. Seis minutos depois, Vavá empatou, e o Brasil provou sua superioridade, vencendo o jogo por 5 a 2. Até hoje o maior placar de uma decisão de Copa do Mundo (relembre imagens do título de 58 no vídeo acima).

Quatro anos depois, a mesma base chegou à final no Chile. E novamente, teve que superar marcadores adversos em partidas decisivas. No último jogo da primeira fase da Copa de 62, a equipe perdia para a Espanha por 1 a 0 até os 26 minutos da etapa final. Uma derrota poderia causar a precoce eliminação dos campeões do mundo. Mas dois gols de Amarildo, após duas belas jogadas de Garrincha pela direita, garantiram o triunfo por 2 a 1. Roteiro semelhante ocorreu na finalíssima. Aos 15 minutos de jogo, Masopust fez 1 a 0 para a Tchecoslováquia. Como na decisão de 58, o Brasil mostrou poder de reação imediato. Foram necessários apenas dois minutos para Amarildo empatar. No segundo tempo, Zito e Vavá marcaram, garantindo o bicampeonato.

Na Copa de 70, a melhor seleção de todos os tempos, na opinião de muitos analistas esportivos, também teve os nervos colocados à prova ao ter que virar placares por duas vezes. Na estreia, contra a Tchecoslováquia (4 a 1), e na semifinal, diante do Uruguai (3 a 1). A história foi semelhante. O Brasil saiu atrás, conseguiu empatar antes do intervalo e assegurou o triunfo na etapa final (reveja imagens do tri no vídeo acima).

Em 82, a seleção também ganhou o jogo de estreia de virada (2 a 1 sobre a União Soviética). Mas o final não foi feliz. O time de Zico, Sócrates, Falcão e cia conseguiu empatar duas vezes o duelo contra a Itália, mas saiu de campo derrotado por 3 a 2, sendo eliminado nas quartas de final.

A campanha da conquista do penta, em 2002, também contou com um virada. E no jogo mais difícil de todos, na opinião de muitos: o 2 a 1 sobre a Inglaterra, nas quartas de final. Após falha de Lúcio, Michael Owen fez 1 a 0 aos 22 minutos do primeiro tempo. Rivaldo empatou aos 45. E Ronaldinho Gaúcho, em cobrança de falta, decidiu o resultado aos cinco minutos da etapa final.

O mesmo Lúcio que foi um dos heróis da virada brasileira sobre os Estados Unidos em Joanesburgo, marcando o terceiro gol da histórica vitória por 3 a 2.

E o que você achou da reação brasileira para cima dos EUA? Lembra de outra virada da seleção brasileira marcante? Deixe o seu comentário no espaço abaixo.

Histórico do confronto: Brasil 10 x 1 EUA

sáb, 27/06/09
por gm marcelo |

Brasil e Estados Unidos duelam neste domingo pelo título da Copa das Confederações. Se a seleção brasileira feminina de futebol costuma sofrer diante das americanas (perderam as duas últimas finais olímpicas, em Atenas-2004 e Pequim-2008), entre os homens o retrospecto é altamente favorável ao país do futebol. Em 11 confrontos entre seleções principais, o Brasil venceu dez.

Apenas uma vez, os americanos conseguiram deixar o gramado comemorando uma vitória. O duelo ocorreu em 10 de fevereiro de 1998, no Coliseu de Los Angeles. Como parte da preparação para o Mundial que seria disputado na França, o time treinado por Zagallo disputou a Copa Ouro nos EUA. E apesar de contar com vários campeões mundiais em 94 (Taffarel, Mauro Silva, Zinho, Romário), a seleção fez uma campanha decepcionante no torneio, empatando com Jamaica (0 a 0) e Guatemala (1 a 1) na primeira fase. E perdeu para os EUA por 1 a 0 na semifinal, gol de Preki (confira no vídeo abaixo).

O histórico de confrontos entre Brasil e EUA começou em 1930. Duas semanas depois do encerramento da primeira Copa do Mundo, o time americano deixou o Uruguai e veio ao Brasil. E perdeu um amistoso realizado no estádio das Laranjeiras por 4 a 3, em 10 de agosto de 30.

Foram necessários 62 anos para que as duas seleções principais voltassem a ficar frente a frente em um campo de futebol. Em 26 de fevereiro de 1992, o Brasil venceu por 3 a 0 o amistoso disputado no Castelão (Fortaleza). Dois gols de Raí e um do zagueiro Antônio Carlos.

O jogo mais importante até hoje entre os dois países foi o duelo pelas oitavas-de-final da Copa de 94, realizada em solo americano. Em 4 de julho, dia de aniversário da Independência dos Estados Unidos, o Brasil teve dificuldades, mas conseguiu eliminar os donos da casa com uma vitória pelo placar mínimo. Com um homem a menos desde os 43 do primeiro tempo, após Leonardo aplicar uma cotovelada em Tab Ramos, o Brasil seguiu na sua trajetória rumo ao tetra graças ao gol solitário de Bebeto aos 32 minutos da etapa final (relembre no primeiro vídeo).

Pela Copa das Confederações, os finalistas de domingo se enfrentaram três vezes. Com três triunfos brasileiros. Em 1999, o Brasil fez 1 a 0, gol de Ronaldinho Gaúcho. Quatro anos depois, o mesmo placar no duelo no torneio disputado na França. Gol de Adriano. E os 3 a 0 do último dia 18, gols de Felipe Melo, Robinho e Maicon (gols no vídeo abaixo). Os três jogos foram válidos pela fase inicial dos torneios.

Os duelos entre Brasil e Estados Unidos

Brasil 4 x 3 EUA - 17/8/30 - Amistoso
Brasil 3 x 0 EUA - 2/8/92 - Amistoso
Brasil 2 x 0 EUA - 6/6/93 - Amistoso
Brasil 1 x 0 EUA - 4/7/94 - Copa do Mundo
Brasil 1 x 0 EUA - 20/7/95 - Copa América
Brasil 0 x 1 EUA - 10/2/98 - Copa Ouro
Brasil 1 x 0 EUA - 28/7/99 - Copa das Confederações
Brasil 2 x 1 EUA - 3/3/2001 - Amistoso
Brasil 1 x 0 EUA - 21/6/2003 - Copa das Confederações
Brasil 4 x 2 EUA - 9/9/2007 - Amistoso (terceiro vídeo)
Brasil 3 x 0 EUA - 18/6/2009 - Copa das Confederações

Vitórias Brasil - 10
Vitórias EUA - 1
Gols Brasil - 20
Gols EUA - 7

E qual a sua opinião? O Brasil confirma o favoritismo no domingo ou os EUA poderão aprontar uma surpresa na final da Copa das Confederações? Deixe o seu recado no

EUA impedem Espanha de superar Brasil em invencibilidade

qua, 24/06/09
por gm marcelo |

Amigo

Aqui no Brasil e lá na Espanha já estávamos pensando no aguardado duelo entre os campeões da Copa América e Eurocopa na final da Copa das Confederações, no próximo domingo. Mas os Estados Unidos estavam no caminho da Fúria. A vitória americana por 2 a 0 na África do Sul impediu que os espanhóis completassem 36 jogos de invencibilidade. O que seria um recorde absoluto em jogos entre seleções.

Ao vencer a África do Sul no dia 13, a Espanha chegou a 35 partidas sem perder, igualando o feito do Brasil dos anos 90. Depois de perder um amistoso para a Alemanha em 17 de novembro de 93, a seleção brasileira só foi saber o que era deixar o campo derrotada em 21 de janeiro de 1996. O responsável pelo fim da série foi o México, que venceu um duelo pela Copa Ouro por 2 a 0.

Depois dos 35 jogos invictos de brasileiros e espanhóis, na lista de sequências sem derrota vem a Argentina, que entre 91 e 93 ficou 31 partidas sem perder, e a própria Espanha, que manteve uma série de bons resultados entre 94 e 98. Foi cair justamente na estreia na Copa de 98, perdendo para a Nigéria por 3 a 2.

Duas seleções ficaram exatas 30 partidas invictas. A França, de 94 a 96, e a famosa seleção húngara dos anos 50. Comandada por Puskas, a equipe, a partir de 1950, só foi perder justamente o jogo mais importante: a final da Copa de 54, para a Alemanha (3 a 2).

No futebol brasileiro, também há dois times no topo do ranking de invencibilidade: Botafogo e Flamengo, que ficaram 52 partidas sem perder nos anos 70. O primeiro a estabelecer a marca foi o Alvinegro, em um período de dez meses entre 1977 e 78. A sequência foi interrompida pelo Grêmio, que bateu o time carioca por 3 a 0, em 20 de julho de 78, no Maracanã, pelo Brasileiro daquele ano. Com dois gols do atacante Renato Sá.

E o mesmo jogador se confirmaria com carrasco de invictos ao marcar o gol que impediu que o Flamengo superasse a marca do Botafogo. Com a camisa do Alvinegro, Renato Sá fez o gol da vitória por 1 a 0 do Bota no clássico disputado em 3 de junho de 79, pelo Carioca.

As maiores séries invictas entre seleções:

1) Brasil (1993/96) e Espanha (2006/09) - 35 jogos
3) Argentina (1991/93) e Espanha (1994/98) - 31
5) Hungria (1950/54) e França (1994/96) - 30
7) Brasil (1970/73) - 29
8) Coréia do Sul (1977/79) - 28
9) Colômbia (1992/94) - 27
10) Itália (2004/06) - 25

Cruzeiro x Grêmio: histórias do clássico azul

ter, 23/06/09
por gm marcelo |

Amigo

Qual será o representante do Brasil na final da Libertadores deste ano? A resposta começará a ser dada a noite desta quarta-feira. Mas algo é certo: o finalista tem azul na camisa. Cruzeiro e Grêmio enfrentam-se nesta quarta, no Mineirão, em um duelo de dois dos times mais vitoriosos do país. Dois times ‘copeiros’. Além do azul, os dois gigantes do futebol brasileiro guardam outras semelhanças: são recordistas de títulos da Copa do Brasil (quatro para cada lado) e têm dois títulos de Libertadores. Se o Grêmio ganhou duas vezes o Campeonato Brasileiro (1981 e 96) contra uma do adversário na semifinal da Libertadores-2009, o cruzeirense pode lembrar a conquista da Taça Brasil de 1966, em cima do Santos de Pelé e cia. O Grêmio tem o privilégio de ter vencido o Mundial Interclubes em 1983. Em contrapartida, o Cruzeiro derrotou o Tricolor gaúcho nas três vezes em que se enfrentaram em mata-matas de competições importantes. Vitórias que foram importantes para o time celeste levantar taças.

A primeira foi exatamente em 66, quando o Cruzeiro de Tostão superou o Tricolor gaúcho em uma fase equivalente a quartas de final da Taça Brasil (0 a 0 no Sul e 2 a 1 em Minas).

O segundo encontro foi em 1993, na decisão da Copa do Brasil. No jogo de ida, em 30 de maio, empate sem gols no Olímpico. Na finalíssima, disputada no Mineirão, o Cruzeiro fez valer a vantagem de jogar em casa e triunfou por 2 a 1. Roberto Gaúcho abriu o placar para o time mineiro aos 12 minutos de jogo. Pingo empatou para o Grêmio aos 25. E Cleison, com apenas vinte segundos na etapa final, desempatou, garantindo a primeira conquista do Cruzeiro no torneio (confira no vídeo acima).

Quatro anos depois, Cruzeiro e Grêmio ficaram novamente frente a frente em um confronto eliminatório. Em 1997, a competição era, como agora, a Taça Libertadores. Ao contrário de 1993, a Raposa fez o primeiro jogo em casa. E aproveitou a ausência de cinco titulares no adversário e venceu o então campeão brasileiro (96) e da Copa do Brasil por 2 a 0 (no vídeo acima). O segundo gol foi marcado por um jovem atacante, chamado Alex. Que hoje joga pelo Grêmio, usando o sobrenome “Mineiro”. Na partida de volta, o Tricolor conseguiu marcar dois gols, mas sofreu um, e acabou fora da disputa. Que seria vencida pelo Cruzeiro, superando o Sporting Cristal (Peru) na decisão.

Futpédia: veja os números dos jogos entre Cruzeiro e Grêmio em Brasileiros e Copas do Brasil

E quem era o treinador daquele do Cruzeiro campeão da Libertadores de 1997? Uma dica: ele vai participar do duelo brasileiro pelas semifinais da Libertadores de 2009. Sim. Paulo Autuori era o comandante daquele time. E agora tem a missão de eliminar o seu ex-clube.

No outro banco de reservas, também está um treinador com história vitoriosa com a camisa do rival de quarta-feira. Em 1995, foi o Grêmio que conquistou pela segunda vez a Libertadores. E o capitão da equipe comandada por Luiz Felipe Scolari era o então zagueiro Adilson Batista. Como a camisa tricolor, o atual treinador cruzeirense levantou a taça da Libertadores (confira no vídeo abaixo).

Quem será que vai comemorar deste vez? Autuori ou Adilson? Gremistas ou cruzeirenses? O Cruzeiro saiu na frente (gols no vídeo a seguir), mas o segundo jogo será no Olímpico. Qual a sua opinião? Deixe o seu comentário no espaço abaixo.

Há 20 anos, um gol transformou sonho em realidade: Botafogo campeão

dom, 21/06/09
por gm marcelo |

Amigo

Os torcedores do Botafogo não devem estar muito satisfeitos com o desempenho do atual time, que ocupa a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.  Mas este dia 21 é uma data para os botafoguenses deixarem o presente um pouco de lado e celebrarem o passado. Há exatos 20 anos, em 21 de junho de 1989, acabava um período de duas décadas sem que os alvinegros pudessem comemorar um título importante. Com o gol histórico de Maurício, com o número 7 eternizado por Garrincha às costas, o Botafogo derrotava o Flamengo em uma noite de quarta-feira no Maracanã e conquista o título carioca de 89.

Depois de ter sido o clube mais vitorioso do Rio nos anos 60, com quatro estaduais conquistados, o Botafogo viveu um longo jejum. Chegou perto de ganhar os Cariocas de 71 e 75, fez boas campanhas nos Brasileiros de 71, 72 e 81, aplicou uma histórica goleada de 6 a 0 sobre Flamengo, no dia do aniversário do Rubro-Negro em 72, e chegou a ficar 52 jogos invicto entre 77 e 78. Mas o título teimava em não vir.

O clube passou em branco nos anos 70. Mas o acalentado sonho se concretizou antes que os anos 80 terminassem. Com Josimar na lateral direita, Mauro Galvão e Wilson Gottardo formando uma das melhores duplas de zagas da história do clube (a melhor para Gottardo), Carlos Alberto Santos no meio-campo e Maurício e Paulinho Criciúma na frente, todos comandados por Valdir Espinosa, o Alvinegro fez uma campanha irrepreensível, sem uma derrota sequer em 24 partidas (15 vitórias e nove empates).   

Futpédia: confira os números do Carioca de 89

Após perder a Taça Guanabara para o Flamengo de forma polêmica (na terceira rodada, o juiz Luiz Carlos Félix encerrou o jogo - 1 a 1 - quando Criciúma se preparava para desempatar), o time conquistou a Taça Rio e foi para a final contra o mesmo Fla com um ponto de vantagem por ter feito melhor campanha no geral. O primeiro jogo da decisão terminou 0 a 0. Uma vitória na segunda partida garantia a conquista tão esperada. E o triunfo ocorreu graças a uma jogada aos 12 minutos da etapa final. Mazolinha recebeu de Luizinho, arrancou pela esquerda e cruzou para a área. Maurício deu um ‘empurrãozinho’ em Leonardo e completou de primeira para a rede, sem defesa para Zé Carlos.

O gol transformou em realidade o sonho acalentado por duas décadas pela torcida alvinegra. E fez o Rio ficar colorido de preto e branco.

Clique e reveja vídeos com jogos da campanha de 89

Para marcar a data histórica, o GLOBOESPORTE.COM preparou um material especial sobre a conquista do Botafogo em 1989. Clique aqui e confira os textos.

E você está convidado a enviar o seu comentário sobre o Carioca de 89. Qual a sua lembrança mais marcante? Deixe o seu recado no espaço abaixo

Raridades do futebol são disputadas por colecionadores em leilão

sáb, 20/06/09
por gm marcelo |

O brasileiro tem a fama (justificada ou não) de não preservar a memória do país e de não dar valor ao passado. Mas esse clichê foi desmentido em um leilão encerrado nesta sexta-feira no Rio de Janeiro. A casa de cultura La Mansarde colocou à disposição de colecionadores dez lotes com figurinhas raras editadas em 1921 com imagens de jogadores de futebol de clubes cariocas. Desde os quatro grandes (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco), passando pelos tradicionais América, Bangu e São Cristovão e incluindo até os extintos Andarahy, Mangueira e Villa Isabel.

Cada lote tinha dez ou 11 cromos, que vinham como brindes em embalagens de produtos da fábrica de fumos e cigarros São Carlos. E pertenciam ao acervo do médico Roberto Pedroso, falecido em 2007, e que colecionava de tudo.

- De bolas de gude a moedas de ouro, passando por milhares de rótulos de cerveja, embalagens de cigarro do mundo inteiro, anéis de charuto, postais, pedaços de arame farpado - afirma Ney Canellas, curador do leilão.

E a coleção de Pedroso tinha espaço reservado para o futebol. As figurinhas foram encontradas há aproximadamente seis meses em um cofre no consultório desativado que o médico usava para guardar parte de sua coleção.

E na disputa entre os colecionadores, o Fluminense foi o “vencedor”. As figurinhas do Tricolor (acima), que incluíam Henry Welfare, jogador famoso no Rio na década de 20, alcançaram o maior valor entre os itens de futebol: R$ 710.

Em segundo lugar, ficaram as peças do Vasco (R$ 620), superando por pouco as do Flamengo (R$ 600). Um colecionador pagou R$ 450 pelas estampas do então Botafogo Futebol Clube. Valor pouco superior ao apurado com as do América, São Cristovão e Villa Isabel (R$ 400 cada). As do Bangu foram as mais baratas (R$ 130). Os dez lotes arrecadaram no total R$ 4.260.

Também foram oferecidas no leilão caixinhas de fósforos com imagens de jogadores da seleção brasileira campeã mundial em 62 e caricaturas retratando craques do passado, como Pelé.

Colorado x Timão: relembre momentos marcantes desta rivalidade

ter, 16/06/09
por gm marcelo |

Amigos

Corinthians e Internacional começaram a decidir nesta quarta-feira a 21ª edição da Copa do Brasil. O confronto entre dois campeões estaduais de 2009 - invictos - revive um duelo que tem finais de Campeonato Brasileiro no currículo. Uma oficial. E outra, que se não foi a finalíssima, foi fundamental para a definição do campeão e para aumentar a rivalidade entre os dois clubes.

Em 1976, o Colorado contribuiu para ampliar o longo jejum de títulos importantes do Timão, iniciado em 1955. O Corinthians chegou à final do Brasileirão daquele ano embalado por ter eliminado a Máquina do Fluminense nas semifinais. No dia da histórica invasão da Fiel ao Maracanã (5 de dezembro). Mas uma semana depois, o Inter confirmou sua força e conquistou o bicampeonato nacional, vencendo o Alvinegro por 2 a 0 no Beira-Rio, gols de Dadá Maravilha e Valdomiro (relembre a decisão no vídeo acima).

Quase três décadas depois, em 19 de novembro de 2005, os dois clubes, separados por apenas três pontos, ficaram frente a frente no Pacaembu, em jogo válido pelo antepenúltima rodada do Nacional. Em uma espécie de final no sistema de pontos corridos, o Timão foi para o intervalo em vantagem, gol de Tevez aos 37 minutos. No segundo tempo, Rafael Sobis empatou logo aos três. Mas o lance que poderia ter mudado o rumo da competição ocorreu aos 28 minutos. Tinga foi lançado na área e atingido pelo goleiro Fábio Costa. O árbitro Márcio Resende de Freitas não apenas não apontou a marca da cal, como expulsou o meia colorado. O empate manteve a vantagem corintiana, que não se alterou nas duas rodadas finais (assista aos principais lances do jogo no vídeo acima) .

Até hoje, muitos colorados não engolem a perda daquele título. Além do erro de Márcio Resende, lembram dos jogos anulados pelo STJD devido ao escândalo que envolveu Edílson Pereira de Carvalho. Se as partidas não tivessem sido repetidas, o Inter, comandado por Muricy Ramalho, teria sido campeão brasileiro em 2005. Um título que o clube busca há 30 anos.

Futpédia: veja os números dos duelos entre Corinthians x Inter em Brasileiros e na Copa do Brasil

A rivalidade entre corintianos e colorados foi reforçada em 2007. Na última rodada, lutando desesperadamente para tentar escapar do rebaixamento, o Corinthians torcia para que o Inter arrancasse pelo menos um empate diante do Goiás no Serra Dourada. Mas o Alviverde goiano venceu por 2 a 1 e causou a queda do Timão para a Série B. Após o jogo contra o Grêmio (1 a 1), ainda no gramado do Olímpico, o goleiro Felipe disse que alguns jogadores do Inter “não mereciam vestir a camisa” do clube, insinuando corpo mole para prejudicar o time paulista.

E não será a primeira vez que os dois clubes disputam um mata-mata na Copa do Brasil. Em 1992, na caminhada rumo ao seu único título na história da competição, o Inter eliminou o Corinthians nas quartas-de-final. O Colorado praticamente garantiu a classificação no jogo de ida, aplicando uma sonora goleada no adversário no Pacaembu (4 a 0) - no vídeo acima. No Beira-Rio, um empate sem gols foi suficiente para o time gaúcho.

Mas um capítulo histórico deste confronto começou a ser escrito nesta quarta-feira. Assista aos lances da partida no vídeo abaixo. Quem será lembrado no futuro como o campeão da Copa do Brasil de 2009? O Inter marcará o seu centenário com mais um troféu? Ou o Corinthians vai garantir vaga na Taça Libertadores de 2010, quando completa 100 anos?

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Copa das Confederações: conheça a história do aperitivo do Mundial

dom, 14/06/09
por gm marcelo |

Um ano antes do pontapé inicial da Copa de 2010, a África do Sul já respira o clima do Mundial com a disputa da Copa das Confederações. O torneio que reúne as seleções campeãs regionais é realizado desde 1997 sob a chancela da Fifa. Mas foi criado cinco anos antes. Com o nome de Copa Rei Fahd e organizada na Arábia Saudita, a primeira edição, em 1992,  teve a participação de quatro países: Arábia Saudita, Argentina, Costa do Marfim e Estados Unidos. Com Batistuta, Caniggia, Redondo e Simeone em campo e sem um representante da Europa na competição, os argentinos não tiveram grandes dificuldades para conquistar o título, derrotando Costa do Marfim (4 a 0) e Arábia Saudita (3 a 1).

Na segunda edição, em 1995, a história foi diferente. Com a competição ampliada, com seis participantes (a sede Arábia Saudita e os campeões regionais Argentina, Dinamarca, Japão, México e Nigéria), os argentinos chegaram novamente à final. Mas na decisão, apesar da dupla Ortega e Batistuta, os sul-americanos caíram diante da Dinamarca. Liderados pelos irmãos Michael e Brian Laudrup, os campeões da Eurocopa-92 venceram por 2 a 0 e ficaram com a taça.

Em 1997, a Fifa assumiu a organização do torneio. A primeira edição ‘oficial’ também foi disputada na Arábia Saudita. Já no formato atual, com oito seleções, incluindo o campeão mundial, a taça ficou com o Brasil. Em sua primeira participação no torneio, a seleção brasileira tropeçou na Austrália (0 a 0) na primeira fase. Mas graças a vitórias sobre Arábia Saudita, México e a vice-campeã européia República Tcheca (a campeã Alemanha desistiu do torneio), o time treinado por Zagallo encontrou novamente os australianos na decisão. E o resultado foi bem diferente do confronto da fase inicial: 6 a 0. Três gols de Romário e outros três de Ronaldo (veja lances da decisão no vídeo acima). Duas curiosidades do torneio: sabe quem foi escolhido o craque do torneio: Ronaldo Fenômeno? Não. Romário? Também não. Ele ganhou a chuteira de ouro como artilheiro (sete gols). O vencedor da Bola de Ouro foi… Denílson, hoje atuando no futebol do Vietnã.

Dunga era o capitão e levantou a taça com o cabelo raspado. Em uma brincadeira de gosto duvidoso que teria sido comandada por Zé Roberto, Romário e Júnior Baiano, todos os jogadores da seleção tiveram os cabelos cortados na concentração. Alguns não gostaram, como Leonardo e Rogério Ceni. Mas não conseguiram fugir dos ‘barbeiros’.

Dois anos depois, o Brasil, com uma equipe formada basicamente por jovens, fez boa campanha no México.  Com os talentosos Ronaldinho Gaúcho e Alex - e com a ’talentosa’ dupla de zagueiros-zagueiros João Carlos e Odvan -,  a seleção venceu na primeira fase Alemanha (4 a 0), Estados Unidos (1 a 0) e Nova Zelândia (2 a 0). Na semifinal, massacrou a Arábia Saudita (8 a 2). Mas perdeu a decisão para o México por 4 a 3.  Ronaldinho Gaúcho foi o artilheiro e o craque do torneio.

Em 2001, a Copa das Confederações foi disputada pela primeira vez no país-sede da Copa do Mundo, um ano antes da abertura do Mundial. Coreia do Sul e Japão receberam uma seleção brasileira “B” - talvez “C”. Sem poder chamar os principais jogadores, que atuavam no exterior, o treinador Leão levou para a Ásia atletas que jogavam no futebol brasileiro como Leomar (lembra dele? Capitão do Sport), Cláudio Caçapa, Magno Alves, Carlos Miguel, Robert, Gustavo Nery… E o resultado foi um tremendo fracasso.  O Brasil até venceu na estreia (2 a 0 em Camarões), mas depois decepcionou, empatando sem gols com Canadá e Japão. Na semifinal, até fez jogo duro, mas perdeu por 2 a 1 para a favorita (e futura campeã) França, sem Zidane, mas com vários campeões do mundo em 98 e da Europa em 2000. A decepção final veio na disputa do terceiro lugar, com a derrota para a Austrália por 1 a 0. Com a quarta posição, Leão foi demitido no voo de volta para o Brasil, sendo substituído por Luiz Felipe Scolari.

O Brasil voltou a fracassar na edição seguinte, disputada na França em 2003. Sem várias estrelas do time campeão mundial no ano anterior, como Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos e Cafu, o Brasil iniciou a campanha perdendo para Camarões (1 a 0). A vitória sobre os EUA (1 a 0) e empate com a Turquia (2 a 2) não foram suficientes para evitar a eliminação já na primeira fase. A França conquistou o bicampeonato, mas a competição ficou marcada por um acontecimento trágico: a morte do camaronês Marc-Vivian Foe. O atacante desabou no gramado do estádio Gerland (Lyon) aos 27 minutos do segundo tempo da semifinal contra a Colômbia. Após ser socorido em campo, o jogador ainda foi retirado de maca, mas não resistiu. Exames mostraram que a causa do óbito foi um problema cardíaco. 

O Brasil se recuperou em 2005, na Alemanha. Após um início irregular, com vitória sobre a Grécia (3 a 0), derrota para o México (1 a 0) e empate com o Japão (2 a 2), o quarteto Ronaldinho-Kaká-Adriano-Robinho passou a brilhar a partir das semifinais. Primeiro, a seleção derrotou a Alemanha (3 a 2). E depois, fez uma exibição de gala na decisão, goleando a Argentina por 4 a 1. O Imperador Adriano foi eleito craque do torneio e levou a chuteira de ouro de artilheiro. Aumentando o favoritismo do time treinado por Carlos Alberto Parreira para o Mundial do ano seguinte. Mas o resultado na Copa de 2006, todos nós sabemos qual foi.

Com o torneio de 2005, a Fifa mudou a periodicidade da Copa das Confederações, que agora é disputada a cada quatro anos, sempre no país-sede do Mundial, um ano antes da Copa. Após o torneio deste ano na África do Sul, o Brasil receberá a competição em 2013, em um verdadeiro teste para a Copa que o país vai organizar em 2014, 64 anos depois do Mundial de 50.

E qual a sua lembrança marcante da Copa das Confederações? E qual o seu palpite para o torneio deste ano? Dê o seu recado na caixinha de comentários.



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