Formulário de Busca

O que acontece com você, leãozinho?

Sex, 31/10/08
por McFly |
categoria Sem Categoria

leao.jpg

Já dizia um trecho da música de Caetano Veloso, que estranhamente um felino gostava de entrar no mar. E sendo assim, mesmo com as ausências de Rodrigo Souto, Bida e Roberto Brum, o campeão da Copinha do Brasil, caiu direitinho no esquema 9-0-1 (sem meio de campo) do Peixe e já não vence há sete partidas na Ilha de Lost, mais conhecida como Ilha do Retiro.

Com Kléber e Pará improvisados no meio tentando marcar, mais Adriano perdido sem o entendimento do perigo dos carrinhos dentro da área, a única maneira do Ispórte marcar foi oferecida como presente de visitante: pênalti claríssimo e indiscutível em um primeiro tempo de ataque contra defesa.

A posse de bola do time pernambucano me preocupava, mas o que adianta ter bala se não tem pontaria? Pois é, por incrível que pareça, o futebol praticado agora na terra do frevo, é o americano com chutes na direção da lua e diversas tentativas imprudentes em acertar um suposto “Y”, que o precário sistema de iluminação não permitia enxergar.

E como diz o cruel ditado do futebol: quem não faz toma e KP9 não perdoa! Na única oportunidade alvinegra de gol na primeira etapa, o artilheiro do campeonato, agora com 21 gols, deixou o dele antes das equipes descerem para os vestiários.

O segundo tempo começou pior do que imagina, e o Ispórte decidido em vencer a partida, foi pra cima do Peixe querendo matar o jogo de qualquer maneira e aos trancos e barrancos… Ops, quer dizer, tratando-se do bolo fofo da Ilha do Retiro, mais barrancos que trancos, não é mesmo?

Aos 14 minutos, quando subiu a placa de alteração com os números de Adriano por Fabão, confesso que xinguei o técnico Márcio Fernandes, mas independente da intenção do comandante santista, não é que a modificação suicida deu certo?

A partir daí, o Santos atraiu ainda mais o Ispórte para seu campo, obrigando o técnico Nelsinho fazer sua alteração mandando o time para o ataque, abrindo espaço no meio e dando mais campo para o Peixe encaixar os contra-ataques, com Michael novo no lugar de Molina, aparentemente cansado.
e5709_4.jpg

Por isso tudo, defino o empate em 1×1 como um péssimo resultado. Primeiro porque o adversário além de fraco tecnicamente, não ofereceu real perigo diante blindagem da defesa santista, com seu atacante bala de festim e seu penteado bala de coco de festa de aniversário (foto). E segundo, porque o matador Kléber Pereira perdeu a oportunidade mais clara de gol do segundo tempo e a chance de matar o jogo.

Em uma rara exceção neste século, o Santos hoje não tem elenco para encarar uma Libertadores, mas em 2008, o primeiro clube brasileiro classificado para a taça mais disputada da América, foi justamente o Ispórte - O novo Once Caldas da Libertadores 2009 - Tsc, tsc, tsc, que vergonha.

“Gosto tanto de te afogar no mar, leãozinho”.

Teste de DNA.

Qua, 29/10/08
por McFly |
categoria Sem Categoria

memorialsantos.jpg

Enfim, o Santos vai mexer os pauzinhos e lutar pelo reconhecimento de seus outros seis títulos nacionais junto à CBF, quando o campeonato nacional ainda era chamado de Taça Brasil, e posteriormente, de Robertão. E acabar de uma vez por todas com essa palhaçada de quem é penta roubado, de quem faz a festa do hexa com o ovo no rabo da galinha e o raio que o parta!

O Santos é octa e ninguém pode tirar isso de nós. E tem mais, não temos culpa que antigamente, onde o esporte praticado era exatamente o mesmo de hoje em dia, o campeonato nacional de futebol era chamado por outro nome, os aparelhos de televisão não tinham cor, a entidade que cuida do futebol tinha outra sigla, ou as regras do torneio exercidas eram outras.

Uma constatação que contradiz este último critério, é o fato do atual Campeonato Brasileiro disputado desde 1971, já ter sofrido alteração em sua regra a partir de 2002, quando o mesmo passou a ser disputado por pontos corridos, lembram? E nem por isso, os títulos conquistados anteriormente são desconsiderados. Sem falar no brasileiro de 2000 conquistado pelo Vasco sobre o São Caetano, que se chamava Copa João Havelange.

A grande verdade, é que em mil novecentos e tubaína com rolha, ou até 28 de outubro de 2008, tudo é passado. E o futebol brasileiro não era disputado com bola de boliche, muito menos por clubes de Suriname ou na Nova Guiné.

O trabalho pelo reconhecimento dos títulos nacionais do Santos, é liderado pelo jornalista e escritor Odir Cunha (autor do livro Time dos Sonhos) e o superintendente do Santos FC na capital paulista, José Carlos Peres.

O Blog do Torcedor do Santos parabeniza a todos envolvidos nesta empreitada. Dá-lhe Peixe!

Clique aqui e confira a matéria completa no site oficial do Santos FC.

Jogo num dia, no outro também.

Ter, 28/10/08
por McFly |
categoria Sem Categoria

torcida.jpg

Na semana em que a seleção estrangeira do Brasil veio empatar mais uma vez sem gols em terras brazucas, o Santos chegou a ficar quase 14 dias sem jogar no intervalo do Campeonato Brasileiro. E agora, com o retorno da sua programação normal, ou anormal para boa parte dos campeonatos modelos europeus, o Peixe, depois de vencer com notoriedade o Figueirense, enfrentará o Sport na próxima quinta, lá em Recife, em confronto direto por posição na tabela, e o decadente Palmeiras, domingo na Vila Belmiro… Pois é, mas fazer o quê, né? É assim mesmo, uma semana sem jogo nenhum, outra com jogo demais.

Todo mundo sabe que é nada fácil vencer o atual campeão da Copa do Brasil na casa dele, mas não seria nada mal carimbar essa faixa, não? Para isso, o Peixe precisa continuar jogando muito, e se impondo mesmo fora da Vila Belmiro, assim como fez contra o Botafogo no Engenhão.

A melhora do Santos é nítida no segundo turno, quando seu meio de campo ganhou corpo como tanto cobrei durante todo o ano. Cansei de dizer aqui, que um time sem meio de campo não ganha jogo, e o resultado está aí: com Molina voltando a jogar bola e Rodrigo Souto entrosado com Bida, o Peixe é quarto colocado no segundo turno do Brasileirão, e sem depender somente dos gols do artilheiro Kléber Pereira.

Já no jogo de domingo depois do GP Brasil de F1, será uma grande oportunidade para jogar água no chopp do Palmeiras.

Bom, com jogo demais ou jogo de menos, boa sorte a todos os santistas.
Santos sempre Santos!

Dá-lhe Peixe!

Dom, 26/10/08
por McFly |
categoria Sem Categoria

molina34.jpg

Devido às comemorações dos aniversários de meus dois filhos santistinhas neste final de semana, não pude acompanhar a goleada do Peixe sobre o Figueirense na Vila Belmiro. Portanto, mais do que nunca, o espaço é todo de vocês! Comente a vitória do Santos.

Promessa é dívida.

Sex, 24/10/08
por McFly |
categoria Sem Categoria

robinho.jpg

Em entrevista exclusiva à revista Placar de novembro, Robinho afirma: “Quando estiver com 29 ou 30 anos, quero voltar para o Santos e ser campeão da Libertadores”.

Bom, fazendo as contas, isso ocorrerá entre 2013 e 2014, justamente durante a Copa do Mundo no Brasil. Você acha que Robinho cumprirá esta promessa, ou disse isso somente porque como sua saída do Santos foi conturbada, deseja passar a borracha nessa mancha com o clube que o revelou? Opine.

Mais um raio na Vila Belmiro?

Qui, 23/10/08
por McFly |
categoria Sem Categoria

neymar.jpg

Após as notícias de que o técnico Márcio Fernandes teria começado a pensar em promover o garoto Neymar ao time profissional do Santos, resolvi escrever a respeito e expor meu ponto de vista sobre a idéia, o receio do diretor de futebol do Santos, Sr. Adílson Durante Filho, e sobre o garoto que é tido como uma jóia rara, o saneador das dívidas, e até mesmo para os mais eufóricos, o sucessor de Robinho.

A idéia do técnico Márcio Fernandes em lançar o garoto aos poucos a partir de 2009, não é errada se considerarmos o fato que Neymar entrará em campo pelo Campeonato Paulista (tecnicamente mais fraco que o Brasileirão), e longe de enfrentar a maré turbulenta e sem peixe que foi a temporada 2008, assim espero… Além de estar com 16 anos (a mesma idade de Diego em 2002 quando estreou no profissional e sagrou-se campeão brasileiro naquele mesmo ano), diga-se de passagem.

Acredito que o comandante santista, além de querer dar uma oportunidade ao garoto, também pensa no clube em utilizá-lo o máximo possível em três anos que restam de seu contrato, mesmo sabendo da astronômica multa rescisória, caso algum clube da Europa queira levá-lo embora.

Por outro lado, o diretor de futebol do Santos tem sua parcela de razão, quando zela pela futura jóia que tem na mão, sem querer correr o risco de queimá-la. Mas na minha opinião, o grande x desta delicada questão, é o pretensioso rótulo de “sucessor do Robinho”, ou “o raio que cairá pela terceira vez na Vila Belmiro”.

Me lembro que Robinho foi lançado ao profissional à sete chaves, e depois de ver aquele magrelo passando o pé sobre a bola, alguns torcedores na arquibancada deliravam: - P…  q… p…! Mas quem é esse moleque? Nossa mãe, vamo sê campeão p…!  - Radialistas e locutores disparavam: - Sensacional! Rooooooooooooooobinho!

Após o rei das pedaladas desviar a coluna o zagueiro Rogério em pleno Morumbi, comparações ao rei do futebol passaram a ser feitas, e a partir daí, a carreira da nova promessa da Vila Belmiro começou a ficar comprometida. Justamente por causa desse assédio da imprensa, e principalmente, da expectativa que criam sobre as revelações cada vez mais raras, na atual ausência de talento do futebol brasileiro.

É preciso sim, ter muito cuidado para que essa pressão, que infelizmente já existe, não  afete o rendimento de Neymar dentro e fora de campo, em uma situação naturalmente incompatível com a juventude de garoto de apenas 16 anos.

Só para lembrar, na vida de um jogador de futebol, existem um diabinho e um anjinho. No caso de Neymar, Wagner Ribeiro, o mesmo empresário que Robinho dispensou após anos de parceria e milhões de dólares faturados apenas para fazer ligações telefônicas, fará um destes papéis mais uma vez.

E para todas as expectativas, Neymar não é filho de Pelé, muito menos de Robinho. Não tem sobrenome Piquet, nem se chama Nelsinho… Por favor, deixem o garoto jogar bola.

Saudações ao Rei.

Qui, 23/10/08
por McFly |
categoria Sem Categoria

pele.jpg

Hoje, 23 de outubro, o maior jogador que o mundo viu jogar, completa 68 anos de vida e uma longa história de glórias com a camisa do alvinegro praiano.

Abaixo, confira algumas frases de grandes jogadores, escritores, jornalistas e celebridades, sobre este ícone supremo do esporte bretão. Parabéns, Rei. Feliz Aniversário, Pelé.

“Fazer mil gols como Pelé não é difícil. Difícil é fazer um gol como Pelé.”
Do escritor Carlos Drummond de Andrade.

“Se Pelé não tivesse nascido homem teria nascido bola.”
Armando Nogueira, jornalista.

“Pelé é o único que ultrapassa os limites da lógica.”
Yohan Cruijff, atacante holândes.

“O maior jogador de futebol do mundo foi Di Stefano. Eu me recuso a classificar Pelé como jogador. Ele está acima de tudo.”
Puskas, atacante húngaro.

“Senti medo, um terrível medo quando vi aqueles olhos. Pareciam olhos de um animal selvagem, olhos que soltavam fogo.”
Overath, jogador alemão.

“Depois do quinto gol, tivemos vontade de parar e aplaudi-lo.”
Sigge Parling, zagueiro sueco na final da Copa do Mundo de 1958.

“Eu disse para mim mesmo antes do jogo: ele é feito de pele e ossos como qualquer um – mas eu estava errado.”
Tarcisio Burgnich, marcador italiano falando sobre suas impressões ao saber que marcaria Pelé na final da Copa do Mundo de 1970.

“Como se pronuncia Pelé? D-E-U-S!”

Manchete do jornal inglês Sunday Times após a final da Copa do Mundo de 1970.

“Pelé desequilibrou o mundo.”

Gilmar, goleiro brasileiro.

“Pelé jogou futebol por 22 anos, e neste tempo ele fez mais para promover a amizade e a fraternidade do que qualquer outro embaixador em qualquer lugar.”
J. B. Pinheiro, embaixador brasileiro nos EUA.

“Oi, eu sou o presidente dos Estados Unidos. Você não precisa se identificar. Todo mundo sabe quem é Pelé.”
Ronald Reagan, ex-presidente dos EUA, em encontro com o rei do futebol.

Peixe MIB.

Ter, 21/10/08
por McFly |
categoria Sem Categoria

uniforme1.jpg

O Santos está preparando um novo terceiro uniforme, que deverá começar a ser utilizado na próxima temporada. Mas nada de azul, como chegou a ser usado neste ano. Um dos modelos que vem sendo estudados que já foi apresentado ao presidente Marcelo Teixeira é a camisa toda preta, com detalhes prateados.
O novo uniforme só será lançado no ano que vem. Na imagem acima, você confere um esboço de como poderá ficar o modelo. Ele foi criado por internautas da maior comunidade do Santos no Orkut.
A assessoria de comunicação do Santos confirma a inteção do clube de lançar um novo terceiro uniforme, mas afirma que nem as cores e nem o modelo estão decididos.

Aprovado sem polêmica.
A camisa preta agradou aos conselheiros que ainda não haviam engolido o lançamento do uniforme azul, no início deste ano. Eles diziam que a mudança de cores feria o estatuto do clube. Pelas regras santistas, as cores do uniforme time são - necessariamente - preto e branco.
O azul fazia menção às primeiras cores do Santos. Antes de levar o nome da cidade em que foi fundado, o clube chegou a se chamar Concórdia, e suas cores eram azul, branco e dourado. Diante da polêmica, a diretoria aposentou o uniforme alternativo, que foi utilizado apenas uma vez (contra o Mirassol, pelo Paulistão). Azul agora somente nos uniformes de treino.

Agora diz aí, você gostou dessa nova proposta dark de figurino para 2009? Semelhante a seleção de Portugal, que além de vermelho e branco, também usa preto, ao terceiro uniforme do Chelsea da Inglaterra, entre outros times da europa. Opine!

Fonte: Globoesporte.com

Bem-vindos, outra vez.

Dom, 19/10/08
por McFly |
categoria Sem Categoria

molina11.jpg 

O retorno de Fábio Costa ao gol do Peixe e sua atuação frente ao Botafogo em “seu” novo estádio, só confirmaram aquela velha máxima do futebol que diz que um bom time começa por um bom goleiro, ou no caso do Santos, que um time regular pode melhorar muito com a volta de seu líder e sua referência embaixo das traves. Por isso meu amigo, pode comemorar… A muralha está de volta!

Após uma série de merecidas homenagens à Mané Garrincha, o clube que tem a missão temporária de evitar a deterioração do Engenhão, entrou em campo confiante e iniciou o jogo botando pressão no campo do Santos até seu melhor jogador, Lúcio Flávio, dar lugar à porpeta portenha Zárate, e a responsabilidade da armação da equipe, à Carlos Alberto que naturalmente, ou narcisistamente, é famoso por se preocupar mais com os penteados do que com a bola.

Com o Botafogo desfalcado no meio de campo, quis o destino que o Santos também sofresse uma alteração ainda no primeiro tempo por contusão, quando Cuevas saiu sentindo a virilha. Mas no saldo final das perdas, quem acabou se dando melhor foi o Peixe, pois tinha o rápido Robinho, ou Róbson, como ele prefere ser chamado, para repor a movimentação e os contra-ataques ao lado de Molina. Já o time do saudoso Garrincha, apenas um “Mané” que foi para o Rio de Janeiro, apenas correr nas esteiras de Caio Martins e tentar entrar em forma.

Apesar de uma leve superioridade no Santos na etapa inicial, o nervosismo de Lima, que acredito eu, ter feito seu último jogo com a camisa alvinegra, mais três milagres de Fábio Costa, garantiram o 0×0 do placar até o intervalo.

No segundo tempo, o Botafogo sentiu a pressão pelo resultado em casa, e começou a se desorganizar em campo dando mais espaço para o Santos e permitindo a proximidade de Róbson e Molina ao ataque.

Daí em diante, só deu Santos. Falta no bico da grande área do Botafogo, e todo mundo menos o inocente goleiro, sabe o quê o colombiano costuma fazer com a bola parada naquela posição. Por isso meu amigo, pode comemorar mais uma vez… El Maestro está de volta!

Peixe Curioso:
Para todos os santistas, “Estrela Solitária”, como é mais conhecido o time do escudo de uma estrela, representa o único título brasileiro de 1995, gentilmente cedido por um tal de Márcio Rezende de Freitas e subtraído de toda uma nação alvinegra com mais de 40 mil testemunhas em pleno Pacaembu.

Peixe Curioso II:
As opções de penteado dos disputados games de futebol, Winning Eleven e FIFA, ficam no chinelo comparado ao interminável acervo de perucas do meia Carlos Alberto.

Entrevista: Clique aqui e veja a entrevista que concedi à convite do Blog do Luiz Caetano. Valeu Luiz!

Afinal, quem é quem no Brasileirão?

Sex, 17/10/08
por McFly |
categoria Sem Categoria

Por Jose Carlos Peres (*)

O futebol brasileiro é recheado de “histórias e estórias”, fatos e curiosidades. Mas de uma coisa terão certeza: Quem realmente foi o primeiro campeão Brasileiro da história foi o EC Bahia em 1959. Já o maior Campeão Brasileiro é o Santos e Palmeiras, ambos com 8 títulos brasileiros. Bem como, o primeiro Penta-Campeão Brasileiro foi unicamente o Santos, de fato e de direito, já que conquistou em sequência 5 títulos (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965).

A CBD (antiga denominação da CBF) realizou o primeiro Campeonato Brasileiro (como era conhecido a Taça Brasil), que começou por “quase” que uma imposição da Confederação Sulamericana de Futebol - a Conmebol.

Com o início das competições continentais, principalmente na Europa, a Conmebol, viu-se na obrigação de ter o seu clube “campeão” - o melhor da América - dando inicio a Copa Libertadores da América em 1960. Com isso, muitas das federações filiadas viram-se obrigadas a ter oficialmente uma competição de nivel nacional a fim de indicar seu representante na disputa.

O Brasil, por ser um país “continente”, sempre teve dificuldades de realizar seu campeonato nacional. Mas a necessidade obrigou a CBD - Confederação Brasileira de Desportos - a criar uma competição de nivel “realmente nacional”. Para se indicar o representante brasileiro na Libertadores foi criada a Taça Brasil, em 1959, que reunia os campeões estaduais do ano. Os clubes se enfrentavam em jogos de ida e volta. O campeão da Taça Brasil era considerado o campeão brasileiro. O Torneio teve dez edições e durou até 1968.

Antes da extinção da Taça Brasil, em 1968, deu-se inicio ao Torneio Roberto Gomes Pedrosa ou Robertão - como era conhecido - no ano de 1967. Era a continuação da Taça Brasil que passou a abrigar clubes de outros estados, ganhou esta nova denominação. Dele participavam clubes do eixo Rio-São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Em 1970, ano de sua última edição, passou a se chamar Taça de Prata.

Finalmente em 1971 teve continuidade com a denominação de Campeonato Brasileiro como conhecemos até hoje, apesar de sua grande desorganização e interesses politicos, chegando a ter dois campeões num mesmo ano (1987) - O Sport Recife, considerado pela CBF como o verdadeiro campeão daquele ano e o Flamengo, campeão da Copa União que foi realizada pelo chamado “clube dos 13″. Sem contar a bagunça que foi o Torneio João Havelange em 2000.

O fato é que a CBF reconhece a Copa União de 1987 e o Torneio João Havelange como Campeões Brasileiros destes anos anos, mas insisteem ignorar a história não reconhecendo os campeões nacionais antes de 1971. Ingratidão à parte da CBF, fica a nós torcedores, a responsabilidade e o bom senso para “exigir” que se faça justiça e reconheça os campeões brasileiros ao longo da história, como de direito cristalino e verdadeiro de Bahia (1), Santos (6), Palmeiras (4), Botafogo (1), Fluminense (1) e Cruzeiro (1).

A Confederação Brasileira de Futebol até que vê a possibilidade de reconhecer os títulos das equipes Campeãs Brasileiras antes de 1971. Caso venha à acontecer, o merecido e justo reconhecimento oficial da CBF, o Botafogo/RJ poderá comemorar o seu segundo brasileiro em 1995. Já o Palmeiras e Santos passariam a ser os maiores vencedores do Brasil, com oito conquistas cada. Um grande trabalho de pesquisa por parte de jornalistas está sendo realizado com a Coodenação do Santos FC, resta apenas aguardar que assim que for apresentado na casa maior do futebol, o bom sendo prevaleça na CBF.

Veja ao lado como ficaria a “verdadeira” relação dos Campeões Brasileiros, “caso a CBF unifique os títulos de 1959 a 1970 aos de 1971 à 2007″ :

1° - Santos (1961/62/63/64/65/68/2002/04) 08
1° - Palmeiras (1960/67/67/69/72/73/93/94) 08
3° - São Paulo (1977/86/91/2006 e 2007) 05
4° - Flamengo (1980/82/83/92) 04
4° - Vasco da Gama (1974/89/97/2000) 04
4° - Corinthians (1990/98/99/2005) 04
7° - Internacional (1975/76/79) 03
8° - Cruzeiro (1966/2003) 02
8° - Fluminense (1970/84) 02
8° - Grêmio (1981/96) 02
8° - Bahia (1959/88) 02
8° - Botafogo/RJ (1968/1995) 02
13° - Atlêtico/MG (71) 01
13° - Guarani (1978) 01
13° - Coritiba (1985) 01
13° - Atlêtico/PR (2001) 01
13° - Sport Recife (1987) 01

(*) Jose Carlos Peres é superintendente do Santos FC na capital paulista.


Formulário de Busca


2000-2008 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade