
Vitória! Após dez amargas rodadas sem ela, enfim os três pontos vieram.
E não poderia ser em ocasião melhor: um mísero 1 a 0 sobre o atual campeão da Copa do Brasil e campeão Pernambucano 2008, o Ispórte (escrito como eles falam).
Confesso que já estava ficando preocupado com as vitórias do Ipatinga e do Fluminense no sábado, que fizeram o Peixe ascender a lanterna no Campeonato Brasileiro depois de não sei quanto tempo, e que aumentaram ainda mais, a obrigação de um resultado positivo no jogo de domingo.
Independentemente da rodada, o Peixe entrou em campo mais uma vez ciente que enfrentaria mais um assalto contra seu mais impiedoso adversário: a ansiedade. Adversário inclusive, que tem costume de se aliar ao nervosismo, tornando os duelos contra o glorioso, confrontos desequilibrados e covardes.
Talvez a responsabilidade em vestir o manto do Peixão, seja a principal responsável por tantos tropeços e resultados ruins no campeonato, e quer queira quer não, depois do pedido de demissão do técnico Cuca após a derrota frente ao Figueirense, parte dessa ingrata responsabilidade foi embora. Pois desta forma, o próprio presidente Marcelo Teixeira, fica impossibilitado de fazer qualquer tipo de cobrança sobre o trabalho da comissão técnica, já que o mesmo não mediu esforços para convencê-la a continuar.
Responsabilidades à parte, a verdade é que com um pouco menos de pressão, com o torcedor engajado em apoiar e a Vila cheia por causa da promoção, o Peixe conseguiu apenas sua segunda vitória no campeonato que está perto do fim do seu primeiro turno. E se o time estiver disposto a acordar e se unir como demonstrou se abraçando no intervalo, a hora é agora. Ou então será mais um alarme falso como foi após o jogo contra o Grêmio, quando a equipe apresentou uma considerável melhora.
Sobre o esquema tático, minha opinião é a mesma de sempre. Sem meio-de-campo, não existe time de futebol. Enquanto não chegar um meia-armador decente, ou o Molina e o Kléber não voltarem a jogar bola, o que menos importa é quem joga atrás, quem joga na lateral, quem joga no gol, e até mesmo, quem senta no banco. E sobre a saída do Cuca, também não sei quem poderia ostentar o cargo de técnico do Peixe, já que essa espécie encontra-se em extinção, mas ainda acho que o ex-técnico do Botafogo fala muito baixo e não tem voz sobre o grupo de jogadores.
Mudando um pouco de assunto, alguns comentaristas de plantão do Blog do Peixe criticaram minha conduta e minha ironia sobre tantas derrotas e até questionaram minha paixão pelo clube, mas o que quero deixar bem claro, é que sou santista até debaixo d´água, ou melhor, até embaixo da tabela. Quando posso, vou sim apoiar o Peixe e visto sim, a camisa mesmo após uma derrota.
Ontem mesmo fazendo compras com a família, um garotinho virou-se pra mim e fez aquele típico sinal com o dedinho polegar pra baixo, e complementando:
- Ih tio, o Santos tá mal ó. Vai cair.
E com toda educação, respondi o que qualquer santista de verdade que acredita, responderia:
- Tá mal, mas vai melhorar. Pode esperar, tu vai ver.
Torcedor de verdade é aquele que apóia e critica, e meu papel aqui é fazer exatamente isso. Afinal, aqui é o Blog de um torcedor como outro qualquer, só que às vezes, e depois de tantos jogos ruins, criticar, procurar culpados, é chover no molhado e cansa. Por isso prefiro recorrer para o bom humor e tentar descontrair um pouco todos os leitores que estão sofrendo tanto quanto eu. Pode esperar, vai melhorar.
Agradeço ao comentarista Alex Muller de uma rádio da concorrência, por usar na transmissão do jogo do Santos, o trocadilho que utilizei aqui no Blog para o atacante Cuevas. E destaco, negativamente, o Carlinhos Bala cabeça de xaxim por sua conduta antidesportiva quando está sem a bola, durante toda partida na Vila Belmiro.
Esclarecimento post “Para o Palmeiras virar Santos, falta muito”: Ainda sobre minhas colocações a respeito das declarações do técnico Luxemburgo semana passada, quero dizer que entendi sim a intenção do comentário do comandante palmeirense, mas o que questionei aqui, é que existem outros clubes que também estão lá embaixo na tabela, caso o mesmo queira usar “metáforas” em suas entrevistas. E que acima de tudo, achei a menção ao nome do Santos FC, justamente o seu ex-clube, uma cutucada desnecessária que só acirrará o clima para o clássico de quinta-feira. Se era esse o objetivo dele, além de desviar atenção da mídia sobre os fracassos do time verde… Parabéns Luxa! Objetivo concluído.
Peixe Curioso I: O Sr. Luiz Alberto Sardinha Bites, árbitro da partida deste domingo, apesar do nome sugestivo e do gol duvidoso do Sport, garante que não puxou sardinha para o Peixe e assinalou corretamente o impedimento do atacante pernambucano.
Peixe Curioso II: Como ultimamente está difícil fazer um churrasco de Meca, devido a inflação dos alimentos no país, a injustiçada sardinha que é usada para denegrir os santistas, anda batendo recordes de venda. Tá vendo como não é legal cuspir no prato que comeu? Ou melhor, no prato que vai comer.