Dona Georgina. A mãezona de uma constelação.
No início da década de 60, conforme iam chegando a Santos as estrelas que mais tarde formariam aquele time dos sonhos, os atletas que eram de fora da cidade se hospedavam em uma pensão próxima à Vila Belmiro.
Lima, Dorval, Pelé, Coutinho, Sormani entre outros atletas, ficavam sob os cuidados de Dona Georgina que a cada dia que passava, tinha que por mais água no feijão com a chegada de mais um atleta que ajudaria a formar o melhor time de futebol que o mundo viu jogar.
Além de ter sido uma mãezona para todos aqueles craques, até hoje ninguém conseguiu descobrir o segredo do feijão de Dona Georgina, que fazia o time voar em campo e conquistar quase tudo que disputava.
Um beijo carinhoso à todas as mães santistas e confira abaixo, uma curiosa história ocorrida na pensão da Dona Georgina.
Lima e o Doberman.
Empolgado com a transferência para o Santos, Lima comprou um sapato de couro para sua apresentação no clube da Vila Belmiro. Quando chegou à pensão, o curinga colocou o calçado no quintal para tomar sol e perder um pouco o cheiro de couro. O jogador, então, pediu à dona da pensão para que recolhesse o sapato ao final da tarde. Imediatamente, Georgina correu em direção ao quintal, mas era tarde.
O doberman que Pelé criava já havia destruído o calçado novo do companheiro de equipe. Às gargalhadas, o camisa dez do Peixe prendeu o cão e prometeu cobrir o prejuízo de Lima. “Comeu praticamente o sapato todo, só sobrou a sola. Estou esperando ele me ressarcir até hoje. Ainda não ganhei o novo sapato”, brinca Lima, bem-humorado.
A amizade entre os companheiros de clube foi além dos gramados. A primeira esposa de Pelé, Rose, é irmã da mulher de Lima, Vera Lúcia, o que ajudou a fortalecer a ligação entre os dois. “Converso direto com o Pelé. A filha dele, Kelly, que é minha sobrinha, chega a passar três semanas em casa quando vem ao Brasil. Nossa amizade é absolutamente normal. Mas tenho que levar em consideração que ele não é uma pessoa comum”, explicou.
Além de ter feito amizade com Pelé, o ex-curinga ainda destaca que a época em que morou na pensão de dona Georgina também o ajudou pela convivência com outros craques. “Depois das partidas, tinha o jogo da verdade em casa. Cada um admitia o que fez de errado para corrigir na próxima partida”, revela Lima.
Fonte: Gazeta Esportiva Net.
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