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O sonho acabou.

Dom, 30/03/08
por mauro mcfly |
categoria Sem Categoria

Assim que o juiz apitou o fim do jogo em Rio Claro, comecei a pensar o que escrever sobre a partida e o fim do sonho de chegar às finais do Paulistão.

Não que exista um culpado, mas acho que agora não é hora de procurar por um, e sim, apenas apontar as falhas que diante tanta dificuldade, se tornaram ainda mais nítidas e impiedosas.

Acho também, que por causa da situação que se encontrava, o Rio Claro endureceu muito o jogo para o Peixe, mas com todo respeito que time do interior merece, o Santos acabou perdendo a oportunidade de vencer o jogo para seu próprio nervosismo e ansiedade de definir logo a partida.

Com Dênis ainda sem condições de jogo e Adriano escalado ao lado de Rodrigo Souto por causa da suspensão de Marcinho Guerreiro, Adoniran iniciou na lateral direita, só que dessa vez muito mal. Perdido na marcação e sentindo dores musculares, inaugurou uma avenida maior que a Ana Costa na direita e jogou o tempo todo no sacrifício. Alguém sabe sobre o paradeiro do lateral Filipi?

No meio de campo, com a contusão do volante Adriano, o técnico Leão repôs a proteção da zaga com a entrada do Fabão, por pura falta de opção, e liberou o zagueiro Marcelo (o melhor em campo) para aparecer como elemento surpresa em qualquer situação de ataque. As avançadas desvairadas do zagueiro com aquelas pernas de garça, me lembraram muito o estilo do Alex Silva do São Paulo (irmão do Luisão do Benfica).

O momento crucial da partida na minha opinião, foi o gol perdido pelo Sebastián Pinto ainda no primeiro tempo depois da trapalhada do zagueiro Douglão. O atacante “cavalo de corrida”, assim que recebeu a bola, abaixou a cabeça e ao invés de puxar a marcação para deixar o Kléber Pereira em melhor condição, quis driblar o zagueiro para o lado errado e quando percebeu que não conseguiria mais fazer o gol, se livrou da bola e jogou toda a responsabilidade para o coitado como se estivesse dizendo: “-Toma, agora se vira”.

Não sei se é muito cruel o que vou dizer, mas essa atitude me soou até com um certo egoísmo, típicos daqueles jogadores que pensam mais em si do que no próprio clube. Justamente porque precisam se firmar na equipe e ganhar a confiança da torcida marcando gols. Marcou o gol contra o Corinthians, mas não vem conseguindo cumprir seu ofício, ao contrário do artilheiro do campeonato, Kléber Pereira.

No segundo tempo, o Leão perdeu a paciência com o Pinto, colocou o Vítor Júnior e não sei por que, tirou o Molina mais uma vez (que não gostou nem um pouco e com razão) dando oportunidade para o Renatinho.

O jogo de ontem foi recheado de emoção e nenhuma razão certo? Era um festival de bola alçada na área e seja o que deus quiser não foi? Então… o time do Rio Claro além de ter uma zaga alta, contava com seu goleiro em noite inspiradíssima e é exatamente por isso, que eu teria feito diferente.

O Santos costuma jogar com três atacantes e na verdade tem apenas um meia de qualidade que é o Molina. É nítido que o meia colombiano sabe jogar pelo jeito que toca na bola, mas só um meia de criação não é o suficiente pra alimentar três atacantes lá na frente.

Aí é que tá, por que não colocar o Carleto na lateral esquerda e montar um meio de campo com Kléber e Molina caindo pela direita? Já escrevi aqui uma vez dizendo que o Kléber é talento desperdiçado jogando apenas na lateral e o único que enxergou isso foi o Luxemburgo na temporada passada (acho que isso responde a minha pergunta).

Com o Kléber no meio de campo, além da equipe ganhar qualidade no toque e na distribuição de bola para o ataque, o Santos teria mais tranqüilidade para finalizar por baixo já que por cima era impossível, mas enquanto o técnico do Peixe for o Leão, esqueçam essa possibilidade. Enquanto essa descoberta tiver a patente Luxa, jamais veremos o Kléber jogando no meio de campo e não preciso dizer o por quê.

Longe de querer jogar a culpa para o técnico, que até aqui, conseguiu levantar o time em mais uma arrancada que marca a história do clube, mas acho que esse esquema para continuidade da temporada, já que não teremos reforços, poderia funcionar não acham? Opinem.

Santos sempre Santos!


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Colocando ordem no barraco.

Sex, 28/03/08
por mauro mcfly |
categoria Sem Categoria


Isso mesmo, barraco. Foi só o Santos jogar com o Corinthias e eu deixar os comentários rolarem solto, que o Blog do Torcedor do Santos virou um verdadeiro galinheiro.

Admito que não tive estômago para ler todos, mas pelo pouco que vi, percebi que o principal atingido por tantas ofensas, ao contrário do que todos pensam, foi o bom e velho português (o coitado deve torcer pro Benfica e fica aqui tomando porrada).

Deixei os comentários livres justamente pra isso, pra todo mundo ver a classe, a categoria e o nível de comentários de uma das maiores torcidas do país. Qualquer coisa assim, capaz de deixar o Washington Olivetto e o presidente Lula, mortos de vergonha… mas nada de sentirem pena heim? Em galinha, o que não falta é pena.

Uns falaram que não fui imparcial, outros disseram que só perderam o jogo porque foi roubado e alguns me chamaram de sardinha.

Imparcial? Amigão, isso aqui é o Blog do Santos! Reconhece esse escudo preto e branco aí em cima? Esse mesmo, o legítimo escudo alvinegro, sem qualquer remo ou âncora em vermelho. Se tem alguém que não pode ser parcial, esses são ex-jogadores comentaristas que em alguns momentos deixam a paixão pelo clube falar mais alto que as besteiras no microfone (que na boca de tais, servem mais como penico).

Roubado? Se tem alguém que não pode falar em roubo é o Corinthians, não é mesmo Internacional de Porto Alegre? Particularmente eu jamais tinha visto um jogo de futebol ser anulado, mas naquele ano de 2005, até isso aconteceu para justificar toda grana suja investida e para toda turma do Kia ser campeã (conheço alguns corintianos que nem comemoraram esse título).

Sardinha? O que tem de mal em uma sardinha? Aposto que na época que você junta finais de sabonete pra tentar formar um, elas salvam seu jantar nos dias de pindaíba do mês (comigo isso acontece sempre, e se existisse gambá entalado, comeria do mesmo jeito).

Após o clássico, alguns programas esportivos analisaram o lance a exaustão e por unanimidade, concluíram que a jogada mais polêmica da partida, que resultou no segundo gol do Santos, foi legal.

Não precisei ver o lance tantas vezes, porque apenas com o replay já tinha absoluta certeza que não havia sido falta como muitos acusavam. Esse truque é velho eu já conhecia. Quando um atacante vai receber lançamento, instintivamente corre olhando pra cima procurando a bola, e todo zagueiro macaco velho que só, fica parado na sua frente esperando receber a trombada.

Aí é que tá, o futebol é feito de contato e disputa de território não é? E graças as deus e ao professor de física, jamais será possível dois corpos ocuparem o mesmo lugar no espaço (ainda bem, já pensou que saco trabalhar grudado com o seu patrão?).

Se você parar e prestar atenção em alguns lances do Pelé, perceberá que nem o rei era santo. Era Santos isso sim. E muito! Além de se enroscar nos braços dos zagueiros e derrubar os coitados (que naquela época não tinham nem metade da malandragem de hoje), fazia com que o juiz marcasse pênalti a seu favor.

O Valdívia é santo? Não é. O Robinho era santo? Também não. O que não admito é o fato de quererem colocar o corinthians no papel de vítima dessa história toda. Como se fosse preciso pedir licença para disputar a bola ou como se todos os jogadores do time da camisa roxa fossem santos (talvez só o Perdigão seja).

Essa semana o goleiro Fábio Costa admitiu ter visto Dentinho dando um tapa no Adriano, e por causa disso vamos ficar chorando essa expulsão juntamente com a do Herrera? Vamos ficar chorando porque perdemos três pontos a 3.700 metros de altitude? Sinceramente, acho que todo santista tem um motivo melhor para chorar: chorar de rir após uma vitória deliciosa como essa.

Tô cansado de falar que não podemos contar com ótimas arbitragens porque os juízes erram mesmo e sempre são submetidos a isso porque não contam com recurso de replay. É preciso sim, marcar os gols perdidos, ter competência o suficiente para superar o adversário dentro de campo acompanhado das possíveis falhas do juiz (Em 2004, o Santos teve 18 gols anulados e mesmo assim foi campeão brasileiro).

Pois bem, o que mais me incomoda não é nada disso. É a postura de alguns torcedores, jornalistas e comentaristas, que anunciaram a vitória do Peixe como algo absurdo. Como se houvesse algo errado ver o Santos matar o Corinthians na Vila Belmiro. Como se o Santos fosse um time do interior (como alguns craques em geografia afirmam). E daí? O interior e o litoral do estado não podem ter times competitivos? A Baixada Santista não pode ter um legítimo campeão do mundo que não precisou pular a Libertadores nem disputar um campeonato em casa para tal conquista?

Você, fabricante de lenços de papel, deve ter faturado essa semana não? E olha, se o Santos não conseguir se classificar, não ficarei chateado. Só essa arrancada no campeonato e essa vitória de quarta-feira, já me deixaram bastante satisfeito. Paulista? Já somos bi e a Libertadores é mais importante. Que venha o Rio Claro!


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“Ão, ão, ão, segunda divisão!!!”

Qui, 27/03/08
por mauro mcfly |
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Torcida do Santos no início do clássico.

“Foi falta do Kléber”
Leitura labial do Rei Pelé no camarote da Vila.

“Hahahahahaha!”
Cléber Machado após ler os lábios do Rei.

“Contra as galinhas, quem faz é o Pinto”.
McFly após o primeiro gol do Santos.

“Vamos ser tri, Santos!!!”
Torcida do Santos após a vitória no clássico.

Sempre quando acompanho os jogos do Peixe, faço questão de anotar cada detalhe minuto a minuto em um caderno, justamente para depois não ter dúvidas sobre qualquer lance polêmico e não acabar sendo levado pela emoção.
E como polêmica não faltou no clássico de ontem na Vila, vou reescrever algumas anotações particulares que fiz para aqueles que estão apenas tentando denegrir a vitória do Peixão, abafar incompetência, ou até mesmo para alguns torcedores santistas, que talvez estejam comovidos com tanta choradeira.

- Sobre a suposta falta do Kléber Pereira sobre o zagueiro corintiano no segundo gol do Santos, eu sou da seguinte opinião: se não quer contato físico, vai jogar vôlei. Agora, se existe segunda divisão na liga de voleibol, aí eu não sei.

- Alguns comentaristas (leia-se ex-jogadores corintianos) reclamam muito de juízes que ficam olhando a bola na hora da cobrança do escanteio e não marcam as faltas de agarra-agarra dentro da área, mas quando executam a regra contra o Corinthians, reclamam do mesmo jeito.

- Um pênalti não foi marcado para o Santos aos 6 minutos do primeiro tempo, quando o zagueiro do Corinthians meteu a mão na bola dentro da área ao tentar cortar um lançamento para o Kléber Pereira.

- Ninguém tem culpa que o Perdidão, ops… Perdigão escorregou no salame e entregou o primeiro gol para o Santos.

- O Santos jogou com um a menos no final, porque o juiz só viu a reação agressiva do Betão após servir de apoio para os joelhos do horroroso Herrera.

- Em resposta ao Blog do Corinthians, também vou usar algumas palavrinhas que retirei do nosso amigo Aurélio:
Raça - Vontade firme, poderosa ou grande determinação.
Garra - Força, intensidade ou vigor.

“Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim?

Seg, 24/03/08
por mauro mcfly |
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“Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim?
Um time com garra e um golzinho no fim”.

Por incrível que pareça, debaixo de muita chuva e com campo pesado, o que prejudica a qualidade técnica do jogo, o Santos fez sua melhor partida do Paulistão e segue mais vivo do que nunca na competição.

Com o temporal que caiu em Guaratinguetá, o Peixe estreou o novo uniforme cinza, ou chocolate se preferir, já que o domingo chuvoso foi de páscoa e muita lama no interior. Além de demonstrar desde o primeiro minuto, a garra e disposição de quem precisa encarar cada partida como se fosse uma decisão.

Entrando em campo, o Santos começou o jogo num ritmo de quem parecia estar jogando em casa e de quem precisava do resultado, mas com o passar dos minutos, as poças d´água iam surgindo na mesma velocidade que a beleza do jogo, ia embora.

A partir daí, foi só garra e coração. Com o gramado prejudicado, a impressão que passava, era de que havia onze Domingos para cada lado e o festival de chutões pra onde apontava o dedão do pé, rolou solto.

Com a expulsão do jogador de vôlei do Guaratinguetá (por meter a mão na bola), e como o meio de campo era um local inadequado para a prática do futebol, o técnico Leão resolveu então, tirar o Adoniran (que jogou muito bem), deslocar o Rodrigo Souto para cobrir a direita, colocar o Trípodi e mandou o Molina chutar de fora da área.

O Molina parecia estar sentindo a viagem para a Bolívia acompanhada de uma gripe, e fez um primeiro tempo apagado até receber a ordem que ressuscitaria sua atuação. Os chutes de longa distância, além de ser a coisa mais óbvia a fazer neste tipo de situação, seria a única forma de conseguir alguma coisa contra o time, que até então, nem parecia ser o líder do campeonato.

Recuado, com homem a menos e com um Alessandro Cambalhota que não consegue dar nem mais uma estrelinha, o medroso Guaratinguetá ficou atrás o tempo todo só esperando uma brecha pra encaixar um contra-ataque com seu habilidoso Caiuby (risos), e ajudou o goleiro Fábio Costa a sair limpinho pro vestiário.

Bom, mas como diz o ditado mais adequado para esse jogo: “água mole, pedra dura, tanto bate até que sobra rebote”. Ah, não é assim? E daí que não rimou? O que importa é gol! Santos 1, Guaratinguetá 0.

Destaque para o tão criticado Marcinho Guerreiro (com seu apelido justificado e o gol salvador), Renatinho (não entendi a substituição por Vítor Júnior), Adoniran, Wesley (dono da camisa 7 com sua habilidade de correr e levantar calção ao mesmo tempo), Rodrigo Souto, Betão e Domingos (quem diria heim?).

Resumindo… foi um jogão! Se o Peixe mantiver essa garra e essa vontade, quarta-feira na Vila Belmiro, a torcida tem a obrigação de entupir o Alçapão diante o Corinthians. Porque além de ser adversário direto por posição na tabela, ainda temos o confronto frente à Ponte Preta na mesma condição e também em casa.

Amigos santistas leitores do Blog Santos sempre Santos. Analisem a classificação do Paulistão e acreditem! Lotem a Vila e empurrem o time até o fim.

Hoje em Guaratinguetá e sob muita chuva, o público foi de 8 mil pessoas. Então, acho que não há desculpas e ficará até feio não superar esse número na quarta à noite. Mesmo morando em São Paulo e trabalhando em agência de propaganda (onde relógio de ponto só funciona pela manhã), vou fazer o possível para estar em Santos para torcer e empurrar o Peixão até que o juiz apite o fim do jogo.

Quero ver todos lá. Santos sempre Santos!

- Ô cumpade! Acorda sô, tua linha tá puxano homi.
- Eita lasquera cumpade, esse é brabo!

90 minutos depois…
- Oiá cumpade, acho que vô desistir. Num guento mais brigar com esse peixe desgramado sô.
- Meió memo cumpade. Vamu simbora porque já tá de noite e quarquer coisa, nóis conta pro pessoar que o danado era tão grande, mas tão grande, que inté parecia um Leão do Mar.

O mundo da bola também dá voltas.

Sáb, 22/03/08
por mauro mcfly |
categoria Sem Categoria


No Campeonato Paulista do ano passado, ao sair pelo portão de fundo da Vila Belmiro após a vitória do Peixe por 1 a 0 sobre o Guaratinguetá , me lembro de ouvir diálogos de alguns torcedores visitantes:

- Ora sô, até que tá bão perder de um gol só pro Santos né cumpade?
- Craro sô, tá é ótimo de bão. Achei que nóis ia é tomá um vareio aqui na praia sô.

O que quero dizer com isso é que em apenas um ano, muita coisa mudou no futebol, pra ser mais exato, no futebol paulista.
O Santos irá novamente à Guarantiguetá depois de 44 anos, enfrentar o líder do campeonato e agora, em uma situação bem oposta à do ano passado por exemplo.
O time do ninho da garça, como é conhecido, tem 31 pontos, 10 vitórias, 1 empate, 4 derrotas e um saldo de 9 gols. Já o Peixe, é o décimo colocado na tabela com 23 pontos, 7 vitórias, 2 empates, 6 derrotas e um saldo de 3 gols.
Faltando quatro rodadas para o final da primeira fase, o Santos tem a obrigação de vencer todos os jogos se quiser se classificar, porque, analisando a tabela e os próximos compromissos dos times que também lutam por uma vaga, fica fácil notar que o Peixe não poderá deixar escapar um pontinho sequer, e ainda torcer por algum tropeço dos mesmos.
Bom, para os engraçadinhos que estão esperando comer peixe mais uma vez no domingo como na sexta-feira santa, só quero lembrar a todos, que domingo é dia de ganhar chocolate. Portanto…

- Ô cumpade, onde ocê arrumô esse peixe cheio de espinha heim sô?
- Ora sô, eu falei prucê que esse peixe da praia era danado, num falei?

Qui, 20/03/08
por mauro mcfly |
categoria Sem Categoria


Se, não fosse, a porcaria, da falta, de oxigênio, o Santos, venceria, o jogo, e eu, não precisaria, escrever, com tantas, vírgulas, pra ninguém, morrer, sufocado, tentando, ler, um título, tão longo.

Ufa, não foi fácil. Na pista de motocross de Oruro, o técnico Leão surpreendeu a todos ao entrar com o 4-3-3, e mesmo assim, conseguiu sair na frente aos 7 minutos do primeiro tempo com um golaço de cabeça (mais um) do Kléber Pereira.
O que não durou muito, porque o projeto de time de futebol boliviano, explorou desde o início do jogo, o ritmo forte em cima das dificuldades do Peixe e na base dos trancos e barrancos (mais barrancos que trancos), empatou e conseguiu virar o placar quando o Santos não apresentava mais poder de reação.
Faltaram pernas e pulmões no segundo tempo, mas principalmente, pontaria no primeiro. Isso fez com que o técnico Leão perdesse a paciência com o Sebastián e optasse por trocá-lo por mais um zagueiro, alterando para o 5-3-2.
O próximo a consumir o restinho de paciência do técnico, foi Marcinho Guerreiro e seus passes errados. Troca por Anderson Salles que precisou de cinco minutos para transformar o Leão em uma arara na beira do gramado.
Entrou muito mal, não conseguiu marcar o jogador que fez o segundo gol do San José e foi substituído por Mariano Trípodi, voltando novamente para 4-3-3, no esquema sanfona da Vila.
Bom, sem querer usar trocadilhos, a essa “altura” da partida, a falta de oxigênio já atrapalhava até o raciocínio dos jogadores do Santos, e num lance isolado, o Evaldo cabeceou uma bola contra o gol do Fábio Costa, sem saber mais em qual time jogava… Esse zagueiro é um perigo.
Não quero pegar pesado com o time, porque imagino as adversidades que a equipe enfrentou pra jogar a 3.700 metros de altitude, mas o time do Evo Morales é muito ruim. Pelo amor de deus, tá louco! Tanto que foi sua primeira vitória contra um time brasileiro na Libertadores da América e ah… se não fosse o juiz sem vergonha, que deixou de marcar aquele pênalti claro no Kléber Pereira, o Santos voltaria pra Baixada com no mínimo um pontinho.
Na Vila eles estão perdidos. Hasta la vista!

Apnéia pra Peixe é fichinha.

Qua, 19/03/08
por mauro mcfly |
categoria Sem Categoria


Após uma viagem longa e cansativa, o Santos está na Bolívia, aguardando o jogo de logo mais contra o San José.
Olha, foi bem difícil achar alguma coisa referente ao San José na internet, que o globoesporte.com não tenha anunciado, mas pelo que li, parece que estou mais por dentro do adversário do que a própria equipe do Santos.
San José é o time da cidade de Oruro que fica a 3.700 metros acima do nível do mar, seu torcedor mais ilustre é o presidente Evo Morales (amiguinho do Maradona), foi o último campeão boliviano, seu Carnaval é bem famoso por aquelas bandas, possui um jogador brasileiro naturalizado (Alex da Rosa, o melhor do time), tem um estádio com capacidade para 28 mil pessoas e a sua camisa, em azul e branco, lembra muito o uniforme do Vélez Sársfield da Argentina (aquele mesmo que derrotou o São Paulo na final da Libertadores de 94).
O Molina andou declarando que jogar nessa altitude é desumano, e ele está coberto de razão. Não que eu já tenha jogado nessas alturas, mas basta você ver um desses programas de TV, que mostram o drama e os sacrifícios, pelo qual um alpinista é obrigado passar para chegar a picos de montanhas, que às vezes, são até mais baixas do que a cidade de Oruro.
Para o Santos ter condições de jogar de igual pra igual com a equipe da casa, o elenco teria que estar lá, há no mínimo uma semana. Tudo isso para que os jogadores possam se adaptar à escassez de oxigênio que esta altitude proporciona.
A pouca quantidade de oxigênio, obviamente, além de dificultar a respiração, torna a resistência do ar muito mais baixa, transformando qualquer chutinho de moça, nas mais potentes bombas do Pepe.
É bem provável que o técnico Leão utilize as três alterações, logo no intervalo do jogo, e para os que ficarão em campo até o final do segundo tempo… existe uma frase do rei das gafes futebolísticas, Jardel, que resume tudo: “Eu não chegaria naquela bola nem se tivesse “dois” pulmões”.
Em ocasiões como esta, o melhor a fazer, é armar uma equipe plantada com jogadores guardando posição a maioria do tempo, poupando energia e explorando contra-ataques com algum armador que saiba lançar (no caso, o Molina) ou na base do toque de bola mesmo, caso o adversário deixe jogar.
Tá, mas e os atacantes? Vão morrer correndo atrás de lançamentos?
Vão, mas aí você concentra as três substituições no setor ofensivo.
Mas com um esquema plantado, o número de faltas cresce e de cartões também não acha?
Claro, mas o 4-3-3 que o Santos joga no Paulistão, não é o mais adequado para levar para Bolívia. Três atacantes é muito pra quem não vai conseguir correr direito e assim dá pra reforçar o sistema defensivo, ou seja, um 4-4-2 ou o 5-3-2 acho que funciona mais.
Pô, mas aí você deixa o time recuado?
Recuado não, adaptado a condição apresentada de jogo. Com todas as adversidades que o jogo reserva, não se iluda esperando uma partida maravilhosa de se ver, e sim, 90 minutos de muita paciência. Se o Santos conseguir um empate na apnéia de Oruro, posso dizer que será o pontinho mais suado e valorizado do ano, agora, se vencer… aí então, o Peixão fará jus ao seu mascote, colocando seu sistema de respiração branquial pra funcionar e demonstrando que a nossa espécie é realmente capaz de arrancar oxigênio de lugares que parecem não ter.

Santos sempre Santos!

Ilustração: Lucas Romano.

Seg, 17/03/08
por mauro mcfly |
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“PERCA BARRIGA, NÃO PERCA GOLS”.

Dom, 16/03/08
por mauro mcfly |
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Pergunte ao Kléber Pereira.

Valeu a torcida! Agora o Peixe está a apenas três pontos do G4 e mais vivo do que nunca no Campeonato Paulista.
Mais uma vez o excesso de gols perdidos pelo ataque do Santos transferiu toda a responsabilidade da vitória para o goleiro Fábio Costa. Sempre o critico por tomar gols bobos dentro da pequena área, mas embaixo das traves, não há dúvidas que ele é um baita goleiro. Fez ótimas defesas e uma a queima roupa que garantiu os três pontos.
A torcida enfrentou chuva e frio para ir ao estádio Bruno José Daniel e ainda teve que esperar pela chegada da ambulância que insistia em atrasar o início do jogo. Lamentável e uma p… falta de respeito com todos. Principalmente com o torcedor do São Caetano, que depois daquela fatídica noite no Morumbi, presenciou a última partida do zagueiro Serginho, justamente por não haver um atendimento adequado no momento.
O goleiro do São Caetano que é a cara do Marcelinho Carioca, começou a ter trabalho após os 25 minutos do primeiro tempo, depois que o Santos passou a dominar a partida e abafar as tentativas do Azulão.
Com Sebastián Pinto de botinha ortopédica e Molina mais uma vez inspirado, o Peixe criou uma bagatela de oportunidades de gols e como todos sabem, uma centena de chances perdidas novamente.
Novidades à parte, o jogo foi se arrastando e o Peixe conseguiu uma vitória importantíssima com um gol de barriga (pra não dizer outra coisa) do ex-barrigudo Kléber Pereira (ainda tem uma pochete, mas se for pra empurrar a bola pra dentro do gol, tudo bem).
Agora, a próxima etapa da “operação milagre”, será contra o líder Guaratinguetá e na seqüência, o clássico contra o Corinthians na Vila Belmiro. Todos confrontos diretos pela escalada na tabela.
Acompanhando Palmeiras e São Paulo pela TV, estrategicamente era mais interessante para o Santos, a vitória dos “bambis” ou até mesmo um empate, mas depois de ver a entrevista coletiva do “nadador de aquaplay” ou “jóquei de pônei” diretor do São Paulo, achei que 4 a 1, foi é pouco!
Com a maior cara de pau, o “gandula de pebolim barbudo”, chorou, chorou e deu a entender que o time do estádio panetone, nunca é favorecido pela arbitragem… tadinhos não? Puxa vida, que triste.
Desculpem-me amigos santistas por ter gasto tantas linhas do Blog para escrever sobre donzelas que não sabem perder, mas existem coisas no futebol que me fascinam e ao mesmo tempo me indignam. Futebol é coisa séria p…! Não é a camisa que ganha jogo e se os zagueiros deles não sabem que em campo molhado não se dá carrinho dentro da área, o problema não é meu, nem do juiz e nem de ninguém!
Bom, esfriando um pouco a cabeça, chegou a hora de colocar a bandeira na janela, ir trabalhar com a camisa do Peixão e principalmente, acreditar.
O jogo de hoje, valeu pelos primeiros três pontos fora de casa, valeu pela aproximação do G4, valeu pelo décimo gol do Kléber Pereira, que agora é vice-artilheiro e mais do que nunca, valeu para ver o zagueiro Rogério Pedalada, sair de campo debaixo de um só coro: “Robinho! Robinho! Robinho!”

Ps. Veja só que ironia do destino… o Kléber Pereira pegou o sobrenome do Sebastián e fez o gol mais esquisito da rodada, mas também não seria errado dizer que o gol foi marcado de cabeça, não é mesmo?

Agora é a hora.

Dom, 16/03/08
por mauro mcfly |
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Hoje contra o São Caetano, no estádio Bruno José Daniel em Santo André, o Santos tem a chance de somar seus primeiros três pontinhos fora da casa.
Chega a ser estranho, pois só faltam cinco rodadas para o final da primeira fase, mas se o Peixe tem alguma pretensão em se classificar para a semifinal do Campeonato Paulista, precisa vencer o jogo de hoje nem que seja de ½ a zero.
O G4 está embolado e nada é previsível, olhando o Corinthians que ontem empatou com o Juventus e o clássico de hoje, entre São Paulo x Palmeiras, que pode definir o futuro dos grandes na próxima fase do campeonato.
O lado bom é que parece que o time está pegando uma forma de jogo, por mais que seja limitado, e ainda temos alguns confrontos diretos pelo topo da tabela como o clássico contra o Corinthians.
Já o lado ruim, é que o saldo de gols do Santos é muito baixo: apenas 2. E isso não é nada bom quando empatar em número de pontos na tabela com algum time que tenha um saldo melhor.
Então meus amigos, se ainda temos chances e podemos acreditar, essa hora chegou. Hoje contra aquele mesmo time que no ano passado, vencemos e levantamos o caneco, começa uma nova fase para o Peixe dentro do torneio mais curto da temporada.

Rodrigo Souto de volta.
Quando a situação parecia que ia ficar mais ruça do que estava, os russos resolveram desistir da contratação do volante mais preciso do futebol brasileiro e a nossa proteção da zaga está de volta.
Ele até pode estar um pouco frustrado e chateado, mas acho que para o próprio Rodrigo, foi até bom a negociação não ser concretizada por dois fatores: o futebol russo é pouco para o seu futebol e num futuro próximo, algum clube espanhol ou italiano, vai bater na porta da Vila e levá-lo por uma quantia até maior do que os bebedores de vodka ofereceram.
Jogue sua bola, volte a vestir esta camisa com a mesma garra, e não se preocupe porque a janela do Brasil é muito maior do que da Rússia.

Bolívia.
O próximo jogo do Santos na Libertadores contra o San José na Bolívia, preocupa porque será disputado a 3.700 metros acima do nível da Baixada e o técnico Leão anda indignado, e com razão, sobre o fato de algumas regras instituídas pela FIFA, não serem aplicadas para todos os campeonatos.
A essa altitude, baseado em depoimentos de um amigo que é alpinista, posso garantir pra vocês, que é humanamente impossível ir jogar normalmente sem uma climatização de no mínimo uma semana. Ou seja, disputando dois jogos por semana, a única solução que vejo, é pegar a gordura do elenco do Santos e montar um time B que possa ir passar uns dias nos Andes (isso, se alguns patrocinadores permitirem).
Convenhamos, é muito melhor um time B inteiro contra um time de pouca expressão do que um time A ofegante, sem oxigênio e colocar a saúde de todos os atletas em risco.
Só não coloco a possibilidade de brigar juridicamente com a Conmebol, porque isso não é solução, é perda de tempo.
Infelizmente, hoje em dia os interesses comerciais que movem o futebol, incluindo federações, confederações e patrocinadores, são muito maiores do que até a própria integridade física dos jogadores.


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