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Entrevista José Macia (Pepe)

Seg, 25/02/08
por mauro mcfly |
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Entrevista José Macia (Pepe)

Na semana em que o segundo maior artilheiro do Santos Futebol Clube completa 73 anos de vida, tive a honra e o prazer de bater um papo com esse “monstro sagrado” da história do alvinegro de Vila Belmiro.
Esbanjando bom humor, ele me contou detalhes de sua carreira, seleção brasileira, propaganda e principalmente, sobre a época em que costumava disparar seu canhão esquerdo contra as defesas inimigas.

BLOG DO TORCEDOR: Como o senhor tem um filho publicitário, qual sua opinião sobre a invasão da publicidade no futebol? Lembrando que hoje, alguns patrocinadores não respeitam mais as cores dos clubes e torneios importantes que foram comprados por grandes marcas como a Taça Libertadores.
PEPE: Acho que em tudo tem que haver um equilíbrio. O incentivo da publicidade e os patrocínios são fundamentais, principalmente para os clubes com menos estutura. Mas não pode haver um exagero de propaganda, como por exemplo, ferir a tradição das cores de um clube.

BLOG DO TORCEDOR: Você tinha preferência por jogar ao lado de algum companheiro específico?
PEPE: Sim, o Pagão. Quando jogávamos juntos, metade dos meus gols vinham de passes dele.

BLOG DO TORCEDOR: Como foi convencer seu pai a deixá-lo jogar futebol? Já que ele era contra e queria que o senhor e seus irmãos seguissem outra profissão.
PEPE: Na verdade não fui eu que convenci. Foram alguns amigos que viviam dizendo para ele que eu teria um grande futuro no futebol.

BLOG DO TORCEDOR: Alguma vez o senhor acertou um chute em cheio que chegou a desacordar algum jogador?
PEPE: Aconteceram algumas vezes, mas não me recordo o nome dos jogadores. O mais famoso foi o Alfredo Ramos, lateral-esquerdo do São Paulo, que estava na barreira e desmaiou após levar uma bolada minha em um Santos x São Paulo na década de 50 na Vila.

BLOG DO TORCEDOR: Por que o senhor nunca vestiu a camisa de outro clube além do Santos? Recusou alguma proposta pra sair?
PEPE: Durante toda minha carreira tive várias propostas para sair, principalmente de times espanhóis, já que era filho de espanhóis e o nome Pepe é muito comum na Espanha. Assim como no Brasil todo José é Zé, lá todo José é Pepe. Me procuraram: La Coruña, Barcelona, Valência, Sevilha, além do Milan, Corinthians e Portuguesa. Não fui por puro amor à camisa. Comecei e encerrei a carreira no Santos, sempre me senti feliz e tinha grande carinho da torcida. Não tinha porquê sair e não me imaginava jogando com outra camisa.

BLOG DO TORCEDOR: Verdade que o senhor sempre jogava de boné?
PEPE: É verdade. Jogava sempre com boné e com a aba para trás na várzea de São Vicente. Quando eu corria tirava o boné. Ao chegar no Santos, o técnico Salú disse para eu ir comprar uma “redinha” nas Lojas Americanas que custavam 2 Cruzeiros.

BLOG DO TORCEDOR: A maior dificuldade que o senhor enfrentou comandando o Inter de Limeira em 1986 (campeão paulista daquele ano) foi o fato do time ser do interior?
PEPE: Naquela época, a Inter tinha uma boa estrutura e a prefeitura de Limeira também ajudava. Conseguimos montar um bom time com a maioria de jogadores que já tinham passado por grandes clubes e queriam uma nova chance. Deu certo e considero este título, o primeiro de um time do interior a ser campeão paulista, como o mais difícil e importante da minha carreira como técnico.

BLOG DO TORCEDOR: Atualmente, aos 73 anos, o senhor está trabalhando como coordenador–técnico da Itapirense na série A3. Fale um pouco desse trabalho.
PEPE: Recebi um convite do Toninho Bellini que é prefeito de Itapira e sobrinho do meu companheiro de seleção Bellini. Estou lá de coordenador, o time tem boa estrutura, já subiu uma divisão e estamos tentando o acesso novamente.

BLOG DO TORCEDOR: Apesar das cinco estrelas, o senhor acha que a camisa da seleção perdeu sua força diante os adversários, ou hoje não existe mais jogo fácil?
PEPE: Eu acho que hoje não existe mais jogo fácil. Isso é fruto do excesso de informação. Todo mundo conhece todo mundo e aprende a melhor maneira de enfrentar os adversários.

BLOG DO TORCEDOR: Se o senhor nunca tivesse sido técnico antes, aceitaria um convite para assumir a Seleção Brasileira?
PEPE: Eu aceitaria, seria um orgulho e um grande desafio.

BLOG DO TORCEDOR: No primeiro jogo do Santos na Vila pela Libertadores neste ano, contra o Chivas, o senhor receberá um presente da Torcida Sangue Jovem que fez uma bandeira de 25 metros em sua homenagem. O que achou da iniciativa?
PEPE: Fico muito feliz e emocionado. É o reconhecimento por só ter jogado no Santos e de tudo que fiz com essa camisa. Tenho orgulho de ter feito vários gols que valeram títulos na minha carreira. Sei que a maioria destes torcedores são jovens que devem ter sido induzidos pelos pais e avós que me viram jogar.

BLOG DO TORCEDOR: Dizem que na vida, a gente precisa plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. E como seu filho é meu amigo e tenho seu livro (Pepe. Bombas de Alegria), o senhor já plantou alguma árvore?
PEPE: (Risos). Verdade, só falta a árvore. Boa idéia. Tem um lugar que eu considero o meu refúgio, meu paraíso, e que passo grandes momentos com a minha família, que é uma chácara na cidade de Socorro, interior de SP. Quem sabe eu não planto essa árvore lá, né?

Agradecimento especial: Rafael Macia

É MOLINA E MAIS DEZ.

Dom, 24/02/08
por mauro mcfly |
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A exemplo do jogo contra o Guarani na última quinta-feira na Vila Belmiro, algumas faixas com frases reivindicando a saída do técnico Leão, foram expostas novamente no jogo deste domingo frente ao Ituano. Será que o “Muro das Lamentações” do Blog do Santos lançou moda?
Acredito que a torcida tem que exigir de jogadores, comissão técnica e diretoria sim, mas desde que seja desta forma. Uma forma saudável e com inteligência, sem pichação de muro “real”, sem denegrir e sem causar prejuízos ao patrimônio do clube.
Ainda no assunto torcida, reparei que só o futebol é capaz de oferecer algumas curiosidades bem peculiares… Vocês repararam que aquela desunião que existia na equipe, passou do campo para as arquibancadas? Pois é… vai entender.
Ao término do jogo de hoje, uma parte da torcida gritava: “Fora Leão!” e por incrível que parível, a galera da social vaiava sem parar. Mas não o técnico que até outro dia era hostilizado… Vaiaram aquela parte da torcida, que mesmo com o resultado positivo, ainda não havia mudado de opinião.
Era um tal de “Fica” de lá e um “Fora” de cá que até mesmo o técnico Leão ficou sem entender com aquela cara de interrogação estampada no rosto.
Esses dias mesmo, o próprio andou declarando ter conhecimento sobre o autor, que segundo ele, é remunerado para orquestrar essas idéias de vaiar e pichar seu trabalho frente à equipe do Santos, mas disse também não ter certeza. Oras bolas… se não tem certeza, por que abre a boca?
É amigos… a imprensa especuladora anda fazendo escola mesmo. Há pouco tempo atrás, ele e seu amigo camarada Luxemburgo, faziam questão de deixar bem claro o repúdio que tinham contra este tipo de atitude. Mas como tudo que sobe desce, desta vez o técnico Leão encara as coletivas ao final dos jogos, com o bom e velho ar de superioridade acompanhado de uma bela e recente cusparada disparada por ele mesmo, bem no meio da testa.

Sobre o jogo, o meia colombiano recém-chegado na Vila, fez dois jogos e não jogou absolutamente nada, fazendo que todos acreditassem que o filho do Giovanni, Paulo Henrique, teria lugar no time.
Hoje e no seu terceiro jogo pelo Peixe, Molina acabou com o jogo. Fez um e deu passe para outros dois gols.
Com uma boa movimentação e a disposição que é típica de todo hermano trombador, o Santos no segundo tempo foi Molina e mais dez. Ops… desculpe, Molina e mais nove. Esqueci daquele infeliz que foi expulso e quase estragou a festa do Peixe.
Esse zagueiro Evaldo nunca me enganou. Ele já tinha começado o campeonato nervoso e em uma partida que não me lembro qual, o técnico Leão havia o substituído justamente por isso. Sabe aquelas alterações seis por meia dúzia para não queimar o jogador?
Pois bem, com a triste contusão do Adaílton, o apavorado beque que veio sabe-se lá de onde, teve uma nova oportunidade como titular, ligou o lança-chamas e se auto-carbonizou achando que o time da cidade de Itu era tão grande assim como tudo que vem de lá. Entregou o gol de empate, foi expulso em um strike de boliche e ainda mandou o coitado do Trípodi pro chuveiro mais cedo sacrificando o esquema.
Bom, ainda bem que o ingênuo zagueiro que acredita em folclore brasileiro não defecou a partida toda e o Peixe conseguiu uma bela vitória dentro de casa.
Devemos pensar em classificação? Nessa altura do campeonato acho difícil, mas pelo menos com a demonstração de melhora da equipe, acho que dá pra salvar um começo de temporada que tinha tudo pra ser trágico.
Notei também que alguns jogadores estão jogando com vontade, Kléber Pereira anda frequentando mais a academia do CT, parou de comer no McDonalds e anda fazendo os gols que todo centroavante precisa fazer.
Acho que o esquema 4-3-3 funciona desde que o Molina, a partir de hoje, assuma esse ofício de criação, permitindo que o Rodrigo Souto jogue na sua posição de origem e onde rende mais que é proteger a zaga.
É muito fácil a gente julgar um jogador em duas ou três partidas, assim como já fiz aqui mesmo no Blog. Mas todo recém-chegado precisa de tempo para se adaptar, ainda mais quando estamos falando de um jogador estrangeiro.
Como todo santista, torço para que o Molina tenha continuidade e a regularidade necessária para se tornar de fato, o dono da camisa 10 do Peixe.
Os suínos da Barra Funda podem ter o El Mago, mas nós temos “El Molina”. Santos sempre Santos!

Ah, Clayton BH, você estava certo… Deus abençoe o inventor do Laptop!

HAJA MURO!

Qui, 21/02/08
por mauro mcfly |
categoria Sem Categoria


Foram mais de 400 e-mails de santistas de todas as partes do mundo e um baita trabalhão para selecionar apenas as melhores. Portanto, gostaria de agradecer a todos os leitores do Blog Santos sempre Santos que participaram, mandaram suas frases e dizer que eu, como santista e colunista do Globoesporte.com, entendo o momento ruim que todos nós estamos passando, mas que infelizmente não posso fazer nada além do que fiz para tentar mudar a atual situação do Peixe.
O Muro Virtual das Lamentações foi criado para ser um espaço democrático, onde os torcedores podem escrever recados, opiniões e na melhor das hipóteses, terem algum momento de descontração (se é que isso é possível).
Confira abaixo as melhores frases separadas por categoria.

O Bordão

80% das frases

O Sertanejo

Sandro Cássio

O Classificados de Emprego

Allan C. Santos - São Paulo

O Globo Repórter

Tiago Pereira - Itupeva/SP

O Amnésia

Caio Sampaio - (Esqueceu a cidade que mora também)

O Bom de Rima

Rafael Feitosa – São Paulo

O Patriota

Roner Luiz da Silva

O Distraído

Márcio Rodrigues

O Corintiano

Anônimo

O Contraditório

Luiz Augusto

O Político de Esquerda

Italo Gallerani

O Poeta

Anônimo

O Caju&Castanha

Vanderlei Cardoso da Silva - Ouro Verde

O Oswald de Souza

Rogério Froiman

MURO DAS LAMENTAÇÕES.

Qua, 20/02/08
por mauro mcfly |
categoria Sem Categoria



Clique aqui e mande seu desabafo para o muro das lamentações do Blog do Santos, que cá entre nós… é bem melhor que pichar os muros do CT Rei Pelé. As frases mais criativas e mais legais serão publicadas em breve.
Mas não se esqueça de colocar seu nome, sua cidade e ah… nem use palavrões, ok?

Tapando sol com peneira.

Seg, 18/02/08
por mauro mcfly |
categoria Sem Categoria

Caros amigos santistas, conferindo os comentários de meu último post quando me referi a construção de um novo estádio para o Santos, percebi que fui mal interpretado por alguns leitores.
Mais do que ninguém, sou a favor de um novo estádio, arena ou seja lá o que for para o Peixe. Acho que o Santos é grande o suficiente para ter não só um, mas a exemplo do Chivas Guadalajara que possui filial nos Estados Unidos, pode e deve ter sedes pelo mundo todo.
O que tentei expor aqui, foi minha opinião (que ninguém precisa concordar) sobre esse tipo de notícia especuladora, que no meu entender, é inoportuna para o momento atual do Peixe.
Nasci e passei minha infância toda ao lado da Vila Belmiro em uma época que nem tinha idade para ir aos jogos, mas hoje por motivos profissionais resido em São Paulo e mesmo com toda dificuldade e custos para assistir aos jogos na Baixada, ainda acho que a casa do Santos é a cidade de Santos.
Se o Peixe realmente terá um estádio novo, em Diadema ou em Nazaré das Farinhas, é preciso deixar bem claro o que vão fazer com a Vila. Seja tombada pelo patrimônio histórico ou não, o torcedor, pelo menos o nativo que nasceu lá, precisa de uma explicação coerente e convincente sobre este futuro investimento que ainda é incerto.
Pode ser até um pensamento provinciano da minha parte como alguns mencionaram, mas prefiro achar que acima de qualquer interesse empresarial, o maior beneficiado com este projeto, não poderá ser ninguém além do clube e seus torcedores.
A construção do estádio (já é a segunda vez que ouço isso) e essa bagatela de contratações inexplicáveis de jogadores que nunca se ouviu falar e nem foram indicadas pelo técnico, soa muito mais com estratégia de marketing como uma espécie de “abafa”. Ou seja, uma tentativa desesperada para amenizar na mídia, a falta de recursos ou as consequências de um mal planejamento que existe hoje na Vila Belmiro.
O jogo de ontem pra mim, foi a gota d´água depois de perceber que o Paulo Henrique fez muito mais pelo time em 5 minutos do que o Molina em 2 jogos.
O Leão não consegue dar liga para esse time cometendo vários erros, porque além da falta de matéria prima, tem que ficar insistindo com alguns jogadores recém-contratados para não contrariar o Presidente. E na entrevista coletiva, deixou bem claro que seu prazo de validade está próximo do fim (e o meu também).
Quando digo erros sucessivos, leia-se a não inscrição do Paulo Henrique na Libertadores (não é possível, ele deve ter confundido os “Henriques” e inscreveu o Luiz que veio do Paulista), o afastamento do Tiago Luís e do Alemão que estavam relacionados (já são 3 a menos), a insistência com Betão na zaga (que não preciso dizer nada), entre outros equívocos que não dão sequência e nem cara para esse time.
Bom, resumindo… hoje falta dinheiro, ambiente, ordem, pulso, planejamento e muito mais do que isso… infelizmente está faltando o mais importante: respeito com o Santos Futebol Clube.

ARENA SANTISTA?

Sex, 15/02/08
por mauro mcfly |
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?
Eu só acredito vendo.

Essa história eu já vi antes, mas só vou acreditar quando estiverem misturando a areia com cal e cimento.
Seria ótimo ter um estádio nosso mesmo e com capacidade para mais de 40 mil pessoas, agora… a torcida do Santos lotará esse estádio enquanto a TV a cabo existir e sem ser em final de campeonato?
E a Vila Belmiro? Será usada apenas como museu ou para jogos do juvenil?
Construir em Diadema? Tá certo que o Peixe é um clube mundial e não duvido que lá tem um monte de santista, mas a cidade do glorioso é Santos cacete!
Sinceramente… tenho minhas dúvidas e uma leve desconfiança de que o Santos está sendo usado por um interesse, que infelizmente para alguns dirigentes, é maior do que o próprio Santos… A copa do mundo de 2014.

A gente pasta mais que o gado que apara o gramado dos colombianos.

Qui, 14/02/08
por mauro mcfly |
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Haja cafezinho, amor e paciência viu… assistir aos jogos do Santos já não tá fácil, agora, durante a madrugada e depois de um longo dia de trabalho é fogo (pra não dizer outra coisa).
Mesmo com aquele pandemônio de buzinas infernais da torcida colombiana, que mais parecia o trânsito de São Paulo na hora do “rush”, não estava conseguindo conter o sono que o relógio e o jogo estavam me provocando e confesso que assisti a quase toda a partida com o farol mais baixo que do Amaral.
A estréia do Peixe na Libertadores não foi muito diferente do que imaginei. Um jogo truncado com muito estudo de ambas as partes e um empate sem gols que se fosse medido pelos erros de passe, o placar seria de basquete.
A falta de capacidade ou ousadia do Cúcuta, fez o Santos trazer um ponto, que fora de casa e na Libertadores vale por três.
Kléber Pereira mais uma vez, abusou do direito de perder gols e em outras oportunidades foi impedido pelo bandeirinha engessado. Como já disse antes, é melhor fazer os gols perdidos do que ficar chorando depois os impedimentos mal marcados.
O Molina mostrou disposição mas a falta de entrosamento com o time prejudicou sua estréia.
Michael Jackson Quiñones estava mais perdido que azeitona em boca de bêbado, ou banguelo se preferir.
Destaque para o lateral Carleto que deve ser dono da posição mesmo com a volta do Kléber. Mostra vontade e não se esconde do jogo mesmo com a pouca idade.
Eu não disse que o campo deles era ruim? Nossa mãe do céu… que pasto era aquele? Nem os campos de várzea que jogava antigamente eram tão ruins.
Bom, a situação do Peixe como todos sabem, é de tirar o sono de qualquer torcedor, mas nem isso foi suficiente para me manter acordado ontem e sem perceber a cretinisse do trocadilho para nós santistas, passei quase todo jogo pescando.

Voltando um pouquinho para o campeonato Paulista, aí embaixo está postada a súmula do último jogo do Peixe, fornecido pelo meu amigo blogueiro do São Paulo… Tabata meu filho, que boca suja é essa rapaz?

Vai começar…

Ter, 12/02/08
por mauro mcfly |
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Amanhã, ou melhor, na madrugada de quarta para quinta-feira às 0h10 (horário de Brasília), começa a Taça Libertadores 2008 e a difícil jornada pela América para o Santos Futebol Clube.
Este ano, o campeonato mais importante do continente não pertence mais aquela indústria automobilística japonesa e sim, a uma grande rede bancária espanhola por motivos que todos devem $aber… mas como dizia os Mamonas Assassinas: “é good e nóis não have”.
Sobre o jogo de amanhã e o próprio Desportivo Cúcuta, que como o Santos leva o mesmo nome da cidade, tudo que sei é que recentemente o time perdeu seu técnico, está no último lugar do seu grupo no campeonato colombiano e sofreu um verdadeiro desmanche depois da última Libertadores onde também foi semifinalista.
Possui um estádio velho e enferrujado, que por coincidência tem o mesmo nome daquela rede bancária que é dona do torneio, com capacidade para 44 mil pessoas vacinadas contra tétano.
Quanto à altitude, não existe maiores problemas nem a necessidade do técnico Leão levar balão de oxigênio pra galera, já que mesmo perto da cordillheira dos Andes, a cidade de Cúcuta está apenas a 320 metros acima do nível do mar (bem menos que a cidade de São Paulo, por exemplo).
Por lá, eles estão de olho em cada passo do Peixe com uma espécie de chat no site do clube recheado de informações instantâneas sobre tudo que acontece com o Santos…

-Cabrón! El Santos acaba de perder para San Pablo!
-Cabrón, cabrón! Rodrigo Tabata acaba de soltar una flatulencia en quarto de la concetración.
-Si cabrón, y Quiñones Michael Jackson esta a bailar “Thriller”.

Seria cômico se fosse verdade não é mesmo? Mas garanto que é bem próximo disso.
O técnico Leão até agora não deu nem sinal de quem vai escalar para o jogo e nem se vai dar o braço a torcer escalando todos os gringos, mas a grande verdade é que o time do Cúcuta esta mais preocupado com o Santos do que o Santos com o Cúcuta. E não é pra menos, se fosse ao contrário, acredito que eu nem estaria aqui escrevendo neste Blog.
E por falar em Libertadores, aquela cerveja da lata verdinha que a minha mulher insiste em chamar pelo nome do piloto da ferrari, vai trazer e expor aqui no Brasil, a cobiçada taça da Champions League (a Libertadores européia) que ficará no Jockey Clube de São Paulo dias 16 e 17 de fevereiro (sábado e domingo) com entrada franca.

Contato Blog do Santos

VENDE-SE PEQUENO LOTE.

Seg, 11/02/08
por mauro mcfly |
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Tratar com Fábio Costa.

Provavelmente este é o título do anúncio classificado que o goleiro santista colocou no jornal hoje pela manhã logo após assumir e reconhecer não saber administrar suas terras… e olha que nem são tantas assim. A que está à venda por exemplo, trata-se de uma pequena área de aproximadamente 100m2 e bem maior que meu apartamento por sinal.
O clássico de ontem mostrou bem como um jogador de futebol pode ir do céu ao inferno em apenas uma rodada.
Após a impecável partida contra o Marília na Vila, onde o mesmo fechou o gol e o jogo com uma atuação perfeita, Fábio Costa mostrou contra o São Paulo que definitivamente não sabe sair do gol.
Acho que apontar um culpado pela derrota soa mais como desvio de responsabilidade do que qualquer razão que justifique o resultado.
O juíz errou sim em não marcar falta no “strike” de boliche na barreira do Santos, talvez tenha errado em não marcar pênalti no lance do Miranda, mas sinceramente, os piores erros são os inadmissíveis como levar gol na pequena área em bola aérea, por exemplo.
O Santos dessa vez não pode reclamar, atraiu o São Paulo no primeiro tempo e saiu na frente em uma jogada de contra-ataque quando o adversário já havia acreditado que o visitante não poderia oferecer perigo. Até aí tudo certo… marcou forte, criou oportunidades, voltou melhor para o segundo tempo e teve chances de matar o jogo.
Tá feia a coisa, muito ruim mesmo eu sei, mas perto de outros jogos que assisti, o Peixe fez sua melhor partida ontem no Morumbi.
Sem querer excluir a responsabilidade do juíz, mas erros de arbitragem ocorrem todos os dias e todos os jogadores e técnicos precisam entrar em campo conscientes de que isso pode acontecer. Ou seja, contarem com essa margem de erro e terem a competência suficiente para que esses erros não sejam fatores que decidam uma partida… Ah, mas se o juíz tivesse marcado, ah mas se fosse penâlti…
O “se fosse” não “é” e muito menos “foi”, portanto, é melhor o centroavante marcar os gols cara-a-cara, o goleiro sair nas bolas de cobranças de escanteios, a barreira ter a malandragem necessária antes de ser formada e principalmente… todos fazerem a lição de casa mesmo que seja na casa do adversário.
O campeonato é curto e estou começando a me preocupar…

Contato Blog do Santos

“EU MATO, EU MATO… QUEM PEGOU MINHA CAMISA PRA FAZER PANO DE PRATO”.

Qui, 07/02/08
por mauro mcfly |
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Depois de tantos carnavais vestido de tubarão, a fase atual do meu time me fez repensar a fantasia para este ano e fui obrigado a mudar para aquela simpática espécie do desenho da Pixar.
Como o peixe que passa o filme todo procurando pelo filho, a caráter e de nariz vermelho, tentei aproveitar os quatro dias de folia para encontrar, não o meu, mas o filho da… bom, deixa pra lá… que deixou o Santos nesta situação.
Não pude comentar aqui a partida contra o Paulista em pleno domingo de carnaval, pois confesso que nunca vi um jogo tão confuso… ah, sem falar que o campo lá em Jundiaí, além de girar o tempo todo, tinha tanta gente correndo atrás das duas bolas que foi preciso dois juízes e quatro bandeirinhas pra colocar ordem naquela bagunça.
Depois vendo o VT com calma do mesmo jogo em versão normal, percebi uma certa evolução da equipe que de certa forma envolveu a equipe do Paulista e podia até vencer a partida. Mas nada muito além disso e sem falsas expectativas.
A estréia do meia Luiz Henrique foi tão apagada que ao final do jogo o número 10 que estampava suas costas, virou 01. Isso mesmo, igualzinho aquela frescura que o Rogério Ceni faz na camisa (0+1), com o zero à esquerda sabe?
Sem dinheiro e as vésperas de uma Libertadores, o presidente Marcelo Teixeira apelou para o Mercosul e trouxe uma bagatela de gringos em uma atitude tão desesperada quanto a do pai do Nemo… como se fosse difícil achar jogador bom e barato aqui mesmo no Brasil, mas por se tratar de um campeonato sul-americano, subentende-se que é muito importante ter alguém no time que saiba xingar o juíz em castelhano, ou melhor, que sabe fazer catimba.
Só não sei se vai dar certo essa história de trazer o Michael Jackson pra jogar no meio de tantos garotos (risos), se é que me entendem…

Voltando a folia e ao fim das quatro noites de festa, me lembro de ter avistado um amigo são paulino alterado sendo retirado por seguranças e em uma última tentativa, fui perguntar se tinha visto pelo baile ou se sabia quem era o responsável pela crise instalada na Vila…

Com toda convicção e antes mesmo de terminar a pergunta, o infeliz já gritava:
“- Doutor, eu não me engano, o desgraçado é corintiano!”

Contato Blog do Santos


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