Vai começar o espetáculo!
11 de outubro de 1962, Estádio da Luz, Lisboa. Em um jogo deslumbrante, o Santos goleia por 5 a 2 o Benfica, bicampeão europeu, e se consagra o primeiro time brasileiro campeão do mundo. Pelos comentários de jogadores, árbitro e imprensa dá para se ter uma idéia do impacto que aquela partida provocou no mundo do futebol.
Um espetáculo. Foi uma noite excepcional do futebol. Mesmo perdendo por 5 a 2, não nos sentimos derrotados. Saí de campo com uma impressão diferente do que era futebol. O Santos era superior porque tinha jogadores excepcionais. O Santos tinha um time maravilhoso.
José Augusto, ponta-direita do Benfica e da Seleção Portuguesa.
É muito difícil encontrar tanto craque, tanto jogador inteligente como naquele time. Comparo o Santos de 62 com a Seleção do Brasil de 70. São as duas melhores equipes de futebol que vi até hoje. A Seleção de 70 é a confirmação de um modelo de jogo que o Santos já demonstrava há muito tempo.
Antônio Simões, ponta-esquerda do Benfica e da Seleção Portuguesa.
Sim, neste momento o Santos é imbatível. Não me parece viável que algum time possa vencê-lo.
Vittorio Pozzo, técnico bicampeão mundial pela Itália em 1934 e 1938.
Em cada posição o Santos tinha jogadores extraordinários, mas foi o Pelé que fez mais. O Pelé é um jogador como ainda não conheci. Ele estava impossível de ser marcado.
Humberto, zagueiro-central do Benfica.
Mas não era só o Pelé. Tinha o Pepe, o Zito, o Coutinho, o Dorval… era uma equipe extraordinária.
Fernando Cruz, lateral-esquerdo do Benfica e da Seleção Portuguesa.
O Santos é uma equipe quase perfeita. Joga sereno, seus homens sabem se desmarcar e fazer passes, todos eles possuem um controle de bola excepcional.
Matt Busby, técnico do Manchester United.
Foi a melhor partida que vi em toda minha vida.
Pierre Schwinte, árbitro do jogo.
O Brasil tem também o melhor time do mundo.
France Football, França.
O que se pode dizer do Santos? Ontem, qualquer equipe teria sucumbido sob sua potência
Diários de Notícias, Portugal.
Não há nem pode haver melhor.
Gazeta Esportiva, Brasil.
Esta é a quarta capa do livro Donos da Terra de Odir Cunha, lançado ontem no Bar Paulicéia em São Paulo.
Além de todo ar nostálgico no ambiente, com vídeos de grandes partidas do Peixe no saudoso canal 100, pude sentir um pouco da importância e do significado daquele time maravilhoso para o futebol mundial.
Além do autor, estava presente o maior artilheiro humano da história do Santos Futebol Clube: José Macia, o Pepe. Isso mesmo, segundo ele, o maior artilheiro do Peixe veio de outro planeta.
Após a sessão de autógrafos, um amigo, que não é santista, muito orgulhoso com seu exemplar assinado na mão, me comunicou sua preferência por livros mais ilustrativos:
- Bacana o livro heim McFly, mas só acho que tem poucas fotos.
Agora, adivinhem para qual clube ele torce?
(Risos… estou rindo até agora).
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O livro de Odir Cunha: Donos da Terra, conta a história do jogo final do Mundial de Clubes de 62 e será lançado hoje, no Bar Paulicéia, a partir das 19h na Rua dos Pinheiros, 473 em São Paulo.



