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Vai começar o espetáculo!

Ter, 27/11/07
por mauro mcfly |
categoria Sem Categoria

11 de outubro de 1962, Estádio da Luz, Lisboa. Em um jogo deslumbrante, o Santos goleia por 5 a 2 o Benfica, bicampeão europeu, e se consagra o primeiro time brasileiro campeão do mundo. Pelos comentários de jogadores, árbitro e imprensa dá para se ter uma idéia do impacto que aquela partida provocou no mundo do futebol.

“Um espetáculo. Foi uma noite excepcional do futebol. Mesmo perdendo por 5 a 2, não nos sentimos derrotados. Saí de campo com uma impressão diferente do que era futebol. O Santos era superior porque tinha jogadores excepcionais. O Santos tinha um time maravilhoso”.
José Augusto, ponta-direita do Benfica e da Seleção Portuguesa.

“É muito difícil encontrar tanto craque, tanto jogador inteligente como naquele time. Comparo o Santos de 62 com a Seleção do Brasil de 70. São as duas melhores equipes de futebol que vi até hoje. A Seleção de 70 é a confirmação de um modelo de jogo que o Santos já demonstrava há muito tempo”.
Antônio Simões, ponta-esquerda do Benfica e da Seleção Portuguesa.

“Sim, neste momento o Santos é imbatível. Não me parece viável que algum time possa vencê-lo”.
Vittorio Pozzo, técnico bicampeão mundial pela Itália em 1934 e 1938.

“Em cada posição o Santos tinha jogadores extraordinários, mas foi o Pelé que fez mais. O Pelé é um jogador como ainda não conheci. Ele estava impossível de ser marcado”.
Humberto, zagueiro-central do Benfica.

“Mas não era só o Pelé. Tinha o Pepe, o Zito, o Coutinho, o Dorval… era uma equipe extraordinária”.
Fernando Cruz, lateral-esquerdo do Benfica e da Seleção Portuguesa.

“O Santos é uma equipe quase perfeita. Joga sereno, seus homens sabem se desmarcar e fazer passes, todos eles possuem um controle de bola excepcional”.
Matt Busby, técnico do Manchester United.

“Foi a melhor partida que vi em toda minha vida”.
Pierre Schwinte, árbitro do jogo.

“O Brasil tem também o melhor time do mundo”.
France Football, França.

“O que se pode dizer do Santos? Ontem, qualquer equipe teria sucumbido sob sua potência”
Diários de Notícias, Portugal.

“Não há nem pode haver melhor”.
Gazeta Esportiva, Brasil.

Esta é a quarta capa do livro “Donos da Terra” de Odir Cunha, lançado ontem no Bar Paulicéia em São Paulo.
Além de todo ar nostálgico no ambiente, com vídeos de grandes partidas do Peixe no saudoso canal 100, pude sentir um pouco da importância e do significado daquele time maravilhoso para o futebol mundial.
Além do autor, estava presente o maior artilheiro humano da história do Santos Futebol Clube: José Macia, o Pepe. Isso mesmo, segundo ele, o maior artilheiro do Peixe veio de outro planeta.
Após a sessão de autógrafos, um amigo, que não é santista, muito orgulhoso com seu exemplar assinado na mão, me comunicou sua preferência por livros mais ilustrativos:
- Bacana o livro heim McFly, mas só acho que tem poucas fotos.

Agora, adivinhem para qual clube ele torce?
(Risos… estou rindo até agora).

PÁGINA VIRADA.

Seg, 26/11/07
por mauro mcfly |
categoria Sem Categoria


Aproveitando o gancho do lançamento do novo livro de Odir Cunha, que narra o duelo entre Santos e Benfica na final do mundial de 62, a vitória de virada ontem no Paraná, mais que uma última página, é o desfecho triunfal deste capítulo final do Campeonato Brasileiro para o Peixe.
Muitos falam sobre a arrancada espetacular do Flamengo, mas ninguém lembra que no início do primeiro turno, o Santos se encontrava apenas na 19ª colocação na tabela e hoje ostenta o vice-campeonato. Mas isso não é nada além da normalidade. Como disse anteriormente, para os olhos de todos, é estranho mesmo um time carioca estar no topo da tabela e por isso, um 4º lugar é sinônimo de: -Nossa, mas que arrancada não?!
O Santos em 2007 não fez nada diferente como de costume: campeão do estadual, vice do nacional e mais uma vez garantido na Libertadores do ano que vem. Agora, alguns gaúchos por exemplo, que se nomeam imortais, estão rezando neste momento para uma mísera vaga na repescagem ou para que o Riquelme não volte para o Boca ano que vem.
Um campeonato longo como o Brasileiro é movido a elenco, à estrutura, à vontade, e principalmente, regularidade. Um time que não se prepara, ou apenas se empolga com contratações por empréstimo, sem nenhum planejamento, pode até estar no topo, mas o grande problema é se manter nele.
Com todos os problemas, o Santos desde aquela final memorável em 2002, se mantém. Se mantém entre os grandes e sempre está disputando títulos ou engrandecendo a conquista daqueles que no final, acabam vencendo.
O ano está terminando e o balanço que faço é positivo. Contra o São Caetano, acreditei até o fim e quando o Moraes fez o segundo gol, não tive reação, pois lá estava eu, estático, suando, sofrendo como nunca com esse time que só me dá alegrias. Exatamente como ontem, quando Kléber Pereira desencantou sua camisa 23, na sua devida proporção, é claro.
Tenho certeza que muitos mudaram de canal quando o placar era adverso em 2×0 para o Paraná, mas com santista é assim. Até o apito final… “Santos o time da virada, Santos o time do amor!”

O livro de Odir Cunha: “Donos da Terra”, conta a história do jogo final do Mundial de Clubes de 62 e será lançado hoje, no Bar Paulicéia, a partir das 19h na Rua dos Pinheiros, 473 em São Paulo.

Este jogo é considerado o mais importante da história do Santos, da carreira de Pelé e, por extensão, de um time brasileiro de futebol. “Nunca um título mundial seria novamente conquistado com uma vitória de goleada sobre um bicampeão europeu e no campo do adversário. E isso numa época em que se vivia o auge do futebol-arte, os rivais tinham um craque como Eusébio, e representavam a base da Seleção de Portugal que humilharia o Brasil quatro anos mais tarde, na Copa da Inglaterra”, conta Odir Cunha.

“O MEDO DE PERDER TIRA A VONTADE DE GANHAR”.

Seg, 12/11/07
por mauro mcfly |
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No clássico de domingo, o técnico Luxemburgo caiu em contradição com seu próprio lema. Escalou 2 zagueiros, 3 volantes e 2 laterais fixos em um esquema de marcação recuada que tornou o caminho entre o meio de campo até a grande área do Santos, uma avenida. O Flamengo carregava a bola como queria: nas costas, com uma perna só, fazendo embaixadinhas… Realmente, o Santos fez o Flamengo se sentir em casa. Inquilino, diga-se de passagem, mas bem à vontade.
No último post, comentei que o Maracanã era de todos, isso mesmo, era. Mudei de idéia. Agora pode ser do Flamengo, do Olaria, do São Cristovão, seja lá de quem for que não faz diferença. Se o Rei disse que pode demolir, algum clube precisa recolher o entulho não é mesmo?
Outro pecado capital, foi deixar Kléber na sua posição de ofício com a obrigação de marcar Léo Moura, mas como o Luxa perdeu a paciência com Dionísio, o Santos desperdiçou talento e perdeu o meio de campo. A superioridade de posse de bola do Flamengo provou isso.
O Pedrinho até que faz bem seu papel, mas por uns 30 minutos no máximo. Quando ví a placa de substituição com o número 10, pensei:
- Bom, agora ele sai e o Luxa manda o Kléber pro meio…
Não. Entrou Vítor Júnior. Bom, menos mal.
Outra placa:
- É agora que o Kléber vai pro meio…
Não, entrou Pet no esquema “finados”: sai um morto, entra um defunto e dois feridos.
Quando a bola sobrava lá na frente, Rodrigo Tabata não tinha opção de passe e Rodrigo Souto, que apareceu quatro vezes pra finalizar, não tem nem cacoete de atacante.
O Santos perdeu mais uma, e por incrível que pareça, ainda está em segundo rumo à Libertadores. Já o Flamengo é terceiro justificando realmente que “o futebol é uma caixinha de surpresas”. Quem diria, heim?
O que nós resta agora, nos dois jogos que faltam é saber se o técnico Luxemburgo, como ele mesmo diz, vai entrar com vontade de vencer, ou melhor, desejo de renovar com o Santos.

A OITAVA MARAVILHA DO MUNDO.

Sex, 09/11/07
por mauro mcfly |
categoria Sem Categoria


“Na hora do vamo ver, nossa torcida (a maior do mundo), nosso estádio (o maior do mundo) e o Manto Sagrado (a mais poderosa camisa do futebol mundial) fazem a diferença…

Arthur Muhlenberg – Blog do Flamengo

Este é apenas o trecho final do último post do meu amigo Blogueiro Carioca, que está visivelmente ansioso e deslumbrado com a arrancada de seu time na reta final do campeonato Brasileiro. Também não é para menos, não é todo dia que um time carioca se encontra na 4ª colocação de um dos torneios mais disputados do planeta. Mas tudo bem, dessa vez passa. Afinal, não será legal ver o Fluminense eliminado da Libertadores 2008 voltando pra casa sem companhia.
O que não posso deixar barato é a aquisição desapropriada do estádio Mário Filho. Em terras onde os famosos calçadões são alvinegros e por coincidência, também são banhadas pelo mar, o maior cenário terrestre do futebol não pode e nunca será a casa de um único clube. Ainda mais quando estamos falando de uma agremiação de regatas. Mas não… Assim como o slogan do país, gestão “Falcon sem dedo”, o Maracanã é de todos. Do dono da maior torcida, do mais querido e também, do time de camisa branca que por lá desfilou algumas de suas maiores conquistas. O mesmo esquadrão que é considerado por muitos, uma das grandes maravilhas que este mundo já viu. Que me desculpe o Cristo, mas por que não a oitava? Olha a coincidência aí outra vez… Pois é, oito não é cinco e octa não é penta. É o número exato de títulos nacionais que o meu glorioso alvinegro praiano possui.

Santos sempre Santos!

THE FOOT IS ON THE TABLE.

Seg, 05/11/07
por mauro mcfly |
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Pra quem gosta de futebol de mesa, o Peixe está na final da Copa Estado de São Paulo.

Com a vitória sobre o Nacional em casa por 54 a 45, a equipe de botonistas do Santos Futebol Clube disputará agora a decisão contra o São Judas, no próximo domingo dia 11 a partir das 14h30 e na casa do adversário (Rua da Moóca, 2471 - Moóca - São Paulo).
Boa sorte e parabéns a todos: Davinir, Vitor, Danilo Simões, Robertinho, Kiko e Wagner Felipe, Júnior Branqueto, Mário, Mário Reginaldo, César, Matheus, Sylvio Paiva e Charleaux.

EMPATE SABOR DERROTA.

Seg, 05/11/07
por mauro mcfly |
categoria Sem Categoria


A lista de desfalques para o jogo contra o Atlético Mineiro preocupava e o que aconteceu no jogo, pelo menos na primeira etapa, não foi muito diferente do que eu imaginava.
Uma defesa sem proteção e um meio de campo vulnerável com o cansado Petkovic, tornaram as coisas ainda mais difíceis para o Peixe no duelo que leva um tabu de 59 anos sem derrota para o time de Minas na Vila.
Em uma infelicidade do zagueiro Marcelo, que espanou um chute contra o próprio gol, o Atlético saiu na frente. A partir daí, só deu Galo. O Santos sentiu e o meio de campo que já estava desfavorecido, se perdeu completamente.
Antes do término do primeiro tempo, o técnico luxa ainda tentou consertar a casa fazendo o de sempre: Kléber pro meio. O sacrificado dessa vez foi Dionísio.
Vítor Júnior e Renatinho voltaram para o segundo tempo que prometia. E o como é de praxe, a etapa final foi do Santos. Antes de perder a paciência com os passes errados do Marcos Aurélio, ele cai na área… pênalti. Para espantar de vez a urucubaca, Kléber Pereira bate e empata… camisa 23, nunca mais!
O Peixe realmente acorda e Pedrinho parece ter tomado energético com cafezinho no vestiário. Com rápidas jogadas pela ponta, cria a maioria das chances de gol que pára apenas na boas saídas do goleiro Juninho.
Em uma jogada que misturou habilidade, sorte e um pouquinho de disenteria, Kléber Pereira faz um golaço driblando até ele mesmo na virada do Peixe… Santos 2, Atlético… ops, nao deu nem tempo de comemorar. O que e isso? outro gol contra? Em uma bola levantada na área, todo mundo ficou olhando e Baiano desvia de mão para o fundo do gol de Felipe… 2×2.
Com os 4 minutos de acréscimo do juiz, parecia que ainda dava tempo, mas infelizmente o goleiro Atleticano estava em grande tarde. Se não fosse os gols contra e as grandes defesas dele, no mínimo uns 4×0.
Podiamos estar mais cômodos na tabela, mas mesmo sem perder posições, o Santos desperdiçou 1 dos 2 jogos que restavam em casa. Agora é rezar pela conquista de alguns pontos fora e se manter entre os 4.

Ps. Parabéns ao São Paulo e seus torcedores pelo título antecipado.


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