Pagando meia ou inteira, com promoção ou sem promoção, assinando pay-per-view ou comprando uma água no bar para assistir de graça, o jogo contra o Cruzeiro, independente do trocadilho com o ex-centroavante celeste e com a ex-moeda brasileira… valeu cada tostão.
Primeiro, porque estamos carentes de boas apresentações mesmo, e segundo, porque depois da partida de hoje, deu para perceber nitidamente a falta que fez o Rodrigo Souto afastado do time desde o jogo contra o Figueirense.
Com ele em campo, o time cresceu, não errou tantos passes, Roberto Brum foi bem ao seu lado, os alas (Wendel Coringa e Carleto) tiveram liberdade para subir, e com a proteção do sistema defensivo restabelecida, a zaga não sofreu tanto e o goleiro Douglas… quietinho, quietinho.
O primeiro tempo começou com ambas as equipes cautelosas e aos 41 minutos, depois de uma triangulação, que não era mineira, Michael centrou e deixou Kléber Pereira na cara do goleiro para abrir o placar.
O Cruzeiro voltou à etapa complementar, para no mínimo tentar empatar com a incrível, a estupenda, a magnífica, a sublime alteração na lateral: sai Jadílson, entra Carlinhos. Se o lado esquerdo cruzeirense era o único setor ativo durante todos os 45 minutos iniciais, com essa inteligente modificação, o técnico Adílson Batista abriu mão do resultado e deu mais chances para o Santos marcar o segundo.
Meu caro colega de blog, o Benny, deve estar se perguntando - De onde saiu esse tal de Carlinhos? – Olha Benny, eu tenho que ser sincero… e sou obrigado a tirar o chapéu para certos empresários, pois assim como o Doni joga no Roma, e apesar de não valer um centavo, o Carlinhos foi parar no Cruzeiro. Tsc, tsc, tsc… meus pêsames amigo.
Bom, aí já viu né? Com 2×0 no placar, o Peixe conseguiu um ótimo resultado em um jogo onde o juiz, que deve ser natural de Juiz de Fora, apitou de fora e não quis aparecer deixando de assinalar qualquer choque, e frustrando a maioria desses jogadores “não me toques”, que acham que futebol é um esporte de gentilezas.
Apesar dos três pontos, o Naútico empatou nos Aflitos e não saímos do lugar, mas se você parar e analisar a tabela verá que as diferenças de pontos são mínimas, e a possibilidade de sair do sufoco é uma questão de regularidade. Mas desde que o time mantenha o ritmo e não se deixe abater novamente.
Será mais um alarme falso? Será que aquele monte de urubus se batendo na Vila na semana passada, espantou a má fase? Não sei… Apenas espero que o jogo de hoje, com mais as voltas do zagueiro Adaílton, Molina, do capitão Fábio Costa e a consistência do Rodrigo Souto, seja o prenúncio da inconfidência santista no campeonato. A revolução que lutará pela independência dos maus resultados, pela libertação da zona de rebaixamento, e principalmente, contra essa zica, que a torcida santista não agüenta mais ouvir falar.
Só não vou dizer aqui que já vejo um belo horizonte para o Santos, porque acho que é abusar de mais do direito de usar trocadilhos com a terra do pão de queijo, além de entregar minha condição de empolgação. Pois como diria os mineiros do Skank: “que coisa linda é uma partida de futebol”.
Ah, não podemos esquecer que essa vitória e essa dose extra de otimismo, não apagam a revolução que há de acontecer fora das quatro linhas. Santos sempre Santos!
Peixe Curioso: Tostão, além de ser aquele craque cruzeirense da Copa de 70 que todo mundo conhece, era também, a antiga moeda de níquel brasileira e portuguesa que valia cem réis. Sem falar na linguagem popular, onde tostão é o nome dado para aquela dolorosa joelhada no músculo da coxa, que em São Paulo, é mais conhecida como paulistinha.