Formulário de Busca

Novas seções no Blog

Sex, 21/11/08
por mateus reck |

Estava aguardando um momento mais apropriado para estrear estas nova seções que os amigos verão a partir de hoje. Como estávamos na ansiedade e no aguardo para chegarmos às finais da Sudamericana e reconhecer o adversário (o azeitado Estudiantes, orquestrado por um Verón experiente e sempre perigoso), resolvi aguardar para lançar duas novas seções que teremos neste nosso espaço.

Teremos, à partir de agora, entrevistas com pessoas que ajudaram a construir essa entidade vitoriosa e emblemática, conhecida hoje nos quatro cantos do Mundo. A seção Blog Entrevista apresentará conversas com pessoas ilustres do passado e da atualidade. E, não por acaso, escolhi um de meus ídolos - e garanto que de muitos colorados também - para estrear a seção. Um dos maiores laterais direitos que já vi jogar: Luiz Carlos Winck. Por intermédio de um colorado que visita bastante este espaço, consegui o contato e por mais de uma hora - e por telefone - conversei com uma pessoa fantástica, calma e objetiva. Muito educado, Winck me atendeu na saída do trabalho. Está no Amazonas treinando o São Raimundo, desde 13 de agosto deste ano.

Foi muito gratificante poder conversar com um de meus maiores ídolos, e vou compartilhar com os leitores do Blog essa experiência gratificante. Aguardem que logo mais será publicada.

——————————————————————————————

Outra nova seção que estreará é a Impresso na Pele. Você, que tem tatuado em seu corpo o amor incondicional pelo Internacional, envie sua foto e uma declaração breve do motivo da escolha do desenho para o mail do blog (blogdointernacional@globo.com), que toda semana, às sextas, será publicado cinco fotos com nome e este breve relato. Participe e mostre à todos o orgulho de ser colorado e ter eternizado isso com tinta, agulha e o viciante barulhinho da maquininha.

La Noche del 15

Qui, 20/11/08
por mateus reck |

dalessandro_interxchivas_191108.jpg

D´Ale. A noite foi dele. Alguém sentiu a falta de Alex? Foto: Alexandre Lops 

Em uma noite inspirada de Andrés D´Alessandro, o Internacional escreveu mais uma linda página de sua história e do futebol brasileiro: se tornou o primeiro clube a chegar em uma final da Copa Sudamericana. Mais um feito relevante, em um ano de ajustes com o carro andando.

Com a vaga bem encaminhada, o Internacional encontrou um Chivas muito bem postado em campo, marcando a saída de bola e pressionado em todos os setores, induzindo ao erro dos jogadores colorados. Porém foi só o que se viu. Um ou dois momentos de perigo em contra-ataques que não chegaram a levar preocupação ao bom goleiro Lauro.

Do meio pra frente, o Inter começou acelerado e errando muitos passes devido ao povoamento da meia cancha promovido pelos mexicanos. Quando acertou as jogadas, elas encerraram com a bola no fundo das redes.

D´Alessandro foi malandro em cavar seu pênalti. E foi premiado com a cobrança do tiro penal. Nada mais justo para quem estava substituindo Alex. E cobrou com perfeição, no cantinho, inapelável.

No segundo gol, uma cobrança de falta com maestria. Digna de grandes jogadores. No cantinho, indefensável. Um golaço.

A noite era dele. Jogou demais, marcou, passou e ainda teve tempo para intimidar os adversários, sempre impondo o estilo argentino de conduzir intempéries. Gosto muito disso em D´Ale. Ele não deixa barato. Não parte para agressão, mas fala poucas e boas para quem ousa desrespeitar o manto vermelho. Manto que o faz se sentir em casa. O que fica evidenciado ao fazer gols, quando mostra com orgulho a camisa que veste e o fez renascer para o seu grande futebol. Está retornando, com sobras, cada centavo árduamente investido nele. É um grande jogador. E está no lugar certo: um grande clube.

Não se pode falar em grande jogo sem citar Guina. Eu sei que é sempre assim, que ele joga assim sempre e é o normal dele, mas sempre me comovo com sua determinação e precisão. F9 podia ter, além de muito talento com os pés, talento com as palavras. E isso conquistou a torcida. Contudo Guina, que não é de falar muito, mostra em campo sua devoção pela camisa rubra. Ontem foi, mais uma vez e como sempre, um monstro em campo. Alguns mexicanos terão pesadelos com ele.

Realmente, um fenómeno.

 Magrão fez outra partida irretocável. É um dos melhores meias da atualidade. Combativo e com uma qualidade de passe superior. Outro que está muito identificado com o clube. Ao final do jogo, deu uma entrevista que me encheu de orgulho, falando do passado e das dificuldades superadas pelo clube até chegar no patamar onde se encontra hoje. Em suma: é colorado como nós.

Taison fez uma de suas melhores partidas com a camisa colorada. Uma aplicação tática perfeita, envolvendo o lado esquerdo da defesa mexicana e causando estragos imensos por lá, sempre abrindo passagem para Bolívar ou fazendo o meio girar bolas procurando o melhor espaço. Vai longe esse guri.

Marcão, apesar de alguns erros infantis, fez uma boa partida e provou que Nery não merece a vaga de titular. Apesar de não ser um jogador preciso, tem muita saúde e garra. Enquanto não desembarca outro lateral melhor, Marcão merece ficar por ali.

Álvaro joga sério. E eu gosto muito disso. Ele não mostra os dentes e vai decidido em cada lance. É o tipo de zagueiro que sempre dá certo em clubes gaúchos. Está de parabéns.

Enfim, tudo funcionou bem e o Internacional chega com autoridade à sua primeira final de Sudamericana, mais uma final internacional e se afirmando como o clube brasileiro que melhor têm representado o país no exterior.

Agora é ficar de olho no jogo desta noite e aguardar pra ver quem se postula a desafiar o colorado.

Um forte abraço aqui do Sul

 —————————————————————————————–

Serviço do Jogo

Internacional (4): Lauro; Bolívar, Índio (Danny Morais), Álvaro e Marcão; Edinho, Magrão, Guiñazu e D´Alessandro (Andrezinho); Taison e Nilmar (Daniel Carvalho). Técnico: Tite.

Chivas (0): Hernandez; Ocampo (Padilha), Reynoso e Mejía; Baéz, Araújo, Solis, Morales (Esparza) e Fabian (Ledezma); Medina e Santana. Técnico: Efrain Flores.

Gols: D’Alessandro (2, I), de pênalti, aos 19min do primeiro tempo, e de falta, aos 36min do primeiro tempo, Nilmar (2, I), aos 43min do primeiro tempo e aos 25min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Araújo (C), D´Alessandro, Índio, Danny Morais (I). Expulsão: Medina (C).

Público: 37.703 (34.280 pagantes) / Renda: R$ 848.500,00

Arbitragem: Óscar Ruiz, auxiliado por Francisco Penuela e Humberto Clavijo (trio colombiano).

Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

Um colorado no Reino Unido

Qua, 19/11/08
por mateus reck |

 faixa-matthew-definitiva.jpg

Arte gentilmente oferecida por Max Augusto Vieira Silva

Nas duas últimas semanas eu escrevi sobre minha perspectiva dos fatos que ocorrem no clube. Primeiramente Tite, e na última semana Daniel Carvalho. No entanto, muitas pessoas se mostraram interessadas em que eu escrevesse mais sobre o fato de torcer de tão longa distância e como seria possível acompanhar o Internacional de tão longe.

 

Visto que a temporada de 2008 chega ao seu clímax, eu, como qualquer colorado, sinto uma necessidade imensa de assistir os jogos decisivos. Isto pode ser um problema, claro. Apesar de bastante difundido o respeito mundial pela camisa dourada da Seleção e seus astros do passado e do presente que inovaram o futebol, clubes brasileiros não são muito populares aqui, no Reino Unido.

 

A grande maioria das pessoas que possuem um conhecimento do futebol mundial, pode facilmente nomear cinco ou seis clubes brasileiros e normalmente eles são dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. É justo dizer que o Internacional não é um clube muito conhecido no Reino Unido, mesmo após as recentes façanhas internacionais na Libertadores e Mundial FIFA. Como resultado disto também, aqui se tem uma parca cobertura da TV local. Até mesmo a Copa Libertadores não é acompanhada de perto por aqui, e o Mundial Interclubes FIFA não é levado a sério (nota do tradutor: dá para ver, não??). A maioria das pessoas se importa realmente com os “bonecos” do Primeiro-Ministro e a Liga dos Campeões da UEFA.

 

Normalmente eu conto com as novidades publicadas no Globo Esportes para tentar assistir ao vivo os lances dos jogos pela internet. Normalmente eles são de baixa qualidade mas eu os assisto mesmo assim. Com poucas informações sobre o Inter em um mundo que basicamente fala inglês, eu fiquei frustrado em um primeiro momento. Mas isto me inspirou à criar o meu próprio Blog. Creio que o Internacional podia se preocupar em tornar seus jogos acessíveis na web de maneira paga. Isso certamente seria algo que eu não hesitaria em fazer para o clube, e também geraria receita adicional.

 

Respondendo porquê eu torço para o Internacional é confuso. Se eu visto a camisa colorada, as pessoas geralmente não sabem qual time é e muitos perguntam. “É um grande clube, do Sul do Brasil”, eu explico. As pessoas não entendem o formato do calendário do futebol brasileiro, e sequer imaginam o que pode ser um campeonato estadual. O Reino Unido é um país muito pequeno, se comparado ao Brasil, por isso competições regionais são algo que não é familiar aos britânicos.

 

Apesar de haver uma grande distância, posso assegurar à vocês que minha paixão pelo Internacional é muito parecida com a de vocês. E com o advento da internet, o mundo se tornou mais próximo. Sintam-se à vontade para fazer perguntas para mim. E para finalizar, eu gostaria de agradecer à todos pelos seus comentários inteligentes que eu tenho recebido nas últimas semanas. Mesmo daqui do Reino Unido, eu posso sentir que o povo gaúcho e muito hospitaleiro e caloroso.

 

Estarei escrevendo novamente aqui na semana que vem.

 

Boa sorte para nós, logo mais!

Um grande colorado.

Ter, 18/11/08
por mateus reck |
categoria Coloradismos

dallegrave.jpg

Arthur Dallegrave junto com F9. Seu nome se confunde com a própria história do Internacional. Deixa um legado irretocável. Foto: Alexandre Lops 

Ontem, o Internacional perdeu um de seus mais emblemáticos dirigentes. Junto com ele se foi uma grande parte da própria história do clube, tendo em vista que este colorado dedicou mais de meio século de sua vida ao seu grande amor clubístico.

Um grande homem, sem margem de dúvidas. Um verdadeiro gentleman do meio futebolístico. Uma pessoa com abertura em todos os meios, tendo grande respeito até de nosso rival, que em um belíssimo ato de solidariedade, hasteou sua bandeira a meio pau, evidenciando um ato que pode ser tomado como exemplo pelas torcidas, que andam em guerra.

Segue tranquilo, “Velho”*. A tua última caminhada é a mais gloriosa de todas. A torcida colorada lá do céu deve estar efusiva, pois contará com mais um legítimo cacique, um maioral na arte de ser Pele Vermelha.

Com um amparo celestial deste peso, todos os anjos deverão vestir vermelho a partir de agora.

E saiba, Velho, que ficaremos tristes por tua ausência justamente no centenário do clube, para o qual estavas trabalhando tanto. Mas temos certeza que não fostes para a tua última viajada em vão: irás guiar, do altar divino dos céus, teu Internacional para mais uma grande jornada. Justamente em seu centenário. Nada ocorre por acaso.

Descanse em paz, e com a certeza do dever cumprido, mestre!

Um forte abraço à familia Dallegrave, de todos os Pele Vermelha.

——————————————————————————————

* Velho era como respeitosamente e em um evidente sinal de respeito a sua sabedoria e experiência, Dallegrave era conhecido no interior do Gigante.

Sinal de Vida

Ter, 18/11/08
por mateus reck |
categoria Sem Categoria

Primeiramente venho justificar a ausência de posts desde domingo: Eu estava com problemas de internet que acabaram de ser solucionados. E com problemas na ferramenta do Blog que ontem à noite foram sanados. Por isso a ausência de textos neste período.

Já estou traduzindo o texto do Matthew e em seguida postarei alem dele, um texto em homenagem a um dos maiores dirigentes de clube do país, que nos deixou na tarde de ontem: Arthur Dallegrave.

Agradeço a compreensão de todos. 

Na Vila. Contra o Peixe.

Dom, 16/11/08
por mateus reck |

chegadasantos_2008.jpg

Check-in no hotel e na busca de uma vaga no time para o Centenário. Gurizada esperta na missão. Foto: Alexandre Lops

Na tarde-noite deste domingo (coisa que pelo jeito vai se tornar rotina, pois faz horas que o Internacional só joga neste horário), a gurizada colorada entra em campo para enfrentar o Peixe e tentar pelo menos quebrar a escrita que nos acompanha há muito tempo: ganhar na Vila é algo que não acontece faz horas.

Nas circunstâncias em que nos encontramos neste brasileirão, até um empatezinho lá seria interessante. Motivaria a gurizada suplente e aumentaria a confiança do grupo para o embate de quarta, no Gigante, pela Sudamericana.

Da turma de cima, só Lauro deve jogar. No mais até Bustos sai jogando. Provavelmente uma de suas últimas apresentações com a camisa rubra. Orozco também está neste rol. E o restante é o pessoal que vem embandeirando o clube nesta reta final onde o foco está em pretensões internacionais.

Boa chance para ver a gurizada se acostumando com a idéia de titularidade. Desta turma que vai a campo hoje, alguns provavelmente serão titulares ano que vem. Sandro é a minha aposta para espantar de vez Edinho da titularidade.Só não vê quem não quer. Encaixa como uma luva, em um meio campo ideal que para mim seria formado com ele, Magrão, Guiñazu e D´Alessandro. Forte na marcação e rápido nas respostas ofensivas.

Na zaga veremos Danny Morais, que pra mim já é um jogador pronto e polivalente: atua tanto como stopper ou como primeiro volante. E bem. Provável primeiro reserva no ano que vem, já que Índio deve permanecer e o Internacional tem acenado com a intenção de naturalizar Sorondo (que já tem um filho gaúcho) para abrir vaga a um atacante gringo. Como Sorondo é instável fisicamente, é providencial termos um suplente de qualidade. E Danny vai além.

Enfim, teremos mais uma chance de ensaiar a gurizada para o ano que vem. E eles têm a chance de manter o ritmo e provar que merecem continuidade no clube.

Um forte abraço aqui do Sul

Ensaio sobre a dor de cotovelo

Sex, 14/11/08
por mateus reck |

velhinha.jpg 

Realmente não consigo entender o comportamento de certos indivíduos aqui no meu amado rincão gaúcho. Com tantas coisas boas para se fazer, sua própria vida para cuidar, esses “indivíduos” geralmente se preocupam mais com a vida dos outros. Com os acontecimentos dos outros.

E sendo assim, tal qual a velhinha fofoqueira que fica na tradicional janela daquele tradicional bairro, tão bucólico que parece estar no século retrasado, essas criaturas seguem sua vida somente observando o que acontece aos outros, mas buscando se isentar de acontecimentos em sua própria existência.

Tem sido assim neste século aqui no Rio Grande do Sul, amigos colorados.

Enquanto essa velhinha fica na janela a observar e julgar o mundo dos outros, os observados seguem sua trajetória de vitórias e conquistas retumbantes. Do Oiapoque ao Chuí, da Terra do Fogo até o Alasca, de todo esse Rincão imenso sem taipas que conhecemos por Planeta Terra, e que segue pintado de vermelho. Vermelho do Saci. Vermelho do mais recente brasileiro CAMPEÃO DO MUNDO.

O hobby dessa velhinha agora é cuidar única e exclusivamente desse eleito. Tudo o que possa envolver ele se transforma em obsessão para ela. Até o que não passe de mera suposição já é capaz de fazer sangrar seu já sofrido e debilitado coração, corroído pela inveja e pequenez que acometeu-a nos tempos modernos.

Alguém precisa chegar nessa velhinha e avisá-la que ela tem sua própria existência para conduzir. Que ela deve se alimentar e buscar ser alguém. Que ela também deve se preocupar com seus próximos, pois eles andam desnorteados e sem saber para onde olhar. Sem saber para onde correr.

Enquanto ela permaneceu na janela, da mesma maneira há décadas, seu vizinho prosperou e hoje ostenta uma riqueza cultural e patrimonial invejosa. Invejosa mesmo. Em vez de servir como impulso para ela buscar o melhor para si, surtiu efeito contrário: se dedica somente a agourar e admirar as boas novas sucessivas de seu vizinho rubro.

Junto à isso, segue-se enfermidades incuráveis como a esquizofrenia (achar que todo mundo a persegue), Megalomania (meu pai tem dois), Alzheimer (esquece de tudo, inclusive de quem manda aqui) e outros distúrbios como Raiva Colérica (não suportar o sucesso dos outros) e Loucura Napoleônica (dispensa comentários, pois acha que tudo é seu e tudo foi conquistado por ela).

 Enfim, um caso perdido.

Lamentável.

——————————————————————————————

Esta pequena crônica se deu somente pela surpresa deste blogueiro com o comportamento da outra metade do Rio Grande do Sul mediante uma irrisória possibilidade de o vencedor da Sudamericana obter uma vaga direta para a Libertadores da América em 2009.

Nem se sabe quem será o campeão, mas como o Internacional sempre é um time de chegada - o mais vitorioso deste século - o medo começou a revelar seus traços mais marcantes no outro lado. Respeito é bom. E mantém tudo no lugar.

Na verdade, não sabemos sequer se teremos representantes gaúchos na Libertadores da América de 2009.

Mas como essa possibilidade ilusoriamente se desenhou, uma grita generalizada se fez ecoar do outro lado do muro.

Respeito, camaradas. Ou melhor: medo disfarçado.

Um forte abraço aqui do Sul.

Espraiando as Américas

Qui, 13/11/08
por mateus reck |

fincando_a_bandeira1.jpg

 Mais uma vez, a bandeira colorada se ajeita para adornar o topo das Américas. Arte sobre foto: Max Augusto

Visivelmente debilitado pelo interminável deslocamento, o Internacional entrou em campo já cansado na tarde-noite de ontem, no estádio Jalisco em Guadalajara. Mesmo assim, conseguiu um resultado importante e confortável para o jogo de volta, semana que vem no Gigante.

Provavelmente Alex reuniu seus colegas e sugeriu: ” Que tal encaminharmos o jogo de volta tranquilo? Eu ajudo vocês hoje e na semana que vem tô liberado. Topam??”

Sendo assim, o Inter praticamente treinou contra o fraco Chivas, que apresentou um futebol pouco empolgante e sem o ímpeto tradicional do futebol mexicano.

O jogo foi ruim de doer. Balão pra cá, cabeçada pra lá, outro balão de volta, mais um chutão pra frente… e assim seguiu. Com alguns raros momentos de toque, o Internacional pressionou e levou perigo ao gol de Hernández. E também sofreu alguns contra-ataques, sempre pelos pés do perigoso (porém de finalizações ruins) Arellano.

Terminou o primeiro tempo e o festival de passes errados e chutões chegou a me irritar. Bolívar nitidamente não estava afim de jogar. Boicotou a colocação encontrada para ele querendo disfarçar que não serve para o lugar, jogando mal uma barbaridade. Isso somado à sonolência e cansaço evidentes em todo o grupo, uma mistura complicada se formou ali no lado direito da defesa colorada.

Já no miolo, Álvaro foi bem. Junto com Índio formou uma zaga compacta que acabou errando em alguns momentos, mas nada que prejudicou o time. Claro que mais por incompetência dos mexicanos.

Veio o segundo tempo e o Internacional pareceu despertar o futebol que conhecemos. Magrão - o nome do jogo - perdeu uma chance clara logo no início. E o time deu sinais que iria patrolar. Mas voltou a errar passes em profusão e cair no esquema chutão, cabeçada, balão, espantas…

Quando acertou jogadas, converteu em tentos. A bela jogada de Magrão e Nilmar terminou com uma finalização precisa, abrindo o placar e trazendo tranquilidade para o exausto time do Inter. Logo em seguida, os mexicanos perdem a chance de empatar e também observam Andrézinho carimbar seu travessão.

Não durou muito e Alex, fazendo jus ao “trato” relatado acima, mostrou aos mexicanos o que é que o canhoto do Beira-Rio tem. Em uma cobrança perfeita fez o segundo e garantiu um retorno tranquilo para casa.

O resultado é o mais importante. Apesar de um jogo ruim, com os jogadores visivelmente desgastados, o Internacional cumpriu com louvor seu objetivo inicial: voltar vivo para Porto Alegre. Mais do que isto - tem a tranquilidade de poder explorar os contra-ataques velozes de Nilmar e cia no jogo da volta, quarta-feira que vem.

Não podemos esquecer que o Chivas tem sido um visitante indigesto. Vide o que fez com o River na Argentina.

Só que em casa, e com TODOS os Pele Vermelha urrando, eles verão que não estão na Argentina… mas sim no Caldeirão do Gigante da Beira-Rio.

Um forte abraço aqui do Sul.

——————————————————————————————

Serviço do Jogo

Chivas (0): Hernandéz; Reynoso (Avila), Mejía, Ocampo e Esparza (Medina); Baez, Araujo, Solis (Fabian de la Mora) e Morales; Arellano e Santana. Técnico: Efraín Flores.

Internacional (2): Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Marcão; Edinho, Magrão, Guiñazu e Andrezinho (Rosinei); Alex (Sandro) e Nilmar (Taison). Técnico: Tite.

Gols: Nilmar (I), aos 24min do segundo tempo; Alex (I), aos 33min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Araujo, Esparza, Reynoso, Mejía (C), Índio, Guiñazu (I).

Arbitragem: Carlos Torres, auxiliado por Emigdio Ruiz e Nicolás Yegros (trio paraguaio).

Local: Jalisco, Guadalajara, México.

——————————————————————————————

P.S. - Me recuso a abordar sobre o tema da possível vaga para a Libertadores. Como é uma mera suposição/especulação, eu a trato como tal. Somente quando (e se isso acontecer) tiver algo de concreto, podem ter certeza que abordarei profundamente sobre o assunto. Lidemos com a realidade, nada mais.

A caminho de outra glória

Qui, 13/11/08
por mateus reck |

faixa_eleandro_corel_21.jpg

Como explicar com palavras uma das maiores emocões na vida de alguém?
Dificil, ou melhor, quase impossível.
Mas quem sou eu para tentar explicar para vocês que podem ver seu time do coracao ao vivo, quase todas as semanas. Isso foi o que senti hoje no estádio Jalisco. Todos que passaram por isso sabem do que estou falando.
O jogo, em si,  comecou muito lento, com as Chivas tentando dominar mas com o Inter mostrando por que é grande. Com personalidade tomamos conta do jogo, claro com alguns lances de perigo em contra, e como já havia adiantado ontem, sempre pelos pés de Omar Arellano, o mais perigoso mas que peca nas finalizacões. Sorte pra nós. Assim passou o primeiro tempo,  com chegadas para os dois lados, mas com um ar de superioridade branca no ar (branca por ser o segundo uniforme).

Dava a impressão de que a qualquer momento se definiria o jogo, isso ficou evidente logo no inicio do segundo tempo, com Magrao primeiro e em seguida com Nilmar. O gol era questão de tempo, e não demorou muito para Nilmar, em boa jogada dentro da área se livrar de Reynoso (lento) e anotar o primero.
O Chivas ainda tentou uma reação, e esteve a ponto de empatar, outra vez com Omar Arellano. Porém nova falha e a vitória seguiu. Andrézinho, de bom jogo, teve o segundo gol em seus pés, mas a trave o negou. Não se pode dizer que foi um dominio completo do Inter, mas teve um bom controle em ambos os tempos da partida.
Tudo em ordem, só faltava uma obra de arte do melhor canhoto do Brasil, Alex. Que golaço! Acho que meu grito se escutou em todo o estádio! Até mandaram eu me calar, coisa que claro, não fiz. Gracas à Deus aqui (ainda) o ambiente nos estádios é muito tranquilo.

Acredito que Tite praticamente encontrou seu time titular. Andrezinho deve sair para  volta de D”alessandro. Lauro fez um grande jogo, seguro. Quando exigido respondeu tranquilamente e com presença. Álvaro e Indio formaram uma excelente dupla, o primeiro é o defensor com personalidade que faltava. Se impõe e é um grande lider que se completa com Índio.

Gostei do Bolívar na lateral.  Ele não apoia por que não é a sua. Enquanto não contratar ninguém por este lado, que fique aí. Marcão não me convenceu mas pelo menos não comprometeu. Guiñazu dispensa comentarios, parece que se fez no Inter e é impressionante o que corre. É o simbolo deste time. Edinho e Magrão também foram bem, cada um fazendo seu papel.
Enfim, o time funcionou e estamos muito perto de outra glória. O primeiro passo foi dado. Agora com respeito, como sempre faz o Colorado, é só terminar com a obra.

Amigos quero agradecer o Mateus por essa oportunidade de compartir com todos o que foi essa passagem do Inter por aqui. Dizer também que esse tipo de ação é o que nos faz diferentes dos demais. Nós colorados, sempre vamos apoiar-nos, estando em qualquer parte do mundo. Espero que isso que fizemos esses dias aqui em Guadalajara seja somente o início de matérias de outros torcedores.
Amigos, Muchas Gracias.
Um abraco aqui do México.

Direto de Guadalajara

Qua, 12/11/08
por mateus reck |

Hoje teremos mais um post de um colorado que cruzou a fronteira dos Pampas e se espraiou mundo à fora.

Nosso convidado é o Eleandro Schroeder, colorado paranaense que vive no México e vai acompanhar a batalha no Jalisco e ser nosso Colorado Infiltrado no ninho do inimigo.

——————————————————————————————

faixa_eleandro_corel_21.jpg

E aí, Nação Colorada!

É um prazer poder escrever algumas linhas aqui, no Blog do Torcedor colorado.

Primeiro, me apresento: meu nome é Eleandro Schroeder, sou da cidade de Missal, no interior do Paraná, filho de pais gaúchos e por isso a paixão pelo INTER. Vivo há 8 anos em Guadalajara, terra das chivas.

Após comentar com frequência neste espaço, recebi o convite do Mateus para ser o posto avançado dos colorados aqui, na terra de nosso próximo inimigo na Sudamericana. Sendo assim, vou lhes trazer algumas informações sobre a cidade e os preparativos para o jogo de hoje à noite.

Nosso oponente, o Club Deportivo Guadalajara SA de CV, conhecido como Chivas (em português, cabras) é o time com maior torcida e títulos do México, com 11 conquistas, sendo a ultima em 2006, no Torneio Apertura. É uma equipe que históricamente não conta com jogadores estrangeiros, tradição criada e respeitada desde sua fundação em 1906. No Campeonato Mexicano está em 9ªlugar, sendo que aqui se classificam os oito melhores para as finais. No domingo jogou com apenas com 2 titulares e perdeu pelo placar de 2 x 1 contra o Puebla, penúltimo na tabela. A aposta agora é na Sul Americana.

Atualmente conta com um time jovem, e quase todos são jogadores criados no clube. Seus principais destaques são:

>> Ramon Morales, jogador com maior experiência do time, joga como meio de criação pela esquerda. É um bom cobrador de faltas.

>> Mas a grande figura é Omar Arellano, com 22 anos e muito rápido; Porém peca um pouco nas finalizações.

No geral, é uma equipe veloz, aliás como todo o futebol mexicano. Na defesa é onde se encontram os problemas, pois os zagueiros do time são muito lentos. Se Nilmar jogar perto de Reynoso, tem grandes chances de sucesso.

Outra vantagem importante pode ser a inexperiência de seus jogadores, devido à juventude do grupo. Porém, amigos, não esperem outro Pachuca, pois esse time é muito melhor. 
 
 O jogo em si tem gerado muitas expectativas, primeiro porque os dois grandes clubes da argentina já foram eliminados, justamente por INTER e Chivas, e segundo por que acreditam que depois de eliminar o River, somos apenas mais um degrau para eles chegarem a final e a conquista do título. Contudo eles respeitam muito o futebol brasileiro, conhecem um pouco dos times do Brasil, e também os jogadores que estão na Europa. Os brasileiros que jogam aqui são desconhecidos vindos do interior de São Paulo e Paraná.

A chegada da delegação Colorada ocorreu ontem às 13:30, e o reconhecimento do estádio se deu às 22:30 na hora local, lembrando que a diferença horária é de 4 horas.

Não precisamos nos preocupar com algum tipo de hostilidade por parte da torcida e da gente mexicana, pelo contrario, é um povo amável e prestativo. Acredito que o clima do jogo, será de decisão. Porém o time estará tranquilo. Nada de fogos e nem mariachis (musica tipica mexicana) para perturbar o descanso da equipe. Assim como a altitude não será fator determinante, já que a cidade está a 1,566 m do nivel do mar. Na Cidade do México acredito que prejudicaria um pouco, já que está situada a 2240 m. Ponto para diretoria em não aceitar a troca do Estadio Jalisco para o Azteca .

Amigos, estou confiante que podemos ganhar os dois jogos, pois o Inter é um time muito mais pronto e se repetir as atuações como as contra o Boca, já era. Espero que nosso Treinador não invente. E para terminar, vocês não sabem como esse jogo é importante para mim, já que será a primeira vez, em meus 29 anos de vida, que vou poder torcer e sofrer com meu time ao vivo, e não pela TV, como na Libertadores e Mundial de 2006.

Qualquer nova informação que pintar passo rapidamente para o Mateus publicar no Blog.

Um abraço aqui do México.

Eleandro Schroeder


Formulário de Busca


2000-2008 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade