Matheus Reck http://colunas.globoesporte.com/mateusreck Segue tua senda de vitórias, colorado das glórias, orgulho do brasil. Thu, 04 Dec 2008 20:46:10 +0000 http://wordpress.org/?v=2.3.1 en Campeão de TUDO http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/12/04/campeao-de-tudo/ http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/12/04/campeao-de-tudo/#comments Thu, 04 Dec 2008 11:41:04 +0000 mateus reck http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/12/04/campeao-de-tudo/ campeao-de-tudo.jpg

Campeão de TUDO!

O Internacional entra no ano de seu centenário feito uma múmia. Faixa de cima a baixo. E a devastadora maioria de títulos são internacionais. É a confirmação da supremacia de uma geração vencedora, um ciclo que vai caminhando e colhendo muitas láureas nesta trajetória.

Uma fantástica afirmação perante o mundo do futebol. Um time que conseguiu superar mudanças viscerais e ajustes durante as competições. Um time onde quem entra, corresponde. Um time onde quem veste a camisa rubra compreende a importância de tal feito.

Emocionante ser colorado.

Ser campeão de tudo, mas o amor incondicional continuar sendo o clube e sua história. Não somente seus títulos. Pois eles são o resultado da combinação clube + torcida = energia.

Dois anos depois, o Saci se instala novamente no topo das Américas, de onde toda a aldeia pode ver a fumaça de seu cachimbo. Fumaça vermelha que cobre todo o continente. E que indica que os Pele Vermelha triunfaram. E saíram vitoriosos de mais esta batalha.

Hoje, eles se pintam para a festa. Para a afirmação. E para a glória.

 Salve, colorado Internacional.

Orgulho do Brasil.

Um forte abraço aqui do Sul.

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P.S. - Quero agradecer imensamente a todos os torcedores de outros clubes que estão nos parabenizando pela conquista. Isso mostra a grandeza e a majestade dos grandes clubes brasileiros. Em nome do Sport Club Internacional, muito obrigado aos torcedores do São Paulo, Botafogo, Goiás, Coritiba, Palmeiras, Sport, Vitória, Grêmio e todos os outros que manifestaram suas felicitações nos comentários.

P.S. 2 - Ao meu colega-rival aqui do GloboEsporte.com: Gostaria de poder te parabenizar também, caro amigo. Eu e a torcida do Pelotas. Mas não temos pelo quê. Se por um lado até o Pelotas conquistou algo este ano, tem gente por aí que está com o “dedo atolado”, com o papel em branco.

Cada um no seu quadrado. 

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Rotina de decisões http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/12/03/rotina-de-decisoes/ http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/12/03/rotina-de-decisoes/#comments Wed, 03 Dec 2008 14:10:33 +0000 mateus reck http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/12/03/rotina-de-decisoes/ Nesta noite, o Internacional dá continuidade à sua rotina de decisões. Coisa que tem sido frequente neste século. É o colorado cada vez mais internacional.

Algumas coisas precisaram ser reparadas. Andrézinho vai mesmo ocupar a vaga de um ansioso e inconformado Guiñazú. E Índio, que sofreu uma entorse no tornozelo, também está fora da decisão. Dois gigantes colorados, um deles remanescente do grande esquadrão Campeão do Mundo, que estão fora de mais uma importante partida que escreverá uma valiosa página na história deste quase centenário clube.

Para o lugar do gigante Índio, o diamante encontrado nas férteis jazidas coloradas: Danny Morais. Uma troca quase exata, sem maiores diferenciações.

Tudo certo. Tudo pronto.

Faltam palavras e sobra ansiedade e nervosismo.

Contudo, aqui da serra gaúcha já posso sentir o chão tremendo.

São os Pele Vermelha, mais uma vez se pintando para a batalha.

E prontos para novamente fumar o cachimbo da comemoração e da paz no topo mais alto das Américas.

 Em questão de algumas horas, em um certo ponto da cidade de Porto Alegre, milhares de Pele Vermelha se encontrarão e entoarão seus cânticos de guerra, fazendo pairar por sobre a capital o Gigante alvi-rubro conduzido pela força e garra de seus guerreiros, com seus espíritos imbuídos da força de nossos ancestrais, e todos juntos formando uma concentração de energia imbatível, que será responsável por mais um grande feito, mais uma grande vitória em nossos domínios.

Vamos, meu Inter! Segue tua senda de vitórias!

Um forte abraço aqui do Sul.

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A gurizada fez sua parte http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/12/01/a-gurizada-fez-sua-parte/ http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/12/01/a-gurizada-fez-sua-parte/#comments Mon, 01 Dec 2008 10:53:43 +0000 mateus reck http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/12/01/a-gurizada-fez-sua-parte/ Ontem, em um jogo de pouca importância para as pretensões do Internacional neste final de ano, a gurizada enfrentou de frente o ambicioso Cruzeiro, que almeja ao menos uma vaga na Pré-Libertadores. E deram conta do recado.

Em um primeiro tempo muito correto, a equipe B do Inter jogou bem e soube resistir a pressão e o ímpeto do Cruzeiro. Teve bola no travessão, que quicou na linha e não entrou, e no rebote foi novamente cabeceada para outro salvamento na linha. Porém, não foi suficiente para abalar a estabilidade da gurizada.

Com frieza e um futebol compacto, o Inter alcançou o resultado com insistência. Nery fez o gol do jogo e seu primeiro (e provavelmente o único e último) com a camisa colorada. Taison foi bem e Danny Morais foi o xerife da zaga. Todos orquestrados pelo capitão Guiñazú.

Enfim, foi um jogo onde a gurizada deu conta do recado e elevou o Inter à 6ª posição, pouco para um time com tanta qualidade, mas bom para uma equipe que veio se moldando durante o campeonato.

Agora é decisão. Continental. A cara do Internacional, cada vez mais internacional.

Tudo e até o ar que se respira estão contaminados com este clima.

E na quarta, é o dia dos Pele Vermelha entrar em ação e garantir mais um caneco internacional para o clube.

Um forte abraço aqui do Sul.

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P.S. - Ontem, foram arrecadados mais de 58 toneladas de donativos para os queridos amigos e vizinhos catarinenses. Para o jogo de quarta feira, o Inter estima atingir as 100 toneladas de solidariedade propostas. Vamos ajudar, colorados.

Muito obrigado à todos que atenderam este chamado!

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Serviço do Jogo

Internacional (1): Lauro; Bustos (Ricardo Lopes), Orozco, Danny Morais e Ramon; Maycon, Guiñazu, Rosinei (Paulinho) e Gustavo Nery; Taison e Daniel Carvalho (Walter). Técnico: Tite.

Cruzeiro (0): Fábio; Jonatan, Léo Fortunato, Thiago Heleno e Fernandinho; Fabrício (Henrique), Marquinhos Paraná, Ramires e Wagner (Weldon); Thiago Ribeiro e Gerson Magrão (Wanderlei). Técnico: Adilson Batista.

Gol: Gustavo Nery (I), aos 14min do primeiro tempo.

Cartões amarelos: Marquinhos Paraná (C), Ramon (I).

Arbitragem: Djalma Beltrami Ferreira, auxiliado por Hilton Moutinho Rodrigues e Dibert Pedrosa Moisés.

Público: 13.269 / Renda: 58 toneladas de alimentos

Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

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Impresso na Pele http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/29/impresso-na-pele/ http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/29/impresso-na-pele/#comments Sat, 29 Nov 2008 11:36:30 +0000 mateus reck http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/29/impresso-na-pele/ Como havia prometido, hoje estréia a primeira seção Impresso na Pele.

Você, que tem impresso em seu corpo o amor pelo Sport Club Internacional, envie uma imagem para o Blog do Internacional (blogdointernacional@globo.com) com um texto explicativo curto, contando como foi a decisão e o momento em que decidiu registrar para a posteridade a identidade Pele Vermelha.

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A primeira, e que vai estrear o espaço, veio do Rio de Janeiro, de um colorado que mora na cidade maravilhosa.

Leonardo Sander, na verdade, foi o responsável por surgir a idéia de contemplar os torcedores que tatuam em seu corpo o amor pelo Inter.

Como é a estréia e ele foi um participante na idéia, o permiti postar um texto pessoal.

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tattoo-leo-sander.jpg

Nasci em Horizontina-RS, alguns km de Santa Rosa-RS, onde a terra já é vermelha. Quem é do interior sabe. No dia 4 de julho de 1980. Se fores ao Gigante, verá uma placa datada de 5 de julho de 1980 marcando a visita do Papa João Paulo II ao nosso templo. Portanto, já estava escrito.

      Na porta do quarto do hospital onde nasci estava pendurada uma bolinha de futebol com o símbolo do SPORT CLUB INTERNACIONAL, dizendo que Leonardo Sander, mais um colorado, estava chegando.

      Com 9 anos de idade fui morar em Porto Alegre, meu pai me deu uma cadeira cativa e não perdíamos um jogo sequer. Década de 90, uma década agonizante pro Clube do povo. Mas, mesmo com o manto esfarrapado das batalhas perdidas, e de ter que sair discutindo do estádio tentando entender porque não encontrávamos um caminho para melhorar, no próximo jogo estávamos lá, para sorrir ou para chorar. Defendendo nossas cores com a faca entre os dentes

      Aos 13 anos, depois da Copa do Brasil 1992 tive que deixar meu pai. Lá das cadeiras onde todos apenas assistiam aos jogos eu apontei pra Camisa 12. “Pai, é pra lá que eu vou!”.Precisava gritar que aquela era minha casa, meu templo.

      Todo garoto sonha em ser jogador e meu caso não é diferente. Quantas vezes sonhei vestir meu manto sagrado e entrar em campo. Fazer aquele gol importante.. no último jogo.. no último minuto.. naquele clássico.. morder  e beijar o símbolo enquanto corre para a torcida e no meu sonho eu pararia junto a algum repórter e  falaria: “Esse gol é pra ti meu PAI”. Porque ele merece. Devo tudo a Lauro Sander e até hoje é meu parceiro de jogos.

      Glórias vieram! Coroando nossa PAIXÃO. Nosso Clube é um celeiro de ases! É Radioso de Luz.

     Hoje moro no Rio de Janeiro. Mas estou no Beira Rio em cada jogo do colorado, mesmo que a distância, sei que vocês entendem. Sou SÓCIO, pago R$ 20,00 e pagaria muito mais porque sei que isso não é igreja universal. Ajudo o meu time e faço com que ele tenha renda para contratar e fazer um time melhor a cada ano. Se não o fizer, EU (sócio) posso reclamar! 100.000 SÓCIOS NO CENTENÁRIO.

     Quando me perguntam porque fiz a tatuagem do inter, minha resposta é sempre a mesma, até porque não há outra! “Eu não fiz a tatuagem, ela já estava ali desde o momento que eu nasci.. Ela só foi saindo e se expondo aos olhos dos outros” 

     Mateus, essa oportunidade, o acesso que nós, torcedores comuns temos de chegar e falar contigo, sua ausência de soberba só deixa claro que somos o CLUBE DO POVO E NÃO TEMOS OUTRA NACIONALIDADE, NOSSA NACIONALIDADE E NOSSA ALMA É FARROUPILHA.  

     Um forte abraço aqui do Rio.

     Leonardo Sander.

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Solidariedade aos queridos vizinhos http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/28/solidariedade-aos-queridos-vizinhos/ http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/28/solidariedade-aos-queridos-vizinhos/#comments Fri, 28 Nov 2008 11:43:21 +0000 mateus reck http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/28/solidariedade-aos-queridos-vizinhos/  sossantacatarinarl31.jpg

Primeiramente, peço perdão pela demora em postar em conjunto com os colegas dos outros blogs esta mensagem de solidariedade aos nossos vizinhos de Santa Catarina. Estou com problemas em minha internet e isto tem reduzido drasticamente meu acesso ao blog.

Porém, antes tarde do que nunca, venho registrar que toda a torcida colorada se solidariza e vai além: Para o jogo contra o Cruzeiro, postos de arrecadação serão instalados na entrada do estádio, contemplando a campanha “100 anos, 100 mil sócios, 100 toneladas de solidariedade”.

 Você, colorado que vai ao jogo, leve alimentos não perecíveis e participe deste movimento que visa ajudar as vítimas desta catástrofe natural que assola nossos queridos vizinhos.

Abaixo, seguem números de contas para depósitos e postos de arrecadação de donativos.

Banco do Brasil
Agência 3582-3
Conta corrente 80.000-7

Besc
Agência 068-0
Conta Corrente 80.000-0.

Locais de arrecadações de mantimentos:

Em Florianópolis:

Assembléia Legislativa de Santa Catarina
Centro Cívico - Centro

Procon Municipal de Florianópolis
Rua Deodoro, 209 - Centro

Portal Turístico de Florianópolis
Cabeceira continental das ponte Pedro Ivo Campos

Hall da Reitoria da UFSC
Campus Universitário da UFSC - Trindade

Centro de Cultura e Eventos da UFSC
Campus Universitário da UFSC - Trindade

Escola Básica Municipal Osmar Cunha
Travessa Virgílio Várzea - Canasvieiras

Centro Comunitário do Rio Tavares
SC-406, próximo ao Trevo do Campeche - Rio Tavares

Paraná: As doações pessoais podem ser feitas nos quartéis do Corpo de Bombeiros e para as doações de grande porte deve-se entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone 199.

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Una Gran Pelea http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/27/una-gran-pelea/ http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/27/una-gran-pelea/#comments Thu, 27 Nov 2008 11:35:52 +0000 mateus reck http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/27/una-gran-pelea/ esquadrao.jpg

Esquadrão Colorado fez história na Argentina. Foto : Alexandre Lops 

E o Internacional mais uma vez abre as porteiras deste mundão afora bem ao estilo gaúcho. Sem ter receio do adversário e em território inimigo e alvissarreiro, o Inter se espraiou e impôs seu jogo contra um Estudiantes visivelmente nervoso. O colorado entrou em campo tranquilo, com a missão bem definida e a maneira de alcançá-la desenhada. Um típico gaudério, que entra no bolicho do concorrente, mete a mão no cesto de feijão à granel, na cumbuca da erva mate, dá uma olhada no preço e diz: “- Teus produto são ruins e o preço tá caro!”

 

E foi o jogo começar para o time atestar a sua tranquilidade. O Estudiantes não conseguiu se impôr e logo começou a sofrer contra ataques perigosos, o que deixava os argentinos de cabelos em pé. Após os 15 minutos de jogo na etapa inicial, a partida teve uma pequena montanha russa, com desestabilização do time e algumas falhas na marcação. O preço disso? Guiñazú, com muita vontade em todos os lances, sempre, foi expulso. Alguns acharam injusto, mas ao meu ver Guina forçou a barra com carrinhos. Pagou o preço por excesso de raça.

 

Então, os colorados se preocuparam. Como o Inter resistiria agora, com cinco homens a menos? Aí, veio a força do grupo e a mão certeira de Tite, que nessa jornada pelo continente está impiedosamente incinerando minha língua. Como mandou um time bem postado defensivamente, foi fácil rearrumar a casa. E com Álvaro jogando exageradamente bem, pouco se sentiu a falta de Guina. Magrão recuou e fez uma jornada cansativa para o ocupar dois espaços diferentes de campo.

 

O Gol colorado surgiu aonde ele mais poderia acontecer. Nilmar, o velocista que aposentou Desábato, foi derrubado na lateral da grande área e conquistou o direito inapelável de o Internacional abrir o placar. O passe que recebeu de D´Ale (que jogou demais, também), foi de uma maestria ímpar. Sendo assim, Alex - que se precisasse cobraria 20 vezes e as converteria - foi com tranquilidade para a bola nas duas vezes que teve que chutá-la, e a pôs onde quis.

 

Neste momento, o Estudiantes via uma invencibilidade de 43 jogos sem perder em casa cair por terra. E pelas mãos de um Internacional que está se transformando no verdugo dos argentinos.

 

Veio o segundo tempo, e o Internacional decidiu esperar pelo adversário – em uma opção de risco – e explorar as bolas rápidas de contra ataque com Nilmar e D´Alessandro. Porém correu alguns riscos que foram sanados pela tranquilidade e segurança impressionantes de Lauro. Mais um grande goleiro que chega desacreditado ao Gigante faz seu nome com o escudo do S, C e I entrelaçados. Começa a fazer história no Inter e pessoalmente, também.

 

Os grandes destaques desta jornada em terras argentinas foram Álvaro, por ter sido um leão na defesa, pois parecia que estava jogando sozinho pelas tantas vezes que ouvi Galvão falar seu nome ontem (aliás, gosto de ouvir Galvão narrando jogos do Inter. Me traz ótimas lembranças e é latente que ele simpatiza muito com o clube). Índio fez o seu com competência, mas foi ofuscado pelo partidaço do colega.

 

D´Alessandro trouxe a catimba que o Internacional precisa para essas situações. E aliado a isso, um futebol refinado e de garra. Outro gigante. Magrão, que teve que jogar por dois, também foi premiado com uma grande atuação. Edinho, que apesar de ser muito estabanado, também ajudou muito ao preencher alternadamente com Magrão, as vagas que surgiram após a saída de Guina. Nilmar foi sempre perigoso e não se intimidou com as pancadas e bordoadas dos zagueiros argentinos. Alex, autor do gol, não jogou tudo o que sabe, guardando o gran finale para o Gigante, quarta que vêm.

 

Em mais uma noite de jornada continental, o Internacional levou a bandeira Farrapa para as alturas.

 

Falta somente o arremate.

 

E esse não podia ser em outro lugar senão dentro do Beira Rio. Frente aos Pele Vermelha ensandecidos e em um nirvana rubro, com seus cânticos entoados de maneira que toda a América possa ouvir.

 

É o Internacional de novo nas Américas. Novamente sendo o Brasil e principalmente o Rio Grande fora do seu pago.

 

Colorado das glórias, orgulho do Brasil.

 

 

 

Um forte abraço aqui do Sul.

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Sinal de vida - Parte II http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/26/sinal-de-vida-parte-ii/ http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/26/sinal-de-vida-parte-ii/#comments Wed, 26 Nov 2008 17:56:35 +0000 mateus reck http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/26/sinal-de-vida-parte-ii/ Um sinal de vida aos amigos.

Estou em trânsito, por isso ainda não foi postado o texto do Matt e também o texto do pré-jogo de hoje.

Assim que eu chegar de viagem, posto os textos.

Um abraço e VAMO VAMO INTEEEEEEEER!!

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Blog Entrevista - Luiz Carlos Winck http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/24/blog-entrevista-luiz-carlos-winck/ http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/24/blog-entrevista-luiz-carlos-winck/#comments Mon, 24 Nov 2008 20:35:29 +0000 mateus reck http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/24/blog-entrevista-luiz-carlos-winck/ Como havia comentado na sexta-feira, o Blog do Torcedor do Internacional inaugura hoje mais uma nova seção. Neste espaço, uma grande figura será entrevistada. Sempre alguém que tinha, teve ou tem forte ligação com o clube ou participou na construção desta entidade quase centenária e mundialmente respeitada que é o Internacional.

Nosso primeiro entrevistado foi um dos maiores laterais que eu vi jogar em minha vida. Não foi somente isso. Sempre teve um caráter exemplar e nunca escondeu seu coloradismo, mesmo quando jogou um curtíssimo espaço de tempo em nosso rival.

winck-2.jpg

Hoje ele se aventura na temida profissão de técnico de futebol. Porém a coragem e a liderança sempre foram um traço marcante neste cidadão de Portão, que aos 17 já envergava a camisa 2 do Internacional com muita personalidade e garra, o que logo o transformaram em Capitão do time.

Com muito orgulho por entrevistar um ídolo de infãncia, eu tenho a honra de inaugurar o Blog Entrevista com esse grande personagem da quase centenária história do Internacional.

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Blog do Torcedor: Como está a profissão de técnico de futebol?

Luiz Carlos Winck: Após treinar River-PI, Sampaio Correia-MA, estou atualmente no São Raimundo do Amazonas. Comecei em agosto os trabalhos por aqui.

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BT: Acreditas que a experiência com o River-PI na Copa do Brasil possa servir como alavanca pra tua carreira daqui em frente?

LCW: Foi gratificante, fruto de um intenso trabalho. Mas foi apenas mais um degrau. Meus objetivos estão traçados e estou trabalhando para alcançá-los.

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BT: Tens sonho de treinar algum clube em especial?

LCW: Claro. Estou trabalhando para isso. Meu sonho é treinar o Sport Club Internacional. Decidi começar por clubes menores para adquirir toda a experiência e vivência necessária para os grandes desafios.

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BT: O que representa o Internacional em sua vida?

LCW: Foi minha segunda família. Comecei nas categorias de base. Desde pequeno sempre fui colorado, e jogar no Internacional foi a realização de um sonho. Até os dias atuais, o Inter faz parte dos meus planos, só que agora é pra atuar na comissão técnica.

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BT: Qual foi o jogo mais marcante com a camisa colorada?

LCW: Olha… por incrível que pareça, foi o jogo contra o Peñarol, na Libertadores. Infelizmente foi marcante por um fato ruim, onde fraturei uma perna e fiquei de fora das finais. Até acredito que se isso não tivesse acontecido, teríamos conquistado o título. O grupo todo sentiu muito, e isso  - imagino eu - desestabilizou a equipe.

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BT: E na seleção Brasileira? Como foi ficar de fora da Copa, devido justamente à essa lesão?

LCW: Foi frustrante, né. Todo jogador sonha em vestir a camisa da seleção em uma Copa. Mas isso serviu de impulso e me reabilitei para depois conquistar duas medalhas de prata nas olimpíadas. Somente eu e o Ademir Kaefer temos essa conquista.

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BT: Sobre isso mesmo que eu ia te perguntar agora. E a sensação de ser prata em duas ocasiões, coisa que até agora não foi superada?

LCW: Foi a premiação da minha recuperação. Lá eu fui titular absoluto e tive minha liderança premiada.

——–

BT: E o espírito de liderança?

LCW: É uma coisa nata. Sempre fui um líder. Fui capitão no Internacional e em quase todos os outros times em que joguei. Isso é uma coisa natural, que se impõe. Em um grupo, cada um sabe seu lugar. Enquanto uns lideram, os outros delegam a sua liderança.

——–

BT: E a transformação de meia em lateral, sendo que normalmente ocorre o contrário?

LCW: Isso aconteceu por uma necessidade do clube. Eu até comecei na esquerda. Depois passei para a direita e depois para a lateral. Observei que nas seleções de base tinha carência nessa posição. Fui convocado como lateral direito para as bases, e depois para a principal.

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BT: O que faz um jogador se transformar em um grande lateral?

LCW: Olha, saber marcar e atacar bem. E ainda cruzar bem. Eu conseguia combinar isso tudo e obtive sucesso. Também tem que ter qualidade e muita técnica, para a execução das tarefas. Se unir isso, terá grande sucesso.

——–

BT: Na tua opinião qual lateral se destaca no futebol de hoje?

LCW: Gosto do lateral do Flamengo (Léo Moura), e também do Gabriel (ex-Fluminense).

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BT: Qual o maior lateral que viu jogar, o que foi sua referência?

LCW: O Cláudio Duarte me inspirou muito. Foi um grande lateral. E o Leandro (Flamengo) meu contemporâneo, que depois virou zagueiro.

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BT: O Winck técnico gosta de times ofensivamentes fortes ou defensivamente sólidos?

LCW: Tem que ser uma mistura de ambos. Eu gosto de marcação no campo adversário. Quanto mais se encurta a distância do gol, mais fácil de chegar ao objetivo.

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BT: Tu tens acompanhado as notícias do Internacional?

LCW: Claro. Sempre acompanho. Como já disse, eu sou um torcedor do Internacional. É o clube do meu coração.

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BT: Fale um pouco sobre a tua escolinha a LCWinck.

LCW: É um orgulho, pois está com 10 anos e rendendo frutos. Ela já pagou a faculdade de vários meninos e segue resgatando crianças de rua para transformá-las em cidadãos e atletas. Temos parcerias com empresas que ajudam a tocar esse trabalho tão gratificante.

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BT: O que pensas vendo hoje jogadores tão medianos ganhando verdadeiras fortunas? Qualquer meia boca aí sai ganhando R$ 30 mil. Um jogador da qualidade que tu tinhas ganhava bem assim?

LCW: Olha, isso é muito relativo. Os tempos são outros, e a economia mudou muito. Eu ganhava bem, e acredito que se minha época fosse agora, teria uma diferença muito grande nos rendimentos. Mas, como disse, os tempos são outros e o que está aí é isso aí.

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BT: Winck, sempre ficou muito evidente a tua postura profissional e ética enquanto jogador e hoje como técnico. Isso é um dos mandamentos de tua conduta, não?

LCW: Sempre honrei minha palavra. Pode citar o caso de eu ter jogado no Grêmio. Fui para lá aquela época porquê meu procurador tinha firmado verbalmente com o Cacalo que eu ia. Eu fui, joguei e depois voltei para o Internacional, sem problema nenhum. Fui muito bem recebido. Sempre fui profissional e transparente em minhas negociações.

——–

BT: O que o Luiz Carlos Winck espera do futuro?

LCW: Conquistar o meu espaço como profissional e treinar o Internacional.

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BT: Winck, foi um privilégio poder falar com um de meus ídolos de infância e garanto que de muitos colorados. Muito obrigado pela atenção e boa sorte! Saiba que a torcida colorada espera por esse encontro, e te receberá de braços abertos quando ele ocorrer.

LCW: Muito obrigado, Mateus. Deixo um abraço para ti e para todos os teus leitores do Blog. Sucesso e boa sorte!

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Era isso. Espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu. A seção Blog Entrevista não é periódica, e será publicada assim que surgirem as oportunidades de entrevista.

Gostaria de agradecer imensamente ao Cláudio Dirani, que possibilitou a realização desta entrevista.

Um forte abraço aqui do Sul

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Jogo sem graça, derrota sem efeito http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/24/jogo-sem-graca-derrota-sem-efeito/ http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/24/jogo-sem-graca-derrota-sem-efeito/#comments Mon, 24 Nov 2008 11:54:41 +0000 mateus reck http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/24/jogo-sem-graca-derrota-sem-efeito/ interxflu_danny.jpg

Danny Morais. Mostra, a cada atuação, que está pronto para ser titular. Foto: Alexandre Lops 

Me prestei a assistir o Internacional ontem. E o retrato deste time foi Daniel Barril de Carvalho. Impressionante como pode ter desaprendido a jogar tudo o que sabia. Se move sonolentamente, quase se arrastando. E não tem mais aquela capacidade de girar e sair driblando quem ousar atravessar seu caminho.

Daniel dos Dribles Carvalho… onde estarás??

Não consigo entender o que ocorre na cabeça de certos jogadores. Por mais que esteja buscando sua forma ideal, nota-se claramente que seu futebol desapareceu, sumiu como que por um passe de mágica.

Todo o esforço que foi empreendido para trazê-lo novamente ao seio de onde despertastes para o futebol foi em vão. Não só do clube, mas pessoal também. Será que a Rússia faz mal aos jogadores que se arriscam em seus gramados gélidos, em que as linhas demarcatórias sequer podem ser brancas?

Confesso que não sei a resposta. E somente toquei neste assunto por quê me assusta a atual condição deste que foi um dos craques surgidos nos gramados suplementares do Gigante.

Um desperdício. De tempo e de dinheiro. Isto que marcará esta passagem malfadada de Daniel no Internacional.

Quanto ao jogo de ontem… pouco pra se falar. Um time visivelmente desentrosado e com poucos destaques. Danny Morais se salvou, junto com Taison, Bustos (que me agradou) e Lauro. No resto, atuações limitadas e com poucos lampejos de criatividade.

O resultado foi justo, em vista do que apresentou em campo o Internacional.

Difícil não contaminar todo um grupo com o sentimento de decisão que se instalou no Gigante. Só se respira Sudamericana nos corredores do Beira Rio. Só se alimenta de Sudamericana. Só se bebe Sudamericana.

E isso é bom, pois se deve focar única e exclusivamente na conquista deste título. Afinal, se decidiu que esse seria o objetivo do segundo semestre. E o mínimo que se espera é alcançá-lo. Abrir mão do Brasileiro foi um erro imperdoável. Poderíamos ter chegado ao G4 fácil fácil. Era só ter ajustado o foco.

Contudo, não será de todo um mal. Se essa conquista se confirmar, o Internacional será o primeiro clube brasileiro a obtê-la. E neste século, terá conquistado tudo o que um clube pode almejar internacionalmente.

É um grande feito. Relevante, como sempre foi a história do Inter.

Mas todos os colorados tem a consciência de que, com o grupo que dispomos neste ano, teríamos chance de chegar ao G4 e ganhar essa Copa, tudo junto.

Esperamos que o ano emblemático de 2009 mostre um Internacional mais ajustado, focado e determinado, com forças em todos os campeonatos em que entrar.

Todas as forças miradas na Sudamericana.

Quarta é dia de Guerra!

Os Pele Vermelha começam a se preparar, pintando seus corpos com a tinta vermelho- sangue que os identifica.

Logo mais, o chão começará a tremer. Será o início da dança da guerra.

Um forte abraço aqui do Sul.

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Serviço do Jogo

Internacional (0): Lauro; Bustos, Pessanha, Danny Morais e Ramon; Maycon (Taison), Rosinei, Sandro e Andrezinho (Talles Cunha); Daniel Carvalho e Guto (Luiz Carlos). Técnico: Tite.

Fluminense (2): Fernando Henrique; Wellington Monteiro, Thiago Silva, Luiz Alberto e Júnior César (Carlinhos); Fabinho, Arouca (Edcarlos), Romeu e Conca; Maicon (Tartá) e Washington. Técnico: Renê Simões.

Gols: Romeu (F), aos 15min do primeiro tempo, Washington (F), aos 22min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Daniel Carvalho, Pessanha (I), Maicon (F).

Arbitragem: Sergio da Silva Carvalho, auxiliado por Marrubson Melo Freitas e César Augusto de Oliveira (trio do Distrito Federal).

Público: 7.481 (5.572 pagantes) / Renda: R$ 122.273,00

Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

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http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/24/jogo-sem-graca-derrota-sem-efeito/feed/
O que escrever?? http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/23/o-que-escrever/ http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/23/o-que-escrever/#comments Sun, 23 Nov 2008 11:50:42 +0000 mateus reck http://colunas.globoesporte.com/mateusreck/2008/11/23/o-que-escrever/ Nesse vácuo de tempo que antecede as decisões, qualquer outro compromisso que não esteja diretamente ligado ao objetivo principal perde importância, se torna enfadonho. Chato até.

É assim que me sinto hoje. Apesar de ter acordado cedo, com o canto e a disposição dos pássaros, olhado pra fora da janela e ver um lindo dia de céu limpo e aquele sol que parece lamber nosso rosto suavemente, quando lembrei do jogo de logo mais - novamente às 19h10, uma palhaçada - me dei conta da desimportância deste evento para o Internacional. E comecei a imaginar como devem estar se sentindo os jogadores. Então, lembrei que quase a totalidade dos atletas que entrará em campo contra um desesperado Fluminense deve estar completamente despida deste tipo de sentimento. Eles devem estar motivados pela chance de mais uma vez mostrar trabalho perante a sua torcida.

Isso é bom, providencial até. Alguém tem que assumir essa bronca de conduzir o clube até o final do brasileiro. E nada melhor que entregar essa tarefa para quem realmente está focado nisso. A gurizada colorada sabe que não vai ser fácil, pois o Fluminense parece ter uma preparação especial que antecede os confrontos conosco. Sempre entram em campo dispostos a nos vencer. E invariavelmente obtém sucesso.

Isso pode ser o antídoto para frear esse ímpeto que os cariocas sempre demonstram contra nós.

Pode ser a arma para devolver as últimas derrotas que tivemos para eles.

 Enfim…. como vocês podem notar, até sem inspiração eu estou.

E como não vai sair mais nada de útil da minha cabeça, encerro aqui. Desejando que a gurizada que for a campo esteja muito mais motivada que eu para este confronto.

Um forte abraço aqui do Sul.

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