Formulário de Busca

Campeão de TUDO

Qui, 04/12/08
por mateus reck |

campeao-de-tudo.jpg

Campeão de TUDO!

O Internacional entra no ano de seu centenário feito uma múmia. Faixa de cima a baixo. E a devastadora maioria de títulos são internacionais. É a confirmação da supremacia de uma geração vencedora, um ciclo que vai caminhando e colhendo muitas láureas nesta trajetória.

Uma fantástica afirmação perante o mundo do futebol. Um time que conseguiu superar mudanças viscerais e ajustes durante as competições. Um time onde quem entra, corresponde. Um time onde quem veste a camisa rubra compreende a importância de tal feito.

Emocionante ser colorado.

Ser campeão de tudo, mas o amor incondicional continuar sendo o clube e sua história. Não somente seus títulos. Pois eles são o resultado da combinação clube + torcida = energia.

Dois anos depois, o Saci se instala novamente no topo das Américas, de onde toda a aldeia pode ver a fumaça de seu cachimbo. Fumaça vermelha que cobre todo o continente. E que indica que os Pele Vermelha triunfaram. E saíram vitoriosos de mais esta batalha.

Hoje, eles se pintam para a festa. Para a afirmação. E para a glória.

 Salve, colorado Internacional.

Orgulho do Brasil.

Um forte abraço aqui do Sul.

Rotina de decisões

Qua, 03/12/08
por mateus reck |

Nesta noite, o Internacional dá continuidade à sua rotina de decisões. Coisa que tem sido frequente neste século. É o colorado cada vez mais internacional.

Algumas coisas precisaram ser reparadas. Andrézinho vai mesmo ocupar a vaga de um ansioso e inconformado Guiñazú. E Índio, que sofreu uma entorse no tornozelo, também está fora da decisão. Dois gigantes colorados, um deles remanescente do grande esquadrão Campeão do Mundo, que estão fora de mais uma importante partida que escreverá uma valiosa página na história deste quase centenário clube.

Para o lugar do gigante Índio, o diamante encontrado nas férteis jazidas coloradas: Danny Morais. Uma troca quase exata, sem maiores diferenciações.

Tudo certo. Tudo pronto.

Faltam palavras e sobra ansiedade e nervosismo.

Contudo, aqui da serra gaúcha já posso sentir o chão tremendo.

São os Pele Vermelha, mais uma vez se pintando para a batalha.

E prontos para novamente fumar o cachimbo da comemoração e da paz no topo mais alto das Américas.

 Em questão de algumas horas, em um certo ponto da cidade de Porto Alegre, milhares de Pele Vermelha se encontrarão e entoarão seus cânticos de guerra, fazendo pairar por sobre a capital o Gigante alvi-rubro conduzido pela força e garra de seus guerreiros, com seus espíritos imbuídos da força de nossos ancestrais, e todos juntos formando uma concentração de energia imbatível, que será responsável por mais um grande feito, mais uma grande vitória em nossos domínios.

Vamos, meu Inter! Segue tua senda de vitórias!

Um forte abraço aqui do Sul.

Una Gran Pelea

Qui, 27/11/08
por mateus reck |

esquadrao.jpg

Esquadrão Colorado fez história na Argentina. Foto : Alexandre Lops 

E o Internacional mais uma vez abre as porteiras deste mundão afora bem ao estilo gaúcho. Sem ter receio do adversário e em território inimigo e alvissarreiro, o Inter se espraiou e impôs seu jogo contra um Estudiantes visivelmente nervoso. O colorado entrou em campo tranquilo, com a missão bem definida e a maneira de alcançá-la desenhada. Um típico gaudério, que entra no bolicho do concorrente, mete a mão no cesto de feijão à granel, na cumbuca da erva mate, dá uma olhada no preço e diz: “- Teus produto são ruins e o preço tá caro!”

 

E foi o jogo começar para o time atestar a sua tranquilidade. O Estudiantes não conseguiu se impôr e logo começou a sofrer contra ataques perigosos, o que deixava os argentinos de cabelos em pé. Após os 15 minutos de jogo na etapa inicial, a partida teve uma pequena montanha russa, com desestabilização do time e algumas falhas na marcação. O preço disso? Guiñazú, com muita vontade em todos os lances, sempre, foi expulso. Alguns acharam injusto, mas ao meu ver Guina forçou a barra com carrinhos. Pagou o preço por excesso de raça.

 

Então, os colorados se preocuparam. Como o Inter resistiria agora, com cinco homens a menos? Aí, veio a força do grupo e a mão certeira de Tite, que nessa jornada pelo continente está impiedosamente incinerando minha língua. Como mandou um time bem postado defensivamente, foi fácil rearrumar a casa. E com Álvaro jogando exageradamente bem, pouco se sentiu a falta de Guina. Magrão recuou e fez uma jornada cansativa para o ocupar dois espaços diferentes de campo.

 

O Gol colorado surgiu aonde ele mais poderia acontecer. Nilmar, o velocista que aposentou Desábato, foi derrubado na lateral da grande área e conquistou o direito inapelável de o Internacional abrir o placar. O passe que recebeu de D´Ale (que jogou demais, também), foi de uma maestria ímpar. Sendo assim, Alex - que se precisasse cobraria 20 vezes e as converteria - foi com tranquilidade para a bola nas duas vezes que teve que chutá-la, e a pôs onde quis.

 

Neste momento, o Estudiantes via uma invencibilidade de 43 jogos sem perder em casa cair por terra. E pelas mãos de um Internacional que está se transformando no verdugo dos argentinos.

 

Veio o segundo tempo, e o Internacional decidiu esperar pelo adversário – em uma opção de risco – e explorar as bolas rápidas de contra ataque com Nilmar e D´Alessandro. Porém correu alguns riscos que foram sanados pela tranquilidade e segurança impressionantes de Lauro. Mais um grande goleiro que chega desacreditado ao Gigante faz seu nome com o escudo do S, C e I entrelaçados. Começa a fazer história no Inter e pessoalmente, também.

 

Os grandes destaques desta jornada em terras argentinas foram Álvaro, por ter sido um leão na defesa, pois parecia que estava jogando sozinho pelas tantas vezes que ouvi Galvão falar seu nome ontem (aliás, gosto de ouvir Galvão narrando jogos do Inter. Me traz ótimas lembranças e é latente que ele simpatiza muito com o clube). Índio fez o seu com competência, mas foi ofuscado pelo partidaço do colega.

 

D´Alessandro trouxe a catimba que o Internacional precisa para essas situações. E aliado a isso, um futebol refinado e de garra. Outro gigante. Magrão, que teve que jogar por dois, também foi premiado com uma grande atuação. Edinho, que apesar de ser muito estabanado, também ajudou muito ao preencher alternadamente com Magrão, as vagas que surgiram após a saída de Guina. Nilmar foi sempre perigoso e não se intimidou com as pancadas e bordoadas dos zagueiros argentinos. Alex, autor do gol, não jogou tudo o que sabe, guardando o gran finale para o Gigante, quarta que vêm.

 

Em mais uma noite de jornada continental, o Internacional levou a bandeira Farrapa para as alturas.

 

Falta somente o arremate.

 

E esse não podia ser em outro lugar senão dentro do Beira Rio. Frente aos Pele Vermelha ensandecidos e em um nirvana rubro, com seus cânticos entoados de maneira que toda a América possa ouvir.

 

É o Internacional de novo nas Américas. Novamente sendo o Brasil e principalmente o Rio Grande fora do seu pago.

 

Colorado das glórias, orgulho do Brasil.

 

 

 

Um forte abraço aqui do Sul.

La Noche del 15

Qui, 20/11/08
por mateus reck |

dalessandro_interxchivas_191108.jpg

D´Ale. A noite foi dele. Alguém sentiu a falta de Alex? Foto: Alexandre Lops 

Em uma noite inspirada de Andrés D´Alessandro, o Internacional escreveu mais uma linda página de sua história e do futebol brasileiro: se tornou o primeiro clube a chegar em uma final da Copa Sudamericana. Mais um feito relevante, em um ano de ajustes com o carro andando.

Com a vaga bem encaminhada, o Internacional encontrou um Chivas muito bem postado em campo, marcando a saída de bola e pressionado em todos os setores, induzindo ao erro dos jogadores colorados. Porém foi só o que se viu. Um ou dois momentos de perigo em contra-ataques que não chegaram a levar preocupação ao bom goleiro Lauro.

Do meio pra frente, o Inter começou acelerado e errando muitos passes devido ao povoamento da meia cancha promovido pelos mexicanos. Quando acertou as jogadas, elas encerraram com a bola no fundo das redes.

D´Alessandro foi malandro em cavar seu pênalti. E foi premiado com a cobrança do tiro penal. Nada mais justo para quem estava substituindo Alex. E cobrou com perfeição, no cantinho, inapelável.

No segundo gol, uma cobrança de falta com maestria. Digna de grandes jogadores. No cantinho, indefensável. Um golaço.

A noite era dele. Jogou demais, marcou, passou e ainda teve tempo para intimidar os adversários, sempre impondo o estilo argentino de conduzir intempéries. Gosto muito disso em D´Ale. Ele não deixa barato. Não parte para agressão, mas fala poucas e boas para quem ousa desrespeitar o manto vermelho. Manto que o faz se sentir em casa. O que fica evidenciado ao fazer gols, quando mostra com orgulho a camisa que veste e o fez renascer para o seu grande futebol. Está retornando, com sobras, cada centavo árduamente investido nele. É um grande jogador. E está no lugar certo: um grande clube.

Não se pode falar em grande jogo sem citar Guina. Eu sei que é sempre assim, que ele joga assim sempre e é o normal dele, mas sempre me comovo com sua determinação e precisão. F9 podia ter, além de muito talento com os pés, talento com as palavras. E isso conquistou a torcida. Contudo Guina, que não é de falar muito, mostra em campo sua devoção pela camisa rubra. Ontem foi, mais uma vez e como sempre, um monstro em campo. Alguns mexicanos terão pesadelos com ele.

Realmente, um fenómeno.

 Magrão fez outra partida irretocável. É um dos melhores meias da atualidade. Combativo e com uma qualidade de passe superior. Outro que está muito identificado com o clube. Ao final do jogo, deu uma entrevista que me encheu de orgulho, falando do passado e das dificuldades superadas pelo clube até chegar no patamar onde se encontra hoje. Em suma: é colorado como nós.

Taison fez uma de suas melhores partidas com a camisa colorada. Uma aplicação tática perfeita, envolvendo o lado esquerdo da defesa mexicana e causando estragos imensos por lá, sempre abrindo passagem para Bolívar ou fazendo o meio girar bolas procurando o melhor espaço. Vai longe esse guri.

Marcão, apesar de alguns erros infantis, fez uma boa partida e provou que Nery não merece a vaga de titular. Apesar de não ser um jogador preciso, tem muita saúde e garra. Enquanto não desembarca outro lateral melhor, Marcão merece ficar por ali.

Álvaro joga sério. E eu gosto muito disso. Ele não mostra os dentes e vai decidido em cada lance. É o tipo de zagueiro que sempre dá certo em clubes gaúchos. Está de parabéns.

Enfim, tudo funcionou bem e o Internacional chega com autoridade à sua primeira final de Sudamericana, mais uma final internacional e se afirmando como o clube brasileiro que melhor têm representado o país no exterior.

Agora é ficar de olho no jogo desta noite e aguardar pra ver quem se postula a desafiar o colorado.

Um forte abraço aqui do Sul

 —————————————————————————————–

Serviço do Jogo

Internacional (4): Lauro; Bolívar, Índio (Danny Morais), Álvaro e Marcão; Edinho, Magrão, Guiñazu e D´Alessandro (Andrezinho); Taison e Nilmar (Daniel Carvalho). Técnico: Tite.

Chivas (0): Hernandez; Ocampo (Padilha), Reynoso e Mejía; Baéz, Araújo, Solis, Morales (Esparza) e Fabian (Ledezma); Medina e Santana. Técnico: Efrain Flores.

Gols: D’Alessandro (2, I), de pênalti, aos 19min do primeiro tempo, e de falta, aos 36min do primeiro tempo, Nilmar (2, I), aos 43min do primeiro tempo e aos 25min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Araújo (C), D´Alessandro, Índio, Danny Morais (I). Expulsão: Medina (C).

Público: 37.703 (34.280 pagantes) / Renda: R$ 848.500,00

Arbitragem: Óscar Ruiz, auxiliado por Francisco Penuela e Humberto Clavijo (trio colombiano).

Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

Espraiando as Américas

Qui, 13/11/08
por mateus reck |

fincando_a_bandeira1.jpg

 Mais uma vez, a bandeira colorada se ajeita para adornar o topo das Américas. Arte sobre foto: Max Augusto

Visivelmente debilitado pelo interminável deslocamento, o Internacional entrou em campo já cansado na tarde-noite de ontem, no estádio Jalisco em Guadalajara. Mesmo assim, conseguiu um resultado importante e confortável para o jogo de volta, semana que vem no Gigante.

Provavelmente Alex reuniu seus colegas e sugeriu: ” Que tal encaminharmos o jogo de volta tranquilo? Eu ajudo vocês hoje e na semana que vem tô liberado. Topam??”

Sendo assim, o Inter praticamente treinou contra o fraco Chivas, que apresentou um futebol pouco empolgante e sem o ímpeto tradicional do futebol mexicano.

O jogo foi ruim de doer. Balão pra cá, cabeçada pra lá, outro balão de volta, mais um chutão pra frente… e assim seguiu. Com alguns raros momentos de toque, o Internacional pressionou e levou perigo ao gol de Hernández. E também sofreu alguns contra-ataques, sempre pelos pés do perigoso (porém de finalizações ruins) Arellano.

Terminou o primeiro tempo e o festival de passes errados e chutões chegou a me irritar. Bolívar nitidamente não estava afim de jogar. Boicotou a colocação encontrada para ele querendo disfarçar que não serve para o lugar, jogando mal uma barbaridade. Isso somado à sonolência e cansaço evidentes em todo o grupo, uma mistura complicada se formou ali no lado direito da defesa colorada.

Já no miolo, Álvaro foi bem. Junto com Índio formou uma zaga compacta que acabou errando em alguns momentos, mas nada que prejudicou o time. Claro que mais por incompetência dos mexicanos.

Veio o segundo tempo e o Internacional pareceu despertar o futebol que conhecemos. Magrão - o nome do jogo - perdeu uma chance clara logo no início. E o time deu sinais que iria patrolar. Mas voltou a errar passes em profusão e cair no esquema chutão, cabeçada, balão, espantas…

Quando acertou jogadas, converteu em tentos. A bela jogada de Magrão e Nilmar terminou com uma finalização precisa, abrindo o placar e trazendo tranquilidade para o exausto time do Inter. Logo em seguida, os mexicanos perdem a chance de empatar e também observam Andrézinho carimbar seu travessão.

Não durou muito e Alex, fazendo jus ao “trato” relatado acima, mostrou aos mexicanos o que é que o canhoto do Beira-Rio tem. Em uma cobrança perfeita fez o segundo e garantiu um retorno tranquilo para casa.

O resultado é o mais importante. Apesar de um jogo ruim, com os jogadores visivelmente desgastados, o Internacional cumpriu com louvor seu objetivo inicial: voltar vivo para Porto Alegre. Mais do que isto - tem a tranquilidade de poder explorar os contra-ataques velozes de Nilmar e cia no jogo da volta, quarta-feira que vem.

Não podemos esquecer que o Chivas tem sido um visitante indigesto. Vide o que fez com o River na Argentina.

Só que em casa, e com TODOS os Pele Vermelha urrando, eles verão que não estão na Argentina… mas sim no Caldeirão do Gigante da Beira-Rio.

Um forte abraço aqui do Sul.

——————————————————————————————

Serviço do Jogo

Chivas (0): Hernandéz; Reynoso (Avila), Mejía, Ocampo e Esparza (Medina); Baez, Araujo, Solis (Fabian de la Mora) e Morales; Arellano e Santana. Técnico: Efraín Flores.

Internacional (2): Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Marcão; Edinho, Magrão, Guiñazu e Andrezinho (Rosinei); Alex (Sandro) e Nilmar (Taison). Técnico: Tite.

Gols: Nilmar (I), aos 24min do segundo tempo; Alex (I), aos 33min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Araujo, Esparza, Reynoso, Mejía (C), Índio, Guiñazu (I).

Arbitragem: Carlos Torres, auxiliado por Emigdio Ruiz e Nicolás Yegros (trio paraguaio).

Local: Jalisco, Guadalajara, México.

——————————————————————————————

P.S. - Me recuso a abordar sobre o tema da possível vaga para a Libertadores. Como é uma mera suposição/especulação, eu a trato como tal. Somente quando (e se isso acontecer) tiver algo de concreto, podem ter certeza que abordarei profundamente sobre o assunto. Lidemos com a realidade, nada mais.

A caminho de outra glória

Qui, 13/11/08
por mateus reck |

faixa_eleandro_corel_21.jpg

Como explicar com palavras uma das maiores emocões na vida de alguém?
Dificil, ou melhor, quase impossível.
Mas quem sou eu para tentar explicar para vocês que podem ver seu time do coracao ao vivo, quase todas as semanas. Isso foi o que senti hoje no estádio Jalisco. Todos que passaram por isso sabem do que estou falando.
O jogo, em si,  comecou muito lento, com as Chivas tentando dominar mas com o Inter mostrando por que é grande. Com personalidade tomamos conta do jogo, claro com alguns lances de perigo em contra, e como já havia adiantado ontem, sempre pelos pés de Omar Arellano, o mais perigoso mas que peca nas finalizacões. Sorte pra nós. Assim passou o primeiro tempo,  com chegadas para os dois lados, mas com um ar de superioridade branca no ar (branca por ser o segundo uniforme).

Dava a impressão de que a qualquer momento se definiria o jogo, isso ficou evidente logo no inicio do segundo tempo, com Magrao primeiro e em seguida com Nilmar. O gol era questão de tempo, e não demorou muito para Nilmar, em boa jogada dentro da área se livrar de Reynoso (lento) e anotar o primero.
O Chivas ainda tentou uma reação, e esteve a ponto de empatar, outra vez com Omar Arellano. Porém nova falha e a vitória seguiu. Andrézinho, de bom jogo, teve o segundo gol em seus pés, mas a trave o negou. Não se pode dizer que foi um dominio completo do Inter, mas teve um bom controle em ambos os tempos da partida.
Tudo em ordem, só faltava uma obra de arte do melhor canhoto do Brasil, Alex. Que golaço! Acho que meu grito se escutou em todo o estádio! Até mandaram eu me calar, coisa que claro, não fiz. Gracas à Deus aqui (ainda) o ambiente nos estádios é muito tranquilo.

Acredito que Tite praticamente encontrou seu time titular. Andrezinho deve sair para  volta de D”alessandro. Lauro fez um grande jogo, seguro. Quando exigido respondeu tranquilamente e com presença. Álvaro e Indio formaram uma excelente dupla, o primeiro é o defensor com personalidade que faltava. Se impõe e é um grande lider que se completa com Índio.

Gostei do Bolívar na lateral.  Ele não apoia por que não é a sua. Enquanto não contratar ninguém por este lado, que fique aí. Marcão não me convenceu mas pelo menos não comprometeu. Guiñazu dispensa comentarios, parece que se fez no Inter e é impressionante o que corre. É o simbolo deste time. Edinho e Magrão também foram bem, cada um fazendo seu papel.
Enfim, o time funcionou e estamos muito perto de outra glória. O primeiro passo foi dado. Agora com respeito, como sempre faz o Colorado, é só terminar com a obra.

Amigos quero agradecer o Mateus por essa oportunidade de compartir com todos o que foi essa passagem do Inter por aqui. Dizer também que esse tipo de ação é o que nos faz diferentes dos demais. Nós colorados, sempre vamos apoiar-nos, estando em qualquer parte do mundo. Espero que isso que fizemos esses dias aqui em Guadalajara seja somente o início de matérias de outros torcedores.
Amigos, Muchas Gracias.
Um abraco aqui do México.

Direto de Guadalajara

Qua, 12/11/08
por mateus reck |

Hoje teremos mais um post de um colorado que cruzou a fronteira dos Pampas e se espraiou mundo à fora.

Nosso convidado é o Eleandro Schroeder, colorado paranaense que vive no México e vai acompanhar a batalha no Jalisco e ser nosso Colorado Infiltrado no ninho do inimigo.

——————————————————————————————

faixa_eleandro_corel_21.jpg

E aí, Nação Colorada!

É um prazer poder escrever algumas linhas aqui, no Blog do Torcedor colorado.

Primeiro, me apresento: meu nome é Eleandro Schroeder, sou da cidade de Missal, no interior do Paraná, filho de pais gaúchos e por isso a paixão pelo INTER. Vivo há 8 anos em Guadalajara, terra das chivas.

Após comentar com frequência neste espaço, recebi o convite do Mateus para ser o posto avançado dos colorados aqui, na terra de nosso próximo inimigo na Sudamericana. Sendo assim, vou lhes trazer algumas informações sobre a cidade e os preparativos para o jogo de hoje à noite.

Nosso oponente, o Club Deportivo Guadalajara SA de CV, conhecido como Chivas (em português, cabras) é o time com maior torcida e títulos do México, com 11 conquistas, sendo a ultima em 2006, no Torneio Apertura. É uma equipe que históricamente não conta com jogadores estrangeiros, tradição criada e respeitada desde sua fundação em 1906. No Campeonato Mexicano está em 9ªlugar, sendo que aqui se classificam os oito melhores para as finais. No domingo jogou com apenas com 2 titulares e perdeu pelo placar de 2 x 1 contra o Puebla, penúltimo na tabela. A aposta agora é na Sul Americana.

Atualmente conta com um time jovem, e quase todos são jogadores criados no clube. Seus principais destaques são:

>> Ramon Morales, jogador com maior experiência do time, joga como meio de criação pela esquerda. É um bom cobrador de faltas.

>> Mas a grande figura é Omar Arellano, com 22 anos e muito rápido; Porém peca um pouco nas finalizações.

No geral, é uma equipe veloz, aliás como todo o futebol mexicano. Na defesa é onde se encontram os problemas, pois os zagueiros do time são muito lentos. Se Nilmar jogar perto de Reynoso, tem grandes chances de sucesso.

Outra vantagem importante pode ser a inexperiência de seus jogadores, devido à juventude do grupo. Porém, amigos, não esperem outro Pachuca, pois esse time é muito melhor. 
 
 O jogo em si tem gerado muitas expectativas, primeiro porque os dois grandes clubes da argentina já foram eliminados, justamente por INTER e Chivas, e segundo por que acreditam que depois de eliminar o River, somos apenas mais um degrau para eles chegarem a final e a conquista do título. Contudo eles respeitam muito o futebol brasileiro, conhecem um pouco dos times do Brasil, e também os jogadores que estão na Europa. Os brasileiros que jogam aqui são desconhecidos vindos do interior de São Paulo e Paraná.

A chegada da delegação Colorada ocorreu ontem às 13:30, e o reconhecimento do estádio se deu às 22:30 na hora local, lembrando que a diferença horária é de 4 horas.

Não precisamos nos preocupar com algum tipo de hostilidade por parte da torcida e da gente mexicana, pelo contrario, é um povo amável e prestativo. Acredito que o clima do jogo, será de decisão. Porém o time estará tranquilo. Nada de fogos e nem mariachis (musica tipica mexicana) para perturbar o descanso da equipe. Assim como a altitude não será fator determinante, já que a cidade está a 1,566 m do nivel do mar. Na Cidade do México acredito que prejudicaria um pouco, já que está situada a 2240 m. Ponto para diretoria em não aceitar a troca do Estadio Jalisco para o Azteca .

Amigos, estou confiante que podemos ganhar os dois jogos, pois o Inter é um time muito mais pronto e se repetir as atuações como as contra o Boca, já era. Espero que nosso Treinador não invente. E para terminar, vocês não sabem como esse jogo é importante para mim, já que será a primeira vez, em meus 29 anos de vida, que vou poder torcer e sofrer com meu time ao vivo, e não pela TV, como na Libertadores e Mundial de 2006.

Qualquer nova informação que pintar passo rapidamente para o Mateus publicar no Blog.

Um abraço aqui do México.

Eleandro Schroeder

A palavra da Musa

Seg, 10/11/08
por mateus reck |

Nossa eterna musa Alessandra Pinho esteve em Buenos Aires, mais precisamente en La Bombonera, e fazendo jus ao seu pé-quente, acompanhou mais uma vitória internacional do Internacional.

 Abaixo, o relato de nossa Musa.

Meio atrasado, mas sempre válido

——————————————————————————————

figura1.jpg

ale-bs-as.jpg

Haja o que houver, passe o que passar, aonde for jogar, sempre vou estar, sempre a te apoiar…”
 
Com este lema viajei na quinta feira, para Buenos Aires, data do jogo com uma total certeza: a vitória seria nossa!
Conversava com os Argentinos e afirmava: O Inter irá ganhar, placar de 2×1, gols de Alex, D’Alessandro e Riquelme.
Todos davam risada… E diziam que se fosse o placar invertido tudo bem…
Quando cheguei no bairro La Boca, local onde está o estádio, foi possível de uma avenida paralela ver um pedaço da arquibancada, e para mim a mais importante: a torcida colorada, já em peso pintando de vermelho um pedaço da Bombonera. Mágico.
 

Cheguei em cima da hora na Bombonera, às 21h em ponto. Subi as intermináveis escadarias que levariam ao espaço destinado a torcida visitante, cheguei exausta, mas esperando os 3 gols que tinha imaginado ver. Logo começou a partida, o pano gigante da torcida La 12 rolou torcedores abaixo dando um show a parte, quando ela saiu por completo havia outra abaixo.

Os torcedores do Boca estavam em bom número, diferente do que os próprios portenhos esperavam. Foram 90 minutos de agonia, felicidade, euforia, trsiteza, fé, comemoração… arquibancada muito íngrime, torcida do Boca empolgada,
gol, empate, gol, olé! com direito a show da torcida colorada, nada de muito anormal a não ser o detalhe de estar cercado pela torcida famosa por seu barulho ensurdecedor…

Foi uma vitória histórica para nós colorados, e uma igualmente histórica, porém derrota para o Boca, faziam anos que não perdiam em casa em torneios internacionais, e o Inter venceu pela primeira vez na mística Bombonera.
 
E eu? Eu estava lá, assitindo a tudo isso, com direito a arrepios e áudio original. Incrível!
No outro dia, em todos os lugares que fui em Buenos Aires era possível encontrar colorados. Todos vestindo o manto sagrado!
 
Mas uma vez mostramos que o Inter é capaz de ganhar, de dar show, e de fazer história.
 
Fica aqui este registro de uma torcedora apaixonada!
 
Saudações coloradas,
 
Alessandra Pinho

La Bombonera se quedó Roja

Sex, 07/11/08
por mateus reck |

magrao.jpg

Magrão. O grande nome do jogo. Guerra é com ele mesmo. Muita raça deste colorado (de coração, mesmo) que é um dos legítimos representantes da torcida dentro das quatro linhas. Foto: Alexandre Lops 

Não é todo dia que se vê um time entrar na mítica - porém deteriorada - Bombonera e calar os alucinados xeneízes.

Não é todo dia que se pode ouvir o OLÉ da torcida visitante em um estádio conhecido por seu barulho ensurdecedor.

torcida-fantastica.jpg

Não é todo dia que se pode presenciar uma torcida visitante cantar mais alto - mesmo estando drasticamente em menor número - que a famosa La Doce.

Não é todo dia que se vê Román entrar em campo e nada fazer. 

Não é todo dia que se verga um multicampeão em seus domínios.

Mas já estamos nos acostumando a ver o Internacional abater gigantes.

Que vitória linda, merecida e justa.

Contra los xeneízes, en su casa

Qui, 06/11/08
por mateus reck |

 dale-en-la-bombonera.jpg

Pela disposição demonstrada no jogo do Gigante, El Cabezón deverá estar elétrico no jogo de hoje. Foto: Alexandre Lops

Hoje à noite, frente ao Boca, Tite tem a chance de amenizar sua infrutífera passagem pelo Sport Club Internacional. É a oportunidade de pelo menos poder sair pela porta da frente no final do ano, com um título no currículo e um pouco de sua imagem respeitada.

Já que ninguém está desejando vencer essa Sudamericana mais que nós, visto que normalmente andam mandando à campo times mesclados quando não totalmente reservas, ninguém mais do que o Internacional merece vencê-la. Até para não perdermos a sequência de títulos internacionais que estamos conquistando.

E hoje à noite, essa conquista pode ter seu ápice consagrado, seu grande momento para ser recordado. Dentro de La Bombonera, completamente tomada por los xeneízes, o Internacional tem a chance de escrever mais um capítulo na sua gloriosa história. Na seção de internacionais.

Fosse o Internacional com os brios e o esquema de Abel, eu estaria muito confiante para esta noite. Porém é o Inter de Tite. Um comandante sem pulso e sem voz de vestiário. Que dispõe de jóias raras em seu elenco - que é o que vem lhe salvando - mas não consegue dar cara de time ao Inter. Um comandante que, quando desenha uma vitória logo se rearma para se defender.

E teremos em campo um Alex com a cabeça distante. Mirando a amarelinha daqui a alguns dias. Espero que o efeito seja diverso: mostrar serviço para quem paga seu salário - rigorosamente em dia - e proporcionou este momento de evolução e afirmação.

Aposto muito mais em dois atletas para o jogo de logo mais. Dois hermanos que já pisaram no alvissarreiro gramado de La Boca: Guina e D´Alessandro. Estou com um palpite que eles contaminarão os demais atletas colorados com sua garra e motivação de clássico. Na verdade estou contando com esta reação. É a única coisa que pode nos salvar deste desafio que teremos na Argentina.

Por mais que seja contra os reservas - e com um irriquieto Román na casamata - é na Argentina, é em La Boca, é contra o Boca Juniors e contra a sua maravilhosa torcida e certamente terá a pressão que é peculiar deste território.

Por isto, o Internacional tem a chance de coroar a conquista que tanto está almejando. Uma vitória hoje será sensacional. E mudará os ânimos para o centenário. Pode desenhar uma nova estratégia e injetar ânimo em todos os Peles Vermelhas. Desde o mais humilde colorado até o mais bem sucedido presidente. Do gari que mantém o Gigante impecável, passando pelo roupeiro e chegando aos milionários jogadores.

É o que eu gostaria que acontecesse.

É para o que eu me sentarei na mesma mesa do mesmo bar de onde assisto os jogos fora de casa, e apoiarei o time para conquistar.

É o que os Pele Vermelha querem.

Un abrazo


Formulário de Busca


2000-2008 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade