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Campeão incontestável e avassalador

Seg, 05/05/08
por mateus reck |

Maior Torcida do Rio Grande do SulMaior Torcida do Rio Grande do Sul 

Os temporais que assolaram o povo gaúcho nos últimos dias refletiram-se dentro do gramado do Gigante da Beira-Rio. Ali também ocorreu um fenômeno que, ao contrário da tristeza e desespero que causam os fenômenos naturais, lavou a alma de todos os colorados. Lavou com critério. Com requintes de crueldade. Foi uma verdadeira chinelada. Daquelas de Havaianas molhada. Na cara. Pra marcar, mesmo. Pra doer muito. Para nunca mais (repito NUNCA MAIS) ser esquecida. E nunca será.

Faz muito tempo (em torno de 45 anos) que um jogo final de Gauchão não termina com um placar tão avassalador, tão emblemático, tão retumbante. É a maior goleada da história nas finais de um Estadual. E tinha de ser em quem foi.

O Internacional havia perdido todos os confrontos contra esse adversário neste ano. Ganhou somente o que INTERessava. E não somente ganhou. Trucidou, tripudiou, humilhou, rasgou sua camiseta, jogou no chão e pisou em cima. Bateu forte no peito, e gritou: - ESSA TERRA TÊM DONO. E FAZ TEMPO!!!!

Tudo conspirava para este acontecimento. Desde o primeiro torcedor vermelho que pisou no sagrado concreto do Gigante, até o descaso da equipe adversária em não comparecer para os hinos. Ali tive certeza que algo grandioso aconteceria. E aconteceu.

O Internacional entrou em campo com a faca entre os dentes. Qualquer time (repito QUALQUER) que entrasse em campo ontem, levaria uma lavada. Um esfrega para ralar lombo de maneira cruel. Tão cruel quanto a humilhante cobrança de pênalti do maior goleiro da história do Internacional.

Essa vitória é especial para aqueles colorados que, tal qual eu próprio, estavam naquela noite gélida de 1999 nas quartas de final da Copa do Brasil. Foi uma vingança criteriosa. Sem piedade. Sem dó nem compaixão. Foi pra humilhar mesmo. Como tinha que ser.

 Tal qual um liquidificador, o INTERNACIONAL moeu a alface até esta se tornar uma papa mole, disforme e inerte. E Abel ainda teve o requinte de entregar essa papa para Clemer executá-la impiedosamente, antes de jogá-la pela janela.

Essa vitória também serve para calar a parte idiota da imprensa, que passou o campeonato inteiro inventando rótulos, tentando desestabilizar e criar clima ruim no vestiário do Campeão.

Engulam essa, parte podre da imprensa!!!

O Tsunami colorado causou estragos irreversíveis em todo o RS. A maior torcida do Rio Grande comemorou com justiça a coroação da superioridade do Internacional perante seu adversário.

Foi um festival de grandes atuações. Nilmar respondeu minhas críticas anteriores com uma atuação impecável, tendo como desfecho um belo gol. Fernandão, bom… esse correspondeu a altura toda a confiança que depositamos nele. Assumiu a bronca e conduziu, orquestrou este Internacional à maior de todas as vitórias deste certame. Fez três e poderia (deveria) ter feito mais.

Estou transbordando de alegria e felicidade. Com sentimento de vingança plenamente satisfeito. Peço desculpas por não ter postado nada ontem mesmo. Mas… também sou filho de Deus e fui, debaixo de uma chuva gelada, bebemorar esse retumbante título e histórico resultado.

Parabéns, Abel. Parabéns Vitório Píffero. Parabéns Time. Todo o time. Um grupo com a qualidade e raça de vocês não merecia nada menos que isso.

Mas parabéns mesmo a Maior Torcida do Rio Grande do Sul. Ela mais uma vez empurrou aos pescoções o time para uma vitória avassaladora, histórica, irrepreensível, incontestável… enfim: MAJESTOSA!

Está comprovado que quem manda no Rio Grande VESTE VERMELHO!!!!

 

Um forte abraço aqui do Sul.

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Serviço do Jogo

Internacional (8): Clemer; Índio, Orozco e Marcão; Bustos (Jonas, 15min2ºt), Danny Morais, Magrão, Alex (Andrezinho, 23min30seg2ºt) e Guiñazu; Fernandão (Iarley, 33min25seg2ºt) e Nilmar.Técnico: Abel Braga.

Juventude (1): Michel Alves; Elvis (Leandro Cruz), Laerte, Nunes e Márcio Goiano (Zezinho); Juan Perez, Hércules (Maicon), Hélder e Lauro; Ivo e Mendes. Técnico: Zetti.

Gols: Danny Morais (I), aos 25min30seg do primeiro tempo, Fernandão (I), aos 29min do primeiro tempo, Fernandão (I), aos 31min do primeiro tempo, Alex (I), aos 37min20seg do primeiro tempo, Fernandão (I), aos 4min35seg do segundo tempo, Nilmar (I), aos 9min do segundo tempo, Índio (J, contra), aos 12min30seg do segundo tempo, Índio (I), aos 32min do segundo tempo, Clemer (I), aos 45min30seg do segundo tempo. Cartões amarelos: Danny Morais, Orozco (I), Juan Perez, Nunes, Elvis, Mendes (J). Renda: R$ 526.650,00. Público: 42.866 (38.210 pagantes). Arbitragem: Carlos Simon, auxiliado por Altemir Hausmann e José Carlos Oliveira. Local: Beira-Rio.

 

Inconveniência insistente

Qua, 30/04/08
por mateus reck |

F9 está com toda a responsabilidade nas costas. Foto: Jefferson Bernardes/ VIPCOMM

E outra vez o Internacional deixa margem para o folclore bobo tomar conta dos noticiários. Entrou em campo com pouquíssima determinação de resolver a parada e voltar tranquilo para o Gigante na semana que vem. Mostrou a mesma malemolência que derrubou o Paraná na quarta-feira. Teve sim, alguns lampejos do Inter que conhecemos e queremos ver jogando. Mas não se converteram em gols. Nilmar está muito defasado em relação ao que esperamos dele. Está ficando com uma dívida quase impagável com a torcida. Aquele golaço de bicicleta em Dubai já é passado remoto. Quase história. E isso não está mais sustentando e justificando sua titularidade barrando Iarley.

Dentro dessa proposta de jogo, o empate até estava se tornando um resultado interessante. A responsabilidade seria grande também. Contudo ficava em tese mais tranquilo, pois decidir em casa como se não houvesse existido jogo anterior era uma boa pedida.

Mas aí, o Internacional – visivelmente descontado e desgastado pela peleia ferrenha de quarta-feira – se entregou e Fernandão sucumbiu a sua própria auto-confiança e deixou escapar uma bola fácil, que chegou até a nossa área, onde três (repito TRÊS) jogadores do Inter deixaram um (repito UM) jogador do Ju cruzar a bola que chegou com açúcar para Maycon somente ter o trabalho de empurrá-la para as redes. E isso tudo no apagar das luzes. Na maldita hora em que as coisas parecem resolvidas para os incompetentes.

Sei que estou sendo forte nas palavras aqui, mas existem coisas que me irritam, me tiram do sério. Uma delas é perder por querer. O Internacional, nesta tarde de domingo, perdeu pra si mesmo. Entregou um resultado, que até era aceitável, de graça.

Mas isso não tira minha crença no título. Não me entrego fácil. Minha crença se sustenta em um forte argumento que se baseia em um palpite pessoal: Fernandão sabe que ao entregar esse jogo de hoje, toda (repito TODA) responsabilidade de levar o Internacional a conquista do título em Porto Alegre está em suas costas. E sei que esse fardo não será pesado demais. Será o suficiente para mobilizá-lo e usar de sua liderança em campo para provar que os grandes, os maiorais, também erram. Afinal, são humanos também. Mas o que os diferencia dos meros mortais é a capacidade de reação em situações adversas.

Por isso, F9, e apesar da pixotada de hoje, ainda confio em ti. Ainda tens o respeito e a admiração de toda a torcida colorada. Mas estás diante de uma provação pessoal, na qual somente tu poderás reverter um fato que está querendo manchar tua luminosa passagem pelo Sport Club Internacional. Cabe a ti, somente a ti, apagar esse fato e levar nosso Inter ao título desse gauchão.

Contudo saiba que, mesmo nessa hora derradeira, nesse duelo com tua história, a maravilhosa torcida colorada - que hoje mesmo resumida a 10% do público local cantou mais forte e mais apaixonadamente que a local - estará na tua retaguarda.

Pois essa fenomenal torcida reconhece que os ídolos também erram. Mas o que os torna diferentes é realmente a capacidade de superação e a consciência que por mais que sejam importantes, nada (repito NADA) é mais importante que o clube em que estão jogando, e que move a vida da maior torcida do RS.

Nada é maior que o SPORT CLUB INTERNACIONAL.

Um forte abraço aqui do Sul

Vaga e preocupação

Ter, 22/04/08
por mateus reck |


A maior torcida do RS vêm mostrando sua força este ano. Foto: VIPCOMM

O Internacional se credenciou para a disputa das finais do gauchão 2008 ao vencer o Caxias em sua casa por 2 x 1. Isso bastaria para ficarmos muito felizes, pois um dos objetivos traçados para este ano está muito próximo de ser alcançado. Mas para chegar até tal condição, teve que deixar pelo caminho os seu dois mais importantes jogadores da temporada: Alex e Guiñazú. O primeiro com um entorse feio e o segundo por um problema no joelho, averiguado logo após a partida com uma artroscopia.

Isso tudo desencadeia uma reação forte no Gigante, pois amanhã teremos uma partida importantíssima que determina nosso futuro em uma competição que se determina como peça chave para a comemoração de nosso centenário.

Deveria estar comemorando o retorno a uma disputa de finais do Estadual, coisa que não aconteceu no ano passado. Mas estou muito preocupado com o compromisso de amanhã. Será uma partida muito difícil, contra uma equipe que certamente virá fechada e jogará sua vida, pois já está fora das decisões de seu campeonato estadual.

Quanto ao jogo de domingo, o Inter se portou como um time grande que joga em casa. Jogou compacto e explorando as arrancadas de Nilmar. No geral, o time teve um desempenho muito bom. Clemer foi a segurança de sempre no gol, Bustos foi razoável, Jonas atuou improvisado e rendeu bem, a zaga com Índio e Orozco jogou segura e bem postada. Titi assumiu a lateral de Marcão com competência e força. A meia cancha foi compacta e precisa, anulando bem as tentativas do Caxias.

Os belíssimos gols de Alex foram o grande momento do jogo. O primeiro, surgiu depois de um belo passe de calcanhar para Guina, que apertado pela forte marcação conseguiu alcançar a bola e cruzar na medida para Alex desferir um lindo voleio de canhota. No segundo, Fernandão iniciou tabela, que nosso goleador recebeu, enquadrou o corpo e chutou fora de alcance do goleiro, perto do ângulo.

Gostei da participação de Andrezinho. Entrou bem no jogo. Seguramente vai ocupar a vaga de Alex. Quanto ao substituto de Guinazu, Abel faz mistério. Creio que mude o esquema e ponha Iarley, como último homem do meio campo.

A torcida já deu espetáculo no domingo, uma beleza mesmo. Agora temos outro compromisso. Na quarta-feira, o Internacional vai precisar de todo o apoio extra-campo possível. Além das dificuldades que ele próprio criou, ao deixar a equipe paranista fazer escore, agora tem os desfalques importantes.

Um passo por vez e ambos com muita cautela. Paraná e Juventude são os grandes desafios desta primeira metade do ano. O segundo, com requintes de peça do destino. Mais uma vez estaremos diante do time que impôs as primeiras derrotas coloradas deste ano. É a hora do Inter acabar com esses rumores infundados e mostrar em campo que é superior técnica e mecanicamente ao time da serra.

Sem Alex e Guina vai ser difícil.

Mas facilidade é um advento que nós, colorados, desconhecemos. Os desafios sempre são recheados de dificuldades. E isso é o que motiva a força colorada, evoca o espírito guerreiro que temos dentro de nós.

Quarta-feira é dia de pintar a cara e invadir o Gigante. Dia de empurrar o Internacional para mais uma grande vitória. E no final de semana, todos os rumos levam ao Jaconi. Certamente lá estarão milhares de caras vermelhas pintando a serra gaúcha, cantando e levando o time para mais um bom resultado.

Um forte abraço aqui do Sul.

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Serviço do Jogo

Internacional (2): Clemer; Índio, Orozco e Titi; Bustos, Jonas, Magrão, Alex (Andrezinho, 7min2ºt) e Guiñazu (Ji-Paraná, 25min30seg2ºt); Nilmar (Iarley, 21min15seg2ºt) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.

Caxias (1): Juninho; Marília, Cuca (Terrão) e Cris; Gustavo, Tiago (Marquinhos), Júlio César, Rodrigo (David) e Aélson; Flávio Guilherme e Kempes. Técnico: Gilson Kleina.

Gols: Alex (2, I), aos 19min50seg do primeiro tempo, aos 27min40seg do primeiro tempo, Flávio Guilherme (C), aos 33min40seg do segundo tempo. Público: 35.529 (30.697 pagantes e 20.020 sócios). Renda: R$ 405.373,00. Cartões amarelos: Guiñazu, Bustos (I), Aélson, Júlio César, Tiago, Cris, Marquinhos (C). Arbitragem: Márcio Chagas da Silva, auxiliado por José Franco Filho e Júlio César Santos. Local: Beira-Rio.

A maior peleia de 2008

Dom, 13/04/08
por mateus reck |


Fernandão em ação. Foto: Marcelo Campos/VIPCOMM

Em um campo encharcado, numa típica peleia de Gauchão, o Internacional enfrentou seu maior desafio deste ano. O melhor ataque da competição venceu a melhor defesa. O time do Caxias foi um adversário aguerrido, muito bem postado defensivamente e com uma determinação para a batalha que me impressionou. Abelão não mentia quando ressaltou por várias vezes as qualidades do time da Serra. Todos os jogos que vi da equipe grená me chamaram a atenção pela ótima postura em campo.

Tudo isso serve para engrandecer a ótima vitória conquistada neste domingo. O Internacional teve muito trabalho para vencer a batalha que se deflagrou no meio de campo. Guiñazú foi, outra vez, o maior jogador colorado em campo. Inacreditável a capacidade deste guerreiro. Na minha opinião, é o melhor atleta em atividade no futebol brasileiro, superando até mesmo Alex. Claro que são funções diferentes e qualidades distintas, mas o único diferencial que vejo entre eles é na alta capacidade de fazer gols de Alex. Falando assim, vocês podem ter uma idéia de quanto admiro o futebol deste argentino. Ele é um leão em campo.

O jogo foi muito duro e com muitas faltas, uma delas determinando a expulsão de Marcão, que no primeiro momento foi punido pelas faltas conjuntas, e depois quando fez uma falta dura, pagou caro. Contudo, o Inter não sentiu a diferença de ter um jogador a menos. Abel, o mestre, reposicionou o time trazendo Alex para a esquerda e recompondo a defesa, tornando imperceptível a falta de Marcão.

Essa foi a grande vitória do Internacional. Contornar além de um grande adversário, seus próprios problemas. E a vitória veio no detalhe. No finalzinho. Da maneira mais recompensadora. Foi uma grande partida.

Nilmar mostrou falta de ritmo, contudo isso não é o suficiente para torná-lo menos perigoso. Teve momentos que tinham três e até quatro marcadores cercando-o. Bustos fez uma partida defensivamente perfeita. Parou Aélson. Magrão foi incansável. Fernandão sofreu severa marcação e não conseguiu desenvolver seu futebol de qualidade, prejudicado também pelo gramado pesado. Iarley também sofreu pela marcação. Saiu para que Abel pudesse recompor sua defesa. Titi entrou muito bem e segurou as jogadas pela esquerda do time. Roger substituiu Fernandão e ocupou os espaços na meia cancha.

Porém a melhor entrada foi a de Adriano. Como sempre, perigoso, agudo e muito rápido. Teve muita calma, frieza e qualidade para deixar Alex com a goleira aberta para sacramentar a vitória do Inter em Caxias do Sul.

Nos primeiros 90 minutos adquirimos a vantagem simples contra um ótimo adversário, que se for batido engrandecerá e muito a campanha colorada no certame. Gostei muito do jogo, que foi bem peculiar, bem de Gauchão mesmo. E fiquei muito satisfeito com o desempenho e a vitória. Foi gratificante. Bater uma equipe forte como o Caxias em sua casa e com sua bela torcida não é tarefa nada fácil. E conseguimos. Foi maravilhoso ver a massa colorada invadindo a Serra e transformando o Centenário em um pedacinho do Gigante.

Agora é quarta-feira, contra a boa equipe do Paraná. Espero que F9 se recupere (fiquei muito preocupado com a lesão dele) e volte ao time para essa batalha da Vila Capanema. Vamos precisar de todas as forças para conquistar um bom resultado fora de casa.

Um forte abraço aqui do Sul.

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Serviço do Jogo

Caxias (0): Juninho; Cuca, Marília e Cris (Neilor); Gustavo, Júlio César, Tiago, Terrão e Aelson; Rodrigo (Valdir) e Kempes. Técnico: Gilson Kleina.

Internacional (1): Clemer; Bustos, Índio, Orozco e Marcão; Magrão, Guiñazu, Fernandão (Adriano, 8min2ºt) e Alex; Nilmar (Roger, 18min2ºt) e Iarley (Titi, intervalo). Técnico: Abel Braga.

Gol: Alex (I), aos 47min do segundo tempo. Cartões amarelos: Marcão, Alex , Magrão, Guiñazu (I), Marília, Tiago, Gustavo, Cuca (C). Expulsão: Marcão (I). Arbitragem: Leandro Vuaden, auxiliado por Marcelo Barison e Paulo Ricardo Conceição. Local: Estádio Centenário, em Caxias do Sul.

Na Semi-Final

Dom, 06/04/08
por mateus reck |


Nosso garoto ciclista está de volta, e com o pé no fundo. Foto: www.internacional.com.br

Em uma partida parelha, o Internacional aproveitou a ampla vantagem construída em Canoas e jogou tranquilo em sua imensa casa. Os gols saíram ao natural, em jogadas executadas com precisão e certeza. O time de Canoas entrou em campo determinado a conquistar uma vitória simples, pois ambicionava uma vaga na série C do Brasileiro. E jogou bem. O primeiro gol veio em uma bela jogada, com um cruzamento preciso.

Voltando ao que INTERessa, gostei muito da apresentação do colorado. Agenor se garantiu e atuou com personalidade, chegando a lembrar Renan em algumas saídas. Comprovou o que quem acompanhou a Copinha sabia: é um grande goleiro em formação. Não teve culpa nos gols e quando foi exigido apareceu bem. A atuação de Bustos foi muito boa. Ele vêm em uma crescente interessante, o credenciando para a titularidade na lateral. Gostei mesmo.

A zaga, com Sidnei e Orozco, se portou bem. Algumas falhas, como no segundo gol da Ulbra, mas compensadas com boas intervenções ao longo do jogo. Sidnei quase marca um golaço de bicicleta. Seria antológico.

Guiñazú vêm cada vez mais lembrando (na minha opinião, superando) Tinga. Agora está chegando mais na entrada da área e arriscando chutes. Naquela jogada em que limpou a zaga, goleiro, comissão técnica e torcida, e de virada quase marca um dos mais lindos gols do Gauchão, despertou a memória de todos que viram aquele guerreiro da camisa 7 sair da segunda função do meio e fazer o gol do título da Libertadores da América. Chega a ser repetitivo, mas não tenho como deixar de falar dele. Guina é a referência de TODOS em campo. Até de Fernandão.

Falando em F9, valeu pelo seu gol e pela boa movimentação. Não gostei de ele ter cobrado o pênalti. Por quê não deixou o Alex? Ou melhor, o Nilmar? Tudo bem que ele é o capitão, mas Alex está na briga pela artilharia e Nilmar está voltando de longo período de recuperação. Seria ótimo vê-lo comemorar um gol em seu retorno. Falando nele, entrou muito bem e com muita vontade. A jogada do pênalti foi de uma velocidade e raça impressionantes. Foi espetacular presenciar sua volta com tanta determinação e disposição.

No restante, Alex jogou muito bem, mesmo sendo severamente marcado. Magrão também foi determinante. Fez o gol da vitória e jogou o fino da bola. Iarley foi guerreiro e perigoso. Gosto muito de seu futebol, mas com a volta de Nilmar, provavelmente ele vai deixar o time. Uma pena.
Marcão foi seguro nos desarmes e preciso no apoio. Abel mexeu bem e teve o domínio do jogo na maior parte do tempo.

Enfim, estamos na semi-final e pegamos o Caxias, que ontem venceu o Zequinha por 1 x 0 no Centenário. Vai ser uma dura peleia. Como estou morando em Caxias do Sul, é certa minha presença no Centenário. E como o Ju fez o crime no Porto Alegrense, pode estar se desenhando uma final com gosto de revanche. O tempo dirá.

Um forte abraço aqui do Sul

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Serviço do Jogo

Internacional (3): Agenor; Sidnei, Orozco e Marcão; Bustos (Roger, aos 28min, 2ºt); Wellington Monteiro (Adriano, 38min, 2ºt), Magrão, Alex e Guiñazu; Iarley (Nilmar, aos 19min, 2ºt) e Fernandão.

Ulbra (2): Rafael; Jonathan, Carlinhos, Neyor e Leandro Xavier; Wanderson, Júnior (Edílson), Eder Lazzari (Rodrigo) e Everton Severo; Alexandre e Jacques. Técnico: Beto Almeida.

Gols: Fernandão (I), aos 6min do primeiro tempo, Jaques (U), aos 19min25seg do primeiro tempo, Iarley (I), aos 27min25seg do primeiro tempo, Jaques (U), aos 27min10seg do segundo tempo, Magrão (I), aos 44min25seg do segundo tempo. Cartões amarelos: Rodrigo e Alexandre (U). Arbitragem: Carlos Simon, auxiliado por Alexandre Kleiniche e João Lúcio de Souza Júnior. Público: 21.972 (19.105 pagantes e 11.977 sócios). Renda: R$ 237.496,00. Local: Beira-Rio.

Classificação bem encaminhada

Dom, 30/03/08
por mateus reck |

Em seu primeiro jogo das quartas de final, o Internacional respondeu em campo as observações errôneas emitidas durante a semana pelo técnico do Canoas. O que se viu neste jogo foi o que todos colorados sabiam: O Inter estava sim, preocupado com o Canoas. Tanto que não o deixou jogar.

Depois de um primeiro tempo de muita marcação, o que deixou o jogo um pouco sonolento para quem assistia, o jogo se encaminhou naturalmente ao seu resultado final. Na primeira etapa, o Inter parou na forte marcação setorizada do adversário, que dificultava as infiltrações pelo lado esquerdo, conhecidamente preferencial do time. Quando começou a enfiar bolas na entrada da área, para elementos surpresa surgirem, conseguiu marcar seu gol. Bustos havia desperdiçado sua chance minutos antes. Na sequência, Fernandão viu Guiñazú descendo feito uma flecha no miolo da zaga e o lançou. O argentino, com muita raça e disposição, se jogou e desviou a bola do alcance do bom goleiro Rafael. 1 x 0.

Caramba, tenho que confessar uma coisa: me emociono quando ele faz gol. Meus olhos ficam marejados. Nada mais é que uma justa recompensa por todo seu incansável esforço em campo. Os atacantes buscam isso incessantemente. Porém, para que a bola chegue em condições á eles, têm muita gente lutando para que isso aconteça. E quando um desses guerreiros de meio campo têm a chance de saborear esse gosto maravilhoso que é o gol, fico emocionado. Ainda mais com Guina. Por toda sua garra e identidade. Ninguém nesta tarde mereceu mais um gol que ele.

Gostei de ver Clemer novamente sob as traves. E ele, como sempre, garantiu seu trabalho. A zaga foi muito bem, com Orozco retomando sua qualidade e seriedade e Índio jogando tudo o que sabe, marcando até um gol (estranho, mas valeu). Não entendi a opção por Jonas na meia. Ele estava visivelmente deslocado. Passou o jogo inteiro fazendo faltas. Uma atrás da outra. Magrão jogou o fino da bola. Está, junto com Guina, se tornando a referência na meia cancha colorada. Iarley foi muito combativo e teve ótimas infiltrações pela esquerda. Merecia ter feito o seu. Fernandão jogou uma boa partida. Quando saiu do time, fez falta. Alex assumiu a batuta e novamente brilhou. Fez dois gols e está a um de ser artilheiro. Provavelmente o será, pois o atual deve deixar a competição no Domingo.

Uma observação: Abel mexeu demais e o time demorou a se reencontrar. Após a entrada de Adriano e Roger, teve que recompor o meio, pois Alex estava muito avançado, deixando um generoso espaço logo á frente da zaga. Coube a Andrézinho a tarefa. Nos poucos minutos que esteve em campo, não conseguiu executar com qualidade a função de meia de ligação. Contudo não comprometeu. Após os 3 x 0 o Inter relaxou e pagou por isso. Levou um gol e escapou de levar outro logo após. Teve até penalti contra, só que desperdiçado.

Para liquidar a fatura e ir focado, mas com um pouco mais de tranquilidade, para a partida de volta no Gigante, Alex guardou outro em uma belíssima cobrança de falta. É o maior neste fundamento como há tempos não se via no Beira Rio. Cometer infração perto da área contra o Inter é meio gol.

Não poderia deixar de registrar quem foi, para mim, o melhor da tarde: a torcida colorada. Incrível. Por alguns momentos pensei estar assistindo a uma transmissão de dentro do Gigante. A Popular e todos os demais deram um grande show. A maior torcida do Rio Grande é gigante em qualquer lugar. Parabéns massa colorada que invadiu Canoas e empurrou o time para mais uma boa vitória.

Um forte abraço aqui do Sul

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Serviço do Jogo

Ulbra (1): Rafael; Jonathan, Carlinhos, Caçapa (Gustavo) e Júnior; Neilor, Eder Lazzari, Cadu (Vanderson) e Everton Severo; Alexandre (Edílson) e Jaques. Técnico: Beto Almeida.

Internacional (4): Clemer; Índio, Orozco e Marcão; Bustos (Roger, 28min2ºt)), Jonas, Magrão, Alex e Guiñazu; Fernandão (Adriano, 12min2ºt) e Iarley (Andrezinho, 24min2ºt). Técnico: Abel Braga.

Gols: Guiñazu (I), aos 30min do primeiro tempo, Alex (I), aos 1min40seg do segundo tempo, Cadu (I, contra), aos 9min20seg do segundo tempo, Edílson (U), aos 29min20seg do segundo tempo, Alex (I), aos 33min40seg do segundo tempo. Cartões amarelos: Caçapa, Everton Severo, Jaques, Éder Lazari, Carlinhos (U), Jonas, Fernandão (I). Arbitragem: Márcio Chagas da Silva, auxiliado por Marcelo Bertanha Barison e Marcelo Oliveira e Silva. Local: Estádio do Complexo Esportivo, em Canoas (RS).

Luz Alta

Qui, 27/03/08
por mateus reck |


Andrezinho, destaque da noite. Foto: Marcelo Campos/Vipcomm

Se eu fosse titular desse time do Internacional, dormiria preocupado. O que a grande torcida que compareceu ao Gigante nesta noite presenciou, foi uma demostração de força, superação, determinação e aplicação tática. A equipe que foi a campo era completamente descaracterizada do desenho de time titular. E isso foi determinante para notarmos que os reservas estão dando luz alta pra passar. É bom que os titulares tenham prestado muita atenção ao que ocorreu em campo.

Claro que devemos considerar que as duas equipes duelaram tranquilas, pois ambas estavam classificadas. Mas isso não desmerece o acontecido. De uma ponta a outra o time do Inter foi muito bem. Muito bem mesmo. Deu gosto de ver o jogo. Clemer, o maior, matou as saudades de torcedores (me incluo nessa parcela) que admiram e muito seu trabalho. Quando foi exigido, fez uma defesa perfeita, tranquila, bem ao seu estilo. Jonas jogou muito, inclusive dando um primoroso passe para Adriano fuzilar o arco inimigo. A zaga, com Sidnei, Danny Morais e Titi fez uma das melhores partidas defensivas deste ano. Ramon jogou bem até se julgar um craque. Após isso errou demais. Se colocar na cabeça que jogar sério e com humildade é a melhor forma de se conquistar espaço em uma equipe, será um grande atleta. Fez um belo gol, mas depois disso pouco contribuiu.

A novidade veio por conta de Sandro. O garoto estreou bem. Fez a função de Guina e não comprometeu. Desarmou e vigiou a defesa com qualidade e seriedade. Gostei do futebol apresentado por ele. Gil e Adriano reeditaram a dupla reserva de ataque que vêm dando muito certo. Gil mereceu o seu gol. Pena que não saiu.

Agora na minha opinião, o melhor desta noite foi Andrézinho. Executou função semelhante a de Alex com muita personalidade e maestria. Distribuiu passes precisos, desarmou, chutou a gol e apareceu em todos os lugares do campo. Está justificando a aposta da direção em seu futebol. Abel avisou que ele seria uma boa peça para o grupo.

Enfim, o Internacional desta noite fez o que se esperava: jogou bem, com muita naturalidade e agressividade. E isso com os reservas. Portanto, de Renan até Fernandão, todos que estavam tranquilos na estrada, solitos, de repente viram em seu retrovisor alguém se aproximando. Mais do que isso, dando luz alta, querendo ultrapassar. Espero que isso sirva para animar e eletrizar o pessoal que está com a titularidade nas mãos. Eles podem ter certeza de que têm gente muito boa esperando uma chance para assumir seu lugar.

Falácias

Bastou finalizar a primeira fase e se conhecer os confrontos da segunda fase para alguns maus profissionais da imprensa começarem a tentar instaurar seus joguinhos de diversão particular.

A definição da Ulbra-Canoas como nosso próximo adversário deflagrou intenções desses sujeitos em criar clima desnecessário. Já veio o técnico Beto Almeida falar que o Inter não está preocupado com a Ulbra, e sim com seu maior rival. Todos sabem que esse confronto já decidiu Gauchão. E o Internacional encara com toda seriedade esse difícil adversário, que vêm em fase de crescimento. E assim será. Um confronto forte, onde a equipe colorada terá que jogar muito e com determinação para superá-la.

Esses péssimos profissionais pinçaram frases e começaram a usá-las para instigar os rivais. Obtiveram a matéria prima para produzir suas guerrinhas idiotas. Nisso, dirigentes de conhecida falácia inútil do outro lado da trincheira aderiram a causa, talvez por sua inocência ou pouca prática na execução de seu trabalho. O que vale é não se deixar contaminar por essas baboseiras. Deixar esses sujeitos falando sozinhos. Giovani Luigi ilustrou bem esse sentimento: não respondeu as bobagens proferidas e se ateve ao objeto de seu trabalho, reconhecidamente eficaz.

Parabéns, Luigi. Seja o porta-voz da massa colorada e não deixe o Presidente embarcar nessa. Trate você mesmo desse assunto e deixe esses maus profissionais falando ás moscas.

Um forte abraço aqui do Sul.

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Serviço do Jogo

Internacional (2): Clemer; Sidnei, Danny Morais e Titi; Jonas (Éder, 33min2ºt), Sandro (Pessanha, 23min2ºt), Roger, Andrezinho e Ramon; Gil (Guto, 28min2ºt) e Adriano. Técnico: Abel Braga.

Internacional-SM (0): Vitor; Anderson Bill (Alex), Webber e Alano; João Paulo (Fernando Melo), Rangel, Roger, Ferreira e Cristiano; Silvano e Reinaldo (Ícaro). Técnico: Paulo Porto.

Gols: Ramon (I), aos 17min do primeiro tempo, Adriano (I), aos 35min30seg do primeiro tempo. Cartões amarelos: Roger (I), Roger, Cristiano (ISM). Renda: R$ 98.452,00. Público: 10.781 (9.058 pagantes). Arbitragem: Jean Pierre Gonçalves de Lima, auxiliado por José Carlos Oliveira e João Kafrouni. Local: Beira-Rio.

Encontro com o passado

Dom, 23/03/08
por mateus reck |


Índio e Maycon, em 2007. Foto: Google Imagens

Neste Domingo de páscoa, o Internacional teve um encontro com seu passado. Não muito distante, mas incômodo. Há um ano, neste mesmo Antônio David Farina, foi eliminado prematuramente da competição por um Veranópolis determinado e muito bem orientado, pelo hoje técnico do Inter-SM Paulo Porto. Aquele ocorrido ficou engasgado na garganta dos torcedores e jogadores. O que se viu em campo nesta tarde de Domingo foi um Inter determinado, agudo, marcador, perigoso e efetivo. Com ganas de dar o retruco. E deu. Eliminou seu algoz da edição de 2007 dentro de sua própria casa.

Devido ás ausências de Alex, Iarley, Fernandão, Marcão e Wellington, foram a campo Gil, Adriano, Andrezinho, Bustos e Titi. Todos, exceto Bustos que não foi muito bem, entraram e deram conta do recado. Destaque para as estrelas de Gil e Adriano. Mereceram os gols. Mas principalmente Adriano. Jogou muito, sempre preocupando a defesa adversária, atuando com muita velocidade e objetividade.

Titi foi a surpresa na defesa. Jogou muito bem. Seguro nos desarmes e tranquilo na saída de bola, demonstrando maturidade e evolução. Mais um bom zagueiro pode estar se firmando no Gigante. Andrézinho armou e compôs bem a meia cancha. Magrão fez uma de suas melhores partidas pelo Internacional. Enfim, todo o time jogou em um nível muito bom.

O que anda me preocupando é a irritação de Guiñazú. Ele vêm há uns três ou quatro jogos dando uns carrinhos criminosos e apresentando destempero diante de situações críticas. Foi expulso após receber uma entrada violenta, onde quase saiu aos tapas com o autor da falta. A maior qualidade de Guina é justamente a força sem violência. A chegada limpa e a roubada de bola na raça, não na truculência. Abel precisa conversar com ele pra saber o que está ocorrendo. Se o argentino está se sentindo sobrecarregado, ou têm algum problema dentro ou fora de campo. Não podemos jogar sem ele. É peça fundamental neste Internacional de 2008.

Neste Domingo de Páscoa, o Inter carimbou a liderança da chave e fez a alegria dos colorados que foram ao estádio ver de perto uma boa vitória, com um belo desempenho. É a confirmação do ótimo grupo que está á disposição de Abel neste ano.

Um forte abraço aqui do Sul.

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Serviço do Jogo

Veranópolis (1): Willian (Marcão); Thoni, Nelinho, Xavier e Jal; Coracini, Mikimba (Neném), Eduardo e Lúcio Flávio; Guto (Kito) e Sandro Sotilli. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

Internacional (3): Renan; Índio, Orozco e Sidnei; Bustos (Jonas, aos 40min2ºt), Edinho, Magrão, Andrezinho (Ramon, aos 12min1ºt) e Guiñazu; Adriano e Gil (Roger, aos 27min, 2ºt). Técnico: Abel Braga.

Gols: Gil (I), aos 27min30seg do primeiro tempo, Adriano (I), de pênalti, aos 46min do primeiro tempo, Adriano (I), aos 27min25seg do segundo tempo, Sandro Sotilli (V), de pênalti, aos 29min do segundo tempo. Cartões amarelos: Jal, Thoni, Xavier, Eduardo (V); Guiñazu, Orozco (I). Expulsão: Neném (V) e Guiñazu (I). Arbitragem: Leandro Vuaden, auxiliado por José Silveira e Júlio César Santos. Local: Estádio Antônio David Farina, em Veranópolis.

Os três pontos, Marcão e Fernandão

Seg, 17/03/08
por mateus reck |


Torcida colorada novamente em bom número Foto: Site oficial do Internacional

No final da tarde deste sábado, dia 15, o Internacional teve uma partida de pouca inspiração, uma movimentação interessante e um zagueiro-lateral artilheiro.

O grande destaque deste confronto foi a torcida, que novamente compareceu em bom número ao Gigante. Em alguns instantes, setores do estádio pareciam impacientes com a fraca atuação do time em campo. Contudo, a equipe respondeu como deve ser: marcando gol.

O jogo começou carrancudo para o Inter. A equipe do Zequinha fechou os espaços e se retraiu, visivelmente interessada em não levar muitos gols. E o Internacional encontrou dificuldades para desenvolver seus truques táticos. Quando se concentrou e executou com leveza e concisão, chegou ao gol. Marcão mostrou oportunismo de centroavante ao mandar pro fundo das redes bola ajeitada por Fernandão.

Depois disso, o jogo caiu num marasmo de dar dó. O São José se defendia retraído e pouco investia no ataque. O Internacional tentava, sem sucesso, encontrar espaços no seu campo de ataque, que em momentos chegou a ter 20 homens concentrados por ali. Ficava difícil.

No segundo tempo, o time voltou mais decidido e novamente Marcão, em um belíssimo toque de trivela, deslocou o goleiro Ney e fez seu segundo gol, quinto da temporada, consolidando a vitória colorada e a manutenção da liderança isolada.

Na análise dos jogadores, Alex foi muito marcado e produziu pouco, pois em momentos tinha três marcadores no seu encalço. Guiñazú, como sempre, foi combativo e criou jogadas interessantes. Em uma delas deu um lançamento perfeito para Marcão, que descia pela ponta esquerda. Uma preciosidade.
Iarley jogou menos do que pode. Maycon cumpriu bem a função de Edinho. Andrezinho novamente entrou muito bem. Magrão se movimentou bastante e jogou uma partida de nível médio pra bom. Orozco não foi exigido, assim como Índio, que se aventurou diversas vezes ao ataque.

Mas o ponto positivo, ao meu ver, foi Fernandão. Estava daquele jeito: sonolento, errando passes de cinco metros, voltando muito pra fazer parede. Após o segundo gol, algo nele se incendiou. Começou a disputar bolas com a conhecida raça, deu um pique de uns 20 metros para dividir uma bola com a zaga, distribuiu passes perfeitos, tentou uma belíssima bicicleta e mereceu seu gol. Eu torci fervorosamente para que uma de suas tentativas se concretizasse. Ele mereceu. Não veio. Mas na quarta-feira vêm. Ele acordou e voltará a ser o nosso glorioso capitão, aquele mesmo que ergueu aos céus as duas maiores taças que um clube de futebol pode conquistar.

Os vinte e cinco minutos finais do jogo, valeram a pena pela sua reação.
Um forte abraço aqui do Sul.
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Serviço do Jogo:

Internacional (2): Renan; Índio, Orozco e Marcão; Wellington Monteiro (Adriano, 40min2ºt), Maycon, Magrão, Alex (Andrezinho, 29min30seg2ºt) e Guiñazu; Iarley (Gil, 28min30seg2ºt) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.

São José-PA (0): Nei; Tiago Silva, Samuel e Bruno; Marcelo, Dario (Felipe), Jonas, Júnior Paulista e Pedro; Fabiano (Toledo) e Matão (Dênio). Técnico: André Luiz.

Gols: Marcão (I, 2), aos 11min55seg do primeiro tempo, aos 11min50seg do segundo tempo. Cartões amarelos: Alex, Iarley, Fernandão, Marcão (I), Marcelo, Jonas (SJ). Renda: R$ 155.257,00. Público: 21.513 (13.396 pagantes). Arbitragem: Carlos Simon, auxiliado por Altemir Haussman e José Franco Filho. Local: Beira-Rio.

A alegria dos corneteiros

Qui, 13/03/08
por mateus reck |

Está consolidado o grande momento dos que adoram fazer terra arrasada. Agora é a hora, corneteiros! Xinguem, desmontem o time, chamem o treinador de burro, o presidente de incompetente! Falem que o tal brinquedo quebrou, alimentem essa idiotice que foi implantada em vossas mentes! Unam-se aos verdadeiros interessados neste acontecimento! Atirem suas pedras!

Peço perdão pelo desabafo inicial, mas assisti o jogo muito mal acompanhado. Cheio de corneteiros que pareciam anti-colorados. Me deixaram louco. Eu e mais uns quatro ou cinco, num ambiente de quinze pessoas.

Claro que o time não jogou. Nada. Sequer desembarcou em Caxias. Foram em corpo, mas não em espírito. E agindo assim, contribuíram para as especulações que virão á seguir. Sobre o esquema de jogo, a sonolência em campo, o descomprometimento na marcação.

Nem Guiñazú conseguiu, sozinho, fazer qualquer coisa. Fiquei impressionado. Se nem ele conseguiu jogar, algo de muito errado estava acontecendo.

O Internacional foi completamente envolvido, amordaçado. E não conseguiu regir. Realmente faltou “cojónes”.

Mesmo assim, continuamos líderes do grupo. Mas isso não vai importar para os corneteiros.

Não, eu não estou assinando meu atestado de insanidade. Sei que ocorreram erros muito graves nesta noite. Erros que devem ser minuciosamente avaliados.

Creio que as falhas desta noite acendam a luz amarela. Identifiquem que existem ajustes á serem efetuados no esquema. E peças que podem ser substituídas neste momento. Temos um grupo qualificado e ótimas reposições.

Mas o que espero mesmo é que Abelão tire uma lição do que aconteceu. Não será só o Ju que jogará a vida contra o Inter (especialidade do time da serra). Quem nos encontrar vai fazer muita força para nos derrubar. Alguns poderão nos ameaçar, outros vencer-nos. O que não pode ocorrer é as derrotas serem abonadas pelo time.

Isso eu não posso admitir de uma equipe que a menos de dois anos me mostrou o quão longe se pode chegar acreditando verdadeiramente no trabalho executado.

Abel tem o compromisso de nos provar sua teoria que o time de 2008 é superior ao de 2006.

Ele têm crédito para fazê-lo. Não pode é deixar esgotar a paciência da torcida.

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Serviço do Jogo

Juventude (3): Michel Alves; Elvis (Hélder), Márcio Alemão, Nunes e Márcio Goiano; Juan Perez, Lauro, Paulo César e Danilo (Michel); Ivo (Renan) e Mendes. Técnico: Edson Gaúcho.

Internacional (0): Renan; Índio, Orozco e Marcão (Gil, 31min2ºt); Wellington Monteiro, Edinho, Magrão (Jonas, 34min2ºt), Alex e Guiñazu; Iarley e Fernandão (Adriano, 36min2ºt).
Técnico: Abel Braga.

Gols: Mendes (J), aos 18min do segundo tempo, Maicon (J), aos 33min30seg do segundo tempo, Hélder (J), aos 43min45seg do segundo tempo. Cartões amarelos: Paulo César, Nunes, Elvis, Perez, Mendes (J), Edinho, Marcão, Índio, Fernandão (I). Expulsão: Edinho (I). Arbitragem: Fabrício Corrêa, auxiliado por Sérgio Cordeiro Filho e Edemar Palmeira. Local: Estádio Centenário, em Caxias do Sul.

Um forte abraço aqui do Sul.


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