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Um grande colorado.

Ter, 18/11/08
por mateus reck |
categoria Coloradismos

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Arthur Dallegrave junto com F9. Seu nome se confunde com a própria história do Internacional. Deixa um legado irretocável. Foto: Alexandre Lops 

Ontem, o Internacional perdeu um de seus mais emblemáticos dirigentes. Junto com ele se foi uma grande parte da própria história do clube, tendo em vista que este colorado dedicou mais de meio século de sua vida ao seu grande amor clubístico.

Um grande homem, sem margem de dúvidas. Um verdadeiro gentleman do meio futebolístico. Uma pessoa com abertura em todos os meios, tendo grande respeito até de nosso rival, que em um belíssimo ato de solidariedade, hasteou sua bandeira a meio pau, evidenciando um ato que pode ser tomado como exemplo pelas torcidas, que andam em guerra.

Segue tranquilo, “Velho”*. A tua última caminhada é a mais gloriosa de todas. A torcida colorada lá do céu deve estar efusiva, pois contará com mais um legítimo cacique, um maioral na arte de ser Pele Vermelha.

Com um amparo celestial deste peso, todos os anjos deverão vestir vermelho a partir de agora.

E saiba, Velho, que ficaremos tristes por tua ausência justamente no centenário do clube, para o qual estavas trabalhando tanto. Mas temos certeza que não fostes para a tua última viajada em vão: irás guiar, do altar divino dos céus, teu Internacional para mais uma grande jornada. Justamente em seu centenário. Nada ocorre por acaso.

Descanse em paz, e com a certeza do dever cumprido, mestre!

Um forte abraço à familia Dallegrave, de todos os Pele Vermelha.

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* Velho era como respeitosamente e em um evidente sinal de respeito a sua sabedoria e experiência, Dallegrave era conhecido no interior do Gigante.

Chegar aos 40.

Seg, 20/10/08
por mateus reck |
categoria Coloradismos

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A importância de um atleta traduzida em resultados. Clemer é um vencedor com a camisa 1 colorada. 

Hoje é um dia importante para um atleta do Sport Club Internacional. Mas não somente à ele. É relevante também para todos os admiradores de seu futebol, que nos momentos decisivos sempre foi de altíssimo nível e segurança.

Ele fez parte das maiores conquistas da história recente do Internacional. Participou da bela campanha no Brasileiro de 2005, onde tivemos desempenho superior ao time que foi consagrado campeão pelos tribunais de justiça esportiva; participou ativamente da conquista da Libertadores de 2006; segurou o ímpeto dos Catalães do Barça na final do Mundial Interclubes, erguendo junto com F9 a taça de Campeão do Mundo FIFA em 2006 também; foi campeão gaúcho este ano, com uma estrondosa goleada de 8 x 1 sobre o Juventude, com um requinte especial: marcou seu primeiro gol, de pênalti, em uma cobrança cheia de categoria, com paradinha e tudo.

Enfim, uma história reluzente de um dos jogadores mais vitoriosos do futebol gaúcho.

Ao completar 40 anos, Clemer segue em atividade, momentaneamente na reserva devido à algumas falhas. Contudo, Cláudio André Taffarel - outro grande goleiro da história do clube - proferiu uma frase emblemática, pouco antes de se aposentar dos gramados: “- jovem ou experiente, goleiro sempre falha”.

Por algumas falhas sequencias, Clemer está na reserva hoje. Mas ainda vejo um bom goleiro em nosso velho campeão.

Todavia, uma parcela da torcida ainda o observa com ingratidão, desdenhando sua capacidade e culpando sua idade pelos maus momentos.

Eu vejo goleiros jovens falharem muito mais. Vejo goleiros que nunca terão os títulos que este quarentão conquistou, jogando de titulares e sem uma décima parte da segurança e tranquilidade apresentadas por ele.

Enfim, Clemer, quero te desejar parabéns por esta data tão significativa. Saiba que ainda és orgulho de grande parte da torcida colorada. Ainda segue como o grande goleiro das grandes vitórias do esquadrão alvi-rubro pelo mundo à fora.

Se o momento te reserva alguns percalços, não fiques triste. Estas coisas se impõem somente aos grandes. Aos vencedores. Aos atletas que sempre buscam desafios. Cada vez maiores.

E saibas que, por mim, ainda serias o camisa 1. Pois é evidente que terás condição de jogar por mais um ou dois anos. Com a mesma segurança, tranquilidade e liderança de sempre.

Essa pequena parte da torcida que te faz troça, é a mesma que execrou Pedro Iarley, dizendo que ele não mais servia para eles. Agora assistem ele fazer um excelente campeonato vestindo outra camisa e pensando: “- ele não devia ter saído…”

Por isso, em nome da grande torcida colorada que nunca se esquecerá dos grandes jogadores que viu conquistarem o Mundo, te desejo longa vida, muitos minutos de jogo, e queremos que saiba que o Beira-Rio é tua casa. Permaneça enquanto fores feliz. Pois a massa colorada o tem como um de nós, um dos Pele Vermelha.

Um forte abraço aqui do Sul.

O Mutante Colorado

Sex, 17/10/08
por mateus reck |

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A prova do crime. Guina em campo, como se nada tivesse acontecido. Quem se atreve à barrá-lo? Foto: Juliano Schüler 

O departamento médico bem que tentou convencê-lo do contrário. Porém, ontem Guiñazú treinou no coletivo e afirmou estar pronto para o jogo contra o Boca. Mas não o que está marcado para a Bombonera, e sim na semana que vem, no Gigante da Beira-Rio.

Mais uma prova de que Guiñazú é a tradução literal de doação. O gringo é apaixonado pelo que faz, e ficar parado - para ele - é a maior de todas as torturas.

Quem não se lembra: logo após ter deslocado o braço em um lance horripilante, ele demorou a fazer cara feia, se dirigiu - obrigado - à beira do campo e teve seu braço imobilizado. Enquanto o Dr. Poisl fazia o procedimento, Guina não tirou os olhos do jogo. Era clara e óbvia sua intenção de voltar ao jogo, com o braço deslocado e tudo.

Fenómeno.

É por isso que a torcida colorada tem especial devoção pela raça, pela doação, pela entrega total, não se importando com eventuais problemas. Aliás, para ele até a solução de problemas é rápida.

Ou alguém se esqueceu que Guina, o Mutante Colorado, jogou a final do gauchão, nos históricos 8 x 1 sobre o Juventude, com um buraco no joelho e exatamente 15 dias após passar por uma artroscopia? E jogou como sempre. Dando seus carrinhos certeiros, suas arrancadas velozes, suas chegadas firmes e decisivas.

O bom e velho Guina de sempre.

Nunca, em meus 31 anos de vida, vi nada igual à Guiñazú. Ele realmente é um fora de série. Além de jogar bem, ter habilidade - porém sem frescura - e um preparo físico sobre-humano, ele também tem um poder de recuperação impressionante.

Soube de algumas particularidades dele que alguns podem desconhecer.

Guina, após os treinos chega a fazer uma hora de esteira, para suar o que ele acredita não ter suado durante o treino, que disputa - faça calor ou faça frio - de moletom pesado, para evaporar até o tutano do osso. Incrível.

Adicione a isso ainda quando, depois de treinar e ir pra casa, ele costuma matar a vontade de correr em sua esteira particular.

Outra: 

Após os jogos, os jogadores imergem seu corpo em uma banheira com gelo, para acelerar a retração dos músculos e proporcionar uma rápida recuperação e descanso. Jogadores normais ficam 10, 15 no máximo 20 minutos. Guina: 1 hora. Não é por acaso que ele é o jogador que mais se desloca em campo, fazendo uma média superior a 15 km, em um jogo.

Enfim, Guiñazú é o símbolo de raça e garra que o futebol gaúcho admira e gosta de ver. Os colorados nunca sentiram tanto orgulho de ver alguém vestindo o manto vermelho como El Cholo o faz. Ele sintetiza a ânsia do torcedor, que se pudesse vestir a camisa e sair jogando, o faria assim. Sem restrições. Se atiraria como um faminto à um prato de comida na primeira bola perdida que cruzasse a sua frente.

Justamente por isso ele é o maior ídolo atual dos colorados, que ficaram órfãos de F9. Guina ilustra o desejo mais puro do torcedor de seu time: Jogar honrando o salário monstruoso que lhe pagam.

Ele é o melhor custo benefício do mercado futebolístico mundial.

Por isso, me orgulho tanto de ver aquele careca que, no dia 3 de agosto de 2006 vi gastar a grama do Gigante, perseguindo implacavelmente Alex, Fernandão ou quem quer que vestisse vermelho, estar do nosso lado.

Naquele dia, em que estava no Gigante assistindo El Cholo na Semi-final da Libertadores, com uma camisa alvi-negra, vi muitos que, assim como eu, se impressionaram com a carrapatice daquele “carequinha que parece ter 35 anos”. Uma saúde e disposição impressionantes. Todos se olhavam e diziam: “-Taí o substituto do Tinga!”

Demorou um ano, mas ele veio. E hoje impressiona o mundo com sua garra e coragem, seu futebol de qualidade e implacável precisão.

Guiñazú é patrimônio do Internacional.

Está na história do clube.

Enfim: um ÍDOLO.

Um forte abraço aqui do Sul

Internacional - No nome e na torcida

Qua, 15/10/08
por mateus reck |
categoria Coloradismos

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Imagem retirada do Blog de Matthew Burges, o Britânico mais colorado da Europa. 

Não é de hoje que sabemos o quão longe uma paixão pode chegar, seja ela pelo que for. No futebol, acontecem coisas muito interessantes. Pessoas que, de muito longe, admiram clubes que nem são de seus países.

Normal entre a infância e juventude brasileira, que admira os times italianos, ingleses, espanhóis e de outras nações que universalizaram o futebol, com seus zilhões de Euros reluzentes ou seus montes de dólares enegrecidos pelo petróleo.

Porém quando o inverso acontece, causa certa estranheza e admiração.

Recebi, há alguns dias, um mail de um rapaz britânico que, por mais uma coincidência, também tem o nome parecido como meu. As semelhanças vão além: ele é um fervoroso torcedor do Sport Club Internacional de Porto Alegre/RS - Brasil. Mas não é um daqueles que, ao ver o esquadrão vermelho dobrar o poderoso Barcelona, em Yokohama, se apaixonou e virou simpatizante do clube, o tendo como um segundo clube do coração.

Ele torce para o Internacional há mais de 10 anos. Sua admiração se deu após muito pesquisar o futebol brasileiro. Assim, Matthew Burgess, escolheu o Inter para ser o seu time do coração. Não o segundo ou terceiro, depois que qualquer outro time inglês, mas sim o time que ele devotaria todo seu amor de torcedor. E assim o faz. Há algum tempo ele comanda um blog, em que analisa o dia-a-dia do time de seu coração a milhares de kilômetros de distância, mas com uma devoção e comprometimento impressionante.

O blog sempre é atualizado e acompanha cada passo do time de seu coração. Chegou a me causar um certo sentimento de culpa, por às vezes não tocar este espaço como deveria. O tempo tem sido curto e não ando executando meu trabalho aqui como gostaria. Porém, depois deste emocionante encontro, onde pude observar tamanho interesse e comprometimento, prometo que vou buscar tempo onde necessário for para manter nosso espaço aqui no GE sempre atualizado e analisando mais friamente todos os aspectos que envolvam nosso glorioso Sport Club Internacional.

Abaixo, uma breve entrevista que fiz com Matthew, onde ele explica melhor sua paixão e seus desejos de conhecer o Beira-Rio, também como seus ídolos no clube.

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Entrevista com Matthew Burgess, blogueiro do Internacional no País de Gales.

Blog do Internacional: Quando você tomou conhecimento do Inter? 
Eu acompanho o Inter há cerca de dez anos. Eu comecei a torcer para eles a partir da minha admiração pelo futebol brasileiro, então decidi tentar acompanhar um time do Brazil. Eventualmente acabei lendo e estudando sobre a cultura gaúcha e do seu orgulho regional, e que a capital era dividida entre dois clubes. Eu acabei escolhendo o Inter pois a cor da camiseta eram das mesmas cores que identificam o País de Gales! Desde então, não só aprendi bastante coisa sobre a história e a cultura que envolve o Internacional, mas também aprendi alguma coisa sobre o povo gaúcho.

Blog do Internacional: É o primeiro clube no seu coração? 
Adoro tudo que envolva futebol mas gasto mais tempo lendo e escrevendo sobre o Inter mais do que qualquer outro clube! Posso estar morando longe do Beira-rio, mas a paixão que sinto pelo clube é muito similar a que os colorados daí sentem.

Blog do Internacional: Você gostaria de vir aqui para o Brasil para assistir a um jogo do Inter?
Evidente!! É um sonho poder estar aí e vivenciar a experiência que os outros colorados vivenciam. Eu tenho uma família jovem então é meio inviável para mim uma viagem hoje, mas um dia eu certamente vou assistir a um jogo do Inter.

Blog do Internacional: Quantos anos você tem?
Tenho 26 anos, Torço pro Inter desde meus 16 anos. Minhas lembranças mais antigas  são de jogadores como Andre, Gamarra, Luiz Claudio, Fabiano, Le. Eu também lembro do Lúcio e do Rochemback subindo dos Juniores.
 
Blog do Internacional: Qual é o seu jogador favorito atualmente e historicamente? 
Eu não vi Figueroa nem Falcão então fico com o Fernandão. Estou certo de que ele deveria ter nascido no Beira-rio!! Também gosto do Wáson Renteria (seu golaço contra o Nacional na Libertadores e a comemoração como Saci!!!)

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Quem quiser conhecer o blog, é só clicar aqui, ou procurar o link nos favoritos do Blog, que ficará permanente aqui no lado direito da coluna. Obviamente é escrito (e muito bem escrito) em inglês britânico. Uma boa oportunidade de desenferrujar a leitura em outra língua. E também para ver uma abordagem por outro ponto de vista.

Um forte abraço aqui do Sul (e garanto que do País de Gales também!)

Ô semaninha comprida

Sex, 05/09/08
por mateus reck |
categoria Coloradismos

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Não sei se acho isso bom ou mau. O certo é que uma semana sem jogo na quarta-feira é longa, entediante e chata. Porém, do jeito que o Internacional anda jogando, acabamos nos privando de irritações e aborrecimentos.

Cada jogo é um festival de horrores, um desfile de incompetência e desorganização.

Espero que estes cinco dias tenham servido para alguma coisa. Para que a diretoria tenha conseguido contatar alguém mais preparado para a casamata, ao menos. E para que a criatura que anda disfarçada de técnico tenha conseguido pelo menos mobilizar o time para poder sair um pouco mais honradamente do posto que DEVE deixar em breve.

Todos sabemos que a culpa não é só dele. Eu também sei. Uma enxurrada sem fim de comentários (que cresceram vertiginosamente, pois tivemos um aumento de 120% na audiência deste espaço) bradavam a mesma questão:

“- Ô, Mateus! Sai o Tite e entra quem???”

Tchê… qualquer um! Eu , tu e até as velhinhas que assistem todos os jogos do Internacional na Social saberíamos montar um esquema básico com o material que se dispõe no plantel. Eu, que tanto fiz campanha para que contratássemos Autuori fiquei realmente muito decepcionado com a opção da direção.

Ficou claro que teve dedo do Carvalho. Píffero, por mais sacripanta que seja, sempre deixou claro sua ojeriza pelo sofista. Mas ali ele teve que baixar o topete e aceitar. Uma pena. Essa falta de cojónes vai marcar Píffero como um presidente atrapalhado e sem comando. Um Asmuz da vida.  

Agora estamos aí… desse jeito. Uma vitóriazinha aqui, outra acolá, e nada de mudar. Sempre entre a nona e a décima-primeira colocação. E nada de engrenar.

É sabido que o grande culpado deste malfadado ano (e do anterior também) é a direção. Planejamento de vendas: nota 10. Planejamento de futebol: Uádafuckisthat??

Um clube da grandeza do Internacional não pode se dar ao luxo de desprezar um campeonato. Sim, desprezar. Pois ao optar por desmanchar elenco durante uma competição, sem antes ter planejado a reposição, consentiu com as consequências prováveis e inadiáveis.

Situações adversas

Qua, 03/09/08
por mateus reck |

No meio dessa bagunça generalizada em que se encontra a entidade Sport Club Internacional, algumas demonstrações da direção chegam a causar estranheza, devido ao profissionalismo e arrojo que apresentam.

Não, senhores. Não estou me rendendo e virando fã desta direção mambembe, que recebeu em mãos um clube multicampeão, com um caixa gordo e estrutura sólida como a rocha em que se encontrava a espada de Arthur, e vai entregá-lo ao próximo comandante capenga, descentralizada e completamente sem noção de objetivos.

 O que impressiona é o esforço e o sucesso em conseguir segurar jogadores em uma janela impiedosa, que transforma o brasileirão em um campeonato distindo, dividido em pré-janela e pós-janela. O esforço demandado para segurar Guiñazú foi imenso e bem sucedido. Guina balançou, mas dois jogos após isso voltou a ser o gigante em campo que todos reconhecemos.

Alex, ainda balançando, vai permanecer ao que tudo indica. Contra sua vontade imediata, mas fica. Irritado e desmotivado, mas fica. Vai ter tempo pra arrumar sua cabeça.

Nilmar, o capítulo mais recente e mais impressionante, foi o desfecho de uma manobra incrível e ao mesmo tempo assustadora. O Internacional despejou quase seis milhões de Euros nas barbas do faminto empresário do garoto e mandou Zaragoza, Palermo e a PQP embora. Incrível. Para trazer D´Alessandro ficou fazendo novela, passando chapéu até conseguir o objetivo. Para manter Nilmar, bastou aguardar a janela e abrir os cofres. Creio que ambas histórias tenham ligação. O time não quis se descapitalizar num primeiro momento para se garantir perante o perigo que rondaria o Gigante na temida Janela.

O saldo disso tudo: O Internacional manteve o mesmo time para encerrar o campeonato. Achei fantástico! Esses, que adorariam pular fora e assistir de camarote, agora terão que suar a sua camisa para não manchar seu currículo. Essa turminha, que só andava pensando em sair, agora vai ter que ficar e honrar tamanho esforço empreendido pelo clube para a manutenção do plantel.

Eu, que tanto critiquei e mandei embora esses mercenários, me dei conta de uma coisa: Ia ser muito barbada para eles. Era só fazer as malas e deixar o clube na hora em que ele mais precisa.

Negativo! A direção, que só fez bobagem nos últimos dois anos, teve um ato de coragem e vanguarda. Uma pena eles não terem trabalhado sempre assim. Porquê não agiram deste modo na hora de contratar um técnico?? Estamos a 15 rodadas do final do campeonato e seguimos sem ninguém na casamata!

Incrível. É oito ou oitenta…

Espero que tudo isso que foi feito não resulte em uma furada financeira. Tanto dinheiro empregado não seja em vão.

Para isso tudo valer a pena, precisamos de técnico. Mas não qualquer um, e sim um que saiba lidar com egos inflados e jogadores de cifras milionárias. Um que berre alto e imponha sua liderança sem contestações.

Direção… tenham como inspiração a atitude que tiveram em manter jogadores caríssimos e busquem reorganizar o clube. Pois espero que não tenham feito isso tudo em prol de benefícios próprios num futuro breve (realmente é o que mais temo).

Mas o que mais urge, neste momento, é a troca de comando no campo.

Por isso, reitero meu pedido: FORA TITE!!!!!

Um forte abraço aqui do Sul 

Cabeças DEVEM rolar

Dom, 31/08/08
por mateus reck |

Sobre o jogo, nada a comentar. A mesma porcaria de sempre, que é o máximo que aquele sujeitinho alinhado da casamata consegue. Total desorganização. Caos. Falta de comprometimento, de vontade, de união.

Algo de muito nefasto anda ocorrendo nas entranhas do Gigante. Muita sujeira pode estar sendo manipulada internamente. Muitos negócios escusos devem estar em andamento. Tudo visando algo pessoal. “Que se rale essa massa vermelha. A hora agora é de colher tudo o que foi conquistado financeiramente.”

Ou nós, a torcida, toma atitudes mais radicais ou seremos responsáveis também por algo nunca antes imaginado. O que falta é um chacoalhão. Um pára-te-quieto. Um BASTA!!

Ou esses senhores começam a mostrar algo produtivo em campo ou FORA!!! Ou essa diretoria inerte demite esta criatura sorrateira e burra que comanda (??!!??) o time ou será expurgada, em um impeachment inédito no futebol. Ou se faz uma limpeza nesta imundície de empresários interesseiros que andam como urubus rodeando filhotes recém-nascidos, ou a torcida, com suas próprias, mãos o fará.

CHEGA!

Enquanto estes senhores se empanturram em um farto banquete às custas do amor e da religião de uma Nação Vermelha nós, os verdadeiros credores deste legado, os reais donos, fundadores, mantenedores e geneticamente ligados se sujeita a assistir ,desde 2007, uma sucessão de trapalhadas que me parecem ser intencionais.

Nada mais me faz mudar a idéia de que estes ilustres senhores estão cometendo esse suicídio institucional propositalmente. Visando algum lucro ou vantagem pessoal com tal acontecimento.

Basta.

A Nação Vermelha se ergueu.

Agora sofram as consequências, ilustres senhores.

A pressão será insuportável. Aos fracos e oportunistas baratos como vocês.

Tenho dito.

O mesmo papinho de sempre

Qua, 27/08/08
por mateus reck |
categoria Coloradismos

Pois é. Agora Nilmar é o novo porta-voz do papinho batido aquele de “independência financeira até de meus netos”…

Pois vá, Nilmar. dinheiro é realmente tudo nessa vida globalizada e capitalista. É só o dinheiro que vale. Mas vá e não volte mais. Tente fazer carreira na Europa e não voltar pra se encontrar novamente no Brasil. Vá e faça valer a tão propalada independência financeira.

Chega a soar como deboche, pois em um país onde a esmagadora maioria se vira com um salário de R$ 415,00 uma criatura que deve ganhar mais de R$ 200 mil por mês precisa mais de quanto para conseguir viver tranquilo?

Faça-me o favor. Então seja claro e honesto. Diga: “- Vou por que a única coisa que me importa é o dinheiro. O que vale mesmo são os euros, os dólares. A torcida, a gente leva na malandragem, beija uma camisa de vez em quando e tudo está resolvido.”

Vá, Nilmar. Mas não volte!

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Outro que também vai é Alex. Enfim… tudo o que foi falado pela direção negando mais vendas este ano era pura balela. Creio que eles realmente não estão nem aí pelo que o torcedor sente e pelo que a tabela do campeonato vem evidenciando.

O que nos resta, povo colorado, é torcer para acabar logo esse mandato de Píffero e cia.

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A tempo: a perseguição ao D´Alessandro é injusta, tendenciosa e revoltante. Já basta o que fomos prejudicados dentro de campo, com três pênaltis não marcados. Precisam disto também?? Ah, por favor… vão tomar tomate cru!

Um forte abraço aqui do Sul

Providências

Seg, 18/08/08
por mateus reck |

Agora, de cabeça mais fria, vou escrever algo. Ontem, logo após o término de mais uma demonstração da incapacidade do “técnico” colorado, fiquei tão frustrado que não tinha nada além de raiva fervendo o meu sangue.

Como é possível alguém com tanto material humano não conseguir nada. Mas nada mesmo. A grande maioria da torcida denota a culpa para direção. Na minha opinião, o grande culpado é Tite. Um trapalhão. Um “filósofo” da bola. Um tipo daqueles que, aos mais incautos, aparenta ser um grande estrategista, com suas palavras mansas, ponderadas e bem colocadas. Sua calma e proficiência em explicações são fruto de muito treinamento. Afinal, nunca vi alguém ter que dar tantas desculpas por insucessos.

Lembro que quando Abelão deixou o clube, se cogitou o nome de Ney Franco. Fiquei perturbado, pois não levava fé neste nome. Pois hoje, ele alçou o Botafogo ao G4 sem qualquer mágica. Somente competência. Uma pena. Creio que este seria o cara certo… mas agora já se foi.

O grande xis da questão é: Tite não serve para o cargo. Nunca serviu. Não existem argumentos capazes de sustentá-lo em seu cargo. Por mais que se fale em reforços chegando no meio da competição, gente sem entrosamento e preparo físico de pós-férias, Tite não conseguiu sequer fazer o básico, que é se impor perante os jogadores. Se fazer respeitado. Se fazer líder de grupo e ter comando.

É um frouxo. Um falamansa. Assim, qualquer um - me perdoem o termo xucro - caga por cima. Fica fácil pra se instalar um clima ruim de vestiário. O que ficou evidenciado quando o “craque” Wellington Monteiro esbravejou por ser substituído, e não bastasse isso, criticou pesadamente o modus operandi do sofista das casamatas.

Realmente, é desesperador. Se fosse nos negros anos noventa, onde mal e mal tínhamos time, tudo bem. Mas com um plantel qualificado, não conseguir mandar 11 jogadores motivados para o jogo?

Isso atesta a incompetência do sofista das casamatas. Um palavreiro trapalhão. Um fraco. Um indivíduo que não merece vestir o uniforme que estampa uma TRÍPLICE COROA MUNDIAL.

Tenho dito

Um forte abraço aqui do Sul

Lembranças inspiradoras

Sáb, 16/08/08
por mateus reck |
categoria Coloradismos

Imagem que entrou para a história. F9, extremamente emocionado, corre para comemorar o primeiro gol no Gigante. Inter estava a menos de 60 minutos de conquistar a América.fernando-final.jpg 

Hoje, há exatos dois anos, estávamos conquistando um de nossos mais importantes títulos. O Internacional pintava a América de vermelho, reservando tinta para pintar o Mundo inteiro, em dezembro, em Yokohama.

Depois de uma campanha muito forte, onde teve apenas uma derrota e de virada em pleno Equador, o Inter chegava à final contra o Campeão do Mundo e da Libertadores passada. E atropelou seu adversário em pleno Morumbi. Até hoje, o nome de Rafael Sobis causa calafrios na torcida tricolor paulista. No Gigante, com muita raça e imposição, conseguiu segurar o ímpeto da equipe paulista e se sagrar Campeão da América 2006.

Foi um dos momentos mais felizes de minha vida. Um momento de consagração e de recompensa. Estivemos tão perto por duas vezes. E isso serviu de lição para planejar tudo perfeitamente até a láurea da conquista. A América era nossa. Ainda é. Ninguém mais no Brasil teve competência para conquistá-la. E ela está aguardando o reencontro conosco. Pacienciosamente, La Copa nos espera de braços abertos. Pois nunca foi tão almejada e conquistada com tanto vigor e doação. Com tanta garra e tanto amor. Com forças sobrenaturais atuando do nosso lado. Com as Asas Vermelhas de Librelato guiando as vibrações de todos os colorados, deste e do outro mundo. Que Emanuel me perdoe, mas não pude resistir de usar este trecho de seu belíssimo texto, escrito momentos após esta retumbante conquista.

O Dia sem Fim persiste. A América, aqui no Brasil, ainda pertence ao Internacional. E aguarda por mais um encontro histórico, em pleno centenário. Encontro que é almejado por todos os Peles Vermelhas.

Por isso a cobrança pesada e insistente. Por isso a pressão. Por isso o ímpeto, o apoio e a reivindicação da massa colorada por mais uma demonstração de força do Império Vermelho.

Parabéns a todos os colorados pelo segundo aniverário da conquista da América.

Em breve, teremos um novo encontro com La Copa. Nem que o mundo se derreta. A força da monstruosa torcida vermelha inapelavelmente vai erguer nosso Internacional ao seu lugar natural.

Um forte abraço aqui do Sul.


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