
Nilmar. Boa apresentação mesmo muito marcado. Foto: Alexandre Lops
Divergindo inteiramente de toda a massa colorada, nosso Sofista atingiu o SEU objetivo na partida de ontem, contra o Atlético Mineiro, em Belo Horizonte. Buscou o “importante” primeiro dos quatro pontos que desejava. Metade de sua hercúlea tarefa está cumprida.
Parabéns, Sofista! Não é todo dia que se afronta uma massa, se obtém resultado e ainda se fica feliz com isso!
Convenhamos, Tite consegue transferir sua covardia para dentro de campo. O que vimos no primeiro tempo foi justamente isso: um time sem coragem, com um incrível medo e respeito exagerado. A fatura veio e Castillo, logo aos 6′ marcou um belíssimo gol, colocando o Galo à frente no placar. E jogando muito melhor que nós. Merecendo o resultado momentâneo.
Só não foi pior porquê Lauro é um goleiro em afirmação. Mostrando segurança e precisão, foi a garantia que a defesa não nos dava, com Danny Morais e Bolívar demonstrando total desentrosamento.
No segundo tempo, o Internacional entrou em campo revigorado e a camisa falou mais alto. Em uma boa jogada de Marcão, pênalti corretamente marcado por Sálvio Espínola. Alex cobrou e empatou. Justo resultado, pois desde os 30′ do primeiro tempo, o Internacional pressionava o time da casa sem trégua.
A virada veio à galope, fruto da insistência ininterrupta e da pressão dentro do campo dos mineiros. Em uma falta pela esquerda, Alex ergueu a bola lá no segundo pau, onde Sandro (que substituiu Magrão, lesionado) entrava livre e só teve o trabalho de empurrá-la para as redes.
Virada justíssima, do time que jogava muito mais e parecia denunciar um placar mais elástico, visto que atacava impiedosamente seu adversário, desconsiderando ser visitante.
Mas eis que aí entra a mão covarde do técnico e o time se retrai, perigosamente, cedendo o espaço do campo conquistado com muita luta, gradativa e facilmente. O Atlético - que não é um mau time - pelo contrário, tem bons jogadores como Pedro Paulo (uma flecha que substituiu Marques), ocupou os generosos espaços cedidos por um Internacional amedrontado tal qual seu técnico e conseguiu, em uma jogada onde a zaga ficou admirando a velocidade e a insistência do atleta Pedro Paulo, atravessar a grande área em direção ao gol e desferir um chute preciso, que foi morrer no fundo do gol colorado.
Empate. Depois de uma linda virada. Depois de desperdiçar chances incríveis de matar o jogo.
Irritante, não?
Eu confesso que fiquei muito irritado. Ver o time ter um apagão coletivo, não conseguir mais esboçar reação e ainda sofrer ataques perigosíssimos. É o fim.
Mas, eis que a camisa novamente urge, e Nilmar (impedido) faz o croquí do (quase) gol que viria logo a seguir. Depois de uma belíssima jogada de D´Alessandro, Ângelo cruza meio sem jeito para a área, e encontra Adriano se deslocando como um trem carregado e sem freios…
O resultado?
Uma bola que deve ter deixado o Mineirão pelo anel superior…
Uma pena. Adriano é o homem que consegue perder mais gols que Nilmar. Mas mesmo assim é preferido, barrando Guto, Walter e outros bons guris das categorias de base. Não poderia ser diferente.
No final, o Internacional até mereceu sair do Mineirão com os três pontos. Mas não por méritos de seu comandante, e sim por sua quase centenária camisa, que urrou alto e se impôs, mas não o suficiente para dominar a insegurança e covardia do Sofista que está orquestrando essa Ópera Bufa indigesta, às portas de um glorioso centenário.
Termino aqui, pois minha paciência com este sujeito também se acabou.
O incrível é que ele tem um bom restrospecto, apesar de tudo. Fruto da qualidade do grupo, que sozinho anda resolvendo as coisas onde elas são possíveis de ser solucionadas.
É enganador o quadro positivo que se cria deste comandante. Não se iludam.
Alguém com coragem é o que precisamos na beira do campo.
Um forte abraço aqui do Sul.
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Serviço do Jogo
Atlético-MG (2): Juninho, Sheslon, Leandro Almeida, Vinícius (Welton) e César Prates; Serginho, Márcio Araújo, Elton (Petkovic) e Renan Oliveira; Marques (Pedro Paulo) e Castillo. Técnico: Marcelo Oliveira.
Internacional (2): Lauro; Ângelo, Danny Morais, Bolívar e Marcão; Edinho, Magrão (Sandro), Andrezinho (D´Alessandro) e Taison (Adriano); Alex e Nilmar. Técnico: Tite.
Gols: Castillo (A), aos 6min do primeiro tempo, Alex (I), aos 5min do segundo tempo, Sandro (I), aos 23min do segundo tempo, Pedro Paulo (A), aos 29mim do segundo tempo.
Cartões amarelos: Sheslon, Elton, César Prates (A), Ângelo, Alex (I).
Arbitragem: Salvio Spinola Fagundes, auxiliado por Ednilson Corona e Evandro Silveira (trio paulista).
Local: Mineirão, Belo Horizonte-MG.