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A gurizada fez sua parte

Seg, 01/12/08
por mateus reck |

Ontem, em um jogo de pouca importância para as pretensões do Internacional neste final de ano, a gurizada enfrentou de frente o ambicioso Cruzeiro, que almeja ao menos uma vaga na Pré-Libertadores. E deram conta do recado.

Em um primeiro tempo muito correto, a equipe B do Inter jogou bem e soube resistir a pressão e o ímpeto do Cruzeiro. Teve bola no travessão, que quicou na linha e não entrou, e no rebote foi novamente cabeceada para outro salvamento na linha. Porém, não foi suficiente para abalar a estabilidade da gurizada.

Com frieza e um futebol compacto, o Inter alcançou o resultado com insistência. Nery fez o gol do jogo e seu primeiro (e provavelmente o único e último) com a camisa colorada. Taison foi bem e Danny Morais foi o xerife da zaga. Todos orquestrados pelo capitão Guiñazú.

Enfim, foi um jogo onde a gurizada deu conta do recado e elevou o Inter à 6ª posição, pouco para um time com tanta qualidade, mas bom para uma equipe que veio se moldando durante o campeonato.

Agora é decisão. Continental. A cara do Internacional, cada vez mais internacional.

Tudo e até o ar que se respira estão contaminados com este clima.

E na quarta, é o dia dos Pele Vermelha entrar em ação e garantir mais um caneco internacional para o clube.

Um forte abraço aqui do Sul.

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P.S. - Ontem, foram arrecadados mais de 58 toneladas de donativos para os queridos amigos e vizinhos catarinenses. Para o jogo de quarta feira, o Inter estima atingir as 100 toneladas de solidariedade propostas. Vamos ajudar, colorados.

Muito obrigado à todos que atenderam este chamado!

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Serviço do Jogo

Internacional (1): Lauro; Bustos (Ricardo Lopes), Orozco, Danny Morais e Ramon; Maycon, Guiñazu, Rosinei (Paulinho) e Gustavo Nery; Taison e Daniel Carvalho (Walter). Técnico: Tite.

Cruzeiro (0): Fábio; Jonatan, Léo Fortunato, Thiago Heleno e Fernandinho; Fabrício (Henrique), Marquinhos Paraná, Ramires e Wagner (Weldon); Thiago Ribeiro e Gerson Magrão (Wanderlei). Técnico: Adilson Batista.

Gol: Gustavo Nery (I), aos 14min do primeiro tempo.

Cartões amarelos: Marquinhos Paraná (C), Ramon (I).

Arbitragem: Djalma Beltrami Ferreira, auxiliado por Hilton Moutinho Rodrigues e Dibert Pedrosa Moisés.

Público: 13.269 / Renda: 58 toneladas de alimentos

Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

Jogo sem graça, derrota sem efeito

Seg, 24/11/08
por mateus reck |

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Danny Morais. Mostra, a cada atuação, que está pronto para ser titular. Foto: Alexandre Lops 

Me prestei a assistir o Internacional ontem. E o retrato deste time foi Daniel Barril de Carvalho. Impressionante como pode ter desaprendido a jogar tudo o que sabia. Se move sonolentamente, quase se arrastando. E não tem mais aquela capacidade de girar e sair driblando quem ousar atravessar seu caminho.

Daniel dos Dribles Carvalho… onde estarás??

Não consigo entender o que ocorre na cabeça de certos jogadores. Por mais que esteja buscando sua forma ideal, nota-se claramente que seu futebol desapareceu, sumiu como que por um passe de mágica.

Todo o esforço que foi empreendido para trazê-lo novamente ao seio de onde despertastes para o futebol foi em vão. Não só do clube, mas pessoal também. Será que a Rússia faz mal aos jogadores que se arriscam em seus gramados gélidos, em que as linhas demarcatórias sequer podem ser brancas?

Confesso que não sei a resposta. E somente toquei neste assunto por quê me assusta a atual condição deste que foi um dos craques surgidos nos gramados suplementares do Gigante.

Um desperdício. De tempo e de dinheiro. Isto que marcará esta passagem malfadada de Daniel no Internacional.

Quanto ao jogo de ontem… pouco pra se falar. Um time visivelmente desentrosado e com poucos destaques. Danny Morais se salvou, junto com Taison, Bustos (que me agradou) e Lauro. No resto, atuações limitadas e com poucos lampejos de criatividade.

O resultado foi justo, em vista do que apresentou em campo o Internacional.

Difícil não contaminar todo um grupo com o sentimento de decisão que se instalou no Gigante. Só se respira Sudamericana nos corredores do Beira Rio. Só se alimenta de Sudamericana. Só se bebe Sudamericana.

E isso é bom, pois se deve focar única e exclusivamente na conquista deste título. Afinal, se decidiu que esse seria o objetivo do segundo semestre. E o mínimo que se espera é alcançá-lo. Abrir mão do Brasileiro foi um erro imperdoável. Poderíamos ter chegado ao G4 fácil fácil. Era só ter ajustado o foco.

Contudo, não será de todo um mal. Se essa conquista se confirmar, o Internacional será o primeiro clube brasileiro a obtê-la. E neste século, terá conquistado tudo o que um clube pode almejar internacionalmente.

É um grande feito. Relevante, como sempre foi a história do Inter.

Mas todos os colorados tem a consciência de que, com o grupo que dispomos neste ano, teríamos chance de chegar ao G4 e ganhar essa Copa, tudo junto.

Esperamos que o ano emblemático de 2009 mostre um Internacional mais ajustado, focado e determinado, com forças em todos os campeonatos em que entrar.

Todas as forças miradas na Sudamericana.

Quarta é dia de Guerra!

Os Pele Vermelha começam a se preparar, pintando seus corpos com a tinta vermelho- sangue que os identifica.

Logo mais, o chão começará a tremer. Será o início da dança da guerra.

Um forte abraço aqui do Sul.

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Serviço do Jogo

Internacional (0): Lauro; Bustos, Pessanha, Danny Morais e Ramon; Maycon (Taison), Rosinei, Sandro e Andrezinho (Talles Cunha); Daniel Carvalho e Guto (Luiz Carlos). Técnico: Tite.

Fluminense (2): Fernando Henrique; Wellington Monteiro, Thiago Silva, Luiz Alberto e Júnior César (Carlinhos); Fabinho, Arouca (Edcarlos), Romeu e Conca; Maicon (Tartá) e Washington. Técnico: Renê Simões.

Gols: Romeu (F), aos 15min do primeiro tempo, Washington (F), aos 22min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Daniel Carvalho, Pessanha (I), Maicon (F).

Arbitragem: Sergio da Silva Carvalho, auxiliado por Marrubson Melo Freitas e César Augusto de Oliveira (trio do Distrito Federal).

Público: 7.481 (5.572 pagantes) / Renda: R$ 122.273,00

Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

O que escrever??

Dom, 23/11/08
por mateus reck |

Nesse vácuo de tempo que antecede as decisões, qualquer outro compromisso que não esteja diretamente ligado ao objetivo principal perde importância, se torna enfadonho. Chato até.

É assim que me sinto hoje. Apesar de ter acordado cedo, com o canto e a disposição dos pássaros, olhado pra fora da janela e ver um lindo dia de céu limpo e aquele sol que parece lamber nosso rosto suavemente, quando lembrei do jogo de logo mais - novamente às 19h10, uma palhaçada - me dei conta da desimportância deste evento para o Internacional. E comecei a imaginar como devem estar se sentindo os jogadores. Então, lembrei que quase a totalidade dos atletas que entrará em campo contra um desesperado Fluminense deve estar completamente despida deste tipo de sentimento. Eles devem estar motivados pela chance de mais uma vez mostrar trabalho perante a sua torcida.

Isso é bom, providencial até. Alguém tem que assumir essa bronca de conduzir o clube até o final do brasileiro. E nada melhor que entregar essa tarefa para quem realmente está focado nisso. A gurizada colorada sabe que não vai ser fácil, pois o Fluminense parece ter uma preparação especial que antecede os confrontos conosco. Sempre entram em campo dispostos a nos vencer. E invariavelmente obtém sucesso.

Isso pode ser o antídoto para frear esse ímpeto que os cariocas sempre demonstram contra nós.

Pode ser a arma para devolver as últimas derrotas que tivemos para eles.

 Enfim…. como vocês podem notar, até sem inspiração eu estou.

E como não vai sair mais nada de útil da minha cabeça, encerro aqui. Desejando que a gurizada que for a campo esteja muito mais motivada que eu para este confronto.

Um forte abraço aqui do Sul.

Na Vila. Contra o Peixe.

Dom, 16/11/08
por mateus reck |

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Check-in no hotel e na busca de uma vaga no time para o Centenário. Gurizada esperta na missão. Foto: Alexandre Lops

Na tarde-noite deste domingo (coisa que pelo jeito vai se tornar rotina, pois faz horas que o Internacional só joga neste horário), a gurizada colorada entra em campo para enfrentar o Peixe e tentar pelo menos quebrar a escrita que nos acompanha há muito tempo: ganhar na Vila é algo que não acontece faz horas.

Nas circunstâncias em que nos encontramos neste brasileirão, até um empatezinho lá seria interessante. Motivaria a gurizada suplente e aumentaria a confiança do grupo para o embate de quarta, no Gigante, pela Sudamericana.

Da turma de cima, só Lauro deve jogar. No mais até Bustos sai jogando. Provavelmente uma de suas últimas apresentações com a camisa rubra. Orozco também está neste rol. E o restante é o pessoal que vem embandeirando o clube nesta reta final onde o foco está em pretensões internacionais.

Boa chance para ver a gurizada se acostumando com a idéia de titularidade. Desta turma que vai a campo hoje, alguns provavelmente serão titulares ano que vem. Sandro é a minha aposta para espantar de vez Edinho da titularidade.Só não vê quem não quer. Encaixa como uma luva, em um meio campo ideal que para mim seria formado com ele, Magrão, Guiñazu e D´Alessandro. Forte na marcação e rápido nas respostas ofensivas.

Na zaga veremos Danny Morais, que pra mim já é um jogador pronto e polivalente: atua tanto como stopper ou como primeiro volante. E bem. Provável primeiro reserva no ano que vem, já que Índio deve permanecer e o Internacional tem acenado com a intenção de naturalizar Sorondo (que já tem um filho gaúcho) para abrir vaga a um atacante gringo. Como Sorondo é instável fisicamente, é providencial termos um suplente de qualidade. E Danny vai além.

Enfim, teremos mais uma chance de ensaiar a gurizada para o ano que vem. E eles têm a chance de manter o ritmo e provar que merecem continuidade no clube.

Um forte abraço aqui do Sul

Se tivesse sido assim…

Seg, 10/11/08
por mateus reck |

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Gurizada medonha do Gigante. O de braço erguido certamente figurará entre os titulares no centenário colorado. Foto: Alexandre Lops 

Ontem, no recreativo da piazada, o Internacional fez o que devia ter feito neste brasileirão: liquidar os times que estão na rabeira da tabela. Tivesse feito isso com este mesmo Ipatinga no turno, com o Santos no Gigante, com o Náutico há dias atrás, com o Galo em Minas e estaríamos no G4 tranquilos.

Mas, como o SE não passa de suposições e divagações, a realidade nos remete ao 6°lugar, com 51 pontos e com chances de terminar o brasileiro de forma honrada.

O laboratório de ontem foi válido para se observar alguns atletas que podem permanecer no centenário, e outras nabas que devem sair correndo.

A maior revelação que se dá pela sequência: Sandro é um jogador pronto. Edinho pode pendurar as chuteiras - ou ir para a Holanda. O guri vem mostrando uma eficiência e uma segurança digna de um grande meio campo, tal qual assim se forjou - guardadas as proporções - Caçapava, Batista e Falcão. Mais uma prata da casa que tem tudo para brilhar.

Muito proveitoso, portanto.

O foco está no título da Sudamericana. É o que respiraremos até o final deste mês. Brasileirão agora, infelizmente, nos servirá para pôr no trabalho material humano que não vinha tendo oportunidade neste segundo semestre.

Tudo agora gira em torno de Guadalajara.

E para seguirmos com o foco ajustado, amanhã teremos mais uma novidade: Eleandro Shcroeder será nosso correspondente direto nesta cidade mexicana. Ele irá acompanhar os passos do Internacional por lá e nos relatar o pré e o pós jogo.

Um forte abraço aqui do Sul

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Serviço do Jogo

Internacional (4): Lauro; Ângelo, Danny Morais, Orozco e Gustavo Nery; Sandro, Maycon (Walter), Taison e Andrezinho (Ramon); Daniel Carvalho (Talles Cunha) e Guto. Técnico: Tite.

Ipatinga-MG (0): Fernando; Henrique, Gian e Leo Oliveira; Afonso (Augusto Recife), Júlio, Leandro Salino, Pablo Escobar e Rodriguinho; Ferreira (Sandro) e Igor (Silvio). Técnico: Enderson Moreira.

Gols: Andrezinho (I), aos 20min do primeiro tempo, Taison (I), aos 28min do primeiro tempo, Sandro (I), aos 37min do primeiro tempo, Guto (I), aos 15min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Andrezinho, Guto (I). Expulsão: Léo Oliveira (I).

Público: 8.136 / Renda: 81.320,00

Arbitragem: Sérgio da Silva Carvalho, auxiliado por Marrubson Freitas e Nilson Carrijo (trio do Distrito Federal).

Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

O retrato de 2008

Seg, 03/11/08
por mateus reck |

Me nego a escrever algo mais elaborado ou analítico.

 O que o Internacional fez consigo ontem foi extremamente reprovável.

Para mim, ele ontem sintetizou a imagem de seu comandante, seus dirigentes, seu presidente e seus atletas descompromissados e festeiros.

Se alguém tem o controle da máquina do tempo, por favor: Dá um FF >>!!!!

Um forte abraço aqui do Sul.

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Amanhã teremos novidades aqui no Blog. A partir desta semana, nas terças-feiras, teremos a coluna “Correspondente Internacional”, que será escrita por nosso torcedor internacional Matthew Burgess, o galês que conduz um blog estrangeiro sobre o clube mais internacional do RS.

Cinquenta por cento

Qui, 30/10/08
por mateus reck |

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Daniel ainda não justificou o esforço empreendido para trazê-lo de volta ao Gigante. Está a turismo em POA. Foto: Alexandre Lops

É isso mesmo, amigos colorados. O Sofista conseguiu o impossível. Depois de projetar quatro pontos nos confrontos contra Atlético-MG e Náutico Capibaribe (isso tudo discurso de quem bradava que continuava a luta para a vaga no G4), o “padre” conseguiu atingir cinquenta por cento de seu objetivo.

Bem proposital mesmo esse resultado. Para alguém que nada mais é do que meia-boca, metade do sucesso é justo, justíssimo.

Ontem foi uma noite pra esquecer. Falando em esquecer… até eu dei mancada. Estava com a errônea certeza de que o jogo seria às 22h e fiquei trabalhando até perto das 21h. Depois me dei conta de que o jogo estava rolando e saí correndo para um buteco.

O que constatei? Que não havia perdido nada demais. O Internacional até jogou um futebol honesto, mas insistia irritantemente em alçar bolas na área dos pernambucanos. E o goleiro Eduardo ia se consagrando. Daniel Carvalho atrasou duas dezenas de bolas em suas mãos.

Muito irritante. Demais.

E essa insistência se arrastou até os 40′ da segunda etapa, quando em mais uma bola alçada à area, Ângelo chegou como elemento supresa e empurrou para as redes. Era o gol que alçava o Inter à 6ª posição, muito perto do G4.

Porém, eis que a névoa de pequenez paira sobre o Inter e no último minuto, em um lance que seria cômico se não fosse trágico, o goleiro do Náutico desvia com a cabeça um escanteio cobrado. A bola faz as vezes de PinBall e assim segue, batendo em vários jogadores para encerrar dentro do gol do incrédulo Lauro.

Empate.

E foi tudo por água abaixo.

Encerra-se 2008 da mesma maneira de 2007: com um desempenho ridículo no campeonato que vai fazer 30 anos que não conquistamos. E se persistir assim, outros 30 ainda não serão suficientes.

Espero que hoje, o nosso tão idolatrado Fernando Carvalho tenha se convencido que o padre não é o cara certo para permanecer à beira do gramado. Nunca, em pleno centenário.

FORA TITE.

Concordo que a culpa não seja só sua. Mas o grupo está rachado e esse é um dos principais atributos de um comandante: unir o grupo.

E nessa tarefa, está falhando. Estás falhando, e feio.

Um forte abraço aqui do Sul.

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Serviço do Jogo

Internacional (1): Lauro; Ângelo, Índio, Bolívar e Marcão; Edinho, Guiñazu, Andrezinho (Taison) e D´Alessandro; Guto (Walter) e Daniel Carvalho (Luiz Carlos). Técnico: Tite.

Náutico (1): Eduardo; Ruy, Rafael Vagner, Everaldo e Anderson Santana (Alessandro); Adriano Alves, Reinaldo, Ticão e William (Geraldo); André Oliveira (Clodoaldo) e Gilmar. Técnico: Roberto Fernandes.

Gols: Ângelo (I), aos 40min do segundo tempo, Vágner (N), aos 48min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Reinaldo, Vágner (N), Daniel Carvalho (I).

Público: 14.464 (12.398 pagantes) / Renda: R$ 186.651,00

Arbitragem: Antonio Hora Filho, auxiliado por Ivaney Alves de Lima e Ailton Farias da Silva (trio sergipano).

Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

Sequência interrompida - Ou Tite e seus objetivos

Dom, 26/10/08
por mateus reck |

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Nilmar. Boa apresentação mesmo muito marcado. Foto: Alexandre Lops 

Divergindo inteiramente de toda a massa colorada, nosso Sofista atingiu o SEU objetivo na partida de ontem, contra o Atlético Mineiro, em Belo Horizonte. Buscou o “importante” primeiro dos quatro pontos que desejava. Metade de sua hercúlea tarefa está cumprida.

Parabéns, Sofista! Não é todo dia que se afronta uma massa, se obtém resultado e ainda se fica feliz com isso!

Convenhamos, Tite consegue transferir sua covardia para dentro de campo. O que vimos no primeiro tempo foi justamente isso: um time sem coragem, com um incrível medo e respeito exagerado. A fatura veio e Castillo, logo aos 6′ marcou um belíssimo gol, colocando o Galo à frente no placar. E jogando muito melhor que nós. Merecendo o resultado momentâneo.

Só não foi pior porquê Lauro é um goleiro em afirmação. Mostrando segurança e precisão, foi a garantia que a defesa não nos dava, com Danny Morais e Bolívar demonstrando total desentrosamento.

No segundo tempo, o Internacional entrou em campo revigorado e a camisa falou mais alto. Em uma boa jogada de Marcão, pênalti corretamente marcado por Sálvio Espínola. Alex cobrou e empatou. Justo resultado, pois desde os 30′ do primeiro tempo, o Internacional pressionava o time da casa sem trégua.

A virada veio à galope, fruto da insistência ininterrupta e da pressão dentro do campo dos mineiros. Em uma falta pela esquerda, Alex ergueu a bola lá no segundo pau, onde Sandro (que substituiu Magrão, lesionado) entrava livre e só teve o trabalho de empurrá-la para as redes.

Virada justíssima, do time que jogava muito mais e parecia denunciar um placar mais elástico, visto que atacava impiedosamente seu adversário, desconsiderando ser visitante.

Mas eis que aí entra a mão covarde do técnico e o time se retrai, perigosamente, cedendo o espaço do campo conquistado com muita luta, gradativa e facilmente. O Atlético - que não é um mau time - pelo contrário, tem bons jogadores como Pedro Paulo (uma flecha que substituiu Marques), ocupou os generosos espaços cedidos por um Internacional amedrontado tal qual seu técnico e conseguiu, em uma jogada onde a zaga ficou admirando a velocidade e a insistência do atleta Pedro Paulo, atravessar a grande área em direção ao gol e desferir um chute preciso, que foi morrer no fundo do gol colorado.

Empate. Depois de uma linda virada. Depois de desperdiçar chances incríveis de matar o jogo.

Irritante, não?

Eu confesso que fiquei muito irritado. Ver o time ter um apagão coletivo, não conseguir mais esboçar reação e ainda sofrer ataques perigosíssimos. É o fim.

Mas, eis que a camisa novamente urge, e Nilmar (impedido) faz o croquí do (quase) gol que viria logo a seguir. Depois de uma belíssima jogada de D´Alessandro, Ângelo cruza meio sem jeito para a área, e encontra Adriano se deslocando como um trem carregado e sem freios…

O resultado?

Uma bola que deve ter deixado o Mineirão pelo anel superior…

Uma pena. Adriano é o homem que consegue perder mais gols que Nilmar. Mas mesmo assim é preferido, barrando Guto, Walter e outros bons guris das categorias de base. Não poderia ser diferente.

No final, o Internacional até mereceu sair do Mineirão com os três pontos. Mas não por méritos de seu comandante, e sim por sua quase centenária camisa, que urrou alto e se impôs, mas não o suficiente para dominar a insegurança e covardia do Sofista que está orquestrando essa Ópera Bufa indigesta, às portas de um glorioso centenário.

Termino aqui, pois minha paciência com este sujeito também se acabou.

O incrível é que ele tem um bom restrospecto, apesar de tudo. Fruto da qualidade do grupo, que sozinho anda resolvendo as coisas onde elas são possíveis de ser solucionadas.

É enganador o quadro positivo que se cria deste comandante. Não se iludam.

Alguém com coragem é o que precisamos na beira do campo.

Um forte abraço aqui do Sul.

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Serviço do Jogo

Atlético-MG (2): Juninho, Sheslon, Leandro Almeida, Vinícius (Welton) e César Prates; Serginho, Márcio Araújo, Elton (Petkovic) e Renan Oliveira; Marques (Pedro Paulo) e Castillo. Técnico: Marcelo Oliveira.

Internacional (2): Lauro; Ângelo, Danny Morais, Bolívar e Marcão; Edinho, Magrão (Sandro), Andrezinho (D´Alessandro) e Taison (Adriano); Alex e Nilmar. Técnico: Tite.

Gols: Castillo (A), aos 6min do primeiro tempo, Alex (I), aos 5min do segundo tempo, Sandro (I), aos 23min do segundo tempo, Pedro Paulo (A), aos 29mim do segundo tempo.

Cartões amarelos: Sheslon, Elton, César Prates (A), Ângelo, Alex (I).

Arbitragem: Salvio Spinola Fagundes, auxiliado por Ednilson Corona e Evandro Silveira (trio paulista).

Local: Mineirão, Belo Horizonte-MG.

Tarde para ter sequência

Sáb, 25/10/08
por mateus reck |

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Alex treina com o grupo no CT do Cruzeiro. Meia tem mais uma oportunidade para exibir o ótimo futebol que tem apresentado durante o ano. Foto: Alexandre Lops 

Hoje à tarde, o Internacional tem boas chances de se firmar nas proximidades do G4. Jogando contra o perigoso Galo Mineiro, em Minas, pode subir uma posição caso seu rival de colocação no momento (Botafogo) tropeçar contra o Ipatinga, também em Minas. No mínimo permanece em sétimo e no máximo sobe uma posição. Mas para tudo isso precisa ganhar. Não existe outro resultado interessante que não esse.

Ergui minhas armas novamente contra Tite. Pôxa vida, como ele pode ter falado o que falou? Logo ele, que dizia que ainda acreditava na Libertadores me vem com esse papinho de “quatro pontos contra Náutico e Galo”. Com todo o respeito aos nossos adversários, mas quem ainda acredita em Libertadores não pode projetar qualquer resultado que não uma vitória. Em boca fechada não entra mosca, Sr. Sofista! Estás cavando sua própria sepultura profissional deste jeito. Até porque não projeto o Internacional no ano do seu centenário com este técnico na casamata. A sua falta de coragem em alguns momentos não condiz com a história do Sport Club Internacional. Realmente nunca mereceria estar comandando o time em um ano tão importante.

Voltando ao jogo, a torcida está ansiosa por ver mais uma vez o maestro colorado Alex em campo. Seu desempenho vem em uma evolução contínua e crescente. Os últimos três gols colorados foram marcados por ele.

Nosso craque teve seu desempenho atual avaliado por grandes mestres canhotos do futebol nacional. Uma unanimidade foi a sua precisão de chutes principalmente de fora, e na entrada da grande área. Deixá-lo chegar até ali com a bola conduzida é atestado de óbito nas redes adversárias. Fatal.

Junte-se à esse fenomenal jogador um atacante velocíssimo (Nilmar) e outro meia canhoto muito habilidoso (D´Alessandro). A receita: Um meio campo agudo, de qualidade superior e com alto poder de destruição.

A zaga terá modificações. Índio nem viajou por conta de uma lesão muscular. O bom Danny Morais joga em seu lugar. E na lateral esquerda, Marcão substitui Nery, lesionado.

Mudanças que pouco alteram o modus operandis colorado.

Os Pele Vermelha aguardam uma boa jornada do Internacional na terra do pão de queijo. Mas o que não pode se esquecer é que apesar da razoável colocação na tabela, o time mineiro é um adversário perigoso, que calou o Maracanã lotado socando três buchas no Flamengo. Todo cuidado é pouco.

Vamos à luta em busca dos três pontos em jogo.

Se eles vierem e o Botafogo tropeçar, volto a acreditar fielmente na vaga para a Libertadores.

Por que ser colorado é obter as coisas com emoção, com dificuldades, superando desafios.

Nossa história nos ilustra bem.

Não somos gigantes por acaso.

Um forte abraço aqui do Sul.

Uma boa apresentação

Dom, 19/10/08
por mateus reck |

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Cabezón foi caçado em campo. Com sua habilidade provocativa, leva os adversários à loucura. Foto: Alexandre Lops

Como deveria ter sido desde o começo do certame, o Internacional venceu mais uma em casa ontem, no final da tarde. Teve alguns problemas no primeiro tempo, onde demorou para encaixar seu sistema de jogo. Sofreu algumas investidas perigosas, exigindo a competência de Lauro, que me parece um bom goleiro. Só me parece que, as vezes em alguns cruzamentos ele tem medo ou pensa muito antes de sair do gol. No mais, foi bem e não comprometeu em qualquer lance.

O grande problema e seu culpado foi Tite. Mandou à campo um time fraco na marcação. Com Edinho, Ramon, Andrezinho e D´Alessandro o meio ficou muito ofensivo, mas vulnerável. Ramon até fez algumas jogadas, mas no geral esteve muito mal. Era o furo do sistema na meia-cancha. Ele e Nery não tiveram uma jornada satisfatória.

Porém assim que conseguiu encaixar sua marcação e seu esquema de jogo, o Internacional se impôs. E rapidamente foi premiado com seu primeiro gol. Em uma belíssima jogada de Alex. Pressionado por cinco defensores, não se intimidou e deu um lançamento de cavadinha, alçando a bola por sobre todos os cinco boquiabertos Atleticanos que, nada puderam fazer a não ser assistir a antecipação de Nilmar perante Galatto e seu leve toque que conduziu calmamente a bola para o fundo das redes. Um belíssimo gol, resultado de uma magnífica jogada de ataque de Alex. Some-se a isso o belíssimo e violento chute desferido da esquerda da grande área, que Galatto sequer viu a bola, estufando com classe as redes Atleticanas para sacramentar o resultado. Uma apresentação de luxo.

Falando de Alex: a seleção fez muito bem à ele. Parece que sua auto-estima chegou ao ápice e tranquilamente ele vai revelando um futebol de nível muito elevado. Craque. Esse sim será difícil segurar ano que vem. Está jogando demais. Não tem no Brasil hoje, um jogador tão completo, inteligente e habilidoso como Alex.

Nilmar é o maior velocista do futebol brasileiro na atualidade. Incrível suas arrancadas e o desespero que provoca nos defensores adversários. Eles se acometem de um pavor hilário, arregalando os olhos e tentando entender onde essa flecha vai parar. Fez um belo gol e simplesmente enlouqueceu mais uma defesa neste campeonato.

D´Alessandro foi caçado em campo. Aliás, essa foi a maior qualidade apresentada pelo CAP na tarde-noite de ontem: bater. E muito. E com sistema definido para isso, com os defensores se revezando para paulear El Cabezón e Nilmar. Esses dois levaram tantas bordoadas que devem estar com as canelas inchadas. Quanta violência. E tudo com a anuência do Sr. Cléber Welington Abade. Expulsou um, mas deveria ter usado da mesma veemência outras vezes.

Edinho teve uma boa jornada. Fez algumas arrancadas bem ao seu estilo “treminhão-sem-freio” e deu passes precisos. Claro que fez algumas burradas também, mas na minha opinião fez uma de suas melhores partidas neste ano.

Na lateral direira, Ângelo teve um desempenho honesto. Foi bem ao ataque, afirmando sua vocação de apoiador. Contudo na defesa, seu lado é facilmente vazado. Não teve toda a culpa no gol do CAP, pois D´Alessandro não deveria ter recuado aquela bola para dentro da área. O guri teve pouco para fazer.

Andrezinho jogou bem. Marcou e atacou com qualidade e velocidade. Perdeu um daqueles gols imperdíveis, de frente para o goleiro, com espaço para escolher canto e deslocar goleiro. Telegrafou o canto e Galatto se espichou todo para desviar, em lance que o juiz deu tiro de meta.

Daniel Carvalho entrou e pouco contribuiu. Está se transformando no investimento errado deste ano. Não consegue jogar nem 10% do que já jogou em sua vida. No momento é um meia comum, que não leva perigo às defesas adversárias. Lento e desmotivado, está penando para conseguir justificar o esforço que o Internacional dispendeu para trazê-lo.

Enfim, na tarde-noite de ontem, o Inter conquistou mais três pontos dentro de seus domínios e tenta recuperar o longo tempo perdido nas trinta rodadas anteriores. O incrível disso tudo é que, estava analisando o retrospecto de Tite. Ele tem um aproveitamento de 60%. Se estivesse desde o começo e mantido esse quadro, estaríamos em quarto lugar hoje. Mais uma prova de que, apesar de eu notar falta de coragem nele em alguns momentos, ele tem feito um bom trabalho. Realmente incinerou minha língua. Mas eu ainda acho que ele não tem o pulso necessário e a imposição que demanda um cargo como o de técnico de um dos maiores times do país. Para o ano do Centenário, a direção deve buscar outro nome.

Minha opinião. Sei que virão muitos colorados aqui defender o trabalho dele.

Nos resta hoje torcer por um empate entre Goiás e Coxa, uma derrota ou empate do Vitória contra o Flu, que dê Palmeiras no clássico paulista, e que o Galo faça uma tocaia para a Raposa em Minas. Caso isso aconteça, eu volto a acreditar em Libertadores.

Um forte abraço aqui do Sul

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Serviço do Jogo

Internacional (2): Lauro; Ângelo, Danny Morais, Bolívar e Gustavo Nery; Edinho, Ramon (Sandro), Andrezinho e D’Alessandro (Taison); Nilmar e Alex (Daniel Carvalho). Técnico: Tite.

Atlético-PR (1): Galatto; Antônio Carlos, Gustavo (Anderson Aquino) e Gustavo Lazaretti; Zé Antônio, Alan Bahia, Chico, Júlio dos Santos e Netinho (Alex Sandro); Ferreira e Geílson (Pedro Oldoni). Técnico: Geninho.

Gols: Nilmar (I), aos 37min do primeiro tempo, Alex (I), aos 29min do segundo tempo, Ferreira (A), aos 33min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Gustavo, Gustavo Lazaretti, Alan Bahia, Alex Sandro, Anderson Aquino (A), Edinho, D’Alessandro (I). Expulsão: Zé Antônio (A).

Público: 15.813 / Renda: R$ 225.172,00

Arbitragem: Cléber Welington Abade (SP), auxiliado por Evandro Luis Silveira (SP) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO).

Local: Beira-Rio, Porto Alegre.


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