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Cinquenta por cento

Qui, 30/10/08
por mateus reck |

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Daniel ainda não justificou o esforço empreendido para trazê-lo de volta ao Gigante. Está a turismo em POA. Foto: Alexandre Lops

É isso mesmo, amigos colorados. O Sofista conseguiu o impossível. Depois de projetar quatro pontos nos confrontos contra Atlético-MG e Náutico Capibaribe (isso tudo discurso de quem bradava que continuava a luta para a vaga no G4), o “padre” conseguiu atingir cinquenta por cento de seu objetivo.

Bem proposital mesmo esse resultado. Para alguém que nada mais é do que meia-boca, metade do sucesso é justo, justíssimo.

Ontem foi uma noite pra esquecer. Falando em esquecer… até eu dei mancada. Estava com a errônea certeza de que o jogo seria às 22h e fiquei trabalhando até perto das 21h. Depois me dei conta de que o jogo estava rolando e saí correndo para um buteco.

O que constatei? Que não havia perdido nada demais. O Internacional até jogou um futebol honesto, mas insistia irritantemente em alçar bolas na área dos pernambucanos. E o goleiro Eduardo ia se consagrando. Daniel Carvalho atrasou duas dezenas de bolas em suas mãos.

Muito irritante. Demais.

E essa insistência se arrastou até os 40′ da segunda etapa, quando em mais uma bola alçada à area, Ângelo chegou como elemento supresa e empurrou para as redes. Era o gol que alçava o Inter à 6ª posição, muito perto do G4.

Porém, eis que a névoa de pequenez paira sobre o Inter e no último minuto, em um lance que seria cômico se não fosse trágico, o goleiro do Náutico desvia com a cabeça um escanteio cobrado. A bola faz as vezes de PinBall e assim segue, batendo em vários jogadores para encerrar dentro do gol do incrédulo Lauro.

Empate.

E foi tudo por água abaixo.

Encerra-se 2008 da mesma maneira de 2007: com um desempenho ridículo no campeonato que vai fazer 30 anos que não conquistamos. E se persistir assim, outros 30 ainda não serão suficientes.

Espero que hoje, o nosso tão idolatrado Fernando Carvalho tenha se convencido que o padre não é o cara certo para permanecer à beira do gramado. Nunca, em pleno centenário.

FORA TITE.

Concordo que a culpa não seja só sua. Mas o grupo está rachado e esse é um dos principais atributos de um comandante: unir o grupo.

E nessa tarefa, está falhando. Estás falhando, e feio.

Um forte abraço aqui do Sul.

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Serviço do Jogo

Internacional (1): Lauro; Ângelo, Índio, Bolívar e Marcão; Edinho, Guiñazu, Andrezinho (Taison) e D´Alessandro; Guto (Walter) e Daniel Carvalho (Luiz Carlos). Técnico: Tite.

Náutico (1): Eduardo; Ruy, Rafael Vagner, Everaldo e Anderson Santana (Alessandro); Adriano Alves, Reinaldo, Ticão e William (Geraldo); André Oliveira (Clodoaldo) e Gilmar. Técnico: Roberto Fernandes.

Gols: Ângelo (I), aos 40min do segundo tempo, Vágner (N), aos 48min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Reinaldo, Vágner (N), Daniel Carvalho (I).

Público: 14.464 (12.398 pagantes) / Renda: R$ 186.651,00

Arbitragem: Antonio Hora Filho, auxiliado por Ivaney Alves de Lima e Ailton Farias da Silva (trio sergipano).

Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

Sequência interrompida - Ou Tite e seus objetivos

Dom, 26/10/08
por mateus reck |

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Nilmar. Boa apresentação mesmo muito marcado. Foto: Alexandre Lops 

Divergindo inteiramente de toda a massa colorada, nosso Sofista atingiu o SEU objetivo na partida de ontem, contra o Atlético Mineiro, em Belo Horizonte. Buscou o “importante” primeiro dos quatro pontos que desejava. Metade de sua hercúlea tarefa está cumprida.

Parabéns, Sofista! Não é todo dia que se afronta uma massa, se obtém resultado e ainda se fica feliz com isso!

Convenhamos, Tite consegue transferir sua covardia para dentro de campo. O que vimos no primeiro tempo foi justamente isso: um time sem coragem, com um incrível medo e respeito exagerado. A fatura veio e Castillo, logo aos 6′ marcou um belíssimo gol, colocando o Galo à frente no placar. E jogando muito melhor que nós. Merecendo o resultado momentâneo.

Só não foi pior porquê Lauro é um goleiro em afirmação. Mostrando segurança e precisão, foi a garantia que a defesa não nos dava, com Danny Morais e Bolívar demonstrando total desentrosamento.

No segundo tempo, o Internacional entrou em campo revigorado e a camisa falou mais alto. Em uma boa jogada de Marcão, pênalti corretamente marcado por Sálvio Espínola. Alex cobrou e empatou. Justo resultado, pois desde os 30′ do primeiro tempo, o Internacional pressionava o time da casa sem trégua.

A virada veio à galope, fruto da insistência ininterrupta e da pressão dentro do campo dos mineiros. Em uma falta pela esquerda, Alex ergueu a bola lá no segundo pau, onde Sandro (que substituiu Magrão, lesionado) entrava livre e só teve o trabalho de empurrá-la para as redes.

Virada justíssima, do time que jogava muito mais e parecia denunciar um placar mais elástico, visto que atacava impiedosamente seu adversário, desconsiderando ser visitante.

Mas eis que aí entra a mão covarde do técnico e o time se retrai, perigosamente, cedendo o espaço do campo conquistado com muita luta, gradativa e facilmente. O Atlético - que não é um mau time - pelo contrário, tem bons jogadores como Pedro Paulo (uma flecha que substituiu Marques), ocupou os generosos espaços cedidos por um Internacional amedrontado tal qual seu técnico e conseguiu, em uma jogada onde a zaga ficou admirando a velocidade e a insistência do atleta Pedro Paulo, atravessar a grande área em direção ao gol e desferir um chute preciso, que foi morrer no fundo do gol colorado.

Empate. Depois de uma linda virada. Depois de desperdiçar chances incríveis de matar o jogo.

Irritante, não?

Eu confesso que fiquei muito irritado. Ver o time ter um apagão coletivo, não conseguir mais esboçar reação e ainda sofrer ataques perigosíssimos. É o fim.

Mas, eis que a camisa novamente urge, e Nilmar (impedido) faz o croquí do (quase) gol que viria logo a seguir. Depois de uma belíssima jogada de D´Alessandro, Ângelo cruza meio sem jeito para a área, e encontra Adriano se deslocando como um trem carregado e sem freios…

O resultado?

Uma bola que deve ter deixado o Mineirão pelo anel superior…

Uma pena. Adriano é o homem que consegue perder mais gols que Nilmar. Mas mesmo assim é preferido, barrando Guto, Walter e outros bons guris das categorias de base. Não poderia ser diferente.

No final, o Internacional até mereceu sair do Mineirão com os três pontos. Mas não por méritos de seu comandante, e sim por sua quase centenária camisa, que urrou alto e se impôs, mas não o suficiente para dominar a insegurança e covardia do Sofista que está orquestrando essa Ópera Bufa indigesta, às portas de um glorioso centenário.

Termino aqui, pois minha paciência com este sujeito também se acabou.

O incrível é que ele tem um bom restrospecto, apesar de tudo. Fruto da qualidade do grupo, que sozinho anda resolvendo as coisas onde elas são possíveis de ser solucionadas.

É enganador o quadro positivo que se cria deste comandante. Não se iludam.

Alguém com coragem é o que precisamos na beira do campo.

Um forte abraço aqui do Sul.

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Serviço do Jogo

Atlético-MG (2): Juninho, Sheslon, Leandro Almeida, Vinícius (Welton) e César Prates; Serginho, Márcio Araújo, Elton (Petkovic) e Renan Oliveira; Marques (Pedro Paulo) e Castillo. Técnico: Marcelo Oliveira.

Internacional (2): Lauro; Ângelo, Danny Morais, Bolívar e Marcão; Edinho, Magrão (Sandro), Andrezinho (D´Alessandro) e Taison (Adriano); Alex e Nilmar. Técnico: Tite.

Gols: Castillo (A), aos 6min do primeiro tempo, Alex (I), aos 5min do segundo tempo, Sandro (I), aos 23min do segundo tempo, Pedro Paulo (A), aos 29mim do segundo tempo.

Cartões amarelos: Sheslon, Elton, César Prates (A), Ângelo, Alex (I).

Arbitragem: Salvio Spinola Fagundes, auxiliado por Ednilson Corona e Evandro Silveira (trio paulista).

Local: Mineirão, Belo Horizonte-MG.

Tarde para ter sequência

Sáb, 25/10/08
por mateus reck |

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Alex treina com o grupo no CT do Cruzeiro. Meia tem mais uma oportunidade para exibir o ótimo futebol que tem apresentado durante o ano. Foto: Alexandre Lops 

Hoje à tarde, o Internacional tem boas chances de se firmar nas proximidades do G4. Jogando contra o perigoso Galo Mineiro, em Minas, pode subir uma posição caso seu rival de colocação no momento (Botafogo) tropeçar contra o Ipatinga, também em Minas. No mínimo permanece em sétimo e no máximo sobe uma posição. Mas para tudo isso precisa ganhar. Não existe outro resultado interessante que não esse.

Ergui minhas armas novamente contra Tite. Pôxa vida, como ele pode ter falado o que falou? Logo ele, que dizia que ainda acreditava na Libertadores me vem com esse papinho de “quatro pontos contra Náutico e Galo”. Com todo o respeito aos nossos adversários, mas quem ainda acredita em Libertadores não pode projetar qualquer resultado que não uma vitória. Em boca fechada não entra mosca, Sr. Sofista! Estás cavando sua própria sepultura profissional deste jeito. Até porque não projeto o Internacional no ano do seu centenário com este técnico na casamata. A sua falta de coragem em alguns momentos não condiz com a história do Sport Club Internacional. Realmente nunca mereceria estar comandando o time em um ano tão importante.

Voltando ao jogo, a torcida está ansiosa por ver mais uma vez o maestro colorado Alex em campo. Seu desempenho vem em uma evolução contínua e crescente. Os últimos três gols colorados foram marcados por ele.

Nosso craque teve seu desempenho atual avaliado por grandes mestres canhotos do futebol nacional. Uma unanimidade foi a sua precisão de chutes principalmente de fora, e na entrada da grande área. Deixá-lo chegar até ali com a bola conduzida é atestado de óbito nas redes adversárias. Fatal.

Junte-se à esse fenomenal jogador um atacante velocíssimo (Nilmar) e outro meia canhoto muito habilidoso (D´Alessandro). A receita: Um meio campo agudo, de qualidade superior e com alto poder de destruição.

A zaga terá modificações. Índio nem viajou por conta de uma lesão muscular. O bom Danny Morais joga em seu lugar. E na lateral esquerda, Marcão substitui Nery, lesionado.

Mudanças que pouco alteram o modus operandis colorado.

Os Pele Vermelha aguardam uma boa jornada do Internacional na terra do pão de queijo. Mas o que não pode se esquecer é que apesar da razoável colocação na tabela, o time mineiro é um adversário perigoso, que calou o Maracanã lotado socando três buchas no Flamengo. Todo cuidado é pouco.

Vamos à luta em busca dos três pontos em jogo.

Se eles vierem e o Botafogo tropeçar, volto a acreditar fielmente na vaga para a Libertadores.

Por que ser colorado é obter as coisas com emoção, com dificuldades, superando desafios.

Nossa história nos ilustra bem.

Não somos gigantes por acaso.

Um forte abraço aqui do Sul.

Com dois pelotazos

Qui, 23/10/08
por mateus reck |

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Alex. Matou a pau ontem. Duas pauladas incontestes que quase furaram a rede. É o maior craque em atividade no futebol brasileiro hoje. Foto: Alexandre Lops.

Em uma noite especial para um dos maiores jogadores do futebol brasileiro na atualidade, o Internacional deu um importante passo rumo à semi-final da Copa Sudamericana. Abriu uma diferença de dois gols, se portou bem em campo e conquistou sua primeira vitória no certame. Até então só tinha empatado - quatro vezes - contra Grêmio e Universidad Católica.

O que se viu em campo na noite de ontem é que o Boca Juniors é muito mais que um time de futebol. É uma escola, a verdadeira escola de futebol argentino. Mesmo com seu time quase completamente reserva, mostrou o mesmo padrão de futebol. E ficou latente que nos arrabaldes de la Bombonera se estuda e se personifica a maneira de jogar, se padroniza uma escola, onde prevalece o futebol total. Com boa marcação, passes sempre certos e uma forte posse de bola, sabendo o que fazer com ela.

Enfim, dediquei um parágrafo para os bosteros por quê fiquei impressionado com o padrão do futebol apresentado pelos seus reservas. Só enalteceu a vitória do Internacional. Que entrou em campo com os dedos na tomada, em 220v. Todos estavam ligados e muito concentrados na missão´.

Às vezes até sobrava gente indo na mesma bola, dois até três na mesma jogada. Culpa da ansiedade por este grande jogo. E o Internacional teve dificuldades de impôr seu jogo nos primeiros minutos. O Boca veio para POA com intenção clara de não levar gols em primeiro plano. E foi bem sucedido nos primeiros 45 minutos. Sempre buscando jogadas pelo miolo da intermediária, encontrava cinco, seis ou até sete jogadores do Boca na marcação. Por vontade própria, o Internacional dificultava sua vida. Cada tentativa que se empreendia, terminava na marcação tumultuosa frente a grande área dos argentinos.

Falando em argentinos, um em especial estava especialmente motivado para este jogo. E provavelmente foi o vetor desta contaminação generalizada que se viu em campo. D´Alessandro entrou em campo com toda a pilha possível. Chamava a responsabilidade para si e cobrou todas as faltas e escanteios no primeiro tempo. Em uma falta no lado direto do ataque, surpreendeu batendo direto e carimbando a trave do bom goleiro García.

Contudo, El Cabezón não conseguia ser mais incisivo, devido ao seu nervosismo e também a marcação numerosa que se exercia sobre ele. Se atirava de carrinho nas tentativas de roubar a bola e chamava seus marcadores para bailar um tango. Jogou bem e mereceu seu gol. Provavelmente o fará, em la Bombonera.

No mais, todo o time jogou bem. Lauro se mostra um goleiro tranquilo e com uma qualidade que eu muito admiro e considero essencial para quem quer ser titular de um time que já formou goleiros memoráveis: Não solta a bola. Não a rebate, mas procura sempre encaixá-la. Isso só pode ser méritos de Ilo e Giuliano Roxo. Mas também de Lauro, que vem se apresentando muito bem com a camisa colorada.

Ângelo jogou bem. Ainda mostra alguma deficiência na marcação, mas ontem se apresentou interessantemente bem. Espero que o inexistente R. Lopes amargue um banco e por ali fique. Na zaga, o soberano Índio fez uma partida de luxo, como sempre. Simplesmente perfeito. Irretocável. Bolívar também fez grande partida. Gustavo Nery ainda carece de ritmo de jogo e quando foi substituído por Marcão se viu uma melhora no seu lado, para se ter uma noção de quanto vem jogando. Edinho foi muito batalhador, mas erra uns passes que quase mata os colorados do coração. E isso irrita muito. Magrão foi um dos símbolos desta vitória, por sua doação e marcação implacável. Jogando mais de 60 minutos com um rasgo no joelho esquerdo. Junto com Guina é um dos titãs colorados.

Andrézinho fez uma boa partida, sempre obtendo vitórias pessoas sobre seus marcadores e roubando bolas em profusão. Pecou somente em alguns passes na frente da área dos argentinos e em oportunidades de finalização que foi muito mal sucedido.

Nilmar simplesmente infernizou a zaga boquense. Com sua incrível velocidade, assustou os zagueiros, que se deram conta que somente com faltas se pararia o furacão colorado. E assim foi. Um repertório de bordoadas que seguraram o guri.

Contudo, o grande nome da noite foi Alex. Espero que Riquelme esteja em campo no jogo de volta, pois verá um jogador tão bom quanto ou  - me arrisco a dizer sem qualquer problema - melhor que ele próprio. Às vezes, chega a lembrar Román, com seu jeito de desligado, que parece estar em outra sintonia em alguns momentos. Mas basta uma fagulha se acender e pronto: Pode mandar o goleiro buscar a bola no fundo das redes.

Os gols que ele fez ontem foram simplesmente maravilhosos. Bem ao seu estilo. Chutes violentamente fortes e precisos. No segundo gol, o goleiro nem deve ter visto a trajetória da bola. Um foguete. Um golaço digno do maior jogador do Internacional este ano. Merecido.

Que Román esteja em campo no dia 6 de novembro. Pois assim poderá assistir um opositor muito parecido com ele. Poderá até se enxergar em alguns momentos. Não me admiraria se ele se quedar mirando Alex executar suas jogadas magistrais e esquecer de jogar o seu futebol.

Feito o serviço em casa na Sudamericana.

No brasileiro, a vitória do Vasco sobre o Goiás ontem foi um ótimo resultado para nós. Nem entramos em campo e fomos vitoriosos. Hoje o São Paulo poderia empatar com o Vitória, e o Flamengo empatar também com o Coxa. Jogos importantes para nós.

Um forte abraço aqui do Sul

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Serviço de Jogo

Internacional (2): Lauro; Ângelo, Índio, Bolívar e Gustavo Nery (Marcão); Edinho, Magrão (Daniel Carvalho), Andrezinho (Sandro) e D´Alessandro; Alex e Nilmar. Técnico: Tite.

Boca Juniors (0): Garcia; Barroso, Roncaglia, Forlin e Fondacaro; Muñoz, Chavez (Calvo), Gonzalez e Cardozo (Gaitan); Gracian e Figueroa (Noir). Técnico: Carlos Ischia.

Gols: Alex (2, I), aos 4min do segundo tempo e aos 43min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Gustavo Nery, Alex, D´Alessandro (I), Roncaglia, Forlin, Gracian (B). Expulsão: Noir (B).

Público: 36.640 (33.570 pagantes) / Renda: R$ 820.595,00.

Arbitragem: Jorge Larrionda, auxiliado por Pablo Fandiño e Wálter Rial (trio uruguaio).

Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

Prefácio de um jogo eletrizante

Ter, 21/10/08
por mateus reck |

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Para relembrar. F9, o autor do gol na última vitória diante dos argentinos. Foto: Daniel Boucinha

Amanhã à noite, o internacional Internacional (a repetição é proposital, e os colorados a entenderão rapidamente) entra em campo para um grande jogo pela Copa Sudamericana. Novamente estaremos frente à frente com o Boca Juniors, time seis vezes campeão da Libertadores, tri campeão Mundial e um dos maiores times do mundo que vizinha conosco aqui em nosso continente.

Já tivemos encontros memoráveis durante a história. Pelos registros que consegui, já foram seis embates. O retrospecto é parelho. Confira:

Número de Jogos———————> 6

Vitórias do Internacional———–> 2

Empates——————————-> 1

Vitórias do Boca———————-> 3

Gols marcados pelo Internacional-> 10

Gols marcados pelo Boca————> 13

Abaixo, os jogos já realizados entre estas duas grandes forças da América Latina:

01/05/1957 - Internacional 4 x 2 Boca Juniors (ARG) - Eucaliptos, Porto Alegre (RS) - AMISTOSO

14/02/1979 - Boca Juniors (ARG) 3 x 2 Internacional - José Maria Minella, Mar del Plata (Argentina) - TORNEO MAR DEL PLATA

24/11/2004 - Boca Juniors (ARG) 4 x 2 Internacional - La Bombonera, Buenos Aires (Argentina) - COPA SUL-AMERICANA

01/12/2004 - Internacional 0 x 0 Boca Juniors (ARG) - Beira-Rio, Porto Alegre (RS) - COPA SUL-AMERICANA

19/10/2005 - Internacional 1 x 0 Boca Juniors (ARG) - Beira-Rio, Porto Alegre (RS) - COPA SUL-AMERICANA

10/11/2005 - Boca Juniors (ARG) 4 x 1 Internacional - La Bombonera, Buenos Aires (Argentina) - COPA SUL-AMERICANA

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Realmente tem todos os contornos de um grande jogo este confronto de amanhã, no Gigante da Beira-Rio. Mesmo que o Boca já adiante a escalação dos reservas para os dois jogos - coisa que interessantemente todos os adversários tem feito contra o Inter - nada apaga o brilho deste embate. Os argentinos que vestem o manto vermelho estão loucos para que o apito dê o início do combate. Principalmente El Cabezón, um dos filhos que o River Plate legou ao mundo futebolístico. Ele tem um gosto especial por este confronto. Geralmente saiu vitorioso nos combates contra os bosteros, como ele gosta de frizar.

Está irriquieto e ansioso. Como se fala na argentina, com os dentes cerrados para a guerra. Espero muito de D´Alessandro para este jogo. Ele pode ser o diferencial.

Já o outro argentino está em uma situação complicada. Com uma lesão no braço esquerdo, Guiñazú está tentando convencer o Depto. Médico que pode jogar sim e que não corre nenhum risco de atrapalhar sua recuperação completa. Quer muito jogar esta partida, que seria para ele um verdadeiro clássico.

Eu o mandaria para campo. Quer ver Guina bem, e seus microorganismos reparadores em plena atividade? Mande-o para campo. E para uma batalha bem encruada, como essa.

Enfim, isso está contaminando positivamente todo o vestiário colorado.

Mais uma grande batalha do Internacional neste ano.

Mais uma oportunidade para novamente encher a casa e mostrar que a pressão exercida en la Bombonera pode ser sentida aqui também.

Os Pele Vermelha voltam a se pintar para a batalha.

Um forte abraço aqui do Sul.

Chegar aos 40.

Seg, 20/10/08
por mateus reck |
categoria Coloradismos

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A importância de um atleta traduzida em resultados. Clemer é um vencedor com a camisa 1 colorada. 

Hoje é um dia importante para um atleta do Sport Club Internacional. Mas não somente à ele. É relevante também para todos os admiradores de seu futebol, que nos momentos decisivos sempre foi de altíssimo nível e segurança.

Ele fez parte das maiores conquistas da história recente do Internacional. Participou da bela campanha no Brasileiro de 2005, onde tivemos desempenho superior ao time que foi consagrado campeão pelos tribunais de justiça esportiva; participou ativamente da conquista da Libertadores de 2006; segurou o ímpeto dos Catalães do Barça na final do Mundial Interclubes, erguendo junto com F9 a taça de Campeão do Mundo FIFA em 2006 também; foi campeão gaúcho este ano, com uma estrondosa goleada de 8 x 1 sobre o Juventude, com um requinte especial: marcou seu primeiro gol, de pênalti, em uma cobrança cheia de categoria, com paradinha e tudo.

Enfim, uma história reluzente de um dos jogadores mais vitoriosos do futebol gaúcho.

Ao completar 40 anos, Clemer segue em atividade, momentaneamente na reserva devido à algumas falhas. Contudo, Cláudio André Taffarel - outro grande goleiro da história do clube - proferiu uma frase emblemática, pouco antes de se aposentar dos gramados: “- jovem ou experiente, goleiro sempre falha”.

Por algumas falhas sequencias, Clemer está na reserva hoje. Mas ainda vejo um bom goleiro em nosso velho campeão.

Todavia, uma parcela da torcida ainda o observa com ingratidão, desdenhando sua capacidade e culpando sua idade pelos maus momentos.

Eu vejo goleiros jovens falharem muito mais. Vejo goleiros que nunca terão os títulos que este quarentão conquistou, jogando de titulares e sem uma décima parte da segurança e tranquilidade apresentadas por ele.

Enfim, Clemer, quero te desejar parabéns por esta data tão significativa. Saiba que ainda és orgulho de grande parte da torcida colorada. Ainda segue como o grande goleiro das grandes vitórias do esquadrão alvi-rubro pelo mundo à fora.

Se o momento te reserva alguns percalços, não fiques triste. Estas coisas se impõem somente aos grandes. Aos vencedores. Aos atletas que sempre buscam desafios. Cada vez maiores.

E saibas que, por mim, ainda serias o camisa 1. Pois é evidente que terás condição de jogar por mais um ou dois anos. Com a mesma segurança, tranquilidade e liderança de sempre.

Essa pequena parte da torcida que te faz troça, é a mesma que execrou Pedro Iarley, dizendo que ele não mais servia para eles. Agora assistem ele fazer um excelente campeonato vestindo outra camisa e pensando: “- ele não devia ter saído…”

Por isso, em nome da grande torcida colorada que nunca se esquecerá dos grandes jogadores que viu conquistarem o Mundo, te desejo longa vida, muitos minutos de jogo, e queremos que saiba que o Beira-Rio é tua casa. Permaneça enquanto fores feliz. Pois a massa colorada o tem como um de nós, um dos Pele Vermelha.

Um forte abraço aqui do Sul.

Uma boa apresentação

Dom, 19/10/08
por mateus reck |

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Cabezón foi caçado em campo. Com sua habilidade provocativa, leva os adversários à loucura. Foto: Alexandre Lops

Como deveria ter sido desde o começo do certame, o Internacional venceu mais uma em casa ontem, no final da tarde. Teve alguns problemas no primeiro tempo, onde demorou para encaixar seu sistema de jogo. Sofreu algumas investidas perigosas, exigindo a competência de Lauro, que me parece um bom goleiro. Só me parece que, as vezes em alguns cruzamentos ele tem medo ou pensa muito antes de sair do gol. No mais, foi bem e não comprometeu em qualquer lance.

O grande problema e seu culpado foi Tite. Mandou à campo um time fraco na marcação. Com Edinho, Ramon, Andrezinho e D´Alessandro o meio ficou muito ofensivo, mas vulnerável. Ramon até fez algumas jogadas, mas no geral esteve muito mal. Era o furo do sistema na meia-cancha. Ele e Nery não tiveram uma jornada satisfatória.

Porém assim que conseguiu encaixar sua marcação e seu esquema de jogo, o Internacional se impôs. E rapidamente foi premiado com seu primeiro gol. Em uma belíssima jogada de Alex. Pressionado por cinco defensores, não se intimidou e deu um lançamento de cavadinha, alçando a bola por sobre todos os cinco boquiabertos Atleticanos que, nada puderam fazer a não ser assistir a antecipação de Nilmar perante Galatto e seu leve toque que conduziu calmamente a bola para o fundo das redes. Um belíssimo gol, resultado de uma magnífica jogada de ataque de Alex. Some-se a isso o belíssimo e violento chute desferido da esquerda da grande área, que Galatto sequer viu a bola, estufando com classe as redes Atleticanas para sacramentar o resultado. Uma apresentação de luxo.

Falando de Alex: a seleção fez muito bem à ele. Parece que sua auto-estima chegou ao ápice e tranquilamente ele vai revelando um futebol de nível muito elevado. Craque. Esse sim será difícil segurar ano que vem. Está jogando demais. Não tem no Brasil hoje, um jogador tão completo, inteligente e habilidoso como Alex.

Nilmar é o maior velocista do futebol brasileiro na atualidade. Incrível suas arrancadas e o desespero que provoca nos defensores adversários. Eles se acometem de um pavor hilário, arregalando os olhos e tentando entender onde essa flecha vai parar. Fez um belo gol e simplesmente enlouqueceu mais uma defesa neste campeonato.

D´Alessandro foi caçado em campo. Aliás, essa foi a maior qualidade apresentada pelo CAP na tarde-noite de ontem: bater. E muito. E com sistema definido para isso, com os defensores se revezando para paulear El Cabezón e Nilmar. Esses dois levaram tantas bordoadas que devem estar com as canelas inchadas. Quanta violência. E tudo com a anuência do Sr. Cléber Welington Abade. Expulsou um, mas deveria ter usado da mesma veemência outras vezes.

Edinho teve uma boa jornada. Fez algumas arrancadas bem ao seu estilo “treminhão-sem-freio” e deu passes precisos. Claro que fez algumas burradas também, mas na minha opinião fez uma de suas melhores partidas neste ano.

Na lateral direira, Ângelo teve um desempenho honesto. Foi bem ao ataque, afirmando sua vocação de apoiador. Contudo na defesa, seu lado é facilmente vazado. Não teve toda a culpa no gol do CAP, pois D´Alessandro não deveria ter recuado aquela bola para dentro da área. O guri teve pouco para fazer.

Andrezinho jogou bem. Marcou e atacou com qualidade e velocidade. Perdeu um daqueles gols imperdíveis, de frente para o goleiro, com espaço para escolher canto e deslocar goleiro. Telegrafou o canto e Galatto se espichou todo para desviar, em lance que o juiz deu tiro de meta.

Daniel Carvalho entrou e pouco contribuiu. Está se transformando no investimento errado deste ano. Não consegue jogar nem 10% do que já jogou em sua vida. No momento é um meia comum, que não leva perigo às defesas adversárias. Lento e desmotivado, está penando para conseguir justificar o esforço que o Internacional dispendeu para trazê-lo.

Enfim, na tarde-noite de ontem, o Inter conquistou mais três pontos dentro de seus domínios e tenta recuperar o longo tempo perdido nas trinta rodadas anteriores. O incrível disso tudo é que, estava analisando o retrospecto de Tite. Ele tem um aproveitamento de 60%. Se estivesse desde o começo e mantido esse quadro, estaríamos em quarto lugar hoje. Mais uma prova de que, apesar de eu notar falta de coragem nele em alguns momentos, ele tem feito um bom trabalho. Realmente incinerou minha língua. Mas eu ainda acho que ele não tem o pulso necessário e a imposição que demanda um cargo como o de técnico de um dos maiores times do país. Para o ano do Centenário, a direção deve buscar outro nome.

Minha opinião. Sei que virão muitos colorados aqui defender o trabalho dele.

Nos resta hoje torcer por um empate entre Goiás e Coxa, uma derrota ou empate do Vitória contra o Flu, que dê Palmeiras no clássico paulista, e que o Galo faça uma tocaia para a Raposa em Minas. Caso isso aconteça, eu volto a acreditar em Libertadores.

Um forte abraço aqui do Sul

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Serviço do Jogo

Internacional (2): Lauro; Ângelo, Danny Morais, Bolívar e Gustavo Nery; Edinho, Ramon (Sandro), Andrezinho e D’Alessandro (Taison); Nilmar e Alex (Daniel Carvalho). Técnico: Tite.

Atlético-PR (1): Galatto; Antônio Carlos, Gustavo (Anderson Aquino) e Gustavo Lazaretti; Zé Antônio, Alan Bahia, Chico, Júlio dos Santos e Netinho (Alex Sandro); Ferreira e Geílson (Pedro Oldoni). Técnico: Geninho.

Gols: Nilmar (I), aos 37min do primeiro tempo, Alex (I), aos 29min do segundo tempo, Ferreira (A), aos 33min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Gustavo, Gustavo Lazaretti, Alan Bahia, Alex Sandro, Anderson Aquino (A), Edinho, D’Alessandro (I). Expulsão: Zé Antônio (A).

Público: 15.813 / Renda: R$ 225.172,00

Arbitragem: Cléber Welington Abade (SP), auxiliado por Evandro Luis Silveira (SP) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO).

Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

Contagem regressiva

Sáb, 18/10/08
por mateus reck |

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Todos que estão na foto ao lado estarão em campo hoje. Alex (cabeceando), com motivação redobrada. Foto: Alexandre Lops 

No final da tarde deste sábado, o Internacional entra em campo no Gigante em uma situação bem complicada, precisando fazer no mínimo 25 dos 27 pontos que ainda estão em disputa, o que convenhamos ser praticamente impossível. O Inter não engrenou neste campeonato. Começou mal, nunca conseguiu fazer uma boa sequência e perdeu jogos “imperdíveis”, inclusive em casa.

Agora querem se iludir, afirmando que se pode resolver em nove jogos o que em vinte e nove não conseguiram.

O Internacional deve, sim, jogar para vencer. Mas para acabar em uma boa posição na tabela. Libertadores é para 2010. Por isso já deve se iniciar o planejamento do ano do centenário agora. Não cometer o mesmo erro infantil deste ano (e do anterior também) de fazê-lo com um campeonato em andamento.

Usar estes últimos nove jogos para avaliar friamente quem permanece e quem deixa o grupo no final do ano. As posições que precisam urgentemente de reforços. Coisas que todos os Pele Vermelha sabem de cor e salteado, de trás pra frente.

Contra o desesperado Atlético Paranaense, o Internacional tem chance de observar novos comportamentos dentro de campo. O bom zagueiro Danny Morais supre a ausência de Índio, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Ângelo entra na lateral direita, e tem a chance de mostrar se vale a pena investir em seu futebol para 2009. Na minha opinião, ele pode ser no máximo um reserva. Precisamos de um lateral agudo, que saiba marcar e cruzar com qualidade.

O trio de canhotos também está de volta. Gustavo Nery, que parece estar engrenando, também pode aproveitar a chance para definir seu futuro no clube. Creio que possa melhorar, mas também tem a qualidade de um bom reserva. Quanta saudade de Jorge Wagner. Precisávamos de um lateral assim. Marcão deveria encerrar a carreira em um clube da série B, ou C. Está jogando pouco, para quem ganha um salário tão polpudo.

Alex, de volta da Seleção e com sangue renovado, é a esperança da torcida para tempos melhores. O melhor meia canhoto do país volta à sua casa, com a certeza de que permanecer no Gigante foi um bom investimento. Teve sua tão sonhada convocação realizada e tende a receber mais chances por lá. Esse deve ser o segundo reforço mais importante de 2009. O primeiro é Guiñazú.

D´Alessandro também retorna ao time, depois de suspensão automática. O gringo, que está incorporando o sangue colorado em suas veias, deve voltar com todo o gás. Outro que precisa permanecer no ano de nosso centenário.

Tite deve usar Andrezinho na vaga de Guina, que deve estar enlouquecido por estar parado. Magrão também não joga, devido à lesão sentida após o jogo contra o Goiás. Ramón deverá compôr o setor, junto com o defasado Edinho.

Enfim, a tarde-noite deste sábado começa a servir como laboratório para o planejamento de 2009. É o que espero. É o que todos os Pele Vermelha exigem.

Claro que sempre devemos entrar em campo para ganhar. Isto é natural do Inter.

Contudo devemos enxergar a realidade que, no momento, nos aponta para um recomeço. Não nos devemos deixar iludir por uma coisa que está praticamente inatingível.

Que assumam a culpa pelas trapalhadas e tentem reverter isto planejando a próxima temporada.

Pois em 2009 não toleraremos nenhum equívoco.

É ano de festa, e não de lamentações.

Ajustem o foco, traçem os objetivos e trabalhem.

Os Pele Vermelha estarão sempre apoiando. Mas também exigindo.

Um forte abraço aqui do Sul.

O Mutante Colorado

Sex, 17/10/08
por mateus reck |

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A prova do crime. Guina em campo, como se nada tivesse acontecido. Quem se atreve à barrá-lo? Foto: Juliano Schüler 

O departamento médico bem que tentou convencê-lo do contrário. Porém, ontem Guiñazú treinou no coletivo e afirmou estar pronto para o jogo contra o Boca. Mas não o que está marcado para a Bombonera, e sim na semana que vem, no Gigante da Beira-Rio.

Mais uma prova de que Guiñazú é a tradução literal de doação. O gringo é apaixonado pelo que faz, e ficar parado - para ele - é a maior de todas as torturas.

Quem não se lembra: logo após ter deslocado o braço em um lance horripilante, ele demorou a fazer cara feia, se dirigiu - obrigado - à beira do campo e teve seu braço imobilizado. Enquanto o Dr. Poisl fazia o procedimento, Guina não tirou os olhos do jogo. Era clara e óbvia sua intenção de voltar ao jogo, com o braço deslocado e tudo.

Fenómeno.

É por isso que a torcida colorada tem especial devoção pela raça, pela doação, pela entrega total, não se importando com eventuais problemas. Aliás, para ele até a solução de problemas é rápida.

Ou alguém se esqueceu que Guina, o Mutante Colorado, jogou a final do gauchão, nos históricos 8 x 1 sobre o Juventude, com um buraco no joelho e exatamente 15 dias após passar por uma artroscopia? E jogou como sempre. Dando seus carrinhos certeiros, suas arrancadas velozes, suas chegadas firmes e decisivas.

O bom e velho Guina de sempre.

Nunca, em meus 31 anos de vida, vi nada igual à Guiñazú. Ele realmente é um fora de série. Além de jogar bem, ter habilidade - porém sem frescura - e um preparo físico sobre-humano, ele também tem um poder de recuperação impressionante.

Soube de algumas particularidades dele que alguns podem desconhecer.

Guina, após os treinos chega a fazer uma hora de esteira, para suar o que ele acredita não ter suado durante o treino, que disputa - faça calor ou faça frio - de moletom pesado, para evaporar até o tutano do osso. Incrível.

Adicione a isso ainda quando, depois de treinar e ir pra casa, ele costuma matar a vontade de correr em sua esteira particular.

Outra: 

Após os jogos, os jogadores imergem seu corpo em uma banheira com gelo, para acelerar a retração dos músculos e proporcionar uma rápida recuperação e descanso. Jogadores normais ficam 10, 15 no máximo 20 minutos. Guina: 1 hora. Não é por acaso que ele é o jogador que mais se desloca em campo, fazendo uma média superior a 15 km, em um jogo.

Enfim, Guiñazú é o símbolo de raça e garra que o futebol gaúcho admira e gosta de ver. Os colorados nunca sentiram tanto orgulho de ver alguém vestindo o manto vermelho como El Cholo o faz. Ele sintetiza a ânsia do torcedor, que se pudesse vestir a camisa e sair jogando, o faria assim. Sem restrições. Se atiraria como um faminto à um prato de comida na primeira bola perdida que cruzasse a sua frente.

Justamente por isso ele é o maior ídolo atual dos colorados, que ficaram órfãos de F9. Guina ilustra o desejo mais puro do torcedor de seu time: Jogar honrando o salário monstruoso que lhe pagam.

Ele é o melhor custo benefício do mercado futebolístico mundial.

Por isso, me orgulho tanto de ver aquele careca que, no dia 3 de agosto de 2006 vi gastar a grama do Gigante, perseguindo implacavelmente Alex, Fernandão ou quem quer que vestisse vermelho, estar do nosso lado.

Naquele dia, em que estava no Gigante assistindo El Cholo na Semi-final da Libertadores, com uma camisa alvi-negra, vi muitos que, assim como eu, se impressionaram com a carrapatice daquele “carequinha que parece ter 35 anos”. Uma saúde e disposição impressionantes. Todos se olhavam e diziam: “-Taí o substituto do Tinga!”

Demorou um ano, mas ele veio. E hoje impressiona o mundo com sua garra e coragem, seu futebol de qualidade e implacável precisão.

Guiñazú é patrimônio do Internacional.

Está na história do clube.

Enfim: um ÍDOLO.

Um forte abraço aqui do Sul

Internacional - No nome e na torcida

Qua, 15/10/08
por mateus reck |
categoria Coloradismos

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Imagem retirada do Blog de Matthew Burges, o Britânico mais colorado da Europa. 

Não é de hoje que sabemos o quão longe uma paixão pode chegar, seja ela pelo que for. No futebol, acontecem coisas muito interessantes. Pessoas que, de muito longe, admiram clubes que nem são de seus países.

Normal entre a infância e juventude brasileira, que admira os times italianos, ingleses, espanhóis e de outras nações que universalizaram o futebol, com seus zilhões de Euros reluzentes ou seus montes de dólares enegrecidos pelo petróleo.

Porém quando o inverso acontece, causa certa estranheza e admiração.

Recebi, há alguns dias, um mail de um rapaz britânico que, por mais uma coincidência, também tem o nome parecido como meu. As semelhanças vão além: ele é um fervoroso torcedor do Sport Club Internacional de Porto Alegre/RS - Brasil. Mas não é um daqueles que, ao ver o esquadrão vermelho dobrar o poderoso Barcelona, em Yokohama, se apaixonou e virou simpatizante do clube, o tendo como um segundo clube do coração.

Ele torce para o Internacional há mais de 10 anos. Sua admiração se deu após muito pesquisar o futebol brasileiro. Assim, Matthew Burgess, escolheu o Inter para ser o seu time do coração. Não o segundo ou terceiro, depois que qualquer outro time inglês, mas sim o time que ele devotaria todo seu amor de torcedor. E assim o faz. Há algum tempo ele comanda um blog, em que analisa o dia-a-dia do time de seu coração a milhares de kilômetros de distância, mas com uma devoção e comprometimento impressionante.

O blog sempre é atualizado e acompanha cada passo do time de seu coração. Chegou a me causar um certo sentimento de culpa, por às vezes não tocar este espaço como deveria. O tempo tem sido curto e não ando executando meu trabalho aqui como gostaria. Porém, depois deste emocionante encontro, onde pude observar tamanho interesse e comprometimento, prometo que vou buscar tempo onde necessário for para manter nosso espaço aqui no GE sempre atualizado e analisando mais friamente todos os aspectos que envolvam nosso glorioso Sport Club Internacional.

Abaixo, uma breve entrevista que fiz com Matthew, onde ele explica melhor sua paixão e seus desejos de conhecer o Beira-Rio, também como seus ídolos no clube.

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Entrevista com Matthew Burgess, blogueiro do Internacional no País de Gales.

Blog do Internacional: Quando você tomou conhecimento do Inter? 
Eu acompanho o Inter há cerca de dez anos. Eu comecei a torcer para eles a partir da minha admiração pelo futebol brasileiro, então decidi tentar acompanhar um time do Brazil. Eventualmente acabei lendo e estudando sobre a cultura gaúcha e do seu orgulho regional, e que a capital era dividida entre dois clubes. Eu acabei escolhendo o Inter pois a cor da camiseta eram das mesmas cores que identificam o País de Gales! Desde então, não só aprendi bastante coisa sobre a história e a cultura que envolve o Internacional, mas também aprendi alguma coisa sobre o povo gaúcho.

Blog do Internacional: É o primeiro clube no seu coração? 
Adoro tudo que envolva futebol mas gasto mais tempo lendo e escrevendo sobre o Inter mais do que qualquer outro clube! Posso estar morando longe do Beira-rio, mas a paixão que sinto pelo clube é muito similar a que os colorados daí sentem.

Blog do Internacional: Você gostaria de vir aqui para o Brasil para assistir a um jogo do Inter?
Evidente!! É um sonho poder estar aí e vivenciar a experiência que os outros colorados vivenciam. Eu tenho uma família jovem então é meio inviável para mim uma viagem hoje, mas um dia eu certamente vou assistir a um jogo do Inter.

Blog do Internacional: Quantos anos você tem?
Tenho 26 anos, Torço pro Inter desde meus 16 anos. Minhas lembranças mais antigas  são de jogadores como Andre, Gamarra, Luiz Claudio, Fabiano, Le. Eu também lembro do Lúcio e do Rochemback subindo dos Juniores.
 
Blog do Internacional: Qual é o seu jogador favorito atualmente e historicamente? 
Eu não vi Figueroa nem Falcão então fico com o Fernandão. Estou certo de que ele deveria ter nascido no Beira-rio!! Também gosto do Wáson Renteria (seu golaço contra o Nacional na Libertadores e a comemoração como Saci!!!)

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Quem quiser conhecer o blog, é só clicar aqui, ou procurar o link nos favoritos do Blog, que ficará permanente aqui no lado direito da coluna. Obviamente é escrito (e muito bem escrito) em inglês britânico. Uma boa oportunidade de desenferrujar a leitura em outra língua. E também para ver uma abordagem por outro ponto de vista.

Um forte abraço aqui do Sul (e garanto que do País de Gales também!)


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