Formulário de Busca

A mãozinha do Lula

Seg, 29/09/08
por mateus reck |

lula-2.jpg

Na tarde-noite de ontem, mais um belíssimo capítulo foi escrito na história de um dos clássicos mais importantes do mundo.

Mais uma vez, o Internacional mostrou sua força, seu poder e atropelou impiedosamente seu co-irmão.

Sempre, em Gre-Nais decisivos, parece que algo de sobrenatural desperta nos guerreiros colorados. Todos se imbuem do espírito raçudo de Guiñazú. Assim, temos 11 Guinas em campo. Onze guerreiros que às vezes são atrapalhados pelo seu excesso de vontade, mas recompensados pelo triunfo no resultado.

Mesmo jogando mal na primeira etapa, conseguiu fazer o placar do jogo. Eficiência. Cada vez que chegava na frente era espeto.

O primeiro gol foi de uma primazia fantástica. Confesso que durante o dia, ontem, procurei vídeos de El Cabezón no YouTube e assisti alguns belíssimos gols e assistências. Pensei comigo: “- ele bem que podia aprontar uma dessas logo mais…”

Dito e feito. Pegou um rebote na entrada da área e desferiu um foguete que quase fura a rede. Que golaço!! Uma bucha para desmoronar o barraco azul.

Mas, eis que o nervosismo e a desatenção se instalam. E o Inter deixa Tcheco conduzir a bola na intermediária. Teve tempo para olhar, mirar e desferir um chute preciso, rente à trave. Belo gol.

Mas… nem deu tempo do pessoal da azenha comemorar. Num lance de muita esperteza, uma falta cobrada rapidamente, Alex meteu mais uma bucha, no meio das canetas do goleiro que anda sendo considerado o melhor do Brasil.

E a sequência veio ao natural.  Índio mostra novamente ser o melhor zagueiro-atacante do Brasil. Um leve desvio de cabeça venceu novamente o já vazado goleiro azul.

E ainda não tinha acabado. Nilmar iria derrubar o barraco gremista com uma cabeçada certeira, dessas que o jogador parece se segurar em alças imaginárias no ar para impulsionar e imprimir força, colocou rente ao canto, morrendo lentamente no fundo do gol do ex-líder.

Logo após, Edinho em um lance de violência desnecessária, pisou duas vezes em Tcheco, que foi tirar satisfação do ocorrido. Os dois foram expulsos. Bom para o Inter, que sem seu espirrador de taco oficial ficou mais qualificado e seu rival, sem seu pensador do meio de campo.

Finda a primeira etapa e quem olha para o placar, se assusta: 4 x 1!

Juro que não imaginava ocorrer um placar tão elástico. Mas esse tipo de evento não avisa antes. Ocorre ao natural, como se fosse programado.

Na volta do segundo tempo, o Internacional encaixou a marcação e não sofreu qualquer perigo de maior importância, tendo inclusive, colocado seu rival na rodinha por mais de dois minutos. O estádio inteiro gritava. Bêbado de um Nirvana em vermelho.

E podia ter sido maior ainda. Nilmar empurrou para as redes, depois de um cruzamento de Nery em posição completamente impedida. E Guina, que por preciosismo, não chutou a gol uma bola que estava pedindo para levar uma bomba.

E mais rodinha.

E mais contra-ataques perigosos.

Enfim… 4 x 1 ficou barato. O Internacional pulou para oitavo, se postula como candidato real ao G4 e termina o mês de setembro com 100% de aproveitamento, em uma guinada fantástica.

Tudo vermelho no Rio Grande do Sul.

Os Peles Vermelhas se pintam novamente.

Mas agora é para a festa. A dança dos vitoriosos. A dança da ressurreição do nosso adorado Inter vencedor, dois anos depois de ganhar o Mundo.

O ano do centenário promete.

Um forte abraço aqui do Sul.

——————————————————————————————

Serviço de Jogo

Internacional (4): Clemer; Ângelo (Danny Morais), Índio, Bolívar e Gustavo Nery; Edinho, Magrão, Guiñazu e D´Alessandro (Taison); Alex e Nilmar (Adriano). Técnico: Tite.

Grêmio (1): Victor; Léo, Pereira (Jean) e Rever; Paulo Sérgio (Souza), Rafael Carioca, Ortemann, Tcheco e Anderson Pico; Perea (Willian Magrão) e Marcel. Técnico: Celso Roth.

Gols: D’Alessandro (I), aos 4min do primeiro tempo, Tcheco (G), aos 18min do primeiro tempo, Alex (I), aos 28min do primeiro tempo, Índio (I), aos 39min do primeiro tempo, Nilmar (I), aos 44min do primeiro tempo. 

Amarelos: Ortemann, Tcheco, Léo, Willian Magrão (G), Guastavo Nery (I). Expulsões: Tcheco (G) e Edinho (I).

Público: 42.590 / Renda: 728.200,00

Arbitragem: Evandro Rogério Roman (PR), auxiliado por Roberto Braatz (PR) e Milton dos Santos (RN). Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

Gre-Nal do Século XXI

Sáb, 27/09/08
por mateus reck |

peles-vermelhas.jpg

Neste domingo, dia 28 de setembro, teremos mais uma edição do grande clássico Gre-Nal.

Considerado por muitos como um dos maiores clássicos do futebol mundial, justamente por toda a mística que envolve o jogo, o Gre-Nal desperta a atenção de todo o Brasil, seja ele em um Gauchão, Brasileirão, Sul Americana ou quiçá uma Libertadores.

Só que desta vez, ele repete a importância de um outro grande e eletrizante clássico ocorrido nos anos 80. Valia a vaga para a final de um Brasileiro, o de 1988. Neste Gre-Nal do século XX, o Internacional superou tudo e todos. Jogou com Nílson machucado (que, muito esperto, colocou bandagem no tornozelo bom e foi levando bordoadas ali até na descida para o vestiário, poupando o outro lesionado),  saiu perdendo com um belissimo gol de fora da área, e ainda teve seu lateral esquerdo Casemiro expulso.

Tudo se encaminhava para um desfecho trágico: Dentro de casa e com todas as forças agindo contra, o Internacional provavelmente iria sucumbir.

Pois bem… nesta hora, entra a mística que envolve o confronto. O Internacional, com dois belos gols de Nílson (ele não perdoa, mata!!!) vira o jogo e desclassifica seu maior rival da final do Brasileiro.

Escrevi estas linhas apenas por emoção. Eu estava lá, no concreto sagrado do Gigante neste dia. A emoção que senti foi superada por um pouco a mais na final da Libertadores. Aí se dá para ter uma idéia de quão importante a rivalidade. De quão imensos e míticos contornos são desenhados estes clássicos.

O que se iniciará amanhã, às 18h, será o mais importante deste século. Sem qualquer sombra de dúvidas. Todos não hesitam em classificá-lo assim pois tudo que o envolve é de dimensões imensas.

De um lado, o Grêmio: líder ameaçado e em curva descendente no returno do Brasileiro. Contudo, isso não vale nada. Em clássico o mundo inteiro sai do foco, como se parasse tudo e todo o ar, o movimento e a vida somente pairassem sobre o estádio em que se disputa o jogo. Só isso já serve de alerta.

Do outro lado, um Internacional renascido das cinzas. Depois de um desmonte monumental, onde até as vísceras foram extirpadas, surge uma caricatura de time que começa a dar os contornos de grupo que a torcida tanto questionava e almejava. Um Internacional que faz a terceira melhor campanha do returno, sendo que está com 100% de aproveitamento no mês de Setembro. Ponto.

Tudo isso não vale nada! Sério! Nós, gaúchos, sabemos disso.

Em Gre-Nal, vale os 90 minutos de jogo. Como cada jogador vai encarar a responsabilidade e a pressão. Ali, neste átimo de tempo, tudo se decidirá.

E para atestar a grandeza e a importância do clássico, este não vale somente os três pontos em disputa. Será determinante para o próprio campeonato.

Se o Internacional vencer o clássico, embala de vez em busca de uma vaga no G4 e de quebra desestabiliza a estrutura gremista que vinha dando certo neste campeonato. É a boa e velha gangorra, de volta.

Impressionante. Magnífico.

Gracias, Papai do céu, por me fazer Gaúcho.

Mais ainda: Me fazer COLORADO.

Domingo, às 18hs, o Brasil e o mundo pararão. Será o momento em que toda a terra voltará suas atenções para um de seus maiores clássicos.

Espero, com todo o respeito, que o Internacional faça valer sua ampla superioridade no confronto - principalmente nos de maior importância - e dentro de sua imensa casa, completamente lotada de seus fiéis Peles Vermelhas, saia desta batalha vitorioso.

O chão começa a tremer.

Estamos pintados.

A batalha vai começar.

Um forte abraço aqui do Sul.

Prenúncio de Libertadores

Sex, 26/09/08
por mateus reck |

adriano-chile.jpg

Adriano. Muita emoção na comemoração. Poderia sofrer menos se fosse mais focado e mais profissional. Mesmo assim, quando entra com vontade, sempre é decisivo e fatal. Foto: Alexandre Lops 

Ontem à noite, em Santiago do Chile, o Internacional deu uma pequena idéia a quem do grupo que ainda não experimentou o gostinho de disputar uma Libertadores. Em um jogo muito acelerado, pegado e com excesso de vontade em certas jogadas, o time misto deu conta do recado e fez uma boa apresentação, voltando de lá com um ótimo empate com gol.

 Desde os primeiros movimentos se via que seria uma partida eletrizante. O Universidad entrou disposto a marcar logo no abafa inicial, mas não conseguiu concretizar uma jogada mais incisiva. Foi o Internacional que teve a primeira chance clara de gol, com Adriano empurrando com a barriga um bom cruzamento de Daniel Carvalho. Se ele vai com o pé, seria um golaço.

Logo após isso, o Universidad começou a levar mais perigo ao gol de Clemer, que teve mais uma jornada muito boa. É incrível ver um goleiro de quase quarenta anos jogando como um guri e transmitindo a tranquilidade e a segurança de um grande veterano. Fez boas defesas sempre no seu estilo de segurar a bola, e não espalmá-la. Vem jogando muito, e confesso que me emociono quando o vejo intervir em defesas precisas e seguras.

A zaga, com Bolívar e Danny Morais, funcionou bem, apesar do pouco entrosamento. Falhou feio no lance de gol dos chilenos. Mas há que se dar um desconto, em vista de ser a primeira vez que os dois compõem zaga. No mais, jogaram bem e foram seguros e rápidos na ligação com o meio campo.

Daniel Carvalho voltou. O mesmo Daniel que foi parido nas entranhas do Gigante, destroçava seus marcadores com dribles imprevisíveis e dava passes milimétricos e precisos. Jogou demais ontem e foi o melhor em campo. Voltou para fazer sombra a D´Alessandro.

Mas na minha opinião o jogador que suou sangue e teve um grau de doação acima dos demais foi Adriano. Não consigo entender como um jogador com seu potencial não se dá conta disso e se preserva como atleta. É visível sua grande capacidade ofensiva e seu faro de gol. Ontem comeu grama. Comeu a bola. E mereceu o seu belíssimo gol. Importantíssimo gol. Jogou demais e foi presenteado com o tento que traz o Inter vivo para o jogo de volta.

 Enfim, em um jogo que trouxe memórias de Libertadores, o Internacional jogou bem mesmo que muito descaracterizado e voltou do Chile com um ótimo resultado, e mais do que isso: motivado para seguir no Brasileirão e buscar uma vaga à Libertadores. Jogando como quem joga Libertadores já está quase. Falta continuar assim, com força, garra e muita, mas muita vontade.

Qualidade temos. De sobra. Só estava faltando eles entenderem o que significa vestir o manto alvi-rubro. Alguns já compreenderam a mística. Outros estão começando a se dar conta que jogar no Sport Club Internacional é muito mais que só entrar em campo e fazer o trivial. Consiste em vestir um manto que não é vermelho por acaso. É assim porquê muitos literalmente suaram sangue para envergá-la  e alçá-la aos vôos mais altos que um clube de futebol pode almejar. Quando se veste este manto, se está carregando o sangue de muitos guerreiros que foram vitoriosos em batalhas passadas. E que servem de exemplo e inspiração para as gerações seguintes.

Os Peles Vermelhas sempre tiveram consciência disto.

Por isso não nos conformamos com pouco futebol e resultados irrisórios.

Por isso queremos sempre o futebol que nos levou à conquista do Mundo.

Estamos, novamente, pintados para a guerra.

E agora ela é em nosso território.

E contra um inimigo perigoso.

Valendo o passaporte para a Libertadores do Internacional. A Libertadores de seu glorioso e ilibado Centenário.

Estamos pintados para a guerra.

O chão começa a tremer.

Um forte abraço aqui do Sul.

——————————————————————————————

Serviço de Jogo

Universidad Católica (1): Bujbasich; Valenzuela, González (Eros Pérez), Imboden e Acevedo; Medel, Ormeño, Vazquez e Mirosevic; Gutierrez e Barrientos (Caggiano). Técnico: Fernando Carvallo.

Internacional (1): Clemer; Ricardo Lopes, Danny Morais, Bolívar e Marcão; Edinho (Magrão), Andrezinho, Rosinei (Ramon) e Taison; Adriano e Daniel Carvalho. Técnico: Tite.

Gols: Barrientos (U), aos 43min do primeiro tempo, Adriano (I), aos 40min do segundo tempo. Cartões amarelos: Valenzuela (U), Rosinei, Andrezinho (I). Expulsão: D´Alessandro (I). Arbitragem: Roberto Silvera, auxiliado por Maurício Espinosa e Miguel Ángel Nievas (trio uruguaio). Local: Estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago, Chile. 

Meio time

Qua, 24/09/08
por mateus reck |

 tite-treino.jpg

Tite. Jornada pesada tendo dois jogos em 96 horas, sendo um fora do país. Foto: Alexandre Lops.

O Internacional embarca hoje para Santiago, no Chile, para a primeira partida das oitavas de final da Sudamericana. Embarca com a delegação quase completa. Nilmar fica para se poupar tendo em vista o clássico do final de semana, pelo Brasileirão.

Ao que tudo indica, Magrão e Nery também não devem jogar. Viajam com o time mas não jogam. Imagino que seria melhor nem viajar. Esses deslocamentos longínquos também cansam. Entendo que Tite deveria promover algumas mudanças e observar melhor jogadores que não andam sendo aproveitados.

Danny Morais poderia compor zaga com Índio. O contestado Ângelo poderia atuar na lateral direita, já que Bustos não foi inscrito. Porém o jogador aguarda liberação de sua inscrição. Em último caso, Bolívar deve jogar por ali, sua posição de origem. No mais, deverá ser mantida a mesma proposta de esquema de jogo.

Será uma partida complicada. O Internacional vai descaracterizado e visando não comprometer seu objetivo no Brasileiro, visto que a Conmebol aprontou adiantando a partida e colocando-a em uma quinta-feira, pré-clássico.

Mas… tudo bem. A direção está trabalhando forte para garantir uma jornada tranquila e menos cansativa do que o usual. Afinal, uma viagem para outro país de bate-e-volta e tendo treino na manhã seguinte ao retorno exigirá uma doação e empenho a mais do grupo.

Contudo, agora que as coisas estão se ajeitando é até bom que o time passe bastante tempo unido e focado nas partidas. Isso também ajuda a compor equipe.

Espero, assim como toda a massa colorada, um bom resultado em Santiago. Que o Inter volte vivo para o jogo no Gigante e tenha uma jornada inspiradora em terras estrangeiras para entrar em campo no domingo com toda a força, raça e determinação.

Um forte abraço aqui do Sul

Nove pontos em nove disputados

Seg, 22/09/08
por mateus reck |

alex-vitoria.jpg

Alex. Artilheiro colorado corre para comemorar. Gol foi decisivo. Foto: Alexandre Lops. 

Com uma vitória suada, balizada por uma atuação guerreira e de muita garra em seu setor defensivo, o Internacional conseguiu sua primeira sequencia de vitórias neste campeonato. E em uma hora providencial. Não fosse assim, estaríamos seriamente ameaçados, pois mesmo vencendo a três rodadas não muda de posição. Imagine só.

Contudo, a distância para o G4 diminuiu de nove para quatro pontos. De dezoito pontos, a distância do primeiro colocado agora é de dez.

Tivesse o campeonato iniciado no returno, estaríamos em terceiro, liderados por Goiás e em seguida Palmeiras. Impressionante esta volta do certame.

Tite parece ter encontrado o seu “ponto de equilíbrio”. Conseguiu repetir time mas voltou a mexer errado, na minha opinião. Ao tirar Alex para por Taison. Tudo bem que deu certo e o time melhorou, pois na segunda etapa estávamos correndo riscos desnecessários para quem joga em casa. Mas na minha opinião deveria ter saído D´Alessandro, de fraca atuação.

O jogo, em si

O Internacional começou o jogo em velocidade, bem postado e enfrentando de igual um rival que está a sua frente e por isso mesmo é adversário direto para suas pretensões. O Vitória sabidamente é um time muito bem armado por Mancini. E muito perigoso nos contra-ataques. Rápido e fatal. Só que Índio e Bolívar estavam afinados e muito ligados em suas funções. Praticamente anularam todas as investidas dos baianos.

Guina não repetiu a atuação de luxo no Engenho de Dentro, mas deu consistência a defesa e desarmou tudo no meio campo. Um verdadeiro Farrapo. Provavelmente estava imbuído pelo espírito que levou os gaúchos a proclamarem sua República.

Magrão teve boa participação nas saídas de bola e nas aproximações com D´Alessandro. Porém, El Cabezón não fez uma grande partida. Mas mesmo assim teve alguns lampejos e fez alguns passes perfeitos e enfiadas de bola magistrais.

Nilmar foi fortemente marcado pela zaga baiana. Quase não apareceu. Contudo, foi dele o lance mais importante do jogo. Sofreu a penalidade indiscutível que culminou com a vitória colorada. O que mais deve ter indignado os torcedores baianos foi a inapelável veracidade da falta, sendo que poucos árbitros tem cojones para marcá-la. Fora do lance, Nilmar leva um pescoção e uma gravata. Um lance infantil da zaga do Vitória. Seu goleiro já estava com a bola encaixada e pronto para repô-la em jogo. No fim do primeiro tempo, Mancini aguardava o árbitro para, como ele disse, “somente olhar em seus olhos”. Deveria fazer isso com sua zaga, que agiu com tamanha inexperiência em um lance tão banal, que acabou sendo fatal.

Outro fator que me impressiona: Fábio Mahseredjian prometeu que equilibraria o físico do time até o final de setembro. Pois ele cumpriu. O Internacional correu e combateu até o apito final. Ponto para ele, que veio a peso de ouro e estava sendo contestado. Contudo, todos sabemos algumas verdades: Não se adquire preparo em uma semana e não se monta time em très meses.

Isto está acontecendo. O Internacional começa, mesmo que tarde demais, a ter cara de time. Está se postulando como um dos candidatos a conquistar a vaga para a Libertadores 2009, ano de seu glorioso centenário. O caminho é longo e árduo. Mas agora só faltam quatro pontos para alcançarmos o pelotão de cima da tabela. E tenho certeza que, se manter o mesmo ímpeto e a mesma garra, mesmo que não jogue um belíssimo futebol, o Inter irá alcançar seu objetivo.

Tite, o sofista, começa a fazer o que mais gostaria que acontecesse: queimar minha língua. Eu, que tanto peço pela sua saída, vou recolher minha artilharia e respeitar seu trabalho. Afinal, desconfiança se apaga assim, abaixo de muitas críticas e com muito, mas muito trabalho. Apesar de ainda ter a convicção de que ele consegue mexer pior que Muricy, ele realmente está conseguindo dar cara de time ao Internacional. Ponto para ele. Uma das coisas que aprendi em casa é que posso criticar, mas também devo reconhecer quando o alvo de minhas críticas merece reconhecimento.

Agora, como o Campeão Mundial Fernando Carvalho falou após o jogo, desliguemos a tomada do Brasileirão e liguemos a da Sudamericana.

Em uma manobra inconsequente e irresponsável, sem a menor preocupação com os certames nacionais, a Conmebol mudou a data e pôs o Internacional em uma prova de fogo, tendo dois jogos em 96 horas, sendo um deles em viagem internacional. O clube fretará vôo para agilizar a logística e poupar os jogadores do desgaste de aeroportos e atrasos.

Será uma peleia. Mas quero ver o Internacional detonando no Brasileiro e na Sudamericana. Que venha o Universidad. E depois, que venha o Grêmio.

Cada jogo é um passo. Cada passo, uma batalha. Cada batalha, a vida em jogo. E em cada um desses confrontos, a alvi-rubra sairá encharcada num misto de suor e sangue. Mas, ao final, espero vê-la erguida em um mastro comemorando vitória nas batalhas que se seguirão.

A massa colorada está unida.

Os Peles Vermelha estão pintados para o combate.

 Nada vai nos separar.

 

Um forte abraço aqui do Sul.

——————————————————————————————

Serviço do Jogo

Internacional (1): Clemer; Ricardo Lopes, Índio, Bolívar e Gustavo Nery (Marcão); Edinho, Magrão, Guiñazu e D´Alessandro; Alex (Taison) e Nilmar (Daniel Carvalho). Técnico: Tite.

Vitória-BA (0): Viafra; Rafael, Leonardo Silva, Anderson e Marcelo Cordeiro; Vanderson, Renan (Adriano), Williams e Ramon (Ricardinho); Leandro Domingues e Osmar (Robert).  Técnico: Vágner Mancini.

Gol: Alex (I), aos 31min do primeiro tempo.

Cartões amarelos: Ricardo Lopes (I), Rafael, Leonardo (V).

Público: 22.547 (19.495 pagantes) / Renda: R$ 273.892,00

Arbitragem: Elmo Alves Resende Cunha, auxiliado por Fabrício Vilarinho da Silva e Flávio Gilberto Kanitz (trio goiano).

Local: Beira-Rio, Porto Alegre

Sequência

Qui, 18/09/08
por mateus reck |

daniel.jpg

Daniel. Querendo ganhar a vaga no carteiraço. Foto: ZH

Caros leitores:

Primeiramente peço desculpas pela ausência desde segunda. Enfrentei problemas, primeiro com o Blog, que ficou fora do ar. E agora estou com problemas na minha net, visto que um maluco com um carro derrubou um poste sobre as caixas de telefone e vai me deixar sem net até sábado. Como o tempo anda curto, não consegui me deslocar até algum lugar para poder acessar e atualizar nosso espaço aqui na Globo.

Sendo assim , reitero meu pedido de desculpas.

Mas, indo ao que realmente INTERessa vamos falar do nosso amado e quase centenário Alvi-Rubro.

A grande notícia que a mídia escrita estampou em seus cadernos esportivos deram conta da insatisfação de Daniel Carvalho. Compreendo ele, afinal ninguém gosta de ficar assistindo os outros trabalharem e atuarem. Mas ele chegou completamente fora de forma e ritmo. Foi pro jogo no amor a camiseta e, na minha opinião, por uma equivocada opção do sofista, que se vendo mais perdido que cusco quando cai do caminhão de mudanças, inventou (e ainda inventa) um monte de “esquemas”.

Contudo, o que vale é que Daniel está descontente. Te digo: E daí? Espero que ninguém mais no Internacional jogue no carteiraço. Deve entrar em campo que estiver 200% tanto fisicamente quanto psicologicamente e taticamente. Ele que conquiste seu espaço e tenha paciência e perseverança para atingir seu objetivo. Hoje, na minha opinião, D´Alessandro é o titular. Daniel é o seu reserva imediato, e de luxo. em uma outra proposta, ele poderia aparecer ao lado de Nilmar, em uma possível ausência de Alex. Porém ali também tem Taison, que vem entrando bem na equipe, com velocidade. Só lhe falta mais maturidade. As vezes ele me lembra muito o Diego. Rápido, agudo mas não fatal. Precisa treinar pontaria e força de chute.

Se Daniel estiver literalmente estourando, pode sim aparecer na frente, ao lado de Nilmar. Ficaria um meio com Magrão, Guinazú, D´Alessandro e Alex. Na frente, Daniel e Nilmar. Deveria ser testado mais uma vez, agora com Carvalho em forma e com mais ritmo de jogo.

Porém ele deve conquistar seu lugar com o futebol que o consagrou. Não no carteiraço e choramingando lugar por via dos jornais.

Trabalha, rapaz! Faça o que tu sabes que teu lugar no time aparece!

No domingo, contra o sempre perigoso Vitória, o Internacional precisa repetir a boa atuação do Engenho de Dentro. Foi uma aplicação tática boa e bem executada. Se repetir o mesmo ímpeto e disposição, tem tudo para vingar a derrota ocorrida no Barradão, na primeira parte do campeonato.

Gostaria de ver o meio campo que citei acima. E com a entrada de Daniel ao lado de Nilmar.

Vejamos o que o sofista apronta.

Uma boa notícia é a volta de Álvaro. Falei pouco dele, mas gostei muito de seu primeiro jogo com a camisa colorada. Me parece que pode formar uma sólida dupla de zaga com o gigante Índio. Bolívar fez uma partida honesta no Rio, mas com Álvaro e na volta de Sorondo, El General me parece ficar em um plano distante.

Um forte abraço aqui do Sul.

Guiñazú

Seg, 15/09/08
por mateus reck |

dalessandro-gol.jpg

D´Alessandro. Uma belíssima apresentação, coroada com um golaço, o primeiro com a sagrada rubra. Foto: www.internacional.com.br 

Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.

Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.

Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.

Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.

Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.Guiñazú.

Eu poderia escrever só isso. Aliás… me deu uma tremenda vontade de não escrever nada além deste nome próprio, símbolo de raça, garra e muita, mas muita qualidade em campo.

O jogo de ontem serviu para mostrar aos cariocas e ao mundo inteiro o quanto é incrível e paranormal este argentino. Um verdadeiro craque. Mas não no sentido usual e infantil dessa palavra e sim, no sentido mais puro e completo. Na concepção mais ampla e literal.

Craque.

Ser craque, para nós Gaúchos e Colorados, vai muito além de pedaladinhas e ciscadas. Isso para nós impressiona tanto como ver uma Foca amestrada fazendo número. Aliás… pra nós é a mesma coisa.

Agora o que Guina fez ontem, entrou para a história e para os corações dos Peles Vermelhas. Jogou em velocidade máxima, em nível máximo e em qualidade máxima. Desarmou como sempre, armou como sempre, fez passes perfeitos como sempre e esteve em todos os nacos de campo também como sempre. Mas foi além: distribuiu um farto repertório de jogadas altamente técnicas. Dribles desconcertantes, janelinhas e um lindo e maravilhoso chapéu que vai proteger o jogador do Botafogo por todo o verão que virá.

Sei…. tudo bem… já gastei várias e diversas linhas falando de El Cholo. Mas é que fiquei tão feliz e satisfeito com o que vi ontem, em pleno Engenho de Dentro, que não estou conseguindo pensar em outra coisa para escrever. Porém… há muito mais para ser falado.

Vamos adiante.

 Antes… uma última saudação: Salve, Guina. Tu já estás na história deste quase centenário clube!

O jogo

 Ontem, entrou em campo o Internacional que sabemos andar escondido pelos corredores do Gigante. Aguerrido, rápido e imponente. Forte na defesa e perigoso nos ataques. Com o meio trocando passes curtos e objetivos. D´Alessandro, Alex e Nilmar estavam em plena sintonia. Quase tudo foi perfeito. do meio para a frente foi uma das melhores partidas deste ano. A vontade e coragem de Nilmar no cruzamento do primeiro gol foi comovente.  Temi pelo pior. Como ele é fragil tal qual uma taça de cristal, pensei que tinha se quebrado ao cair no cimento. Nada de mais.

Alex mostra ainda estar com a cabeça longe, ao não jogar o grande futebol que estava apresentando neste ano. Ainda assim saiu de campo, machucado, mas com um gol na conta. D´Alessandro fez a sua melhor partida com a sagrada rubra. Jogou demais e fez um golaço (o seu primeiro com a colorada) que garantiu a importante vitória do Internacional dentro do Engenhão.

A zaga é que preocupou. Em alguns momentos bateu cabeça feio e por pouco não foi algoz de uma boa apresentação. Bolívar, se continuar desse jeito, não pega mais nem banco. Álvaro fez falta. Ele e Índio formam uma boa dupla de zaga. E as laterais…. bom … ali está o nosso maior problema. Nery anda longe, mas muito longe do jogador que tenho em minha memória. Aquele lateral agudo, de cruzamentos precisos e chutes violentos está perdido em algum lugar. Espero que Nery o encontre e convide-o a estrear no Inter.

Ricardo Lopes. Esse cara é muito estranho. Às vezes dá muita sorte e faz umas jogadas legais e tal. Mas na hora do pega, quando precisa do lateral de ofício, aquele que cruza a bola na medida…. meu Deus do céu. O cara é uma negação. Chega a doer de ruim.

Precisamos de dois bons laterais. Urgente.

Como gostaria de ver o Gabriel, do Fluminense na lateral direita do Inter. E na esquerda… bem que Jorge Wagner poderia voltar. Bah…

Enfim. em uma tarde-noite muito inspirada e produtiva, o Internacional conquistou três importantíssimos pontos, vergou o Botafogo dentro de sua casa causando a primeira derrota no Engenhão, neste brasileiro. É um time que vem em ascensão e não perdia a 11 jogos.

O Internacional teve atitude e comprometimento em campo. Se tivesse atuado assim desde o começo do campeonato, certamente estaria entre os quatro primeiros.

Mas… como o futebol não é feito de “se” e devemos encarar a realidade, devemos seguir assim: de jogo em jogo. De três em três pontos.

Rumo à Libertadores.

Rumo ao Centenário.

Um forte abraço aqui do Sul

——————————————————————————————

Serviço do Jogo

Botafogo (1): Castillo; Tiaguinho, Renato Silva, André Luiz e Triguinho (Zé Carlos); Leandro Guerreiro (Alessandro), Diguinho e Lúcio Flávio; Jorge Henrique, Wellington Paulista e Gil (Alexsandro). Técnico: Nei Franco.

Internacional (2): Clemer; Ricardo Lopes, Índio, Bolívar e Gustavo Nery; Edinho, Magrão, Guiñazu e D´Alessandro (Rosinei); Alex (Taison) e Nilmar. Técnico: Tite.

Gols: Alex (I), aos 29min do primeiro tempo, D´Alessandro (I), aos 5min do segundo tempo, André Luiz (B), aos 13min do segundo tempo. Cartões amarelos: André Luiz, Triguinho, Jorge Henrique (B), Gustavo Nery, Alex (I). Vermelho: André Luiz. Árbitro: Evandro Rogério Roman, auxiliado por José Carlos Passos e Moisés Aparecido (trio paranaense). Local: estádio João Havelange, Rio de Janeiro.

——————————————————————————————

Não poderia deixar de dar meus parabéns ao nosso co-irmão Grêmio.

105 anos de vida. 99 anos de rivalidade.

Parabéns a toda torcida gremista pela importante data.

Rodada crucial e uma incógnita

Dom, 14/09/08
por mateus reck |

Hoje á tarde, o Internacional entra em campo no Engenhão como uma incógnita, o que tem sido uma constante neste campeonato. Enfrenta o emergente Botafogo, que depois da entrada de Ney Franco encaixou o time e está embaladíssimo, sem perder há mais de 10 rodadas.

E o Inter? Qual Internacional veremos em campo? Esta tem sido a maior emoção dos colorados: Prever ou imaginar que tipo de time entrará em campo. Com a volta dos selecionáveis Nilmar e D´Alessandro e o retorno após suspensão automática de Guina, a tendência é um time mais combativo e com algum perigo nos ataques. Mas… o que será que o sofista vai aprontar para esculhambar nosso time no Engenho de Dentro? Qual a truta que ele está preparando para nos deixar com o coração batendo no pescoço?

O Bota virá com tudo, pois o time que lidera o certame tropeçou em casa e finalmente parece que vai perder o fôlego (durou demais essa novela…), ficando extremamente ao alcance do grupo do G4. E o Internacional, que deveria estar ali, vai sofrer essa consequência. Será uma partida de alta pressão. O time carioca, em casa, afinado e com a torcida em bom número certamente vai partir pra cima do Inter e tentar resolver logo a parada.

Espero que as coisas estejam em um bom astral e que o Inter possa aproveitar as investidas do time carioca para, em contra-ataques levar perigo e quem sabe mudar a história provável deste jogo.

Já que o sofista não cai, nem adianta esperar um mau resultado para derrubá-lo. Então, deixemos o coração comandar. Ele bombeia sangue Rubro. Alvi-Rubro e com o S.C.I. encranhado no DNA.

Um forte abraço aqui do Sul.

Demorou, mas veio

Ter, 09/09/08
por mateus reck |

magrao.jpg

Magrão. Apesar da imprensa querer sem trégua diminuí-lo, segue demonstrando raça e disposição dignas de vergar a rubra. Fez o gol e mereceu. Um gigante. Foto: Alexandre Lops 

No domingo, logo após a magra (porém providencial) vitória contra a Lusa, fiquei tão frustrado de ver a falta de força e imposição do Internacional - verdadeiramente causada e assinada pela covardia de seu sofista - que não me atrevi a escrever nada.

Como pode, um time que há dois anos atrás erguia o troféu de Campeão do Mundo em Yokohama, vergando o poderoso e festejado Barcelona (who??), estar se arrastando desde 2007 para conseguir algo digno de sua grandeza (e não conseguindo)? Como pode um time que há dois anos atrás entrava em campo e nós, Peles Vermelhas pintados para a guerra, esperávamos para saber de quanto iríamos ganhar??

Normal. Todo grande time que conquista o topo tem a irremediável condição de se desmanchar após tal feito. E assim foi, como não poderia deixar de ser. Mas a falta de planejamento para contornar esta situação está cobrando a fatura. E quem paga somos nós, verdadeiros colorados.

Hoje, o Internacional que vemos atuar é uma mera caricatura, um croqui, do que já foi um dos maiores plantéis do futebol mundial. Não pelos nomes, mas pelo conjunto e seu inegável poder de destruição.

E contra a Lusa, repetiu sua trajetória trôpega e ziguezagueada. Passando muito trabalho para vencer pelo placar mínimo. Se segurando para não entregar a rapadura. E com um “técnico” fazendo de tudo, novamente, para estragar o que com muito custo foi conseguido.

Ou existe uma cegueira coletiva da torcida, ou somente a direção consegue enxergar capacidade em alguém que demonstra nulidade absoluta no encargo de sua nobre função. O sofista se mostra, a cada dia, treinador de time pequeno. Somente disso. Nada além disso. Qualquer coisa além de uma série B é manjar dos deuses para este sujeito.

Um time da grandeza e envergadura do CAMPEÃO DO MUNDO merece muito, mas muito mais.

Mas mesmo tudo isso, toda essa armação, toda essa corja de urubus que estão tentando esfacelar a entidade, e jogá-la aos porcos, não conseguirá tal feito. O Internacional é muito maior que isto. MUITO. A força de sua torcida, que mesmo descrente e ferida em seu orgulho é gigantesca e sobrenatural, não deixará isto acontecer.

O jogo de sábado foi a gota d´água. Mesmo ganhando os Peles Vermelhas não deixaram de exigir futebol, atitude e desempenho digno de vestir a camisa rubra. Vaiaram o pseudo-comandante até a exaustão. E viram que torcer é muito mais que empurrar o time para as vitórias. É cobrar mudanças e atitude. É EXIGIR o mesmo respeito e amor que eu, tu e todos temos pelo manto sagrado vermelho.

Enfim… vencemos. Mas, novamente, não convencemos. Aliás, isso é coisa que faz parte do passado.

O presente urge, imediato.

E nós estamos cientes disto.

Alguém não o está.

E esse alguém vai ser chacoalhado. Até acordar.

E tenho dito.

——————————————————————————————

 Serviço do Jogo

Internacional (1): Clemer; Ricardo Lopes, Índio, Álvaro e Gustavo Ney; Edinho, Magrão, Taison e Andrezinho (Rosinei); Luiz Carlos (Daniel Carvalho) e Alex (Guto). Técnico: Tite.

Portuguesa (0): Sérgio; Patrício (Fellype Gabriel), Aderaldo, Halisson e Wilton Goiano; Erick, Carlos Alberto, Preto e Edno (Heverton); Jonas e Washington (Vaguinho). Técnico: Estevam Soares.

Gol: Magrão (I), aos 28min do primeiro tempo.

Cartões amarelos: Álvaro, Ricardo Lopes (I); Wilton Goiano, Erick (P).

Público: 9.349 / Renda: R$ 108.178,00.

Arbitragem: Marcelo de Lima Henrique, auxiliado por Hilton Moutinho Rodrigues e Dibert Pedrosa (trio carioca).

Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

Ô semaninha comprida

Sex, 05/09/08
por mateus reck |
categoria Coloradismos

lacador-3.JPG 

Não sei se acho isso bom ou mau. O certo é que uma semana sem jogo na quarta-feira é longa, entediante e chata. Porém, do jeito que o Internacional anda jogando, acabamos nos privando de irritações e aborrecimentos.

Cada jogo é um festival de horrores, um desfile de incompetência e desorganização.

Espero que estes cinco dias tenham servido para alguma coisa. Para que a diretoria tenha conseguido contatar alguém mais preparado para a casamata, ao menos. E para que a criatura que anda disfarçada de técnico tenha conseguido pelo menos mobilizar o time para poder sair um pouco mais honradamente do posto que DEVE deixar em breve.

Todos sabemos que a culpa não é só dele. Eu também sei. Uma enxurrada sem fim de comentários (que cresceram vertiginosamente, pois tivemos um aumento de 120% na audiência deste espaço) bradavam a mesma questão:

“- Ô, Mateus! Sai o Tite e entra quem???”

Tchê… qualquer um! Eu , tu e até as velhinhas que assistem todos os jogos do Internacional na Social saberíamos montar um esquema básico com o material que se dispõe no plantel. Eu, que tanto fiz campanha para que contratássemos Autuori fiquei realmente muito decepcionado com a opção da direção.

Ficou claro que teve dedo do Carvalho. Píffero, por mais sacripanta que seja, sempre deixou claro sua ojeriza pelo sofista. Mas ali ele teve que baixar o topete e aceitar. Uma pena. Essa falta de cojónes vai marcar Píffero como um presidente atrapalhado e sem comando. Um Asmuz da vida.  

Agora estamos aí… desse jeito. Uma vitóriazinha aqui, outra acolá, e nada de mudar. Sempre entre a nona e a décima-primeira colocação. E nada de engrenar.

É sabido que o grande culpado deste malfadado ano (e do anterior também) é a direção. Planejamento de vendas: nota 10. Planejamento de futebol: Uádafuckisthat??

Um clube da grandeza do Internacional não pode se dar ao luxo de desprezar um campeonato. Sim, desprezar. Pois ao optar por desmanchar elenco durante uma competição, sem antes ter planejado a reposição, consentiu com as consequências prováveis e inadiáveis.


Formulário de Busca


2000-2008 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade