
Sidnei lutou e fez até gol, mas não foi o suficiente. Foto: Alexandre Lops.
E o atalho para a Libertadores foi fechado. Faltavam cinco jogos. Com todas as ótimas condições que a diretoria sempre buscou proporcionar, o Internacional não correspondeu em campo tudo o que se esperava. Até troca de hotel, para evitar o revide das atitudes inúteis ocorridas aqui em POA, foi feita. Tudo para preservar a integridade dos atletas para a batalha que ocorreria a noite.
Contudo, em campo o Internacional fez um razoável primeiro tempo. Soube dominar o aplicado time do Sport e contê-lo, mesmo após levar o gol no início do jogo. Aliás, foi a única coisa que o time da casa conseguiu na primeira etapa. Após isso, o Inter dominou o jogo, empatou, e só não ampliou por incompetência de seu ataque, principalmente Nilmar, que perdeu dois gols que não se pode perder em uma decisão dessas.
Os garotos até estavam correspondendo, mas Jonas demonstrou o mesmo nervosismo que o atrapalha em alguns jogos. Até expulso foi. Titi fez falta quando saiu, apesar de se mostrar incapaz de cobrar um lateral. Estava contendo as investidas dos pernambucanos pelo seu lado.
Alex não encostou na bola. Não jogou, não fez nada. Quando podia, naquela cobrança de falta no fim da partida, deixou para Bustos (que sabidamente não está conseguindo ter sucesso nesse fundamento) cobrar. O colombiano mandou a bola para fora da Ilha.
Fernandão errou passes em profusão. O segundo gol dos pernambucanos saiu de uma recuada errada dele. Nem Guina conseguia acertar um passe de três metros. Enfim, tudo deu errado. E quando isso acontece e ninguém consegue consertar, o resultado não pode ser outro. Uma derrota não somente para o adversário, que se aplicou e pôs o coração na ponta da chuteira, mas sim para si mesmo. No momento em que um time não se consegue reverter uma situação adversa - seja na base da garra ou da qualidade - e se conforma com isso, está se entregando ao algoz. E o Sport, com casa lotada e torcida empurrando, reconheceu o mau momento do Inter e se atirou ao ataque.
Essa desclassificação mostrou uma coisa importante: Magrão faz muita, mas muita falta mesmo. Ele e Guina não têm substitutos a altura, hoje.
Com tantos desfalques ao mesmo tempo, faltou unidade ao Internacional. Abel não conseguiu repô-los a altura.
Segue a vida. Segue o objetivo. Por um caminho muito mais longo e árduo. Mas, quem disse que a vida de colorado é fácil? Sempre é na base da luta. Quando se abdica de lutar, acontece o que aconteceu.
Agora são todas as fichas no Brasileirão. TODAS.
A torcida colorada não tolerará insucessos nesse certame. Com toda a qualidade e condições que dispõe o Internacional, o mínimo que pode fazer é chegar entre os quatro primeiros. O mínimo, pois temos material humano para almejar mais. E estamos almejando.
Um forte abraço aqui do sul
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Serviço do Jogo
Sport (3): Magrão; Luizinho Neto (Diogo), Igor, Durval e Dutra; Fábio Gomes, Sandro Goiano, Luciano Henrique e Carlinhos Bala; Enilton (Roger) e Leandro Machado (Cássio). Técnico: Nelsinho Batista.
Internacional (1): Clemer; Sidnei (Pessanha, 21min30seg2ºt), Orozco e Titi (Derlei, 12min2ºt); Bustos, Danny Morais (Iarley, 35min2ºt), Jonas, Alex e Guiñazu; Fernandão e Nilmar. Técnico: Abel Braga.
Gols: Leandro Machado (S), aos 3min do segundo tempo, Sidnei (I), aos 29min30seg do primeiro tempo, Roger (S), aos 16min30seg do segundo tempo, Durval (S), aos 33min30seg do segundo tempo. Cartões amarelos: Guiñazu, Danny Morais, Jonas, Bustos (I) , Enílton, Durval, Dutra, Roger, Fábio Gomes (S). Expulsões: Luciano Henrique (S). Jonas (I). Público: 31.555. Arbitragem: Héber Roberto Lopes (PR), auxiliado por Roberto Braatz (PR) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE). Local: Ilha do Retiro, no Recife.