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Inconveniência insistente

Qua, 30/04/08
por mateus reck |

F9 está com toda a responsabilidade nas costas. Foto: Jefferson Bernardes/ VIPCOMM

E outra vez o Internacional deixa margem para o folclore bobo tomar conta dos noticiários. Entrou em campo com pouquíssima determinação de resolver a parada e voltar tranquilo para o Gigante na semana que vem. Mostrou a mesma malemolência que derrubou o Paraná na quarta-feira. Teve sim, alguns lampejos do Inter que conhecemos e queremos ver jogando. Mas não se converteram em gols. Nilmar está muito defasado em relação ao que esperamos dele. Está ficando com uma dívida quase impagável com a torcida. Aquele golaço de bicicleta em Dubai já é passado remoto. Quase história. E isso não está mais sustentando e justificando sua titularidade barrando Iarley.

Dentro dessa proposta de jogo, o empate até estava se tornando um resultado interessante. A responsabilidade seria grande também. Contudo ficava em tese mais tranquilo, pois decidir em casa como se não houvesse existido jogo anterior era uma boa pedida.

Mas aí, o Internacional – visivelmente descontado e desgastado pela peleia ferrenha de quarta-feira – se entregou e Fernandão sucumbiu a sua própria auto-confiança e deixou escapar uma bola fácil, que chegou até a nossa área, onde três (repito TRÊS) jogadores do Inter deixaram um (repito UM) jogador do Ju cruzar a bola que chegou com açúcar para Maycon somente ter o trabalho de empurrá-la para as redes. E isso tudo no apagar das luzes. Na maldita hora em que as coisas parecem resolvidas para os incompetentes.

Sei que estou sendo forte nas palavras aqui, mas existem coisas que me irritam, me tiram do sério. Uma delas é perder por querer. O Internacional, nesta tarde de domingo, perdeu pra si mesmo. Entregou um resultado, que até era aceitável, de graça.

Mas isso não tira minha crença no título. Não me entrego fácil. Minha crença se sustenta em um forte argumento que se baseia em um palpite pessoal: Fernandão sabe que ao entregar esse jogo de hoje, toda (repito TODA) responsabilidade de levar o Internacional a conquista do título em Porto Alegre está em suas costas. E sei que esse fardo não será pesado demais. Será o suficiente para mobilizá-lo e usar de sua liderança em campo para provar que os grandes, os maiorais, também erram. Afinal, são humanos também. Mas o que os diferencia dos meros mortais é a capacidade de reação em situações adversas.

Por isso, F9, e apesar da pixotada de hoje, ainda confio em ti. Ainda tens o respeito e a admiração de toda a torcida colorada. Mas estás diante de uma provação pessoal, na qual somente tu poderás reverter um fato que está querendo manchar tua luminosa passagem pelo Sport Club Internacional. Cabe a ti, somente a ti, apagar esse fato e levar nosso Inter ao título desse gauchão.

Contudo saiba que, mesmo nessa hora derradeira, nesse duelo com tua história, a maravilhosa torcida colorada - que hoje mesmo resumida a 10% do público local cantou mais forte e mais apaixonadamente que a local - estará na tua retaguarda.

Pois essa fenomenal torcida reconhece que os ídolos também erram. Mas o que os torna diferentes é realmente a capacidade de superação e a consciência que por mais que sejam importantes, nada (repito NADA) é mais importante que o clube em que estão jogando, e que move a vida da maior torcida do RS.

Nada é maior que o SPORT CLUB INTERNACIONAL.

Um forte abraço aqui do Sul

Vaga e preocupação

Ter, 22/04/08
por mateus reck |


A maior torcida do RS vêm mostrando sua força este ano. Foto: VIPCOMM

O Internacional se credenciou para a disputa das finais do gauchão 2008 ao vencer o Caxias em sua casa por 2 x 1. Isso bastaria para ficarmos muito felizes, pois um dos objetivos traçados para este ano está muito próximo de ser alcançado. Mas para chegar até tal condição, teve que deixar pelo caminho os seu dois mais importantes jogadores da temporada: Alex e Guiñazú. O primeiro com um entorse feio e o segundo por um problema no joelho, averiguado logo após a partida com uma artroscopia.

Isso tudo desencadeia uma reação forte no Gigante, pois amanhã teremos uma partida importantíssima que determina nosso futuro em uma competição que se determina como peça chave para a comemoração de nosso centenário.

Deveria estar comemorando o retorno a uma disputa de finais do Estadual, coisa que não aconteceu no ano passado. Mas estou muito preocupado com o compromisso de amanhã. Será uma partida muito difícil, contra uma equipe que certamente virá fechada e jogará sua vida, pois já está fora das decisões de seu campeonato estadual.

Quanto ao jogo de domingo, o Inter se portou como um time grande que joga em casa. Jogou compacto e explorando as arrancadas de Nilmar. No geral, o time teve um desempenho muito bom. Clemer foi a segurança de sempre no gol, Bustos foi razoável, Jonas atuou improvisado e rendeu bem, a zaga com Índio e Orozco jogou segura e bem postada. Titi assumiu a lateral de Marcão com competência e força. A meia cancha foi compacta e precisa, anulando bem as tentativas do Caxias.

Os belíssimos gols de Alex foram o grande momento do jogo. O primeiro, surgiu depois de um belo passe de calcanhar para Guina, que apertado pela forte marcação conseguiu alcançar a bola e cruzar na medida para Alex desferir um lindo voleio de canhota. No segundo, Fernandão iniciou tabela, que nosso goleador recebeu, enquadrou o corpo e chutou fora de alcance do goleiro, perto do ângulo.

Gostei da participação de Andrezinho. Entrou bem no jogo. Seguramente vai ocupar a vaga de Alex. Quanto ao substituto de Guinazu, Abel faz mistério. Creio que mude o esquema e ponha Iarley, como último homem do meio campo.

A torcida já deu espetáculo no domingo, uma beleza mesmo. Agora temos outro compromisso. Na quarta-feira, o Internacional vai precisar de todo o apoio extra-campo possível. Além das dificuldades que ele próprio criou, ao deixar a equipe paranista fazer escore, agora tem os desfalques importantes.

Um passo por vez e ambos com muita cautela. Paraná e Juventude são os grandes desafios desta primeira metade do ano. O segundo, com requintes de peça do destino. Mais uma vez estaremos diante do time que impôs as primeiras derrotas coloradas deste ano. É a hora do Inter acabar com esses rumores infundados e mostrar em campo que é superior técnica e mecanicamente ao time da serra.

Sem Alex e Guina vai ser difícil.

Mas facilidade é um advento que nós, colorados, desconhecemos. Os desafios sempre são recheados de dificuldades. E isso é o que motiva a força colorada, evoca o espírito guerreiro que temos dentro de nós.

Quarta-feira é dia de pintar a cara e invadir o Gigante. Dia de empurrar o Internacional para mais uma grande vitória. E no final de semana, todos os rumos levam ao Jaconi. Certamente lá estarão milhares de caras vermelhas pintando a serra gaúcha, cantando e levando o time para mais um bom resultado.

Um forte abraço aqui do Sul.

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Serviço do Jogo

Internacional (2): Clemer; Índio, Orozco e Titi; Bustos, Jonas, Magrão, Alex (Andrezinho, 7min2ºt) e Guiñazu (Ji-Paraná, 25min30seg2ºt); Nilmar (Iarley, 21min15seg2ºt) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.

Caxias (1): Juninho; Marília, Cuca (Terrão) e Cris; Gustavo, Tiago (Marquinhos), Júlio César, Rodrigo (David) e Aélson; Flávio Guilherme e Kempes. Técnico: Gilson Kleina.

Gols: Alex (2, I), aos 19min50seg do primeiro tempo, aos 27min40seg do primeiro tempo, Flávio Guilherme (C), aos 33min40seg do segundo tempo. Público: 35.529 (30.697 pagantes e 20.020 sócios). Renda: R$ 405.373,00. Cartões amarelos: Guiñazu, Bustos (I), Aélson, Júlio César, Tiago, Cris, Marquinhos (C). Arbitragem: Márcio Chagas da Silva, auxiliado por José Franco Filho e Júlio César Santos. Local: Beira-Rio.

Frustrante

Sex, 18/04/08
por mateus reck |


Guiñazu também não conseguiu ajudar o Inter a superar o time Paranaense. Foto: Site Oficial

Primeiramente, gostaria de me desculpar com os amigos que diariamente frequentam este espaço. Ando com problemas técnicos (sem INTERnet) e na quarta de noite ainda saí de viagem. Enfim, além do jogo, tudo mais deu errado. Não consegui escrever o texto que sempre publico depois do jogo. Mas há males que se justificam: este vácuo de tempo serviu para que eu digerisse e não externasse minha raiva pelo resultado.

Fiquei muito irritado com a postura do time em campo. Não foi possível acertar dois passes em sequência. Faltou atitude e raça. Faltou amor ao manto sagrado.

Se em campo não aconteceu nada, nas arquibancadas a maravilhosa torcida colorada deu mais um show. Um grande público colorado invadiu o Durival e mesmo com a péssima apresentação, deu um exemplo que os jogadores deveriam ter seguido: nunca se entregar, nunca desanimar, não se deixar abater ficando inerte.

Enfim, não vou me delongar muito, pois não há o que falar. Tem dias que o time não funciona, não encaixa a marcação e não consegue desenvolver seu futebol. Quarta foi uma noite dessas. E o resultado não podia ser diferente.

Graças a isso, o Inter terá que se superar na semana que vêm. Não é impossível, todos sabemos. Resta saber se o Inter não vai novamente perder pra si mesmo. Sim, esse é o medo. Sem querer tirar os méritos do Paraná, time que eu respeito assim como sua torcida, mas o Inter perdeu pra si mesmo ao não conseguir jogar e deixar um adversário sem ataque efetivo o bater.

Tenho a convicção que a massa colorada vai invadir o Gigante na semana que vêm e empurrar o time para essa difícil empreitada que eles se impuseram.

E ainda tem o forte Caxias no domingo. Duas invasões. Mais um recorde de público vai ser quebrado neste gauchão, pois a massa colorada nunca se entrega, nunca se deixa ser batida, SEMPRE HONRA O MANTO SAGRADO VERMELHO.

Um forte abraço aqui do Sul.

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Serviço do jogo

Paraná (2): Fabiano Heves; Daniel Marques, João Paulo e Luis Henrique; Ângelo (Goiano), Léo, Jumar (Beto), Giuliano e Everton; Joelson (Glêmio) e Fabio Luis. Técnico: Bonamigo.

Internacional (0): Clemer; Bustos (Nilmar, 30min30seg2ºt), Índio, Orozco e Marcão; Magrão, Guiñazu, Roger e Alex; Iarley (Adriano, 20min2ºt) e Nilmar (Tales, 32min30seg2ºt). Técnico: Abel Braga.

Gols: Ângelo (P), aos 5min do segundo tempo, Fábio Luiz (P), aos 36min do segundo tempo. Cartões amarelos: Nilmar, Magrão, Guiñazu (I), Jumar, João Paulo, Glênio (P). Público: 9.025. Renda: R$ 121.784,00. Arbitragem: Sérgio da Silva Carvalho (DF), auxiliado por Marrubson Melo Freitas (DF) e Fabricio Vilarinho da Silva (GO). Local: Estádio Durival Britto, em Curitiba.

Quem não têm time…

Ter, 15/04/08
por mateus reck |
categoria Coloradismos

… e não gosta de futebol, age sempre da pior maneira possível. O que impressiona mais no ato nojento, repudiante e imbecil cometido na noite de domingo no estádio do maior clube do RS mostra o quanto se paga por ser tão grande.

A inveja, a cobiça e o recalque levam o ser humano menos capacitado (pra não dizer retardado por opção, mesmo) a níveis tão baixos que ultrapassam nosso limite de concepção e entendimento para atos deste tipo. E o incrível é que não é a primeira vez que se comete vandalismo em nossa segunda casa.

Primeiro, foi o relógio da contagem regressiva do centenário. Depois os banheiros reformados. Teve também o incêndio dos banheiros “atômicos” (sic). Agora, a vítima foi a nossa gloriosa bandeira. Fora outras ocorrências entremeio estas.

Qual a definição que podemos vislumbrar? Que nossa grandeza incomoda. E muito. Isso prova que sempre fomos os maiores aqui no RS. Que títulos nunca foram o amor de nossa torcida, mas sim o Internacional em si. Que se antes não éramos CAMPEÕES DO MUNDO, não nos sentíamos recalcados, apenas ambicionávamos, em silêncio e suportando os casuais sucessos rivais. Não depredávamos seu patrimônio. Respeitávamos e lutávamos apenas verbalmente.

Agora, que somos CAMPEÕES DO MUNDO com toda a pompa e glória possíveis, seguimos da mesma maneira. Apenas nossa argumentação foi enriquecida (e nossa sala de troféus também). Mas nosso maior amor continua sendo o SPORT CLUB INTERNACIONAL. Seus craques passados, sua história maravilhosa de feitos relevantes, seus dirigentes honrados e eficazes, sua imensa e inigualável torcida, nossa imensa e sagrada casa de espetáculos.

Por isso, vândalos, aqui vai um recado: os atos que cometem causam danos financeiros, materiais ao SPORT CLUB INTERNACIONAL. Porém é só isso. Agora, quem mais se prejudica nessa imbecilidade e infantilidade é a moral de vocês, a índole e a caracterização de Civilidade. Agindo assim, nos enchem mais de orgulho, pois vemos em seus olhos opacos de tanto choro, um brilho de inveja. Um brilho vermelho e fulgurante de inveja.

Inveja, pois sabem que quando temos que “agredir”, o fazemos em campo, surrando vocês em confrontos diretos. E saibam que, afora alguns deslizes, sempre respeitaremos sua casa e seu patrimônio. Pois já dizia o ditado: “bater em algo que não pode revidar, é atestado de covardia”.

Não entendam que quero incitar a violência aqui. Muito pelo contrário: estou repudiando-a. Sei que a maior torcida do Rio Grande do Sul veste vermelho e o usa com respeito. Respeito antes a si mesmo. Posteriormente aos adversários.

Um forte abraço aqui do Sul

A maior peleia de 2008

Dom, 13/04/08
por mateus reck |


Fernandão em ação. Foto: Marcelo Campos/VIPCOMM

Em um campo encharcado, numa típica peleia de Gauchão, o Internacional enfrentou seu maior desafio deste ano. O melhor ataque da competição venceu a melhor defesa. O time do Caxias foi um adversário aguerrido, muito bem postado defensivamente e com uma determinação para a batalha que me impressionou. Abelão não mentia quando ressaltou por várias vezes as qualidades do time da Serra. Todos os jogos que vi da equipe grená me chamaram a atenção pela ótima postura em campo.

Tudo isso serve para engrandecer a ótima vitória conquistada neste domingo. O Internacional teve muito trabalho para vencer a batalha que se deflagrou no meio de campo. Guiñazú foi, outra vez, o maior jogador colorado em campo. Inacreditável a capacidade deste guerreiro. Na minha opinião, é o melhor atleta em atividade no futebol brasileiro, superando até mesmo Alex. Claro que são funções diferentes e qualidades distintas, mas o único diferencial que vejo entre eles é na alta capacidade de fazer gols de Alex. Falando assim, vocês podem ter uma idéia de quanto admiro o futebol deste argentino. Ele é um leão em campo.

O jogo foi muito duro e com muitas faltas, uma delas determinando a expulsão de Marcão, que no primeiro momento foi punido pelas faltas conjuntas, e depois quando fez uma falta dura, pagou caro. Contudo, o Inter não sentiu a diferença de ter um jogador a menos. Abel, o mestre, reposicionou o time trazendo Alex para a esquerda e recompondo a defesa, tornando imperceptível a falta de Marcão.

Essa foi a grande vitória do Internacional. Contornar além de um grande adversário, seus próprios problemas. E a vitória veio no detalhe. No finalzinho. Da maneira mais recompensadora. Foi uma grande partida.

Nilmar mostrou falta de ritmo, contudo isso não é o suficiente para torná-lo menos perigoso. Teve momentos que tinham três e até quatro marcadores cercando-o. Bustos fez uma partida defensivamente perfeita. Parou Aélson. Magrão foi incansável. Fernandão sofreu severa marcação e não conseguiu desenvolver seu futebol de qualidade, prejudicado também pelo gramado pesado. Iarley também sofreu pela marcação. Saiu para que Abel pudesse recompor sua defesa. Titi entrou muito bem e segurou as jogadas pela esquerda do time. Roger substituiu Fernandão e ocupou os espaços na meia cancha.

Porém a melhor entrada foi a de Adriano. Como sempre, perigoso, agudo e muito rápido. Teve muita calma, frieza e qualidade para deixar Alex com a goleira aberta para sacramentar a vitória do Inter em Caxias do Sul.

Nos primeiros 90 minutos adquirimos a vantagem simples contra um ótimo adversário, que se for batido engrandecerá e muito a campanha colorada no certame. Gostei muito do jogo, que foi bem peculiar, bem de Gauchão mesmo. E fiquei muito satisfeito com o desempenho e a vitória. Foi gratificante. Bater uma equipe forte como o Caxias em sua casa e com sua bela torcida não é tarefa nada fácil. E conseguimos. Foi maravilhoso ver a massa colorada invadindo a Serra e transformando o Centenário em um pedacinho do Gigante.

Agora é quarta-feira, contra a boa equipe do Paraná. Espero que F9 se recupere (fiquei muito preocupado com a lesão dele) e volte ao time para essa batalha da Vila Capanema. Vamos precisar de todas as forças para conquistar um bom resultado fora de casa.

Um forte abraço aqui do Sul.

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Serviço do Jogo

Caxias (0): Juninho; Cuca, Marília e Cris (Neilor); Gustavo, Júlio César, Tiago, Terrão e Aelson; Rodrigo (Valdir) e Kempes. Técnico: Gilson Kleina.

Internacional (1): Clemer; Bustos, Índio, Orozco e Marcão; Magrão, Guiñazu, Fernandão (Adriano, 8min2ºt) e Alex; Nilmar (Roger, 18min2ºt) e Iarley (Titi, intervalo). Técnico: Abel Braga.

Gol: Alex (I), aos 47min do segundo tempo. Cartões amarelos: Marcão, Alex , Magrão, Guiñazu (I), Marília, Tiago, Gustavo, Cuca (C). Expulsão: Marcão (I). Arbitragem: Leandro Vuaden, auxiliado por Marcelo Barison e Paulo Ricardo Conceição. Local: Estádio Centenário, em Caxias do Sul.

Na Semi-Final

Dom, 06/04/08
por mateus reck |


Nosso garoto ciclista está de volta, e com o pé no fundo. Foto: www.internacional.com.br

Em uma partida parelha, o Internacional aproveitou a ampla vantagem construída em Canoas e jogou tranquilo em sua imensa casa. Os gols saíram ao natural, em jogadas executadas com precisão e certeza. O time de Canoas entrou em campo determinado a conquistar uma vitória simples, pois ambicionava uma vaga na série C do Brasileiro. E jogou bem. O primeiro gol veio em uma bela jogada, com um cruzamento preciso.

Voltando ao que INTERessa, gostei muito da apresentação do colorado. Agenor se garantiu e atuou com personalidade, chegando a lembrar Renan em algumas saídas. Comprovou o que quem acompanhou a Copinha sabia: é um grande goleiro em formação. Não teve culpa nos gols e quando foi exigido apareceu bem. A atuação de Bustos foi muito boa. Ele vêm em uma crescente interessante, o credenciando para a titularidade na lateral. Gostei mesmo.

A zaga, com Sidnei e Orozco, se portou bem. Algumas falhas, como no segundo gol da Ulbra, mas compensadas com boas intervenções ao longo do jogo. Sidnei quase marca um golaço de bicicleta. Seria antológico.

Guiñazú vêm cada vez mais lembrando (na minha opinião, superando) Tinga. Agora está chegando mais na entrada da área e arriscando chutes. Naquela jogada em que limpou a zaga, goleiro, comissão técnica e torcida, e de virada quase marca um dos mais lindos gols do Gauchão, despertou a memória de todos que viram aquele guerreiro da camisa 7 sair da segunda função do meio e fazer o gol do título da Libertadores da América. Chega a ser repetitivo, mas não tenho como deixar de falar dele. Guina é a referência de TODOS em campo. Até de Fernandão.

Falando em F9, valeu pelo seu gol e pela boa movimentação. Não gostei de ele ter cobrado o pênalti. Por quê não deixou o Alex? Ou melhor, o Nilmar? Tudo bem que ele é o capitão, mas Alex está na briga pela artilharia e Nilmar está voltando de longo período de recuperação. Seria ótimo vê-lo comemorar um gol em seu retorno. Falando nele, entrou muito bem e com muita vontade. A jogada do pênalti foi de uma velocidade e raça impressionantes. Foi espetacular presenciar sua volta com tanta determinação e disposição.

No restante, Alex jogou muito bem, mesmo sendo severamente marcado. Magrão também foi determinante. Fez o gol da vitória e jogou o fino da bola. Iarley foi guerreiro e perigoso. Gosto muito de seu futebol, mas com a volta de Nilmar, provavelmente ele vai deixar o time. Uma pena.
Marcão foi seguro nos desarmes e preciso no apoio. Abel mexeu bem e teve o domínio do jogo na maior parte do tempo.

Enfim, estamos na semi-final e pegamos o Caxias, que ontem venceu o Zequinha por 1 x 0 no Centenário. Vai ser uma dura peleia. Como estou morando em Caxias do Sul, é certa minha presença no Centenário. E como o Ju fez o crime no Porto Alegrense, pode estar se desenhando uma final com gosto de revanche. O tempo dirá.

Um forte abraço aqui do Sul

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Serviço do Jogo

Internacional (3): Agenor; Sidnei, Orozco e Marcão; Bustos (Roger, aos 28min, 2ºt); Wellington Monteiro (Adriano, 38min, 2ºt), Magrão, Alex e Guiñazu; Iarley (Nilmar, aos 19min, 2ºt) e Fernandão.

Ulbra (2): Rafael; Jonathan, Carlinhos, Neyor e Leandro Xavier; Wanderson, Júnior (Edílson), Eder Lazzari (Rodrigo) e Everton Severo; Alexandre e Jacques. Técnico: Beto Almeida.

Gols: Fernandão (I), aos 6min do primeiro tempo, Jaques (U), aos 19min25seg do primeiro tempo, Iarley (I), aos 27min25seg do primeiro tempo, Jaques (U), aos 27min10seg do segundo tempo, Magrão (I), aos 44min25seg do segundo tempo. Cartões amarelos: Rodrigo e Alexandre (U). Arbitragem: Carlos Simon, auxiliado por Alexandre Kleiniche e João Lúcio de Souza Júnior. Público: 21.972 (19.105 pagantes e 11.977 sócios). Renda: R$ 237.496,00. Local: Beira-Rio.

O último passo antes da apoteose

Sex, 04/04/08
por mateus reck |


Imagem: Prof. Mark Reginatto

Noventa e nove anos se passaram e o Internacional chega, finalmente, a um passo de outro momento de glória em sua vasta galeria de feitos relevantes.
Está a 365 dias de seu centenário. Cem anos de uma trajetória fascinante e mundialmente reconhecida como vitoriosa, fantástica e com feitos praticamente imbatíveis para todo o sempre na história do esporte bretão que Charles Miller trouxe para o Brasil.

Por isso hoje é dia de todo o Mundo comemorar mais um aniversário de uma grande entidade do futebol mundial. Um time que teve altos e baixos em sua história mas nada que manchasse sua ilustre biografia. Pelo contrário, em sua maioria são fatos relevantes que demonstram o poder e a representação que este clube tem na história do futebol.

É o único clube brasileiro que conquistou de forma invicta um campeonato nacional principal. Foi o dono de seu país na década de 70. Antes ainda, teve equipes tão fortes e imbatíveis que fora apelidado de Rolo Compressor. É o maior detentor de títulos em seu estado. Têm ampla vantagem nas disputas com seu rival (que a 45 anos não consegue superar isso). Conquistou a América e o Mundo. E a Tríplice Coroa, que só quatro times no planeta o fizeram, também. Se transformou, pelas mãos hábeis de Fernando Carvalho, no clube que mais evoluiu neste século como instituição. E no mais vencedor também. Têm revelado grandes jogadores para o mundo, provando que o investimento nas categorias de base é efetivo e frutífero. O último rebento das entranhas do Gigante vermelho hoje brilha nos gramados europeus.

Enfim, um grande clube que vem construindo uma grande história. Que está prestes a atingir cem anos. Um centenário de glórias e fatos que o destacam em meio a tantos grandes clubes no cenário mundial. Que o coloca em evidência quando se fala em títulos, craques, gestão, patrimônio e torcida.

Me sinto orgulhoso em estar aqui representando esta imensa massa colorada no início desta comemoração. Confesso que pensei em um texto mais emocionante e com um resgate histórico o permeando. Mas preferi guardar todo esse turbilhão de sentimento para daqui a exatos 365 dias. Quando esse dia chegar, libertarei todo esse orgulho e emoção. Podem me cobrar.

Aliás… o começo dele eu escrevi e guardei. Que o tempo e os feitos por vir escrevam por si só.

Parabéns, Inter meu! Meu e de todos os Joões, Marias, Césares, Tiagos, Guilhermes, Fernandos, Marcelos, Renans, Sabrinas, Dábis, Alexandres, Adrianas, Iracis, Giovanis e Rafaéis. De todos os gaúchos, brasileiros e estrangeiros. De todo seu povo que veste vermelho e o ama incondicionalmente.

Parabéns, SPORT CLUB INTERNACIONAL!


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