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A síntese de 2008

Seg, 01/12/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

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O jogo que selou matematicamente nosso rebaixamento teve todos os elementos que marcaram a nossa temporada de 2008.

Começamos o ano, assim como o jogo, cheios de esperança. A vaga na Série A, assim como o gol de Escobar, deixou a torcida sonhar que teríamos um bom desfecho. Mas logo vimos que a realidade seria diferente.

Em sua imensa maioria, nossos adversários foram, assim como o Grêmio, superiores. E acabamos pagando por contratações erradas ao longo do ano. Apesar de tentar manter a base vice-campeã da Série B, não encontramos reposição à altura para as peças perdidas. Ainda tivemos azar com várias contusões e o resultado é que chegamos ao fim do ano com um time sem cara de time. Um catadão. Esforçado, é bem verdade, mas muito aquém do nível necessário para disputar o Brasileirão.

Ontem, não faltou também um elemento que nos prejudicou muito ao longo do ano: as arbitragens tendenciosas. E, quando eu falo em tendência, não quero dizer má-fé ou roubalheira descarada. Prefiro acreditar que isso não exista deliberadamente. Falo dos lances duvidosos, onde o juiz é obrigado a apitar algo sem muita convicção, e estes normalmente nos prejudicam. Foi falta pra cartão ou não? Na dúvida, beneficiemos os tradicionais.

E, assim, está chegando ao fim um ano melancólico. Melancólico por rendermos menos do que era possível, por sermos obrigados a rever conceitos. Mas nunca um ano para ser esquecido. Lembraremos de 2008 com carinho, o ano de nosso décimo aniversário. Seria melhor continuar como mero coadjuvante na Série B? Discordo veementemente de quem pensa assim.

Ousamos. E caímos. O primeiro dos grandes reveses que todo time que almeja ser grande enfrenta. A estrada é longa e ainda estamos começando nossa jornada. É hora de levantar e seguir caminhando.

Valeu, Tigrê!

Em tempo:

1. No dia 24 de novembro do ano passado, conquistamos nossa última vitória fora de casa, contra o Paulista. Já se vai mais de um ano sem vencer fora do Ipatingão. Torço para que na partida contra o Fluminense tenhamos a motivação de terminar o ano bem e com ao menos uma vitória em campo adversário na temporada.

2. Rodrigo Posso pendurou as luvas e foi anunciado hoje como o novo diretor de futebol do Ipatinga.

3. Nossa musa Thalita é uma das cinco finalistas do concurso Musa do Brasileirão e você pode ajuda-la a ser a grande vencedora votando aqui.

Golpe (quase) final

Seg, 24/11/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Mais uma derrota. E, agora, nossa sorte está 99% selada. Maldita matemática que não nos deixa descansar em paz! Qualquer análise da partida em si se torna desnecessária e a realidade é que a esperança existia, mas mesmo ela já estava um tanto resignada.

Estou chateado, mas não fui pego desprevenido. É doloroso, claro, mas a dor foi diluída por todo um ano extremamente desastrado do ponto de vista do planejamento. A partida de ontem deveria ter sido apenas o golpe de misericórdia. Mas nem isso foi, já que uma combinação bastante improvável de resultados ainda pode nos salvar.

É hora de reconhecer que houve também pontos positivos em nossa campanha. Fomos muito mais competitivos do que os pessimistas puderam imaginar, embora tenhamos ficado aquém das expectativas dos mais exaltados.

Vida que segue. O amor continua, quase intacto. É mais uma vez hora de aprender com os erros para evitar repeti-los. É hora de saber que o delírio coletivo que começou no jogo contra o Marília e ocupou mentes e corações de toda uma cidade durante um ano está chegando ao fim. Ousamos, do auge da nossa incipiência, duelar entre os gigantes. E, sejamos francos, não foi de todo mal.

Somos agora mais experientes, mais vividos. E sabemos que esse revés não é o fim. Talvez seja o fim de uma era, mas temos em nós a certeza de que temos potencial para voltar à elite. E da próxima vez, quem sabe, será com mais tino para ficar de vez entre os grandes.

Pra cima deles, Tigrê! Sempre!

O blogueiro deseja também registrar, no post de hoje, seus votos de compadecimento com a situação vivida por parte do estado de Santa Catarina. Nesses momentos tão complicados, é difícil até mesmo pensar no futebol. Por lá existem corações que estariam também sentidos com o nosso (quase) rebaixamento, mas que agora têm coisas mais importantes com o que se preocupar. Paulinha e Josi, força. Amo vocês.

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O vôo da Fênix

Dom, 16/11/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

ou O Canto do Cisne

O texto de hoje permite que o leitor escolha o título. A vitória de ontem foi o último suspiro ou foi o primeiro passo da guinada improvável? Com quem o leitor está? Com nosso presidente Itair, que já admite jogar a toalha, ou com o nosso treinador Enderson, que acredita que, enquanto houver chances, há esperança?

Como torcedor de fé quase inabalável, me recuso a reconhecer o rebaixamento. Claro, a missão segue dificílima, quase impossível, a seqüência de jogos é complicada. Mas nosso papel de torcedor é ter fé.

Porque só ela pode explicar o que aconteceu ontem, no Ipatingão. Com o tempo chuvoso e o time vindo de uma derrota maiúscula, novamente poucos torcedores compareceram ao estádio. E mesmo estes pareciam ressabiados.

Mas do que não é capaz uma pontinha de esperança? O time jogou bem e os convincentes três gols foram até pouco. Quem poderia imaginar que o mesmo time que é goleado pelos reservas do Internacional poderia fazer tão bom papel frente ao Sport?

Claro que aí estão vários fatores, como o mando de campo e a expulsão de Léo Oliveira na partida do fim-de-semana passada, que acabou sendo crucial. O próprio time titular foi radicalmente modificado depois da goleada sofrida diante do Inter.

Algo mudou. “Tarde demais”, podem supor alguns. Não, ainda não é tarde demais. A reta final é justamente o momento de tirar força sabe-se lá de onde para seguir em frente.

Um exemplo de que vale a pena lutar até o fim? Não precisamos ir muito longe. No ano passado, precisávamos vencer as três últimas partidas e ainda torcer por tropeços do Coritiba para sermos campeões da Série B. Vencemos o Marília, partida que garantiu o nosso acesso, batemos o São Caetano com um gol no finzinho e depois goleamos o Paulista, em Jundiaí.

Quando terminou nossa última partida, o Santa Cruz vencia o Coritiba, resultado que nos faria campeões. O Coxa conseguiu virar a partida, espetacularmente, e acabamos ficando sem a taça. Frustrante, sem dúvidas. Meio Felipe Massa, é verdade. Mas quem aí se atreve a dizer que essa luta não foi gloriosa e que valeu a pena?

Pra cima deles, Tigrê! Enquanto restar a mínima chance, pra cima deles!

E o coração palpita

Dom, 02/11/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

A má fase e o mau tempo deixaram o Ipatingão quase vazio. A promessa de chuva e de um jogo fraco fizeram com que só os mais fiéis fossem ao Gigante do Parque Ipanema acompanhar Ipatinga x Coritiba. E nenhuma dessas previsões foi cumprida.

Não choveu e o que se viu em campo foi um Ipatinga com a cara dos tempos áureos. Rápido, ofensivo, com muito toque de bola. Verdade seja dita, o time pecou nas finalizações e por um bom tempo os torcedores ficaram receosos que a história mais manjada desse ano pudesse se repetir: o time jogar bem e perder.

O medo se justificava: a defesa acabou dando espaços e o Coritiba também atacou bastante, e com algum perigo. Mas Ferreira acabou com a agonia quadricolor no jogo e deu sobrevida ao Ipatinga no campeonato, marcando os dois gols da noite.

Agora, teremos mais cinco partidas que definirão os rumos do próximo ano. Dessas, três serão fora do Ipatingão. E aí é inevitável lembrar que a última vitória fora dos limites ipatinguenses foi contra o Paulista, na última rodada da Série B de 2007. Ou seja, estamos prestes a completar um ano sem vencer como visitante.

Mais do que um dado preocupante, a estatística deve servir como motivação. Se, mesmo com desempenho pífio como visitante, conseguimos chegar até aqui com razoáveis chances de não cair, é sinal de que somos de alguma forma competitivos e que não é hora de jogar a toalha.

Para que nos salvemos do rebaixamento, o time terá inevitavelmente que vencer fora de casa. Então, que busquemos as vitórias contra Inter, Palmeiras e Fluminense não apenas pelos pontos que estão em jogo, mas para que não passemos em branco fora do Vale do Aço em 2008 e, sobretudo, para conseguirmos a manutenção na Série A. Eu acredito!

Pra cima deles, Tigrê!

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Até quando?

Qui, 30/10/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Havia alguma esperança de vitória na noite de ontem. Primeiramente, porque era contra um adversário que havíamos vencido no primeiro turno, e com relativa facilidade. E também porque era a estréia do nosso novo treinador, Enderson Moreira, o homem que tem a difícil missão de reverter um rebaixamento iminente.

Enderson fez o que dele se esperava à essa altura: promoveu alterações táticas na equipe, já que os titulares habituais de Bittencourt já não vinham rendendo o esperado. Pela primeira vez Pablo Escobar vestiu uma camisa de titular e isso encheu a torcida de esperança.

Mas o que foi aquilo que vimos no Canindé? Uma atuação sofrível, uma falta de garra preocupante, uma limitação técnica que beirou o ridículo. A última atuação fora de casa, contra o Figueirense, já havia sido preocupante. Mas a forte chuva e o gol de Escobar no finalzinho havia atenuado um pouco as coisas.

Mas, dessa vez, não teve desculpa. Nada justifica aquela apatia que vimos. Se as chances de salvação são poucas, isso é motivo para mais aplicação, para maior doação em prol do quase impossível, e não para jogar a toalha. Se nós, torcedores, já estamos até um pouco resignados com a queda, ainda não estamos nem um pouco preparados para perder sem luta.

Pra cima deles, Tigrê!

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Estamos na UTI

Dom, 26/10/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

“Seu amigo acidentou, está muito mal no hospital”. A notícia te choca, você vai visitá-lo. Vê que ele realmente está mal. Tenta passá-lo confiança de que as coisas vão melhorar, mas você mesmo não tem tanta certeza disso.

É o que está acontecendo com o Ipatinga nesse Brasileirão. Depois de várias partidas-chave, nosso desempenho ficou abaixo do esperado para um time que julgávamos ser capaz de escapar do rebaixamento. A matemática agora se torna extremamente complicada, quase impossível. A tabela também não nos ajuda, serão vários jogos dificílimos daqui para o fim da competição.

Não podíamos ter perdido para o Botafogo. Ainda mais da maneira em que a derrota foi desenhada. Essa talvez tenha sido a pior apresentação do nosso time em casa. A equipe até criou algumas jogadas, mas foi extremamente frágil nas conclusões e também teve um dia bastante infeliz no setor defensivo e o resultado foi até razoável conosco, já que a partida poderia ter terminado com uma grande goleada botafoguense, se eles também não estivessem com os pés descalibrados.

A torcida andava inconformada com as escolhas de Bittencourt. E, embora a revolta esteja um pouco exagerada, os onze que vêm iniciando as partidas não são mesmo aquilo que temos de melhor. Um jogador como Escobar não pode ser reserva. A titularidade dele foi cogitada, dessa vez, mas ele acabou entrando apenas no intervalo. E é fato que, com ele, o Ipatinga é um time melhor.

Não é hora para encher o meio-campo de volantes. É hora de ousar, de fazer algo diferente do que fizemos por todo ano, para evitar o desastre que já se anuncia. Com isso, Bittencourt não é mais o treinador do Ipatinga e teremos um novo comandante para as sete rodadas que selarão nosso destino.

A fé dos torcedores, apesar de abalada, ainda não morreu. E tenho certeza que se o resultado não for o esperado, haveremos de reconhecer o esforço, caso ele exista. Cair não será demérito, se houver uma genuína luta para evitar o descenso. Porém, ontem, o time se deixou contaminar pela apatia e o resultado não poderia mesmo ser outro que não a derrota.

Ainda há tempo de mudar a postura. Se isso não for o suficiente para evitar a queda, paciência. Ao menos, cairemos de cabeça erguida e já começaremos a tomar as providências que nos trarão de volta à elite, tanto estadual quanto nacional. O que não pode acontecer, sob nenhuma hipótese, é jogar a toalha.

Por isso, pra cima deles, Tigrê!

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Empate heróico no jogo mais esquisito da história

Seg, 20/10/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Dessa vez, não dá pra cobrar nada de ninguém. Novamente, não fizemos um bom jogo fora de casa. Mas quem conseguiria desenvolver um bom futebol naquele pântano em que se transformou o gramado do Orlando Scarpelli?

Num jogo totalmente atípico, o Figueirense abriu o placar da forma mais bizarra possível: depois do furo de dois jogadores ao tentar o remate, Tadeu finalmente conseguiu acertar o pé. A bola ainda entrou relutante, meio a contragosto, de tanto que estava sendo maltratada.

E, a partir daí, o que se viu foi um festival de carrinhos, bolas divididas no meio-campo, trombadas, cartões amarelos e camisas encharcadas. Futebol mesmo, muito pouco. Tanto que a esperança de nova mudança no placar parecia ter acabado logo após o gol do Figueira.

Mas eis que surge Escobar, já nos acréscimos, e faz um gol não menos chorado que o primeiro da partida, mas importantíssimo para nossas pretensões no campeonato. Um gol que nos mantém vivos e nos tira da lanterna. Um gol que resumiu o que foi o jogo: esquisito, sem classe, mal-jogado, mas que premiou o time que não desistiu e nos deu um empate com sabor de vitória.

Mas a verdade é que sabor de vitória não é critério de desempate. E se o gol aliviou, ainda não nos tirou da situação difícil em que nos encontramos. A próxima batalha é em casa, contra o Botafogo, e não podemos nem sonhar com um resultado que não a vitória. As coisas se complicam a cada rodada, mas enquanto há chances, a esperança irá jogar do nosso lado.

Pra cima deles, Tigrê!

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Ainda falta algo…

Sex, 10/10/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

É interessante observar o que vem acontecendo com o nosso Ipatinga. Se no primeiro turno, éramos uma equipe muitas vezes desorganizada e que ganhava seus pontos na base da raça, as coisas parecem ter se invertido agora, nos jogos de volta.

A equipe tem melhorado a parte técnica. Tem se encontrado. Taticamente, temos conseguido nos igualar a equipes da parte de cima da tabela. O Bittencourt tem encontrado a melhor maneira de igualar as ações com equipes reconhecidamente superiores à nossa. E aí tem faltado justamente o que não poderia, o que é exatamente mais básico: gana e vontade.

O jogo de ontem, contra o Cruzeiro, foi emblemático. A defesa se apresentou de forma muito sólida, o meio-de-campo foi superior ao do adversário e o ataque até criou, muito embora nenhuma chance de gol tenha sido claríssima.

Mas jogar mais que o adversário quando este já tem o resultado em mãos é fácil. Ao Cruzeiro bastou se precaver contra as surpresas e garantir os três pontos. Ao nosso time, faltou alguma criatividade e alguma força de vontade para assegurar chances claras de gol. Foi injusto o resultado? Difícil falar em justiça no futebol, mas o Cruzeiro sobre explorar a única grande falha de nosso setor defensivo.

Eles também falharam atrás e não sabemos colocar pra dentro. Por pelo menos um par de vezes, Fábio saiu errado e não conseguimos aproveitar. Isso sem contar as inúmeras vezes em que a linha burra deles conseguiu ser mais esperta e deixar nossos atacantes em posição de impedimento.

Ou seja, estamos bem perto de conseguir algo que pode nos levar a ficar fora da zona de rebaixamento. Corrigindo uma ou outra falha e jogando com mais determinação, a vitória fora de casa pode vir já contra o Figueirense, na próxima rodada. E ela tem que vir, pois já estamos prestes a entrar na reta final da competição. É finalmente chegada a hora de separar os homens dos meninos.

Pra cima deles, Tigrê!

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Risco calculado

Seg, 06/10/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Perdemos mais uma. Mas dessa vez, foi o tipo de derrota que não deve abater e sim dar mais motivação para as próximas partidas. Sabíamos que seria dificílimo. O São Paulo tem um bom time, com muito mais potencial do que os pontos na tabela podem indicar e tem procurado recuperar as posições que julga lhe pertencer. Para eles, era vital nos vencer. E fizeram o que foi necessário para garantir os três pontos.

Nós, por outro lado, não fizemos uma partida lastimável. Jogamos bem, equilibramos as ações na maior parte do tempo. Mas falhas individuais nos fizeram pagar e o resultado, apesar de desfavorável, não foi catastrófico.

Foi a primeira derrota em casa desde que Márcio Bittencourt assumiu o time. O que mostra que ele tem feito um bom trabalho, o melhor dos que já treinaram o time no Brasileirão, na minha opinião. Algumas peças estiveram muito abaixo do que se podia esperar delas. Mas não podemos culpá-los por uma má partida. A competição é longa e dias menos felizes são inevitáveis. A diferença dessa partida pra outras derrotas é que esta me pareceu uma fatalidade, enquanto alguns revezes do turno pareciam que iriam se converter numa enorme seqüência de derrotas.

Se foi mesmo apenas um tropeço, em pouco tempo saberemos. Quinta-feira já teremos nova chance de provar que estamos evoluindo, quando enfrentaremos o Cruzeiro no Mineirão. Teoricamente, uma partida ainda mais difícil do que o jogo contra o São Paulo: os times se equivalem, mas dessa vez a disputa é fora de casa. Mas se jogarmos tudo que podemos, vencer é possível. Eu acredito.

Pra cima deles, Tigrê!

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Ão, ão, ão, Escobar é seleção!

Seg, 29/09/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Foi uma bela vitória. E agora é o momento de sermos sinceros. Esperávamos a vitória, mas não sabia que ela viria com tanta facilidade. Três gols feitos e outros tanto desperdiçados. O ataque adversário anulado, e que pouco produziu. Nem mesmo a fatalidade do gol de empate fez com que alguém achasse que a vitória pudesse ser vascaína.

Passada a euforia, a hora da reflexão: o atual time do Vasco é muito fraco. De forma que a vitória, apesar de vital, não pode nos iludir. Subimos duas posições na tabela, o que deve servir de combustível para entrarmos com ainda mais gana e aplicação na partida do próximo sábado, contra o São Paulo. Essa sim, uma partida-chave para as nossas pretensões.

O tricolor paulista virá a Ipatinga motivado. Ainda sonha com o terceiro campeonato seguido e o sexto de sua história. E tem time para isso. Mas caberá a nós ajudar a colocar água no chope são-paulino. Jogaremos em casa e estamos sabendo aproveitar o mando de campo.

Caso, porém, o resultado não seja o esperado, nada de desespero. Vai ser a hora de colocar medo também como visitante e ir buscar resultados fora de casa. A verdade é que esse tem sido o desafio faz algum tempo, mas agora ganhamos peças importantes para melhorar nosso padrão de jogo.

Ontem, Gilsinho e Pablo Escobar vieram do banco e mostraram que podem ser muito úteis ao time. Têm futebol para se tornarem titulares ou, na pior das hipóteses, fazer com que os demais jogadores sintam-se ameaçados e comecem a render ainda mais. Coincidência ou não, o Ferreira fez uma belíssima partida contra o Vasco. E, quando deu lugar a Escobar, o gringo arrebentou e marcou um golaço.

Pela primeira vez no ano, está difícil não deixar escapar alguma euforia. Não temos nada ganho ainda, mas as perspectivas têm melhorado, e muito. Estou no meu direito de torcedor. Os jogadores é que precisam, com o perdão do clichê, “manter o foco”.

Pra cima deles, Tigrê! Ão, ão, ão, Escobar é seleção!

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