Não me peçam para explicar…
…o que eu também não consigo entender.
Dessa vez não tivemos um jogador expulso logo nos primeiros minutos de jogo. E a partida era em casa, logo o argumento de um caldeirão jogando contra também não é válido – e que aqui se registre que nosso público beirou o ridículo: pouco mais de trezentos pagantes. O conflito de horários com o jogo entre Atlético e Cruzeiro talvez ajude a explicar a baixa audiência, mas não justifica e nem alivia a dor de ver aquele Ipatingão vazio.
Porém, com apoio ou não, a obrigação do time era vencer. E o empate em 1 x 1 contra o Poços de Caldas nos levou ao décimo lugar na tabela, apenas uma posição acima da zona de rebaixamento.
O que está acontecendo? Estou tão perdido quanto o leitor. Como as coisas parecem não poder ficar piores, vou registrar o que de positivo aconteceu no último domingo.
O time não fez uma péssima exibição. Teve bom volume de jogo, finalizou mais que o adversário. Esbarrou em deficiências como os inúmeros remates por cima da baliza, e por isso não venceu. A arbitragem foi confusa e acabou por beneficiar os visitantes. Por outro lado, nosso setor defensivo também falhou bastante e se os atacantes do time do sul de Minas fossem mais precisos, eles também poderiam ter saído com os três pontos.
Não podemos nos enganar: nosso time é muito fraco, se comparado com os que acostumamos a ter nos últimos anos. Ainda assim, temos elenco o suficiente para levar a taça do Módulo II com relativa facilidade. Falta só nos conscientizar que nenhum adversário venderá barato as derrotas.
O time do Poços de Caldas é limitado. Sem querer por em cheque seus méritos, se acharmos bom um empate em casa com o Vulcão, estaremos em sérios problemas. Não parece, em absoluto, ser o caso. Mas a campanha do Mineiro do ano passado é para deixar qualquer um ressabiado. Se acharmos que podemos adiar as coisas e elas acontecerão assim que resolvermos jogar futebol, podemos ter novamente uma desagradável surpresa.
Portanto, a partida de hoje, às 20 horas, contra o Formiga TEM que ser nossa primeira vitória no campeonato. Com gol contra, gol feio, gol chorado, gol de bunda. Não importa. Temos que jogar sério e trazer os pontos na mala. O resto é consequência.
Pra cima deles, Tigrê!
P.S.: A maré anda tão baixa que talvez possamos até mesmo rir um pouco da nossa desgraça e relembrar as derrotas mais sofridas em nossos onze anos de história. Para os que tiverem estômago, recomendo a leitura do texto que fiz, com as dez mais humilhantes derrotas do time para o ótimo blog Impedimento.
rss do blog