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A hora da verdade

Ter, 26/08/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Acabamos jogando pro gasto. Contando com a sorte e com o tabu que favorece os times que estréiam novos treinadores. Não foi um resultado injusto. O Goiás jogou ao nosso nível e pecou demais nas finalizações. Poderia ter ganhado facilmente. Mas jogou três pontos pela janela. Pontos estes que pegamos, sem hesitar. Ainda bem.

Os resultados da rodada até que foram bons. Apesar das vitórias de Santos e Fluminense, os demais adversários da parte de baixo não venceram e a zona da degola segue tumultuada.

Agora, então, é a hora da verdade. Dois jogos fora, nos quais precisamos inevitavelmente pontuar. Vale lembrar que, até o momento, os únicos pontos conquistados fora do Ipatingão foram em empates contra o São Paulo e contra o próprio Goiás.

Mas, dessa vez, se não trouxemos alguns pontos da mini-excursão ao Nordeste, o rebaixamento pode se tornar assustadoramente iminente. Por outro lado, duas vitórias podem inclusive fazer com que retornemos ao Ipatingão já fora da zona de rebaixamento. Estamos, definitivamente, a ponto de decidir se ainda somos jovens demais para uma Série A ou se já temos cara de time de elite. Eu, como sempre, pagarei para ver, apostando todas minhas fichas de que sairemos bem dessa.

E – mais do que nunca – vâmo pra cima deles, Tigrê!

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Empate no campo. Derrota fora dele.

Qui, 21/08/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

O placar de ontem foi justo, pelo futebol apresentado por Ipatinga e Santos. Não adianta querer lamentar o gol sofrido bizarramente, pois a verdade é que se ele não tivesse existido, muito provavelmente também não conseguiríamos tirar o zero do placar também.

Claro que foi um péssimo resultado. Um empate em casa contra um concorrente direto nunca haverá de ser comemorado. Porém, serviu para tirarmos algumas lições.

A mais dolorosa delas é que boa parte de nossa torcida ainda não entendeu o que se passa com nosso time. Ontem ouvi, e não foram poucas vezes, reclamações e sandices como “esse time não tem jeito, vou torcer pelo Santos”.

Confesso que sinto um pouco de incômodo em compartilhar as ásperas bancadas do Ipatingão com estes. Estes que, com certeza, comemoraram o acesso à Série A no ano passado. Estes que adoram ver o time em boa fase, mas que dão as costas ao time na crise, deixando de ir ao jogo ou, pior, aplaudindo ironicamente quando nossa zaga faz lambança.

Fugir do rebaixamento está ficando uma tarefa cada vez mais complicada. Mas torcer contra só piora as coisas. Se a queda vier, não deve ser vista como demérito. Pouquíssimos são os times que nunca a enfrentaram. Podem me chamar de sonhador, de utópico, de idiota. Mas é nos momentos ruins que vejo que amo ainda mais o nosso time. E não vou deixar de freqüentar o Ipatingão e nunca irei colocar nosso time para baixo.

Ainda que a ótica do imediatismo pareça pedir vaias, nunca deixarei de gritar: “pra cima deles, Tigrê”!

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De mão cheia e de cabeça inchada

Dom, 17/08/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Para os que ainda não haviam percebido, aí está um forte indício: tem algo muito errado com o nosso Ipatinga. Podemos até ter um elenco fraco e ser o time de menos tradição entre os que disputam o Brasileirão. O que não pode é acontecer desastres como o que ocorreu ontem em Curitiba.

No primeiro turno da Série B, ano passado, costumávamos ser um time que ganhávamos em casa e perdíamos fora. No returno, passamos também a beliscar preciosos pontos fora do Ipatingão e o resultado foi aquele que vimos: Tigre na elite.

Esse ano, sabíamos que as coisas seriam bem mais complicadas. Tínhamos plena certeza de que nem sempre seria possível sair vencedor em nossos domínios. Era preciso, então, manter a postura de jogar fora de casa procurando pontuar. Mas algo tem saído bastante errado.

Dos nossos 16 pontos conquistados até agora, apenas dois foram fora de Ipatinga: os empates contra Goiás e São Paulo. Em quatro oportunidades, vimos o adversário marcar quatro gols: contra Santos, Atlético Mineiro, Vasco e Botafogo. O time que joga no Ipatingão parece ser totalmente distinto daquele que atua fora, apesar de ser composto pelos mesmos jogadores. Qual a explicação?

Seja qual for, agora temos duas partidas em casa. É a chance de diminuir o enorme estrago que essa goleada causou. Difícil, claro. Mas não nos podemos permitir deixar de lutar.

Pra cima deles, Tigrê!

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Que venha o returno!

Seg, 11/08/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Era um jogo-chave. Se perdêssemos, terminaríamos o jogo sozinhos, no fundo da tabela, e aí as coisas ficariam bem mais difíceis que já estão. Fora o moral, que ficaria seriamente abalado com uma derrota em casa contra um surpreendente candidato ao rebaixamento.

E, quando a bola rolou, não parecia ser provável a vitória. Foi um jogo tecnicamente fraco. De muito perde-ganha no meio-campo e de pouca criatividade. Ambos os times mostraram que, de alguma forma, a incômoda posição na zona de rebaixamento não é de toda injusta. Temos que admitir: estamos entre as mais fracas equipes do campeonato. O que não é, em si, um demérito, visto que somos a equipe de menos tradição num certame equilibradíssimo.

Isso posto, vem a boa notícia: ninguém perde de véspera no futebol e um time inferior pode surpreender se tiver raça e vontade em doses superiores ao adversário. E foi isso o que vimos ontem, no Ipatingão. O time de verde teve brios e, mesmo saindo em desvantagem, soube buscar a virada.

A expulsão de Fabinho ajudou bastante, é inegável. Quando nos vimos em vantagem numérica, soubemos tirar vantagem da situação e, a partir daí, o Fluminense pouco tocou a bola. Foi somente pressão ipatinguense, muito volume de jogo e bastante objetividade. Como raramente foi visto por esses lados nesta temporada.

O primeiro turno acabou e viramos o campeonato na última posição. Mas totalmente vivos e esperançosos. O jogo de ontem mostrou, mais uma vez, que somos capazes de ser osso duro de roer e a diferença entre uma vitória e uma derrota pode estar na força de vontade.

Agora, é encarar cada partida como uma oportunidade de reescrever a história. Somos franco-atiradores, temos muito mais a ganhar do que a perder. Não podemos ter medo, não há o que temer. Já andamos longe nessa caminhada de dez anos, mas sabemos que ainda podemos mais. Basta acreditar e fazer por onde buscar os resultados. Eu acredito.

Pra cima deles, Tigrê!

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O mesmo filme, versão estendida

Qui, 07/08/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Eis que a história volta a se repetir. Um gol logo de cara frustra nossas pretensões, e torna as coisas praticamente impossíveis. Daí, conseguimos equilibrar as ações, mas sem efetivamente chegar a um resultado positivo.

Já vimos esse filme ser reprisado algumas vezes nessa temporada. Mas desta vez, algumas tramas foram adicionadas ao roteiro.

Ontem, foi o líder contra o lanterna. Na casa do gigante, e não do aventureiro. Uma parte da torcida – e até mesmo da imprensa – gaúcha já dava a vitória gremista como certa e especulava somente sobre o quão elástico seria o marcador.

O resultado foi uma vitória magra, pelo placar mínimo, com gol incorretamente validado. Ainda esboçamos reagir, mas o estrago já estava feito. E, não contente, a arbitragem continuou desastrosa. Coisa com a qual também já estamos nos acostumando, infelizmente.

Trazemos na bagagem, nessa volta do sul, a certeza de que a cabeça tem que continuar erguida. A situação se complica cada vez mais, é verdade, mas ainda não é a hora de jogarmos a toalha.

Outro ponto a se destacar é que, se tiveram os que nos julgaram frágeis, a maioria dos gremistas soube nos respeitar e alguns deles deixaram suas impressões no post anterior a esse. Interessante observar que contra a maioria dos adversários, sempre recebemos posts de deboche e menosprezo. Mas, contra ninguém menos que o líder, as coisas foram diferentes.

Humildade e sucesso andando juntos costuma ser mais que mero acaso.

Pra cima deles, Tigrê!

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O que te incomoda?

Seg, 04/08/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Sabem o que me incomoda? A questão não é ser o lanterna da Série A. Isso não me incomoda. Somos, atualmente, o pior entre os melhores. E, para um time de 10 anos numa cidade de 200 mil habitantes, isso é muita coisa. Se acaso tivéssemos ficado em quinto na Série B do ano passado, poderíamos, com esse time, estar fazendo uma campanha na parte de cima da tabela da segundona. E isso certamente deixaria a maior parte dos torcedores mais satisfeita. Mas não a mim.

Me deixa satisfeito saber que, mesmo com uma má campanha, estamos dando a cara a tapa. Estamos conseguindo ser competitivos. Estamos vendendo caro cada derrota. Estamos tirando pontos que estão fazendo falta a quem está lá em cima, como Cruzeiro, São Paulo, Inter e Vitória.

Mas incomoda a falta de postura. Incomoda fazermos o mais difícil, que é equilibrar as ações contra times centenários e, com o jogo equilibrado, perder oportunidades que poderiam nos levar a vitória. Incomoda criar oportunidades de gol e desperdiçá-las por um domínio de bola mal-feito ou por uma finalização bizarra. Incomoda o medo de vencer.

Contra o Palmeiras, o filme se repetiu. A vitória do time verde foi justa, justíssima. Mas era plenamente possível proporcionar uma daquelas injustiças históricas. Que o Palmeiras é muito mais time, não há dúvidas. Mas demoraram a matar o jogo e nos deram oportunidades que não poderiam ser desperdiçadas.

Mas não adianta chorar sobre o leite derramado. Porém, a lição deve ser aprendida para os dois jogos restante do turno e para todo o returno. Não devemos ter medo de vencer. Não há motivos para nos sentir inferiores a qualquer time que seja. Conseguimos engrossar contra equipes gabaritadas e, no meio de semana, a briga é contra o líder da turma, na casa dele.

Difícil, complicado, quase impossível. Mas pensar que podemos aprontar no Olímpico é o primeiro passo para efetivamente conseguir trazer algo positivo de Porto Alegre.

Pra cima deles, Tigrê!

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Sem nos iludir

Sex, 01/08/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Mais uma derrota, mais uma rodada no fundo da tabela. Dessa vez, nem mesmo o velho e surrado argumento de que “jogamos bem, mas perdemos” cola. Na realidade, não foi uma partida sofrível. Mas nunca estivemos realmente a ponto de merecer a vitória.

Viemos com uma proposta defensiva. E, durante todo o primeiro tempo, ela funcionou bem. Mas não foi um ferrolho violento e catimbado, como os jogadores do Sport quiseram apontar na saída para os vestiários. Foi tão-somente uma aposta no contra-ataque. A defesa funcionou bem, o ataque não.

No segundo tempo, porém, o que se viu foi uma tremenda pressão do Sport e todos que assistiam à partida puderam antever o que realmente se concretizou: nossa cidadela não resistiu por muito tempo. E, uma vez vencida, foi logo alvejada novamente.

E, com dois gols de desvantagem, não adiantou muito voltar a equilibrar as ações. O gol de Beto mostrou mais uma vez que ele é um jogador importante e que deve ser titular. Mas não serviu como o alento necessário a uma reação para buscar o empate. Embora conseguíssemos finalizar um par de vezes quando a partida estava em 2 a 1, não conseguimos esboçar uma verdadeira reação. E, daí, veio o terceiro gol rubro-negro que selou qualquer pretensão que pudéssemos vir a ter na partida.

A situação agora fica mais delicada. Temos pela frente dois jogos muito difíceis: Palmeiras e Grêmio. E não podemos nos dar ao luxo de não pontuar, sob pena de perder contato com os times que estão logo a frente de nós na tabela. Complicado? Demais. Mas haveremos de encontrar um jeito.

Pra cima deles, Tigrê!

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