Formulário de Busca

De cabeça baixa

Dom, 29/06/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Analisar mais uma derrota? Oh, Deus, o que é isso? Lá vamos nós, outra vez.

Ponto pacífico: perder pro Vasco, em São Januário, não é e nunca haverá de ser vergonha. Isso posto, as ressalvas: os dois primeiros gols eram perfeitamente evitáveis, a bola passou por toda a zaga e ninguém cortou! E isso não aconteceu apenas uma, mas duas vezes!!!

Quando acordamos, o estrago já estava feito. Perdíamos por dois tentos e equilibramos o jogo. O que, tomando em conta os últimos jogos, não vem se convertendo objetivamente em grandes coisas. Diminuímos e quando parecíamos capazes de empatar, o juizão deu aquela mão pro adversário. Valeu, Heber Roberto, por apitar o pênalti mais estapafúrdio que se tem notícia e matar nossa reação! Sério, não precisava de replay, de câmera invertida, de nada, nada mesmo, pra saber que aquela falta foi fora da área. Todo o estádio viu, todo mundo que estava sintonizado viu, só aquele careca de preto que pareceu não ver. Não vamos duvidar de sua boa-fé e vamos apenas sugeri-lo, portanto, uma visita ao oculista. Porque o problema de visão dele tá brabo.

O Vasco, que não tem nada com isso, ampliou e praticamente selou a vitória, ainda no primeiro tempo. Teve comentarista falando, ao intervalo, que estava sendo uma vitória fácil. Mentira, engano, sofisma, podem escolher. Mas não era um retrato fiel do jogo.

E aí veio o segundo tempo, o Ipatinga novamente controlou as ações. Não é por nada, mas o time não fez muito mais que a obrigação de quem está perdendo por dois gols. Ainda diminuiu com Adeílson que, aliás, não pode ser banco pra Luciano Mandi e – argh! – Neto Baiano. Mas aí Jean acertou um belo chute e decretou o que todo mundo já imaginava: a vitória vascaína.

Fato é que algo ainda precisa ser mudado. Já vimos que não é o técnico. Talvez, alguns jogadores. E a diretoria vem tentando, esbarrando em limites orçamentários e no cúmulo de alguns preferirem a eterna reserva em seus clubes à preciosa chance de se destacarem num time emergente.

O blogueiro se encontra de cabeça baixa. Ainda tem fé que conseguiremos dar a volta por cima, mas relutantemente admite que não consegue mais dar sugestões para melhorar essa maldita má-fase. E apenas reza para que jogadores, comissão técnica, diretoria, torcida e arbitragens das próximas partidas consigam, num incrível esforço conjunto, tirar o time da draga em que se encontra o mais cedo possível. Amém!

vascoipatinga1.jpg

Devaneios

Seg, 23/06/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Sexta-feira, quatro da tarde, e apenas eu sentado nas bancadas de concreto do Ipatingão, observando o treino do meu time, que já caminha para o fim. Como sempre acontece nessas ocasiões, relembro os vários bons momentos e também algumas histórias melancólicas que vivi ali.

Os jogadores estão reunidos, numa conversa com o comandante Drubscky. É triste e ao mesmo tempo heróico olhar para o rosto de alguns deles e ver estampado que eles não têm futebol para jogar a Série A e, ainda assim, serão eles que terão de fazer das tripas coração para que o Ipatinga faça um bom papel no Brasileirão.

Dali a 48 horas, o estádio estará lotado, com toda certeza. Será novamente eu sentado naquelas bancadas, desta vez acompanhado por alguns outros milhares. Não poderei me enganar: o estádio estará dividido entre os que torcem pelos vestidos de preto e vermelho e os que, como eu, empurrarão o time de branco.

Decerto, não seremos favoritos. A posição na tabela, o elenco, a estrutura, tudo credencia nossos adversários à vitória. Porém, talvez consigamos equilibrar a partida na base da vontade. Mas… e se acabarmos levando um gol no início do segundo tempo, quando a partida parecer estar equilibrada? Meu Deus, não quero pensar nessa hipótese! Isso poderia desestruturar o time e, daí, talvez tomemos outro gol logo em seguida.

Aí então poderá acontecer algo que será muito triste: a torcida adversária cantará “ão ão ão, Segunda Divisão” e isso soará quase tão patético quanto um senhor de 112 anos tirar com a cara de um garotinho de dez. Ainda assim, penso que poderemos tentar uma reação. Uma pressão, uma bola na trave, talvez. A essa altura, certamente, já estarei às lágrimas. E então pode ser que achemos um gol esquisito, com o jogo já caminhando para o seu final, e isso me levará a mais lágrimas e à falsa ilusão de que o empate pode ser possível.

Mas um gol deles, já nos acréscimos, nos fadará a permanecer na zona de rebaixamento por mais uma rodada. A derrota será dolorosa, a despeito do fato de que deveríamos, mas não podemos, nos acostumar com os revezes. Vai ser tão ou mais amarga que as onze anteriores que já tivemos na temporada. Mas, inexplicavelmente, aqueles que torceram do lado das cabines sairão ainda mais apaixonados pelo time que se veste de noiva. E se perguntarão como isso é possível.

ipatingaflamengo.jpg

Uma Série B para recordar

Sex, 20/06/08
por Marcelo Morato |
categoria Tigrão de Aço

Resultados ruins, jogadores abandonando o barco, declarações que o elenco está sem receber salários. Em meio a uma crise generalizada, a luz no fim do túnel tem que vir rapidamente, sob pena de não nos conseguimos reerguer na competitiva Série A.

Para matar saudades do que rolou faz mais ou menos um ano, um vídeo de Gustavo Soares, a segunda colaboração para o blog de um dos mais fanáticos quadricolores ( para ver o outro vídeo de Gustavo já publicado no Garras de Aço, clique aqui ). Dessa vez, com os gols e lances de nossa participação na Série B do ano passado.

Vale lembrar que, assim como está acontecendo agora, não começamos bem. A guinada nos rumos aconteceu com a chegada de dois comandantes, um dentro de campo (Gérson Magrão) e outro fora dele (Emerson Ávila). Ávila se foi e Magrão não é o mesmo de outros tempos. A nação quadricolor espera que o novo treinador possa vir a assumir o papel de líder e que algum jogador desempenhe a função de maestro da equipe, cargo esse que se encontra vago atualmente. Pode ser o próprio Magrão, que precisa reencontrar seu bom futebol, algum outro do elenco ou, se tudo seguir dando errado, alguma opção do mercado. O que não pode é continuar como está e o vídeo está aí pra mostrar que as soluções existem.

Pra cima deles, Tigrê!

Ferramenta Orkut

Ter, 17/06/08
por produção |
categoria Tigrão de Aço

A galera que tem um perfil no Orkut agora vai poder demonstrar a paixão pelo seu time do coração.

Como funciona?

Quem quiser ter seu time na sua página precisa mudar seu país de origem para ESTÔNIA. Isso porque o Orkut não liberou ainda para o Brasil essa ferramenta. Daqui a algum tempo, quando o aplicativo estiver liberado, é só voltar a colocar Brasil no seu perfil.

Depois, basta ir nesse endereço (http://www.orkut.com/AppInfo.aspx?appId=596484695980), adicionar o aplicativo, escolher o seu time e pronto: seu perfil já contará com seu time do coração para todo mundo ver.

O que o aplicativo oferece?

Aba Fanático

- Você pode adicionar qualquer vídeo de seu time que esteja no globovideos ou youtube por exemplo. É só copiar o código e colar. Alguns vídeos marcantes já foram pré-selecionados pelo globoesporte.com para cada time

- Seus amigos do Orkut que também adicionarem a ferramenta e torcerem para o mesmo time, vão parecer automaticamente no seu aplicativo. Melhor forma de ver quem tem mais sintonia com você, impossível.

- Você ainda pode escolher o seu grito da torcida, que será o título da sua página no aplicativo.

Aba Jogos

- Traz todos os jogos seu time e com todas as informações sobre os confrontos.

- Tem o Plantão do time e dos adversários, com as noticias mais atualizadas para você se informar sobre os jogos;

- Você também vai poder comentar sobre todas as partidas futuras e passadas dos times.

***

Ême-é-dê-ó

Ter, 17/06/08
por Marcelo Morato |
categoria Tigrão de Aço

drubscky.jpg

De volta a Ipatinga, a notícia: Ricardo Drubscky é o novo treinador do Tigre. Sei não, tomara que eu esteja errado, mas acho que ele não é o cara que vai dar jeito no time.

Todos sabemos das limitações orçamentárias da equipe, que impede contratações de peso. Mas está ficando cada vez mais escancarada a falta de planejamento do time para esta temporada. Ainda que, ao contrário dos demais, Giba tenha pedido pra sair, já estamos no quarto treinador e o ano nem mesmo chegou à metade. E Drubscky terá uma árdua missão se não quiser ir pelo mesmo caminho.

Já está manjado: a coisa aperta, chama alguém da base do Cruzeiro. Foi assim com Ney Franco e com Emerson Ávila. Ambos deram certo, mas agora o papo é outro. Estamos falando de Série A. Soma-se a isso o fato de que Drubscky é mais rodado que os citados, com passagens até mesmo por aqui, sem o mesmo êxito. É uma aposta arriscada demais para uma temporada em que já gastamos nossa cota de erros.

Luz amarela acesa

Sex, 13/06/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Começo o post de hoje com desculpas. É que estou em Belo Horizonte, num PC de lan house, ainda atordoado de ter vindo pra cá ver um pênalti ser batido daquela maneira e ainda achando que a história do jogo poderia ser outra se aquela bola tivesse entrado.

O Ipatinga não jogou bem. Ainda assim, criou alguma coisa. Poderia ter saído do Mineirão ao menos com um empate se conseguisse impor o seu jogo, se aproveitasse a vantagem numérica adquirida no fim do primeiro tempo.

Mas a falta de consistência da equipe em campo ficou em segundo plano depois da partida. Giba pediu o boné e não é mais o treinador do time. Soma-se a isso as duas rodadas dificilimas que teremos pela frente - Flamengo, no Ipatingão, e Vasco, no Rio. Ou seja, as coisas tendem a ficar mais complicadas. É hora, então, de uma chacoalhada, de uma mudança brusca de rumos.

Como temos mais de uma semana até o jogo contra o Flamengo, urge a escolha de um novo comandante. Os nomes? Não mudam muito em relação aos que foram sondados das últimas vezes. Especular treinadores está virando uma triste e perigosa rotina.

A diretoria já disse que Ney Franco não vem. Gostaria que fosse um migué, um desvio da atenção, e que ele tenha alguma chance de ser anunciado, mesmo já tendo sido oficialmente descartado. É esperar para ver. E que seja uma breve espera, com final feliz. Diferente das outras duas que aconteceram este ano.

atleticoipatinga.jpg

Pecado capital

Sáb, 07/06/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

O jogo de hoje me deixou convicto de algumas coisas. Uma delas é que ninguém, absolutamente ninguém, vai passear sobre nosso time. Podemos não estar entre as mais fortes equipes do campeonato. Poderíamos, inclusive, figurar entre os rebaixados se o futebol fosse feito apenas de achismo e jogos que não precisassem ser jogados. Mas a realidade é que o time está se portando de maneira aguerrida e objetiva. Qualquer um que quiser nos vencer deve saber que terá de trazer o seu melhor jogo, pois venderemos caro cada derrota.

Noves fora o desastre contra o Santos, nossa defesa tem se mostrado bastante sólida. Tomou apenas um gol contra Atlético Paranaense e Goiás e saiu de ficha limpa contra Vitória e Náutico. O meio-campo também tem cumprido seu papel: temos tido sempre mais volume de jogo que o adversário, temos criado jogadas, temos chegado. Temos, acima de tudo, nos portado como um time de primeira divisão.

No ataque, porém, reside minha principal preocupação. O time tem perdido gol demais. Às dúzias. E, conseqüentemente, pontos estão indo para o espaço. É preocupante. Sabemos que nem sempre a defesa vai salvar o dia, sabemos também que uma falha ou outra é inevitável e que nem sempre serão perdoadas.

Tomando um pouco do achismo barato que é comum nos que adoram nos criticar, me arrisco a dizer que se estivéssemos com os pés calibrados, poderíamos até mesmo freqüentar a parte de cima da tabela. Mas as nossas finalizações andam tristes. Abaixo da crítica. Se o gol estivesse no lugar do bandeirão da Independente teríamos ganhado hoje por três ou quatro tentos de vantagem.

Futebol é isso. Muito bonito ter o jogo nas mãos, muito legal jogar melhor que o adversário. Às vezes é inevitável jogar melhor e perder. Mas isso não pode de forma nenhuma se tornar uma rotina. Aí, é sinal de que algo deve mudar. Que esse empate sirva para ligar a luz amarela. Futebol é bola na casinha, todo o resto é perfumaria.

ipatinganautico.jpg

2005 x 2008

Qui, 05/06/08
por Marcelo Morato |
categoria Tigrão de Aço

0508.jpg

Faz alguns dias que um amigo me fez uma pergunta interessante. Ele queria saber qual time, em minha opinião, seria o favorito num hipotético confronto: o esquadrão campeão mineiro de 2005 contra o atual elenco do Tigre.

Da equipe que costumava ser titular no Mineiro de três anos atrás, temos três remanescentes: Rodrigo Posso, Beto e Leandro Salino. Curiosamente, nenhum dos três é titular do time atual.

Muitos dos jogadores de 2005 tiveram oportunidades em equipes tradicionais e, destes, somente o zagueiro William conseguiu se firmar de forma incontestável. Foi titular no Grêmio e agora é o xerife da zaga corintiana. Os demais tiveram um ou outro momento de brilho.

Ainda assim, me arrisco a dizer que o time de 2005 era levemente superior ao atual. Tinha um conjunto muito forte, os jogadores tinham uma gana fora do comum. Chegou sem muito alarde às semi, passou facilmente pela URT e surpreendeu o Cruzeiro em pleno Mineirão, se tornando o segundo campeão mineiro vindo do interior – Villa Nova e Siderúrgica são times da Grande BH. A Caldense foi campeã em 2002, num campeonato em que os grandes da capital não disputaram.

Apesar da força do conjunto, o time tinha seus destaques. Rodrigo Posso fechou o gol, não só naquela competição, mas por anos a fio. Luizinho era um lateral completo, defendia e atacava bem. Paulinho, guerreiro, era um volante quase intransponível. Walter Minhoca e Léo Medeiros se completavam no meio-campo: Walter era habilidoso, um showman, enquanto Léo era objetivo e preciso. E Marinho, até sofrer séria lesão no meio do campeonato, balançava as redes com espantosa freqüência.

A realidade é que, além de termos bons jogadores, estes estavam no auge. Luizinho e Walter, por exemplo, nunca conseguiram reeditar as boas exibições com a camisa do Flamengo. Marinho até hoje briga por uma vaga de titular no Atlético Mineiro.

De forma que a minha resposta à essa pergunta seria a seguinte: se fosse possível uma viagem no tempo, o time de 2005 seria favorito. Mas, se juntássemos os jogadores de 2005 para um amistoso contra o atual time, o elenco de hoje venceria.

A nação quadricolor concorda?

Xô, zica!

Seg, 02/06/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Foi o contrário do que estávamos quase nos acostumando. Dessa vez, o time jogou mal e venceu.

Na realidade, esse momento haveria de chegar, e não teria oportunidade melhor que a de ontem. Jogávamos em casa, contra um dos mais fracos adversários, estreávamos o terceiro uniforme, a la Mônaco. Se havia uma situação propícia à primeira vitória, seria exatamente aquela.

No primeiro tempo, parecia mesmo que ela viria até com certa facilidade. O jogo era parelho, mas logo aos 11 minutos o zagueiro Renato subiu e cabeceou a falta cobrada da intermediária esquerda, abrindo o placar. O que se viu daí até o fim da primeira etapa foram duas equipes sem muita objetividade ao atacar. Que assim fosse, já que a vantagem no placar era nossa.

No segundo tempo, porém, as coisas pareceram querer sair dos eixos. O time melhorou, mas a partida ganhou contornos dramáticos. Como quase todo jogo com doses cavalares de emoção, esse também contou com uma arbitragem pra lá de confusa.

As coisas ficaram mais difíceis com a expulsão de Jackson, aos 20 minutos, e de Augusto Recife, aos 31. Ambas exageradas e que exigiram do Ipatinga uma aplicação defensiva raramente vista em jogos de futebol. Por momentos, pareceu que o time não resistiria.

As coisas começaram a ficar novamente iguais aos 35, quando o volante Vanderson, do Vitória, foi expulso. Aos 44, foi a vez do zagueiro Leonardo Silva também levar o vermelho, deixando ambas equipes com nove jogadores em campo, no imenso gramado do Ipatingão.

O que se viu a partir daí foi um Vitória ainda menos objetivo e um Ipatinga sempre contra-atacando com perigo. Adeílson teve várias chances de matar o jogo. Conseguiu, nos acréscimos. Ipatinga, 2 a 0.

ipatingavitoria.jpg


Formulário de Busca


2000-2008 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade