De cabeça baixa
Analisar mais uma derrota? Oh, Deus, o que é isso? Lá vamos nós, outra vez.
Ponto pacífico: perder pro Vasco, em São Januário, não é e nunca haverá de ser vergonha. Isso posto, as ressalvas: os dois primeiros gols eram perfeitamente evitáveis, a bola passou por toda a zaga e ninguém cortou! E isso não aconteceu apenas uma, mas duas vezes!!!
Quando acordamos, o estrago já estava feito. Perdíamos por dois tentos e equilibramos o jogo. O que, tomando em conta os últimos jogos, não vem se convertendo objetivamente em grandes coisas. Diminuímos e quando parecíamos capazes de empatar, o juizão deu aquela mão pro adversário. Valeu, Heber Roberto, por apitar o pênalti mais estapafúrdio que se tem notícia e matar nossa reação! Sério, não precisava de replay, de câmera invertida, de nada, nada mesmo, pra saber que aquela falta foi fora da área. Todo o estádio viu, todo mundo que estava sintonizado viu, só aquele careca de preto que pareceu não ver. Não vamos duvidar de sua boa-fé e vamos apenas sugeri-lo, portanto, uma visita ao oculista. Porque o problema de visão dele tá brabo.
O Vasco, que não tem nada com isso, ampliou e praticamente selou a vitória, ainda no primeiro tempo. Teve comentarista falando, ao intervalo, que estava sendo uma vitória fácil. Mentira, engano, sofisma, podem escolher. Mas não era um retrato fiel do jogo.
E aí veio o segundo tempo, o Ipatinga novamente controlou as ações. Não é por nada, mas o time não fez muito mais que a obrigação de quem está perdendo por dois gols. Ainda diminuiu com Adeílson que, aliás, não pode ser banco pra Luciano Mandi e – argh! – Neto Baiano. Mas aí Jean acertou um belo chute e decretou o que todo mundo já imaginava: a vitória vascaína.
Fato é que algo ainda precisa ser mudado. Já vimos que não é o técnico. Talvez, alguns jogadores. E a diretoria vem tentando, esbarrando em limites orçamentários e no cúmulo de alguns preferirem a eterna reserva em seus clubes à preciosa chance de se destacarem num time emergente.
O blogueiro se encontra de cabeça baixa. Ainda tem fé que conseguiremos dar a volta por cima, mas relutantemente admite que não consegue mais dar sugestões para melhorar essa maldita má-fase. E apenas reza para que jogadores, comissão técnica, diretoria, torcida e arbitragens das próximas partidas consigam, num incrível esforço conjunto, tirar o time da draga em que se encontra o mais cedo possível. Amém!
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