Baroni, Edimar e Neto Baiano: por enquanto, tá tudo legal. Fotos: site oficial
Nação quadricolor, está chegando a hora. No domingo, começa a guerra da Série A. Enquanto isso, os últimos acertos estão sendo feitos. O time vem treinando forte. Tanto que a lista de atletas no estaleiro vem aumentando, infelizmente.
O time contratou onze jogadores. Daria pra montar um time só de reforços, se improvisássemos em algumas posições. Mas logo que chegaram, os zagueiros Toninho e Patrick se lesionaram e agora são reforços do nosso já inchado DM.
Como foram tantas novas caras nesses últimos dias, acabei nem comentando cada chegada. A verdade é que a grande maioria das contrações são jogadores relativamente desconhecidos, que vêm para o clube com a credencial de terem feito bons campeonatos estaduais. São apostas e, apesar de a Série A não ser um campeonato que aceite muitas falhas, acredito que a diretoria fez um bom trabalho, dentro das possibilidades.
Já que pouco sabemos sobre nossos novos contratados, lancei mão de um recurso meio alternativo para avaliá-los. Trata-se do jogo Football Manager, em que assumimos o cargo do treinador de um time e somos responsáveis também pelas contratações do mesmo. Antes que venham as críticas, quero alertar que se trata apenas de uma brincadeira e que, apesar de a base de dados do jogo ser bastante fiel à realidade, é possível que haja erros e imprecisões nos dados apresentados e a análise a seguir não deve ser levada – muito – a sério.
De todos nossos onze reforços, apenas o zagueiro Patrick não consta no jogo. O volante Jackson e o zagueiro Tiago Vieira são jogadores que se destacam pela agressividade. O que, para o jogo, costuma ser um atributo positivo. Ou seja, são jogadores raçudos.
O lateral Baroni é um jogador determinado e bom nos lançamentos e nosso outro novo lateral, Edimar, é bom cobrador de faltas. No ataque, nossas contratações têm tudo para formar uma boa dupla: enquanto Ely Thadeu é rápido e habilidoso, Neto Baiano é forte, jogador de área, e tem bom cabeceio.
Nosso novo defensor Toninho tem as características de um líder e, caso isso se confirme, podemos ter aí um potencial capitão. E Rodriguinho, nosso repatriado, é um jogador polivalente, que pode jogar em várias posições.
Baseado nisso, dá até para arriscar dizer que as contratações foram acertadas e, juntando com o que já temos, pode até render bons frutos. Muito do que o jogo nos diz já sabíamos, como a versatilidade de Rodriguinho e o perfil de camisa nove de Neto Baiano. Outras informações precisam ser relativizadas: talvez Ely Thadeu, por exemplo, não seja tão bom quanto o jogo o enxerga.
Fato é que tudo que estamos esperando deles e dos atletas que já nos são velhos conhecidos terá de ser mostrado em campo. Sabemos das nossas limitações e, de agora em diante, o mais prudente é trabalhar com consciência do que é possível ser feito. E, fazendo sempre o melhor que se pode, tenho certeza que podemos, mais uma vez, surpreender o Brasil.
Pra cima deles, Tigrê!