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Ponto precioso e outro tricolor pelo caminho

ter, 23/06/09
por Marcelo Morato |

Um pontinho suado e precioso veio na nossa mala na viagem de volta de Salvador. Assim como no jogo contra a Lusa, a equipe esteve abaixo de seu potencial. Mas, diferente da outra partida, soubemos aproveitar uma noite menos inspirada para conseguir ao menos um ponto.

O Tigre está no caminho certo. Já são cinco pontos conquistados em quatro partidas fora de casa. E, para efeito de comparação, quando fomos vice-campeões da Série B, no ano de 2007, tínhamos sete pontos após as sete primeiras rodadas. Ou seja, o começo deste ano está promissor.

Mas, para confirmar a condição de postulante a uma vaga na Série A de 2010, será preciso não vacilar em casa. Hoje teremos nova oportunidade, contra o Fortaleza, de mostrar que a equipe tem condições de ocupar o topo na tabela.

Jogando bonito ou feio, o mais importante hoje são os três pontos. O resto, a gente ajeita depois.

Pra cima deles, Tigrê!

Lembram dele?

O volante Coutinho esteve no elenco vice-campeão da Série B em 2007, mas nunca conseguiu uma vaga cativa entre os titulares. Na noite de hoje, vestirá a camisa do tricolor cearense.

Quase um clássico

sáb, 20/06/09
por Marcelo Morato |

Esta rodada da Série B é a rodada dos clássicos: Ponte x Guarani, Atlético Goianiense x Vila Nova, América de Natal x ABC. Como nem todos os times têm rivais jogando a Série B, algumas adaptações foram necessárias. O Vasco recebeu ontem o Duque de Caxias. Não é um clássico, mas um duelo carioca.

Como somos o único time mineiro e o Bahia é o único baiano da competição, sobrou a nós enfrentarmos o Tricolor de Aço nessa rodada. Mas só pela alcunha da equipe baiana se percebe que temos, senão muita, alguma rivalidade com o time do Bahia.

Os jogos do quadrangular final da Série C de 2006 marcaram o início deste confronto. Foi um início conturbado, o jogo entre as equipes na Fonte Nova teve invasão de campo e nem chegou ao fim dos 90 minutos. Terminou antes, por conta da confusão. Mas com vitória nossa.

Depois disso, as equipes não voltaram a se enfrentar, mas um fator chama a atenção na partida de hoje: três jogadores com passagens marcantes pelo Tigre estão hoje vestindo a camisa do Bahia. São eles o goleiro Fernando, o meia Léo Medeiros e o atacante Joãozinho.

Fernando teve uma boa passagem pelo Ipatinga em 2001, quando chegou a colocar o ídolo Rodrigo Posso na reserva. De volta ao time em 2007, não conseguiu repetir as boas atuações. Mesmo assim, e apesar das críticas da torcida, foi o camisa 1 durante boa parte da nossa campanha na Série A.

Joãozinho também teve mais de uma passagem pela equipe. Na primeira, em 2000, formou com Jefferson Feijão uma das mais afinadas duplas de ataque que o Tigre já teve. Depois, voltou ao Tigre duas vezes, a última neste ano, mas nunca mais conseguiu repetir as boas atuações.

Já Léo Medeiros é um dos nomes mais importantes da história quadricolor. Foi peça fundamental na equipe que foi campeã mineira em 2005 e semifinalista da Copa do Brasil em 2006. Foi também o homem do jogo naquela vitória sobre o Cruzeiro em pleno Mineirão, talvez a mais importante partida da história do Tigrão de Aço.

Porém hoje é a vez de torcer por um dos maiores nomes da história não nossa, mas de nosso adversário. Marcelo Ramos voltou a ser relacionado, depois de um longo período contundido. Não deve começar jogando, mas pode ter uma chance no decorrer da partida. Que Fernando, Joãozinho e Léo Medeiros me desculpem. Mas estou sentindo que hoje quem vai sorrir no final vai ser o ídolo do Bahia.

Pra cima deles, Tigrê!

Depois do apagão…

qua, 10/06/09
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Por muitas vezes, nosso setor ofensivo maquiou as deficiências da nossa defesa. Foi assim, por exemplo, contra o Campinense. Deixamos o adversário criar várias oportunidades. Para nossa sorte, apenas uma delas foi convertida em gol, mas com que facilidade!

De forma que o que aconteceu ontem no Ipatingão não foi uma surpresa. Mais cedo ou mais tarde, teríamos uma noite em que nosso ataque – ainda o mais positivo da Série B – não estaria inspirado. E nessa noite aconteceria exatamente o que ocorreu ontem: seríamos derrotados com facilidade.

Contra o Bragantino, a história foi, de certa forma, anunciada: não atacamos com qualidade, o gol sofrido poderia ser evitado. Mas como era uma partida fora de casa, o empate acabou ficando de bom tamanho.

Dessa vez, porém, foi uma derrota bem sentida. Todos os três gols da Portuguesa surgiram de contra-ataques. Toda nossa linha defensiva esteve bastante aquém do necessário. Léo Oliveira faz muita falta ao setor e Thiago Matias precisa urgentemente estrear.

Outro destaque negativo está na meta. O Garras de Aço evita fazer críticas pontuais, baseadas apenas em uma partida, para não cair na cornetagem barata. Por isso mesmo, desaprova as vaias e os gritos de olé ouvidos ontem no Ipatingão. Mas se sente na obrigação de citar que nosso arqueiro Marcelo Cruz não vem fazendo grandes jogos e tem falhado com certa frequência. Está longe de ser o único culpado pelos nove gols sofridos pelo time – desempenho que só é melhor do que equipes que estão na zona de rebaixamento, é bom frisar. Mas talvez seja a hora de repensar sua titularidade.

Pra cima deles, Tigrê!

Reforçando

A boa notícia do dia é a vinda, por empréstimo junto ao Cruzeiro, do lateral-esquerdo Radar. É provável que ele já seja titular na próxima partida do Tigre, contra o Bahia, já que Marinho Donizete foi expulso no jogo de ontem.

Radar é um lateral mais completo que Marinho, que apóia bem e com velocidade, mas é praticamente nulo na defesa. Ou seja, Radar poderá ser mais útil ao time no presente momento, em que precisamos de solidez defensiva. Marinho segue sendo uma ótima opção, sobretudo quando necessitarmos reverter um placar adverso, e pode ser improvisado no meio-campo e até mesmo no ataque.

Outro fato que o blogueiro deseja noticiar é que o goleiro Juninho foi dispensado pelo Atlético. Já que perguntar não ofende, será que ele não merece ao menos uma sondagem?

Para deslanchar

ter, 09/06/09
por Marcelo Morato |

Surpreendente. Se o nosso início na Série B tiver que ser definido em uma só palavra, a palavra tem que ser essa: surpreendente.

Claro que, como torcedores, cabe a nós ter fé, sempre. Sendo assim, não fomos pegos tão de surpresa quanto aqueles que não nos acompanhavam. Mas, ainda assim, as vitórias fora de casa e as goleada no Ipatingão não poderiam ser previstas inicialmente nem mesmo pelo quadricolor mais otimista.

Hoje, às 21h, teremos pela frente a Portuguesa. Antes do começo da competição, os prognósticos apontavam o time paulistano como um dos favoritos a uma das quatro vagas para o acesso. Eles também estão surpreendendo. Negativamente.

Com apenas oito pontos em cinco partidas, e vindo de uma pesada derrota para a Ponte Preta, a Lusa precisa reagir para não deixar o pelotão da frente se distanciar. Daí a importância da partida de hoje, um jogo dificílimo que pode mostrar quem vai se sobressair, daqui pra frente, no campeonato: os favoritos antes de a bola rolar ou os desacreditados que, até agora, estão sabendo dar a volta por cima.

Pra cima deles, Tigrê!

Lembram dele?

Kempes foi nosso camisa 9 em boa parte do Brasileirão de 2008. Alternou boas atuações com partidas discretas. Em 2009, disputou o Campeonato Catarinense pelo Criciúma e chegou há poucos dias à Portuguesa. Ainda não entrou em campo com a camisa da Lusa.

Um ponto na mala

qua, 03/06/09
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

O mais importante foi feito: voltamos de Bragança Paulista com a mala mais cheia do que na ida. Se o futebol apresentado não foi lá essas coisas, ao menos foi o suficiente para somar alguma coisa para a difícil escalada de volta à Primeira Divisão.

Confesso que confiava na vitória. Confiança essa baseada nas goleadas em casa e na vitória contra a Ponte Preta. E, durante o primeiro tempo, um novo triunfo pareceu realmente bastante possível. O Ipatinga jogou muito melhor nos primeiros 45 minutos, enquanto o Bragantino se concentrou em parar as jogadas do Tigre – muitas vezes de forma violenta – e em dar chutões para frente.

O gol do Ipatinga saiu em jogada de Amílton – como tem jogado nosso atacante! – que pedalou e contou com a falha de todo sistema defensivo do time paulista para fazer a bola chegar a Leandro Brasília.

Ainda comemorávamos quando Marcelo Cruz deu rebote numa falta cobrada por – ele mesmo! – Sérgio Manoel. Bastou a Fábio Luís escorar e empatar a partida.

Na segunda etapa, porém, o nível da partida caiu bastante. E a quarta vitória na Série B teve que ficar para uma nova oportunidade. Apesar de não conseguir manter o nível das últimas apresentações, o padrão se manteve: nosso ataque esteve perigoso, como sempre, mas desta vez esbarrou numa defesa muito sólida. E nosso setor defensivo tem ainda falhado mais do que devia, e tivemos alguma sorte em somente uma oportunidade ter sido aproveitada.

Vale aqui isentar nosso capitão Léo Oliveira, que fez uma partidaça, sendo sem dúvida o melhor da linha defensiva ipatinguense. Marcelo Cruz e Alessandro Lopes ainda estão devendo e nossos laterais, embora tenham sido importantes no apoio, deixaram demasiado espaço para o ataque adversário.

Com os resultados do fechamento da rodada, é provável que percamos a vice-liderança e é possível, inclusive, que deixemos o G4. Não importa, a estrada é longa e ainda estamos nos primeiros passos. Se o Tigre não fez uma grande partida, como as três últimas, ao menos não deixou escapar um ponto precioso. É nos dias menos inspirados que saber jogar com inteligência é ainda mais válido.

Pra cima deles, Tigrê!

Ao top de 5 gols, entraremos no G4

seg, 01/06/09
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

1, 2, 3, 4, 5… somos vice-líderes! Tudo bem que o Campinense é um dos mais fracos entre os participantes da Série B. Tudo bem que o campeonato ainda está apenas começando. Mas é algo a ser comemorado.

Depois de meses de insegurança quanto a nosso potencial para a disputa da Segundona, já sabemos qual metade da tabela freqüentaremos nesta temporada: o lado de cima.

A goleada esconde algumas coisas. Ela foi construída muito mais pela fragilidade do time paraibano do que propriamente por nossos méritos. Demos a eles muitas chances que acabaram desperdiçadas. Nós, ao contrário, convertemos nossas oportunidades.

Mas podemos tirar muitas lições do jogo: nossos gols foram marcados por quatro atletas diferentes, o que mostra que não somos dependentes de um jogador em específico. Isso é muito bom. Outro fato a ser comemorado é o gol de Diego Silva após um longo tempo no estaleiro.

Amílton e Márcio Diogo jogaram muito bem, mais uma vez. E é ótimo quando jogadores que tiveram poucas oportunidades de mostrar seu futebol conseguem finalmente se firmarem.

O próximo desafio já é terça, contra o Bragantino, em Bragança Paulista. Parada dura, mas uma nova vitória já não parece improvável. Caso vençamos, esperaremos o fim da rodada na liderança provisória da competição.

Pra cima deles, Tigrê!

O conceito de humilhação

seg, 25/05/09
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Conseguimos nossa primeira vitória fora de casa no campeonato. Na teoria, uma vitória na casa do adversário vale os mesmos três pontos que uma vitória em casa. Mas, na prática, sabemos que vencer fora dos nossos domínios faz bem para o moral e para a confiança da equipe.

Ano passado, passamos toda a temporada perseguindo uma vitória fora do Ipatingão. E ela não veio. Agora, o triunfo aconteceu logo na segunda oportunidade.

O jogo foi equilibrado e a verdade é que poderia ter sido vencido por qualquer um dos times. Em nosso favor jogou a sorte e Márcio Diogo, que estava em tarde inspirada. Mas o que marcou o encontro foram as vaias da torcida pontepretana ao próprio time, ao fim da partida, e os gritos de “não é mole não, perder para o Ipatinga já é humilhação”.

Entendo a exaltação, mas não posso deixar de apresentar meus argumentos para dizer que o que aconteceu no sábado não foi, de modo algum, humilhação.

Perder para um time que em onze anos de vida conseguiu ser campeão estadual é humilhação? Ser derrotado para um semifinalista da Copa do Brasil é humilhação? Perder para um dos quatro times que até ano passado eram da Série A é humilhação?

São perguntas retóricas, já que as respostas são óbvias. Vale lembrar que a Ponte Preta em 109 anos de história nunca foi campeã de seu estado e o melhor resultado numa Copa do Brasil foi também uma semifinal, no já distante ano de 2001. E que, desde 2006, não sabe o que é jogar entre a elite do futebol nacional.

Mas se perdêssemos para eles seria humilhação? Claro que não, forcei na argumentação apenas para dar um leve troco à audácia dos pontepretanos. A Ponte é indiscutivelmente tradicional, mas seus torcedores parecem ter esquecido que já vencemos o Botafogo no Maracanã, o Cruzeiro no Mineirão, o Náutico nos Aflitos, a Portuguesa no Canindé, o Bahia na Fonte Nova…

Pra cima deles, Tigrê! A hora parece ser propícia para novas “humilhações”.

Onze anos de histórias pra contar

sex, 22/05/09
por Marcelo Morato |

O Ipatinga Futebol Clube completou ontem onze anos de vida. Nesse tempo, o clube conquistou o que muitos clubes tradicionais demoraram décadas para alcançar: respeito, reconhecimento e títulos.

Campeão Mineiro de 2005, semi-finalista da Copa do Brasil de 2006, participante da Série A de 2008… é currículo que não é para qualquer um, sobretudo para um time do interior, onde tudo é muito mais difícil.

Parabéns, Ipatinga, por mais um aniversário! Pra cima deles, Tigrê!

Lembra dele?

O Ipatinga tem um difícil confronto na tarde de sábado. Enfrentaremos a Ponte Preta, em Campinas. Do atual elenco pontepretano, apenas um jogador já vestiu a camisa quadricolor: o zagueiro André Gaúcho.

Espantando os espíritos

dom, 17/05/09
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Sejamos sinceros: a disputa do Módulo II nos deixou com o moral abalado. Enquanto lutávamos, a duras penas, para recuperar o prestígio jogando contra times do segundo escalão mineiro, outros times da Série B faziam bons papéis na elite de seus respectivos estados.

Os times paulistas que disputam a Série B, por exemplo. Com exceção do Guarani, rebaixado no estadual, todos fizeram ótimas campanhas no Paulistão, perdendo apenas pelos quatro gigantes. Outros como Atlético Goianiense e Bahia, foram finalistas de seus estaduais, sendo superados apenas por times da Série A. E ainda tivemos Brasiliense e Fortaleza erguendo a taça estadual.

Tudo isso nos deixou um pouco receosos. Será que conseguiríamos fazer frente a esses times? Temos um elenco bom, mas claramente inferior ao das últimas temporadas. E sem grandes desafios ficava difícil apontar nosso real potencial.

Pois o jogo de ontem espantou todas as dúvidas que poderiam haver. O Vila Nova não fez um bom Campeonato Goiano, é verdade, mas a goleada aplicada e a forma com que ela foi construída não deixam dúvidas: temos, sim, time para enfrentar essa Série B.

Que venha, agora, a Ponte Preta! Um jogo mais difícil, que conta com um adversário em melhor fase e jogando em casa. Mas, quando os quadricolores estão inspirados, sabemos que nada é impossível.

Pra cima deles, Tigrê!

Tigre x Tigre

sáb, 16/05/09
por Marcelo Morato |

Logo mais, às 16:10, nosso quadricolor entra em campo para o segundo desafio da Série B 2009. Dessa vez, nosso adversário será o Vila Nova, time goiano que também tem o tigre como mascote.

Na primeira rodada, o Vila empatou sem gols com a Portuguesa, jogando em seus domínios, no estádio Serra Dourada, em Goiânia.

Pra cima deles, Tigrê!

Lembram deles?

O atual elenco do nosso adversário de hoje conta com dois profissionais que já vestiram a camisa do Ipatinga: o zagueiro Matheus e o técnico Gilson Kleina.

Ambos participaram da campanha vitoriosa do Ipatinga na Série B de 2007, mas deixaram o clube antes do fim da competição. Kleina recebeu uma proposta do Paraná, que na ocasião disputava a Série A, e deixou o clube. Já Matheus foi emprestado ao Grêmio, mas não chegou a atuar com a camisa tricolor.

Em 2008, Gilson Kleina foi o treinador do Caxias e Matheus defendeu o Atlético Paranaense e o Belenenses, de Portugal.

Kleina chegou ao time goiano no meio da disputa do campeonato estadual. Matheus veio logo depois, por indicação do novo treinador. Ambos ainda não conseguiram conquistar a confiança da torcida do colorado da capital goiana. 



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