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Risco calculado

Seg, 06/10/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Perdemos mais uma. Mas dessa vez, foi o tipo de derrota que não deve abater e sim dar mais motivação para as próximas partidas. Sabíamos que seria dificílimo. O São Paulo tem um bom time, com muito mais potencial do que os pontos na tabela podem indicar e tem procurado recuperar as posições que julga lhe pertencer. Para eles, era vital nos vencer. E fizeram o que foi necessário para garantir os três pontos.

Nós, por outro lado, não fizemos uma partida lastimável. Jogamos bem, equilibramos as ações na maior parte do tempo. Mas falhas individuais nos fizeram pagar e o resultado, apesar de desfavorável, não foi catastrófico.

Foi a primeira derrota em casa desde que Márcio Bittencourt assumiu o time. O que mostra que ele tem feito um bom trabalho, o melhor dos que já treinaram o time no Brasileirão, na minha opinião. Algumas peças estiveram muito abaixo do que se podia esperar delas. Mas não podemos culpá-los por uma má partida. A competição é longa e dias menos felizes são inevitáveis. A diferença dessa partida pra outras derrotas é que esta me pareceu uma fatalidade, enquanto alguns revezes do turno pareciam que iriam se converter numa enorme seqüência de derrotas.

Se foi mesmo apenas um tropeço, em pouco tempo saberemos. Quinta-feira já teremos nova chance de provar que estamos evoluindo, quando enfrentaremos o Cruzeiro no Mineirão. Teoricamente, uma partida ainda mais difícil do que o jogo contra o São Paulo: os times se equivalem, mas dessa vez a disputa é fora de casa. Mas se jogarmos tudo que podemos, vencer é possível. Eu acredito.

Pra cima deles, Tigrê!

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Impondo respeito

Sáb, 04/10/08
por Marcelo Morato |

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Não posso começar sem antes comentar sobre o jogo do Tigre contra o Vasco. Precisávamos daquela vitória mais do que nunca para impulsionar de vez a nossa subida na tabela. E com um placar daqueles, foi mais que impulsão. Mas o resultado foi nada mais nada menos que o reflexo de uma equipe coesa em campo, em que todos estavam na mesma sintonia e com o mesmo objetivo: vencer. Mas não somente venceram como mostraram uma bela partida em cima de um time, que apesar das suas condições atuais, tem tradição. Apresenta falhas como vários times têm apresentado ou já apresentaram em algum momento nesse campeonato, mas não se podem tirar os méritos antes alcançados.

É nesse ponto que ás vezes muitos tropeçam: a falta de respeito ao adversário. Quantas vezes nós já passamos por isso nesse campeonato? Sempre antes de qualquer jogo, ainda mais se tratando de um confronto contra times de renomes, já apostam de quanto será a goleada. O exemplo que mais gosto de dar é o confronto contra o Grêmio, que se não me engano esperavam a maior goleada do campeonato. E mais uma vez não foi assim. Gosto de lembrar desse jogo, pois apesar de termos perdido os gremistas tiveram que suar muito a camisa para nos fazer um gol. Foi uma das melhores atuações do Ipatinga onde, diante de um time de peso, com o estádio lotado com uma das torcidas se não a mais bonita do país, impomos respeito.

E é isso que temos feitos e devemos sempre fazer. O Ipatinga chegou aonde chegou não foi por outra forma a não ser mérito. Jogamos muito enquanto estávamos na série B para alcançarmos a tão sonhada série A. E tínhamos um time com condições reais de alcançar esse objetivo e ainda ir além. Infelizmente por desfalques e outras situações desfavoráveis contribuíram para não começarmos o campeonato da forma como queríamos e merecíamos.

Começamos mal. Tropeços e falhas que até hoje refletem na situação que estamos. Contudo, ao longo das rodadas permanecemos, de alguma forma, na briga. Tentando acertar as falhas que ainda existiam, até que conseguimos chegar a um ponto em que a equipe parece ter se encontrado de vez.

Não somos a versão 2008 do América de Natal, porque se lembrarem na rodada em que estamos, eles tinham 11 pontos, ou seja, sem chances nenhuma de reverter a realidade que estavam. E em todo momento continuamos com condições de sair dessa situação e ainda podermos sonhar até com uma sul-americana.

Continuamos vivos na disputa e no próximo confronto, contra o São Paulo, com o apoio da torcida e a grande atuação dos jogadores vamos encarar mais um combate com a mesma raça que sempre tivemos, já que não é a toa que cantamos…

Tigre é raça!

Ão, ão, ão, Escobar é seleção!

Seg, 29/09/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Foi uma bela vitória. E agora é o momento de sermos sinceros. Esperávamos a vitória, mas não sabia que ela viria com tanta facilidade. Três gols feitos e outros tanto desperdiçados. O ataque adversário anulado, e que pouco produziu. Nem mesmo a fatalidade do gol de empate fez com que alguém achasse que a vitória pudesse ser vascaína.

Passada a euforia, a hora da reflexão: o atual time do Vasco é muito fraco. De forma que a vitória, apesar de vital, não pode nos iludir. Subimos duas posições na tabela, o que deve servir de combustível para entrarmos com ainda mais gana e aplicação na partida do próximo sábado, contra o São Paulo. Essa sim, uma partida-chave para as nossas pretensões.

O tricolor paulista virá a Ipatinga motivado. Ainda sonha com o terceiro campeonato seguido e o sexto de sua história. E tem time para isso. Mas caberá a nós ajudar a colocar água no chope são-paulino. Jogaremos em casa e estamos sabendo aproveitar o mando de campo.

Caso, porém, o resultado não seja o esperado, nada de desespero. Vai ser a hora de colocar medo também como visitante e ir buscar resultados fora de casa. A verdade é que esse tem sido o desafio faz algum tempo, mas agora ganhamos peças importantes para melhorar nosso padrão de jogo.

Ontem, Gilsinho e Pablo Escobar vieram do banco e mostraram que podem ser muito úteis ao time. Têm futebol para se tornarem titulares ou, na pior das hipóteses, fazer com que os demais jogadores sintam-se ameaçados e comecem a render ainda mais. Coincidência ou não, o Ferreira fez uma belíssima partida contra o Vasco. E, quando deu lugar a Escobar, o gringo arrebentou e marcou um golaço.

Pela primeira vez no ano, está difícil não deixar escapar alguma euforia. Não temos nada ganho ainda, mas as perspectivas têm melhorado, e muito. Estou no meu direito de torcedor. Os jogadores é que precisam, com o perdão do clichê, “manter o foco”.

Pra cima deles, Tigrê! Ão, ão, ão, Escobar é seleção!

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Segue a luta

Sex, 26/09/08
por Marcelo Morato |

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Antes de começar gostaria de agradecer os posts de todos, os torcedores do Tigre e principalmente torcedores de outros times dando força para continuarmos na elite do futebol, incluindo torcedores do Flamengo, que naquela semana seria o próximo jogo. Queria me desculpar com alguns que comentaram de outros times como Brasiliense e Vitória que também fizeram grandes feitos na subida para série A do campeonato quando citei no último post “Que time com 10 anos de idade conseguiu esse feito? No momento só me lembro do São Caetano.”

Como eu mesma comentei, eu gostava de futebol, mas me apaixonar de vez e virar torcedora fiel foi quando o Ipatinga começou a se destacar desde a Série C e no Campeonato Mineiro, e dessa vez era a minha cidade sendo representada. Mas a verdadeira intenção desse comentário foi mesmo falar o feito que o Ipatinga tem feito com apenas 10 anos e que poucos times conseguiram uma ascendência tão grande.

Com relação ao jogo contra o Flamengo, eu não delirei ao afirmar que tínhamos, sim, condições para ganhar em pleno Maracanã. Claro, se tivéssemos jogado com a mesma garra e técnica que jogamos em outros jogos como, por exemplo, contra o Grêmio. Definitivamente, não vi uma boa atuação do Tigre, as únicas chances reais de reação foram: a bola na trave de Adeílson no primeiro tempo, e dois lances após os 42 minutos do segundo tempo. O Flamengo também não teve uma boa atuação. Mais uma vez não foi a goleada que muitos esperavam, mas apenas um gol fez a diferença. Infelizmente não importa quem jogou bem ou não, e sim a marcação do gol.

Dessa vez admito que não fiquei muito chateada, porque vi que o time não jogou bem. A revolta é quando o time faz uma bela atuação, mas por alguns erros, como não acertar as finalizações, saímos de campo sem os pontos cruciais para deixarmos essa zona incômoda. Quantas vezes essa situação se repetiu… Quantas oportunidades que não poderíamos de forma alguma deixar escapar, e hoje pagamos por elas. Enfim, agora é olhar para frente, e jogar com raça e com amor os próximos jogos, pois ainda temos condições de reverter essa situação e garantir nosso time na elite. A diferença entre os times na zona de rebaixamento não ultrapassa dois pontos, ou seja, ainda estamos na briga. Mas para isso não podemos de forma alguma cometer os mesmos erros que cometemos no início. Agora é tudo ou nada.

Próximo jogo, contra o Vasco, sem dúvidas temos condições de vencer. Isso não é contar com a vitória certa, mas afirmar que temos potencial para fazer um bom resultado, dentro de casa, com apoio da torcida e conseguir o mais importante no momento: os pontos.

Não é somente uma questão de torcer, acreditar, mas principalmente saber que o time tem todas as condições de vencer os jogos que estão por vir e subir na tabela. E o melhor de tudo é saber que não estou delirando, muitos também acreditam no potencial do Ipatinga e estão torcendo para que esse feito seja alcançado. Louco é quem não acreditar!

Abraços a todos.

Tão perto, porém tão longe

Seg, 22/09/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Não podemos nos iludir: o Ipatinga, na partida de ontem, nunca esteve realmente próximo de conseguir algo que não um empate sem gols.

Foi um jogo feio, sem criatividade, por parte de ambas as equipes. Bom para o Flamengo, que fez apenas o necessário para vencer e, graças a nossa apatia, nunca teve seus três pontos ameaçados.

E seguimos sem a tão sonhada e necessária vitória fora de casa. O argumento de que o Flamengo é um adversário forte não é totalmente válido: a equipe já não tem o gás do primeiro turno. Além disso, o Brasileirão não tem por costume apresentar equipes facilmente ultrapassáveis.

De modo que a coisa tá ficando feia. Muito feia. E é hora de sermos exigentes. Não podemos nos contentar com menos que duas vitórias nas próximas duas partidas. Serão em casa, contra adversários difíceis: o Vasco, que também luta para não cair, e o São Paulo, que tenta entrar na zona da Libertadores e ainda sonha com o título, apesar deste já estar bem distante.

Mas se não conseguirmos esses seis pontos, a permanência na Série A poderá estar irreversivelmente comprometida. O time não está engrenando, e isso todo nós sabemos, mas ainda estamos contando com um pouco de sorte ao vermos adversários diretos também serem derrotados. Mas esse panorama tende a mudar. Em breve, alguns estarão escapando e outros, afundando de maneira mais definitiva. É o momento de escolhermos qual postura iremos adotar e definir em qual lado ficaremos.

Pra cima deles, Tigrê!

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Hoje tem Tigre em campo

Dom, 21/09/08
por Marcelo Morato |

Hoje o dia começou diferente. Todo dia que tem jogo do Ipatinga, tem frio na barriga desde cedo. Mas, dessa vez, tá um pouco maior a apreensão.

É que o jogo de hoje é vital. E dificílimo. Os prognósticos realistas mostram que um ponto na noite de hoje será de se comemorar. Realmente, empatar com o Flamengo no Maracanã será um feito e tanto.

Mas acordei com uma estranha sensação de que é possível a vitória. Ela, que não veio fora do Ipatingão uma vez sequer neste ano, me parece que pode vir hoje. Não que eu seja um supersticioso que acredite em pressentimentos, mas não custa dar um pouco de crédito a sensações que não se explicam.

Ah, e mudando um pouco de assunto, essa semana estará aberta a votação para a Musa do Ipatinga, que nos representará no Caldeirão do Huck. É só clicar aqui e escolher a sua favorita.

Pra cima deles, Tigrê!

A estréia da tigresa

Qui, 18/09/08
por Marcelo Morato |

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A partir de hoje estarei fazendo parte do Garras de Aço, marcando presença todas as quintas-feiras. Com o objetivo de, juntamente com Morato, discutir todas as situações que nosso Tigre tem passado e ainda irá enfrentar. Mas principalmente com a intenção de mobilizar os torcedores de alguma forma para que o nosso time não cresça somente o desempenho, mas também a sua torcida.

Claro que situações difíceis, como as que temos enfrentado, são um tanto quanto desanimadoras. Eu mesma às vezes fico revoltada, porém são nessas horas que nós torcedores devemos incentivar mais o time. Afinal, é o nosso papel não é mesmo?! Apesar da nossa situação no campeonato, ainda podemos citar vários pontos positivos que o nosso time carrega: a principal é estar na Série A do Campeonato Brasileiro, uma subida tão rápida da Série C para a elite do futebol. Que time com 10 anos de idade conseguiu esse feito? No momento só me lembro do São Caetano.

Não somente nos destacamos no principal campeonato de futebol do país, mas também no Campeonato Mineiro e Copa do Brasil. O Ipatinga se destacou de uma tal forma que hoje ouvimos time de grande renome como São Paulo e Grêmio, entre outros, nos respeitarem e comentar que jogo com o Tigre merece toda cautela. Sem deixar de comentar os torcedores de outros times que sempre deixam posts no nosso blog na torcida de ver o Tigre firme na série A. Jogamos muito bem, sim, se não fosse assim não estaríamos onde estamos. Tá certo que a colocação ainda não é a que nós queremos, mas estamos onde vários times lutam para estar. Concordo que faltam acertar pontos primordiais para que o time arranque de vez. Principalmente acertar as finalizações, afinal temos pagado caro devido essa falta.

Enfim… não sou especialista em futebol, mas tenho me apaixonado cada vez mais por essa arte principalmente depois que vi o time da minha cidade tão querida se destacar no cenário nacional. E ao assistir um jogo do Tigre pela primeira vez no Ipatingão foi uma emoção inexplicável. Agora, é pensar no próximo jogo contra o Flamengo, e afirmo a todos que temos condições, sim, de vencer! Eu acredito e torço, e vocês?!

Vêm pra somar

Qua, 17/09/08
por Marcelo Morato |
categoria Tigrão de Aço

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O próximo jogo do Tigre é somente no domingo, contra o Flamengo, no Maracanã. Até lá, teremos tempo para treinar visando a primeira vitória fora de casa, enquanto alguns clubes jogarão hoje, pela Sul-Americana.

E o Ipatinga contará com reforços para a próxima peleja. O meia-atacante boliviano Escobar, que foi anunciado há algum tempo e vem treinando, deve finalmente ter sua situação regularizada e ganhar condições de jogo. Ao que tudo indica, deve começar a partida do próximo domingo no banco. Mas tem futebol para se tornar titular.

Os outros reforços vêm do Noroeste, clube paulista que foi recentemente eliminado da Série C. São eles o volante Júlio e o meia Gilsinho.

Agora, acredito, o plantel deve estar finalmente fechado para o restante da competição. Não é mais tempo para testes e agora devemos ir na fé, com a cara e a coragem. Claro que uma eventual lesão ou uma saída inesperada pode nos forçar a recorrer novamente ao mercado. Mas vamos torcer para que isso não seja necessário.

E não é só o time que tem novidades. A partir de amanhã, teremos reforços também por aqui, no Garras de Aço. É esperar pra ver.

Pra cima deles, Tigrê!

Vivos, de teimosos

Dom, 14/09/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

“É, não tem jeito. O Ipatinga vai cair mesmo”.

Quantas vezes ouvimos essa frase, não só vinda de quem nos quer rebaixado quanto da própria arquibancada? Eu, particularmente, perdi a conta.

Apesar de passar todo o ano ressabiado e receoso, o verdadeiro torcedor nunca perdeu a esperança. O descenso no Mineiro foi um golpe duro, claro, nos fez temer pelo pior. Mas o principal objetivo do ano, todos sabíamos, era fazer uma boa campanha no Brasileirão.

E cá estamos. Claro que ainda falta algo para que nosso papel neste Brasileirão chegue a ser bom. Um dos principais defeitos do nosso time (e isso já foi falado aqui no blog, embora não seja difícil detectar) é não saber jogar no campo do adversário. Três pontos em doze partidas é muito pouco.

Porém, o Tigre vem aproveitando muito bem as oportunidades dentro do Ipatingão. Deixou escapar pontos quase ganhos, é verdade. Também perdeu partidas que não podia ter perdido. Mas, ainda assim, entrou em campo ontem com a segurança de quem faz do seu estádio uma verdadeira casa. E, assim sendo, teria de sair inevitavelmente com os três pontos.

E assim foi feito. O Ipatinga foi superior ao Atlético na noite de ontem. Mas, até o primeiro gol, esbarrava em finalizações imprecisas. Mas, de tanto insistir, a bola acabou entrando. Ferreira marcou no fim do primeiro tempo. E Luciano Mandi ampliou, logo no início do segundo.

Tudo muito bem, tudo muito bom, fatura liquidada, certo? Não para os que têm boa memória. Natural que um time recue um pouco, defendendo uma vantagem de dois tentos. Mas o cenário que se desenhou após o gol de Mandi foi aterrorizantemente semelhante à história do nosso jogo contra o Cruzeiro. Marca dois, recua, fica vendo o adversário da capital jogar. E empatar.

As coisas ficaram ainda mais parecidas quando Renan Oliveira dominou com liberdade na grande área e diminuiu para o Atlético. Meu Deus! Iríamos novamente entregar de mão beijada?

Não dessa vez. O time parece ter aprendido uma lição ontem. A de que abatimento não leva a nada e que, se você está numa noite inspirada, não há porque se apequenar. Adeílson fez o terceiro pouco depois do gol atleticano. E, embora Leandro Almeida tenha feito 3 a 2, pouco tempo depois, não havia torcedor presente no Ipatingão que duvidasse que aquele era um dia quadricolor.

Deixamos a lanterna. E com ela, um grande peso. “O Ipatinga vai cair mesmo” é uma frase datada, que vai deixar de ser ouvida por uns tempos nas arquibancadas do Ipatingão. E, quem sabe com algumas vitórias fora de casa, consigamos esquecer de vez esse papo de Série B. No próximo fim-de-semana, a peleja é contra o Flamengo. Jogo duro. Dificílimo. Mas alguém achava que teríamos vida fácil?

Pra cima deles, Tigrê!

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A hora do kamikaze

Seg, 08/09/08
por Marcelo Morato |
categoria Pós-jogo

Sim, ainda temos esperança que a coisa engrene. Mas já ficou claro que isso não vai acontecer se algo não mudar drasticamente. E estamos a um passo de que más decisões se tornem irreversíveis.

O que isso quer dizer na prática? Que agora vai ou racha. A derrota pro Náutico, até pela forma em que foi construída, deixou duas coisas bem claras: não estamos sabendo atuar fora do Ipatingão, bem como estamos desperdiçando todas nossas chances nos chamados “jogos de seis pontos”.

O que fazer, então? Assumir de vez a postura de franco-atiradores. Mergulhar de cabeça em cada partida. Se lançar, se arriscar. Se iludir que somos um elenco com nível de Série A para que, eventualmente, a mentira possa tomar forma.

Tem chance de dar errado? Muita. Mas também tem uma ínfima hipótese das coisas funcionarem e, daí, iremos conseguir uma arrancada histórica que nos manterá na elite. O que não pode é continuar tudo como está, fazendo do rebaixamento anunciado algo cada vez mais iminente.

Conformismo nunca combinou conosco. E foi assim que chegamos, em tão pouco tempo de vida, aonde estamos hoje. Na Série A. E só uma mudança de postura pode nos manter entre os vinte maiores do país.

A hora é agora. Não dá mais para adiar. Pra cima deles, Tigrê!

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