Viciados em tropeçar…

Amigos,
Na semana passada, quando escrevi meu primeiro post, éramos líderes, invictos e 100%. Hoje, quanta diferença!
Chega a desesperar a repetição pela enésima vez da mesma trágica situação: começamos a rodada vice-líderes, o líder já havia sido derrotado em jogo anterior e precisávamos apenas da vitória em casa contra um adversário inexpressivo. Perdemos por 1 a 0 contra o Mogi Mirim. Desperdiçamos o clima positivo gerado pelos bons resultados anteriores, pelo sucesso do lançamento da camisa número 3, pelo anúncio de um grande patrocinador.
Estamos viciados em tropeçar nas próprias pernas. Transformamos o que poderia ser uma festa no próximo domingo num jogo tenso, em que a vitória é fundamental e o clima entre nós torcedores é de absoluta e justificada desconfiança.
Repito a principal frase do post anterior: Ficamos fora da série A por culpa de nossos próprios erros. Trocas infelizes de técnicos, interdição do Canindé e, principalmente, um time que era bom, mas cujas atuações sempre se ajustaram aos adversários – jogando bem contra os fortes e jogando mal (e perdendo pontos injustificáveis) contra os mais fracos.
Infelizmente, parece que não aprendemos nada.
Pior do que a derrota, sem dúvida foi a qualidade da apresentação. Para quem não acompanhou o jogo, informo: a vitória do Mogi Mirim foi mais do que justa e se algum time mereceu fazer outro gol, não foi o nosso. Vimos uma Portuguesa lenta, passiva, completamente desorganizada e sem nenhum poder ofensivo – principalmente no segundo tempo, quando não tivemos rigorosamente nenhuma chance de gol.
Não sou fã e nem crítico contumaz de nosso treinador. Tento ser o mais isento possível. Mas a dificuldade que ele enfrenta para armar o time quando necessita jogar ofensivamente me parece indiscutível e preocupante.
Para encerrar: o pior de tudo foi, ao entrar no meu carro, ouvir o repórter que estava cobrindo o jogo do Santos dizer que a goleada peixeira contra o Barueri (5×0) havia sido construída após a entrada do Allan Patrick no lugar do Paulo Henrique Ganso. Allan Patrick, para quem não sabe, foi o principal destaque do Santos na Copa S. Paulo. Foi o seu terceiro jogo seguido em 5 dias.
Desde antes da nossa eliminação da copinha, contra o Palmeiras, venho defendendo que o Nilson seja escalado no ataque até que El Grillo e Luis Carlos tenham condições (legais e, principalmente, físicas). Jogador que impressionou bem a torcida, mostrou qualidade e, principalmente, é disparadamente o que se encontra em melhor ritmo de jogo entre os nossos atacantes – vários deles, a propósito, alguns quilos acima do peso.
Talvez para não queimá-lo, a opção foi por deixá-lo de fora e manter o Dinei. Acho uma preocupação até justa – mas acredito em algo diferente: se o jogador é bom, colocá-lo para jogar não o queimará. Se é ruim, em contrapartida, mesmo que entre na melhor hora, vai decepcionar.
Não tenho condição de afirmar que com o Nilson teríamos jogado melhor. Mas posso, sim, defender com convicção que não teríamos jogado pior. Simplesmente porque não seria possível.
Que a melhora e o aprendizado com as lições passadas venham rápido, já no próximo domingo.
:: Zé Mauro escreve semanalmente para este Blog!
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