Abandono ao torcedor lusitano
Quando criei a campanha “Orgulho de ser, Lusa”, em 2005, meu objetivo era o resgate do orgulho do nosso passado e tentar torná-lo um realidade sempre em nosso presente. Mostrando a todos o orgulho de nossa torcida pelo nosso clube, pela nossa história e fazer da nossa “união” a nossa “força”. Mas infelizmente na nossa Portuguesa, a cada ano que passa, fica evidente que não existe união (diretoria - torcida) e o que seria uma ação de incentivo, após minha saída do marketing da Lusa, acabou virando um slogan político.
É lamentável a falta de consideração com a nossa torcida!
Se dentro da nossa própria casa não somos respeitados, quem irá nos respeitar?
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Mesmo em um momento delicado como o que estamos passando, com nossa luta pela permanência na elite do futebol, nossa diretoria mais uma vez joga contra nossos próprios interesses. Enquanto o objetivo do torcedor é apoiar a nossa Lusa para fugirmos do rebaixamento, o objetivo dos nossos dirigentes é arrecadar com a oportunidade do clássico regional.
Já não é de hoje que nossa diretoria pisa na bola com nosso torcedor. A Portuguesa, por incrível que pareça, é o único clube no Brasil que não valoriza e muitas vezes despreza sua própria torcida. E no jogo deste sábado contra o São Paulo no Canindé, a história não será diferente. Todos os clubes mandantes entregam somente 10% da carga de ingressos para a torcida adversária, porque nossa Lusa vai dar praticamente metade para a torcida do S.Paulo?
A venda dos bilhetes para o clássico começou nesta terca-feira e os 10.000 dos 20.990 ingressos destinado aos tricolores esgotaram em apenas uma hora, após a abertura das bilheterias no Morumbi. Como os ingressos são iguais independente da torcida, alguém tem dúvida que a cota destinada aos Lusitanos também será vendida aos torcedores do São Paulo nos outros pontos de venda??? Além disso sem divisão nominal nos bilhetes, os cambistas estão fazendo a festa… é muita desorganização.
Concordo com a opinião do jornalista Ademir Quintino, que em sua coluna no Portal da Equipe Líder escreveu: “Neste momento, o que a Diretoria rubro-verde deveria pensar era em escapar do rebaixamento, o fator campo vai deixar de existir, graças à ganância da atual administração que pode estar trocando a permanência na primeira divisão por míseros trocados de um só jogo”.
Lógico, todos nós sabemos que nossa torcida não é assídua frequentadora nas arquibancadas. Mas isto não chega a ser um problema, já que existem maneiras para incentivar os Lusitanos a comparecerem no Canindé. Basta apenas querer. Falta visão. Apagar um incêndio agora não resolverá nossos problemas no futuro.
Em um jogo dessa importância, a torcida adversária teria que ser minoria. O Canindé é um diferencial a favor da nossa Portuguesa e mesmo que sejam os quatro ou cinco mil lusitanos que sempre acompanham a nossa Lusa, o apoio da nossa torcida com certeza iria contribuir. Se o interesse da diretoria não é o resultado do jogo e muito menos preocupação com nosso torcedor e sim a arrecadação, então que levasse a partida para o Pacaembu, já que no final os são-paulinos serão maioria em nossa casa.
Repito: Se dentro da nossa própria casa não somos respeitados, quem irá nos respeitar?
Agora não tem mais jeito. Precisamos correr e comprar os ingressos antecipados para garantir o nosso direito de torcer dentro do nosso Canindé! Clique aqui e saiba mais sobre os pontos de venda!
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Com fôlego renovado, quebramos um “tabu” e cumprimos mais um dever dentro do nosso Canindé! A vitória sobre o Ipatinga por 2 a 0, marcou o quarto jogo sem derrotas da nossa Lusa, que acumula duas vitórias e dois empates. Assim como o técnico Estevam Soares, todos nós exigiamos os três pontos. Além de jogar em nossa casa, sabiamos que o confronto era de “seis pontos”. E foi o que aconteceu. Vencemos e chegamos aos 35 pontos.
aproveitar essa fragilidade e não demorou criar oportunidades de abrir o marcador. Aos 5 minutos, Athirson recebeu na entrada da área, saiu da marcação de três adversários, mas foi travado na hora do chute. Aos 9, Jonas arriscou com perigo à esquerda do gol do Ipatinga.
três boas oportunidades de ampliar. A melhor delas com Jonas, aos 32, que teve chance de fazer um belo gol. Após receber na entrada da área, ele encarou a marcação do zagueiro, tentou driblar Fernando, mas perdeu o ângulo para o chute.
O Náutico entrou ligado em campo. Contando com o apoio de sua torcida, o Timbu começou o jogo bem melhor. E foi pressionando a nossa Lusa desde os primeiros minutos. A partida foi bastante nervosa, com as duas equipes tentando adotar posturas ofensivas. O time da casa dominou a maior parte do primeiro tempo e abriu o placar com gol do atacante Felipe, aos 17 minutos de jogo. Na etapa final, porém, o panorama se inverteu, e a nossa Portuguesa, de tanto insistir, foi premiada com o empate no fim. Situação que não é comum acontecer com a nossa Rubro-verde.
Antes tarde do que nunca, Estevam Soares acordou e mexeu no time. Nossa Portuguesa voltou para o segundo tempo com duas substituições - Jonas e Dias nas vagas de Washington e Patrício - e um maior volume de jogo. Nosso meio-de-campo adiantou a marcação e passamos a dominar as ações em campo, criando várias chances para empatar. Logo aos 4 minutos, Eduardo salvou o Náutico de sofrer o gol de empate. Jonas cabeceou certeiro, mas o goleiro do Timbu tocou na bola antes dela bater no travessão.
A lógica do futebol é simples. A equipe que fizer mais gols vence o jogo. Consequentemente, quem vencer muitos jogos alcançará o título. Mas para os clubes que almejam conquistar o Campeonato Brasileiro ou aqueles que brigam contra o rebaixamento (como nosso caso)… garantir vitórias fora de casa é função exponencial.
No primeiro tempo, as duas equipes se preocupavam em fechar os espaços no meio-de-campo, de forma que ninguém conseguia trabalhar a jogada num início de confronto equilibrado. Com muitos chutões para o alto, a partida carecia de qualidade técnica, mas sobrava entusiasmo dos jogadores, deixando a partida em alta velocidade.
O Grêmio conseguiu ter mais posse de bola em alguns momentos e teve a chance mais clara de gol desperdiçada por Pereira, aos 21 minutos, que apanhou um rebote na entrada da área e a bola saiu raspando o poste esquerdo de Gottardi, que entrou “na fogueira” e não comprometeu a nossa meta. Nossa Portuguesa, apesar da insistência e de boa parte das jogadas comandada por Fellype Gabriel, ora pela esquerda, ora pela direita, não encontrava referências em nosso ataque que tinha dificuldades para passar pela forte marcação da defesa gaúcha. Ainda assim, aos 42 minutos, Edno invadiu a grande área e tentou colocar o chute, mas o gramado não ajudou, a bola quicou e o tiro saiu fraco, facilitando a defesa do goleiro gremista.
seguida, Athirson cobrou da esquerda, Rever tocou mal na bola e Ediglê, apareceu no segundo pau para balançar as redes e abrir o marcador no nosso Canindé.