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Triste segunda…

Seg, 01/12/08
por luiz filho |

Portuguesa na série B - Vergonha!

Estamos de volta a série B. Eu poderia escrever páginas e páginas tentando explicar o que no fundo todos nós já sabemos. Porém diante da tristeza e da revolta que me consome, prefiro resumir meu desabafo: Infelizmente nossa Portuguesa é o reflexo da incompetência, da falta de preparo e do amadorismo de seus dirigentes.

Eu realmente gostaria de saber, qual a diferença entre o antes e o depois de 2005. Caímos novamente. Contra fatos, não há argumentos. É muita vergonha em uma administração marcada pela vaidade, pelo orgulho próprio e pelo descaso com a nossa história e nossa torcida.

Triste segunda… de novo!

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Poderíamos ter vencido…

Sáb, 01/11/08
por luiz filho |

A alegria por não perder, com a frustação de não ter vencido. Essa foi a sensação dos Lusitanos ao final da partida deste sábado contra o Flamengo. Não que o empate em 2 a 2 contra os Urubus seja um mau resultado, pelo contrário. Mas ter os 3 pontos na mão e deixar escapá-los, além de desperdiçarmos a oportunidade de nos distanciar do rebaixamento casou uma sensação estranha. Faltou os 2 pontos…

O Flamengo começou o jogo pressionando e nossa Portuguesa levou um gol logo nos primeiros minutos. O volante Jaílton fez jogada individual pelo lado direito e cruzou. A bola sobrou para Fábio Luciano, que acertou de voleio, sem chances para Gottardi. Apesar do gol e da pressão inicial da equipe rubro-negra, nossa Lusa manteve o controle da partida. Depois dos 15 minutos, com mais organização e mesmo mantendo a postura defensiva, já mereciamos o gol de empate.

Diante da inércia ofensiva da equipe rubro-negra, nossa marcação avançou e passamos a pressionar de maneira desordenada. Apesar de trocar passes, sentimos grandes dificuldades para chegar a meta carioca. Com uma forte marcação na saída de bola, o Flamengo conseguiu dificultar a ligação entre o nosso meio-campo e o ataque. Sendo assim, nossa primeira grande chance aconteceu aos 35 minutos, quando Patrício cruzou, Athirson dominou e chutou para boa defesa do goleiro rubro-negro.

Jonas - Flamengo 2×2 Lusa

Nos instantes finais o Flamengo se acomodou com a vantagem mínima no placar e puxou o “breque-de-mão”. Além disso, contou com a falta de capricho nas finalizações da nossa Portuguesa, por não ter sofrido o empate. No final do primeiro-tempo, nossa Lusa continuou com maior volume de jogo e aos 41, Preto acionou Athirson, que bateu por cima do gol. Logo em seguida, Athirson novamente, invadiu a área, mas se atrapalhou e finalizou fraco, em cima do goleiro Bruno.

Na segunda etapa, nossa Portuguesa voltou determinada e tomou as ações do jogo, o goleiro carioca teve que trabalhar aos 6 minutos, em um chute de Erick, e aos 8, em um remate de Edno e de tanto insistir chegamos ao empate aos 8 minutos. Preto rolou na área para Jonas, que mesmo cercado por vários marcadores, chutou com precisão no canto esquerdo do goleiro.

Perdido em campo e pressionado pela torcida, o Flamengo, bateu cabeça e se esqueceu de um fundamento básico: Marcação. Nossa Portuguesa tirou proveito da instabilidade do rubro-negro e virou o placar. Patrício foi à linha de fundo pela direita e cruzou para o meio da área. Athirson, o nome da nossa Lusa na partida, fez de cabeça o gol da virada. O goleiro Bruno só assistiu. Depois do vira, nosso time, em um péssimo “cacoete”, recuou.

Athirson - Flamengo 2×2 Lusa

Mesmo na defensiva, nossa Portuguesa poderia ter matado o jogo. Mas não o fez.

No contra-ataque, nossa Lusa teve várias chances de marcar mas não chutava ao gol. Patrício chutou aos 34, mas a bola passou à esquerda da meta de Bruno. Aos 36 , fomos prejudicados pela arbitragem em uma clara oportunidade de gol. Em um rápido contra-ataque, Preto lançou Edno com perfeição, o atacante foi derrubado na entrada da área por Toró, o último homem da zaga rubro-negra, nem o árbitro, nem o bandeira assinalaram a infração. Dois minutos depois, a bola nos puniu. E o Flamengo sem merecer, igualou o marcador, com Maxi, de cabeça, aos 38 minutos.

“Pelo o que nós jogamos não foi coisa boa para gente. Tínhamos a oportunidade de fazer três ou quatro gols, mas eles conseguiram empatar. Por um jogo aqui no Maracanã não é mau resultado, mas ficou um sentimento de algo a mais” - Bruno Rodrigo.

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FAZENDO AS CONTAS: Além de estarmos 5 jogos sem perder, conseguimos arrancar 9 pontos dos 15 disputados nas últimas 5 partidas e chegamos aos 36 dos 43 pontos que precisamos para continuar na elite. Restam mais 5 rodadas, sendo 3 confrontos no Canindé. Neste sábado nossa Lusa mostrou que não vai cair e que o Flamengo com certeza não vai ser campeão!

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Mais um dever cumprido no Canindé!

Qua, 29/10/08
por luiz filho |

Lusa 2×0 IpatingaCom fôlego renovado, quebramos um “tabu” e cumprimos mais um dever dentro do nosso Canindé! A vitória sobre o Ipatinga por 2 a 0, marcou o quarto jogo sem derrotas da nossa Lusa, que acumula duas vitórias e dois empates. Assim como o técnico Estevam Soares, todos nós exigiamos os três pontos. Além de jogar em nossa casa, sabiamos que o confronto era de “seis pontos”. E foi o que aconteceu. Vencemos e chegamos aos 35 pontos.

Mesmo com a entrada de Gavilán, no lugar de Patrício, que atuou improvisado no time. Nossa Lusa entrou com uma formação ofensiva em campo. Jonas e Edno tiveram liberdade no ataque, com Erick cobrindo a lateral esquerda para o avanço de Athirson e Fellype Gabriel caindo pela direita, com Preto na retaguarda. Rai ao lado do paraguaio fizeram a cobertura no meio-campo.

Logo de início, a limitadíssima equipe do Ipatinga mostrou muitas dificuldades seu sistema ofensivo. Era nítida a falta de qualidade ao seu meio-campo. Diante disso, nossa Portuguesa soube Fellipe Gabriel - Lusa 2×0 Ipatinga aproveitar essa fragilidade e não demorou criar oportunidades de abrir o marcador. Aos 5 minutos, Athirson recebeu na entrada da área, saiu da marcação de três adversários, mas foi travado na hora do chute. Aos 9, Jonas arriscou com perigo à esquerda do gol do Ipatinga.

Contudo, foi explorando as jogadas pela esquerda que nossa Lusa conseguiu abrir o placar. Aos 14 minutos, Edno fez boa jogada, invadiu a área e chutou no gol. O goleiro Fernando espalmou e Fellype Gabriel só tocou para as redes. Após assumir a vantagem no placar, no entanto, nossa Portuguesa adotou uma postura acomodada em campo e o jogo ficou sonolento.

O Ipatinga quase não assustou. Para se ter idéia, o “lanterna” teve apenas uma clara chance em quase todo o primeiro tempo. Ocorreu aos 20 minutos, em um chute forte de Ferreira, a bola desviou na zaga e Gottardi, caído, evitou o empate. Mas este foi apenas um lance isolado. Nossa Lusa continuou controlando o jogo nos minutos seguintes e criou, pelo menos, outras Athirson - Lusa 2×0 Ipatingatrês boas oportunidades de ampliar. A melhor delas com Jonas, aos 32, que teve chance de fazer um belo gol. Após receber na entrada da área, ele encarou a marcação do zagueiro, tentou driblar Fernando, mas perdeu o ângulo para o chute.

O panorama não mudou no segundo tempo. Mesmo sem ser brilhante, nossa Portuguesa demonstrava mais qualidade. Aos nove minutos, o goleiro Gottardi fez o lançamento para o ataque (o famoso “chutão”), Edno escorou de cabeça e a bola sobrou para Fellype Gabriel, que tocou com muita categoria e marcou seu segundo gol no jogo, fazendo 2 a 0 para nossa Lusa Veneno.

Mesmo com o Tigre levando muito pouco perigo a nossa meta. Nossa equipe apesar de melhor em campo, voltou a adotar a cautela,  passou a jogar nos erros do adversário e administrou o resultado. Já no final do jogo, tivemos outras boas chances de ampliar o marcador. Em cobrança de falta, Athirson chutou forte, e Fernando espalmou. O goleiro ainda apareceria bem mais uma vez. A bola sobrou limpa para Jonas na marca do pênalti, mas o arqueiro do Ipatinga cresceu sobre o atacante e evitou o que seria
nosso terceiro gol.

Fellype Gabriel é desfalque

A mesma história… Fellype Gabriel não poderá enfrentar o Flamengo na próxima rodada, devido a uma cláusula contratual. Isto porque, os direitos federativos do jogador pertencem ao clube Rubro-Negro. O mesmo aconteceu com Jonas contra o Grêmio e o goleiro Gottardi na partida contra o Internacional.

Agora é pensar no jogo de sábado e espantar os urubus…
Contra tudo e contra todos, só dependemos de nós… Série B, nunca mais!

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Um ponto na raça

Sáb, 25/10/08
por luiz filho |

Em um jogo movimentado, onde cada equipe mandou em um tempo, Náutico e Portuguesa empataram em 1 a 1, no estádio dos Aflitos, neste sábado. Não fosse pela “supresa” nos resultados de Vasco e Fluminense, o empate seria um bom resultado, mas diante das circunstâncias da partida, além de NÃO perdermos, o que já foi muito bom, conquistamos um ponto “precioso” fora de casa, contra um adversário direto na briga contra o rebaixamento.

Washington - Náutico 1×1 LusaO Náutico entrou ligado em campo. Contando com o apoio de sua torcida, o Timbu começou o jogo bem melhor. E foi pressionando a nossa Lusa desde os primeiros minutos. A partida foi bastante nervosa, com as duas equipes tentando adotar posturas ofensivas. O time da casa dominou a maior parte do primeiro tempo e abriu o placar com gol do atacante Felipe, aos 17 minutos de jogo. Na etapa final, porém, o panorama se inverteu, e a nossa Portuguesa, de tanto insistir, foi premiada com o empate no fim. Situação que não é comum acontecer com a nossa Rubro-verde.

Na primeira etapa, com uma escalação um tanto equivocada e com Jonas no banco, nossa Lusa só levou perigo nas cobranças de falta. Aos 27 minutos, com Edno, e aos 33 minutos, com Carlos Alberto, com a bola quicando na frente do goleiro Eduardo. Aos poucos a partida foi se equilibrando. O jogo se tornou mais morno. O Náutico não chegava tanto e a nossa Portuguesa, pra variar, errava passes demais. Mesmo assim, aos 40, quase que empatamos após bobeada da defesa Alvi-rubra, Fellype Gabriel ficou com a bola e carimbou a trave esquerda de Eduardo.

Carlos Alberto - Náutico 1×1 LusaAntes tarde do que nunca, Estevam Soares acordou e mexeu no time. Nossa Portuguesa voltou para o segundo tempo com duas substituições - Jonas e Dias nas vagas de Washington e Patrício - e um maior volume de jogo. Nosso meio-de-campo adiantou a marcação e passamos a dominar as ações em campo, criando várias chances para empatar. Logo aos 4 minutos, Eduardo salvou o Náutico de sofrer o gol de empate. Jonas cabeceou certeiro, mas o goleiro do Timbu tocou na bola antes dela bater no travessão.

Apesar de atuar em casa, o Alvi-rubro pernambucano se mostrava acuado. Aos 12, o sempre dedicado, Athirson cobrou falta da esquerda e Jonas desviou de cabeça mais uma vez. A bola passou perto da trave esquerda, mas foi para fora. O castigo veio aos 41 minutos. Eric foi à linha de fundo, pela esquerda, e cruzou rasteiro. Heverton (que entrou no lugar de Carlos Alberto) chegou antes da marcação e só desviou de Eduardo. Era nosso empate com sabor de vitória. Um resultado “justo” pelo domínio que cada equipe apresentou em uma das etapas.

“No Canindé, contra o Ipatinga, temos que conseguir os três pontos” - Athirson, o capitão lusitano.
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No Canindé, quem manda é a Lusa!

Seg, 20/10/08
por luiz filho |

Sempre é bom vencer o Grêmio. Apesar de vivenciar situações distintas dentro da competição e da rivalidade sadia depois da decisão de 1996, entre os Imortais Tricolores e os Leões do Canindé, não há o que discordar. Portuguesa x Grêmio ou Grêmio x Portuguesa é praticamente um clássico nacional. Curiosamente as duas equipes sempre se encontram em momentos decisivos e fazem grandes confrontos. Nunca existiu um jogo fácil. Neste domingo não foi diferente. Uma coisa é certa. No Canindé quem manda é a Lusa.

EDNO - LUSA2X0 GRÊMIONo primeiro tempo, as duas equipes se preocupavam em fechar os espaços no meio-de-campo, de forma que ninguém conseguia trabalhar a jogada num início de confronto equilibrado. Com muitos chutões para o alto, a partida carecia de qualidade técnica, mas sobrava entusiasmo dos jogadores, deixando a partida em alta velocidade.

Com um minuto de jogo, nossa Lusa perdeu a primeira oportunidade na partida. Patrício apareceu bem pela direita e mandou na cabeça de Washington, que concluiu para fora, com extremo perigo. O Grêmio parecia incomodado em campo. O time de Celso Roth viu nossa equipe controlar boa parte da primeira etapa. Com 17 minutos, Athirson mandou na área, Washington desviou e Edno girou para o gol defendido por Victor.

Pouco antes, aconteceu o pênalti de Rever, que desviou a bola com o braço na área, mas para variar… o bandeira não viu, o juiz fingiu que não viu, nada aconteceu e o jogo seguiu.

BRUNO - LUSA 2X0 GRÊMIOO Grêmio conseguiu ter mais posse de bola em alguns momentos  e teve a chance mais  clara de gol desperdiçada por Pereira, aos 21 minutos, que apanhou um rebote na entrada da área e a bola saiu raspando o poste esquerdo de Gottardi, que entrou “na fogueira” e não comprometeu a nossa meta. Nossa Portuguesa, apesar da insistência e de boa parte das jogadas comandada por Fellype Gabriel, ora pela esquerda, ora pela direita, não encontrava referências em nosso ataque que tinha dificuldades para passar pela forte marcação da defesa gaúcha. Ainda assim, aos 42 minutos, Edno invadiu a grande área e tentou colocar o chute, mas o gramado não ajudou, a bola quicou e o tiro saiu fraco, facilitando a defesa do goleiro gremista.

Na segunda etapa, nossa Lusa, querendo sair da zona do rebaixamento, mostrava mais motivação, e conseguiu o gol aos 10 minutos, na bola parada após jogada de Preto. O meia fez bela jogada na intermediária e quase abriu o placar: após aplicar um belo corte seco na marcação, Preto chutou rasteiro de fora da área e Victor espalmou e mandou a bola para escanteio, em PRETO - LUSA 2X0 GRÊMIO seguida, Athirson cobrou da esquerda, Rever tocou mal na bola e Ediglê, apareceu no segundo pau para balançar as redes e abrir o marcador no nosso Canindé.

Apesar da “raça” tricolor, o Grêmio sentiu o golpe. A equipe gaúcha não conseguia se organizar e buscava o empate na base da superação individual. Nossa Lusa, por outro lado, gostou do jogo e teve competência para deixar o tempo passar.

Foi então que Estevam Soares sacou os meias Fellype Gabriel e Preto para as entradas de Gavilán e Héverton. As alterações não surtiram efeito significativo, mas contribuíram. Com Rai em nosso meio-campo, a equipe mostrou mais qualidade e solidez defensiva. E para complicar a vida do líder do campeonato, nossa dupla de zaga, Bruno Rodrigo e Ediglê, estavam iluminados e foram eficientes na marcação e na cobertura.

Os gaúchos pressionaram durante os minutos finais, mas não chegaram a colecionar chances efetivas de gol.

E foi nos contra-ataques que a nossa Portuguesa encontrou as oportunidades para liquidar o jogo. Na primeira chance, aos 35 minutos. Edno lançou na área e deixou o Washington cara-a-cara com Victor. Mas o nosso camisa 9, em deixou a desejar mais uma vez, pegou mal na bola na hora de concluir e mandou por cima do gol.

O segundo contra-ataque veio nos descontos, aos 46, o oportunista Heverton, tocou de cabeça para Edno que arrancou com liberdade, driblou o goleiro e bateu para fazer 2 a 0, liquidando o jogo e garantindo a “gorda” premiação do grupo pela vitória e por esta partida. Com o resultado, continua o tabu da equipe gaúcha jamais vencer uma partida contra a Lusa pela Série A do Brasileirão no nosso Canindé.

No Canindé, nossa Lusa Veneno tem 65% de aproveitamento dos 42 pontos que disputou, com sete vitórias, seis empates e uma derrota nos 14 jogos sob nossos domínios.

Agora é tirar a “zica” fora de casa contra o Náutico e sair de vez do sufoco! Vaiiiiiii Portuguesa!!!!!
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Mais um empate. Assim fica difícil…

Dom, 12/10/08
por luiz filho |

Mais uma vez nossa Lusa não conseguiu fazer valer seu bom retrospecto no Canindé contra o Coritiba e ficou em situação delicada na classificação. Apesar de precisarem vencer o jogo, os times não conseguiram superar a forte marcação de ambas as defesas e as precárias condições do nosso gramado. Resultado: 0×0.

A partida começou devagar com muita “pegada” e correria, mas poucos lances de perigo. Com uma marcação muito distante, o Coritiba facilitou o domínio da nossa Portuguesa no meio-de-campo e foi assim que criamos as melhores oportunidades da primeira etapa. Com Keirrison e Carlinhos Paraíba anulados, nossa Lusa, começou a dominar o jogo e a criar dificuldades para o Coritiba, que não conseguia sair de seu campo de defesa. Aos nove, Athirson cobrou falta e o goleiro do Coxa espalmou. A cena se repetiu aos 20 e aos 29 minutos, quando Edno obrigou Vanderlei a fazer mais duas defesas.

foto: Rubens Chiri/Perspectiva/AE

Para desespero de todos nós, aos 23, Jonas fez uma bela jogada individual, driblando a defesa do Coxa. Ele tabelou com Patrício, mas na hora da conclusão, na área, a bola desviou no “morrinho” e nosso atacante concluiu de canela, por cima do gol. O time paranaense quase conseguiu abrir o placar aos 36, em um lance de sorte. Marcos Tamandaré cruzou, Erick tentou cortar e a bola explodiu em Carlinhos Paraíba, saindo próxima ao gol de André Luis. A resposta da nossa Lusa, foi rápida. Patrício cruzou na cabeça de Edno, que acertou o travessão. E foi só….Na segunda etapa, o Coritiba conseguiu equilibrar a partida e a nossa Portuguesa se perdeu completamente em campo, assim como no banco de reservas.

Apesar do nosso domínio no primeiro tempo, nossa Lusa mostrou-se muito insegura em campo. A começar pelo nosso goleiro, André “Bate-roupa” Luis, que agora anda com a mania de defender qualquer bola em dois tempos. Outra coisa difícil de assistir é a bola “só procurar” o Dias para “armar” os nossos ataques, até porque na maioria das vezes suas tentativas acabam gerando os contra-ataques dos adversários. Ver o Dias em campo, suas faltas infantis e a sua capacidade de errar passes de 3 metros é de chorar!

A verdade é que nosso time ainda apresenta os mesmos vícios dos tempos sob o comando de Benazzi. O próprio Estevam Soares já percebeu isto, mas não consegue mudar, tanto é que voltou com um “padrão” de jogo bem similar ao do nosso antigo treinador. O nosso maior problema neste ano, sempre foi e continuará sendo o nosso meio-campo, não existe criação e muito menos articulação de jogadas, não temos um jogador de referência, de armação, com visão para distribuir o jogo e fazer a bola chegar “redonda” ao ataque. Não dá mais para contar com o Preto para isto. Fora que quando o adversário marca a nossa saída de bola e embola o grande círculo, voltam os tradicionais chutões na base do “salve-se quem puder”, a marca registrada de um time sem qualidade técnica, sem tática e com futebolzinho de série B.

O empate só valeu pela manutenção de um tabu que dura há 32 anos em jogos entre Portuguesa e Coritiba no Canindé. A única vitória do Coritiba em nosso estádio, em 12 jogos, aconteceu em 1976. De lá para cá, foram oito vitórias da nossa Lusa e três empates.

A próxima partida contra o Grêmio será complicada, mas não podemos desistir.

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Derrotados em 8 minutos

Sex, 03/10/08
por luiz filho |

Perdemos uma chance de ouro para enfim deixar a zona de rebaixamento do Brasileirão, o gosto de vitória no empate com o Santos, durou pouco e o rubro-negro baiano novamente nos trouxe a realidade amarga da derrota. Deixamos escapar o empate e 1 ponto precioso aos 45 minutos do segundo-tempo com uma bola na trave. Os outros 2 pontos, André Luis entregou aos baianos nos primeiros 8 minutos de partida.

André Luis - Lusa 1×3 VitóriaA vida de goleiro é complicada demais. No último domingo, os “milagres” operados por André Luis na Vila Belmiro garantiram o empate contra o Peixe e fizeram o goleiro sair de campo ovacionado pela torcida lusitana. Hoje, a história é bem diferente. Contra o Vitória, nosso guarda-metas precisou apenas de 3 minutos para liquidar a partida a favor da equipe adversária. André Luis falhou feio e praticamente acabou com as nossas chances de conquistar um bom resultado no Barradão logo no início da partida.

Não há como saber se a nossa Portuguesa entrou com alguma estratégica ou esquema tático em campo, já que depois dos 2 gols que entregamos ao Vitória, nosso time ficou perdido na partida e demorou para se encontrar novamente. Além disso, não entendi direito qual foi a intenção do Estevam Soares em escalar o Wilton Goiano, já que o jogador não teve uma função definida e começou a partida como volante, depois dos gols atuou como ala pela direita e terminou o jogo como lateral-esquerdo.

Voltando ao desastre, como era de se esperar, o Vitória iniciou o jogo pressionando a nossa Lusa, com o objetivo de marcar um gol nos primeiros minutos e aos 5 minutos, Leandro Domingues foi parado com falta por Rai. Robert bateu falta com violência e o goleiro André Luis espalmou para o meio da área. No rebote, Marcelo Cordeiro só teve o trabalho de empurrar para as redes.

Edno - Lusa 1×3 VitóriaTrês minutos depois, um replay. Novamente Leandro Domingues foi parado com falta, dessa vez de Wilton Goiano. Robert cobrou a infração com a mesma intensidade da primeira vez, só que a falha de nosso goleiro foi mais alarmante e André Luís se na primeira espalmou para a frente, desta vez espalmou contra nossa própria meta e decretou a mudança no placar: 2 a 0.

A vantagem fez o Vitória jogar recuado, para não correr riscos, e apostar nos contra-ataques e nossa Lusa ao invés de trabalhar a bola no ataque, voltou a abusar dos chutões. Os rápidos gols sofridos balançaram o nosso elenco, que só foi dar sua primeira finalização com Edno, aos 15 minutos. Mas nossa maior oportunidade do primeiro tempo aconteceu aos 27. Depois de lançamento para a área, a zaga do Vitória errou ao fazer a linha de impedimento e deixou Bruno Rodrigo em boa situação. No entanto, nosso zagueiro finalizou na trave esquerda e perdeu boa chance de diminuirmos o marcador.

O segundo tempo começou movimentado com a nossa Portuguesa buscando diminuir o placar do jogo. Mas o Vitória estava atento e aproveitava os espaços abertos do nosso time, mesmo assim nossa Lusa voltou melhor em campo, Com maior posse de bola, seguiamos no campo de ataque, mas tropeçavamos nas próprias pernas. Os baianos gostaram do jogo e aguardavam as ações da nossa Lusa que errava muitos passes, o que fez a partida ficar um tanto entediante.

Preto - Lusa 1×3 VitóriaAos 17min, Estevam Soares fez duas modificações e substituiu Athirson por Washington, fazendo com que o time perdesse a qualidade do toque de bola pelo meio e Vaguinho no lugar de Jonas, que por voltar para buscar muito o jogo acabou aparecendo pouco na partida. A entrada de Washington nada refletiu em campo, já que o jogador só serve para ficar dentro da área e olhe lá, além disso ele precisa da assistência e do apoio dos laterais, o que não estava acontecendo na partida. Logo depois, Fellype Gabriel que também atuou muito recuado foi substituído pelo tal, Heverton.

E assim nossa Portuguesa conseguiu diminuir aos 42min. O tal Heverton aproveitou o cruzamento de Patrício pela direita e cabeceou para o fundo das redes. Dois minutos depois, a nossa Lusa teve a chance de empatar, com o chute de Vaguinho, mas como as coisas não são nada fáceis para nós, a bola acertou a trave direita de Viáfara. E pra fechar a noite, aos 48, o Vitória selou os três pontos num gol de Marquinhos, que dominou na entrada da área e chutou rasteiro e olha… se bobear dava pra defender!
Ouviuuuuu André Luis!!!!

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Portuguesa 1 x 1 Kleber Pereira

Seg, 29/09/08
por luiz filho |

Ainda estamos em uma situação dificil no campeonato e nosso time continua na zona do rebaixamento, agora com 27 pontos, um a mais do que o Fluminense, e um de distância do Atlético-PR, que é a primeira equipe fora da “degola”. Mas isso não impediu a nossa torcida de comparecer a Vila e esgotar a nossa cota de ingressos. Quase 1.000 lusitanos apoiaram a nossa Lusa durante os noventa minutos. Eu estava lá.

Às 13 horas da tarde eu já estava na sede da Leões e timidamente nossa torcida foi chegando ao Canindé. Por volta das 15h30, eu e mais 350 torcedores saímos no Comboio Lusitano em seis ônibus com destino a Santos. Esse foi o início de uma jornada de 7 horas em pé ao lado da nossa Portuguesa. Digo em pé, porque assim fui para ir e para voltar durante a viagem e assim fiquei nas arquibancadas. Chegamos atrasados na Vila, mas por culpa do policiamento da baixada que fez questão de revistar todo mundo logo na entrada da cidade e dentro de um túnel em obras. O motivo de tanta cautela segundo os policias era o de garantir nossa segurança.

Fellype Gabriel - Lusa 1×1 SantosMas voltando a partida de ontem, com o empate, tanto nossa Lusa quanto o Santos desperdiçaram a chance de se afastar do fantasma da queda, já que os nossos principais correntes não venceram. Fluminense e Vasco perderam; Figueirense e Atlético-PR empataram. Dos times que estão na parte de baixo da tabela, só o Ipatinga venceu.

A verdade é que nós tivemos mais volume de jogo, principalmente no primeiro tempo. Se tivéssemos aproveitado as chances que surgiram, poderíamos ter saído da Vila com os três pontos.

Nossa Portuguesa, entrou em campo com uma formação com seis homens no meio-de-campo e apenas um jogador à frente, Edno. No entanto, não era uma formação defensiva. Apenas Rai como volante. Preto, Fellype Gabriel e Jonas reverazam-se na armação de jogadas e demonstraram bom toque de bola.

Pelo lado do Santos, bom só existe o Kleber Pereira.

Erick - Lusa 1×1 SantosNo primeiro tempo, a equipe santista tentou ir para cima de nós, sempre buscando o seu artilheiro, mas a aparente superioridade do Santos, no entanto, parou na forte marcação da nossa Portuguesa. Logo aos 5min minutos, Edno recebeu no campo de ataque e encontrou a zaga santista desarrumada. O jogador lançou na medida para Fellype Gabriel, que matou no peito para Jonas quase marcar. Passamos a ter o domínio da bola a partir dos 25 minutos de jogo, explorando bem as descidas de Athirson, pela esquerda, e Patrício, pela direita. Faltou aos laterais, porém, maior capricho na hora dos cruzamentos, principalmente de Patrício que só nessa partida errou 13 passes.

Os minutos finais da primeira etapa foram todos da nossa Portuguesa e quase conseguiu marcar aos 37 minutos em nossa última chance do primeiro tempo. Fellype Gabriel roubou a bola pela direita e cruzou Edno bateu na zaga. A bola desviou e foi em direção ao gol. Mas Douglas salvou no reflexo.
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Sem Comentários - Lusa 1×1 SantosDe volta do intervalo, o panorama do jogo permaneceu o mesmo nos primeiro minutos. Os dois times abusaram demais dos erros de passes, das faltas no meio-de-campo e dos chutões. Aos 13 minutos todos que estavam no estádio perceberam a lambança do árbitro Paulo César de Oliveira na hora da cobrança da falta que originou o gol de Kleber Pererira.

No momento da infração, Paulo César apitou uma vez para autorizar a falta, porém devido ao posicionamento e a marcação lusitana a frente da bola o árbitro apitou novamente duas vezes para paralisar a cobrança, no entanto o Santos cobrou a falta e o juiz permitiu a sequência da jogada, pegando a nossa defesa totalmente perdida.

O Santos, porém, nem teve muito tempo para comemorar a vantagem no placar. Dois minutos depois, nossa Portuguesa foi ao ataque e em um lançamento do meio-campo, a zaga do time alvinegro se atrapalhou e Athyrson, de fora da área, cabeceou para empatar o jogo.

Se o resultado não pode ser considerado ótimo para nós, o empate, pelo menos, mantém a vantagem da nossa Portuguesa sobre o Santos neste ano. Em três partidas, nossa Lusa Veneno derrotou o Peixe por 2 a 0 no Campeonato Paulista e, além deste empate, também obteve a igualdade no confronto realizado no 1º turno do Brasileiro.

Torcida - Lusa 1×1 Santos

Destaques Positivos

André Luiz - Nosso goleiro realizou uma excelente partida com grandes defesas e voltou a mostrar muita segurança defendendo a nossa meta.

Athirson, Fellype Gabriel e Jonas - mostraram muita disposição, garra e estiveram muito bem durante a partida. Athirson mostrou oportunismo e garantiu o nosso empate. Depois da substituição de Fellype e Jonas a nossa Lusa caiu muito em rendimento e perdemos o domínio no meio-campo durante o segundo tempo.

Destaques Negativos

Paulo César de Oliveira - como sempre este cidadão nunca é imparcial e sempre apita contra a nossa Portuguesa. O apito amigo esteve ao lado da equipe santista durante todo o jogo, além disso terminou a partida no momento do nosso contra-ataque.

Vila Belmiro - Apesar dos sanitários limpos e com suave fragância de lavanda, ao final da partida a diretoria santista não permitiu a utilização dos banheiros, que foram fechados. Apesar dos protetos da nossa torcida, muitos torcedores, entre eles, idosos, mulheres e crianças, não puderam utilizá-los. Apesar de bem conservada, a varzeana Vila é péssima para se assistir uma partida de futebol.

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“Glorioso” Edno garante “o vira”

Dom, 21/09/08
por luiz filho |

Depois de um final de semana com muito frio e chuva em São Paulo, minutos antes da partida o Sol resolveu aparecer na cidade. Era o início de uma tarde iluminada no Canindé. Assim como no primeiro turno do campeonato, quando enfrentamos o “glorioso” no Engenhão, Edno novamente marcou e garantiu a virada da nossa imprevisível Portuguesa sobre o Botafogo em jogo válido pela 26ª rodada.

Lusa 3×1 Botafogo - Fellype GabrielLogo no início da partida, eu e os quase 3 mil torcedores que foram apoiar a nossa Portuguesa ficamos preocupados. Afinal de contas, a nossa Lusa entrou no gramado com o objetivo de não tomar gol, exerceu forte marcação no campo adversário e deixou o time do estrelinha solitária com extrema dificuldade para sair jogando. Mas, como o nosso problema na criação no meio-campo ainda persiste, nosso time não conseguiu se aproveitar dos erros do Fogão. A bola pouco chegava aos pés de Washington e Edno porque Preto estava sobrecarregado na função de armador. E assim como aconteceu nas últimas partidas não conseguimos converter a nossa posse de bola em lances de perigo.

Com a estréia de Athirson, nossa Lusa tentou usar o lado esquerdo como principal fonte de suas jogadas, já que o Patrício, bom…continua sendo o mesmo Patrício. Então, o estreante camisa 6 fez dupla com Edno pela esquerda, porém sem ritmo de jogo poucas foram as oportunidades criadas, mas o primeiro toque de Athirson na bola já conseguiu me fazer esquecer dos Brunos - Recife e Telles nunca mais!

Lusa 3×1 Botafogo - AthirsonNa verdade grande parte do primeiro tempo foi bastante tedioso, até que Carlos Alberto, o do time carioca, emendou um bonito chute da entrada da área e obrigou o goleiro André Luis a realizar grande defesa. Em seguida, demos o troco. Rai arriscou de longe e a bola triscou o travessão de Castiilo, que já estava batido. Quando tudo indicava que a etapa iria terminar sem gols, uma bola alçada da esquerda pelo Botafogo, encontrou novamente Carlos Alberto que só escorou e Wellington Paulista apenas teve o trabalho de empurrar para o fundo da rede. Silêncio no Canindé.

Com a necessidade da vitória, Estevam Soares acertou o time. Ganhou mobilidade no meio-campo e a velocidade que faltava no ataque sacando o nosso Carlos Alberto e o Washington para as entradas de Vaguinho e Fellype Gabriel, alterações que mudaram o panorama do jogo. A zaga carioca passou a ter muitos problemas com a constante movimentação do nosso ataque e aos seis minutos Castillo já teve que fazer ótima defesa em chute de Fellype Gabriel.

Lusa 3×1 Botafogo - VaguinhoAos nove minutos, nossa Portuguesa empatou a partida. Preto cobrou falta na área e Bruno Rodrigo tocou de cabeça, Castillo deu rebote dentro da área e Fellype Gabriel aproveitou. O gol deu mais motivação a nossa Lusa, que foi para cima e levou problemas ao Botafogo. O time carioca, por sua vez, ficou apático de uma hora para outra. Perdido, o Botafogo começou a cometer faltas desnecessárias e abusava nos erros de passes, as armas do adversário eram apenas cruzamentos. E a nossa zaga pouco falhou pelo alto. No segundo tempo, pela primeira vez, desde o jogo contra o Cruzeiro, conseguimos converter o nosso domínio territorial em oportunidades reais de gol. E assim chegamos à virada.

Aos 30 minutos, Vaguinho tocou rápido para Edno. O meia, que virou centroavante no segundo tempo, invadiu a área e arrematou com força para fazer um belo gol. Apático, o foguinho se entregou e assistiu aos 38 minutos, Patrício lançar Edno que avançou sem marcação, driblou Renan e decretou a nossa vitória, sem chororo!

O que dizer aos botafoguenses que cantavam vitória antes do jogo? Bem, estamos na zona de rebaixamento é verdade, mas vencemos os cariocas no Rio e agora em São Paulo… é, parece que a minha “Lusinha” conseguiu um “glorioso” freguês neste campeonato! Além de encerrarmos um jejum de seis partidas sem vencer, colocamos um fim na série de quatro vitórias consecutivas fora de casa do Botafogo.

Hoje não torcemos por títulos, mas sim por resultados… cada jogo é uma decisão!
Apagamos a lanterna e voltamos “acender” uma vela, afinal de contas ainda respiramos e a esperança de continuarmos na série A ainda existe… Agora é pensar no Peixe!

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Entre os últimos… o primeiro!

Sáb, 13/09/08
por luiz filho |

velinha_blog.jpgA partida de hoje foi o 13º jogo entre a nossa Lusa e o Atlético-PR, em Campeonatos Brasileiros e a terceira vitória atleticana. Nas demais partidas houve oito empates e dois triunfos da nossa Portuguesa. Além disso, foi o nosso quinto jogo consecutivo sem vitória e a nossa segunda derrota seguida. O resultado colocou a nossa Portuguesa na lanterna da competição, com 23 pontos, uma vez que o Ipatinga venceu o Atlético-MG, por 3 a 2, e chegou aos 24.

Com muitos erros por parte de ambas as equipes, a forte marcação predominou ao longo do primeiro tempo. Com pouca criatividade no meio-campo, as duas equipes tentaram chegar ao ataque pelos lados. Porém, na maioria das vezes, os atacantes sucumbiram diante dos zagueiros. E os goleiros quase não trabalharam. As melhores oportunidades para abrir o placar foram da Lusa. Aos 21, Edno, em chute de fora da área, obrigou Galatto a fazer a defesa. Em seguida, aos 22, Patrício tocou para Washington, dentro da área, que chutou mal e o goleiro do Furacão espalmou evitando o gol. Sempre na bola parada, o Altlético-PR levava perigo ao gol da nossa Lusa. Fernando, em duas cobranças de faltas, aos 30 e 32, exigiu boas defesas do goleiro Sérgio.

jonawash1.jpgNa segunda etapa, Geninho arrumou o seu setor defensivo e o Atlético-PR cresceu de produção e bastaram alguns bons lances criados para conseguir chegar ao primeiro gol. Logo aos 5 minutos, Netinho passou por Patrício e avançou pela esquerda e cruzou na segunda trave, onde Julio César apareceu livre para completar de cabeça para o gol. Totalmente sem consciência e perdida após ter sofrido o primeiro gol, nossa Portuguesa não conseguia reagir e, em nova falha de marcação durante jogada aérea, viu o anfitrião marcar pela segunda vez, definindo o placar. Novamente Netinho cobrou falta pela esquerda e Antonio Carlos conseguiu desviar de cabeça, vencendo Sérgio.

Depois de construir o resultado que lhe garantia a fuga da zona de rebaixamento, o Furacão passou a se defender. Embora tentasse pressionar, nossa Lusa não conseguiu mostrar objetividade e poder de reação. Depois dos gols do Atlético, jogamos mais de 30 minutos dentro do setor defensivo do adversário e nossa equipe sequer levou perigo ao gol de Galatto. Deixamos a Arena na lanterna do campeonato.

Mais uma vez nossa Portuguesa não soube explorar a fragilidade do adversário, coisa que nossos adversários conseguem contra nós com certa facilidade. Nossa Lusa caiu diante de uma equipe tão limitada quanto a nossa. Apesar de melhor distribuída em campo e com maior posse de bola, assim como aconteceu nos jogos contra o Atlético-MG e Internacional-RS, pecamos pela falta de criatividade, pela falta de ousadia, pela falta de raça e pela falta de talento.

Desacreditados, respiramos por aparelhos. Infelizmente o nosso futebol é o reflexo de uma gestão equivocada e amadora. Nossa última esperança é o Canindé.

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