1971 • Lusa goleia em torneio amistoso

Caros amigos,
Neste fim de semana, a Portuguesa recebe o Goiás no Canindé na tentativa de dar um último suspiro nessa inglória fuga do rebaixamento. Para nós, torcedores, a única opção é torcer, torcer e torcer. Precisamos acreditar até o último segundo. Afinal de contas, ninguém quer voltar ao inferno da Série B.
O time esmeraldino vem a São Paulo sem pressão alguma, já que ocupa a sexta posição na tabela, com uma campanha incrível na segunda fase. A obrigação de vitória é da Lusa Veneno, e nesta situação não poderia ser diferente: qualquer adversário que fosse, teríamos que vencer da mesma forma.
Para tentar alegrar um pouco o ambiente, vamos ao início dos anos 70 resgatar uma goleada rubro-verde sobre o time goiano. Em janeiro de 1971, a Portuguesa disputou uma série de amistosos contra times estrangeiros em São Paulo. Entre os adversários, estavam Acadêmica de Portugal, Dínamo Bucareste da Romênia e CSKA Sofia da Bulgária. Em meio a tudo isso, a Rubro-Verde ainda achou tempo para disputar o torneio amistoso Oswaldo Teixeira Duarte, que homenageou nosso então presidente e foi disputado na cidade de Goiânia.
Naquela época, os amistosos e torneios de inter-temporada eram mais comuns e mais valorizados, pois colocavam frente a frente equipes de diferentes estados e países, para jogos sem muita pressão, e por isso mesmo, mais soltos. Nesse caso, tratava-se de um quadrangular que foi jogado entre os dias 17 e 20 de janeiro de 71 no estádio Pedro Ludovico, que naquele momento era o principal campo da capital goiana (o Serra Dourada só seria inaugurado alguns anos depois).
A estréia da Lusa no quadrangular foi justamente contra o Goiás, na tarde do domingo, dia 17 de janeiro. Uma prova de que a Lusa encarou com seriedade o confronto foi a escalação, que colocou em campo grandes jogadores lusitanos da época. Nosso esquadrão foi a campo com Orlando, Arenghi, Marinho Perez, Ulisses, Fogueira, Lorico, Luís Américo, Xaxá, Cabinho, Basílio e Piau, sob comando de João Avelino.
O resultado foi um incontestável 3 a 0. Os dois primeiros gols foram marcados pelo sempre oportunista Cabinho, e o terceiro permanece uma incógnita até hoje, já que os registros na imprensa não informam o autor do tento.
Na quarta-feira seguinte, a final foi disputada contra o Goiânia, e a Lusa foi a campo com escalação quase idêntica ao jogo anterior - a única mudança no time titular foi a entrada de Deodoro no lugar de Arenghi. O resultado foi uma vitória por 2 a 1 e o título. Nossos gols na final foram marcados por Roberto (que havia entrado no lugar de Luís Américo) e Cabinho (sempre ele…).
A seção “Sagas Lusitanas” tem como fontes principais de informação o Almanaque da Lusa, produzido pelos alunos de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, e o acervo do Museu Histórico da Portuguesa.
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