Formulário de Busca

Não existe solução fácil

ter, 02/03/10
por luiz filho |

O time em campo continua um horror. A derrota de sábado (e, principalmente, a atuação do time) foi para enterrar as esperanças de qualquer otimista. Caminhamos firmemente para mais uma campanha medíocre que nos deixará muito distantes de qualquer chance de disputa pelo título Paulista – realidade que se repete desde o início deste século, que já chega a uma década.

Mas eu tinha prometido ao Luiz Filho que escreveria sobre outros temas, fora do futebol. E cumprirei a promessa.

O assunto desta semana que será debatido neste Blog é polêmico e, desde já, sei que o que escreverei irá suscitar opiniões divergentes e críticas. Deixo claro que se trata da minha opinião estritamente pessoal, não necessariamente compartilhada em sua totalidade pelo Luiz ou por qualquer outra pessoa.

O tema é: mudança de nome.
Minha abordagem é: por que, neste momento, sou contra.

Antes de iniciar o debate sobre o assunto em si, um preâmbulo: não gosto e não acredito em soluções mágicas. Gosto muito de uma frase famosa, de George Bernard Shaw – “Para todo problema complexo existe uma solução clara, simples e errada”. Os problemas de nossa Portuguesa são grandemente complexos e parece reconfortante imaginar que a mudança de nome poderia representar uma solução clara e simples. Mas em minha opinião, tratar-se-ia de solução, senão errada, no mínimo insuficiente.

Não refutarei o argumento de que “se tivéssemos outro nome desde a década de 50, como Palmeiras, Cruzeiro e Vasco, poderíamos ter tido um destino diferente, pois nosso nome, muito excludente, serviu para afastar torcedores, principalmente no período em que a migração para SP era mais intensa”. De fato, acredito mesmo que se trata de um argumento verdadeiro – embora a análise contra-factual seja obviamente impossível.

O fato é: não estamos mais na década de 50. Nem no século XX, a propósito. O ano é 2010, os títulos que (não) ganhamos e os torcedores que (não) temos, aí estão. Essa é a realidade com a qual temos que lidar – e não uma realidade hipotética, caso o mundo tivesse sido diferente.

E na nossa realidade atual, são poucos os ativos “mercadologicamente relevantes”  de que dispomos.  Nossa torcida é pequeníssima (0,5% dos torcedores do estado de S. Paulo, segundo pesquisa recente, o que corresponde a aproximadamente 150.000 pessoas); nosso estoque de títulos, idem. E, principalmente, nosso desempenho recente é pífio: desde 2002, estivemos por 6 anos na série B do Campeonato Nacional (e nos dois anos em que estivemos na série A, fomos rebaixados) e não chegamos nem perto de disputar  nenhum título paulista ou da Copa do Brasil. Fomos, inclusive, rebaixados para a série A-2 do Paulista, algo inimaginável no meu período de infância – quando, a propósito, nossa torcida já era pequena e o debate sobre a mudança de nome já existia, talvez com maior propriedade.

Mudar o nome agora não alteraria essa realidade. Ao contrário, poderia inclusive afastar alguns torcedores – o que, no nosso caso, seria uma perda inestimável.

O ponto que defenderei neste texto, porém,vai um pouco além: creio que no atual (e desanimador) cenário, nossa ligação com Portugal é um de nossos poucos ativos e certamente o maior.

Nossos dois principais patrocinadores atuais – o Grupo Votorantim e o Banco Banif – estampam suas marcas em nossa camisa justamente por essa ligação.

Hoje somos poucos e pequenos (lamento escrever isso, mas lamento principalmente ter que reconhecer que acredito que essa é uma realidade indiscutível). Não seremos muitos e nem grandes num passe de mágica. Para crescermos, temos de investir em nossos pontos fortes. É nisso que eu acredito.

Na década de 50, fazia sentido discutir meios de atrair torcedores de fora da colônia. Hoje, a discussão é muito mais embaixo: como manter e trazer torcedores DE DENTRO DELA.

Somos um clube de raízes portuguesas, é indiscutível. Muitos de nós torcemos pela Lusa em função dessas raízes. Mas não conseguimos manter os filhos de portugueses como nossos torcedores. Mesmo portugueses que vêm agora de Portugal (conheço alguns, executivos de empresas portuguesas) – optam por outros times, ganhadores de títulos, dos quais eles próprios já ouviam falar em Portugal. Não é apenas um problema de nome. É muito mais do que é isso.

Não é que a Portuguesa de hoje, por ser demais portuguesa, deixe de ser uma opção para os não-portugueses. A Portuguesa de hoje não é uma opção óbvia sequer para os portugueses.

Para concluir, não creio, obviamente, que conseguiremos crescer baseando-nos nesses torcedores imigrantes. Vejo-os apenas como nosso “mercado óbvio” – e mesmo óbvio, que não conseguimos atingir.

Não existe solução fácil. A solução difícil é uma reconstrução, que nos gere novamente ORGULHO de nosso clube. E que passa, necessária e obrigatoriamente, por uma melhora DENTRO DO CAMPO, que é onde a Portuguesa se construiu e de onde ela se poderá reconstruir.

Portugal é um país maravilhoso, cuja imagem no Brasil é muito pior do que a realidade. Nossa meta deveria se construir uma Portuguesa que melhore essa imagem. ORGULHO é mesmo a palavra.

O texto já ficou enorme e, obviamente, está longe de esgotar o assunto. Voltarei a ele em futuro próximo.

» P.S. 1: Não gosto do nome “Luso” para definir o torcedor da Portuguesa. Desde criança, sempre achei estranho quando me perguntavam “o que eu era” e eu dizia luso – que, afinal, é sinônimo de português (o que eu adoraria ser, mas não sou). Gostaria que tivéssemos um “nome de torcedores”.

» P.S. 2: Gosto do Leão como nosso mascote. Meu pai, a propósito, era sportinguista fanático e eu, obviamente, herdei essa simpatia pelos lagartos de Alvalade. Mas, conversando com alguns portugueses recém-chegados notei, principalmente entre os benfiquistas, alguma resistência a assumir como mascote o símbolo de um rival. Qual a solução para isso? Deixo para as pessoas de marketing. Mas acho que poderíamos trabalhar mais com outros símbolos além do Leão. Por exemplo, Águia e Dragão.

:: Zé Mauro escreve semanalmente para este Blog!

.

___
Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!

Participe da PROMOÇÃO: http://www.tudosobrealusa.com.br/
.
Siga o Blog pelo TWITTER: http://twitter.com/blogdalusa.
.
Vídeos da Lusa no YOUTUBE:
http://www.youtube.com/BlogdaLusa
.
Seu comentário não foi publicado? Saiba porquê.

Vai pra cima deles, Lusa!

sex, 19/02/10
por luiz filho |

Quando o Luiz me convidou para escrever aqui no blog, ele demonstrou a expectativa de que eu abordasse outros temas além do futebol.

Cheguei a rascunhar algumas linhas sobre minha opinião em relação à mudança de estatuto e ao (infinito) debate sobre a mudança de nome do clube, mas o futebol acaba sempre predominando. Seja após uma derrota sofrida ou uma vitória animadora, o time em campo é sempre o assunto mais importante.

Não, não vou comentar o jogo contra o Oeste. Acho que o post do Luiz e os comentários dos colegas já encerraram o assunto. Ganhamos, não fomos brilhantes, tivemos pontos positivos (como a boa produção do Luiz Ricardo, os bons momentos do Athirson, o raro gol a nosso favor no último minuto e o respeito dos jogadores com a torcida ao final do jogo) e outros negativos (como a nossa costumeira desorganização tática, o festival de passes errados e a insistência com um jogador de 100 kg, que até apresenta algumas qualidades, mas apenas nos 15 ou 20 minutos em que tem condição física para jogar).

Meu foco é o próximo jogo, contra o Paulista. Depois de obter uma vitória fora, enfrentar agora em casa um adversário posicionado próximo à Zona do Rebaixamento deveria ser tudo o que poderíamos querer para vencer, embalar no campeonato e voltar a disputar uma vaga no grupo dos 4 que se classificam para a semi-final. Mas…

Sempre é bom lembrar: na sua atual passagem pela Portuguesa, o aproveitamento de Vagner Benazi em jogos no Canindé é de apenas 33,3% – ou seja, 6 pontos obtidos em 18 disputados, resultantes de apenas uma vitória, três empates e duas derrotas. No atual campeonato Paulista, o aproveitamento é ainda pior, de 11,1% (um empate e duas derrotas).

Minha avó já dizia: se conselho fosse bom, não se dava. Vendia-se. Mas como a intenção é boa, vou honrar o nome da coluna (“Conselho de Lusitano”) e mandar um para o nosso treinador: mande o time atacar!

Não importa se prefere armar o time com 3 zagueiros ou com 3 volantes, ou com 3 zagueiros e 3 volantes. O jogo é em casa, o adversário é mais fraco do que nós, então vamos jogar para ganhar BEM. Coloque nossos meias e atacantes para marcarem a saída de jogo deles (que eu me lembre, a última vez que nosso time fez isso em um jogo no Canindé foi no campeonato brasileiro da série B de 2007 contra o Barueri e o primeiro tempo do jogo acabou 5X0 pra nós). Não arme o time para ficar trocando bola, esperando uma oportunidade fortuita ou um lance de bola parada para ganhar o jogo por 1X0. Se podemos ganhar de mais, por que se satisfazer com menos? Não dê sopa para o azar, corra atrás da sorte.

Podemos ganhar bem. Temos time para ganhar bem. Precisamos ganhar bem. Somos o time grande em campo. Vamos jogar como tal.

:: Zé Mauro escreve semanalmente para este Blog!

.

___
Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!

Siga o Blog pelo TWITTER: http://twitter.com/blogdalusa
.
Vídeos da Lusa no YOUTUBE: http://www.youtube.com/BlogdaLusa
.
Seu comentário não foi publicado? Saiba porquê.

Em crise com o Canindé!

qua, 03/02/10
por luiz filho |

Amigos,

Dois jogos seguidos no Canindé. Duas derrotas. Quem foi ao jogo contra o Mogi Mirim já sabia o que deveria esperar contra o Botafogo, pois  a derrota de quarta-feira não havia sido um acidente. Mas sim, resultado de um time sem nenhum poder ofensivo, que não sabia atacar quando o jogo estava empatado e sabia menos ainda quando ficou em desvantagem.

Neste post vou me utilizar de meus dotes como economista para fazer uma análise do desempenho do nosso time nos últimos meses. O instrumental usado é baseado em algo que os economistas adoram: estatística.

Vagner Benazi assumiu como técnico da Portuguesa na 21ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B de 2009. Desde então, foram 23 partidas (já incluídas as disputadas pelo Paulistão), com 12 vitórias, 5 empates e 6 derrotas. Uma boa campanha, sem dúvida, que garante um aproveitamento de 59,4%.

Desses 23 jogos, 11 foram fora de casa. Neles, tivemos 7 vitórias , 1 empate e 3 derrotas. Uma campanha excepcional, aproveitamento de time campeão, de 66,7%.

Em casa, foram 12 jogos. 4 em Barueri, 3 em Mogi Mirim e 5 no Canindé, com 5 vitórias, 4 empates e 3 derrotas – e um aproveitamento razoável  (tratando-se de jogos em casa) de 52,8%.

Dos jogos disputados em casa, o aproveitamento em Barueri foi de 58,3% (2 vitórias, um empate e uma derrota),  em Mogi Mirim  de 77,8% (2 vitórias e um empate) e no Canindé de 33% (uma vitória, contra o ABC rebaixado no sufoco por 1×0, dois empates e as recentes duas derrotas).

Pois bem: devemos, então, jogar em Mogi Mirim?

NÃÃÃÃÃO. O Canindé é a nossa casa e temos que saber jogar nele. Nosso aproveitamento fora de casa é de time campeão, mas me parece que a preparação defensiva que nos torna eficientes em jogos longe de casa, nos prejudica no Canindé. Simplesmente, não sabemos atacar.

E é no Canindé que precisamos ganhar! É evidente que é bom ganhar fora, mas vencer em casa é fundamental. É no Canindé que vamos com nossos pais e levamos nossos filhos. É lá que mantemos nossos torcedores e podemos atrair novos. Em casa, temos que mandar!

Há muita especulação em torno dos motivos que nos levam a ir mal em casa. Desde razões objetivas (como o tamanho do campo) a subjetivas (como maldições, etc).  Pra mim, é uma questão de esquema de jogo que é bom para defender, mas ruim para atacar. Talvez até porque se treine bem mais uma coisa do que outra.

Ah, e apenas como referência: todo mundo lembra (pelo menos os mais velhos, como eu) do tempo do Candinho, em que passávamos longos meses sem perder no Canindé. Mas nossa rotina de mandante forte não é tão longínqua assim: no ano passado, com o Bonamigo, a Lusa jogou 13 partidas no Canindé (5 jogos pelo Paulista e 8 pelo Brasileiro da série B).  Foram nada menos que 9 vitórias, 2 empates e apenas 2 derrotas. Um aproveitamento espetacular, de 74,4%, que quase nos colocou nas semifinais do Paulista. E o curioso é que depois da 2ª derrota o Bonamigo foi demitido…

:: Zé Mauro escreve semanalmente para este Blog!

.

___
Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!

Siga o Blog pelo TWITTER: http://twitter.com/blogdalusa
.
Vídeos da Lusa no YOUTUBE: http://www.youtube.com/BlogdaLusa
.
Seu comentário não foi publicado? Saiba porquê.

Pagou. Levou!

sáb, 30/01/10
por luiz filho |

Amigos,

No post que escrevi logo após o jogo contra o Mogi Mirim, disse que achava que o Nilson deveria ter sido escalado, pois na Copa S. Paulo “impressionou bem a torcida, mostrou qualidade e, principalmente, é disparadamente o que se encontra em melhor ritmo de jogo entre os nossos atacantes”.

Empresário pagou a multa e levou Nilson pra longe do CanindéPois bem: o Nilson não jogou, a Portuguesa perdeu, o Dinei teve mais uma atuação ridícula, já o garoto revelado pela nossa Lusa arrumou um empresário que comprou o seu passe (R$ 1,5 milhões) e foi embora do nosso clube – onde estava DESDE OS 12 ANOS.

Culpar a Diretoria? Acho que não é o caso. Todo mundo já percebeu que a Lei Pelé é boa para empresários e advogados e ruim para os clubes. É simplesmente impossível fazer contratos longos com todas as potenciais revelações – e ficar pagando salários altos por vários anos para os que não vingarem. Empresário esperto chegou com o dinheiro, levou. É a regra que a lei impõe.

Mas fica uma lição: esqueçamos essa história de “não queimar” o jogador. No futebol de hoje em dia, não existe mais jovem inocente – porque atrás dele há pelo menos um advogado e um empresário, que não são jovens e muito menos inocentes. Não é o caso de ser bonzinho com ninguém.

O jogador quer e precisa (por pressão do seu staff) aparecer logo. Se não lhe dão chance, vai embora (vejam o caso do Oscar, no SP, que é igual). Nesse caso, vale a lei da selva: vai pro campo. Se for bom mesmo, mostra e se destaca. Se for ruim (ou fraco de cabeça), se queima e está fora.

ANOTAÇÃO DO LUIZ FILHO: O empréstimo do atacante Dinei para o time do Ceará ainda não foi concretizado. O jogador treinou com o elenco na manhã deste sábado, mas foi cortado dos relacionados que enfrentarão o Botafogo, amanhã no Canindé.

:: Zé Mauro escreve semanalmente para este Blog!

.

___
Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!

Siga o Blog pelo TWITTER: http://twitter.com/blogdalusa
.
Vídeos da Lusa no YOUTUBE: http://www.youtube.com/BlogdaLusa
.
Seu comentário não foi publicado? Saiba porquê.

Viciados em tropeçar…

qua, 27/01/10
por luiz filho |

Amigos,

Na semana passada, quando escrevi  meu primeiro post, éramos líderes, invictos e 100%. Hoje, quanta diferença!

Chega a desesperar a repetição pela enésima vez da mesma trágica situação: começamos a rodada vice-líderes, o líder já havia sido derrotado em jogo anterior e precisávamos apenas da vitória em casa contra um adversário inexpressivo. Perdemos por 1 a 0 contra o Mogi Mirim. Desperdiçamos o clima positivo gerado pelos bons resultados anteriores, pelo sucesso do lançamento da camisa número 3, pelo anúncio de um grande patrocinador.

Estamos viciados em tropeçar nas próprias pernas. Transformamos o que poderia ser uma festa no próximo domingo num jogo tenso, em que a vitória é fundamental e o clima entre nós torcedores é de absoluta e justificada desconfiança.

Repito a principal frase do post anterior: Ficamos fora da série A  por culpa de nossos próprios erros. Trocas infelizes de técnicos, interdição do Canindé e, principalmente, um time que era bom, mas cujas atuações sempre se ajustaram aos adversários – jogando bem contra os fortes e jogando mal (e perdendo pontos injustificáveis) contra os mais fracos.

Infelizmente, parece que não aprendemos nada.

Pior do que a derrota, sem dúvida foi a qualidade da apresentação. Para quem não acompanhou o jogo, informo: a vitória do Mogi Mirim foi mais do que justa e se algum time mereceu fazer outro gol, não foi o nosso. Vimos uma Portuguesa lenta, passiva, completamente desorganizada e sem nenhum poder ofensivo – principalmente no segundo tempo, quando não tivemos rigorosamente nenhuma chance de gol.

Não sou fã e nem crítico contumaz de nosso treinador. Tento ser o mais isento possível. Mas a dificuldade que ele enfrenta para armar o time quando necessita jogar ofensivamente me parece indiscutível e preocupante.

Para encerrar: o pior de tudo foi, ao entrar no meu carro, ouvir o repórter que estava cobrindo o jogo do Santos dizer que a goleada peixeira contra o Barueri (5×0) havia sido construída após a entrada do Allan Patrick no lugar do Paulo Henrique Ganso. Allan Patrick, para quem não sabe, foi o principal destaque do Santos na Copa S. Paulo. Foi o seu terceiro jogo seguido em 5 dias.

Desde antes da nossa eliminação da copinha, contra o Palmeiras, venho defendendo que o Nilson seja escalado no ataque até que El Grillo e Luis Carlos tenham condições (legais e, principalmente, físicas). Jogador que impressionou bem a torcida, mostrou qualidade e, principalmente, é disparadamente o que se encontra  em melhor ritmo de jogo entre os nossos atacantes – vários deles, a propósito, alguns quilos acima do peso.

Talvez para não queimá-lo, a opção foi por deixá-lo de fora e manter o Dinei. Acho uma preocupação até justa – mas acredito em algo diferente: se o jogador é bom, colocá-lo para jogar não o queimará. Se é ruim, em contrapartida, mesmo que entre na melhor hora, vai decepcionar.

Não tenho condição de afirmar que com o Nilson teríamos jogado melhor. Mas posso, sim, defender com convicção que não teríamos jogado pior. Simplesmente porque não seria possível.

Que a melhora e o aprendizado com as lições passadas venham rápido, já no próximo domingo.

:: Zé Mauro escreve semanalmente para este Blog!

.

___
Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!

Siga o Blog pelo TWITTER: http://twitter.com/blogdalusa
.
Vídeos da Lusa no YOUTUBE: http://www.youtube.com/BlogdaLusa
.
Seu comentário não foi publicado? Saiba porquê.

Aprendendo com lições passadas

sáb, 23/01/10
por luiz filho |

Pessoal,

É um prazer participar desta Casta Portuguesa e agradeço ao amigo Luiz Filho pelo convite. É muito bom começar o ano de uma forma tão otimista como está sendo para nós, lusitanos.

Hoje enfrentaremos o Bragantino, às 19h30, lá em Bragança. Até lá, continuamos líderes, invictos, isolados, 100%. Sem dúvidas, um início de ano bem diferente dos anteriores.

Há razões para otimismo. Embora eliminado da Taça S. Paulo, nosso time mostrou muitos jogadores com potencial, o que não acontecia desde a geração de Diogo, Leonardo e Joãozinho. O acerto do patrocínio com a Votorantim foi uma boa surpresa e o lançamento da terceira camisa foi um sucesso, o nosso Departamento de Marketing merece, sim, os parabéns.

A estreia com vitória de virada contra o S. Paulo foi importantíssima. E, principalmente, temos a impressão de que nosso time para este ano está bem montado.  Contratamos bem (trazer de volta o Marcos Paulo e o Athirson foram decisões acertadas e espero que  bem-sucedidas) e mantivemos uma base que precisava de ajustes mas era boa.

Como disse o Renato, surgem sinais de que o esquema Benazzi tenha se aproximado mais da ofensividade. Esperemos que sim – creio que seja a melhor forma de reduzirmos as dificuldades que enfrentamos em casa contra times pequenos.

Mas é na hora em que há motivos para otimismo que mais se justificam os alertas para que erros passados não se repitam. Nosso time é bom e parece, hoje, o melhor que disputará a Série B. Mas nossa campanha no ano passado mostrou que apenas um time melhor não é suficiente. Alguém acha que Ceará, Atlético-Go e Guarani  tinham times melhores do que o nosso?

Ficamos fora da série A (pelo menos se não se confirmarem as promessas de nosso Presidente) por culpa de nossos próprios erros. Trocas infelizes de técnicos, interdição do Canindé e, principalmente, um time que era bom, mas cujas atuações sempre se ajustaram aos adversários – jogando bem contra os fortes e jogando mal (e perdendo pontos injustificáveis) contra os mais fracos (só pra lembrar, ABC, Campinense, Duque de Caxias, Juventude, etc. ah, e até o Icasa!)

O papel da Diretoria de Futebol não se resume à montagem, mesmo que bem feita, do time. É preciso cuidar, durante todo o ano, para que o melhor time realmente jogue como o melhor. As falhas em 2009 talvez tenham sido motivadas até mesmo por excesso de confiança. Que não se repitam em 2010.

Boa sorte e um muito feliz 2010 pra nós.

:: Zé Mauro escreve semanalmente para este Blog!

.

___
Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!

Siga o Blog pelo TWITTER: http://twitter.com/blogdalusa
.
Vídeos da Lusa no YOUTUBE: http://www.youtube.com/BlogdaLusa
.
Seu comentário não foi publicado? Saiba porquê.


Formulário de Busca


2000-2010 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade