Enéas: O Gênio que dormia em campo

Enéas possuía um futebol da mais absoluta técnica e habilidade. Meio campista atacante, foi um dos melhores jogadores da história da Portuguesa de Desportos e um dos melhores já produzidos pelo futebol brasileiro em sua história. Inteligentíssimo, jogava futebol com extrema facilidade e sabedoria. Sua ginga de corpo era eletrizante e de um genuíno sambista de morro. Seu futebol lembrava Martinho da Vila no samba.
Ótimo nos dribles secos e fintas curtas, aprimoradas no tempo em que jogava futebol de salão. Enéas foi lapidando seu futebol com o passar dos anos, chegando a ser um dos melhores jogadores do mundo.
Goleador que tinha grande facilidade para abrir clarão na zaga adversária, com seus dribles curtos e em ziguezague. Ele era o grande esplendor. Trocava de pé, lançava, tocava, tudo feito com a máxima sutileza possível.
Perfeito em bater na bola e deslocar o goleiro adversário, sabia como, quando e onde descobrir o espaço escondido pela marcação para meter o gol. Entrava na área sempre com habilidade, nunca com força de trombador.
Frio e calculista, seu futebol desenvolvia novas tecnologias e conhecimentos. Tão craque e tão artista, que descrevia com a pelota as condições sob as quais um fenômeno ocorre. E ele conseguia estabelecer total controle sobre os fenômenos.
Vê-lo jogar era como ter verdades, evidências e garantias de que o jogo teria diferenças e inovações. Um ponta-de-lança com grande poder de idéias e artifícios.
Quando inventava dribles, ele trazia um potencial de mudanças na conceituação do futebol, nas relações do gênero, nos laços míticos e na própria transformação de todas as realidades adjacentes e heterogêneas.
Amor pela Portuguesa
Na Portuguesa de Desportos, o nosso saudoso Enéas, jogou 376 jogos e anotou 179 gols, sendo Campeão da Taça São Paulo 1973 do Campeonato Paulista do mesmo ano e da Taça Governador do Estado em 1976.
Um jogador que sabia evitar o corpo-a-corpo inútil e estúpido. Cracaço maneiro, matreiro e resvaladiço.
Sua técnica refinada era sempre uma garantia de belos gols e de jogadas do mais alto nível. Um atleta que carregou o time da Portuguesa nas costas, durante toda sua estada no Canindé. Quando estava em dia inspirado, brilhava tanto que superava e ofuscava a grandes craques de outros times como: Rivelino, Pelé, Zico, Pedro Rocha, etc. E isso aconteceu inúmeras vezes.
Enéas era o Príncipe que fazia o Rei Pelé lhe prestar tributo, aplaudí-lo e admirá-lo. A camisa da Portuguesa de Desportos fazia parte de seu corpo. Ele amava as cores vermelhas, verde e branca da Lusa.
Enéas foi um Rei negro, com sangue azul e com a nobreza e a majestade que só os reis possuem e não perdem jamais.
E quando a pelota estava sob seu total domínio, exercia uma variação impressionante de fórmulas artísticas e literárias, preludiando o sonho do gênio e sua vocação no quadrilátero verde.
Ele foi o Brasil narcísico, carnavalesco, autônomo, vencedor e com idéias próprias. Craque tipicamente brasileiro que nunca sujeitou-se à cultura futebolística estrangeira, sempre adotando uma metodologia criativa específica, que objetivava uma liberdade sem apegos e sem atavismos. Um jogador que dava sabor ao passe e ao toque de bola.
Contratado em 1980 pelo Bolonha da Itália, atuou também pela Udinese. Na sua repatriação atuou pela S.E. Palmeiras, jogou pelo Central de Cotia da terceira divisão Paulista, Desportiva Capixaba, etc.
Enéas assentava a poeira da emoção desmedida com o seu talento calmo e goleador. Jogador que sozinho decidia partidas e deixava o estádio inteiro deslumbrado com suas jogadas. Sempre requisitado, atuou pela Seleção Paulista, pelo combinado Rio-São Paulo, pela Seleção Olímpica e também pelo selecionado brasileiro em uma época recheada de grandes jogadores.
Um dos maiores ídolos da história rubro-verde
O seu futebol lúcido e fantástico era uma mistura de ópera-rock, salsa, merengue, jazz, blues e samba canção ao sabor de lasanha e espaguete. Um luxo. Seu futebol era tão belo que lembrava os quadros do pintor brasileiro Di Cavalcanti.
Enéas veio a falecer no dia 27 de dezembro de 1988, em decorrência de um acidente automobilístico.
Um homem querido, amigo, alegre, simples e bondoso. Um dos maiores ídolos da história da Portuguesa de Desportos e um dos maiores pontas-de-lança da história do futebol brasileiro em todos os tempos.
Um mito, um “Príncipe Negro” que amou e sentiu o futebol como nenhum outro.
Enéas foi o principal plano de Deus para que nós amassemos o futebol e fizéssemos dele nossa razão de viver e sonhar. — Texto: Luciano U. Nassar —
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Curiosidades do Craque
Enéas também foi precursor desse tipo de atleta que não gosta de treinar, que “dorme” em campo e que adora a noite, a bebida e as mulheres. Conta Sílvio Moredo, ex-diretor da nossa Lusa, que, durante uma partida contra o Santa Cruz, em Recife, Enéas fez de tudo para ser substituído ainda no primeiro tempo. Cinco minutos após descer para o vestiário, já estava na arquibancada de banho tomado e acompanhado por três garotas. “Ele tinha combinado com elas antes da partida. Dei-lhe um sermão no ônibus”, disse Moredo.
Badeco, ex-colega na Portuguesa, ressalta que as melhores qualidades de Enéas eram o drible curto e a capacidade de advinhar o principal defeito de seus marcadores quando partia em direção ao gol. Assim, sempre driblava em cima da “perna ruim” do adversário. “Eu dizia que ele devia explorar mais esse potencial, mas nunca gostou de treinar. Ele respondia: ‘-Ah, deixa pra lá. Vamo tomar uma cervejinha!’. E ia mesmo”, lembra Badeco, rindo. Pois, quando conseguiu ir para a Itália, em 1980, Enéas se viu privado de todas as facilidades e fez as malas em menos de um ano, mesmo com proposta vantajosa da Udinese. Decisão errada: assinou às pressas com o Palmeiras, que passava por um dos piores períodos de vacas magras.
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Já são 20 anos sem o nosso Gênio que dormia em campo, mas que quando acordava era o pesadelo dos nossos adversários. É sempre bom recordar um grande craque como Enéas.
Vale a pena conferir!
O escritor Luciano Ubirajara Nassar está lançando o livro “Rei Enéas, um gênio esquecido”, que conta a história do nosso eterno craque. O lançamento oficial acontece no dia 27/09 (amanhã), no Bar do Elias (Rua Caraíbas, 224, São Paulo), das 15 às 19hs.
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Manuel H.M. Moreira | Dom, 28/09/08 | 15:37
Sabado ,cheguei ao bar do Elias antes do autor,fui o primeiro a comprar um exemplar.Recomendo à todos pois faz bem a alma daqueles que viram Enéas jogar e a todos que apreciam a arte do futebol.O livro fala um pouco da nossa história e nos coloca num patamar elevado ao lado dos grandes clubes brasileiros . Luciano palmeirense sim ,mas apreciador da arte do futebol ,independentemente de clubes…Pena não ter ficado para conhecer o Antonio Carlos e o Wilson Lopes…Fica para uma outra oportunidade…
Willian | Sáb, 27/09/08 | 20:13
Se essa é a escalação do Estevam (André Luis; Ediglê, Bruno Rodrigo e Erick; Patrício, Rai, Gavilán, Preto e Athirson; Edno e Jonas),
então ele vai jogar na retranca!
Vai sobrecarregar o Preto na armação, esperando um contra-ataque rápido e mortal! Mas tem alguns problemas:
1- Nossa defesa não sabe sair jogando
2- Quando apertada, a defesa entrega
3- Esperar jogadas de linha de fundo com os laterais, ambos na faixa dos 30 anos, só se for no primeiro tempo.
4- O Edno não é um jogador veloz
5- Sou mais o Dias que o Gavilán
6 Quem vai jogar “em cima” do Kleber Pereira, Erick, Raí ou Gavilán?
Bem, os 11 que entrarão em campo e os demais no decorrer da partida terão meu apoio!!
Antonio Carlos | Sáb, 27/09/08 | 18:12
Caros
Caro Luiz obrigado pela dica,acabo de voltar do Bar do Elias com meu volume do Rei Enéas embaixo do braço.Bati um belo papo com o Luciano,que é muito simpático,mas…..palmeirense.Valeu!
Wilson Lopes | Sáb, 27/09/08 | 17:03
Turma, já adquiri o meu exemplar!
Esta muito bom. Um trabalho jornalístico elogiável.
Vejam essa passagem :
” Enéas representava e simlolizava a força da Portuguesa de Desportos e isso magoava muita gente .”
O tempo passou, mas muitas coisas permanecem como atuais.
herminio fernandes | Sáb, 27/09/08 | 14:32
edigle…gavillan…de novo vc ta de brincadeira estevao… so falta o ca e o washington…assim fica dificil
joão lopes | Sáb, 27/09/08 | 14:23
Sensacional seu comentário Luciano MAM. Lendo-o, me fez recordar muitos instantes maravilhosos de jogos e jogadores que fazem parte na nossa grande história. Como alguém disse temos poucos títulos, mas fazemos parte da grande história do futebol brasileiro. Luciano MAM, você esqueceu alguns beques “delicados” daqueles tempos, por exemplo o Pedro Paulo, Darcy Menezes e Fontana (todos do Cruzeiro).
herminio fernandes | Sáb, 27/09/08 | 14:15
CRAQUES…GOLS….PAIXOES….LEMBRANÇAS….UM JOGO NA VILA BELMIRO,CONTRA O SANTOS DE PELE…QUARTA A NOITE..PRIMEIRO TEMPO SANTOS 3 X O…SEGUNDO 3 X 3….TRES GOLS DE ENEAS..A TORCIDA LUSA EM EXTASE…E ERAM PELO MENOS UNS 2500 TORCEDORES DA LUSA EM SANTOS…E ACABOU A LUZ APOS O TERCEIRO GOL DELE AOS 28 MIN…..DOCES LEMBRANÇAS…DOCES MOMENTOS DE UM CRAQUE….APENAS DA BOLA.
jose alberto | Sáb, 27/09/08 | 14:13
Luiz, ja vi muita coisa acontecer com a lusa, vai colocar o F.Carvalho em campo com base em liminar, que a lusa escapa e cai times do Rio de Janeiro(vasco e Flu) ou atl. Mineiro e mesmo o Santos a CBF arruma um jeito de derrubar a liminar e nos dançamos, por favor apure isso se puder.
Antonio Carlos | Sáb, 27/09/08 | 08:46
Caros
Caro Luciano MAM,vc acertou,estava morrendo de rir.Muito bom seu comentário.Enéas jogava como vc descreveu corria em direção ao gol adversário reto como flecha.Lembra do gol que ele marcou contra o Corinthians,na reta final para o título de 73?Eu não esqueço a cara do Zé Maria,olhando para a defesa do Corinthians e não entendendo o que havia ocorrido.Jogo difícil,decidido pelo Enéas num contra-ataque fulminante.Maravilhoso.
Luciano ,Forlan e Chicão,deu até dor nas canelas só de lembrar.Luciano,vc esqueceu do Rondinelli.
Abs
Luciano MAM | Sex, 26/09/08 | 20:34
Acompanho futebol desde menino (copa de 1970), e nos estádios em que frequentei somente Pelé era mais difícil de marcar do que Enéas, não tenho a menor dúvida. Pelé era imprevisível e mais habilidoso, mas as arrancadas de Enéas em direção ao gol eram sensacionais. Enéas não era um malabarista, era um predador. Trazia a bola em alta velocidade, mas não usava a ginga de um Dener ou a pedalada de um Robinho, ele partia pra cima do adversário em linha reta, a bola tirava fina do pé de apoio do beque, que ficava pra trás como um lutador nocauteado. Ele não se apavorava, chutando de longe pra se livrar logo da bola; poucos foram seu gols de fora da área. Suas arrancadas mortais geralmente ingressavam na área pelos flancos, e o chute cruzado era inapelável.
Os grandes jogadores da década de 70 em SP eram os meias-armadores, como Ademir da Guia, Rivelino, Pedro Rocha, Dicá. O grande atacante do futebol paulista nesse período, depois de Pelé, com toda certeza foi Enéas.
Tivesse Enéas o profissionalismo e a dedicação de Zico e certamente teria sido o maior jogador de sua geração, posto que pra mim pertence ao próprio Zico. Enéas era um grande talento, abençoado com uma constituição física privilegiada. Se tivesse mais força de vontade teria sido outro Pelé; se perdia na técnica, certamente ganhava no porte físico, um jogador veloz e finalizador com mais de 1,80m de altura.
Enéas jogou num tempo em que jogador não usava chinelinho, usava botinha de esparadrapo. Num tempo em que jogador só ficava de fora se quebrasse a perna ou tivesse uma distensão das bravas. E jogou muitas vezes com botinha pra proteger os tornozelos machucados, porque os beques sabiam que Enéas acordado só era parado na botinada ou na bala. Naquela época não tinha suspensão de cartão amarelo, e reinavam os Paranhos, Arlindo, Chicão, Arouca, Zé Eduardo, Forlan, Moisé, Renê, etc.. Quando ouço alguém dizer que o Dias e o Preto são violentos dou até risada. Aposto que o Antonio Carlos também está rindo agora.
Antonio Carlos | Sex, 26/09/08 | 20:30
Caros
Dois episódios pitorescos que eu lembro envolvendo Enéas.O primeiro aconteceu no Pacaembú,numa quarta-feira à noite.Não lembro contra que jogávamos.Enéas estava no ínicio de carreira.Não jogou nada no primeiro tempo e foi substituido no intervalo.No segundo tempo nada,era aquele jogo irritante em que nossa lusa não se encontrou em campo.Saí do estádio irritado,antes do apito final,e fui andando pelas gerais do Pacaembú,partindo do meio de campo para sair pela entrada principal do estádio.Eu irritado levando pela mão minha namorada na época,uma palestrina que assistia todos os jogos da lusa.Ela estava muda,pois tinha uma noção de como estava meu espírito.Atrás do gol nas arquibancadas estava sentado o Enéas com 4 companheiros.Ele me olhou com cara de pastel.Então eu lhe disse algo do gênero” Poxa,que aconteceu com vc hoje?”Ele não respondeu,continuou a olhar com cara de pastel,virou para o gramado e continuou assistido a partida como se nada tivesse acontecido.Este era Enéas,quando desligado parecia estar em Marte.
Outro episódio.Tb no Pacaembú,acho que contra o Santos.Tínhamos um torcedor folclórico,que assistia todos os jogos grudado num rádio relativamente grande que ele colocava no ombro.Passava o jogo todo falando em voz baixa,Vai Enéas…Vai Enéas…Seguindo o lance.Quando Enéas perdia a bola ele dizia tb em voz baixa,Vai para a pqp.Era muito engraçado.
Uma coisa legal que ocorreu naquele jogo do tira teima em relação ao título dividido com o Santos,foi ver a reação da nossa torcida que levou uma faixa escrita “Enéas seleção”,e a colocou nas gerais próximo ao portão principal.A lusa entrou em campo,e como eu estava nas numeradas,deu para ver bem o atleta se encaminhando para nossa torcida,e se aproximando do alambrado para agradecer.Foi emocionante.Alguns de vcs devem lembrar disto.
Temos poucos título,mas grandes histórias para contar.
Salve Enéas.Salve Portuguesa.
Alexandre | Sex, 26/09/08 | 19:10
Luzitanos, boa noite.
Eu fui um dos agraciados que viram o Enéas jogar. Meu avô me levava ao Canindé quando ainda pequeno mas não muito(faz tempo) para ver os jogos aos domingos de manhã.
O Enéas era tão genial que passava as vezes 80 minutos dormindo no meio de campo e sendo xingado pela torcida (o chamavam de morto, lerdo, etc). De repente numa explosão, fazia valer o ingresso daquele e de pelo menos mais uns cicnco jogos que viriam. Foi o único jogador que conseguia ser vaiado e depois ovacionado em um mesmo jogo. Foi com certeza um dos maiores jogadores da nossa Lusa em sua história. Como disse um outro lusitano em seu comentário, o Robinho por exemplo, perto dele lhe serviria de engraxate de chuteiras.
Grande abraço a todos!
E Domingo…. madeira neles LUSA!!
TOMZÉ FONSECA | Sex, 26/09/08 | 18:56
MEU CARO ANTONIO CARLOS, TAMBÉM TENHO DÚVIDAS SE O ENÉAS ERA OU NÃO UM APAIXONADO PELAS NOSSAS CORES, MAS FOI COM NOSSA CAMISA QUE ELE CHEGOU À SELEÇÃO BRASILEIRA, FOI COM ELA QUE FOI CONTRATADO PELO FUTEBOL ITALIANO, QUANDO SÓ OS BONS E CRAQUES IAM PARA LÁ, NÃO ESSE MONTE DE QUALQUER COISA E PERNA DE PAU DE HOJE. FOI POR CAUSA DELE QUE ME TRANSFORMEI EM TORCEDOR DA LUSA. FOI ELE QUE EU VI HUMILHAR O CORINTHIANS NO PACAEMBU NA GOLEADA DE 5XO. FOI COM ELE QUE NÃO TEMÍAMOS OS GRANDES DA CAPITAL E VENCÍAMOS COM AUTORIDADE TODOS ELES. ESTAREI LÁ MANHÃ PARA BUSCAR O MEU LIVRO DO GRANDE CRAQUE QUE CRIAMOS E DEMOS AO MUNDO DA BOLA. OLHA QUE É DIFÍCIL VER O LEÃO REVERENCIAR ALGUM JOGADOR, MAS SUA FRASE É LAPIDAR E ELE FALA AQUILO COM EXTREMA SINCERIDADE, QUE O ESPÍRITO DE UM ENÉAS “ACORDADO E LIGADO” BAIXE EM NOSSOS JOGADORES, PRINCIPALMENTE JONAS E EDNO, E OS FAÇA MARCAR GOLS QUE NOS LIVREM DO REBAIXAMENTO. VALE ATÉ GOL ESPÍRITA COMO SÓ ELE SABIA FAZER E ME RECORDO UM ESPECIAL SOBRE O VALDIR PERES NO PARQUE ANTARCTICA SOB O COMANDO DE OSVALDO BRANDÃO.
VIVA ENÉAS, VIVA A LUSA!!!!!!!!!!!!!!!
Manuel H.M. Moreira | Sex, 26/09/08 | 18:53
Carlos ,te emocionas? Então emocionas!
Antonio Carlos | Sex, 26/09/08 | 18:52
Caros
Meus caros Maurício e João Lopes,eu tb estou muito preocupado com esta situação polêmica envolvendo a liberação do Fabrício
Carvalho.Valorizar uma liminar da justiça do trabalho é perigoso.Se esta liminar cai estamos ferrados.Principalmente como vcs apontam,pela situação precária de Vasco e Fluminense.O mais triste nisto tudo é que estamos preocupados pela total falta de confiança que temos nas instâncias da nossa lusa.
Caro Wilson Lopes,eu faria uma marcação “especial” no Kléber Pereira,colocaria o Eric em cima dele.Honestamente acho que o Estevam disse que não faria tal marcação para iludir o treinador santista.Acredito que ele montará um esquema bloqueando o centro-avante santista.O Lusitano comentou no post anterior que deverámos entrar com Wilton Goiano para prender o Kléber.Acho que ele tem razão,Como ele aponta,e eu concordo, o Patrício pode redimir o Kléber,pois não marca e não tem velocidade.Vamos confiar em nosso técnico.Mas,não custa fazer um lembrete ao Estevam,Ediglê,não,pelo amor de Deus!
Amigo João Lopes,se pudessemos colocar Enéas em campo domingo,com certeza nós dois o faríamos.
Abs
Andréia Campinho | Sex, 26/09/08 | 18:52
Assisti ao vídeo e concordo com o Wilson Lopes , o Dias seria uma ótima opção para acompanhar o Kleber… não dá para não ter ninguém colado nesse cara.
Meu palpite para o próximo jogo: LUSA 4 X 2 Peixe
Abs,

Andréia Campinho
Manuel H.M. Moreira | Sex, 26/09/08 | 18:38
Crianças, têm ídolos ,adultos não. Enéas será sempre cultuado na minha memória…Lembro do Enéas ,então jogador do Palmeiras ,chegando no Canindé para enfrentar a Portuguesa .Carregava no colo uma criança (seu filho) vestida com uma camisa da nossa Lusa;será que isso significava alguma coisa ? Em outro momento ,ele estava em campo ,(Pacaembú ) fazem um lançamento em sua direçao e ele não vai na bola pois estava olhando uma briga na arquibancada.Pelo futebol genial e seu estilo proprio ,deixou seu nome ao lado dos maiores jogadores do Brasil,mas sua sonolencia fez com que muitos contestacem este fato..
Ninguém escreve falando do amor se não o conhece,não tenho duvida, Luciano Nasser,têm a Lusa no coração..Seu texto faz lembrar Flávio Gomes quando escreve sobre o que é apaixonado. Este livro vai para minha estante!
joão lopes | Sex, 26/09/08 | 17:25
Meu caro Antonio Carlos, se o Enéas levava o time (alguns) nas costas ou não é irrelevante. O importante é que concordamos que o Enéas era um cracaço, digno da galeria dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos. Quanto a isso não há discordância.
Você lembrou bem, a Portuguesa deveria prestar homenagens aqueles atletas que tanto dignificaram nossas cores. A homenagem ao menino Cielo foi uma boa jogada de marketing, mas não podemos esquecer aqueles que enalteceram nosso clube. Não vou citar nomes pois corro o risco de esquecer alguns.
Mudando de assunto, essa questão de liminar para a inscrição do Fabrício Carvalho não me deixa tranquilo. Repito, com Fluminense e Vasco na parada é pedir para o tapetão nos empurrar para a segundona. Depois (os dirigentes) não digam que não foram alertados.
O Estevam planejou ganhar 3 pontos nos jogos contra o Santos e Vitória. Desses dois, acho fundamental não perder para o Santos, a vitória então seria importantíssima, pois aumentariamos os pontos ganhos e o Santos, que nestas circunstâncias é nosso rival, ficaria onde está. Concordo com o Quintal, do 12º lugar (Atlético Mineiro) para baixo, vai ser um pega prá capar. Só quem for mais competente é que vai escapar.
Antonio Carlos | Sex, 26/09/08 | 17:24
Caros
Esta é a nossa grande Portuguesa,uma nação capaz de emocionar nosso amigo Carlos,lá em Portugal,como nos emociona aqui.Eu tb me arrepio ouvindo nosso hino.Bem vindo a nossa comunidade amigo Carlos.Viva a internet.
Wilson Lopes | Sex, 26/09/08 | 16:45
Olhem ai!
Estevam, disse que não haverá marcação especial sobre Kleber Pereira, mas vejam esse video:
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Santos/0,,MUL775165-9874,00-CONHECA+OS+SEGREDOS+DE+KLEBER+PEREIRA+ARTILHEIRO+DO+BRASIL+AOS+ANOS.html
A nossa zaga é lenta e ele é rápido, espero que seja considerado as informações, e eu colocaria o Dias de carrapato!
E mais, não acho que o Preto faria uma boa marcação, ele comete muitas faltas quando joga com essa responsabilidade, e algumas bisonhas!
Carlos | Sex, 26/09/08 | 16:44
Boa tarde!
Em primeiro lugar, queria dizer-lhe que sou português, e moro em Portugal. Tenho de reconhecer que já conhecia a Portuguesa Desportos, mas só agora ao pesquisar na internet, inclusive no vosso site, é que fiquei a conhecer um pouco melhor a magnífica história da Lusa, cheia de conquistas, que deveriam encher de orgulho todos os Portugueses, Luso-Brasileiros e Brasileiros. Fiquei ainda mais impressionado, porque a maioria dos torcedores da Lusa são portugueses e descendentes, e apesar da Lusa ter passado por dificuldades, continuam fieis ao seu amor, e não dissidiram para outros clubes de São Paulo. Tenho de dizer que me apaixonei pela Lusa, e quando ouço o hino até me arrepio…é difícil não gostar da Lusa, mesmo quando a conhecemos à pouco tempo!
A partir de hoje contam com mais um torcedor…” Força Lusaaa!!!”
Força Lusaaa !! No domingo, vámos fazer uma caldeirada de peixe !! (:
” Longe da vista…mas nunca do coração !!”
Um grande abraço
JORGE | Sex, 26/09/08 | 16:16
Luiz, parabéns pela matéria… Tomara que os jogadores se inspirem
no inesquecível gênio chamado ENÉAS, e que façam um grande jogo
lá na baixada…
meu palpite é Lusa 3 x 1 bagres
Willian | Sex, 26/09/08 | 16:10
1 - O futebol mudou muito!
O fenômeno Enéas foi para a arquibancada atrás de 3 garotas, que absurdo! Ronaldo o fofonomeno, também foi atrás de 3…
2 - CARAMBA: Esta regularizada ou não a situação do F. Carvalho?
Isso parece os trapalhões no reino do campeonato brasileiro!!
3 - Clube dos 13 confirma assinatura do contrato com a Rede Globo
Valor de R$ 1,4 bilhão, válido para o período de 2009 a 2011, é 60% superior ao assinado no último triênio
Qual nossa parte desse bolo?
Ricardo Burgos | Sex, 26/09/08 | 14:49
EXCEPCIONAL MATÉRIA LUIZ!!
Que realmente o ENÉAS possa inspirar nossos jogadores e que Jonas e Edno façam 1/10 do que ele fazia!!
Lusa 2 x 1 Baleia!
Abraço a todos!
Mauricio | Sex, 26/09/08 | 14:03
Luiz, são tão poucos os momentos de glória que vivemos e os poucos que temos, como é o caso do Gênio Eneas, já andam no esquecimento. Temos que valorizar os idólos que tornam a LUSA grande (para nós a LUSA sempre será grande). Em dezembro, pelo que li, serão 20 anos sem o craque. Gostaria que você, com sua influencia no Clube, desse a idéia de prestarmos uma grande homenagem a este grande idólo que tivemos. Com uma placa, uma estatua, um livro… qualquer coisa que possa dar a ele lá em cima, o mesmo sorriso que ele deu pra gente aqui, enquanto esteve entre nós. Abraços a todos.
Zé Carlos | Sex, 26/09/08 | 14:03
Grande matéria Luis, parabéns.
Belo comentário Antonio Carlos, bem lúcido e racional.
Tive a opurtunidade de ver o Enéas jogar, presenciei muitos jogos em que ele realmente desequilibrou a partida, mas também vi outros tantos em que ele simplesmente não aparecia no jogo, reza a lenda que ele sofria de um problema nos pés (artrite nos dedos) e quando ela atacava ele não jogava nada, enfim, histórias folclóricas do futebol.
O que importa mesmo é que ele era um jogador excepcional, e que a mídia não dá e nem deu o devido valor sabemos porque.
Abçs a todos
Antonio Carlos | Sex, 26/09/08 | 13:06
Caros
Nossa Portuguesa é um clube interessante,a mídia não nos prestigia,os nossos muito menos,mas,de repente somos surpreendidos com o lançamento de um livro biográfico de um atleta da nossa lusa.Lamentavelmente no bar do Elias,reduto palestrino.Que se vai fazer!
Luiz pelo que percebi vc transcreveu o texto do autor,mas Curiosidades do Craque é seu.Gostaria de fazer algumas ressalvas.A primeira,quem Pelé apaludiu e chamou de Príncipe foi Ivair,não Enéas.Se o autor coloca como retórica são outros quinhentos.Enéas era unanimidade para nós,não para todos.Algumas´pérolas foram ditas em relação ao craque,uma delas do famigerado Falcão,então jogador do Internacional,quando afirmou “Enéas só será convocado para a seleção brasileira quando deixar a Portuguesa”.Ledo engano Falcão,Enéas foi convocado jogando pela nossa grande Portuguesa.Foi para a Itália e não emplacou.Voltou para o Palmeiras e não emplacou.Jogou muito mesmo pela nossa Lusa.Meu amigo João Lopes,concordo com vc foi o maior atacante luso que eu vi jogar,para mim ao lado de Ivair,que tb vi jogar.Para mim os dois estão no mesmo patamar.Denner estava um degrau abaixo.Para os mais jovens que viram e se encantaram com Denner,imaginem o que foram Ivair e Enéas.Foram monstros.
Outra ressalva que eu faço ao texto,e aqui vou discordar do meu amigo João Lopes,é que Enéas levou o time luso nas costas.Não vejo desta forma.O time luso de 1973 era muito homogêneo,e não jogava para o Enéas,jogava com o Enéas.Tinhamos uma defesa razoável e um meio de campo e ataque maravilhosos.Enéas era o jogador diferenciado,acho até que este grupo foi muito importante para o destaque que Enéas teve nesta época.Ou seja Enéas foi importante para a Portuguesa,na mesma proporção que a Portuguesa foi para Enéas.
Outra ressalva,Enéas amava as cores rubro-verdes,não sei.Eu diria que Enéas vestiu muito bem as cores rubro-verdes,e vestiu muito mal as outas camisas que usou.Para mim Enéas era monstruoso com a nossa camisa.Seu lar era o Canindé.Destacou-se no futebol brasileiro na Portuguesa.Se ele tivesse a característica de levar times ruins nas costas teria levado o time do Palmeiras nas costas,coisa que ele não conseguiu.
Resumindo,justa homenagem a este monstro sagrado da minha Portuguesa.Seguramente uma das maiores revelações da nossa lusa.Deixou saudades,o texto descreve muito bem como Enéas jogava,dava gosto assistir.
Nossa lusa deixa muito a desejar no quesito reconhecimento histórico.Deve muito ao não reconhecer Enéas Denner,Ivair,Julinho Botelho,Pinga.E,especialmente a lenda-viva que se chama Djalma Santos,este sim posso definir como meu ídolo.
Meu caro da Lupa,ao invés de dar camisa e placa para César Cielo,tenha dignidade e vá a Uberaba e beije os pés do maior lateral direito do século.Chame Félix ao Canindé e lhe faça reverências.Faça como o Palmeiras e coloque uma estátua do Enéas no nosso Canindé.
PS.Luiz quem é o autor do livro?É lusitano?
Grande abraço.
Maurício | Sex, 26/09/08 | 12:30
Lusos,
não vi o Enéas jogar. Uma pena! Mas um dia tive a chance de rever parte de seus gols em um desses programas da Tv Cultura e, meus caros, pelo que vi, sensacional esta é a palavra. A Lusa do passado sempre se acostumou a revelar um craque e lotear o time de jogadores ridículos. Esse é um erro que não deveríamos cometer mais. Enfim… Parabéns pelo livro.
P.S: Já alertei no post anterior. Sem o protocolo da CBF, esquece. Se escalar o Fabrício Carvalho, vamos dançar bonitinho. É tão evidente que só a entorpecida arrogância seria capaz de cometer tal desatino. Depois, não adianta chorar e procurar com a LUPA brecha na lei.
joão lopes | Sex, 26/09/08 | 11:53
Para aqueles que não viram o Enéas terem uma idéia do que ele foi. O mascarado do Robinho não serveria nem para ser seu reserva. Não estou dizendo isto por ser torcedor da Lusa. Enéas foi do tipo do jogador reverenciado por torcedores de outros times. Sua técnica transcendia a própria Portuguesa. Quem disse que carregava o time nas costas é a pura verdade. Deve ter sido difícil para ele jogar ao lado de vários pernetas. Fui testemunha de diversas jogadas por ele criadas, onde passava a bola açucarada e recebia um tijolo de volta.
Thiago | Sex, 26/09/08 | 11:05
Que os atacantes da Lusa se inspirem no Eneas , ficam quetinhos na area e derrepende , uma arrancada , um gol!!!
Parabens Luiz , Eneas sem duvidas estaria na minha seleção mesmo sem ve-lo jogar!!!
Abs
Renato Pereira | Sex, 26/09/08 | 10:52
Luiz, beleza? O Enéas foi o primeiro ídolo que tive na Lusa. A primeira vez que estive no Canindé fui contemplado: Portuguesa 3 X 0 Francana, dois gols de Enéas. Foi a única vez que o vi em campo com a camisa da Lusa, mas foi mais do que o suficiente para eternizar a minha lembrança. O lançamento do livro é uma justiça a um jogador que marcou a história no futebol brasileiro, principalmente com a camisa rubro-verde. Num país onde a memória é praticamente inexistente, a publicação de “Rei Enéas, um gênio esquecido” merece todo o respeito e elogios.
ABS
Renato Pereira
P.S – Essa história do Fabrício Carvalho tá com cheiro de mer****
DUDULUSA | Sex, 26/09/08 | 10:06
Nossa Luiz fui lendo seu texto e me arrepiando, pensando se teria a oportunidade de ver um jogador desse nivel jogando pela Lusa… Tenho 23 anos, e não pude ver ele atuando (uma pena) as vezes vejo na TV Cultura alguns lances quando eles passam nos Grandes momentos do Futebol, mas não é a mesma coisa!!!!!
Fico sonhando em ver um jogador com a cara da Lusa, que o sobrenome dele se “da Lusa” (Como Marcos do Palmeiras)
Parabéns pelo Texto!!!!!!
Flávio | Sex, 26/09/08 | 08:11
Luiz,
eu tive o prazer de ver o Enéas jogar. Era pequeno, mas lembro bem das grandes jornadas de 73, 75 e 76. Uma pena que, como você bem disse, ele carregou vários times medíocres da Portuguesa nas costas e não pôde alcançar o “estrelato” na seleção como outros contemporâneos da época. Também pudera, jogando ao lado de Alcino, Pradera, Beto Lima, e outros mais, não poderia fazer milagre. Mesmo assim, vi jogos e conquistas memoráveis, e o livro é uma justa e merecida homenagem a um dos maiores jogadores da história da nossa querida LUSA e do futebol brasileiro.
Wilson Lopes | Sex, 26/09/08 | 07:57
Existem coisas que a gente não esquece!
Lembro de ter ido ao Pacembú e vi Éneas jogar. Estava no alambrado, e de perto via seus dibres. Parecia mágico.
Mas, a dor maior, foi acompanhar seu sofrimento! Era estudante e fui visitá-lo no leito. Encontrei seu pai. E trocamos rápidas palavras.
Ver o gênio da bola naquele estado deixou-me muito abalado. Uma cena que ficou gravada na minha mente!´
A homenagem é mais que justa!
Estarei no lançamento.
joão lopes | Sex, 26/09/08 | 07:54
ENÉAS, o maior jogador que vi jogar com a camisa da Portuguesa. Que Dener me desculpe, mas o Enéas era mais completo. Driblava, tinha arranque ao gol adversário, chutava bem, era goleador e cabeceava muito bem. é uma pena que seu imenso futebol nunca brilhou na Seleção Brasileira. Se isso acontecesse seu reconhecimento seria muito maior.
FERNANDO | Sex, 26/09/08 | 07:35
SRS ESTE BLOG ESTA SENSACIONAL PARABENS LUIS ADOREI ,DOMINGO ESTAREMOS LA TORCENDO MUITO.