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Portuguesa 1 x 1 Kleber Pereira

Seg, 29/09/08
por luiz filho |

Ainda estamos em uma situação dificil no campeonato e nosso time continua na zona do rebaixamento, agora com 27 pontos, um a mais do que o Fluminense, e um de distância do Atlético-PR, que é a primeira equipe fora da “degola”. Mas isso não impediu a nossa torcida de comparecer a Vila e esgotar a nossa cota de ingressos. Quase 1.000 lusitanos apoiaram a nossa Lusa durante os noventa minutos. Eu estava lá.

Às 13 horas da tarde eu já estava na sede da Leões e timidamente nossa torcida foi chegando ao Canindé. Por volta das 15h30, eu e mais 350 torcedores saímos no Comboio Lusitano em seis ônibus com destino a Santos. Esse foi o início de uma jornada de 7 horas em pé ao lado da nossa Portuguesa. Digo em pé, porque assim fui para ir e para voltar durante a viagem e assim fiquei nas arquibancadas. Chegamos atrasados na Vila, mas por culpa do policiamento da baixada que fez questão de revistar todo mundo logo na entrada da cidade e dentro de um túnel em obras. O motivo de tanta cautela segundo os policias era o de garantir nossa segurança.

Fellype Gabriel - Lusa 1×1 SantosMas voltando a partida de ontem, com o empate, tanto nossa Lusa quanto o Santos desperdiçaram a chance de se afastar do fantasma da queda, já que os nossos principais correntes não venceram. Fluminense e Vasco perderam; Figueirense e Atlético-PR empataram. Dos times que estão na parte de baixo da tabela, só o Ipatinga venceu.

A verdade é que nós tivemos mais volume de jogo, principalmente no primeiro tempo. Se tivéssemos aproveitado as chances que surgiram, poderíamos ter saído da Vila com os três pontos.

Nossa Portuguesa, entrou em campo com uma formação com seis homens no meio-de-campo e apenas um jogador à frente, Edno. No entanto, não era uma formação defensiva. Apenas Rai como volante. Preto, Fellype Gabriel e Jonas reverazam-se na armação de jogadas e demonstraram bom toque de bola.

Pelo lado do Santos, bom só existe o Kleber Pereira.

Erick - Lusa 1×1 SantosNo primeiro tempo, a equipe santista tentou ir para cima de nós, sempre buscando o seu artilheiro, mas a aparente superioridade do Santos, no entanto, parou na forte marcação da nossa Portuguesa. Logo aos 5min minutos, Edno recebeu no campo de ataque e encontrou a zaga santista desarrumada. O jogador lançou na medida para Fellype Gabriel, que matou no peito para Jonas quase marcar. Passamos a ter o domínio da bola a partir dos 25 minutos de jogo, explorando bem as descidas de Athirson, pela esquerda, e Patrício, pela direita. Faltou aos laterais, porém, maior capricho na hora dos cruzamentos, principalmente de Patrício que só nessa partida errou 13 passes.

Os minutos finais da primeira etapa foram todos da nossa Portuguesa e quase conseguiu marcar aos 37 minutos em nossa última chance do primeiro tempo. Fellype Gabriel roubou a bola pela direita e cruzou Edno bateu na zaga. A bola desviou e foi em direção ao gol. Mas Douglas salvou no reflexo.
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Sem Comentários - Lusa 1×1 SantosDe volta do intervalo, o panorama do jogo permaneceu o mesmo nos primeiro minutos. Os dois times abusaram demais dos erros de passes, das faltas no meio-de-campo e dos chutões. Aos 13 minutos todos que estavam no estádio perceberam a lambança do árbitro Paulo César de Oliveira na hora da cobrança da falta que originou o gol de Kleber Pererira.

No momento da infração, Paulo César apitou uma vez para autorizar a falta, porém devido ao posicionamento e a marcação lusitana a frente da bola o árbitro apitou novamente duas vezes para paralisar a cobrança, no entanto o Santos cobrou a falta e o juiz permitiu a sequência da jogada, pegando a nossa defesa totalmente perdida.

O Santos, porém, nem teve muito tempo para comemorar a vantagem no placar. Dois minutos depois, nossa Portuguesa foi ao ataque e em um lançamento do meio-campo, a zaga do time alvinegro se atrapalhou e Athyrson, de fora da área, cabeceou para empatar o jogo.

Se o resultado não pode ser considerado ótimo para nós, o empate, pelo menos, mantém a vantagem da nossa Portuguesa sobre o Santos neste ano. Em três partidas, nossa Lusa Veneno derrotou o Peixe por 2 a 0 no Campeonato Paulista e, além deste empate, também obteve a igualdade no confronto realizado no 1º turno do Brasileiro.

Torcida - Lusa 1×1 Santos

Destaques Positivos

André Luiz - Nosso goleiro realizou uma excelente partida com grandes defesas e voltou a mostrar muita segurança defendendo a nossa meta.

Athirson, Fellype Gabriel e Jonas - mostraram muita disposição, garra e estiveram muito bem durante a partida. Athirson mostrou oportunismo e garantiu o nosso empate. Depois da substituição de Fellype e Jonas a nossa Lusa caiu muito em rendimento e perdemos o domínio no meio-campo durante o segundo tempo.

Destaques Negativos

Paulo César de Oliveira - como sempre este cidadão nunca é imparcial e sempre apita contra a nossa Portuguesa. O apito amigo esteve ao lado da equipe santista durante todo o jogo, além disso terminou a partida no momento do nosso contra-ataque.

Vila Belmiro - Apesar dos sanitários limpos e com suave fragância de lavanda, ao final da partida a diretoria santista não permitiu a utilização dos banheiros, que foram fechados. Apesar dos protetos da nossa torcida, muitos torcedores, entre eles, idosos, mulheres e crianças, não puderam utilizá-los. Apesar de bem conservada, a varzeana Vila é péssima para se assistir uma partida de futebol.

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1973 • A mais polêmica das decisões

Dom, 28/09/08
por luiz filho |
categoria Sagas Lusitanas

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Caros amigos,

A atuação contra o Botafogo, especialmente no segundo tempo, deu mais ânimo ao time e aos torcedores nessa luta contra o rebaixamento. A próxima batalha não será nada fácil, contra o Santos na Vila, mas nossa Lusa não tem escolha: precisa pontuar.

Quando se fala no clássico contra o time praiano, logo vem à mente um dos jogos mais comentados na história do futebol brasileiro: a final do Campeonato Paulista de 1973. Estádio abarrotado, dois grandes times, Pelé em campo, um erro crasso do juiz Armando Marques… Tudo isso faz parte do contexto de uma partida que tem lugar cativo no anedotário do futebol nacional.

Em 73, a Lusa vivia um momento de euforia e otimismo. O ano anterior havia sido marcado pela inauguração do estádio do Canindé e também pela famosa “noite do galo bravo”, quando o então presidente, dr. Oswaldo Teixeira Duarte, dispensou vários jogadores numa tacada só. Esse ato até hoje é encarado pela nossa torcida como uma amostra de pulso firme e amor pelo clube. 1972 também ficou marcado pela fundação da torcida Leões da Fabulosa, uma das mais tradicionais torcidas organizadas do Brasil.

Para 1973, a Portuguesa tinha jogadores como Zecão, Pescuma, Calegari, Badeco, Basílio, Enéas e Cabinho, sob comando do técnico Oto Glória. Um grande time, que venceu o segundo turno do Paulistão de forma invicta (7 vitórias e 4 empates). Antes disso, a equipe havia conquistado a Taça São Paulo (não confundir com o torneio de juniores) após grande vitória sobre o Palmeiras por 3 a 0 na final.

Portuguesa de Desportos - 1973

Na decisão do Paulista, o adversário seria o Santos, em partida que ficaria marcada como a última decisão jogada por Pelé com a camisa do alvinegro. O clima no estádio era de adrenalina a mil, já que 116 mil torcedores se espremiam nas arquibancadas. Esse público, além de ser o maior já registrado em um jogo da Portuguesa, consta entre os 10 maiores da história do estádio do Morumbi. Alguns dizem que o estádio estava dividido meio a meio entre as duas torcidas, mas torcedores lusos presentes no dia afirmam que, embora nossa torcida estivesse presente em grande número, não chegava a igualar a do adversário.

O jogo foi muito disputado e, durante o tempo normal, o Santos teve maior domínio das ações. Na prorrogação, a Lusa Veneno conseguiu criar chances de perigo, mas o placar ficou mesmo no 0 a 0. Vale lembrar que o nosso artilheiro Cabinho teve um gol erradamente anulado, fato que gera discussões até hoje. Como as imagens desse lance específico se perderam nos arquivos das emissoras, a polêmica tende a ser eterna.

O título então seria decidido nos pênaltis. O Santos começou errando sua primeira cobrança, mas nossos jogadores estavam com o pé torto e não acertavam uma sequer. Após três cobranças para cada lado, o Santos vencia por 2 a 0. Qualquer um saberia calcular que, faltando duas penalidades para cada time, a Rubro-Verde ainda tinha chances. Mas o árbitro Armando Marques conseguiu errar uma simples conta e decretou o Santos campeão. Nesse momento, enquanto os atletas santistas comemoravam, a Lusa saía de campo… O folclore do futebol conta que, percebendo o erro, Oto Glória fez todos jogadores entrarem no ônibus para deixar o Morumbi o mais rápido possível. Sem condições de continuar a disputa, havia duas soluções: a realização de um novo jogo ou a divisão do título. Os presidentes dos dois clubes, junto com a direção da Federação Paulista, decidiram dividir o caneco.

Assim, uma partida que por si só já ficaria na história por diversos motivos, ganhou um asterisco ao seu lado nos guias de futebol. As razões, além da inusitada divisão, já seriam muitas: último título de expressão da Portuguesa, público e renda históricos, último título de Pelé pelo Santos, erros bisonhos de Armando Marques… Precisa mais?

A seção “Sagas Lusitanas” tem como fontes principais de informação o Almanaque da Lusa, produzido
pelos alunos de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, e o acervo do Museu Histórico da Portuguesa.
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Enéas: O Gênio que dormia em campo

Sex, 26/09/08
por luiz filho |

Enéas - Portuguesa de Desportos

Enéas possuía um futebol da mais absoluta técnica e habilidade. Meio campista atacante, foi um dos melhores jogadores da história da Portuguesa de Desportos e um dos melhores já produzidos pelo futebol brasileiro em sua história. Inteligentíssimo, jogava futebol com extrema facilidade e sabedoria. Sua ginga de corpo era eletrizante e de um genuíno sambista de morro. Seu futebol lembrava Martinho da Vila no samba.

Enéas - Portuguesa de DesportosÓtimo nos dribles secos e fintas curtas, aprimoradas no tempo em que jogava futebol de salão. Enéas foi lapidando seu futebol com o passar dos anos, chegando a ser um dos melhores jogadores do mundo.

Goleador que tinha grande facilidade para abrir clarão na zaga adversária, com seus dribles curtos e em ziguezague. Ele era o grande esplendor. Trocava de pé, lançava, tocava, tudo feito com a máxima sutileza possível.

Perfeito em bater na bola e deslocar o goleiro adversário, sabia como, quando e onde descobrir o espaço escondido pela marcação para meter o gol. Entrava na área sempre com habilidade, nunca com força de trombador.

Frio e calculista, seu futebol desenvolvia novas tecnologias e conhecimentos. Tão craque e tão artista, que descrevia com a pelota as condições sob as quais um fenômeno ocorre. E ele conseguia estabelecer total controle sobre os fenômenos.

Vê-lo jogar era como ter verdades, evidências e garantias de que o jogo teria diferenças e inovações. Um ponta-de-lança com grande poder de idéias e artifícios.

Quando inventava dribles, ele trazia um potencial de mudanças na conceituação do futebol, nas relações do gênero, nos laços míticos e na própria transformação de todas as realidades adjacentes e heterogêneas.

Amor pela Portuguesa

Na Portuguesa de Desportos, o nosso saudoso Enéas, jogou 376 jogos e anotou 179 gols, sendo Campeão da Taça São Paulo 1973 do Campeonato Paulista do mesmo ano e da Taça Governador do Estado em 1976.

Um jogador que sabia evitar o corpo-a-corpo inútil e estúpido. Cracaço maneiro, matreiro e resvaladiço.

Enéas - Portuguesa de DesportosSua técnica refinada era sempre uma garantia de belos gols e de jogadas do mais alto nível. Um atleta que carregou o time da Portuguesa nas costas, durante toda sua estada no Canindé. Quando estava em dia inspirado, brilhava tanto que superava e ofuscava a grandes craques de outros times como: Rivelino, Pelé, Zico, Pedro Rocha, etc. E isso aconteceu inúmeras vezes.

Enéas era o Príncipe que fazia o Rei Pelé lhe prestar tributo, aplaudí-lo e admirá-lo. A camisa da Portuguesa de Desportos fazia parte de seu corpo. Ele amava as cores vermelhas, verde e branca da Lusa.

Enéas foi um Rei negro, com sangue azul e com a nobreza e a majestade que só os reis possuem e não perdem jamais.

E quando a pelota estava sob seu total domínio, exercia uma variação impressionante de fórmulas artísticas e literárias, preludiando o sonho do gênio e sua vocação no quadrilátero verde.

Ele foi o Brasil narcísico, carnavalesco, autônomo, vencedor e com idéias próprias. Craque tipicamente brasileiro que nunca sujeitou-se à cultura futebolística estrangeira, sempre adotando uma metodologia criativa específica, que objetivava uma liberdade sem apegos e sem atavismos. Um jogador que dava sabor ao passe e ao toque de bola.

Contratado em 1980 pelo Bolonha da Itália, atuou também pela Udinese. Na sua repatriação atuou pela S.E. Palmeiras, jogou pelo Central de Cotia da terceira divisão Paulista, Desportiva Capixaba, etc.

Enéas assentava a poeira da emoção desmedida com o seu talento calmo e goleador. Jogador que sozinho decidia partidas e deixava o estádio inteiro deslumbrado com suas jogadas. Sempre requisitado, atuou pela Seleção Paulista, pelo combinado Rio-São Paulo, pela Seleção Olímpica e também pelo selecionado brasileiro em uma época recheada de grandes jogadores.

Um dos maiores ídolos da história rubro-verde

O seu futebol lúcido e fantástico era uma mistura de ópera-rock, salsa, merengue, jazz, blues e samba canção ao sabor de lasanha e espaguete. Um luxo. Seu futebol era tão belo que lembrava os quadros do pintor brasileiro Di Cavalcanti.

Enéas veio a falecer no dia 27 de dezembro de 1988, em decorrência de um acidente automobilístico.

Um homem querido, amigo, alegre, simples e bondoso. Um dos maiores ídolos da história da Portuguesa de Desportos e um dos maiores pontas-de-lança da história do futebol brasileiro em todos os tempos.

Um mito, um “Príncipe Negro” que amou e sentiu o futebol como nenhum outro.

Enéas foi o principal plano de Deus para que nós amassemos o futebol e fizéssemos dele nossa razão de viver e sonhar. — Texto: Luciano U. Nassar —

Curiosidades do Craque

Enéas também foi precursor desse tipo de atleta que não gosta de treinar, que “dorme” em campo e que adora a noite, a bebida e as mulheres. Conta Sílvio Moredo, ex-diretor da nossa Lusa, que, durante uma partida contra o Santa Cruz, em Recife, Enéas fez de tudo para ser substituído ainda no primeiro tempo. Cinco minutos após descer para o vestiário, já estava na arquibancada de banho tomado e acompanhado por três garotas. “Ele tinha combinado com elas antes da partida. Dei-lhe um sermão no ônibus”, disse Moredo.

Badeco, ex-colega na Portuguesa, ressalta que as melhores qualidades de Enéas eram o drible curto e a capacidade de advinhar o principal defeito de seus marcadores quando partia em direção ao gol. Assim, sempre driblava em cima da “perna ruim” do adversário. “Eu dizia que ele devia explorar mais esse potencial, mas nunca gostou de treinar. Ele respondia: ‘-Ah, deixa pra lá. Vamo tomar uma cervejinha!’. E ia mesmo”, lembra Badeco, rindo. Pois, quando conseguiu ir para a Itália, em 1980, Enéas se viu privado de todas as facilidades e fez as malas em menos de um ano, mesmo com proposta vantajosa da Udinese. Decisão errada: assinou às pressas com o Palmeiras, que passava por um dos piores períodos de vacas magras.

Éneas - Um Gênio Esquecido

Já são 20 anos sem o nosso Gênio que dormia em campo, mas que quando acordava era o pesadelo dos nossos adversários. É sempre bom recordar um grande craque como Enéas.

Vale a pena conferir!
O escritor Luciano Ubirajara Nassar está lançando o livro “Rei Enéas, um gênio esquecido”, que conta a história do nosso eterno craque. O lançamento oficial acontece no dia 27/09 (amanhã), no Bar do Elias (Rua Caraíbas, 224, São Paulo), das 15 às 19hs.

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Próxima parada: Vila Belmiro

Qua, 24/09/08
por luiz filho |

Destino: Vila BelmiroA vitória no último domingo contra o Botafogo foi apenas o nosso primeiro passo contra o fantasma do rebaixamento. No próximo domingo enfrentaremos o Santos, na Vila, em mais uma partida de 6 pontos na briga direta contra a degola.

Nosso incentivo à Portuguesa não pode parar, nossa torcida precisa marcar presença e apoiar nosso time contra o Peixe.

A Leões da Fabulosa está fazendo a sua parte ao lado do vice-presidente de futebol, Luis Iaúca e de mais algumas empresas, que estarão disponibilizando para domingo, transporte e ingresso de graça para os torcedores da nossa Lusa.

A princípio são 10 ônibus e 500 ingressos à disposição para os torcedores que comparecerem com a camisa da Lusa no domingo até às 14 horas no Canindé (portão 3).
Mais informações: www.leoesdafabulosa.com.br

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“Glorioso” Edno garante “o vira”

Dom, 21/09/08
por luiz filho |

Depois de um final de semana com muito frio e chuva em São Paulo, minutos antes da partida o Sol resolveu aparecer na cidade. Era o início de uma tarde iluminada no Canindé. Assim como no primeiro turno do campeonato, quando enfrentamos o “glorioso” no Engenhão, Edno novamente marcou e garantiu a virada da nossa imprevisível Portuguesa sobre o Botafogo em jogo válido pela 26ª rodada.

Lusa 3×1 Botafogo - Fellype GabrielLogo no início da partida, eu e os quase 3 mil torcedores que foram apoiar a nossa Portuguesa ficamos preocupados. Afinal de contas, a nossa Lusa entrou no gramado com o objetivo de não tomar gol, exerceu forte marcação no campo adversário e deixou o time do estrelinha solitária com extrema dificuldade para sair jogando. Mas, como o nosso problema na criação no meio-campo ainda persiste, nosso time não conseguiu se aproveitar dos erros do Fogão. A bola pouco chegava aos pés de Washington e Edno porque Preto estava sobrecarregado na função de armador. E assim como aconteceu nas últimas partidas não conseguimos converter a nossa posse de bola em lances de perigo.

Com a estréia de Athirson, nossa Lusa tentou usar o lado esquerdo como principal fonte de suas jogadas, já que o Patrício, bom…continua sendo o mesmo Patrício. Então, o estreante camisa 6 fez dupla com Edno pela esquerda, porém sem ritmo de jogo poucas foram as oportunidades criadas, mas o primeiro toque de Athirson na bola já conseguiu me fazer esquecer dos Brunos - Recife e Telles nunca mais!

Lusa 3×1 Botafogo - AthirsonNa verdade grande parte do primeiro tempo foi bastante tedioso, até que Carlos Alberto, o do time carioca, emendou um bonito chute da entrada da área e obrigou o goleiro André Luis a realizar grande defesa. Em seguida, demos o troco. Rai arriscou de longe e a bola triscou o travessão de Castiilo, que já estava batido. Quando tudo indicava que a etapa iria terminar sem gols, uma bola alçada da esquerda pelo Botafogo, encontrou novamente Carlos Alberto que só escorou e Wellington Paulista apenas teve o trabalho de empurrar para o fundo da rede. Silêncio no Canindé.

Com a necessidade da vitória, Estevam Soares acertou o time. Ganhou mobilidade no meio-campo e a velocidade que faltava no ataque sacando o nosso Carlos Alberto e o Washington para as entradas de Vaguinho e Fellype Gabriel, alterações que mudaram o panorama do jogo. A zaga carioca passou a ter muitos problemas com a constante movimentação do nosso ataque e aos seis minutos Castillo já teve que fazer ótima defesa em chute de Fellype Gabriel.

Lusa 3×1 Botafogo - VaguinhoAos nove minutos, nossa Portuguesa empatou a partida. Preto cobrou falta na área e Bruno Rodrigo tocou de cabeça, Castillo deu rebote dentro da área e Fellype Gabriel aproveitou. O gol deu mais motivação a nossa Lusa, que foi para cima e levou problemas ao Botafogo. O time carioca, por sua vez, ficou apático de uma hora para outra. Perdido, o Botafogo começou a cometer faltas desnecessárias e abusava nos erros de passes, as armas do adversário eram apenas cruzamentos. E a nossa zaga pouco falhou pelo alto. No segundo tempo, pela primeira vez, desde o jogo contra o Cruzeiro, conseguimos converter o nosso domínio territorial em oportunidades reais de gol. E assim chegamos à virada.

Aos 30 minutos, Vaguinho tocou rápido para Edno. O meia, que virou centroavante no segundo tempo, invadiu a área e arrematou com força para fazer um belo gol. Apático, o foguinho se entregou e assistiu aos 38 minutos, Patrício lançar Edno que avançou sem marcação, driblou Renan e decretou a nossa vitória, sem chororo!

O que dizer aos botafoguenses que cantavam vitória antes do jogo? Bem, estamos na zona de rebaixamento é verdade, mas vencemos os cariocas no Rio e agora em São Paulo… é, parece que a minha “Lusinha” conseguiu um “glorioso” freguês neste campeonato! Além de encerrarmos um jejum de seis partidas sem vencer, colocamos um fim na série de quatro vitórias consecutivas fora de casa do Botafogo.

Hoje não torcemos por títulos, mas sim por resultados… cada jogo é uma decisão!
Apagamos a lanterna e voltamos “acender” uma vela, afinal de contas ainda respiramos e a esperança de continuarmos na série A ainda existe… Agora é pensar no Peixe!

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1988 • Vitória magra sobre o Botafogo

Dom, 21/09/08
por luiz filho |
categoria Sagas Lusitanas

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Amigos lusitanos,

O tempo vai passando e a nossa Lusa vai se afundando cada vez mais no Brasileirão. Neste domingo, contra o Botafogo, temos uma das últimas chances para iniciar uma ascensão na tabela. Qualquer resultado que não seja vitória não nos serve.

A lembrança mais recente do time carioca é boa para nossa torcida. No jogo do primeiro turno, no Engenhão, a Portuguesa conseguiu sua única vitória neste campeonato até aqui. E para tirar da cartola um jogo obscuro desse histórico de confrontos, vamos voltar duas décadas na linha do tempo.

Nos anos 80, o resultado mais expressivo conquistado pela Lusa foi o vice-campeonato paulista de 1985. Nos anos seguintes, o clube passou a apostar mais ainda na política de contratar jogadores veteranos. Em 1988, sem participar do Clube dos 13, a Portuguesa disputou o módulo amarelo do Campeonato Brasileiro, vencido pelo Sport (reconhecido pela CBF como legítimo campeão brasileiro daquele ano).

Portuguesa de Desportos - 1988

No Brasileirão, o time desenvolvia campanha razoável quando foi a Niterói enfrentar o Botafogo, no dia 9 de outubro. Na base da equipe, nomes conhecidos como o goleiro Waldir Peres, o artilheiro Toninho, o volante Capitão (iniciando naquele ano sua frutífera trajetória no Canindé), Zenon (que não enfrentou o Botafogo) e no banco de reservas, a volta do técnico Jair Picerni, comandante do vice paulista de 85.

Naquele domingo a tarde, a Lusa Veneno vinha embalada após goleada por 5 a 2 sobre o Cruzeiro, e tratou de ir para cima do Fogo no Caio Martins. No comando das ações ofensivas, tínhamos Catatau, Kita e Wanks… Era um time curioso, pois não deixou grandes feitos para a história, mas pelo menos manteve certa regularidade e formou a base para o começo dos anos 90 com a geração de Dener e cia.

Voltando ao jogo, a Rubro-Verde conseguiu vitória magra, mas importante, por 1 a 0, gol de Wanks aos 22 minutos do segundo tempo. O decorrer da competição ainda viu bons resultados lusos, como as vitórias contra Palmeiras e São Paulo. No final das contas, a nona colocação na tabela refletiu bem a capacidade de um time com bons nomes mas sem aquele poder de fogo necessário para almejar o título, conquistado naquele ano pelo Bahia.

A opção por jogadores mais rodados duraria até o início da década de 90, sempre com campanhas nada memoráveis. E os jogos entre Portuguesa e Botafogo, desde aquela época, são sempre muito disputados, como certamente será neste próximo domingo. Força, Lusa!

A seção “Sagas Lusitanas” tem como fontes principais de informação o Almanaque da Lusa, produzido
pelos alunos de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, e o acervo do Museu Histórico da Portuguesa.
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10 anos do massacre do Pacaembu

Sáb, 20/09/08
por luiz filho |
categoria Sagas Lusitanas

Lusa 7×2 São Paulo - Camisa Comemorativa! 

20 de setembro de 1998 • A nossa Portuguesa de Desportos goleou, por 7×2, o São Paulo, em uma tarde fria, no Pacaembu. Apático em campo e com um sistema defensivo medíocre, o Tricolor assistiu a um show da Lusa. Os três primeiros gols foram parecidos e decisivos. Aproveitando cruzamentos pela esquerda, Émerson, César e Leandro marcaram de cabeça. Carlinhos anotou o outro. No segundo tempo, Evandro, Ricardo Lopes (usou o pé direito para fazer um gol do meio-de-campo, o mais bonito dos nove marcados) e Da Silva completaram o placar. Serginho e Marcelinho descontaram. Um massacre histórico, EU estava lá!

Clique nos links e Ouça a narração e os comentários da partida de Milton Neves, José Silverio e Flávio Prado: Jovem Pan: parte-01 / parte-02

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As preleções selecionadas foram…

Sáb, 20/09/08
por luiz filho |

Isto é ser Portuguesa!

Aos jogadores,

A nossa torcida, todos sabemos, não é grande. Os poucos que restam, podem ser considerados “a nata”. Uma torcida tão ou mais apaixonada que torcedores de outros grandes times. Porém não podemos ser comparados. Muito menos admitimos ser igualados aos que torcem por outros clubes. Somos muito mais que apenas uma torcida roxa. Somos muito mais que apaixonados.

Perguntem à nata:

- Quantas vezes deixaram reuniões de família para ir ao canindé?
- Quantas vezes passaram a tarde do Dia das Mães no canindé, sem a mãe?
- Quantas vezes brigaram com os pais e irmãos sobre a melhor escalação do time?
- Quantas vezes foram à casamentos e festas com um radinho no bolso para acompanhar o placar?
- Quantos brigaram com a esposa para levar o filho de apenas 6 meses no primeiro jogo?
- Quantas vezes brigamos no trabalho por zombaram da Lusa?
- Quantos estão enrolando o chefe pra escrever esta preleção?
- Quantas vezes choraram de alegria e de raiva no canindé?
- Quantos neste momento, estão chorando ao ouvir estas perguntas?

Jogadores, eu faço uma última pergunta:
- Será que tudo isto vale a pena? Até que ponto, isto pra vocês faz algum sentido?

A imprensa, já conta a Lusa rebaixada. Nos jornais, as nossas matérias já estão vinculadas ao caderno da série B. Agora, tirar ela desta situação vai depender do brio de cada jogador. Vocês se consideram jogadores da série B?

Mas apesar disto tudo, não joguem por nós. Joguem pela Portuguesa. Ela nos uniu e nada vai nos separar. - Honrem sua história.

A vocês, novos jogadores que estão a pouco tempo no canindé, isto é ser Portuguesa.

Preleção enviada por: Bolívar M.

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“Hoje vocês não precisam ser campeões pra virar heróis; basta chegar na frente de quatro times. Um homem de verdade não recusaria um desafio desses.”

Luciano M. A. M. - clique aqui para conferir o texto na íntegra.

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“É chegada a hora, vamos todos glorificar este manto como o último a ser vestido, e quem sabe, esta torcida que tem orgulho de se Lusa, poderá ter orgulho de todos nós também…”

Rinaldo R. M. - clique aqui para conferir o texto na íntegra.

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“Esse é o momento certo, o momento das vitórias e o momento de mostrar que são jogadores de futebol e profissionais.”

Rafael G. F. - clique aqui para conferir o texto na íntegra.

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“Hoje cada um em campo dará a si mesmo a resposta a uma pergunta. Vc é um jogador de segunda divisão?”

Alexandre L. M. - clique aqui para conferir o texto na íntegra.

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Estas foram as CINCO “preleções” selecionadas através da promoção realizada aqui em nosso Blog. Foram mais de 45 textos enviados em menos de 24 horas de promoção. Os cinco torcedores receberão 1 par de ingressos para a partida de domingo, onde a nossa Portuguesa irá enfrentar o Botafogo, no Canindé.

Agradeço a todos os torcedores que dedicaram um parte de seu tempo e participaram deste evento em nosso Blog! Minha vontade era a de publicar todos os textos enviados.

Domingo encontro vocês em nossa casa, nossa Portuguesa precisa de nós!

Saudações Rubro-verde!

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Faça sua “preleção” e concorra 1 par de ingressos para Lusa x Botafogo

Qui, 18/09/08
por luiz filho |

Preleção - Vale Ingresso

• COMO FUNCIONA a “promoção”:

Em parceria com o Departamento de Marketing da Lusa, estarei ditribuindo 5 pares de ingressos destinados a promoção relâmpago em nosso Blog. Serão escolhidas por mim CINCO preleções que receberão 1 par de ingressos cada, para o jogo do próximo domingo entre Portuguesa x Botafogo no Canindé.
A PROMOÇÃO É VÁLIDA SOMENTE PARA OS TORCEDORES DA PORTUGUESA RESIDENTES EM SÃO PAULO.

• Divulgação do RESULTADO:

Os 5 ganhadores, assim como “trechos” das preleções selecionadas, serão avisados por e-mail durante a tarde e divulgados neste blog HOJE até às 21 horas. Dos 5 textos escolhidos, a melhor preleção (escolhida por mim) será postada na íntegra no domingo aqui em nosso Blog.

• RETIRADA DOS INGRESSOS:

Os ganhadores deverão retirar os ingressos PESSOALMENTE com documentação original em mãos, na secretaria do Clube da Portuguesa (R. Comendaro Nestor Pereira, 33 - Canindé) no SÁBADO das 8:30 às 16:45. Os ingressos são destinados ao setor “Amigos da Lusa” na arquibancada e somente para torcedores da Portuguesa.

Participe e apoie a nossa Lusa!
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Nossa Lusa precisa de nós!

Qua, 17/09/08
por luiz filho |

Postal “Corações Unidos”

Trecho da minha coluna semanal no Portal de Notícias da Equipe Líder.
Confira a íntegra, acesse aqui!
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No domingo, não quero desculpas. Tem promoção, ingresso de graça e nossa torcida precisa estar presente. Não importa se somos poucos, precisamos salvar a nossa Portuguesa.

Não existe ilusão. O que existe é uma meta e para isso precisamos vencer. Não existe outro resultado. Nosso time é limitado e infelizmente os jogadores não são dignos da nossa tradição, mas domingo vou estar no Canindé, para torcer e apoiar… por que eu não quero voltar para a Série B.

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