A vitória de 1996 e o polêmico uniforme de 1997 contra o Galo

Caros amigos,
Neste domingo a Portuguesa recebe o Atlético Mineiro para uma partida decisiva, aquele famoso “confronto de seis pontos”. A vitória é o único resultado aceitável, portanto vamos primeiro relembrar um duelo histórico contra os mineiros.
Já falamos aqui sobre a campanha no Brasileirão de 1996, que culminou com um frustrante vice-campeonato. Mas para chegar à final, a Lusa enfrentou o Galo na semi, após ter eliminado outro time de Minas, o Cruzeiro.
O surpreendente resultado nas quartas de final colocou a Rubro-Verde num novo patamar, e o que antes era uma surpresa passou, em questão de dias, a ser um time estudado pelos adversários. Foi assim que a Lusa Veneno entrou em campo no Morumbi na noite de quinta-feira, 5 de dezembro, para um público de 21 mil pessoas.
O jogo foi complicadíssimo, e a magra vitória por 1 a 0 veio através dos pés do talismã Alex Alves, que marcou aos 23 minutos do segundo tempo (ele havia entrado no lugar do meia Caio). No final da partida, a torcida do Atlético presente no Morumbi comemorava a derrota e cantava “ão, ão, ão, quero ver no Mineirão”. Porém, o elenco luso demonstrava bastante confiança para a partida de volta, e isso ficava claro no discurso do técnico Candinho, que dizia que iria “cozinhar o Galo no Mineirão”.
Três dias depois, mais de 80 mil pessoas lotavam o Mineirão para ver Renaldo abrir o placar para o time adversário no primeiro tempo. Mas a Portuguesa estava muito forte em todos aspectos, inclusive no lado psicológico, e na volta do intervalo virou a partida com gols de Caio e Alex Alves (que dessa vez entrou como titular). Nossa torcida ainda sofreu bastante com a expulsão de César aos 32 minutos e com o gol de Euller a 9 minutos do final. Mas não teve jeito: o 2 a 2 garantiu nossa presença na final do Campeonato Brasileiro pela primeira vez.
A derrota para o Grêmio na decisão tirou muitas lágrimas dos lusitanos, mas fortaleceu a auto-estima do clube de uma forma geral, e o ano seguinte veria a equipe disputando uma competição internacional, a Copa Conmebol; para nosso azar, naquela época o vice-campeão nacional não tinha vaga na Libertadores.
A estréia foi justamente contra o Galo mineiro, no dia 3 de setembro, no Canindé. O time luso vinha embalado por ótima campanha no Brasileiro, e parecia até mais sólido do que em 1996. Em relação ao ano anterior, as principais diferenças eram o goleiro Sérgio no lugar de Clemer, a consolidação de Leandro Amaral no ataque e o comando do técnico Edinho, que sairia ainda naquele ano envolto em muita controvérsia.
Voltando ao jogo, ele marcava a estréia, em território nacional, do terceiro uniforme da Lusa, criado especialmente para competições internacionais. Além das tradicionais cores verde e vermelho, a camisa trazia ainda azul e amarelo, como forma de ligar o clube ao Brasil, e já havia sido usado em amistoso contra o Real Madrid alguns dias antes (quando perdemos por 1 a 0, em jogo que valia o Troféu Santiago Bernabeu). O que se viu em campo no Canindé foi uma daquelas atuações inexplicáveis: basta lembrar que, aos 18 minutos do segundo tempo, o Atlético fazia seu quarto gol. Mesmo assim, nossa torcida não parava de aplaudir o esforço dos nossos atletas, como forma de reconhecer o grande momento que atravessávamos no Brasileirão. Émerson ainda fez nosso gol de honra aos 40 do segundo tempo, e ficou por isso mesmo: 4 a 1 e uma das poucas vezes na história em que um time saiu de campo aplaudido após levar uma goleada em casa.
A partida de volta serviu só para o Atlético confirmar a classificação através de um 0 a 0 monótono. O Galo acabou sendo o campeão do torneio; foi o segundo título da Conmebol da equipe, que tinha conquistado a taça em 1992, na primeira edição da competição.
Quanto à Portuguesa, o time seguiu bem até a segunda fase do Brasileiro, quando foi eliminada, no grupo que tinha também Flamengo, Vasco e Juventude (o Vasco foi à final e levantou a taça).
A seção “Sagas Lusitanas” tem como fontes principais de informação o Almanaque da Lusa, produzido pelos alunos de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, e o acervo do Museu Histórico da Portuguesa.
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Aqui é Portuguesa, com certeza!
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Se o campeonato acabasse hoje, a Lusa estaria na Série B. A mídia “especializada” já decretou o rebaixamento da nossa Portuguesa antes mesmo do Brasileirão começar. Pra piorar, estamos no início do segundo turno e parte da nossa torcida manifesta-se como se já estivessemos de volta a 2ª divisão, é muito pessimismo!
ue a história não se repita…

Como explicar 4 gols sofridos em 23 minutos? Como analisar a incompetência e a falta de comprometimento do elenco com a Portuguesa? O que dizer de uma diretoria perdida no comando do nosso futebol? Respondendo estas perguntas, encontraremos os motivos de mais uma péssima apresentação da nossa Lusa no campeonato Brasileiro.
No segundo tempo, em campo, o que mudou foi o maior ímpeto da nossa Lusa para chegar ao ataque. Porém, encontravamos dificuldades para entrar na área do Palmeiras, e ainda davamos espaços para contra-ataques. Aos poucos, nossa equipe foi achando falhas na retaguarda do Verdão, que veio do intervalo mais desligado no confronto. Desta maneira, conseguimos descontar aos 23 minutos. Patrício desceu sem ser incomodado pela direita e cruzou para Jonas (sempre ele), de cabeça, vencer o goleiro Marcos. O gol, contudo, não mudou o aspecto da partida. E aos 38 minutos, Jonas (de novo ele) fez mais um ao concluir cruzamento de escanteio com cabeçada certeira e diminuiu a contagem, mas não a vergonha de mais uma goleada que sofremos na competição.




Para toda ação, existe uma reação. E para quem está com pouca sorte, como nossa Lusa, muitas vezes a reação não é das melhores. Por causa de uma pedra e da irresponsabilidade e falta de inteligência de um diretor da nossa Portuguesa, nos incidentes do jogo contra o Flamengo no Canindé, fomos punidos pelo STJD e ontem tivemos que jogar em Santa Bárbara, isto contribuiu diretamente para nossa derrota diante do Vasco por 1 a 0. Na minha opinião, se estivessemos no nosso Canindé, o resultado seria outro.
No início dos anos 50, a Portuguesa começava a se destacar nacionalmente, graças aos craques que vestiam o manto rubro-verde. Até então, as maiores glórias do clube tinham sido os dois títulos paulistas, conquistados em 1935 e 1936. Mas a história começava a mudar, e a Lusa crescia dentro e fora de campo.
