Formulário de Busca

A vitória de 1996 e o polêmico uniforme de 1997 contra o Galo

Dom, 31/08/08
por luiz filho |
categoria Sagas Lusitanas

gustav.jpg

Caros amigos,

Neste domingo a Portuguesa recebe o Atlético Mineiro para uma partida decisiva, aquele famoso “confronto de seis pontos”. A vitória é o único resultado aceitável, portanto vamos primeiro relembrar um duelo histórico contra os mineiros.

Já falamos aqui sobre a campanha no Brasileirão de 1996, que culminou com um frustrante vice-campeonato. Mas para chegar à final, a Lusa enfrentou o Galo na semi, após ter eliminado outro time de Minas, o Cruzeiro.

O surpreendente resultado nas quartas de final colocou a Rubro-Verde num novo patamar, e o que antes era uma surpresa passou, em questão de dias, a ser um time estudado pelos adversários. Foi assim que a Lusa Veneno entrou em campo no Morumbi na noite de quinta-feira, 5 de dezembro, para um público de 21 mil pessoas.

O jogo foi complicadíssimo, e a magra vitória por 1 a 0 veio através dos pés do talismã Alex Alves, que marcou aos 23 minutos do segundo tempo (ele havia entrado no lugar do meia Caio). No final da partida, a torcida do Atlético presente no Morumbi comemorava a derrota e cantava “ão, ão, ão, quero ver no Mineirão”. Porém, o elenco luso demonstrava bastante confiança para a partida de volta, e isso ficava claro no discurso do técnico Candinho, que dizia que iria “cozinhar o Galo no Mineirão”.

Três dias depois, mais de 80 mil pessoas lotavam o Mineirão para ver Renaldo abrir o placar para o time adversário no primeiro tempo. Mas a Portuguesa estava muito forte em todos aspectos, inclusive no lado psicológico, e na volta do intervalo virou a partida com gols de Caio e Alex Alves (que dessa vez entrou como titular). Nossa torcida ainda sofreu bastante com a expulsão de César aos 32 minutos e com o gol de Euller a 9 minutos do final. Mas não teve jeito: o 2 a 2 garantiu nossa presença na final do Campeonato Brasileiro pela primeira vez.

A derrota para o Grêmio na decisão tirou muitas lágrimas dos lusitanos, mas fortaleceu a auto-estima do clube de uma forma geral, e o ano seguinte veria a equipe disputando uma competição internacional, a Copa Conmebol; para nosso azar, naquela época o vice-campeão nacional não tinha vaga na Libertadores.

A estréia foi justamente contra o Galo mineiro, no dia 3 de setembro, no Canindé. O time luso vinha embalado por ótima campanha no Brasileiro, e parecia até mais sólido do que em 1996. Em relação ao ano anterior, as principais diferenças eram o goleiro Sérgio no lugar de Clemer, a consolidação de Leandro Amaral no ataque e o comando do técnico Edinho, que sairia ainda naquele ano envolto em muita controvérsia.

Voltando ao jogo, ele marcava a estréia, em território nacional, do terceiro uniforme da Lusa, criado especialmente para competições internacionais. Além das tradicionais cores verde e vermelho, a camisa trazia ainda azul e amarelo, como forma de ligar o clube ao Brasil, e já havia sido usado em amistoso contra o Real Madrid alguns dias antes (quando perdemos por 1 a 0, em jogo que valia o Troféu Santiago Bernabeu). O que se viu em campo no Canindé foi uma daquelas atuações inexplicáveis: basta lembrar que, aos 18 minutos do segundo tempo, o Atlético fazia seu quarto gol. Mesmo assim, nossa torcida não parava de aplaudir o esforço dos nossos atletas, como forma de reconhecer o grande momento que atravessávamos no Brasileirão. Émerson ainda fez nosso gol de honra aos 40 do segundo tempo, e ficou por isso mesmo: 4 a 1 e uma das poucas vezes na história em que um time saiu de campo aplaudido após levar uma goleada em casa.

A partida de volta serviu só para o Atlético confirmar a classificação através de um 0 a 0 monótono. O Galo acabou sendo o campeão do torneio; foi o segundo título da Conmebol da equipe, que tinha conquistado a taça em 1992, na primeira edição da competição.

Quanto à Portuguesa, o time seguiu bem até a segunda fase do Brasileiro, quando foi eliminada, no grupo que tinha também Flamengo, Vasco e Juventude (o Vasco foi à final e levantou a taça).

A seção “Sagas Lusitanas” tem como fontes principais de informação o Almanaque da Lusa, produzido
pelos alunos de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, e o acervo do Museu Histórico da Portuguesa.
.

Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!

A importância da vitória…

Sáb, 30/08/08
por luiz filho |

Não temos um time brilhante. Mas não existem elencos brilhantes neste campeonato. A cada jornada a igualdade e as inconstantes atuações das equipes equilibram o peso dentro da tabela e o sobe e desce nas pontuações acabam impedindo qualquer prognóstico.

rubro1.jpgSe o campeonato acabasse hoje, a Lusa estaria na Série B. A mídia “especializada” já decretou o rebaixamento da nossa Portuguesa antes mesmo do Brasileirão começar. Pra piorar, estamos no início do segundo turno e parte da nossa torcida manifesta-se como se já estivessemos de volta a 2ª divisão, é muito pessimismo!

Ainda faltam 16 rodadas, precisamos de pelo menos 8 resultados positivos e independente de questões políticas, EU acredito, NÃO iremos cair novamente! É óbvio que não dá para se iludir com o nosso time, longe disso, minha ilusão ficou lá atrás, lá na primeira rodada, no jogo dos 10 gols contra o Figueirense. E olha que nesta época o grupo estava unido. Concordo que não temos elenco para conseguir uma vaga na Libertadores, mas temos elenco para permanecer na 1ª divisão.

Há verdade é que precisamos mudar nossa atitude. Diretoria, jogadores e torcedores precisam novamente estarem sincronizados para conquistarmos um lugar ao sol, mesmo que seja, em um final de tarde. Os homens da nossa Lusa Veneno, precisam resgatar o compromisso e a competência que tiveram em 2007, para sairmos da atual situação e não deixar que o rótulo de uma administração amadora e de série B se confirme mais uma vez.

Não estamos mais na série B, não sei se nossa diretoria percebeu. Eu acho que ainda não. Amarguramos cinco longos anos na escuridão da 2ª divisão, retornamos à luz, mas estamos cegos e desorientados. São crônicas as seqüelas causadas pelo descaso e pelo abandono da nossa história e da nossa tradição. Para quem ainda não sabe, estamos na série A e na elite do futebol brasileiro, precisamos de profissionalismo, organização e disciplina, além de competência (que não vejo há vários anos) à frente da nossa Portuguesa, para voltarmos à vencer.

Neste domingo, iremos “estrear” novamente no campeonato, agora com o comando de Estevam Soares. Nosso adversário, o Atlético-MG, vive um centenário manchado por uma grave crise dentro e fora de campo. Uma vitória neste domingo pode tirar a nossa Lusa da zona de descenso, afinal a diferença para o Fluminense, 15º colocado, é de apenas um ponto: o Tricolor carioca tem 23.

Precisamos conquistar os 3 pontos contra o Galo. A rodada atual é favorável a nossa Portuguesa. Dependendo dos resultados da rodada, poderemos dar o primeiro passo de nossa recuperação, já que Ipatinga, Santos e Náutico irão jogar fora de casa. Atlético-PR e Fluminense também disputaram partidas bem complicadas, com os paranaenses diante do Palmeiras e o mando do Flamengo no clássico carioca. Como sempre, dependemos apenas de nós mesmos!

Na atual situação, a torcida deveria comparecer ao estádio e apoiar, mas não comparece porque o time não vai bem. E o time que as vezes procura força no apoio da torcida para conseguir jogar bem, não a encontra porque o torcedor não vai. Mesmo com a previsão de frio e chuva em São Paulo, no domingo estarei na nossa casa. Estarei no nosso Canindé, torcendo pelo nosso novo técnico, pela nossa nova camisa e espero eu, por um time aguerrido e determinado em campo. Torcendo por uma vitória, mesmo que sofrida, com um gol de Dias de cabeça, após cruzamento de Bruno Teles nos acréscimos.

A Portuguesa é todos nós, ela nos uniu e nada vai nos separar!

Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!

Conversa no Botequim Lusitano

Sex, 29/08/08
por luiz filho |

Treinos e mais treinos

Para melhorar a campanha da nossa Portuguesa no Campeonato Brasileiro, o técnico Estevam Soares aplicou o sistema de permanência integral dos atletas, o que em sua opinião, faz com que o grupo esteja mais unido. ”Eles chegam pela manhã, treinam em dois períodos, recebem alimentação adequada e só depois do jantar voltam para casa. Isso é importante para unir ainda mais o grupo” - disse Soares.

Não basta treinar… tem que jogar!

Estevam Soares admite que, para reencontrar o caminho das vitórias no Brasileirão, mais do que colocar em prática o que foi apresentado nos treinamentos, o elenco terá de mostrar muita superação. “Não adianta os jogadores serem ‘bonzinhos’ no jogo e treinarem para depois deixarem acontecer igual ao jogo do Palmeiras . A equipe do Palmeiras, com todo o respeito, está na segunda colocação, tem nível bem parecido com o nosso”, explicou nosso treinador.

Henrique, não. Será Max?

“O Henrique não teve proposta da Portuguesa, foi um empresário querendo levá-lo, mas o Guarani não vai libera-lo. Nós não temos interesse nesta negociação. Queremos subir e o Henrique faz parte do elenco”, informou o diretor de futebol bugrino, João Seco. Com indicação de Estevam Soares o novo alvo da nossa Lusa pode ser o centroavante Max, ex-Palmeiras e, atualmente, no América-RN.

R$ 20,00 e nada de promoção

Os ingressos para o jogo contra o Galo podem ser comprados sexta-feira e sábado, das 10 às 17h, e no domingo, até a hora do jogo. No Canindé, a venda começa às 9h. Os bilhetes para a arquibancada, além do setor de visitante, custarão R$20, sendo que R$10 para estudantes, aposentados e maiores de 65 anos, portando documento. O setor das numeradas não está liberado para o confronto de domingo.

Camisa Preta

A estréia do nosso terceiro uniforme deverá acontecer no jogo de domingo contra o Atlético Mineiro, no Canindé, já está dando o que falar. Pelo que parece, Luis Iaúca e Estevam Soares não são favoráveis a estréia da nova camisa neste momento, mas tudo indica que nossa Lusa entrará em campo vestindo o fardamento negro.

Q3camisa1997.jpgue a história não se repita…

O último triunfo da equipe mineira sobre a nossa Lusa no Canindé foi em 3 de setembro de 1997, quando o Galo nos goleou por 4 a 1, pela Copa Conmebol. Desde então, foram quatro partidas em nosso estádio, com dois empates e duas vitórias rubro-verdes. Coincidentemente nesta partida, também estreamos um terceiro uniforme, mesclando o vermelho e o verde com as cores da bandeira nacional (amarelo e azul).

E o dinheiro do Diogo?

Dinheiro?… que dinheiro????

Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!

Lançamento do 3º uniforme

Qua, 27/08/08
por luiz filho |
atualizado em: Qui, 28/08/08 

camisa_preta_a.jpg

Nesta quinta-feira (28), aconteceu o lançamento do uniforme número 3 da nossa Portuguesa. O evento foi o lançamento oficial para a imprensa, realizado na loja Bayard do Shopping Morumbi, já que a camisa foi apresentada no banquete de aniversário do clube. A escolha do modelo foi feita na internet pelo site oficial da Lusa. Estiveram presentes representantes da Penalty, Cavalera - marca que desenvolveu a nova camisa e do próprio clube, além da imprensa. Heron e Miltinho vestiram o novo manto negro da nossa Lusa.

O preço da camisa é R$ 149,90 e os 25 primeiros que compraram a camisa, ganharam um par de ingressos para o jogo de domingo entre Portuguesa e Atlético Mineiro, no Canindé, ocasião na qual o time usará pela primeira vez o terceiro uniforme.

Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!

Estevam “Otimista” Soares

Ter, 26/08/08
por luiz filho |

estevam_a1.jpg

Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!

Quatro gols e uma demissão

Seg, 25/08/08
por luiz filho |

Amigos Lusitanos,

Como diria o Diogo, ontem “não tive condições psicológicas” de escrever meu post com a análise sobre a partida contra o Palmeiras. Descrever a pífia apresentação do nosso elenco, de forma passiva e racional, não seria tarefa fácil depois da goleada sofrida por 4 a 2.

bruno1.jpgComo explicar 4 gols sofridos em 23 minutos? Como analisar a incompetência e a falta de comprometimento do elenco com a Portuguesa? O que dizer de uma diretoria perdida no comando do nosso futebol? Respondendo estas perguntas, encontraremos os motivos de mais uma péssima apresentação da nossa Lusa no campeonato Brasileiro.

Nossa Portuguesa começou melhor a partida e parecia preparada para a pressão do Verdão, formando um paredão à frente do gol de André Luís. Apenas um passe preciso ou uma falha individual faria com que o Verdão chegasse com boas chances de abrir o placar. E aconteceu as duas coisas de uma só vez. Aos 20 minutos, Evandro achou Diego Souza livre na área. André Luis saiu do gol e fez pênalti infantil sobre o meia, que Alex Mineiro não desperdiçou. A partir daí, nossa defesa praticamente não existiu mais e foram necessários apenas 23 minutos para o Palmeiras liquidar a partida.

Aos 25 minutos, Dias fez falta na entrada da área, cobrança cruzada direto para o gol e lógico, nossa defesa não subiu, foi o segundo gol do Palestra. Para piorar a nossa vida, o goleiro André Luís falhou novamente e deu o terceiro gol de presente para o Verdão. Aos 43 minutos a goleada se consumou. Sempre livre, Leandro cruzou para Alex Mineiro, também sem marcação, cabecear e marcar o 4º gol.

ednoo.jpgNo segundo tempo, em campo, o que mudou foi o maior ímpeto da nossa Lusa para chegar ao ataque. Porém, encontravamos dificuldades para entrar na área do Palmeiras, e ainda davamos espaços para contra-ataques. Aos poucos, nossa equipe foi achando falhas na retaguarda do Verdão, que veio do intervalo mais desligado no confronto. Desta maneira, conseguimos descontar aos 23 minutos. Patrício desceu sem ser incomodado pela direita e cruzou para Jonas (sempre ele), de cabeça, vencer o goleiro Marcos. O gol, contudo, não mudou o aspecto da partida. E aos 38 minutos, Jonas (de novo ele) fez mais um ao concluir cruzamento de escanteio com cabeçada certeira e diminuiu a contagem, mas não a vergonha de mais uma goleada que sofremos na competição.

Final de jogo, goleada sofrida e assim como foi com Benazzi, Valdir Espinosa deixou o comando da nossa Portuguesa. Estevam Soares chega para assumir o nosso “sombrio” elenco. O que irá acontecer? Difícil responder, fora a equivocada gestão de nosso presidente, volto a dizer… o MAIOR PROBLEMA da nossa Portuguesa nunca foi o treinador e sim os nossos jogadores. Com excessão dos atletas contratados recentemente, em nosso grupo o que falta em técnica e dedicação, sobra em desinteresse e conchavos. Pobre Luis Iaúca…

A partir de hoje eu já me contento com a 16ª posição!

Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!

1955 • Lusa x Palmeiras: uma grande final e muitas curiosidades

Sáb, 23/08/08
por luiz filho |
categoria Sagas Lusitanas

gustav.jpg

Amigos lusitanos,

Na última coluna, relembramos a conquista do Rio-São Paulo de 1952, com vitória sobre o Vasco da Gama na final, e nesta rodada do fim de semana, nosso adversário será o Palmeiras… Portanto, nada melhor do que buscar nos arquivos o título do Rio-São Paulo de 1955, após grande decisão contra o Alvi-Verde.

Atualmente, nosso time tem decepcionado muito a torcida, o exato oposto da década de 50, quando o elenco aliava qualidade técnica, disposição e identificação com o manto rubro-verde. O Palmeiras, rival deste domingo, é um de nossos adversários mais tradicionais. Jogar contra eles significa dar andamento a um dos clássicos mais tradicionais do futebol brasileiro, que representa muito mais do que um simples jogo: é o encontro de duas colônias que têm papel fundamental na história da cidade.

lusa_palmeiras1947.jpg

Para me auxiliar no preparo deste texto, tive a colaboração do meu grande amigo Fernando Galuppo, um dos maiores conhecedores da história do Palestra. Apesar de jovem, ele tem uma longa trajetória dentro do clube, através de participações no departamento de basquete e na preservação da memória da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Antes de falarmos sobre a decisão do Rio-São Paulo de 55, vale a pena dar uma rápida passada pelas curiosidades que cercam o confronto. Lusa e Palmeiras se enfrentaram nada menos do que 252 vezes até hoje, com 120 vitórias do Verdão, 68 empates e 64 vitórias lusas. Pelo Campeonato Brasileiro, o retrospecto é mais equilibrado: em 25 jogos, perdemos 10, empatamos 7 e vencemos 8. O Pacaembu, palco do próximo clássico, recebeu mais da metade dos jogos: 138 até o momento.lusa_palmeiras1947_a1.gif

O primeiro jogo da história entre os dois clubes aconteceu em 13/05/1921, e o então Palestra Itália venceu por 5 a 1; no estádio do Pacaembu, Palmeiras e Portuguesa se enfrentaram pela primeira vez em 13/10/1940, e a Lusa venceu por 3 a 1. O primeiro jogo do Palestra como “Palmeiras” contra a Lusa aconteceu em 31/01/1943, e o Verdão venceu por 2 a 0; na primeira partida válida pelo Brasileirão, novo triunfo alvi-verde, com vitória por 1 a 0, em 07/08/1971 no Pacaembu.

Palmeiras e Portuguesa já se uniram em duas oportunidades, formando um combinado entre os jogadores dos dois clubes para disputar festivais e torneios amistosos. A primeira vez que isso aconteceu foi no dia 25/11/1923. Nesta ocasião o combinado Palestra/Portuguesa foi derrotado por 5 a 0 pelo XV de Piracicaba. Três anos depois, em 18/07/1926, o combinado Palestra/Portuguesa novamente se uniu e foi derrotado, desta vez por 3 a 2, diante da Portuguesa Santista.

De volta aos anos 50, a nossa Lusa estava com tudo: além do título do Rio-São Paulo de 1952, naquele ano de 1955 já tínhamos três conquistas da Fita Azul no currículo, graças às excursões muito bem-sucedidas pelo exterior. A base do time, mesmo com pequenas mudanças, permanecia fortíssima, com craques do gabarito de Cabeção (goleiro), Djalma Santos, Brandãozinho, Julinho Botelho, Ipojucan, Ceci, Floriano, entre outros.

Após grande campanha na primeira fase do Torneio Rio-São Paulo, a Rubro-Verde terminou empatada na classificação com o Palmeiras. Os times foram então para uma melhor-de-três. Pelo lado palestrino, atuavam nomes como Waldemar Fiúme, Valdemar Carabina e Jair Rosa Pinto, sob comando de Cláudio Cardoso. A primeira partida, disputada no Pacaembu na tarde de 29 de maio, terminou em 2 a 2 (nossos gols foram anotados por Edmur e Aírton).

Para o segundo jogo, no dia 5 de junho (novamente no estádio municipal), a Lusa Veneno entrou em campo com Cabeção, Nena, Floriano, Djalma Santos, Brandãozinho, Zinho, Julinho Botelho, Ipojucan, Aírton, Edmur e Ortega (o técnico era Délio Neves). Nossos jogadores confirmaram a força do verdadeiro esquadrão que tínhamos em campo, e a vitória por 2 a 0 veio com gols de Julinho e Ipojucan.

lusa_50_blog.jpg

O resultado foi suficiente para nos dar o título; era mais uma prova da capacidade da Portuguesa, que passava por momento de euforia e não parava de crescer. A década de 50 foi verdadeiramente mágica para nossa coletividade: após as glórias futebolísticas, em 1956 o clube comprava a área do Canindé, nossa casa até hoje.

Portuguesa e Palmeiras muitas vezes se encontraram nas estradas da bola e possuíram ídolos em comum. Os dois que mais se destacaram pelas duas equipes estiveram em campo naquela final em 55 com a camisa lusa: Djalma Santos e Julinho Botelho. Além deles, outros jogadores como Enéas, Luís Pereira, Evair, Leivinha e atualmente o goleiro Sérgio, só para citar alguns, também atuaram nas duas tradicionais agremiações.

A seção “Sagas Lusitanas” tem como fontes principais de informação o Almanaque da Lusa, produzido
pelos alunos de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, e o acervo do Museu Histórico da Portuguesa.
.

Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!

O “Tchan” da Musa Veneno!

Sáb, 23/08/08
por luiz filho |

musa_fernanda.jpg

A votação foi encerrada e o concurso Musas do Brasileirão do Globoesporte.com está entrando na fase decisiva. Até o dia 30 de agosto saberemos as três candidatas da Lusa Veneno que concorreram ao posto de Musa Rubro-verde em 2008. Enquanto a decisão não sai, vale a pena conhecermos mais uma candidata a Musa da nossa Lusa. A ex-dançarina do grupo É o Tchan, Fernanda Macario, do Rio de Janeiro, é a segunda candidata mais votada entre as concorrentes a “Musa Veneno“.

musa_simoni_011.gif

1) COMO VOCÊ SE TORNOU TORCEDORA DA LUSA VENENO? COMO FOI DESCOBRIR ESSA PAIXÃO?

Fernanda: Tornei-me torcedora da lusa quando morei um tempo em São Paulo, passei a conviver com alguns torcedores da Portuguesa e logo de cara me apaixonei pelo time pois a Lusa é um time guerreiro, gostei muito da sua história e sua luta, sua superação, e apesar de todas as dificuldades o time nunca baixou a cabeça e desistiu, gostei de ver que a torcida da Lusa tem tradição e essa paixão passa de pai pra filho, não nasci lusitana mas escolhi esse time, porém com certeza meus filhos herdaram essa paixão pelo time.

2) QUEM É SEU MAIOR ÍDOLO DE TODOS OS TEMPOS? E PORQUE?

Fernanda: Meu ídolo de todos os tempos sem duvida é o Dener, com certeza ele será inesquecível pra Lusa, dos atuais era o Diogo, mas acho que a atitude dele com a Lusa não foi muito legal…

3) POR QUE DEVERIAMOS ELEGER VOCÊ COMO ‘MUSA VENENO’ DA NOSSA LUSA?

Fernanda: Acho que mereço ser escolhida pra representar a Lusa Veneno, pois meu coração é rubro-verde, e representaria a portuguesa de todo coração… E corpo e alma também!!!!

Boa Sorte Fernanda!

veja mais fotos da Fernanda Macario em seu perfil
conheça todas as candidatas a “Musa” Veneno

Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!

No Canindé, a história seria outra…

Sex, 22/08/08
por luiz filho |

lusaxvasco.jpgPara toda ação, existe uma reação. E para quem está com pouca sorte, como nossa Lusa, muitas vezes a reação não é das melhores. Por causa de uma pedra e da irresponsabilidade e falta de inteligência de um diretor da nossa Portuguesa, nos incidentes do jogo contra o Flamengo no Canindé, fomos punidos pelo STJD e ontem tivemos que jogar em Santa Bárbara, isto contribuiu diretamente para nossa derrota diante do Vasco por 1 a 0. Na minha opinião, se estivessemos no nosso Canindé, o resultado seria outro. Confira como foi confronto e dê notas para as atuações dos jogadores.

Não há muito o que comentar sobre a partida. Mesmo desfalcada e com toda a limitação do nosso elenco, desde o início, nossa Portuguesa se mostrou um time mais a fim de jogo. Com maior posse de bola, acuamos o Vasco no campo de defesa, dominanos completamente todas as ações e seguimos pressionando, mas faltou eficiência e sorte nas finalizações. Duas bolas na trave e várias chances desperdiçadas no primeiro tempo, fizeram muita falta nos 45 minutos finais. O Vasco aproveitou a única oportunidade que teve e concluiu na falha de André Luis.

Não estou justificando a derrota. Até porque, independente do local da partida, este resultado negativo apenas confirma nossa campanha vexatória e a administração equivocada de nossa diretoria a frente do futebol. Nossa Lusa continua entre os últimos colocados. Estamos na 17.ª colocada, com 22 pontos e o técnico Valdir Espinosa segue com um retrospecto negativo de duas vitórias, um empate e cinco derrotas.

COMENTÁRIOS SOBRE A PARTIDA:

“Não sei se nós ganharíamos jogando no Canindé, mas pelo que se viu no jogo hoje…”, deixou no ar o comandante Valdir Espinosa, antes de explicar: “o Vasco joga como bem quiser, mas hoje ele se propôs a defender e jogar no contra-ataque. Nós, num gramado melhor, seríamos muito melhores do que fomos. O Vasco se beneficiou disso.”
Valdir Espinosa

“Nosso primeiro tempo foi muito bom. Criamos várias oportunidades. Infelizmente, não transformarmos aquele bom momento em gol. O gramado não estava bom, mas evito arrumar desculpa. Estava ruim para os dois times. Não adiantar lamentar. Vamos ganhar pontos.”
Fellype Gabriel

“No primeiro tempo, o time esteve bem. Criou algumas oportunidades, mas não conseguimos marcar. Já na etapa final não estivemos, principalmente por causa de nosso sistema ofensivo. Nossos três atacantes ficaram embolados. Isso atrapalhou.”
Valdir Espinosa

“Não podemos ter pressão para trabalhar. Precisamos de calma e tranqüilidade para sair da zona de rebaixamento. Tenho certeza de que nosso grupo vai sair dessa situação. Vamos começar pelo jogo contra o Palmeiras.”
Fellype Gabriel

“A punição foi marcante para nós, nós sentimos isso. Hoje sentimos falta de um gramado melhor para ter mais condições de jogo, pelo que foi proposto na partida: nós atacando e o Vasco se defendendo.”
Valdir Espinosa

Opinião de Lusitano:
Na sua opinião, com o futebol que a nossa Lusa apresentou na partida contra o Vasco, se o jogo tivesse acontecido no Canindé, o resultado seria diferente?

Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!

1952 • final contra o Vasco no título do Rio-São Paulo

Qui, 21/08/08
por luiz filho |
categoria Sagas Lusitanas

gustav.jpg

Caros amigos,

Nesta quinta-feira, nossa Lusa enfrenta o Vasco da Gama na cidade de Santa Bárbara do Oeste, no interior do estado. A expectativa de público pequeno e jogo um tanto melancólico difere muito do momento que iremos recordar hoje aqui na coluna.

lusa_vasco.gifNo início dos anos 50, a Portuguesa começava a se destacar nacionalmente, graças aos craques que vestiam o manto rubro-verde. Até então, as maiores glórias do clube tinham sido os dois títulos paulistas, conquistados em 1935 e 1936. Mas a história começava a mudar, e a Lusa crescia dentro e fora de campo.

Já em 1951, uma bem-sucedida excursão pela Europa deu à Rubro-Verde sua primeira Fita Azul, prêmio concedido às equipes brasileiras que ficassem dez jogos invictas no exterior. Nessa turnê pelo Velho Continente, o momento mais marcante foi a conquista da Taça San Isidro, após vitória por 4 a 3 sobre o Atlético de Madri, então campeão espanhol, na casa do adversário. Nesse confronto, conta a história que o árbitro fazia de tudo para que acontecesse vitória do time local, mas nem isso parou a Lusa Veneno. A equipe, comandada por Oswaldo Brandão, tinha só craques, liderados por um quarteto incrível: Djalma Santos, Brandãozinho, Julinho Botelho e Pinga.

Mesmo com esse feito no ano anterior, só em 1952 a Portuguesa pôde provar definitivamente seu valor perante os críticos. O Brasil ainda não tinha um campeonato nacional, portanto o Torneio Rio-São Paulo era o que mais se aproximava disso, pois reunia os melhores times do país. Outra disputa comum na época era entre as seleções estaduais, e nesse quesito a Lusa também dominava, já que formava a base da seleção paulista.

quarteto.jpg

No Rio-São Paulo de 52, o ótimo time rubro-verde dava show, e chegou aos jogos finais com autoridade de campeão em potencial. A partida final nos colocava frente a frente com outro representante da colônia portuguesa, o Vasco da Gama, no ainda novo estádio do Maracanã. Nos dois confrontos anteriores contra o Vasco pelo mesmo torneio, um empate em 1 a 1 no Maraca e uma vitória da Lusa por 4 a 2 no Pacaembu.

A final foi disputada na noite de quinta-feira, 19 de junho, sob grande expectativa no maior estádio do mundo. Com grandes jogadores em campo, o duelo era uma perfeita amostra do futebol clássico brasileiro, numa época em que o país ainda se recuperava do baque pela perda da final da Copa de 1950. Pela Rubro-Verde, estavam em campo Muca, Nena, Noronha, Djalma Santos, Brandãozinho, Ceci, Julinho Botelho, Renato, Nininho, Pinga e Simão, sob comando do técnico Jim Lopes.

O Vasco saiu na frente logo aos 5 minutos do primeiro tempo, mas nosso goleador Pinga (maior artilheiro da história do clube, e que depois jogaria também no Vasco) marcou dois logo na seqüência para virar a partida. Os cariocas ainda empataram na etapa final, mas o 2 a 2 era suficiente para consagrar a Portuguesa campeã. Antes do fim do jogo, muita confusão e brigas dentro de campo - nada que tirasse o brilho de uma das maiores conquistas da nossa história.

O time da Lusa ainda daria muitas alegrias aos torcedores naquela década, conquistando mais duas vezes a Fita Azul (em 53 após excursão pela América do Sul e em 54 na Europa) e mais um Rio-São Paulo, em 1955. Sem contar as goleadas históricas aplicadas naquele período…

A seção “Sagas Lusitanas” tem como fontes principais de informação o Almanaque da Lusa, produzido
pelos alunos de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, e o acervo do Museu Histórico da Portuguesa.
.

Opine, palpite, participe do nosso Blog
Aqui é Portuguesa, com certeza!


Formulário de Busca


2000-2008 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade