Cinco rodadas para seguir na elite
Faltam apenas 10 rodadas para o fim do Brasileirão 2008. São 30 pontos a serem disputados e precisamos conquistar pelo menos 15 pontos para escaparmos do rebaixamento. Para o nosso técnico, Estevam Soares, nossa Portuguesa tem que conquistar a minimeta de nove pontos pela frente contra Coritiba, Grêmio e Náutico.
Analisando a tabela, identifico as próximas 5 partidas que iremos jogar como sendo vitais para a nossa luta contra a degola e apesar das possíveis complicações que cada adversário poderá nos infundir, além dos prováveis erros de arbitragem que deverão acontecer contra nós, se conseguirmos arrancar 8 ou 10 pontos neste jogos, com certeza teremos boas chances de continuarmos na elite do futebol nacional.
Isso porque nas cinco últimas rodadas do campeonato, iremos jogar mais 3 partidas no Canindé. Vale lembrar que em 13 jogos no Canindé, nossa Portuguesa conquistou seis vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas no Brasileirão.
Canindé • 11/10
CORITIBA
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1º turno: Coritiba 4×0 Portuguesa
O Coritiba tenta brigar por vaga na Libertadores, apesar do pouco favoritismo, mas mesmo assim faz uma campanha bem regular no Brasileirão. O técnico Dorival Júnior e os jovens revelações da equipe fizeram com que o time estivesse sempre entre as primeiras posições. O elenco do Coritiba tem boas opções no ataque e no time titular. O problema é o banco de reserva, Keirrison e Carlinhos Paraíba não têm substitutos à altura no elenco. No gol no entanto, Edson Bastos e Vanderlei brigam pela camisa 1.
Onde pode complicar para a Lusa: Contratado no início do ano, Dorival Jr. conquistou o Campeonato Paranaense. Neste campeonato brasileiro, o técnico mostrou personalidade e tem tudo para ser um técnico de ponta no futuro.
Canindé • 19/10
GRÊMIO
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1º turno: Grêmio 2×1 Portuguesa
O Grêmio é um dos favoritos a uma vaga na Libertadores e caso queira brigar pelo título do Brasileirão precisa mostrar sua força como visitante. O Tricolor é regular quando joga fora do Olímpico e também consegue pontuar como visitante. Diante disto, o elenco sempre esteve no topo da tabela.
Onde pode complicar para a Lusa: Além de contar com Theco, Léo e Perea na equipe, o ponto forte do Grêmio é a defesa. A imprensa destaca o goleiro Victor como um dos bons nomes do elenco neste ano. A defesa tricolor foi a menos vazada do primeiro turno, com 12 gols sofridos. O Grêmio tem a melhor defesa do Brasileiro, com 23 gols sofridos.
Aflitos • 25/10
NÁUTICO
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1º turno: Portuguesa 3×2 Náutico
O Náutico chegou a liderar o campeonato e permaneceu durante 6 rodadas no G4, depois o rendimento da equipe caiu. Sem muitas opções de jogadores em seu elenco, dispensados após o time parar na zona de rebaixamento, O Timbú já não tem a mesma força quando joga nos Aflitos. Diante de uma tabela complicada, o Náutico é um sério candidato ao rebaixamento este ano.
Onde pode complicar para a Lusa: A força da torcida do Náutico pode ajudar o time a escapar da degola. A média de público por partida é 16 mil pessoas e o Estádio dos Aflitos é sempre um caldeirão para os adversários que enfrentam o Timbu em Recife.
Canindé • 29/10
IPATINGA
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1º turno: Ipatinga 4×1 Portuguesa
As trocas de técnico comprometeram o rendimento da equipe e assim como na nossa Lusa, o fraco planejamento de sua diretoria contribuiu diretamente para a péssima campanha do Ipatinga no campeonato. Depois de Giba e Ricardo Drubscky, Márcio Bittencourt tenta salvar a equipe do rebaixamento ao lado de Adeílson, o principal nome no time do Tigre. O jogador anda fazendo a sua parte e já marcou nove gols até o momento.
Onde pode complicar para a Lusa: O Ipatinga fez péssimas apresentações neste campeonato e passou grande parte da competição na rabeira da tabela, no entanto quando jogou contra grandes clubes apresentou um bom futebol. Empatou com o São Paulo no Morumbi, brecou o Cruzeiro, Internacional e Fluminense em casa, além de aplicar uma goleada na nossa Lusa em pleno Ipatingão.
Maracanã • 01/11
FLAMENGO
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1º turno: Portuguesa 2×2 Flamengo
Pressionado e apoiado pela torcida, o Flamengo iniciou o Brasileirão já fazendo conta com o título. Candidato a uma das vagas para a Libertadores, o clube rubro-negro investiu e por isso conta com várias opções em seu elenco. Mesmo com a saída de Souza e da contusão de Diego Tardelli, a força da equipe ainda é a articulação no meio-campo. Diante da má fase de Obina na frente, o artilheiro Marcinho, que foi vendido, anda fazendo falta. A bola da vez é Vandinho, que atuava no Avaí.
Onde pode complicar para a Lusa: A torcida do Flamengo é a principal arma da equipe neste campeonato. Quando o time precisa, a massa rubro-negra acaba “entrando” em campo e ajuda a equipe a conquistar pontos importantes. Em 2007, a força da torcida ajudou o time da Gávea a sair da penúltima posição na tabela, para a terceira colocação, o que garantiu o Flamengo na Libertadores.
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A vida de goleiro é complicada demais. No último domingo, os “milagres” operados por André Luis na Vila Belmiro garantiram o empate contra o Peixe e fizeram o goleiro sair de campo ovacionado pela torcida lusitana. Hoje, a história é bem diferente. Contra o Vitória, nosso guarda-metas precisou apenas de 3 minutos para liquidar a partida a favor da equipe adversária. André Luis falhou feio e praticamente acabou com as nossas chances de conquistar um bom resultado no Barradão logo no início da partida.
Três minutos depois, um replay. Novamente Leandro Domingues foi parado com falta, dessa vez de Wilton Goiano. Robert cobrou a infração com a mesma intensidade da primeira vez, só que a falha de nosso goleiro foi mais alarmante e André Luís se na primeira espalmou para a frente, desta vez espalmou contra nossa própria meta e decretou a mudança no placar: 2 a 0.
Aos 17min, Estevam Soares fez duas modificações e substituiu Athirson por Washington, fazendo com que o time perdesse a qualidade do toque de bola pelo meio e Vaguinho no lugar de Jonas, que por voltar para buscar muito o jogo acabou aparecendo pouco na partida. A entrada de Washington nada refletiu em campo, já que o jogador só serve para ficar dentro da área e olhe lá, além disso ele precisa da assistência e do apoio dos laterais, o que não estava acontecendo na partida. Logo depois, Fellype Gabriel que também atuou muito recuado foi substituído pelo tal, Heverton.

Mas voltando a partida de ontem, com o empate, tanto nossa Lusa quanto o Santos desperdiçaram a chance de se afastar do fantasma da queda, já que os nossos principais correntes não venceram. Fluminense e Vasco perderam; Figueirense e Atlético-PR empataram. Dos times que estão na parte de baixo da tabela, só o Ipatinga venceu.
No primeiro tempo, a equipe santista tentou ir para cima de nós, sempre buscando o seu artilheiro, mas a aparente superioridade do Santos, no entanto, parou na forte marcação da nossa Portuguesa. Logo aos 5min minutos, Edno recebeu no campo de ataque e encontrou a zaga santista desarrumada. O jogador lançou na medida para Fellype Gabriel, que matou no peito para Jonas quase marcar. Passamos a ter o domínio da bola a partir dos 25 minutos de jogo, explorando bem as descidas de Athirson, pela esquerda, e Patrício, pela direita. Faltou aos laterais, porém, maior capricho na hora dos cruzamentos, principalmente de Patrício que só nessa partida errou 13 passes.
De volta do intervalo, o panorama do jogo permaneceu o mesmo nos primeiro minutos. Os dois times abusaram demais dos erros de passes, das faltas no meio-de-campo e dos chutões. Aos 13 minutos todos que estavam no estádio perceberam a lambança do árbitro Paulo César de Oliveira na hora da cobrança da falta que originou o gol de Kleber Pererira.


Ótimo nos dribles secos e fintas curtas, aprimoradas no tempo em que jogava futebol de salão. Enéas foi lapidando seu futebol com o passar dos anos, chegando a ser um dos melhores jogadores do mundo.
Sua técnica refinada era sempre uma garantia de belos gols e de jogadas do mais alto nível. Um atleta que carregou o time da Portuguesa nas costas, durante toda sua estada no Canindé. Quando estava em dia inspirado, brilhava tanto que superava e ofuscava a grandes craques de outros times como: Rivelino, Pelé, Zico, Pedro Rocha, etc. E isso aconteceu inúmeras vezes.
A vitória no último domingo contra o Botafogo foi apenas o nosso primeiro passo contra o fantasma do rebaixamento. No próximo domingo enfrentaremos o Santos, na Vila, em mais uma partida de 6 pontos na briga direta contra a degola.
Logo no início da partida, eu e os quase 3 mil torcedores que foram apoiar a nossa Portuguesa ficamos preocupados. Afinal de contas, a nossa Lusa entrou no gramado com o objetivo de não tomar gol, exerceu forte marcação no campo adversário e deixou o time do estrelinha solitária com extrema dificuldade para sair jogando. Mas, como o nosso problema na criação no meio-campo ainda persiste, nosso time não conseguiu se aproveitar dos erros do Fogão. A bola pouco chegava aos pés de Washington e Edno porque Preto estava sobrecarregado na função de armador. E assim como aconteceu nas últimas partidas não conseguimos converter a nossa posse de bola em lances de perigo.
Na verdade grande parte do primeiro tempo foi bastante tedioso, até que Carlos Alberto, o do time carioca, emendou um bonito chute da entrada da área e obrigou o goleiro André Luis a realizar grande defesa. Em seguida, demos o troco. Rai arriscou de longe e a bola triscou o travessão de Castiilo, que já estava batido. Quando tudo indicava que a etapa iria terminar sem gols, uma bola alçada da esquerda pelo Botafogo, encontrou novamente Carlos Alberto que só escorou e Wellington Paulista apenas teve o trabalho de empurrar para o fundo da rede. Silêncio no Canindé.
Aos nove minutos, nossa Portuguesa empatou a partida. Preto cobrou falta na área e Bruno Rodrigo tocou de cabeça, Castillo deu rebote dentro da área e Fellype Gabriel aproveitou. O gol deu mais motivação a nossa Lusa, que foi para cima e levou problemas ao Botafogo. O time carioca, por sua vez, ficou apático de uma hora para outra. Perdido, o Botafogo começou a cometer faltas desnecessárias e abusava nos erros de passes, as armas do adversário eram apenas cruzamentos. E a nossa zaga pouco falhou pelo alto. No segundo tempo, pela primeira vez, desde o jogo contra o Cruzeiro, conseguimos converter o nosso domínio territorial em oportunidades reais de gol. E assim chegamos à virada.

