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Na raça do Ariel

Qua, 29/10/08
por luiz claudio massa |
categoria Brasileirão-08

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FALA COXA. Até que enfim voltamos a vencer. No entanto não foi nada fácil. A galera pressionou para a entrada do Ariel e não deu outra. De virada, derrotamos o Galo. Noite de chuva e impaciência. Até um “fora Dorival” a torcida cantou.

Chuva o dia inteiro. Só dez mil coxas no Couto Pereira. Dorival Junior teimoso. Só o Keirrison no ataque. Em jogos fora de casa, até que o esqueminha dá certo. No Couto, com o time vindo de um resultado absurdamente negativo, tendo que pressionar não é a melhor escolha.

Achar que João Henrique e Marlos vão encostar no K9 perto da área é um equívoco. A torcida sentiu a ineficiência do esquema e não popupou o treinador.

No primeiro tempo, fomos dominados pelos garotos do Galo. Marlos falhou tentando driblar meio time adversário e, no contra-ataque, eles saíram na frente. Nosso ataque não incomodou nada.

Na saída para o intervalo, as primeiras vaias para o treinador. Os torcedores que estavam próximos se exaltaram. Pediram até a saída de Dorival. Achei exagero, apesar de não ter gostado nada da escalação e do comportamento do time na primeira etapa.

DJ voltou com Ariel e Bilu na meia-cancha. Era tão fácil, extremamente, fácil. Até Keirrison melhorou. O Coxa passou a sufocar o Galo. O gringo mostrou aquilo que nós já sabíamos: não pode ficar de fora nunca.

Ricardinho, o melhor do time, acertou um balaço de direita, o pé bobo. O garoto merecia. Tem feito belas apresentações. O time cresceu e a torcida foi junto. Marlos bateu uma falta fechada, o goleiro falhou e Maurício virou o jogo.

Depois disso, sofremos de leve com as bolas alçadas pelo Pet, mas Vanderlei estava atento e salvou duas bolas difíceis. DJ colocou Hugo em campo, tirando K9, que saiu vaiado. O gringo Ariel incomodou a zaga do Galo. Se faz o dele, o Couto iria à loucura.

Foi uma vitória importante. Somamos mais três pontos e recuperamos a confiança.

Algumas lições da quarta-feira chuvosa:

- João Henrique ganhou um vaga no banco de reservas.

- Paraíba está em má fase, mas tenta superar com raça e dedicação.

- Bilu “acertou” o meio de campo. Mostrou ser útil.

- Keirrison não sabe jogar sozinho.

- O esquema 3-6-1 não funciona em casa, pois os meias ficam distantes do K9.

- Dorival é teimoso.

- O Coritiba faz uma bela campanha.

- ARIEL NÃO PODE FICAR DE FORA… NUNCA.

Queremos “aquele” time de volta

Seg, 27/10/08
por luiz claudio massa |
categoria Brasileirão-08

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FALA COXA! Não acredito que tenham abduzido o futebol do Coritiba. Não é possível que um time que nos encheu de orgulho no primeiro turno, buscando as primeiras posições, se contente em ser um mero coadjuvante no segundo.

Quero de volta aquela equipe com compromisso de se honrar as nossas tradições. Uma equipe com atitude vencedora, que mesmo contra as adversidades se mantinha unida e coesa. Não aquela da fatídica quinta-feira carioca. Que entrou no maior templo do futebol mundial sem um mínimo da sua principal característica: a alma guerreira!

Era de se esperar uma queda de produção da equipe em virtude dos altos e baixos das atuações individuais de alguns jogadores. Que temos carências em determinadas posições já estamos carecas de saber. O que não podemos admitir é a falta de dedicação até o apito final do árbitro.

Nesta quarta-feira, contra o Atlético Original, queremos aquele time de volta. Queremos os gols de Keirrison. A luta do Ricardinho. A garra do Ariel. A qualidade do Paraíba. A segurança do Vanderlei. A sensatez do Dorival Júnior.

O futebol é só uma disputa esportiva. Os resultados nem sempre são aqueles que esperamos. Fatalidades, como a última derrota, acontecem. O que nos resta é aprender com ela. O que sabemos de cor é que nada conseguiremos sem luta e união. Não vamos muito longe sem o apoio da maior torcida do Estado.

Cabe aqui reviver o comentário do coxa-branca Rodrigo: “a torcida do Coritiba é exigente e apaixonada (uma mistura explosiva)”. Bota exigente nisso! Bota explosiva nisso! Bastou uma derrota, por sinal vergonhosa, para o Flamengo no Maracanã, para que tudo o que foi feito neste ano da nossa volta à elite fosse contestado.

De nada adiantou sermos mais uma vez campeões na casa deles. Pouco resolveu montarmos um time com base na nossa piazada e que faz no Brasileirão uma campanha elogiada nos quatro cantos do País. O Coxa nunca correu riscos neste campeonato. Ao contrário, sempre frequentou o topo de cima da tabela. Bastou alguns resultados para que a nossa explosiva torcida desdenhasse tudo o que foi feito.

É claro que houve tropeços, tanto na Copa do Brasil quanto no Brasileirão. Também não estou satisfeito que as últimas apresentações. Quero que o Coxa vença todos os jogos que dispute. O Brasileirão não acabou. Temos que continuar fazendo a nossa parte e cobrar para que a comissão técnica e os jogadores façam a deles.

Não é hora para desencanto. Não é hora para abandono. Nem nos piores momentos deixamos o time sozinho, não é agora que isso vai acontecer. Não tem desculpa: na quarta, todos no Couto.

Vamos pro jogo. Nosso único desfalque é o Mancha. No mais, DJ conta com todos os outros. Marlos (foto/Gazeta) vai pro jogo. Dá pra montar um esquema e partir para cima do Galo. Amigos, amigos, três pontos à parte. Da minha parte não exijo a vitória. Só acho que eles nos devem um jogo de alto nível, com raça e disposição. Dessa maneira acredito que os três pontos virão. Mera conseqüência.

Nosso adversário vem de bons resultados contra o Fla e contra o Inter. Todo cuidado é pouco, pois eles ainda não estão 100% livres da ZR. Mesmo assim, só nos resta, ir pra cima do Galo, em busca da vitória.

Se não dá para entrarmos no G4, temos que nos esforçar para chegar o mais próximo possível. De nada adiantará sermos considerados as boas surpresas do campeonato se não terminarmos o dito cujo com dignidade.

Dá-lhe Verdão!

NO PRIMEIRO TURNO FOI ASSIM

Embalados por derrubar o líder Flamengo, fomos ao Mineirão enfrentar um Galo em crise. Lembram? Naquele sábado, a maioria da torcida do Galo não entrou no estádio, preferiram fazer um protesto nas cercanias. Começamos o jogo a mil. Keirrison fez o primeiro de pênalti e Prates marcou contra. Tudo isso no primeiro tempo. Também foi na etapa inicial que o Pet entrou em campo. Nossa rapaziada ficou assustada com o sérvio. Na manha, ele cavou e converteu um pênalti. Em seguida, deu o passe para o gol de empate. No segundo-tempo, Rubens Cardoso foi expulso e o Galo fez a virada. Marlos também foi excluído. O que começou bem terminou muito mal. Foi mais uma partida em que os três pontos nos escorregaram pelas mãos. Outras viriam.

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Blog do Coxa também é cultura

Sex, 24/10/08
por luiz claudio massa |

coxa1.jpgFALA COXA e outros. Aproveitando que torcedores de muitos times pelo Brasil afora estão gostando de passar por aqui. Vamos mostrar que o Blog do Coxa também ajuda a difundir a cultura entre os brasileiros.

Tem uns que acham que somos todos alemães, outros acham que nos sentimos ofendidos quando nos chamam de Coxas. Pros mais xaropes: A grafia da cidade tinha duas versões Curityba e Corityba. Por isso, o nome do maior do Paraná foi adaptado para CORITIBA!

Lendo com atenção, conhecerão a magnífica história centenária do Coritiba Foot Ball Club. A homenagem é prestada pelo Fábio Meyer, um coxa-branca da melhor estirpe, que não quer nem aparecer.

Com ele é palhaçadinha zero. Por isso, as zoações por aqui estão proibidas. Quem quiser conhecer uma história de craques e conquistas e deixar um recado respeitoso será benvindo.

           Ah, o texto já foi publicado no Coxanautas e no blog do Fábio.

OBRIGADO COXA-BRANCA:

Frederico “Fritz” Essenfelder trouxe do Rio Grande do Sul a primeira bola de futebol e o entusiasmo para difundir o novo esporte bretão em terras paranaenses. Ele resolveu montar um “team” e agregou à sua volta outros jovens oriundos do Club Ginástico Turverein (ou Teuto-Brasileiro), todos de origem germânica.

Desafiados Essenfelder e seu grupo de amigos para um jogo a realizar-se em Ponta Grossa, no mesmo dia do convite, ao invés de organizar apenas uma equipe, rapazes como ele, de uma família tradicional que produzia pianos, resolveram fundar um clube que nasceu com a marca de muitos dos nomes mais tradicionais da sociedade paranaense até hoje, como Leopoldo Obladen, Arthur Iwersen, Arthur Hauer, João Vianna Seiler e outros tantos… E nasceu naquele 12 de outubro de 1909, o Coritybano Football Club, a preparar-se para o jogo que se realizaria em 23 de outubro seguinte em Ponta Grossa.

Será que essa decisão de fundar um clube foi tomada por entusiasmo juvenil? Ou será que eles tinham em mente uma vaga idéia de que, ali, naquele momento, plantavam a semente de tudo o que aconteceu nos 99 anos seguintes?

Impossível responder isso, mas eu tenho como palpite que eles planejaram algo efetivamente grande, bem do disciplinado jeito alemão de fazer as coisas olhando sempre ao futuro. Mas mesmo assim fico a me perguntar:

Será que eles sabiam que, de clube de colônia, o depois renomeado Corityba passaria a ser um clube do povo, agregando italianos, poloneses, ucranianos, portugueses, caboclos e negros?

Imaginavam que as cores verde e branca da casa dos Habsburgos teriam suas metas defendidas por gigantes de ébano como Jairo e Edson Bastos? E que na linha, atuariam artistas negros e mulatos como Zé Roberto, Lela “o careta”, Eli Carlos e Tóby? Mais que isso, concebiam que até a colônia japonesa se faria presente nessa história com Kazuoshi Miúra, o Kazu e Pedro Ken?

Teriam eles, a vaga noção de que a idéia agregaria tanta gente à sua volta e seria capaz de criar ídolos marcados nas memórias de gerações de pessoas, como Rafael Camarota, Manga, Oderdan, “capitão” Hidalgo, Pachequinho, Aladim, Pizatinho, Hermes, Lanzoninho, Hamilton Guerra, Bequinha, Miltinho, Neno, Leocádio, Duílio Dias, Paquito, Tião Abatiá, Kosilec, Vilson Tadei, Luiz Freire, Tostão, Keirrison, Henrique Dias e Vanderlei?

O que eles pensariam se soubessem que aquela era e semente da criação de um mito como Fedato, o zagueiro que recusou jogar na época do auge do futebol carioca para continuar defendendo as cores do seu amado alvi-verde? E que o “flecha loira” Krüguer pensaria em dar sua vida pelo ideal, a ponto de enfrentar a morte e voltar a campo para depois aposentar-se e continuar trabalhando por 30 anos no clube, ajudando a formar novos jogadores para a instituição?

E qual seria o seu orgulho, sabendo dos atletas que desfilariam seu futebol pelo mundo, representando o Brasil na seleção brasileira, como Nilo, Dirceu, Alex e Dida?

Isso tudo talvez eles pudessem conceber. Afinal, o esporte agrega valores como estes, de lealdade, doação, garra, patriotismo, honra e tradição. E esporte, enfim, não discrimina ninguém pela cor da pele ou pela origem, o esporte faz aflorar os mais belos sentimentos da alma.

Mas, e se alguém lhes dissesse que da inveja de um adversário contra o zagueiro Hans Egon Breyer nasceria um grito de guerra, um mantra, uma identificação eterna e sincera a ser pronunciada pela eternidade? E que o apelido Coxa-Branca viraria Coxa e seria gritado como Cooooo-Xaaaaa! impondo respeito aos adversários pelo mundo afora?

E o que eles diriam, se soubessem que a instituição que fundaram presumivelmente apenas para uma partida de futebol construiria um dos maiores estádios particulares do país e do mundo? E que neste mesmo templo da fé que eles fundaram, até o “papa do povo”, João Paulo II visitaria dando sua benção?

E como agradeceriam seus vitoriosos sucessores na tarefa de manter viva a chama da ideologia do esporte em alvi-verde, como Antonio do Couto Pereira, Lincoln Hey, Aryon Cornelsen, Miguel Checchia, Bayard Osna, Joel Malucelli e Giovani Gionédis?

E será que prestariam reverência ao maior dos seus “filhos”, o imortal Evangelino da Costa Neves?

Sobre isso, só podemos especular. Deus não nos dá o poder de pedir a opinião dos antigos, Ele nos instrui apenas a agradecer a eles pelo bem que seus atos criaram no futuro.

Por isso eu venho aqui e lhes digo de todo o coração: OBRIGADO COXA-BRANCA!!!

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De férias, no Rio

Sex, 24/10/08
por luiz claudio massa |
categoria zoação

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Esta charge do Tiago da Gazeta vai pro Igor. Ele deve estar “prejudicado” hoje, mas amanhã, com certeza, vai desfilar no calçadão de Copacabana com a número 1.

Tudo escuro

Qui, 23/10/08
por luiz claudio massa |
categoria Brasileirão-08

Clique na parte superior do box preto e arraste até o final do post.

FALA COXA! Aquilo que começa errado, não tem outra: tem tudo para terminar errado.

Dorival avacalhou: tirou o gringo Ariel e a nossa vontade de vencer.

Até dois a zero, se o jogo fosse aquele bobinho que se brinca nos treinos, os três pontos eram nossos. Nada de agredir o adversário, de chutar a gol, de esboçar uma reação. Para nós o campeonato acabou. Só nos resta lutar (com dignidade) por uma vaga na Sulamericana.

Dá pra culpar o Simon? Tá certo que merecíamos perder de muito, mas os dois pênaltizinhos foram arrumadinhos. Isso foram.

Os piores foram Keirrison (com a cabeça nos dólares), Dorival Júnior (sem cabeça nenhuma) e João Henrique (o pior é que este ficou em campo até o fim)

Vou ter que aguentar a zoação da urubuzada. Eu mereço. Pega leve, rapaziada.

Azar do Flamengo

Ter, 21/10/08
por luiz claudio massa |
categoria Brasileirão-08

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FALA COXA! Lá vamos nós de novo pro Maraca. Desta vez levamos a máquina de calcular guardada na mochila. Se conseguirmos os três pontos, elas voltam para o bolso do agasalho. Além de ainda sonhar com a bendita vaga no G4, precisamos mostrar a mesma raça e técnica que nos colocaram perto da classificação o campeonato inteiro. Azar do Flamengo.

Outra coisa: o palco é o mais badalado do país. Quem não quer mostrar jogo lá? Ainda mais quando o adversário é o CBFlamengo, o exterminador das galáxias, o fuderosão e queridinho da midiática desvairada. Um time como qualquer outro, uma torcida como poucas. Uma vitória contra eles deve ser multiplicada por 40 milhões.

Se fosse o treinador, não mexeria no time. Os rubro-negros originais não vão fazer uma marcação camisa-de-força no Paraíba. No gramadão do Mário Filho, nosso meia vai jogar mais solto. Como o time de DJ prioriza a posse de bola, a dimensão do campo vai ajudar. Se não der certo, mexa logo Dorival!

Tudo bem que o treinador e os dirigentes não devem “iludir” a torcida prometendo o que não podem, no entanto o “encolhimento” do treinador quando se trata de motivar a torcida para algo maior, como a LA 09 é zero. Que é isso, Dorival? Ninguém vai pedir sua cabeça se não conquistarmos a vaga para a Libertas. Mais ânimo, cumpadre.

Vamos respeitar a mulambada, mas vamos fazer o nosso jogo. Nada de recueta. Vamos pro Rio jogar também. Nossas chances estão se esvaindo. É mais um tudo-ou-nada. Jogo de seis pontos, diriam. Nossos parceiros do Atlético original surpreenderam os urubus e calaram 80 mil. Por que nós não podemos fazer isso?

No adversário, Juan e Fábio Luciano não jogam. É meio time deles. Já conhecemos Caio Júnior, Everton, Josiel e Vandinho. Alguém tem medo deles? O negócio é meter um gol logo que, daí, a magnética joga  a nosso favor.  Craques do Coxa: é só lembrar que a camisa deles é rubro-negra e fazer o serviço.

O jogo promete. A interrogação fica por conta de Sua Senhoria, o ex-árbitro Simon. O que esse apitador já favoreceu os ex-grandes é uma enormidade. Como prêmio, o gaúcho é sempre indicado para competições internacionais. Como diriam, no creo en las brujas, pero…

No mais, vamos ficar torcendo por aqui e acreditando em mais uma bela apresentação fora de casa. Uma boa ocasião para a dupla Keirrison e Ariel deslachar. Vamos pro jogo.

NO PRIMEIRO TURNO FOI ASSIM

O fuderosão das galáxias veio com banca de líder para enfrentar o Coxa no Couto. Chegaram cheios de marra, achando que o jogo estava ganho antes de entrar em campo (o mesmo está acontecendo agora). Até dominaram a partida por algum tempo. Mancha chutou uma bola de longe, teve desvio na zaga, o goleiro deles falhou e a bola entrou de mansinho. A casa rubro-negra caiu. No desespero de, pelo menos empatar, foram pra cima do Coxa e quase levaram o segundo. Quebramos a vidraça rubro-negra. Foram embora com o rabinho no meio das pernas. Depois daquela derrota o Mengão nunca mais foi o mesmo. Só aos trancos e barrancos conseguiu se aproximar da turma de cima novamente. E o destino nos colocou de volta à frente deles.

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Empate verde

Dom, 19/10/08
por luiz claudio massa |
categoria Brasileirão-08

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FALA COXA! Poderíamos ter vencido o Goiás, com algumas chances que perdemos. Poderíamos ter sido derrotados pelas inúmeras chances perdidas pelos esmeraldinos. Foi um jogo igual. Não gosto daquela frase usada pelos pseudo comentaristas, mas acho que o Hélio dos Anjos deu nó tático no Dorival Júnior.

O Goiás estudou muito bem o esquema de jogo do Coritiba e pelo que vimos passou no teste. Congestionou o meio de campo. Colocou marcação individual no Carlinhos Paraíba. Anulou as jogadas pelas alas e ainda saiu pro jogo.

Tá bom, não foi tanto assim. Tivemos algumas oportunidades no primeiro tempo, quase sempre com as descidas de Ricardinho. Só que o trio de quase cem anos dos goianos comandou o ritmo. Paulo Baier apitou o jogo, Romerito puxou os contra-ataques e Iarlei enxuriçou nossa defesa.

Graças ao São Vanderlei não fomos para o vestiário perdendo por dois. No lance mais espetacular, mesmo seguro por Romerito salvoi o chute de Vitor. A fot é do Hederson Alves, da Gazeta do Povo.

Na saída já percebemos que o Dorival mudaria algumas peças. Não deu outra: o Coxa voltou com Marlos e João Henrique nos lugares de Paraíba e Donizetti. O time ganhou em força ofensiva, mas se abriu para os contra-ataques adversários.

A pressão funcionou. Ariel e Marlos acertaram as traves dos esmeraldinos. Meio chorado, Felipe empatou o jogo. Era o sinal que a torcida queria para incendiar o Couto. O jogo continou nessa toada. O Coxa na pressão (na maioria das vezes desordenada) e o Goiás dando trabalho à nossa zaga.

Dorival foi para o tudo-ou-nada colocando Henrique Dias na ala direita. HD entrou muito mal e pouco acrescentou. No final só mais um pontinho. A luta pela Libertadores complicou, apesar de no andar de cima ninguém deslanchou. Temos que voltar a somar pontos para continuar sonhando. No meioda semana é contra o Flamengo, no Maracanã - onde sempre damos uma aprontada.

Paulo Cesar de Oliveira amarrou o time do Coxa, tendo uma atuação na contra-mão do que apregoam os entendidos. Não deixou o jogo fluir, apitando qualquer esbarrão. Lógico que a maioria contra nós. O auxiliar das sociais errou feio no gol goiano. O passe foi para o Romerito que impedido participou, sim, do lance.  

Alguns jogadores não reeditaram suas melhores atuações. Alê, Felipe e Ricardinho se sobressairam. Paraíba foi muito marcado. Keirrison não pegou na bola. HD decepcionou. Não temos um ala pela direita que faça o que Ricardinho faz na esquerda, sobrecarregando aquele setor.

Esperava mais torcedores, mas o público foi razoável. A torcida que nunca abandona cantou o jogo inteiro. O empate foi desanimador. Apesar disso continuamos no andar de cima, sete pontos da vaga. Estamos olhando a Libertadores de binóculo, mas ainda estamos vivos.

DÁ-LHE COXA. Vamos ao Rio buscar os três pontos.

Acabou a festa, vamos pro jogo

Qui, 16/10/08
por luiz claudio massa |
categoria Brasileirão-08

treino.jpgFALA COXA. Foi uma semana de festa justa e merecida. Só que está na hora de voltar ao batente. Domingo o Coxa volta a tentar bater na porta do G4. O adversário é carne de pescoço. No entanto se vencermos, as esperanças se renovam.

Estamos levando azar com o clima da cidade. Quando a expectativa é de que a torcida que nunca abandona vai lotar novamente o Couto, cai um dilúvio na capital, não deixando que a festa seja completa. A foto é do treino dos reservas contra Trieste.

Mesmo contra São Pedro, vamos mantendo um média de público entre as melhores do Brasileirão. Domingo, lá vamos nós cumprir nossa obrigação e estravazar nossa paixão.

O time deve ser o mesmo das últimas rodadas. Aquele que detonou o Inter no Couto, mas não conseguiu dar uma tamancada nos lusitanos. Acho que o Dorival Júnior faz bem em repetir a escalação. O time vai pegando corpo na reta final.

É importante que os jogadores e a comissão técnica não se sintam pressionados. Assim, podem render mais. Para chegar nas “cabeças” precisamos somar pontos. De três em três. Jogo a jogo. No apito, Paulo Cesar de Oliveira dá segurança.Tomara que não tenhamos surpresas.

Os reforços que ainda não estrearam estarão à disposição do treinador. Menos Dinélson, que continua buscando uma melhor forma. João Henrique fica no banco, parece. Douglas Silva é o nosso ponto de interrogação. O ”caso” está mal explicado.

De qualquer maneira, temos que ir pra cima dos esmeraldinos. Pressionar sempre.  Carlinhos Paraíba mais solto deve render mais do que na semana passada. Ricardinho, que faz um ótimo campeonato, também.

As especulações sobre a ida do Keirrison para o exterior continuam. Um jornal espanhol vem comparando-o a Romário. Isso sabemos faz tempo. Dentro da área K9 lembra o baixinho.

Um site divulgou que a Traffic já tem 30% dos direitos dele, apesar das negativas do jogador e dos empresários. Tá na hora de o Coritiba jogar duro: K9 fica aqui até o fim do contrato. Quem quiser levar antes é obrigado a deixar muita grana nos nossos cofres e nada de clube brasileiro na jogada.

Voltamos ao que interessa por hora. O Goiás é o bicho-papão dos segundos-turnos. Tirando o ano passado quando quase caíram, nos anos anteriores, os goianos fazem um primeiro turno fraco, mas se recuperam no final.

O esquema deles é parecido com o nosso. Iarlei joga sozinho, mas os alas e meias chegam junto rapidinho. Paulo Baier se faz de morto, mas sempre leva perigo. Pela direita, Vitor dá velocidade. Cuidados com eles, Dorival. E, pelamordedeus, cuidado com o jogo áreo deles.

Não temos outra alternativa: é mais um jogo-chave. Domingo no Couto, um ano mais “experientes” temos que mostrar quem somos e onde queremos chegar. O G4 é logo ali. Dá-lhe Coxa. Pra cima deles, de camisa nova, Verdão.

Timemania: Já apostou no Coxa hoje?

Na rede: a galera coxa-branca está batendo um bolão no blogaodocoritiba.wordpress.com Dê uma passadinha lá.

Na passarela: Vale conferir o charme da nossa musa Mayra no seu primeiro ensaio, e fique de olho: a fase final do concurso vem aí.musa1.jpg

NO PRIMEIRO TURNO FOI ASSIM

Vínhamos de uma goleada na Lusa. Entramos meio perdidos no Serra Dourada. O Goiás levava perigo, mas conseguimos neutralizar. No começo do segundo tempo, Hugo serviu Keirrison e o K9 não perdoou. saímos na frente. Poderíamos ter ampliado no contra-ataque. Em dois lances bobos, levamos a virada com gols de cabeça. Parecia que sairíamos derrotados. Bernadi, do bico da área e de virada, empatou tudo. Michel, que tinha perdido o gol mais fácil do Brasileirão na Baixada, conseguiu perder outro debaixo do gol. Uma pena.

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Se melhorar, estraga

Qua, 15/10/08
por luiz claudio massa |

coritiba14102008_21.jpgFALA COXA! Semana de grandes comemorações, decisões e os bastidores agitados no Alto da Glória. Ainda bem que o “agito” sobre as coisas do Coritiba vem acompanhado de alto astral , esperança e satisfação graças a promissora fase pela qual o clube passa. Sem melhorar, estraga, já estão zoando.

Para começar, na segunda, em Santa, o jantar em comemoração aos 99 anos. Dava para ver nos sorrisos escancarados da família alviverde e na alegria de estarmos juntos que o nosso prodigioso caminho vai sendo traçado com responsabilidade e dedicação, além dos imprecíndiveis resultados dentro de campo.

Um abraço no meu ponta-esquerda Aladim, misto de vereador, amigo, padeiro, craque de bola, mas sempre apaixonado pelo Coritiba. Cumprimentos ao Leandro, do programa de TV, que defende com firmeza e irreverência as coisas do Coxa. Um aceno para o Gionédis que, apesar, de não ser uma unanimidade, cumpriu sua palavra de nos trazer de volta à elite. E a galera não perdoa: Senta Gionédis, senta Gionédis, provocando gargalhadas. Até dele mesmo.

Bola cheia para o pessoal do Coxanautas, que cedeu “de grátis, como dizem, o domínio coritiba.com. Parece um ato simples e banal, mas para quem pretende internacionalizar a marca, promovendo o nome do clube mundialmente, foi um nó desatado. Coisa de verdadeiros coxas.

Bola murcha: vão dizer que o objetivo não era se empanturrar de frango prensado e risoto, mas que teve torcedor que saiu com fome de lá, teve. Eu fui um deles. O pessoal do “maior restaurante do mundo” jogou na retranca. Os garçons vestidos de vermelho (argh) não saiam pro jogo. A cozinha deles estava quase tão fechada quanto a nossa defesa. Deixa pra lá, ano que vem eles acertam.

O pessoal do marketing mostrou serviço. As coisas do setor estão indo de vento em pôpa. Mais e mais ações estão sendo planejadas para chamar cada vez mais patrocinadores classe A, como o Positivo e a Previsul. A piazada vem tendo mais espaço. Do meu lado reclamaram que os programas que contemplam a torcedora coxa-branca ainda são tímidos. Está dado o recado.

O presidente Cirino, prejudicado pela gripe, falou pouco. Acho que ele fala pouco mesmo. Neste primeiro ano fez bem. Ouvir mais do que falar é estratégia dos grandes líderes. Só enfatizou o que já sabíamos: o Coritiba voltou aos trilhos, o planejamento vem funcionado como uma máquina azeitada e o time respondendo em campo. Com a galera apoiando sempre, faltou dizer.

Mostraram o vídeo das finais do paranaense. Um barato! Dorival Júnior subiu no meu conceito. Deu pra ver que o DJ levanta o moral dos jogadores nas preleções e, se precisar, esculacha geral. Até fiquei arrepiado. 

Na festa, nosso treinador foi comedido, contrastando com o ambiente eufórico e festivo. Não prometeu a Libertadores - que está ficando mais distante, mas ainda não impossível , mas prometeu trabalho e dedicação para tentar chegar até lá. Foi aclamado.

Em mais um grande momento foi apresentado o uniforme n.º 3.  Botou as cores do Coxa, com o distintivo do Glorioso, acho lindo até pijama. No entanto, a primeira vista, a camisa não me causou o impacto esperado. Pra falar a verdade queria algo mais surpreendente, como a camisa do título da B. Uma camisa maluca do Sevilha ou da Internazionale, que tem uma cruz na parte da frente. Algo assim. Aos poucos vou mudando de opinião. Fico olhando pra ela todo dia.

 Sorteio de brindes, jogadores (com muito respeito ao torcedor e amor ao Coxa) posando para fotos e rabiscando intermináveis autógrafos. Keirrison segurando a massa enquanto os outros se livravam do assédio no final da festa. Edison Bastos levou a família. K9 de mãos dadas com uma garotinha. A família Coxa está crescendo.

Uma noite em verde-e-branco. A contagem regressiva para o centenário já começou. Bandas internacionais, amistoso contra time alemão para não esquecer nossa origem e o projeto de um Couto Pereira novinho em folha. No Alto da Glória tá todo mundo saindo do chão.

O projeto e a parceria para construção ou remodelização do Couto Pereira merece um capítulo a parte. Parece que estão tirando da cabeça a história de construir sei-lá-onde. Ainda bem.

Foi formada uma comissão para tocar esse tema. É uma decisão vital para o futuro do Coritiba. Como se fosse um pênalti. A bola está na marca da cal. Não vamos deixar qualquer cabeça de bagre decidir isso. O que queremos é o processo seja conduzido dentro de valores éticos.

Credibilidade, comprometimento, transparência e competência. É só isso que queremos quando o acordo estiver fechado.

No domingo, jogo duro contra os esmeraldinos do Goiás. A luta continua. os goianos parece que só jogam no segundo turno. Como entre outros anos, patinam no começo e arrebentam no final. Só que o jogo é no Couto e só a vitória nos interessa. Pra cima deles, Verdão.

Dorival parece que vai manter o mesmo time dos últimos jogos. A torcida vai junto. A cada semana o jogo decisivo para as nossas pretensões vai se aproximando. Quem sabe seja este. Todos os caminhos levam ao Alto da Glória. Quem não quer estar lá?

Vovô-garoto

Dom, 12/10/08
por luiz claudio massa |

torcida1.jpgFALA COXA! É hoje que um senhor de 99 anos faz aniversário. Nem parece mas este quase centenário vovô exibe uma disposição de fazer inveja. Parece um guri. Um vovô-garoto. Não apenas pelo corpitcho atual, mas pelas coisas que vem planejando para o futuro. A certeza é de a nossa estrela sempre estará lá no Alto da Glória.

Este tiozão já conquistou quase tudo o que poderia imaginar, mas não se dá por satisfeito. Tem sempre um objetivo a ser buscado lá na frente. Um time de futebol que se renova a cada dia. Seja no incentivo das categorias de base, na estrutura disponibilizada aos atletas profissionais.

O próximo passo é renovar a casa. Deixá-la pronta para mais 100 anos de grandes espetáculos. Seja no Alto da Glória ou no lugar a ser escolhido, nosso estádio continuará a ser nossa segunda casa. Onde o coxa-branca de coração se sente à vontade para cantar o amor pelo clube.

Este vovô, como acontece com todos, atravessou momentos de dificuldades, mas não desistiu da luta. Voltou ainda mais forte, arrastando a cada fim de semana uma legião de abnegados.

No dia do 99.º aniversário do CORITIBA FOOT BALL CLUB, a certeza de uma existência perene, pois nada pode calar o amor que um coxa-branca tem pelo seu time. Nada há de pagar as alegrias que nos reservou. 

Temos muito o quê festejar. Nosso caminho está traçado. Temos a maior torcida do Paraná. O Coritiba é o time do povo. Somos o mais vitorioso clube do nosso estado. Nossa trajetória é marcada por muita luta e dignidade. Nos orgulhamso do clube, da torcida que nunca abandona e dos atletas que vestem com raça o manto alviverde.

O Coritiba enche de alegria a vida dos mais humildes aos mais abastados torcedores. É uma paixão que une, agrega. E como uma paixão verdadeira, nunca tem fim!

Comecei a torcer pelo Coritiba, ouvindo futebol pelo rádio. Tinha um tio que se chamava Duilio. Cada vez que ouvia alguma coisa sobre um dos nosso maiores artilheiros, Duilio Dias, lembrava do meu tiozão. Apesar de meu pai e irmão terem feito de tudo para eu me tornar torcedor do time da Vila Capanema, escolhi o Alto da Glória. Foi assim que me tornei um apaixonado coxa-branca.

E você? Escreva como nasceu seu amor pelo Coxa. Queremos saber.


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