O jogo do Ariel
FALA COXA! Pra iniciar os trabalhos já vamos detonando: nossos adversários são muito ruins. Os caras não conseguem tramar uma jogada sequer. Os ruborizados praticam o futebol-pescoção. Quando conseguem colocar a bola chão é por que o árbitro apitou uma faltinha (não importa o lugar do campo). Logo vem um deles e dá um chutão pra área e, seja o que Deus quiser. Sabe aquele estilo “futebol de fazenda”? É assim que eles jogam.
Como todo time que reconhece suas limitações, eles entraram em campo pra se defender. Foi assim que o treinador deles colocou dois alas para só, e somente só, marcar os nossos. No primeiro tempo conseguiram. Heffner e Ricardinho pouco fizeram. Lógico que os deles também não. No mais é disputa de bola em cada metro quadrado do campo.
Não fizemos um bom primeiro tempo. Tínhamos a posse de bola, trocavamos passes com tranquilidade (às vezes até demais) mas não levamos perigo ao gol do adversário. Também não corremos riscos. As bolas cruzadas na área estavam sempre sob o nosso controle.
Ariel já começava a se destacar: disputava todas as bolas e incomodava a zagueirada. Pro gringo não tem bola perdida. João Henrique e Paraíba eram muito bem marcados. Onde iam sempre tinha alguém deles a acompanhá-los. Tivemos chances de chutar de fora da área, mas não arrematamos.
Na volta do segundo tempo, eles adiantaram a marcação e começaram a enxuriçar a vida da nossa defesa com cruzamentos e escanteios. Num deles, desantenção. Um a zero pros caras, meu.
Como todo time que reconhece suas limitações, no mesmo instante, tiraram um atacante figurativo e colocaram mais um pra fechar o meio. Foi o que bastou para o Coxa virar o disco. Dorival Júnior colocou Marlos e Silvy, desmanchando qualquer esquema previsto. Não é que deu certo?
Marlos partiu pra cima da defesa deles e Silvy abandonou a ala, virando um autêntico ponta direita das antigas. Partia pra cima do pseudo lateralzinho deles e ganhava todas. A torcida sentiu o embalo do time e foi junto. Perdemos boas chances, com Marlos, Silvy e Keirrison. O empate estava próximo.
Ele veio com o melhor jogador em campo: Ariel Nahuelpan. O gringo acreditou na jogada de Marlos, que havia roubado a bola do número sete deles, e com coragem enfentou a dividida com o goleiro falador e fez o seu primeiro gol com a camisa alviverde. Ariel comemorou nos “braços” da torcida.
O Couto tremeu. O Coxa foi pra cima e a torcida ruborizada ficou muda. Ainda perdemos boas oportunidades com Keirrison e com Ariel que chegou atrasado em bolas que pipocaram na área.
Guaru entrou no lugar do Paraíba e mostrou que tem lugar no time. O adversário que marcava o Paraíba ficou sem saber o que fazer, deixando espaços para as descidas de Silvy e Marlos.
O Coxa dominou até o fim do jogo. Martelou a defensiva deles, mas os lances de perigo foram rareando. No final, o empate e a certeza de que poderíamos ter vencido.
Ariel foi o nome do jogo. Silvy, Mancha e Felipe também se destacaram. Maurício travou um duelo interessante com o atacante deles. Ganhou umas perdeu outras, mas anulou a única jogada rubra.
Dorival demorou a perceber que nossos alas estavam muito marcados. No entanto, teve coragem em colocar o time pra cima com as substituições. Armou bem a defesa com a volta de Felipe e apostou no gringo como companheiro de do K9 (este, apesar da movimentação, não estava nos seus melhores dias.
Estamos nos distanciando do G4, mas ainda temos chances. Não vamos deixar de acreditar.
34 mil torcedores no Couto, com a torcida COXA calando os rivais que só vibram nos escanteios e faltas. Uma tarde de festa e de um futebol mediano.
Valeu pela luta e determinação. Afinal, era um Atletiba.
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