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Veeem Coritiba! Veeeem Coritiba!

Qui, 28/02/08
por luiz claudio massa |
categoria Sem Categoria


Não precisava nem chamar os jogadores para o ritual da vitória. Eles mesmos estavam empolgados, depois de golear a desafinada Tuna (orquestra popular) Luso. A torcida saiu eufórica com a bela apresentação, mas alguns comentários eram de que o adversário facilitou nossa vida. Azar deles. O importante foi o reencontro com a torcida que nunca abandona! Mais de dez mil no Alto da Glória.

Quarta-feira à noite, missa no Perpétuo Socorro, dois jogos pela Copa do Brasil no mesmo horário, trânsito caótico. Só o time da alma guerreira para golear e nos livrar do estresse e do mau planejamento.

Um pouco antes do ritual da vitória, a torcida gritou o nome de Keirrison e ele, com personalidade, cobrou a penalidade, marcando o sexto e se redimindo do pênalti perdido quando o jogo estava em dois. Naquele momento do jogo, a diversão era zoar um maluco atacante adversário, que tentar algumas pedaladas, mesmo com uma goleada no lombo.

Edson Bastos bateu dois tiros-de-meta e só. Maurício mostrou vitalidade e está ganhando de vez a posição. Veiga, incansável. Pedro Ken e Henrique Dias, também se destacaram.

Dick é um caso à parte. Empolga pelo seu entusiasmo (atropelou os adversários e o árbitro catarinense), mas, às vezes, “entrega” bola de graça. Precisa de mais equilíbrio.

Deu tempo, até, para Dorival Júnior colocar o Nenê em campo. Em cinco minutos, ele fez uma falta violenta e recebeu amarelo. Para ajudar o Coxa, o experimentado zagueiro precisa baixar a adrenalina. Contra o paranito foi expulso à toa, prejudicando o time.

O torcedor eufórico nem vaiou quando Rubens Cardoso deu lugar ao Ricardinho. Por aquele lado ainda saíram boas jogadas. As substituições serviram para o professor ganhar a confiança do grupo, tentar transformar um time em uma equipe unida.

Era jogo para espantar a zebra e ganhar confiança para a próxima fase. Deu certo. Chega de placares magrinhos e de vitória “no sufoco”. É claro que nem todos os jogos serão assim. No entanto, se vierem mais goleadas e mais festa na arquibancada ninguém vai reclamar.

A tal regularidade

Ter, 26/02/08
por luiz claudio massa |
categoria Sem Categoria


Bastaram 270 minutos de bola rolando e metade disso de um bom futebol para tudo mudar no Alto da Glória. Depois do fiasco contra a Tuna Luso no Pará, Dorival Júnior conseguiu achar a escalação do time, por enquanto, ideal e as vitórias chegaram. A torcida respirou aliviada e a diretoria cancelou, temporariamente, os planos de efetivar a operação “los hermanos”.

O Coxa, do DJ, tem mais dois jogos para comprovar a tão sonhada regularidade. Com o apoio da torcida que nunca abandona vai pra cima dos paraenses e tem obrigação de fazer o resultado. O prêmio é continuar sonhando em avançar na Copa do Brasil. A competição tem muitos “favoritos” e o Coxa, por enquanto, não está entre eles. Melhor assim. Devagar, podemos surpreender. No oeste, só a vitória contra o Cascavel interessa.

Os gringos ou quaisquer outros reforços são bem-vindos o quanto antes possível. Falta pouco mais de dois meses para a estréia no Brasileirão, a competição dos nossos sonhos e… pesadelos (xô, urubu). O ideal é montar um time forte desde já, apesar do Paranaense pouco servir para entrosá-lo. Que saudades da Copa Sul-Minas: jogos disputadíssimos e rivalidade posta à prova. O time já saía forte pro Brasileirão.

A fórmula de disputa do Campeonato Paranaense é brochante. Seria melhor copiar o esquema carioca. Tudo rápido, fácil e empolgante. Dois grupos, dois classificados de cada lado, os primeiros pegam os segundos, os vencedores se pegam na final. No returno, a mesma coisa, jogos invertidos. Os ganhadores disputam o título geral. É pá e bola. Muitos clássicos, público animado e dinheiro em caixa. Quem sabe o ano que vem…

Timemania

Façam suas apostas e mostrem a força do Coxa. No começo fiquei “de cara” com a merreca de verba destinada ao “maior do Paraná”. Lembrei de quantas vezes o Gionédis foi à Brasília, declarar seu apoio ao projeto. Poderia ser uma via de duas mãos, mas notícia ruim sempre chega antes.
O que se há de fazer. Os dirigentes não tiveram força para reverter a situação, então sobrou de novo para a torcida. Vamos fazer a nossa parte. Cooooxa!

Porco no roleteÉ bom quando as coisas voltam ao normal. O Coritiba goleou o Toledo no Alto da Glória. No banquete foi servido porco no rolete. O Coxa venceu e convenceu. Lembrou das peladas de rua: três vira, seis ganha. O seis a zero ficou de bom tamanho. É claro que houve evolução. Desta vez, todos os atacantes marcaram. Bom sinal. As finais do Paranaense estão chegando e é preciso estar com a pontaria afiada para buscar o título.Dorival Júnior efetivou Dick pela direita e manteve Pedro Ken no meio-de-campo, onde o Japonês se dá melhor. No entanto, o melhor de tudo foi ver o time marcando o adversário ainda no seu campo de defesa. Pressionando. Roubando a bola e partindo em velocidade para buscar mais gols. Quando parecia que o time iria se acomodar, afinal o jogo já estava ganho, entraram Silvy e Brnardi, que não deixaram a chama se apagar. Mais uma vitória sobre o cascavel, fora de casa, pode comprovar que a regularidade, pretendida por DJ, chegou.Engana-se quem acha que o campeonato já terminou, pro Coxa está só começando. A torcida que nunca abandona compareceu em maior número do que na quarta. No final, a volta do ritual da vitória: todos os jogadores foram comemorar com a torcida. Os bons tempos voltaram. Força da natureza

Sáb, 23/02/08
por luiz claudio massa |
categoria Sem Categoria

Sem desvalorizar, o time do Neno, campeão de 1949 e artilheiro do Paranaense, pelo Coxa, de 1941 a 1944, também temos que achar um nome para a “força da natureza” que varreu o futebol paranaense de 1968 a 1979. Quem se habilita? Confira abaixo o “estrago” que esta força fez.

Ano Campeão
1968 Coritiba
1969 Coritiba
1970 Atlético
1971 Coritiba
1972 Coritiba
1973 Coritiba
1974 Coritiba
1975 Coritiba
1976 Coritiba
1977 Maringá
1978 Coritiba
1979 Coritiba

Están llegando los refuerzos

Sex, 22/02/08
por luiz claudio massa |
categoria Sem Categoria

O comando latino-americano coxa-branca esta pronto para desembarcar no Alto da Glória. Não esperem D’alessandro, Véron ou Burrito Ortega. Quem vem por pouco dinheiro ou está perambulando por algum time menos conhecido ou já rodou por muitos deles. Com um pouco mais de grana dá para trazer novas promessas ou hermanos que querem dar um salto de qualidade por aqui.

De qualquer maneira, os que vão chegar (se chegarem) devem contar com o apoio da torcida que nunca abandona. O Coritiba está precisando mesmo reavivar a sua alma guerreira e nada melhor dos que os gringos para reacender esta chama.

O uruguaio Pedro Rocha (meu ídolo maior), o argentino Dreyer e o paraguaio Struway foram os gringos que marcaram seu nome com conquistas no Glorioso. Dizem que os paraguaios Agapito e Sanabria fizeram sucesso. Já os bolivianos Jimenez (um goleiro pançudo, parecido com o Anselmo – de triste lembrança) e Aragones, não deviam nem ter vindo. De Muñoz, Lepatin e Esmerodi não queremos nem lembrar.

Nos primórdios, o alemão Essenfelder, que gravou seu nome no Coxa-branca e, mais recentemente, o japonês Kazu, deixaram saudades. Se lembrar de mais algum, deixe registrado.

Além da técnica parecida com a nossa, os gringos têm como ponto forte a raça e a obediência tática. Não são muito de fazer firulas e costumam jogar para o time. Se chagarem, há que se ter paciência com eles. Podem demorar a se firmar, mas, geralmente, a espera vale a pena.

Bienvenidos

Senhor Atitude

Qui, 21/02/08
por luiz claudio massa |
categoria Sem Categoria

Fiz de conta que nem ouvi, mas depois do jogo em que o Coritiba mandou o engenheiro de volta para o primeiro grau, alguém passou por mim e disse que este blog tinha dado sorte. Sei lá, só sei que quando tudo termina bem é o resultado de uma conjunção de fatores: as bolas começaram a entrar, sobrou garra e o treinador – pela primeira vez – conseguiu mudar a cara do time no segundo tempo. Tá bom, o blog também ajudou.

A maioria da torcida que nunca abandona, desta vez, preferiu assistir ressabiada pela televisão. Reconhecia que o time do DJ precisava levar um choque. E ele veio. Se tivesse sido de 220 volts seria melhor, pois aí o time já entrava “ligado” desde o primeiro minuto de jogo. Não foi isso o que aconteceu. Armado em um 3-5-2 capenga, o Coxa não apresentou nada de novo no primeiro tempo. Somente os mesmos passes equivocados e a pressa em fazer tudo errado.

Deu no que deu: o jogo ficou igual, com poucas chances de gol. No intervalo, DJ mudo o esquema e disse que faltou atitude. Êta palavrinha que serve de desculpa para tudo. Para a insistência de Pedro Ken em carregar a bola, de Marlos em prendê-la e de Henrique em perdê-la. Serve também de desculpa para a “preguiça” do nosso artilheiro Keirrison.

No segundo tempo, não é que a “atitude” ganhou outro nome? Dick. Nada de extraordinário, só fez o que todos deveriam fazer. Ir para cima dos engenheiros e mostrar quem manda no Monumental (Axé, Vinicius Coelho). Logo aos dois minutos, o senhor atitude cavou uma falta e foi se esconder atrás da zaga adversária para, de cabeça, abrir o placar.

A partir daí, o jogo foi outro. Ken e Marlos apareceram mais. Henrique se mexeu mais. Até Rubens Cardoso apareceu na cara do gol. Dois a zero. Até o K9 acordou. Na primeira oportunidade fez tudo certo e chutou errado, na trave. Na segunda, os beques fizeram tudo errado e ele fez o terceiro. Sai Satanás!

Em uma noite em que o DJ trabalhou bastante, e certo, faltava a cereja do bolo, e ela veio no golaço do futuro craque Renatinho. Em outros tempos, diria que foi uma vitória normal, sem empolgação. No entanto, quando o mar não está pra peixe, essa goleada pode marcar uma nova fase: a hora da virada coxa-branca.

No placar 4×0. No rosto da torcida um sorriso de alívio. Para abrilhantar a festa teve até eclipse. Como é bom torcer no Alto da Glória!

Reconstrução

Seg, 18/02/08
por luiz claudio massa |
categoria Sem Categoria

Às vezes você consegue o que quer; às vezes você consegue o que precisa; às vezes você consegue só o que consegue. Abandonadas as primeiras opções, o Coritiba está instalado na terceira e parece difícil sair dela, pelo menos com os reforços que, até então, chegaram. Parece resignado a receber o que chega, e, na verdade, faz tempo que não chega nada.

Com menos de dois meses, no ano que seria o ano da nossa redenção, a situação se tornou séria, preocupante e nebulosa. Não é exagero, este é o retrato da situação atual do time. Da minha parte, estou desconsolado com a mediocridade de alguns ditos “reforços”.

Tá na hora do nosso DJ (Dorival Júnior) trocar de música. Aumentar a rotação do time. Se não temos craques que desequilibrem, precisamos do dedo do técnico. Cadê as jogadas ensaiadas? Cadê as jogadas de bola parada, a principal fonte de gols de todos os times atualmente? Cadê as ultrapassagens dos alas, ou melhor, cadê os alas. Cadê o artilheiro prometido?

Ninguém está exigindo show de bola nem goleadas homéricas. Só queremos que o alviverde tenha uma cara: a cara de um time vencedor. O Coxa é o maior do Paraná e precisa mostrar isso para todo o Brasil.

Também não podemos esquecer que estamos em um período de transição. Tanto para a diretoria que assumiu há dois meses quanto para a torcida que passou a ter um nível maior de exigência. Tudo faz parte de uma nova página na história do Coxa. História de glórias e conquistas que precisa ser resgatada.

Também faço parte da nova fase. Não faz tempo, acessava o globoesporte.com em busca de alguma novidade sobre o Coritiba, e nada. Corria os olhos em busca do escudo coxa-branca entre os maiores clubes do Brasil, e nada. Nas poucas linhas, só elogios à torcida que nunca abandona. Agora estamos aqui. Recuperamos o que era nosso de direito!

O Coxa vai reconstruir o seu caminho e, juntos, vamos recontar essa história.

A verdade que embala o meu coração
É o Coritiba a minha paixão
Aplausos que o show vai começar ô ô
Me perdoe se eu chorar
Adaptação samba-enredo do Unidos do Porto da Pedra – Carnaval 2008


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