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77 anos da inauguração do Estádio Couto Pereira

sex, 20/11/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, História

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Colaborou o jornalista Gilson de Paula

Neste dia 20 de novembro é comemorada o 77º aniversário da fundação do Estádio Couto Pereira. Em 20 de novembro dede 1932 era inaugurado o Belfort Duarte, com o jogo Coritiba 4×2 América.

“Um belíssimo estádio, de alvenaria e madeira, sem pilastras que atrapalhassem os torcedores, com o campo protegido por uma extensa cerca de arame, cedros circundando toda a propriedade, com duas quadras de tênis e mais tarde uma de basquete”, destaca matéria fixa no site oficial do Coritiba.

Para muitos coritibanos de coração, uma segunda casa, o Couto Pereira é carinhosamente chamado de Alto da Glória pela sua torcida, relacionando a localização do bairro onde o estádio está situado, com as conquistas do Verdão.

UM POUCO DA HISTÓRIA

Do site oficial do Coritiba:

“De 25 de junho de 1917 até 15 de maio de 1927 ,o Clube mandou ali seus jogos. O estádio ficava no Juvevê, na Rua João Gualberto, entre a Rocha Pombo e Moisés Marcondes dos dias de hoje. No entanto o Coritiba queria construir em terreno próprio, provocando o desejo de Couto Pereira em dar um passo a frente na vida do Clube.

Através de um acordo com a família Iwersen, o local foi devolvido, ganhando ainda o Clube um ressarcimento pelas obras construídas, no valor de 13 mil contos de réis. Couto, mais João Viana Seiler, Pedro Nolasco Pizzatto, João Meister, Jocelyn de Sousa Lopes, Raul Lara, entre outros, atiraram-se à idéia e conseguiram achar uma área no Alto da Glória, pertencente a família de Nicolau Schaeffer, com 36.300 metros quadrados.

Mas além do dinheiro recebido da família Iwersen, havia um saldo junto a família Schaeffer, no valor de 35 mil contos de réis. E lá foram os coritibanos se socorrer na Caixa Econômica, conseguindo o que todos consideravam impossível: um empréstimo de 120 mil contos de réis. Pago o terreno, o saldo foi todo investido na construção do novo estádio”.

Para conferir mais detalhes da história do Estádio Couto Pereira, confira a pesquisa histórica dos Helênicos clicando aqui.

UM NOVO COUTO VEM AÍ

Dentro de 35 dias – até 25 de dezembro de 2009 -, o fiel torcedor Coxa-Branca receberá o anúncio por parte da diretoria coritibana do novo projeto para reconstrução do Couto Pereira (ou construção do novo estádio).

Durante as comemorações oficiais do Centenário Coxa, em outubro deste ano, o vice-presidente do Cori, e responsável pelo projeto do novo Couto, Marcos Hauer, falou à imprensa que o projeto do novo estádio deverá ser apresentado até o Natal.

A princípio, seriam duas alternativas para o novo estádio que têm informações circulando pela cidade: a construção no mesmo local do Couto Pereira, ou a mudança para a região onde atualmente fica o Pinheirão, no bairro Tarumã, mas até o momento, nada de oficial foi divulgado pela diretoria do Alviverde.

Em pesquisa contratada por um jornal curitibano, publicada em outobro deste ano, mais de 94% dos torcedores alviverdes pesquisados, permanecer com o estádio – seja construindo um novo, seja reformando e modernizando o Couto Pereira – é o desejo e a prioridade da torcida.

Wilton, um ponta que marcou época no Coritiba

qua, 18/11/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, História

Acervo Helênicos

Acervo Helênicos

O atacante Wílton jogou no Coritiba de 1975 a 1978, sendo campeão em 75, 76 e 78. Era um ponta-direita driblador, bem ofensivo, que formou um dos melhores ataques do Coxa de todos os tempos: Wílton, Eli, Luisinho e Aladim, marcando época no coração da fiel torcida Coxa-Branca.

Estreou no Verdão em 19/10/1975, na partida Coritiba 1×1 Vasco e despediu-se em 22/07/1978, no jogo Coritiba 1×1 América RJ, no Maracanã.

Wílton jogou no Fluminense de 1965 a 1971, no São Paulo em 1972. No ano seguinte, foi ao Santa Cruz, onde jogou até 1974. De Recife, o ponteiro desembarcou no Alto da Glória, onde atuou pelo Coxa de 75 a 78, seguindo depois ao Vitória (BA).

Segundo a pesquisa histórica dos Helênicos, uma curiosidade marcou a passagem de Wílton no futebol brasileiro: ele fez um gol de mão ,pelo Flu, em um Fla-flu decisivo. O árbitroArmando Marques bobeou no lance e que caiu na malandragem do atacante, mas depois deste lance,  sempre perseguiu Wílton. Quando o Coxa venceu o Uberaba em 1976, por 1×0, o gol foi do Wilton… de mão…

É pra se emocionar: a semifinal de 1985, em Minas

qui, 12/11/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, História

O fiel Coxa-Branca Gilson de Paula divulgou no YouTube um vídeo com imagens dum dos mais emocionantes jogos do time do Coritiba em cem anos de existência: a semifinal de 1985, num Mineirão super lotado. A Torcida Jovem estava lá, com a faixa com o Vô Coxa e o Escudo.

Eu lembro daquele jogo. Foi muito difícil conquistar a classificação. E dois momentos foram marcantes, inesquecíveis. A defesa do Rafael, evitando o gol, em cima da linha. E uma falta, já no segundo tempo. A cobrança, bem de perto da linha da grande área, ficou a cargo de Nelinho, dono dum dos chutes mais fortes da história do futebol mundial.

Na cobrança, Nelinho acerta uma bomba. E o árbitro manda repetir. O árbitro invalida a cobrança!! Parecia uma conspiração universal! Inacreditável! Naquele momento do jogo, tesão sufocante, o árbitro manda a cobrança voltar! Nova chance para o Galo…

E o Nelinho era um especialista em marcar gols de falta. Na segunda cobrança, o Gomes – zagueiraço! – se atirou contra a bola, que acertou em cheio o seu rosto. Se a bola iria ou não entrar no gol, só Deus sabe. Mas que parecia que iria entrar, isto parecia.

Aquele lance foi emblemático para mim, como torcedor Coxa. Ali eu presenciei um dos mais valentes momentos do história Coxa-Branca. Gomes foi valente, não teve medo e jogou com raça, com coração, com alma. Ele jogou por um povo, o povo coritibano.

***

O jogo foi muito, muito difícil. O Galo tinha um timaço. Mas o Coxa, time da raça, Time d’Alma Guerreira, foi até Minas e arrancou a classificação à final do Campeonato Brasileiro daquele ano na raça. Na raça. Na RAÇA!

“O vídeo da semifinal de 85, com direito a comentários do Lombardi Junior, Lourival Barão e Evangelino da Costa Neves. A narração é do saudoso Fernando Sasso. Um material de primeira…”, relembra Gilson. E com razão. Um material de primeira, uma homenagem aos heróis de 1985, os guerreiros que vestiram as santificadas camisas brancas com listras verdes.

***

Isto é Coritiba, o time da raça, o time pra quem tem alma guerreira. Está registrado na história. E esta história precisa ser preservada.

O recado é um só: joguem com raça, jogadores do Coxa. Vocês devem isto pela história do Coritiba. Repitam o feito de 1985. É obrigação.

FOTOS: fachada do Espaço 100 Anos

sáb, 10/10/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, História

No dia 12 de outubro será inaugurado o Espaço 100 Anos, anexo ao Estádio Couto Pereira, com entrada pela Rua Mauá.

O espaço é destinado para uma exposição permanente de camisas do Coxa de várias épocas, que contarão um pouco da história centenária do Alviverde do Alto da Glória. O espaço será administrado pelos Helênicos, em parceria com o Coritiba. Neste sábado, as obras continuavam em ritmo acelerado para a inauguração na segunda-feira.

Confira algumas fotos de como estão ficando as obras do novo ponto de encontro da torcida Coxa-Branca:

MEMÓRIA: aúdio de 1969 e figurinhas de 1977

ter, 06/10/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, História

Reprodução

Reprodução

O jornalista, músico, compositor, e cineasta Gilson de Paula, é um fiel torcedor do Coritiba que colabora na divulgação da memória e da história do Clube. Gilson está arrematando os detalhes para o lançamento dum filme em homenagem aos cem anos do Coxa. A produção tem 70 minutos de duração e terá o seu lançamento realizado no cinema da Biblioteca Pública, no Centro de Curitiba.

Apreciador da história Coxa-Branca, o artista disponibiliza duas raridades para a galera do Verdão: um áudio de 1969 e figurinhas de 1977. “Dei uma revirada no baú aqui e achei aqui o áudio do exato momento em que o Coritiba conquistava o Bicampeonato de 1969, com direito a entrevista com Evangelino da Costa Neves, momentos antes do término da partida contra o Água Verde. O Campeoníssimo estava muito emocionado”, conta Gilson de Paula. “O gol do título foi marcado por Lucas e, em 69, o Estadual foi disputado em pontos corridos. A média de público foi de pouco mais de duas mil pessoas por partida…”, explica o jornalista.

Além do áudio do momento do título de 69, também são disponibilizadas ao blog A Torcida que nunca abandona fotografias da figurinhas do álbum do Campeonato Brasileiro de 1977. “O Aladim ainda tinha cabelo e o Washington era bonito pra caramba”, diz Gilson de Paula, rindo. “Se tem algo que o Coxa tem pra contar é história”, finaliza.

Para baixar o arquivo e ouvir o áudio do Bicampeonato alviverde de 1969, clique aqui.

MEMÓRIA: os primórdios da Torcida Jovem

sáb, 18/07/09
por luiz.carlos |

acervo pessoal

Foto: acervo pessoal

O jovem torcedor Gabriel Fatuch, um dos moderadores da comunidade oficial do Coritiba no Orkut, enviou uma foto digitalizada dos primórdios da Torcida Jovem, fundada em 1977. Quem vivenciou o fim dos anos 70 e início dos nos 80 sabe bem o que a Jovem era capaz de fazer nos AtleTibas.

A organizada era formada na sua maioria por torcedores mais jovens do que as torcidas do time da Baixada e do time das Vilas e nem por isto perdia espaço nas arquibancadas dos estádios do Paraná. Muito pelo contrário: pegando o vácuo do MUC, a TJ ganhou força e representatividade no cenário paranaense por promover grandes festas nos AtleTibas.

Naquela época era “obrigação” disputar quem era a maior, mais inovadora e mais vibrante torcida organizada promovendo festas para a entrada dos times em campo. A Jovem preparava muitas bandeiras (durante muitos anos, todas diferentes entre si), extintor, cascatas de papel higiênico e papel picado – inclusive os famosos picotes de máquinas de telex, que continham cola e literalmente grudavam na pele, cabelo e na roupa – e, é claro, as sensacionais baterias de fotos de artifício.

Não lembro qual ano foi, mas nos idos de 80 – entrei em 82 e fiquei na torcida até 86 -,o ocorreu um AtleTiba no Couto Pereira. Quem entrou em campo primeiro foi o Verdão. A galera Coxa-Branca recebeu o time com uma bateria de fogos, que na época era cuidada pelo Zezéu – que depois foi para a Mancha Verde e atualmente atende a Império Alviverde e a Mancha Verde do Coritiba com sua loja de fogos de artifício no bairro do Xaxim.

A bateria de fotos coritibana teve pouco tempo de duração.Logo depois, pisa no gramado do Alto da Glória o time da Baixada, recebido também com talco – uma referência ao aristocrático “pó-de-arroz” do time do fraque e da cartola, algo que perdurou durante vários anos da década de 80 – e fogos de artifício.

A bateria de fogos “deles” foi bem mais demorada. Era a senha para a torcida “deles” comemorar a vitória nas arquibancadas. A bateria “deles” acabou e a torcida do time da Baixada vibrou, como se fosse um gol, pois a disputa no clássico começava antes do jogo, entre as torcidas. Era o sinal para Zezéu e a Jovem voltar à carga com uma nova bateria que estava escondida entre as placas publicitárias. Foi um barulho infernal e demoradíssimo. Era uma super bateria de fogos, que ensurdeceram os presentes ao Alto da Glória. Ao final, o Coxa ganhara o AtleTiba entre as torcidas e a fiel torcida alviverde comemorou como se fosse um gol. Um gol que valia um título.

Isto é Coritiba, desde 1973 com o Movimento Unido Coritibano, a maior, mais fiel, mais vibrante e mais inovadora torcida do Paraná. “Está no sangue, por isto, somos o que somos!”

SERVIÇO

Se você conhece os fiéis coritibanos desta foto, tem material sobre as torcidas organizadas do passado Coxa ou lembra de histórias e passagens folclóricas sobre as torcidas, entre em contato com o blog A Torcida que nunca abandona. Poste seu comentério aqui e ajude a contar a história do Coritiba Foot Ball Club.

AMISTOSO: no Cinquentenário foi o Santos de Pelé.

ter, 14/07/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, História

Acervo Helênicos

Foto: Acervo Helênicos

Desde dezembro de 2007, a diretoria do Coritiba anunciava para o ano de 2009, durante as comemorações do Centenário do Clube, que um amistoso internacional faria parte da agenda oficial dos eventos. No domingo retrasado, quando o Cori venceu o São Paulo por 2×0, a direção coritibana divulgou num jornal distribuído aos torcedores que foram ao Couto Pereira uma série de eventos e ações promocionais para as comemorações do Centenário. Entretanto, entre os eventos não estava o amistoso internacional. Há quase cinquenta anos, em1959, durante as comemorações do Cinquentenário coritibano, o adversário era o time do Santos, que na época já contava com Pelé.

A expectativa de parte dos torcedores alviverdes pela realização do amistoso é grande, tanto que na comunidade oficial do Coxa na rede de relacionamentos do Orkut o tema virou até enquete para saber quem seria o adversário ideal para o amistoso em comemoração dos 100 anos do Coritiba.

Acervo Helênicos

Foto: Acervo Helênicos

Em 1959, com Aryon Cornelsen no comando do Clube, além de vencer o Campeonato Paranaense daquela temporada – quando o Alviverde comemorava 50 anos de existência -, a diretoria Coxa-Branca promoveu um amistoso de marcou época na história do Verdão, pois o adversário foi o Santos de Pelé, que tinha ao seu lado craques como Dorval, Pepe e Coutinho.

A partida contra o alvinegro praiano ocorreu às vésperas do aniversário Coxa, no dia 11 de outubro daquele ano. No Santos, Pelé já era titular e já tinha conquistado uma Copa do Mundo, um ano antes, na Suécia.

Já o título regional da temporada de 59 teve um sabor todo especial, tanto que a galera alviverde foi as ruas curitibanas para comemorar a conquista, pois na antepenúltima rodada da competição, o Coritiba – que tinha um timaço com nomes como Nico, Carazzai, Bequinha, Miltinho e Duílio – goleou impiedosamente o A. Paranaense por 6×0, num dos maiores clássicos de todos os 85 anos de AtleTiba. A goleada no clássico foi fruto dum desempenho espetacular do timaço do Alto da Glória que não tomou conhecimento do time da Baixada.

Acervo Helênicos

Foto: Acervo Helênicos

Fichas técnicas (Acervo dos Helênicos)

Coritiba 6×0 A. Paranaense
Data: 14 de novembro de 1959
Local: Estádio Durival Britto
Árbitro: Osvaldo Vilela
Gols: Oda, aos 25; Ivo, aos 32, Oda aos 39 do 1º tempo; Ivo, aos 22; Duíli,o aos 35 e aos 43 do 2º tempo
Renda: Cr$ 128.800,00

Coritiba : Hamílton; Nico e Carazzai; Julinho, Bequinha e Guimarães; Chico, Ivo, Miltinho, Duílio e Oda
Treinador: Felix Magno

A. Paranaense: Wílliam; Lindomar e Borracha; Altemir, Tocafundo e Raul Banhe; Isabelino, Tiquinho, Nenê, Orlei e Péricles
Treinador: Rui Santos “Motorzinho”

Coritiba 0×1 Santos
Data: 11 de outubro de 1959
Local: Estádio Belfort Duarte
Árbitro: Fernando Moreno.

Gol: Sormani, aos 33 do 1º tempo.
Renda: Cr$ 540.000,00

Coritiba: Valdomiro; Nico e Carazzai; Julinho, Bequinha e Guimarães; Lazinho (Chico), Miltinho, Almir, Duílio e Ronald (Gordinho).
Treinador: Felix Magno

Santos: Lalá; Pavão (Feijó) e Mourão; Getúlio, Dalmo e Zito (Urubatão); Dorval, Sormani, Coutinho (Aguinaldo), Pelé e Pepe
Treinador: Lula

Dez anos do título de 1999

sex, 10/07/09
por luiz.carlos |

Coritiba Foot Ball Club

Foto: Coritiba Foot Ball Club

O fiel Coxa-Branca José Luiz Leal destacou a passagem dos dez anos da conquista do título de Campeão Paranaense de 1999, numa final incrível de três jogos contra o P. Clube, que jogou duas vezes em casa e estava em vantagem por duas vezes ao sair vencendo por 2×0, mas na base da raça e da camisa, o Coritiba chegou aos empates em dois a dois e ficou com o título, pois vencera o primeiro jogo no Alto da Glória por 1×0. A comemoração do título literalmente parou Curitiba, com milhares de pessoas indo às ruas comemorar a conquista, sem dúvida, uma das mais emocionantes conquistas já feitas pelo Verdão do Alto da Glória, que estava há dez anos esperando por um título.

Coritiba Foot Ball Club

Foto: Coritiba Foot Ball Club

RELEMBRANDO

O ano de 1999 foi uma temporada muito difícil para o Coritiba. A pressão por um título – o Clube do Alto da Glória estava há dez anos sem conquistas de títulos regionais – vinha pesando no elenco e nos elencos anteriores, apesar do time de 1998 ter mostrado muita competência no Brasileirão daquele ano e do Coxa ter chego perto do caneco em 1995 (vice), 1996 (vice) e 1997, além de ficar com o também com o vice-campeonato Paranaense de 98.

A temporada teve um momento muito difícil, depois de uma péssima jornada do time Coxa-Branca na Vila Olímpica, numa derrota de goleada para o P. Clube criou um clima de revolta na torcida, que pressionou os jogadores e dirigentes. Depois daquele jogo, o treinador Abel Braga falou à imprensa e colocou o nome em jogo, ao prometer para a fiel torcida do Coritiba que iria conquistar o título daquele ano como prova de reconhecimento pelo apoio da torcida e pela vergonha que tinha passado com a derrota no ParaTiba.

Coritiba Foot Ball Club

Foto: Coritiba Foot Ball Club

O campeonato seguiu, o Coxa chegou às semifinais justamente contra seu maior rival, o A. Paranaense. Antes de chegar à final, o Coxa superou o A. Paranaense, e marcou um jogo que registrou um fato marcante na história dos AtleTibas, quando o meia-atacante Cléber marcou um gol de pênalti na vitória de 1×0 no Alto da Glória. O goleiro “deles” provocara o jogador Coxa-Branca, dizendo que iria pegar a penalidade, mas Cléber cobrou certeiro, com força: era impossível o goleiro “deles” pegar a penalidade. Verdão na final, para a festa da fiel torcida alviverde.

Outra curiosidade histórica, criada por uma decisão de bastidores foi a do time Coxa usar o calção preto combinando com a camisa toda verde. Isto porque os dirigentes alviverdes ficaram sabendo que alguns jogadores do time da Baixada não gostavam quando jogavam com o calção branco. Para forçar o uso do calção naquela cor, o Verdão entrou em campo com o calção preto. A combinação acabaria marcando época e entrando para a história do Clube e ficando na memória do torcedor coritibano.

Superado o A. Paranaense, o Cori foi jogar a finalíssima contra o time da Vila Capanema. A final foi realizada em três partidas, sendo a primeira no Alto da Glória, com vitória Coxa por 1×0, gol de Cléber – um golaço de meia voleio -, numa partida emocionante e de muita vibração. Com a vantagem, o Cori foi jogar na Vila Olímpica, numa quarta-feira de tarde com muita chuva na capital paranaense. O time tricolor fez dois a zero e faltando 6 minutos para acabar o jogo, na raça, o Verdão empata, causando a loucura da torcida alviverde que estava na Vila. A vantagem Coxa seguiu rumo ao Pinheirão, onde a última partida do regional aconteceria dias depois.

Coritiba Foot Ball Club

Foto: Coritiba Foot Ball Club

Num Pinheirão lotado de alviverdes, que invadiram o estádio da Federação, novamente o time tricolor faz 2×0 e domina amplamente o jogo, perdendo chances incríveis de fazer mais gols. Numa cobrança de falta, ainda no primeiro tempo, Cléber bate forte e a bola quica no gramado e entre no gol: 2×1, com o Coxa correndo atrás do gol de empate.

No segundo tempo, nova blitz do P. Clube, que perde boas oportunidades para ‘matar’ a partida. Na base da raça, o time Coxa vai ao ataque e aos 32 o “iluminado” Darci muda a história daquele campeonato. O meia, que quase fica de fora da decisão, por chegar atrasado à saída da delegação e que profetizara no ônibus que levava a delagação Coxa ao estádio: “Vocês querem deixar de fora o cara que irá marcar o gol do título?”, entra em campo minutos antes de dar o seu primeiro chute na bola e fazer o gol do título.

Coritiba Foot Ball Club

Foto: Coritiba Foot Ball Club

A jogada do gol surgiu aos 32 do segundo tempo. O lance começa na esquerda, a bola é cruzada para a área e o centroavante Sinval disputa a bola de cabeça e o lance para nos pés do lateral-direito Reginaldo Araújo, que cruza na medida para Darci, de sem pulo, bater de primeira e marcar um golaço, inesquecível. O Pinheirão quase veio abaixo, com dezenas de milhares de coritibanos comemorando ruidosamente.

O Cori se fecha na defesa para aproveitar o placar de 2×2 que lhe daria o título. O time tricolor vai ao ataque e Struway (um volante paraguaio, dono de muita raça) e o goleiro Gilberto evitam o terceiro gol do time do P. Clube em duas oportunidades, salvando o Verdão e evitando que o título saísse do Alto da Glória.

Coritiba Foot Ball Club

Foto: Coritiba Foot Ball Club

Após o apito final, o técnico Abel comemora com a torcida, jogando sua camisa e sua japona aos torcedores. Abel cumprira a sua promessa, pois meses antes, o Coxa tinha perdido melancolicamente para o próprio P. Clube e na coletiva, Abel prometeu aos torcedores do Coritiba que seria campeão, no peito e na raça.

SAIBA MAIS

Para conferir mais detalhes daquela conquista emocionante e para ver o vídeo com lances daquele jogo último jogo do Paranaense 1999, clique aqui e visite o site dos Helênicos.

Rafael Camarotta faz apelo a conselheiros do Cori

qui, 09/07/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, História

Coritiba Foot Ball Club

Foto: Coritiba Foot Ball Club

Colaborou o jornalista Gilson de Paula

O ex-goleiro Rafael Camarotta, Campeão Brasileiro em 1985, aproveitou o jantar em homenagem ao ex-zagueiro Gomes, na última segunda-feira, para fazer um apelo aos conselheiros do Coritiba. Ele gostaria que aqueles que compraram as medalhas de campeão brasileiro devolvessem os objetos para os jogadores, que são os verdadeiros donos. “O Evangelino da Costa Neves, ao invés de repassar as medalhas aos atletas, vendeu a preço de ouro para alguns conselheiros e eu gostaria muito que esses conselheiros que compraram nossas medalhas nos devolvessem o que é nosso por direito”, disparou.

Rafael disse que ficou muito chateado quando soube que as medalhas haviam sido praticamente leiloadas entre os conselheiros. “O presidente da época jamais poderia ter feito uma coisa dessas. Faço um apelo a todos que compraram as medalhas. Elas são nossas”.

Ele contou que, dia desses, foi até a casa do ex-goleiro Gilmar, que em 1985 jogava pelo Bangu, e viu a medalha de vice-campeão brasileiro. “As nossas eram idênticas, só não eram prateadas e sim douradas. Hoje eu recebo meus amigos em casa, digo que sou campeão brasileiro e não tenho nada oficial para provar, a não ser recortes de revista ou vídeos antigos”, reclamou Camarotta.

Alex, Keirrison e Henrique falam sobre o Verdão

ter, 30/06/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, História

Alex, capa da Revista do Coritiba nos anos 90

Alex, capa da Revista do Coritiba nos anos 90

Três jogadores formados nas categorias de base do Coritiba e que hoje brilham no cenário mundial, o meio-campista Alex, o atacante Kerrison e o zagueiro Henrique, estiveram na manhã desta terça-feira 30, no Couto Pereira, gravando material em vídeo que será utilizado futuramente pelo Clube. Os três atletas falaram sobre suas passagens pelo Alto da Glória e comentaram do carinho que têm pelo time Coxa-Branca.

“O Coritiba representa tudo para mim. Sinto o clube como uma família, pois foi onde cresci e tive reconhecimento. Em 2006 eu morava no Couto Pereira e andava por aqui todo dia sonhando em jogar com o estádio cheio e todos gritando o meu nome. Graças a Deus em um ano eu consegui realizar isso”, relembrou o craque Keirrison, que foi vendido ao Barcelona, da Espanha.

Alex, atualmente jogando no futebol da Turquia passa suas férias em Curitiba e também visitou o Couto, onde concedeu a entrevista. “A fase mais difícil que passei aqui foi logo que subi para o profissional, tendo que levar o Coritiba para a primeira divisão. Não tenho dúvida de que aquela foi a fase mais difícil de toda a história Coxa-Branca”, disse o camisa 10.

Outro que também visitou o Couto Pereira foi o zagueiro Henrique, que está desde o fim de 2008 na Alemanha, atuando pelo Bayer Leverkusen, depois de ter sido negociado com o Barcelona e emprestadoao futebol alemão. “A torcida sempre me apoiou aqui. Devo tudo o que conquistei e o que ainda vou conquistar ao Coritiba e a sua torcida. Eles me receberam e me deram todo o apoio”, disse o zagueiro.



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