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E o homem do futebol?

qua, 16/12/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, Editorial

interrogacao

O presidente Jair Cirino e seu grupo político precisam dar uma satisfação aos sócios e torcedores. Em que se pese a maléfica estrutura estatutária do Clube, que elegerá de forma indireta o próximo presidente alviverde – fazendo dos conselheiros figuras super poderosas no cenário político do Clube do Alto da Glória -, os torcedores coritibanos merecem saber: quem será o homem do futebol, caso Cirino seja reeleito?

Que não se repitam os erros do passado. Giovani Gionédis e Jair Cirino pecaram pelo mesmo erro, já que não entendiam de futebol. Por duas vezes o Clube caiu em campo, na bola. A proposta de profissionalização do Coxa é inevitável. Tão inevitável quanto necessária. O problema maior é profissionalizar corretamente o departamento de futebol.

As escolhas nos últimos anos foram fracassadas. E por isto o Coxa caiu. O futebol é ao mesmo tempo, coração, cérebro e alma do Coritiba Foot Ball Club.

Por isto, pergunto: quem será o homem do futebol Coxa na chapa de Jair Cirino? Na do Domingos Moro, a escolha recairá nele mesmo, é o mais óbvio.

Contratar um profissional que não tenha vínculo com o Coxa é algo arriscadíssimo. Já erraram nisto, isto é claro. Pode até não ser dito, mas que é assim, é.

Antes da primeira gestão de Jair Cirino, ainda na época da campanha eleitoral, Tico Fontoura chegou a ser apresentado ao público como um dos homens que iria cuidar do futebol, ao lado de Édson Mauad.

Agora, faltam nomes para o comando do futebol Coxa-Branca. Podem dizer o que quiserem, mas este nome tem que ser alguém com ligações ao Coritiba. A tese de trazer um profissional, aprendiz ou mestre, não é ideal.

A cultura Coxa é muito específica, ela não é ensinada em livros ou teses acadêmicas como  o tal “Projeto Vencer”, o maior fiasco administrativo da história centenária do Coxa. E a pressão será enorme. Não há permissão para erros, já estamos tão cansados deles… experiente ou novato, quem quer que seja que venha de fora do Coritiba terá muitas dificuldades para aprender sobre nossa torcida e nos efeitos dela sobre o futebol.

A solução terá que ser caseira. A bola retornaria para Tico Fontoura? Não sei, não sei o que ocorrem nos bastidores da ala política do grupo de Jair Cirino. Mas foi justamente esta a proposta apresentada em dezembro de 2007.

Em dois anos, ninguém dos novos foi preparado para o futebol. Muitas festas, muitos flashes, muitas entrevistas, muitas viagens, muita badalação. Mas e o trabalho de formação de lideranças, como foi? Alguém foi preparado? Alguém começou a ganhar experiência na prática?

O tal “Projeto Vencer” tinha algum capítulo específico para ensinar o futebol a alguém? Pelo visto, não. Começamos do zero, perdemos dois anos e ainda não temos gente sendo preparada para cuidar do Coritiba. É presidente Jair Cirino, o senhor tem toda razão ao afirmar que “Dias difíceis nos esperam”. Por isto, pergunto: quem será o homem forte da bola para 2010/2011, caso o senhor seja reeleito?

Quem fica, quem sai e quem sobe?

qua, 16/12/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, Editorial

Não sei nem quem da diretoria atual está tratando de futebol. Seria fundamental cuidar do estádio e da formação do elenco.

Aliás, Cirino e Moro poderiam conversar JÁ sobre a formação do elenco, com uma equipe de transição, com integrantes de ambas as chapas. Nestes próximos dias, antes da eleição da próxima segunda-feira, já debater quem FICA e quem SAI do elenco. Não digo nem quem VEM. Mas quem fica e sai, já poderiam definir, né? E quem SOBE da Base também. Estas decisões são possíveis de serem feitas por uma equipe de transição, não?

Definido o vencedor pelo voto indireto (dos conselheiros, uma verdadeira vergonha institucional para um Clube de cem anos de existência), quem vencer o pleito toca o projeto para o futebol em frente, já com alguns dias de trabalho realizado.

Cada dia é precioso, pois logo chega o Natal e o Ano Novo, a Copa São Paulo começa no próximo dia 03 e o Paranaense vem logo a seguir.

Escrevo teu nome na pedra

qua, 16/12/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, Editorial

Infelizmente, assolado por más gestões, o Coritiba afunda na lama. Quem sabe dela, um dia, surja uma flor de lótus, o símbolo da expansão espiritual, do sagrado, do puro.

Na noite desta terça, 15, o Coritiba foi punido com a máxima pena: 30 mandos. E uma multa de R$ 610 mil. Na esfera desportiva, em janeiro ou fevereiro, voltaremos a discutir o tema no STJD.

Antes disto, precisamos de um presidente – seja ele quem for! – que pare de falar e faça. Simplesmente faça. O Couto Pereira precisa ser melhorado no quesito segurança. É prioridade número 1 da gestão, a partir de já, a liberação do estádio.

A diretoria – seja ela qual for a eleita no dia 21 – precisa dum plano de ação (ressalto, AÇÃO!) para conseguir e liberação do Couto. O que será feito para melhorar o local? De onde virá o dinheiro?Em quanto tempo ele ficará pronto. Precisamos de soluções.

Por isto, Jair Cirino e Domingos Moro, candidatos à presidência do Coritiba: quais os planos para consertar e liberar o Couto Pereira imediatamente? O que vocês, que querem ser o líder de nossa coletividade, têm para fazer em relação ao Couto Pereira? Só, por favor, não apresentem projetos dum novo estádio. Não temos mais paciência para papo furado.

Precisamos da nossa casa liberada. Depois, vamos buscar outra liberação, desta vez no STJD, reduzindo a pena de 30 jogos de suspensão.

Meu Santuário tem nome, é Coritiba Foot Ball Club. Meu Santuário tem endereço fixo, é Estádio Couto Pereira. Lá encontramos o Santuário de tanta gente…

***

Republico um texto que já é antigo. Ele foi ao ar em junho deste ano. Mas continua recente.

***

CORITIBA FOREVER, FOREVER CORITIBA

Há dias para falar de “guerra”; há noites para falar de amor.

Pois bem, falarei de amor…

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É a lei da selva. Os mais fortes sobrevivem.

É por isto que tem que ser cobrado mais e mais dos comandantes do Coritiba. Não se pode contentar-se com pouco. Ou então, pior que isto, o quase (que é morno, pior do que o frio).

Muitos anos de Clube me deixaram marcas, cicatrizes. Muita coisa errada, mas algo mantém a chama viva. Se for pra racionalizar, só digo algo: o último apague a luz.

Mas há algo que instiga e permanece vivo: a emoção da torcida.

É a “Raison d’être” dos franceses, a “Reason for being” dos ingleses. Para nós, “A Razão de Ser”.

A emoção é tudo. É inspiradora. Rejuvenecedora também.

Ainda me emociono com tudo isto (a torcida).

O Coritiba é um Santurário para muita gente. Uma segunda casa, um lar. Não se explica, apenas, se sente: um time de camisas alviverdes e calções negros (sim, esta combinação é aquela que mais me agrada…).

Muita gente leva o Coritiba muito mais a sério do que deveria. Mas existe uma razão para isto tudo, mesmo que seja um apelo emocional e moral: querer que o Clube dê certo. E é possível. Foi possível com o São Paulo, com o Inter, com o Grêmio.

Por que seria diferente com o Coritiba? Não me venham com argumentos do tipo receitas da TV… Vou além, falo de seriedade, ética, comprometimento, engajamento, dedicação, trabalho incansável voltado para o bem da COLETIVIDADE, não deste ou aquele grupo, seja qual grupo for! Possível é sim senhor! E é por isto que precisamos cuidar bem do Coritiba: porque o Coxa pode ser maior do que é!

O Coritiba Foot Ball Club completa 100 anos em cerca de 120 dias… O Santuário de muita gente.

Um ditado árabe fala sobre amizade. Ela deve ser escrita na rocha, não na areia. O amor por um time também deveria ser escrito em pedra. Teu nome eu deixei na pedra, Coritiba.

***

CULT FOREVER, FOREVER CULT

CULT FOREVER, FOREVER CULT

O The Cult fez um show sensacional em Curitiba, em outubro de 2008. Escrevi sobre este show no Coxanautas.

Em 1985, o vocalista Ian Astbury escreveu a Mona Lisa deles, a obra prima “She Sells Sanctuary”. Um trecho da música diz:

I’m sure in her you’ll find
The sanctuary
I’m sure in her you’ll find
The sanctuary
And the world and the world
The world turns around
And the world and the world
The world drags me down

A letra é juvenil, eu sei. A composição é simples, também cheira a juventude. Mas não seria necessário viver com um pouco mais de romantismo com as coisas que levamos pela vida?

Será que não é justamente este romantismo em sentir, bem dosado, equilibrando com o profissionalismo em sentir que o Coritiba precisa?

Ah! Os caras do Cult abriram o show de 2008 com “Nirvana” – segundo a concepção budista, quando o espírito se liberta do corpo através da meditação, é a busca da libertação – e encerraram com “She Sells Sanctuary”… Seria coincidência?

Ah! Ambas as músicas são do disco “Love”, de 1985… O mesmo disco que está sendo tocado pela banda agora, mais de vinte anos depois, numa turnê pelos EUA e Europa.

Gosto desta versão de “She Sells Sanctuary”. É de 1999, ano em que a banda voltou à ativa, depois de cinco anos parada.

Estavam animados, era um festival de apoio ao Tibet livre da gestão chinesa.

Foi uma versão mais rápida do Santuário. Depois de tantos anos tocando a mesma música, ela ressurgiu rejuvenescida. Que assim seja o Coritiba, no ano de 2010.

Avanços. Mas é preciso mais

ter, 15/12/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, Editorial

caminhos

A Câmara Municipal de Curitiba apresentou um projeto de lei que visa ampliar as medidas de segurança nos estádios do Trio de Ferro da capital paranaense. Medida importante, ressalte-se. E elogie-se. Assim como importantes e merecedoras de elogio são as medidas que estão sendo adotadas pela Secretaria da Segurança Pública do Estado do Paraná e pelo Ministério Público estadual, que deverá apresentar as determinações para o combate à violência relacionada ao futebol nos próximos dias.

A mobilização das autoridades é um avanço. E merece ser elogiado. E ter continuidade e aperfeiçoamento.

É necessário criar um sistema rigoroso à punição pelo vandalismo contra o patrimônio privado e público. E, claro, aos atos violentos. A impunidade mantém esta atmosfera violenta. E pior, a faz crescer mais e mais.

Punir o vandalimo tem que uma ferramenta governamental rigorosa, além de, também, se trabalhar na formação da opinião ligada a cultura da paz, trabalhando junto a crianças e jovens. Mas das medidas de prevenção e orientação tratarei com mais tempo, em outro momento.

Além das punições na esfera cível e criminal, discute-se medidas administrativas, como a punição às torcidas que adotem músicas que incitam a violência ou ofensivas aos adversários, o fim dos comandos e o veto a entrada nos estádios do material alusivo a estes grupos. E também, o fechamento das organizadas curitibanas é uma medida que poderia ocorrer.

Neste sentido, as punições administrativas, além do cadastramento prévio e efetivo de torcedores que vão aos estádios com material relacionado às organizadas (o modelo do Internacional, que serviu como base para o projeto de lei que está sendo discutido na Câmara de Curitiba), a legislação poderia ir além.

É necessário que os clubes prestem contas dos convites, mesmo que eles sejam para os grã-finos. Se o torcedor que compram ingressos terão que ser identificados, aqueles que ganham convites também deveriam ser. O combate rigoroso aos cambistas também precisa ser ampliado, e combatido, pois é uma realidade. Se todos os clubes terão que registrar os endereços dos torcedores, relacionando-os aos números de cada ingresso, a medida identificaria quem compraria mais de um ingresso. Como os ingressos são numerados, o sistema de catracas eletrônicas teria que ser adequado à leitura do cadastramento prévio (do endereço e documento do comprador do ingresso). Sem este cadastramento prévio, o ingresso não deveria ser aceito pela catraca.

Outra medida, relacionada ao uso das camisas das organizadas, colocaria em prática medidas de controle. Não concordo com os efeitos práticos do argumento de que as organizadas precisam ter controle sobre quem compra seus produtos. A não ser que a mesma medida sirva para os clubes, já que a pirataria é uma realidade nacional e, infelizmente, entre os causadores de tumultos, vimos no últio dia 06 torcedores que estavam uniformizados com a camisa do Clube e não da sua torcida organizada. Foi o Coritiba, mas, convenhamos, poderia ter sido o A. Paranaense ou o P. Clube. Ficaria livre a hipótese do mau torcedor usar as camisas dos clubes e cometer seus atos hostis.

A responsabilização direta dos líderes das organizadas pode também passar pelo impedimento de torcedores que tiveram registros de ocorrências policiais ou ações já concluídas na Justiça, na qual eles foram punidos, de participar das torcidas. Define-se um critério comportamental, como exemplo para lideranças perante os torcedores. Além disto, inclusive, a apresentação de exames toxicológicos para os líderes das organizadas é mais uma iniciativa que as torcidas poderiam apresentar para a sociedade e seus associados, uma mostra que liderança positiva.

A principal medida seria o do impedimento de assistir aos jogos de futebol dos torcedores envolvidos. Acaba-se as torcidas, mas o movimento popular continuará. Os torcedores migrarão de instituições, sejam elas oficializadas ou não. A formação de grupos é uma tendência no futebol. Este é o x da questão, o princípio e o fim.

A medida de controle e combate à violência precisará passar também pela fiscalização da Internet. A realidade da força deste veículo na divulgação de ideias e comportamentos (nem sempre positivos) é inquestionável e esta fiscalização precisa ser maior. Serve para todos.

O secretário de segurança pública do Paraná falou que só este ano, foram 850 ocorrências registradas pela polícia em jogos de futebol. Um número alarmante, que deixa às claras a necessidade do impedimento dos envolvidos em entrarem em estádios de futebol. Vetar o uso de material das organizadas, acabar com as organizadas, impedir as músicas ofensivas são medidas secundárias se comparadas ao fato de que os causadores de tumulto continuarem entrando nos estádios. Acredito que esta seja a medida número 1, a prioridade das ações governamentais na busca de mais segurança nos estádios do Paraná.

Ainda acredito na necessidade de se investir em capacitação, preparação e infra-estrutura das polícias para eventos de massa. Gostaria de ver em  prática um batalhão especializado com policiais treinados e equipados para grandes eventos, contando com o apoio específico de setores da inteligência policial para identificar e coibir os atos hostis e violentos.

De certo é que algo de novo precisa surgir. Que do dia 06 de dezembro de 2009 seja uma data para novas práticas em prol da segurança nos estádios, da pacificação dos torcedores e da punição aos violentos e extremistas. O futebol agradece.

Sim, nós sabemos AMAR!

ter, 15/12/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, Editorial

beijos2

Não estamos orgulhosos do que ocorreu depois do fim do jogo contra o Fluminense. Não concordamos com aquela violência. Não estamos felizes. Pelo contrário, ficamos feridos na alma. Aquilo tudo não é futebol. E, por isto, queremos que os responsáveis respondam pelos seus atos. Queremos justiça.

Queremos justiça também no campo. O STJD julgará o Coxa. O Clube será punido e cumpriremos a pena. Só não queremos uma caça às bruxas. Não queremos ser tratados como párias, como proscritos do futebol brasileiro. Nossa torcida também sabe AMAR. Nossa torcida, em sua absoluta maioria, se comportou como tal: torceu pelo time de coração.

Nossa torcida teve muitas demonstrações de amor incondicional, de fé, de carinho em cem anos. Os bons torcedores continuarão levando o nome do Coritiba no coração, mesmo com um coração ferido pela queda e pela violência.

Muita gente de bem torce pelo Coritiba e nosso amor é incondicional. Ele nos fará mais forte. Algo NOVO surgirá disto tudo. Nada de recomeços. Queremos sim começar algo de novo, melhor.

Coritiba, a Torcida que nunca abandona!

As novas lideranças

seg, 14/12/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, Editorial

Um dos desafios do Coritiba será o de criar e formar bons líderes para a próxima década. A década de 2000 deixou claro que o Clube perdeu indentidade e representatividade ao não ter novos líderes capazes agregar as diversas correntes políticas do Coxa surgidas depois de Neves e Bayard.

O perfil dum líder empreendedor e agregador é fundamental para o futuro Coxa-Branca. Será ele quem puxará o apoio popular dos sócios e torcedores, afastados do Alto da Glória, cansados da falta de perspectiva de ter um time realmente competitivo.

Será uma missão muito complicada a de tarimbar novos líderes. Futebol tem muitas características complicadoras em sua gestão. Se administrar uma empresa já é bastante complicada, no futebol, cujo “consumidor” é de uma passionalidade extrema, as coisas ainda são mais complicadas.

O Coxa peca em não conseguir criar novas lideranças que não se percam com o status, a fama, o estrelato, os flashes. Muitos se perdem pelo caminho ao não saberem trabalhar isto tudo. É uma perda enorme para a coletividade Coxa-Branca não conseguir criar novos líderes, que seriam conduzidos gradativamente, aprendendo na prática, na vivência, ganhando tarimba, experiência no Clube.

Há uma ansiedade em ter novos nomes, mas estes nomes não surgem. Aparecem vez ou outra um nome, mas ele não se solidifica, acaba caindo durante a caminhada. O Clube não cria mecanismos para jovens e mulheres (principalmente elas!) ingressarem no Coritiba e terem uma infra-estrutura adequeda.

Não basta abrir as portas do Coxa, é necessário levar pelas mãos, ensinar como fazer até estarem preparados adequadamente. E, claro, fiscalizar os atos dos novos líderes. Não vejo um modelo de gestão preparando novos líderes. Quer dizer, preparando-os adequadamente.

Então, o Coritiba segue sua via crucis. Sem novos líderes capazes de trazer uma esperança de vida nova aos torcedores. Um cenário preocupante.

Choque de gestão

seg, 14/12/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, Editorial

Quem quer que seja o novo presidente do Coritiba, terá que implantar uma nova forma de gestão no Clube. O discurso de gestão  empresarial passou longe da prática e o Coxa caiu, no campo, para a Série B.

Agora é começar algo diferente. Chega de recomeços.

Nos dois últimos anos, o presidente Jair Cirino pretendia aplicar uma nova forma de gestão, profissionalizando o Verdão. Não criou. Inchou o quadro funcional, foi aos bancos e os resultados em campo não vieram. Pior: caímos de divisão. Em campo.

As análises subjetivas e emocionais foram uma constante, mas os resultados nas áreas administrativas, financeiras, de recursos humanos e marketing ficaram longe do ideal.

O novo presidente terá que muita coragem e acabar com “feudos” que existem no Alto da Glória. Terá que cortar cargos, rever o plano de salários, cancelar contratos e reavaliar as terceirizações. Além disto, fechar as portas ao nepotismo e fisiologismo. Mais do que isto, cobrar uma gestão baseada em resultados. Passamos dois anos de desculpas e não encontramos resultados. O profissionalismo não significa só remunerar por um trabalho. E sim, remunerar por um trabalho com resultados mensuráveis e dentro das expectativas previamente negociadas.

Um choque de gestão é obrigação da gestão do novo presidente alviverde. Que ele realmente pratique uma gestão responsável, transparente e profissional voltada a resultados e não a desculpas e projetos que não saem do papel.

É imprescindível o torcedor Coxa acreditar que algo realmente mudou no Alto da Glória. A incredulidade devido a situação vexatória deixada no Clube é incrivelmente danosa. E o Coritiba é incrivelmente capaz de gerar oportunidades de negócios para um gestão competente.

O time começa pela defesa

dom, 13/12/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, Editorial

pedra

O time do Coritiba para 2010 precisa começar pela defesa. Depois de muitos anos sendo forte na defesa, nas alas, gol e volantes, o time desta temporada – e da anterior também – mostrou fragilidades no setor onde historicamente era mais forte.

Os dois goleiros, Bastos e Vanderlei, no geral, tiveram bons desempenhos. Falhas individuais em alguns jogos, mais ou menos importantes, é verdade, mas na média, apareceram bem.

As alas foram terríveis. Todos os contratados foram decepcionantes. O Coxa terminou o ano sem ter dois laterais titularíssimos para a maior parte da torcida. Foi um vai-e-vem muito grande nas posições.

Os zagueiros pecaram pela lentidão. O Cori montou um time muito lento na zaga e sempre que enfrentou adversários de ataques rápidos sofreu bastante. Pelo custo x benefício, foi muito caro pro Verdão.

No setor de volantes, apenas Leandro Donizete mostrou qualidade. No mais, todos que lá jogaram tiveram maus desempenhos.

O panorama é muito complicado para formar uma nova safra de atletas para as posições. O Cori, que por décadas teve jogadores da base nestas posições – exceto o gol -, terá que recorrer às categorias de base outra vez. Só que o elenco do Sub-20 é bem jovem e a pressão no time principal será bem forte. Uma combinação complicada.

Nome preferido do presidente Jair Cirino, Ney Franco não é o treinador ideal para o Alviverde 2010. Seu salário fica fora da possibilidade financeira do Coxa. Em 2010, o cenário financeiro do Clube será complicadíssimo.

Se por um lado o torcedor esperará por um time forte para subir, a situação financeira do time Coxa-Branca impedirá investimentos mais arrojados no time. Infelizmente, é o cenário que deve aparecer em 2010.

A combinação da defesa é a sustentação do time durante o ano. Sem uma defesa forte, rápida e com laterais que dominem os fundamentos, sem volantes rápidos na saída de jogo e  qualidade no combate e desarme, e sem zagueiros velozes, o time luta para não cair. Por isto, a montagem do elenco passará por muito cuidado com estas posições.

O acerto tem que ser alto. A realidade é a de que o Cori terá que priorizar o Brasileirão, não é favorito no Paranaense e a Copa do Brasil será um sonho distante.

A capacidade de identificar as reais qualidades e dificuldades do elenco é condição indispensável para um profissional do departamento de futebol. O Coxa passou dois anos com dirigentes e profissionais vendendo uma falsa imagem do time. Em que se pese alguns bons nomes no aspecto técnico, coletivamente o time não engrenava. Simplesmente, a combinação de capacidades individuais não foi equilibrada. O time era instável, algo imperdoável para uma competição de 38 rodadas.

Não sei quem será o presidente, quem será o treinador ou o diretor de futebol. Mas eles terão que saber montar um time forte na defesa.

É necessário mudar

sex, 11/12/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, Editorial

Marcello Schiavon

Marcello Schiavon

É necessário mudar
Lamento profundamente as ações violentas de alguns torcedores que invadiram o campo do Couto Pereira após o fim do jogo contra o Fluminense. A atitude não espelha o sentimento da maioria das 33 mil pessoas que lá estavam. A violência precisa ser punida com rigor.

O time caiu no campo. Faltou bola. Este elenco é fracassado e precisa ser reformulado de cima a baixo. Quem não tiver contrato além de 1º de janeiro de 2010 que vá embora. Que se subam jogadores da base e que a eles ganhem apoio no ano que vem.

A diretoria falhou enormemente e precisa ser responsabilizada. Sua história chegou ao fim. Eles deveriam deixar o Clube. É hora de rever conceitos. O Coxa precisa de um profundo choque de gestão se quiser voltar à elite em 2010.

A torcida sofrerá com a queda, mas é um fato e precisa ser tratado com inteligência e muito, muito trabalho. Recomeçar a contar sua história, com o pé direito.
Coritiba, a Torcida que nunca abandona

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Para conferir a coluna “Falando com as Torcidas”, clique aqui.

Eu quero votar pra presidente! E você?

qui, 10/12/09
por luiz.carlos |
categoria Coritiba, Editorial

cfc01

Peço ajuda aos torcedores do Coritiba que querem mudanças no Clube.

Ao imaginar mudanças, supõe-se que teremos algo melhor. Se isto ocorrerá ou não, o tempo dirá. Se não ocorrer, tentaremos outra coisa. Mas é necessário viver com este contínuo mecanismo de busca da felicidade, da melhoria, do aperfeiçoamento, do sucesso.


SAIBA MAIS

Um grupo de torcedores (sócios) do Coritiba, entre os quais eu, quer votara para presidente do Coxa. E para isto, quer uma Assembléia Geral de Sócios para discutir e deliberar o tema, através duma mudança estatutária.

A solicitação para a convocação da Assembléia é para tratar de novas regras às eleições, com a implantação do voto direto dos sócios para os Conselhos Administrativos, Fiscal e também para a mesa do Conselho Deliberativo, além do estabelecimento da proporcionalidade das cadeiras do Conselho com base nos resultados da eleição da Mesa do Deliberativo.

Propor agora, para que o novo presidente Coxa-Branca já saiba antes de assumir que este é um desejo de alguns sócios do Coritiba. Ou seja, ao assumir o comando, não poderá alegar o desconhecimento desta causa da torcida.

COMO FUNCIONA?

Para a proposta ter validade e ao menos ser discutida pelos conselheiros do Alviverde, vinte sócios precisam assinar um documento solicitando a marcação da Assembléia.

Uma matéria no Coxanautas explica mais. Para colher as assinaturas dos sócios, os torcedores se reunirão durante o próximo sábado, 12, das 14h às 16h, na frente da pizzaria Victorelli, de fronte ao Couto Pereira para angariar assinaturas.

Todos os torcedores que fazem parte do plano “Sou Sócio, Sou Coxa” que dá direito a voto, podem participar assinando o pedido. Já os torcedores que fazem parte do plano “Eternamente Coxa” – aquele plano tercerizado pela diretoria do Verdão – não tem o mesmo direito, a não ser que tenham optado por pagar a mais por isto. Esta foi uma opção da atual direção do Clube.

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Eu quero votar para presidente do Coritiba. E quero votar para presidente do Conselho Deliberativo e Fiscal. E você?

Assim, cada um na sua, com possibilidades de mais grupos políticos participarem dos pleitos, e, especialmente, criar um mecanismo onde a composição das cadeiras do Conselho Deliberativo permitam uma maior participação de grupos, criando mais mecanismos para fiscalização dos atos da diretoria, o Coritiba terá a opção de melhorar.



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