Luiz Carlos http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos Luiz Carlos Fri, 12 Mar 2010 03:35:27 +0000 http://wordpress.org/?v=2.8.5.2 en hourly 1 Calejados ainda mais. E exigentes http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/12/calejados-ainda-mais-e-exigentes/ http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/12/calejados-ainda-mais-e-exigentes/#comments Fri, 12 Mar 2010 03:35:27 +0000 luiz.carlos http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/?p=10314 A torcida que nunca abandona

Passada mais uma novela dramática contra a torcida do Coritiba – não foi a primeira -, com abusos diversos e quase nenhuma ajuda de ninguém – alguém percebe o Deja-Vu? -, uma coisa é certa: a torcida ficará ainda mais calejada e enrijecida contra tudo e todos.

Se acham que a torcida acusará o golpe, enganam-se.

É verdade que parte da torcida ficará hibernando, cansada da mesmice administrativa e institucional que assola o Alto da Glória há tantas décadas. Basta ver alguém realmente interessado em cuidar bem deste Clube, que eles voltarão com carga total.

Até lá, uma piazada nova aguentará o tranco. Claro, não será fácil, e será necessário o time fazer a parte dele. A diretoria nem preciso dizer, terão que se virar e resolver o dia-a-dia, seja como for, terão que fazer.

Disto tudo surge uma torcida ainda mais forte, mais preparada para as agruras que esperam o Coritiba neste temporada.

A situação é gravíssima e que não se aplaque isto, pois é a realidade. Mas algo de bom apareceu, uma torcida ainda mais preparada para as dificuldades. E isto é algo de bom, pois será uma temporada de dificuldades.

Restará aos diretores se prepararem bem para o ano, pois dependeremos muito deles e agora, a pressão aumentará, pois o Coxa terá que mostrar resultados práticos. Só discursos das dificuldades encontradas não bastarão.

Temos que fechar o supermando vencendo um em dois jogos e depois aproveitar o regulamento para buscar um título. Fazer uma campanha minimamente boa na Copa do Brasil e voltar para a Série A no fim do ano. Agora, a realidade aparecerá mais rápido, sem as cortinas de fumaça de 06/12 e julgamento no STJD.

Bem-vindos ao mundo real! A torcida está mais calejada, e, é claro, exigente. É bom por um lado, pois ela resistirá. Mas ela irá esperar dos generais a liderança para tirar o Coxa da má situação que ele se encontra. Sair desta situação será uma exigência. Os calejados cobrarão.

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O problema é grande. Cada um na sua… http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/o-problema-e-grande-cada-um-na-sua/ http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/o-problema-e-grande-cada-um-na-sua/#comments Fri, 12 Mar 2010 02:27:07 +0000 luiz.carlos http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/?p=10310 nublado

Não quero ser o estraga prazer, aquele parente insuportável que aparece no meio da festa pra azedar o humor e quebrar o clímax, mas a situação do Coritiba é complicadíssima. O retorno este ano tem tudo para ser dificílimo. É possível, mas bem complicado, bem difícil.

Então, vamos ser práticos.

Como fica a proposta de diminuição dos preços dos planos de sócios desta temporada?

Entendo perfeitamente a situação financeira do Coxa, mas convenhamos, quem criou o problema foi a gestão do Clube em 2008 e 2009. Eles deveriam ser responsabilizados pelos atos e se comprovada uma má gestão financeira, que os dirigentes sejam responsabilizados. Sem dó e sem meias palavras e panos quentes.

A quantas andam as prestações de contas do 4º trimestre 2009? Não haveria uma reunião mensal do Conselho Deliberativo? Quando ocorreu a de fevereiro e o que ficou definido?

Além deste problemão – aprovar ou não as contas -, como fica a situação dos preços dos planos de sócios? Não teremos 10 jogos em casa. Fato.

A torcida quer ajudar, só não pode ajudar, pois não pode pagar. E pensar que arranjaremos 50 mil sócios capazes de pagar estes preços é uma tese muito, mas muito otimista. Agora, abaixando os preços, as coisas começam a serem facilitadas, os planos ficarão mais atrativos.

Lembrem-se: muitos torcedores não engoliram a queda e não voltam tão cedo ao Couto. Só voltam com uma profunda mudança no Clube (quem sabe, uma punição a ex-dirigentes seja um passo inicial…).

Será que não chegou a hora de ouvir o outro lado, o dos torcedores? Pesquisas à parte, aquela pesquisa que eu gosto é as médias históricas de 2004 em diante (consultem o site CBF): temos 2/3 de pagantes e 1/3 de sócios nas nossas médias de público pagante.

O jeito de abordar o tema tem que mudar. É com jeito. Imposição do tipo “compre o que quero vender” não dá certo. Tem que ser o inverso: “eu vendo o que você quiser comprar”. O Clube precisa se ajustar ao seu “cliente”, o torcedor.

Chegou a hora, corremos contra o relógio. O clima é pesado, nuvens negras no Alto da Glória. Mas revendo conceitos e mudando atitudes, ouvindo a voz das arquibancadas, a tendência é ter, aos poucos, mais e mais raios de sol brilhando.

Não esperem mudança rápidas na torcida não. A queda foi pesarosa. Trabalhem em silêncio, deixem a torcida na dela, ela sabe o que fazer e quando fazer. Não será discursos e apelos de amor cego para fazer esta máquina girar como foi em 2007. E, chapa branca não irá funcionar não… cada um na sua.

Ah! E diminuam os preços dos ingressos e dos planos de sócios. Pensem com carinho nisto… Deixem o povão voltar, com controle rigoroso (tolerância zero aos torcedores problema), fiscalização e segurança extra.E, claro, time valente no campo. A torcida ama o Coxa e cuidará dele, mas ela quer algo em troca: seriedade e rigor total, tolerância zero na gestão em busca de resultados, dentro e fora de campo.

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Qual o critério? http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/qual-o-criterio/ http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/qual-o-criterio/#comments Fri, 12 Mar 2010 01:50:32 +0000 luiz.carlos http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/?p=10309 foto

CRITÉRIOS QUE EU GOSTARIA DE ENTENDER…

Não defendo a absolvição do Coritiba. O que defendo é um parâmetro de punição previsto dentro da Lei, o que está nela escrito, comparativamente com casos que tenham alguma semelhança. Sem interpretações pessoais seja de quem for, quando for.

Mas gostaria de entender os critérios dos procuradores do STJD na aplicação daquela pena dos 30 mandos de campo – que ficaram em 10 -, com um comparativo dum caso que também atingiu o próprio Coritiba, no mesmo Campeonato Brasileiro de 2009: o caso das bombas caseiras na Baixada.

Ao citar este exemplo, não se trata duma provocação aos rivais ruborizados. A escolha se deve ao fato de ter mais informações deste jogo por estar mais perto do ocorrido do que eu pegar um problema noutra parte do Brasil. Isto tem que ficar claro, pois ver diferente disto, só haverá mais problemas entre torcidas da dupla AtleTiba e tudo que AMBOS não precisam é disto.

Naquela situação, foram punidos pelo tribunal, Coritiba e A. Paranaense tiveram um mando de jogo e pena de R$ 10 mil.

Quem não conhece o movimento de torcidas organizadas não tem dimensão da situação. Muitos teorizam, mas são poucos destes teóricos que conhecem os meandros do assunto, com profundidade e responsabilidade em buscar alternativas para minimizar o problema.

Posto uma foto da mão de um torcedor dum time do Rio Grande do Sul, envolvido numa confusão num jogo regional, alguns anos atrás. O rapaz possuía uma bomba caseira que explodiu em sua mão. A foto é do Raio-X feito no hospital que atendeu o caso, depois da explosão.

O dano duma bomba caseira é colossal num estádio de futebol. É um efeito devastador como o duma mina terrestre numa guerra, colocando em risco, os “civis” bem mais do que os “soldados”.

Naquele AtleTiba de 2009, foram dezenas de bombas caseiras atiradas por pequenos grupos de torcedores dos dois times. E que fique bem claro, infelizmente, bomba caseira é um artefato usado por alguns grupos torcidas de vários estados do Brasil, infelizmente.

Havia o alerta por parte das lideranças das duas maiores torcidas organizadas dos dois times, para as autoridades, com antecedência, de que o jogo era de altíssimo risco. Sugeriram, inclusive, reforço na fiscalização na entrada do campo e nas revistas. Ressalto que as lideranças das organizadas fizeram o alerta do possível problema. Ambas as lideranças fizeram o seu papel, frise-se.

Os problemas ocorreram dentro do estádio. Não tenho conhecimento que uma única pessoa, seja do lado do A. Paranaense, seja do lado do Coritiba, tenha sido identificada pelas autoridades. Tanto a Baixada como o Alto da Glória dispõe de sistemas de monitoramento de torcedores mediante gravação de imagens. E ambos os estádios têm segurança particular. Ambos são atendidos pela Polícia Militar.

Havia a premeditação das ações, tanto na Baixada,  quanto havia no Alto da Glória. Graças a Deus, ninguém saiu ferido na Baixada. Pois uma situação daquela, só pela intervenção divina é que não ocorreu um acidente com feridos.

Não uso o comparativo para fugir da responsabilidade do Coritiba. O que ocorreu no Couto Pereira, dia 06 de dezembro de 2009, era de responsabilidade dos dirigentes do Coritiba e, claro, das autoridades públicas. Não teve nada a ver com o time da Baixada. E aquilo tudo foi injustificável. Mas, naquela situação não ocorreu o uso de bombas. E se ocorresse, qual seria a punição? Um jogo e dez mil reais de multa?

Repito, vejam a foto, pois o  efeito duma bomba é devastador. Se num jogo onde segmentos de ambas as torcidas erraram, trocando arremessos de bomba durante todo um intervalo duma partida, uma ação premeditada, capaz de colocar em risco de morte as pessoas, o STJD deu um mando de jogo de punição. Um.

Quem é de organizada sabe bem o perigo duma bomba caseira num estádio de futebol. Já os procuradores do STJD parecem não saber. Nem devem ter a mínima ideia. Podem entender tudo de lei, mas de torcida…

Fica a imagem para TODOS os envolvidos no futebol refletirem sobre os critérios que eles adotam nas punições aos times de futebol, como se eles fossem suficientes para reverter o índice de violência.

A defesa aqui vai muito além de ser Coritiba ou não. Vai além das cores das camisas, dos nomes dos times. É uma defesa ao futebol.

Quem conhece o movimento de torcedores sabe bem o que quero dizer. Quem não conhece, irá xingar, irá reclamar e mandar mensagens imbecis e desaforadas. Faz parte, uns acham que sabem do assunto e não conseguem abstrair as situações. São pessoas que separem o certo do errado pela cor da camisa que usam.

A questão é: sabem bem os procuradores do STJD com profundidade o assunto que estão julgando? Não é o que diz a lei seca, e sim, o que está envolvido na cabeça e nos corações de alguns torcedores problemas.

Sabem o quanto qualquer clube brasileiro, aliado com qualquer polícia brasileira, tem condições de controlar multidões em momentos de crise num jogo de futebol?

Não sei dizer, mas gostaria de entender quais foram os critérios para as punições impostas por aqueles senhores… No caso do festival de bombas, um jogo e dez mil reais de multa.

Se é assim que as lideranças do futebol brasileiro acham que irão conter a violência, já pensando numa Copa do Mundo, uma coisa é certa: precisam rever seus conceitos, pois estão no caminho errado e o tempo está passando e não vejo nenhuma medida coerente para tratar o problema de forma resolutiva. Só teoria bacana que não resolve muito não…

***

Agora, devo deixar o tema STJD de lado. Pelo menos, por um tempo.

Agora, “começa” o ano para o Coritiba. Serão 10 jogos longe de casa, uma tarefa inglória para quem precisa subir este ano.

Vamos falar de bola.

Deixarei para os estudiosos das lideranças de outros setores do futebol apresentarem propostas para solucionar o problema de violência promovida por torcedores problemas. Só espero que vocês saibam muito bem o que fazem, pois um erro nesta área traz consequências gravíssimas.

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Punição exemplar? Ficou com jeito de caça às bruxas… http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/punicao-exemplar-ficou-com-jeito-de-caca-as-bruxas/ http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/punicao-exemplar-ficou-com-jeito-de-caca-as-bruxas/#comments Fri, 12 Mar 2010 01:02:08 +0000 luiz.carlos http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/?p=8064 bruxa

Em algumas oportunidades, o procurador-geral do STJD, o senhor Paulo Schimitt, falou à imprensa sobre a punição tida por ele ao Coritiba que seria exemplar: 30 mandos de campo, R$ 610 mil de multa. Direito dele, como profissional pensar assim. Direito meu, como torcedor e blogueiro amador, pensar diferente dele.

Não acho que seria uma punição exemplar. Não acredito que fosse o suficiente para garantir a segurança nos estádios. Explico: o problema de violência é crônico e é mundial. Infelizmente, é inerente à sociedade e as medidas de controle, identificação de torcedores problemas e punições vão muito além do que usualmente é dito na imprensa.

Ano passado, no Reino Unido, quem mais evoluiu no combate ao hooliganismo nos últimos 30 anos, o super clássico West Ham 3×1 Millwall realizado em agosto, ocorreu uma confusão entre cerca de cem torcedores que não tinham ingressos e queriam entrar no estádio. De acordo com as autoridades locais, centenas de torcedores de ambos os times romperam a barreira policial e se envolveram na briga.

As armas utilizadas no confronto: tijolos, garrafas, facas, madeira e pequenas tochas, em mais de uma hora de confusão. Durante o jogo, mais confusão: torcedores do time da casa invadiram o gramado para comemorar gols do seu time. Sim, invadiram o gramado, em plena Londres. E também houve arremessos de objetos no campo de jogo.

Lembro de outros incidentes violentos ocorridos pelo mundo depois do problema em Londres. Nem vou falar de Brasil: Itália (Juventus e Gênoa, com bombas caseiras no Estádio Olímpico de Turim), Argentina (torcida do New Old Boys entre si, com tiros de metralhadora), Chile (Colo Colo e Universidade, que vieram ao Brasil para brigar nas praias do Rio de Janeiro – o pessoal do Colo Colo deixou Minas, onde jogaram, para descer ao Rio em vez de subir ao Chile), França (torcida do Mônaco faz quebra-quebra em seu estádio) e mais recentemente na Turquia.

Depois deste superficial panorama mundial, volto ao modelo britânico para jogos de futebol. Para conter a violência nos estádios do Reino Unido, durante os anos 80, o governo agiu com rigor e uma das medidas drásticas e exemplares foi a de punir também dos dirigentes (depois que ocorreram  mortes em estádios).

Querem garantias de que a punição tida como exemplar irá afastar os torcedores violentos com multa em dinheiro e mandos de jogos? Só isto não basta. Por isto, não acho que a punição do STJD foi exemplar. Muito pelo contrário, puniu uma coletividade, mas não os líderes dela. Quem são os responsáveis por administrar os clubes e com isto, garantir medidas preventivas e punitivas para melhorar a segurança e combater a violência? Os dirigentes. Estes sim se punidos, serviriam de exemplo para mais dirigentes de outros clubes.

Foi o Coritiba, mas se fosse o Vila Xuripita não seria diferente. Fosse que time fosse, manteria o meu posicionamento. Está escrito, publicado e amplamente divulgado. Podem me cobrar depois da manutenção deste meu critério, pois os problemas com torcedores voltarão a ocorrer, cedo ou tarde por este imenso Brasil.

Fomos julgados no pleno do STJD e a tese da tríplice punição criada por Schimitt naufragou rapidamente e o Coxa foi punido com o máximo do rigor possível previsto na LEI – e é isto que conta, o que diz a LEI e não o que as pessoas entendem que deveria ser. Foram 10 mandos de punição, mas cem mil reais de multa, a pena máxima estipulada na legislação.

Em 06/12 houveram falhas na segurança, é inegável. Seria irresponsável dizer o contrário. Mas eu me pergunto: se os procuradores queriam uma punição exemplar, porque não propuseram a punição dos dirigentes? Não seria uma medida realmente exemplar? É isto que eu não entendo.

A posição dos procuradores no primeiro julgamento, que concedeu uma triplicidade na punição – a qual foi acertadamente revertida em segunda instância -, e alguns discursos politicamente corretos não me convenceu de que eles queriam punir exemplarmente naquele primeiro julgamento.

Para conter a violência é necessário ter uma ação ativa, preventiva, antecipativa na segurança. É buscar evitar os riscos, minimizando-os. Os riscos de violência são realidades que precisam ser tratadas de forma profissional. A prevenção com a ação de policiamento e segurança são definitivamente as melhores saídas. E quem administra os clubes? Os dirigentes…

Já que pagamos para assistir aos jogos e quem administra esta grana são os dirigentes, chego à conclusão de que e tal “exemplar” punição do STJD só não atingiu os dirigentes. De exemplar, só o discurso. Deixarão a conta para os torcedores pagar.

Transcrevo o que diz a lei federal 10.671, de 15 de maio de 2003 – que dispõe sobre o Estatuto de Defesa do Torcedor e dá outras providências-, em seu artigo 14:

Art. 14.  Sem prejuízo do disposto nos arts. 12 a 14 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 (o Código de Defesa do Consumidor), a responsabilidade pela segurança do torcedor em evento esportivo é da entidade de prática desportiva detentora do mando de jogo e de seus dirigentes.

É evidente que esta legislação, na prática, conflita com a exigência legal de que o poder de polícia fica a cargo do Estado. Mas, está escrito… Então, volto a perguntar aos procuradores do STJD: por que os dirigentes não foram punidos?

Exemplar? Pra mim, está com jeito é de caça as bruxas, pois não atingiu o foco do poder… ficou só na casta, no povão, que irá pagar a conta destes 10 jogos longe de casa…

E nós vamos pagar certinho tudo o que a lei diz que devemos pagar: 10 jogos fora de casa. Mas iremos cobrar o mesmo tratamento pelo STJD em outros casos que serão julgados na esfera desportivo, que mais cedo ou mais tarde, ocorrerão, pois as tais punições exemplares não passam de um discurso rebuscado. E podem ter certeza que, depois deste julgamento aí no Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira, 11 de março de 2010, a memória da torcida do Coritiba ficará excelente…

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Cirino e a frase do dia http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/cirino-e-a-frase-do-dia-15/ http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/cirino-e-a-frase-do-dia-15/#comments Thu, 11 Mar 2010 21:35:04 +0000 luiz.carlos http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/?p=10303 “Se considerarmos que a pretensão da procuradoria era de manter a perda de 30 mandos, podemos dizer que o resultado foi satisfatório. Mas eu, pessoalmente, não estou contente, porque a nossa pretensão era a absolvição”.

Do presidente do Coritiba, Jair Cirino, em entrevista a rádio Banda B (publicado no site Voz do Coxa), sobre o resultado do julgamento no STJD.

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Definido: 10 mandos, R$ 100 mil de multa http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/definido-10-mandos-r-100-mil-de-multa/ http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/definido-10-mandos-r-100-mil-de-multa/#comments Thu, 11 Mar 2010 20:40:31 +0000 luiz.carlos http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/?p=10300 blindagem

Está definido: em julgamento no STJD no Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira, o tribunal reduziu a triplicidade da punição imposta em dezembro do ano passado – 30 mandos de campo, R$ 610 mil de multa -, mas manteve a pena máxima prevista para a acusação: 10 mandos de campo, multa de R$ 100 mil.

Dois políticos paranaenses estiveram ao lado do Coxa no julgamento: o deputado Reinhold Stephanes Jr. e o senador Flavio Arns estiveram presentes.

A defesa Coxa-Branca foi conduzida pelo advogado René Dotti, que colocou seu escritório à disposição do Clube do Alto da Glória. Dotti foi considerado por muitos uma peça fundamental na montagem da defesa coritibana.

Fato negativo que merece destaque foi o posicionamento do advogado paranaense e  procurador do STJD, Paulo Schimitt. Segundo o site oficial, o procurador “criticou a mobilização do Estado em torno da causa coritibana, alegando que não há defesa para o caso, mantendo a opinião de que o clube deveria sofrer punição máxima do tribunal, conforme recebeu dia 15 de dezembro, de 30 mandos e mais 610 reais  mil de multa”.

Com os 10 jogos de punição no Campeonato Brasileiro, a volta do Coritiba ao Couto acontecerá na 22ª rodada do Brasileirão, na partida diante da Portuguesa, que pode acontecer nos dias 14 (terça-feira), 17 (sexta-feira) ou dia 18 (sábado), do mês de setembro. As datas desta rodada ainda não foram oficializadas pela CBF.

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Acompanhe o julgamento do Verdão http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/acompanhe-o-julgamento-do-verdao/ http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/acompanhe-o-julgamento-do-verdao/#comments Thu, 11 Mar 2010 17:44:02 +0000 luiz.carlos http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/?p=10298 Colaborou o fiel torcedor Coxa-Branca Juan Gutierrez

Os torcedores  do Coritiba podem acompanhar online o andamento do julgamento do Coxa no STJD através do site Justiça Desportiva.

Clique aqui e confira.

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OPINIÃO: ‘Dia (STJ)D’ http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/opiniao-dia-stjd/ http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/opiniao-dia-stjd/#comments Thu, 11 Mar 2010 15:56:44 +0000 luiz.carlos http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/?p=10295 100_4711

Transcrevo a opinião do blogueiro Luciano Demétrius Leite, jornalista e professor universitário que atuou em veículos de comunicação de Ponta Grossa e Curitiba e lecionou em instituições de ensino superior em Curitiba, Cascavel e Salvador.

Ele tem um blog dedicado ao trabalho dos times da Série B do futebol brasileiro, o “Notícias da Série B” - para conferir o blog, clique aqui – e postou hoje sobre o julgamento do Coritiba no STJD.

No artigo, Luciano colocou dedos em várias feridas, com coragem e independência. Ele fez uma análise profunda da situação, abordando vários temas que tinham relação ao 06/12 e, que de maneira geral, vinham sendo tratados superficial e isolada, quando eram tratados.

É uma leitura recomendada. Confira:

DIA (STJ)D

O Coritiba tem uma “decisão” fora dos gramados a partir das 13h30, no Rio de Janeiro, na sede do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Advogados do Coxa vão tentar atenuar a pena de perda de 30 mandos de jogos em Campeonatos Brasileiros e da multa de R$ 610 mil, aplicada após os incidentes ocorridos na 38ª rodada da Série A de 2009, após o jogo Coritiba 1 x 1 Fluminense, dia 06 de dezembro.

O QUE PROVOCOU A PUNIÇÃO

Dezenas – ou até centenas – de torcedores coritibanos (a maioria pertencente a comandos de torcidas organizadas) invadiram o gramado do estádio Couto Pereira e agrediram atletas e parte da comissão técnica do Fluminense, policiais militares, trio de arbitragem e ameaçaram de furto jornalistas, mas sendo que o “foco” eram os jogadores do Coritiba. O estádio foi danificado com as cadeiras arremessadas contra o gramado além de danos às placas de publicidade e “extensão” da violência para as arquibancadas, com torcedores que não estavam envolvidos no vandalismo acabaram se tornando alvo da reação dos policiais militares.

SALDO NEGATIVO
Um policial militar e um torcedor saíram gravemente feridos. Fora do Couto Pereira mais vandalismo e o caso mais grave foi de uma mulher que teve parte da mão esquerda decepada após uma bomba de fabricação caseira ter sido lançada contra o ônibus (do transporte coletivo urbano) em que estava foi atingido. Nenhum dos envolvidos neste ato foi identificado. Já da invasão do Couto Pereira, 14 foram detidos.

A SENTENÇA
No mesmo dezembro do ano passado o STJD aplicou a pena e a multa, mas que fora interpretada como severa e precipitada. O que chamou a atenção foi a triplicação da punição inicial, que está prevista em lei, com perda de mando de dez jogos.

QUEM É RESPONSÁVEL?
Dois dias após a batalha campal, a presidência do Coritiba se pronunciou e, em entrevista coletiva, o presidente Jair Cirino afirmou ter sofrido ameaças de morte por parte de torcedores de organizadas na quinta-feira que antecedeu a realização do jogo.

NINGUÉM PERGUNTOU
Foi receio, falta de competência ou subserviência? O fato é que nenhum – ao menos até onde este blogueiro constatou – repórter presente à coletiva questionou o presidente coritibano sobre a razão dele não ter denunciado as ameaças antes da partida entre Coritiba e Fluminense. E também nada foi questionado sobre quem assumia a queda do alviverde para a Série B.

É BOM FICAR ATENTO
Caso o Coritiba tenha a pena reduzida – o que já vai ser um “ganho” ao clube em termos financeiros -, é bom salientar que em momento algum a diretoria deva ser enaltecida pela “conquista”. Os defensores contratados pelo clube não fazem mais do que seu dever de ofício, enquanto a diretoria não faz mais do que sua obrigação e compromisso com a torcida em atenuar a pena. E é, sim, pelos atos violentos, uma vez que se houvesse planejamento, preparo e prevenção, o vandalismo poderia ser evitado ou tido, no máximo, incidentes isolados.

VEJA SÓ
Recentemente o Sindicato dos Vigilantes da Grande Curitiba denunciou que a empresa contratada pelo Coritiba para prestar serviços de segurança no dia do jogo não tinha alvará de funcionamento e atuava como prestadora de serviços de vigilância e limpeza.

ATO FALHO
A diretoria correu “sério risco” ao contratar serviços de uma empresa específica em vigilância e limpeza. Vai que os profissionais tivessem inventado de vigiar a atuação da cúpula alviverde e chegassem à conclusão de que era necessário desinfetar o clube? Tanto a violência como a queda para a Série B teriam sido evitados. Mas como se viu, a empresa era tão relapsa quanto a parte contratante (diretoria coritibana).

POLÍCIA PARA QUEM PRECISA DE POLÍCIA
A Secretaria de Segurança Pública do Paraná enviou comunicado aberto à população, à época dos incidentes, de que havia um efetivo de “mais de 700 policiais militares para atender ao jogo”. Curiosamente, no domingo último, 07 de março, o esquema de segurança para o clássico AtleTiba pela 12ª rodada do Paranaense teve uma forte presença dos PMs (nesse caso ficou evidente que o número de PMs estava dentro dos 700 previstos). E nenhum incidente grave foi constatado.

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OPINIÃO: ‘Efeito Holzmann’ http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/opiniao-efeito-holzmann/ http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/opiniao-efeito-holzmann/#comments Thu, 11 Mar 2010 12:17:13 +0000 luiz.carlos http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/?p=10288 bola PFC canal

Publico um artigo do fiel torcedor Coxa-Branca Valdenir Taborda, 52, profissional de marketing, ex-colunista do site oficial do Coritiba, onde postou suas análises até recentemente.

Taborda faz uma análise de alguns temas muito discutidos nas redes sociais, dos quais destaco o conceito mercantilista que vem sendo tratado no futebol do Paraná. Começou na Baixada, agora veio para o Alto da Glória.

Efeito Holzmann

Três mandos de jogo e média pífia de torcedores denotam claramente o equívoco em elevar os preços dos ingressos. A mensuração e previsão de demanda têm como fundamento, fatores como crescimento econômico ou refreá-la em sua fase mais crescente, e nem um dos casos se aplica à realidade do Coritiba Foot Ball Club.

Há que se conhecer exatamente o perfil do público para garantir a sua participação de ‘market share’ no mercado e a meu ver não se consegue a mudança de hábito do torcedor tentando elitizar este segmento, vejamos como exemplo, o caso da implantação de “low cost low fare” na empresa aérea Gol que assombrou o mercado desmistificando a máxima que voar era só para endinheirados.

Para exemplificar o erro do considerado papa do marketing Mauro Holzmann, em tentar elitizar o futebol por outras paragens, basta ler na mídia a decisão da justiça pelo leilão de 04 camarotes para cobrir dívidas com prestadoras de serviço.

Ações que caberiam neste momento teriam que ser agregadoras, e diante de um público ainda assustado e revoltado com os desdobramentos do fatídico 06 de dezembro que nos envergonhará por muito tempo, o trabalho teria que ser exatamente fidelizá-lo, o que não se percebeu até o momento.

A reedição do fenômeno “sai do chão” só ocorrerá através de um resgate de credibilidade aliado a um desempenho dentro de campo de acordo com as tradições alviverdes, e torço que este momento aconteça logo para o bem de nosso time de coração, lembrando que ainda é cedo para atleta “bater no peito” diante de algum resultado positivo no campeonato estadual, ou ainda “fazer beicinho” para renovações previamente acordadas verbalmente, entenda-se aí na devida ordem os casos de Pereira e Ariel Nahuelpán.

A bem da verdade há que se aplaudirem os lançamentos de atletas oriundos da categoria de base, e os acertos na contratação de Enrico e Rafinha, verdades que podem tornar o ano alvissareiro para a torcida alviverde.

Saudações Alviverdes!

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SORTEIO duma regata feminina do Coxa http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/sorteio-duma-regata-feminina-do-coxa/ http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/2010/03/11/sorteio-duma-regata-feminina-do-coxa/#comments Thu, 11 Mar 2010 12:12:31 +0000 luiz.carlos http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/?p=10291 camiseta regata Coritiba

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, no 08 de março, o blog A Torcida que nunca abandona e a loja COXAmania, a loja da torcida Coxa, estão com uma promoção muito especial para a fiel torcida coritibana.

Um (a) torcedor (a) será contemplado (a) num sorteio e ganhará uma (01) camiseta regata, feminina, licenciada pelo Coritiba, oferecida pela COXAmania (imagem ilustrativa). Os homens poderão participar, e se um deles for contemplado, presenteia uma mulher que ele ama com um presente relacionado ao time do coração.

Para conferir o regulamento e para participar desta promoção, clique aqui e confira a matéria. E boa sorte!

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