Ausência dolorosa
Poucos desfalques poderiam ser tão prejudiciais para o esporte brasileiro em Pequim quanto o de Juliana. Afinal, a dupla formada por ela e Larissa dificilmente ficaria fora do pódio nos Jogos. Apesar de a jogadora dizer que ainda tem esperanças de se recuperar a tempo, acredito que isso é quase impossível por causa do tipo da lesão - só para lembrar, o problema é semelhante ao de Rodrigão, com a diferença de que ele se machucou a cinco meses das Olimpíadas. Por isso, com o ótimo trabalho da comissão técnica da seleção, tem boas chances de jogar.É doloroso ver que o sonho de uma atleta tão carismática e talentosa ir por água abaixo. No entanto, é preciso destacar que ela é jovem. Prestes a completar 25 anos, tem um preparo físico invejável. Ou seja, caso os prognósticos se confirmem, tem tudo para brilhar em Londres-2012. Juliana é um exemplo de atleta em todos os sentidos. Tenho certeza de que, em um momento difícil como esse, não será diferente. Força, menina!
Com a provável saída de Juliana, fica a pergunta: quem será a substituta? Uma tarefa das mais complicadas está a cargo da comissão técnica da dupla e da Confederação Brasileira de Vôlei. Tecnicamente, Ana Paula seria uma boa escolha, já que tem um estilo de jogo parecido com o de Juliana. No entanto, é difícil imaginar duas jogadoras com personalidades tão fortes jogando juntas. Mas, como a dupla seria formada apenas para Pequim, penso que seria possível aparar as arestas em prol de um objetivo maior.
Sandra Pires também é uma opção, mas na minha opinião, não deve ser a eleita. Apesar de ter uma bagagem de três Olimpíadas, ela joga na defesa (assim como Larissa), é baixinha para os padrões atuais e também perde no quesito preparo físico. Porém, como tem experiência como poucas, tudo pode acontecer.
Carol, irmã de Maria Clara, formaria uma dupla interessante com Larissa. Ela é jovem, tem um ataque poderoso e está evoluindo bastante. Porém, ao contrário das outras, é muito inexperiente. Como Larissa fará sua estréia nas Olimpíadas, seria arriscado contar com uma parceira tão “verde”.
Acredito que a parceira ideal seria Talita, que é muito tranqüila, quase “zen” - o que equilibraria a dupla. Além disso, trata-se de uma atleta alta e com um bloqueio excelente. Mas acho muito difícil que ela e Renata deixem a segunda vaga do Brasil em Pequim escapar. E vocês, o que acham? Larissa pode conquistar uma medalha ao lado de outra parceira? Qual seria a dupla ideal? A caixinha está aberta ao debate!
Importante: Para quem ficou na dúvida sobre a regra da FIVB: a jogadora escolhida pela Larissa precisa ter disputado oito torneios entre o início e o fim do período para a classificação olímpica. A Sandra Pires, por exemplo, jogou cinco torneios até aqui (contando com country-cotas). Ou seja, se jogar os três que faltam, vai ter somado oito e poderia, assim, ser a eleita.
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