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O orgulho é o mesmo

Seg, 01/09/08
por Carol Oliveira |
categoria Pequim, Quadra

feminino.jpgVi muitas coisas nas madrugadas olímpicas, foram muitas emoções… E o nosso vôlei não fica nem um pouco atrás. As seleções brasileiras conseguiram um ouro e uma prata nos Jogos Olímpicos de Pequim. Cores diferentes, mas o orgulho é o mesmo. Pelo menos o meu.

Orgulho das meninas por terem se superado e conquistado uma medalha inédita. Deixaram para trás a fama de “amarelonas” que tinham, fizeram uma campanha brilhante (alguém pensa o contrário?) e subiram no alto do pódio. Foi emocionante ver a roda, comemoração feita por elas, depois da premiação. Zé Roberto, agora o único técnico campeão nas duas categorias, ajoelhado após o último ponto contra os Estados Unidos fez muita gente chorar. Imagem que nunca mais esquecerei… Que orgulho!

masculino.jpgQuanto aos meninos, o que falar deles? Foram dois ciclos completos, leia-se oito anos, de vitórias. Título olímpico, Mundial, Copa do Mundo, Pan, Liga Mundial, Sul-Americano, Copa dos Campeões… Tudo isso eles têm no currículo. Acompanhei de perto a seleção de Bernardinho em alguns campeonatos e posso dizer que nenhuma outra equipe se dedica mais, treina mais, se exige mais que esta. Como não sentir orgulho? Eu sinto!

Pode parecer dúbio, mas ao meu ver a sensação de decepção existe não por eles terem sido derrotados na final. No esporte, se vence e se perde. Faz parte. A tristeza é por não terem encerrado a trajetória com o ouro. A prata é para ser desprezada? Não mesmo. (alguém pensa o contrário?) O time é fantástico, está na história por tudo que fez e o orgulho é enorme.

Uma breve satisfação aos amigos…

Voltei depois de longas madrugadas, poucas horas de sono e ainda com olheiras. Não estava em Pequim, mas, sinceramente, não sei se estivesse lá trabalharia mais do que trabalhei aqui. O sumiço deve-se ao limitado tempo que tinha de vida. Acreditem…

Li os comentários de vocês. Prometo que não os deixarei mais tanto tempo sem notícias, ok? Terei novidades em breve. Eu e Simone estamos nos ajustando à nova realidade, voltando ao horário de Brasília. Tudo será como antes logo, logo. E nada de Blog Esquecidinhas como alguns sugeriram…

Adeus trauma, adeus Rússia

Seg, 11/08/08
por Carol Oliveira |
categoria Pequim, Praia, Quadra

brasil.jpgA torcida para uma vitória do Brasil era gigantesca. Todos acreditavam em uma vitória. Porém, nem o mais otimista dos torcedores imaginaria que a seleção brasileira daria um chocolate na Rússia. Foi fantástico! As meninas entraram concentradas e não deram chances para que os fantasmas do passado (Atenas 2004 e Mundial de 2006) aparecessem. Do início ao fim, mantiveram a concentração, a vibração e jogo. Jogo, este, certinho, treinado… Posso parecer precipitada, talvez muito entusiasmada com a convincente vitória sobre as ‘gigantes russas’, mas sinto que agora vai.

As pessoas que acompanham o vôlei brasileiro, o treinado pelo Zé Roberto, notam a diferença de postura das jogadoras. Elas estão mais maduras, mas conscientes em quadra. Sabem direitinho o que devem fazer e o que não devem. Uma das deficiências da equipe que pude observar durante o Grand Prix, competição que o Brasil conquistou o heptacampeonato, era a cobertura. Impressionante como melhorou… Mérito da comissão e das atletas. Devem ter treinado atééééé, imaginem!

Bom, o primeiro grande desafio já passou. E passou bem! Agora é esperar pela Sérvia e Itália. Ouvi muitas pessoas falando assim: “É ganharam, mas quero ver na final.” Espero que estas pessoas mordam a língua, e que a seleção, com esse voleibol consistente que vem apresentando, traga a medalha inédita de ouro para o país. Elas merecem!

Hora da seleção masculina

Muito se falou da seleção de Bernardinho. Após o quarto lugar na Liga Mundial e a ‘confusão’ em um treino lá em Pequim, muitas questões ficaram no ar. Falaram de crise, de grupinhos na equipe. Sinceramente, não acredito em nada disso. Como todo grupo que está junto há oito anos, é mais que normal que existam problemas e que estes, às vezes, passem do limite. Amigos, eles estão jogando juntos há tempos. Quem acredita que tudo é um mar de rosas? Claro que não! Mas o legal é que sempre dão a volta por cima, sempre se superam. E, na minha opinião, não será diferente dessa vez.

Largadinhas…

ana-paula.jpgJuliana deixou Pequim, Ana Paula chegou. Teve quem garantiu, de boca cheia, que não daria certo. Bom, até agora a dupla segue invicta nas Olimpíadas. Os jogos têm sido sofridos, vencidos apenas no tie-break, mas nada de anormal. Afinal, a Larissa e Ana Paula não tiveram tempo para treinar e o entrosamento está sendo buscado durante os jogos. Ana Paula substitui Juliana? Na minha opinião, não! Juliana tem um jogo único, e a sinergia entre ela e Larissa é fantástica. Mas Ana Paula tem sido um bom soldado, como ela mesma fez questão de se descrever.

Quanto aos meninos, só alegrias com Ricardo e Emanuel. Às vezes fico com medo de cravar uma medalha, pois no esporte tudo é possível, mas não consigo enxergar uma outra dupla no alto do pódio que não seja esta. Eles estão super bem, mostrando que o problema no pé do Ricardo não passou de um susto. Estou na torcida pelo ouro!

Missão impossível?

Qua, 06/08/08
por Simone Evangelista |
categoria Pequim, Praia

anapaula1.jpganapaula1.jpganapaula1.jpgQuando todo mundo já estava comemorando a recuperação de Juliana para as Olimpíadas de Pequim, a notícia que ninguém queria ouvir: a parceria de Larissa desistiu da competição mais importante de sua vida.

Quando todo mundo já estava comemorando a recuperação de Juliana para as Olimpíadas de Pequim, a notícia que ninguém queria ouvir: a parceria de Larissa desistiu da competição mais importante de sua vida. Guerreira, ela fez tudo o que pôde até o último minuto, mas as dores e a consciência de sua fragilidade falaram mais alto. Agora, uma pergunta fica no ar: será que a dupla Ana Paula e Larissa tem chances de sonhar com um lugar no pódio dos Jogos?

 Certamente as dificuldades vão aumentar, principalmente pela diferença no fuso horário. Enquanto as adversárias tiveram pelo menos uma semana para se adaptar, Ana Paula chegará a Pequim na véspera de sua estréia. Os jogos da primeira fase serão uma verdadeira prova de fogo para as atletas, que entrarão em quadra sem entrosamento.

 A missão é impossível? Não. Acredito que, se Ana Paula e Larissa avançarem às quartas-de-final, tudo pode acontecer. Como lembrou Ana Paula antes de embarcar, o fator surpresa pode contar muitos pontos a favor das brasileiras. Sem contar que as duas atletas são conhecidas por suas personalidades fortes e sua determinação. Além disso, Ana Paula não confirma, mas esta provavelmente será sua quarta e última participação olímpica, e ela fará o que puder para aproveitar a vaga que caiu em seu colo de maneira tão inesperada.

Uma coisa, porém, é certa: as americanas Walsh e May seguem como favoritas absolutas ao ouro. Além de Ana Paula e Larissa, Renata e Talita terão que suar muito para chegar ao pódio do torneio olímpico de Pequim, considerado o mais forte desde que o vôlei de praia entrou nos Jogos, em 1996.

Largadinhas…

 A cubana naturalizada italiana Taismary Agüero deixou a seleção européia para cuidar da mãe, com graves problemas de saúde. Só voltará à equipe para os Jogos caso a Itália avance para as quartas-de-final. Apesar de ser um desfalque de peso, as meninas da equipe verde-amarela, que vão pegar as rivais na fase de grupos, não podem dar bobeira: mesmo sem a cubana, elas ainda contam com jogadoras perigosas, como Piccinini e Lo Bianco. Não dá para negar que uma vitória sobre as adversárias logo de cara ajudaria a equipe de Zé Roberto a ganhar ainda mais moral para a competição. Vamos torcer!

Momento de reflexão

Seg, 28/07/08
por Simone Evangelista |

giba1.jpgApós um longo período de ausência, estamos de volta para comentar os últimos acontecimentos do mundo do vôlei. As últimas semanas foram de muito trabalho, especialmente na cobertura da Liga Mundial. Assim como a maioria de vocês, ficamos pasmas com as derrotas da seleção masculina. Parecia tudo pronto para uma festa linda no Rio de Janeiro, quando de repente…Uma cena estranha para os brasileiros: o time ficou fora do pódio!

Como disse o Bernardinho, os próximos dias serão de muita reflexão e, principalmente, superação. Não será fácil para os atletas, que esperavam uma despedida dourada antes de Pequim, digerir o que aconteceu. O que deu errado? Sinceramente, não sei. Mas acho que não dá para apontar culpados, pois, à exceção de Giba e Dante, que foram guerreiros do início ao fim, o time todo decepcionou. 

Além disso, outro fator é muito importante: os rivais estão estudando cada vez mais e aprendendo a enfrentar o Brasil. Quem viu o restante dos jogos da Liga Mundial sabe: o time dos Estados Unidos entrou em quadra especialmente motivado para bater a equipe de Bernardinho e conseguiu o feito com autoridade. Confiantes, acabaram conquistando a Liga em cima da Sérvia, que havia mostrado maior regularidade ao longo da disputa.

A decepção na Liga Mundial significa que o Brasil está fora da briga pelo ouro em Pequim? Claro que não. Mas outras equipes têm condições de chegar lá, como Sérvia, Estados Unidos, Rússia, Bulgária e Itália - essas duas últimas equipes ficaram fora da Liga para caprichar na preparação para os Jogos.

eua.jpgApós a derrota para os EUA, Dante e Serginho lembraram que um tapa na cara agora seria melhor do que nas Olimpíadas. O revés no Rio de Janeiro ligou o alerta na seleção.  Agora, é hora de estudar os adversários como nunca e trabalhar muito. Mas uma coisa é certa, a seleção verde-amarela ganhou uma motivação extra para Pequim: para o time de Bernardinho, nada poderia ser mais estimulante do que ver os adversários no pódio.

Enquanto cobria os jogos da seleção brasileira pelo Brasil afora na fase intercontinental da Liga Mundial, Carol separou várias fotos especialmente para o blog.

No entanto, como todo mundo, fomos surpreendidas pelo triste fim da campanha brasileira.
Ficamos devendo para a próxima! 

Vôlei de praia

Para quem ainda não está sabendo, os campeões Ricardo e Emanuel agora têm um blog no GLOBOESPORTE.COM! Entrem lá e deixem suas mensagens para os craques! Neste momento, eles precisam de toda energia positiva para buscar o bicampeonato olímpico. 

Falando em praia, o que vocês acharam das chaves das duplas brasileiras? Para mim, os homens não deverão ter problemas. Ricardo e Emanuel enfrentam os australianos  Schacht e Slack, Austrália, os brasileiros Jorge e Renatão, que competem pela Geórgia sob o nome de Geor e Gia (propaganda é a alma do negócio, hehehe), e Fernandes/Morais, de Angola.  Márcio e Fábio Luiz vão pegar Barsouk/Kolodinsky, da Rússia, Doppler/Gartmayer, da Áustria e os italianos Lione e Amore.

juliana.jpgJá as meninas podem encontrar dificuldades. Juliana e Larissa terão que abrir o olho com a experiente Cook, da Austrália, que foi campeã olímpica em 2000 e jogará ao lado de Barnett. As meninas enfrentarão ainda as russas Uryadova e Shiryaeva e as brasileiras Cris e Andrezza, que também competem pela Geórgia com os nomes de Saka - Rtvelo.  Renata e Talita terão pela frente três adversárias que podem surpreender: Karantasiou e Arvaniti, da Grécia, as irmãs austríacas Schwaiger e Candelas e Garcia, México. Mas acredito que as brasileiras devem avançar e, quem sabe, trazer uma medalha para casa. Vamos torcer!


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