O orgulho é o mesmo
Vi muitas coisas nas madrugadas olímpicas, foram muitas emoções… E o nosso vôlei não fica nem um pouco atrás. As seleções brasileiras conseguiram um ouro e uma prata nos Jogos Olímpicos de Pequim. Cores diferentes, mas o orgulho é o mesmo. Pelo menos o meu.
Orgulho das meninas por terem se superado e conquistado uma medalha inédita. Deixaram para trás a fama de “amarelonas” que tinham, fizeram uma campanha brilhante (alguém pensa o contrário?) e subiram no alto do pódio. Foi emocionante ver a roda, comemoração feita por elas, depois da premiação. Zé Roberto, agora o único técnico campeão nas duas categorias, ajoelhado após o último ponto contra os Estados Unidos fez muita gente chorar. Imagem que nunca mais esquecerei… Que orgulho!
Quanto aos meninos, o que falar deles? Foram dois ciclos completos, leia-se oito anos, de vitórias. Título olímpico, Mundial, Copa do Mundo, Pan, Liga Mundial, Sul-Americano, Copa dos Campeões… Tudo isso eles têm no currículo. Acompanhei de perto a seleção de Bernardinho em alguns campeonatos e posso dizer que nenhuma outra equipe se dedica mais, treina mais, se exige mais que esta. Como não sentir orgulho? Eu sinto!
Pode parecer dúbio, mas ao meu ver a sensação de decepção existe não por eles terem sido derrotados na final. No esporte, se vence e se perde. Faz parte. A tristeza é por não terem encerrado a trajetória com o ouro. A prata é para ser desprezada? Não mesmo. (alguém pensa o contrário?) O time é fantástico, está na história por tudo que fez e o orgulho é enorme.
Uma breve satisfação aos amigos…
Voltei depois de longas madrugadas, poucas horas de sono e ainda com olheiras. Não estava em Pequim, mas, sinceramente, não sei se estivesse lá trabalharia mais do que trabalhei aqui. O sumiço deve-se ao limitado tempo que tinha de vida. Acreditem…
Li os comentários de vocês. Prometo que não os deixarei mais tanto tempo sem notícias, ok? Terei novidades em breve. Eu e Simone estamos nos ajustando à nova realidade, voltando ao horário de Brasília. Tudo será como antes logo, logo. E nada de Blog Esquecidinhas como alguns sugeriram…
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A torcida para uma vitória do Brasil era gigantesca. Todos acreditavam em uma vitória. Porém, nem o mais otimista dos torcedores imaginaria que a seleção brasileira daria um chocolate na Rússia. Foi fantástico! As meninas entraram concentradas e não deram chances para que os fantasmas do passado (Atenas 2004 e Mundial de 2006) aparecessem. Do início ao fim, mantiveram a concentração, a vibração e jogo. Jogo, este, certinho, treinado… Posso parecer precipitada, talvez muito entusiasmada com a convincente vitória sobre as ‘gigantes russas’, mas sinto que agora vai.
Juliana deixou Pequim, Ana Paula chegou. Teve quem garantiu, de boca cheia, que não daria certo. Bom, até agora a dupla segue invicta nas Olimpíadas. Os jogos têm sido sofridos, vencidos apenas no tie-break, mas nada de anormal. Afinal, a Larissa e Ana Paula não tiveram tempo para treinar e o entrosamento está sendo buscado durante os jogos. Ana Paula substitui Juliana? Na minha opinião, não! Juliana tem um jogo único, e a sinergia entre ela e Larissa é fantástica. Mas Ana Paula tem sido um bom soldado, como ela mesma fez questão de se descrever.
Após um longo período de ausência, estamos de volta para comentar os últimos acontecimentos do mundo do vôlei. As últimas semanas foram de muito trabalho, especialmente na cobertura da Liga Mundial. Assim como a maioria de vocês, ficamos pasmas com as derrotas da seleção masculina. Parecia tudo pronto para uma festa linda no Rio de Janeiro, quando de repente…Uma cena estranha para os brasileiros: o time ficou fora do pódio!
Após a derrota para os EUA, Dante e Serginho lembraram que um tapa na cara agora seria melhor do que nas Olimpíadas. O revés no Rio de Janeiro ligou o alerta na seleção. Agora, é hora de estudar os adversários como nunca e trabalhar muito. Mas uma coisa é certa, a seleção verde-amarela ganhou uma motivação extra para Pequim: para o time de Bernardinho, nada poderia ser mais estimulante do que ver os adversários no pódio.
Já as meninas podem encontrar dificuldades. Juliana e Larissa terão que abrir o olho com a experiente Cook, da Austrália, que foi campeã olímpica em 2000 e jogará ao lado de Barnett. As meninas enfrentarão ainda as russas Uryadova e Shiryaeva e as brasileiras Cris e Andrezza, que também competem pela Geórgia com os nomes de Saka - Rtvelo. Renata e Talita terão pela frente três adversárias que podem surpreender: Karantasiou e Arvaniti, da Grécia, as irmãs austríacas Schwaiger e Candelas e Garcia, México. Mas acredito que as brasileiras devem avançar e, quem sabe, trazer uma medalha para casa. Vamos torcer!