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As ‘velhinhas’ chegaram lá

Qui, 18/09/08
por Simone Evangelista |
categoria Praia

ana_shelda.jpgElas dizem que são “velhinhas”, mas estão com tudo em cima. Ana Paula, 36 anos, e Shelda, 35, estão dando um banho nas mais novas e garantiram mais um título mundial – para a cearense, o sétimo, um recorde difícil de ser batido.

Tudo bem que as brasileiras são beneficiadas porque Walsh e May não participam do Circuito Mundial, mas não dá para negar que é uma grande conquista, especialmente após a frustração de perder a vaga olímpica para Renata e Talita.

Empolgadas pela conquista do título, elas agora pensam até em participar dos Jogos Olímpicos de Londres-2012. É difícil? Sim, mas não acho que seja impossível. Como a própria Ana Paula lembrou, o exemplo da nadadora americana Dara Torres, que ganhou duas pratas olímpicas aos 41 anos, está aí para quem quiser ver. Além do mais, pelo menos por enquanto, as duas estão jogando em alto nível. Resta torcer para que continuem assim por muito tempo!

E vocês, o que acham? Ana Paula e Shelda podem sonhar com mais uma participação olímpica?

Copa Brasil

A Copa Brasil começa nesta sexta-feira e quem gosta de vôlei não pode perder. Desta vez, o torneio promete ser ainda mais interessante, pois será a primeira competição com os melhores times do país e seus reforços de peso para a temporada. No São Caetano, o trio poderoso formado por Sheilla, Mari e Fofão. No Osasco, Thaisa, Sassá e Lia, uma das revelações do ano passado. No Rio de Janeiro, Érika, Joycinha e Carol Gattaz. Já o Brusque fez muitas contratações, mas perdeu boas jogadoras e é uma incógnita. Quem vai se dar melhor na briga?

Ela vai deixar saudades

Dom, 07/09/08
por Simone Evangelista |
categoria Quadra, Vôlei

fofao.jpgDepois de fortes emoções em 2008, a capitã e levantadora Fofão finalmente pôs um ponto final em sua história de sucesso na seleção brasileira. Foi emocionante ver o sentimento de gratidão de Zé Roberto Guimarães por uma jogadora que conduziu a equipe em quadra para buscar o ouro inédito em Pequim.

Foram cinco Olimpíadas e 340 jogos de dedicação a uma equipe que vive o seu auge. Fofão diz que vai sentir muitas saudades da equipe, que certamente também vai sentir muita falta dela. Sempre calma e centrada, a levantadora foi fundamental para as conquistas do time, que calou a boca dos críticos após anos de questionamentos.

Agora, começa o grande desafio de Zé Roberto: encontrar uma substituta para a levantadora. Segundo o técnico, Carol Albuquerque seria a titular imediata, mas a própria jogadora já afirmou que também pensa em se despedir. Será que existe, no Brasil, alguém capaz de preencher a lacuna deixada pela atleta de 38 anos?

Certamente, não neste momento, já que a experiência na seleção foi fundamental para que a jogadora atingisse um patamar tão alto. Portanto, é hora de paciência, muita paciência…temos Ana Tiemi, Dani Lins e outros talentos em ascensão, e caberá ao Zé escolher aquela que tiver mais condições de assumir uma responsabilidade tão grande. Alguma aposta?

Vôlei de praia

Festa completa para a mamãe Isabel Salgado! Não é qualquer uma que consegue ver seus três filhos campeões em um só dia. Maria Clara e Carol venceram na Polônia, e Pedro Solberg e seu parceiro Harley, na Espanha. As duas duplas representam o que há de melhor nesta nova geração da praia, e acredito que, em Londres/2012, vão dar o que falar. Os veteranos que se cuidem!

O orgulho é o mesmo

Seg, 01/09/08
por Carol Oliveira |
categoria Pequim, Quadra

feminino.jpgVi muitas coisas nas madrugadas olímpicas, foram muitas emoções… E o nosso vôlei não fica nem um pouco atrás. As seleções brasileiras conseguiram um ouro e uma prata nos Jogos Olímpicos de Pequim. Cores diferentes, mas o orgulho é o mesmo. Pelo menos o meu.

Orgulho das meninas por terem se superado e conquistado uma medalha inédita. Deixaram para trás a fama de “amarelonas” que tinham, fizeram uma campanha brilhante (alguém pensa o contrário?) e subiram no alto do pódio. Foi emocionante ver a roda, comemoração feita por elas, depois da premiação. Zé Roberto, agora o único técnico campeão nas duas categorias, ajoelhado após o último ponto contra os Estados Unidos fez muita gente chorar. Imagem que nunca mais esquecerei… Que orgulho!

masculino.jpgQuanto aos meninos, o que falar deles? Foram dois ciclos completos, leia-se oito anos, de vitórias. Título olímpico, Mundial, Copa do Mundo, Pan, Liga Mundial, Sul-Americano, Copa dos Campeões… Tudo isso eles têm no currículo. Acompanhei de perto a seleção de Bernardinho em alguns campeonatos e posso dizer que nenhuma outra equipe se dedica mais, treina mais, se exige mais que esta. Como não sentir orgulho? Eu sinto!

Pode parecer dúbio, mas ao meu ver a sensação de decepção existe não por eles terem sido derrotados na final. No esporte, se vence e se perde. Faz parte. A tristeza é por não terem encerrado a trajetória com o ouro. A prata é para ser desprezada? Não mesmo. (alguém pensa o contrário?) O time é fantástico, está na história por tudo que fez e o orgulho é enorme.

Uma breve satisfação aos amigos…

Voltei depois de longas madrugadas, poucas horas de sono e ainda com olheiras. Não estava em Pequim, mas, sinceramente, não sei se estivesse lá trabalharia mais do que trabalhei aqui. O sumiço deve-se ao limitado tempo que tinha de vida. Acreditem…

Li os comentários de vocês. Prometo que não os deixarei mais tanto tempo sem notícias, ok? Terei novidades em breve. Eu e Simone estamos nos ajustando à nova realidade, voltando ao horário de Brasília. Tudo será como antes logo, logo. E nada de Blog Esquecidinhas como alguns sugeriram…


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