Adeus trauma, adeus Rússia
A torcida para uma vitória do Brasil era gigantesca. Todos acreditavam em uma vitória. Porém, nem o mais otimista dos torcedores imaginaria que a seleção brasileira daria um chocolate na Rússia. Foi fantástico! As meninas entraram concentradas e não deram chances para que os fantasmas do passado (Atenas 2004 e Mundial de 2006) aparecessem. Do início ao fim, mantiveram a concentração, a vibração e jogo. Jogo, este, certinho, treinado… Posso parecer precipitada, talvez muito entusiasmada com a convincente vitória sobre as ‘gigantes russas’, mas sinto que agora vai.
As pessoas que acompanham o vôlei brasileiro, o treinado pelo Zé Roberto, notam a diferença de postura das jogadoras. Elas estão mais maduras, mas conscientes em quadra. Sabem direitinho o que devem fazer e o que não devem. Uma das deficiências da equipe que pude observar durante o Grand Prix, competição que o Brasil conquistou o heptacampeonato, era a cobertura. Impressionante como melhorou… Mérito da comissão e das atletas. Devem ter treinado atééééé, imaginem!
Bom, o primeiro grande desafio já passou. E passou bem! Agora é esperar pela Sérvia e Itália. Ouvi muitas pessoas falando assim: “É ganharam, mas quero ver na final.” Espero que estas pessoas mordam a língua, e que a seleção, com esse voleibol consistente que vem apresentando, traga a medalha inédita de ouro para o país. Elas merecem!
Hora da seleção masculina
Muito se falou da seleção de Bernardinho. Após o quarto lugar na Liga Mundial e a ‘confusão’ em um treino lá em Pequim, muitas questões ficaram no ar. Falaram de crise, de grupinhos na equipe. Sinceramente, não acredito em nada disso. Como todo grupo que está junto há oito anos, é mais que normal que existam problemas e que estes, às vezes, passem do limite. Amigos, eles estão jogando juntos há tempos. Quem acredita que tudo é um mar de rosas? Claro que não! Mas o legal é que sempre dão a volta por cima, sempre se superam. E, na minha opinião, não será diferente dessa vez.
Largadinhas…
Juliana deixou Pequim, Ana Paula chegou. Teve quem garantiu, de boca cheia, que não daria certo. Bom, até agora a dupla segue invicta nas Olimpíadas. Os jogos têm sido sofridos, vencidos apenas no tie-break, mas nada de anormal. Afinal, a Larissa e Ana Paula não tiveram tempo para treinar e o entrosamento está sendo buscado durante os jogos. Ana Paula substitui Juliana? Na minha opinião, não! Juliana tem um jogo único, e a sinergia entre ela e Larissa é fantástica. Mas Ana Paula tem sido um bom soldado, como ela mesma fez questão de se descrever.
Quanto aos meninos, só alegrias com Ricardo e Emanuel. Às vezes fico com medo de cravar uma medalha, pois no esporte tudo é possível, mas não consigo enxergar uma outra dupla no alto do pódio que não seja esta. Eles estão super bem, mostrando que o problema no pé do Ricardo não passou de um susto. Estou na torcida pelo ouro!
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