Este final de semana foi estranho, bota estranho nisso. Assim como o Goiás, também passei o final de semana fora e quando refleti sobre minha situação logo me lembrei do jogo contra o Coritiba (sem erro desta vez, Álvaro). Nesse momento fiquei imaginando os onze dentro do campo, sendo olhados com certo teor de ódio pela torcida adversária. Daí, pensei novamente. Estou num lugar com pouquíssimas pessoas se comparado a quantidade normal do público de um estádio, mesmo assim não estou me sentido bem, imagine como o Goiás se sente. Na verdade, tudo naquela cidadezinha do interior era novo por mais que a tenha conhecido anteriormente, e o novo é intimidante e/ou desconhecido por mais que nos preparemos.
E não parou por aí… Se não bastasse o lugar, as pessoas, das quais já tive o contato em outras oportunidades, já não eram as mesmas em sua essência. Elas mudaram, e como mudaram. Fizeram novas amizades, adquiriram novos conceitos, progrediram (aqui entenda por ir adiante). Eu também mudei e passei por grande parte do que elas passaram, por isso, quem sabe, tenha me sentido um estranho em meio a pessoas que pensei conhecer.
Depois de analisar o todo, me comparei com a situação da qual se encontrava o Goiás. Na ocasião, estava na numa sala com menos de cinco metros quadrados vendo o jogo em uma televisão de mais ou menos 14 polegadas. Além de pequena, a parabólica não estava bem sintonizada, ou seja, dá-lhe chuvisco. Voltando a comparação dita anteriormente. Por tudo que pude sentir, entendi a difícil tarefa do esmeraldino: jogar fora de casa e sempre com um novo adversário que muda a cada dia.
Com torcedores irritados ao meu lado, acompanhei a partida sem dizer uma palavra. Em silêncio não esbocei nenhuma reação, tentei ao máximo sentir o que o elenco sentia em campo e penso ter captado, mesmo em pequeno tom, o passado por eles. Ao término da partida, levantei, peguei o computador e iniciei meu ensaio para este post. Tentativa inválida, o som era demais e simplesmente não havia como concentrar. Conseqüentemente, assim como o Goiás após o empate com o Coritiba, tudo o que queria era ir embora! E foi o que aconteceu!
Cheguei e pensei, pensei e pensei um pouco mais. Vi, re-vi e vi de novo os lances da partida. Fui assistir ao Fantástico, para ver o que o comentário do Tadeu Schmidt (é assim que escreve mesmo?). Ele simplesmente falou daquele lance do Romerito, e nada mais! Agora você deve estar se perguntando o que ele quer dizer com toda essa ladainha. É simples, vou tentar explicar. Empatamos fora de casa com um forte concorrente, e não acho a atitude de ficar irritado a mais correta. Não acho mesmo! Como bem disse Bruno Lima em seu post do dia 14/10, o máximo não foi suficiente. Mais uma vez!
Mesmo com pessoas irritadas ao meu lado, televisão pequena e com um sinal péssimo, comprovei que a equipe jogou pra valer, deu o máximo de si e conseguiu um ótimo resultado. Talvez o 1 a 1 seria melhor visto em outras circunstâncias. Porém, depois de sentir na pele o que o Goiás sentiu, eu não tenho dúvidas de que o empate foi um ótimo resultado – coma já disse, agora, a três linhas acima.
UM ABRAÇO A TODOS!