Por: Janaina Castro - Família Esmeraldina

Para eles, o futebol é ensinado desde os primeiros passos, todos os mandamentos futebolísticos já são introduzidos geneticamente, restando apenas a incumbência de eleger um time para dedicar sua vida e destinar-lhe todo seu amor incondicional.
Para elas, acontece exatamente o contrário, desde menininhas já recebem suas bonecas e casinhas, sendo assim treinadas para suas futuras atribuições de mães e donas-de-casa. Dificilmente elas recebem oportunidades diferentes das convencionais para desenvolverem seus próprios gostos.
Imagino a ‘decepção’ de um pai fanático ao ver sua filhinha na maternidade, justo ele que sempre aguardou o nascimento de um menininho para levar ao estádio, para vestir o uniforme do time do coração, para acompanhá-lo nas ‘peladas’ dos fins de semanas! Mas essa frustração é posteriormente recompensada pelas qualidades da princesinha: delicadas, afetuosas e lindas!
Esse inicio tortuoso só demonstra que definitivamente não fomos criados para o universo do futebol, pelo contrário, crescemos lutando para compreende-lo e disputando a atenção com ele - seja dos nossos pais, irmão ou companheiros.
Infelizmente, vale a regra que mulher não gosta de futebol. A maioria ainda encara o futebol com indiferença, ou pior, como seu eterno rival e destruidor de relacionamentos. Mas tenho impressão que as coisas estão mudando…
Muitas deixaram de lado suas inclinações inatas, driblaram as desigualdades, o preconceito, a falta de incentivo, as imposições culturais e estão deixando para escanteio o papel de coadjuvantes.
A colocação marginalizada da mulher no futebol não combina com nossa realidade. Chega das velhas histórias: maria-chuteiras, ‘aquela’ que infelizmente é sempre lembrada - a mãe do juiz, ou a ‘assessora’ que pega a cerveja na geladeira.
O fato é que não somos piores e nem melhores que os homens, somos apenas diferentes. E constatar as diferenças que existem entre os sexos apenas assegura a evolução da mulher, sem que os falsos argumentos e o preconceito a prejudiquem.
Um jogo de futebol, por mais masculino que possa parecer, não seria o mesmo sem a sutileza e beleza das mulheres.
Somos essenciais! Hoje podemos nos orgulhar de realizarmos as mais diferentes atividades e ainda conciliá-las ao futebol: freqüentamos estádios, torcemos, discutimos e opinamos. E muitas foram além, fizeram do futebol a sua profissão, e hoje são excelentes profissionais sem as quais o futebol não teria o mesmo brilho!
Parabéns a todas as mulheres, pelo nosso dia, em especial a mulher esmeraldina x)
Para completar!
